Blog do Júlio Gomes

Arquivo : Atlético de Madrid

Real nunca foi tão favorito, mas nunca teve tanta concorrência na Champions
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juliogomes

O Real Madrid é o bicampeão da Liga dos Campeões da Europa. Tem o melhor jogador do mundo. Um técnico com time e diretoria nas mãos. Jogadores ótimos em todas as linhas. Banco de reservas jovem e fortíssimo. Tem camisa, tradição e o medo dos adversários.

Não há ninguém mais pronto que o Real na disputa da Champions League 2017/2018, que começa nesta terça-feira. E o reflexo disso é o favoritismo apontado pelas casas de apostas.

Durante os meses que antecederam a competição, um eventual título do Real Madrid tinha o mesmo retorno para os apostadores que uma eventual conquista do Barcelona ou do Bayern de Munique. E é assim há anos. Os três gigantes dominaram a competição, sempre entrando como favoritos, ao longo dos últimos dez anos. O Real foi campeão em 14, 16 e 17, o Barcelona em 09, 11 e 15, o Bayern em 13 (perdeu finais de 10 e 12).

As semifinais da última Champions foram as primeiras desde 2009 sem que pelo menos dois deles estivessem presentes.

Agora, as coisas mudaram. O Real Madrid se descolou dos dois concorrentes. É claro que o Barcelona, mesmo sem Neymar, mas ainda com Messi e Suárez, e o Bayern de Munique, de elenco milionário e técnico multicampeão, não podem ser descartados. Mas não estão na mesma prateleira que o Real Madrid.

Quem aparece como segundo favorito na competição é o Paris Saint-Germain, que ganha o status após as chegadas de Neymar e Mbappé. No final deste post, encontre o retorno das casas de apostas.

O PSG tem batido na trave desde que ganhou o aporte financeiro do Qatar. Precisa superar a barreira das quartas de final para, depois, pensar em título. No último mata-mata, todos se lembrarão, foi eliminado de forma surreal nas oitavas pelo Barcelona após fazer 4-0 na ida e levar 6-1 na volta. Agora, deu um murro na mesa. E acrescentou dois craques ao que já era um timaço. Qualquer coisa que não seja chegar à final será considerado um fracasso.

O PSG tenta se posicionar com o anti-Real. Mas não está sozinho.

Se, por um lado, o Real Madrid entra com um status de “maior favorito” que ninguém tinha desde o Barcelona dos anos de Guardiola, por outro vai ter de encarar uma competição incomum.

Devido ao título do Manchester United na última Europa League, a Inglaterra chega com cinco representantes. Que são, de fato, os cinco melhores times da Premier League, fortalecidos por altíssimos gastos em seguidas janelas de transferências e com técnicos badalados. Nada de Leicester e Arsenal, que todos sabiam que não chegariam a lugar algum.

O Chelsea, de Conte, o Manchester City, de Guardiola, o Manchester United, de Mourinho, e até mesmo o Liverpool, de Klopp, e o Tottenham, de Pocchetino, têm bola suficiente para eliminar qualquer time da Champions League quando chegar o mata-mata, no ano que vem. Os ingleses chegam com sede para recuperar o domínio da década passada.

E há uma leva de times que também são fortes o suficiente e com características interessantes para derrubar gigantes no mata-mata. O Atlético de Madri, de Simeone, foi finalista em 14 e 16, é um time ultracompetitivo e que já não surpreende mais. A Juventus chegou às finais de 15 e 17, perdeu Bonucci e Dani Alves, mas trouxe bons reforços e segurou Dybala.

O Napoli incomodou o Real Madrid na temporada passada e está roçando uma campanha mais longa. A Roma e o Sevilla podem encarar algum gigante em dois jogos. O Monaco, sensação da última Champions, perdeu muita gente, mas segue em alto nível. E não podemos descartar os alemães: o tradicionalíssimo Borussia Dortmund e o debutante RB Leipzig, que tem um ótimo time.

Não seria nenhum absurdo que qualquer um dos times citados acima neste post eliminasse o Real Madrid ou o PSG em algum momento. Pode até ser uma zebra, mas não um absurdo.

É uma Champions rara. Com um inegável favorito. Mas também recheada de times que podem derrotá-lo. Uma concorrência mais forte que a de outros anos.

Dessa turma toda, quem pode ficar pelo caminho já na fase de grupos?

Na próprio grupo do Real Madrid estão Borussia Dortmund e Tottenham, um deles vai sobrar. O grupo C reúne Chelsea, Atlético de Madri e Roma, que é favorita a ficar de fora. De resto, deverão estar todos no mata-mata, que promete ser o mais parelho e imprevisível da história. Por enquanto, ficamos com alguns jogaços e alguns joguinhos da fase de grupos.

Ranking de força do blog:

Prateleira 1:
Real Madrid – time pronto, bicampeão e com Cristiano Ronaldo

Prateleira 2:
Bayern de Munique – nunca é bom desprezar Ancelotti
Manchester United – nunca é bom desprezar Mourinho
Manchester City – nunca é bom desprezar Guardiola
Paris Saint-Germain – nenhum trio de ataque é mais poderoso. Tem fome

Prateleira 3:
Barcelona – Messi-Suárez podem desequilibrar, mas tem algo muito errado fora de campo
Atlético – parece em queda, mas tem coração, experiência, classe, técnico…
Juventus – forte, mas abaixo da temporada passada
Chelsea – a forma reativa de jogar pode machucar no mata-mata

Prateleira 4:
Tottenham – fez uma péssima Champions passada, mas o time está pronto
Liverpool – como será a reintegração de Coutinho após a crise?
Monaco – perdeu titulares, mas repôs bem (na medida do possível) e segue com talento e gols
Borussia Dortmund – foi primeiro no grupo do Real e chegou às quartas em 16/17
Napoli – tem um ataque muito rápido e está a ponto de beliscar algo maior se tiver sorte

Prateleira 5:
Leipzig – é vice alemão, segurou o time todo e pode incomodar
Sevilla – ainda não sabemos como será a vida pós-Sampaoli
Roma – ainda não sabemos como será a vida pós-Spalletti

Nas casas de apostas (retorno por valor apostado):
Real Madrid – entre 3,5 e 4
PSG – entre 6 e 7
Bayern – entre 7 e 8
Barcelona – entre 7 e 8
City – entre 10 e 12
United – entre 10 e 12
Juventus – entre 14 e 16
Chelsea – entre 14 e 18
Atlético – entre 18 e 22
Liverpool – entre 18 e 22


Oito jogos históricos que se repetirão na Champions League
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juliogomes

O sorteio da fase de grupos da Champions League distribuiu 32 das mais fortes e tradicionais equipes europeias em oito grupos. Os confrontos ocorrem entre setembro e dezembro. E o blog foi recuperar oito jogos históricos, um de cada grupo, que se repetirão agora, em 2017.

29/5/68 Manchester United 4 x 1 Benfica

Dez anos após a tragédia de Munique, um acidente aéreo que matou oito jogadores e três membros da comissão técnica do Manchester United, o clube conquistou sua primeira Copa da Europa – a primeira também de um clube inglês. Comandado pelo histórico técnico Matt Busby e o lendário Bobby Charlton, ambos sobreviventes da tragédia, o United enfrentou na final o Benfica, multicampeão português, que já tinha dois títulos europeus e o grande Eusébio no ataque.

O jogo, disputado diante de mais de 90 mil pessoas no velho Wembley, em Londres, terminou empatado em 1 a 1. Charlton abriu o placar para o United, mas Jaime Graça empatou para o Benfica a dez minutos do fim. Na prorrogação, gols de George Best, Kidd e, novamente, Charlton, selaram o 4 a 1 e a primeira Copa dos Campeões para o United. É um dos jogos mais importantes da história do clube e com toda a carga simbólica de ter ocorrido dez anos após o acidente de Munique.

Ambos estão no grupo A da atual Champions, e o United tem um retrospecto altamente positivo contra o Benfica, com seis vitórias, dois empates e somente uma derrota (fase de grupos, em 2005). Os outros times são o CSKA Moscou e o Basel, da Suíça, que em 2012 eliminou o próprio United da fase de grupos da Champions.

19/3/86 Anderlecht 2 x 0 Bayern de Munique

No grupo B da competição, o Bayern de Munique tem a companhia do Paris Saint-Germain (que ganhou os três jogos que fez em Paris contra os alemães). Os outros times, o Celtic e o Anderlecht, não devem ser páreos para os atuais multimilionários que enfrentarão.

Mas o Anderlecht viveu um auge e foi muito forte nos anos 70 e 80, quando ganhou duas Recopas (76 e 78), uma Copa da Uefa (83) e duas Supercopas (76 e 78, contra Bayern e Liverpool). Em 1986, entrou em campo contra o Bayern pelas quartas de final da Copa dos Campeões após perder a partida de ida por 2 a 1. No que foi um dos grandes jogos da história do clube, ganhou a volta por 2 a 0, com gols de Scifo e Frimann, classificando-se para as semifinais e igualando o feito de 1982.

Acabou sendo eliminado na semi pelo Steaua Bucareste, da Romênia, que seria campeão europeu na decisão contra o Barcelona. Aquele time do Anderlecht era a base da seleção da Bélgica, que chegaria à semifinal da Copa do Mundo de 86, no México – quatro jogadores do clube eram titulares da seleção belga, que tinha o goleiro Pfaff, do Bayern.

30/4/14 Chelsea 1 x 3 Atlético de Madri

Chelsea, Atlético de Madri e Roma deverão ter uma disputa apertada pelas duas vagas do grupo C. Houve poucos confrontos entre estes três clubes. Eu poderia lembrar de novembro de 2008, quando a Roma ganhou do Chelsea pela fase de grupos. Foi minha única visita ao Olímpico e eu bati o carro na saída do estádio. Mas foi muito mais uma pequena tragédia pessoal do que um jogo inesquecível :-).

Em 2012, o Atlético chegou a ganhar a Supercopa da Europa com um 4 a 1 sobre o Chelsea, então vencedor da Champions. Mas o confronto mais relevante entre eles ocorreria dois anos depois. Eram as quartas de final da Champions de 2014 e, após o empate sem gols em Madri, os times de Mourinho e Simeone se enfrentaram em Londres.

O Chelsea abriu o placar com Fernando Torres. Mas Adrián empatou ainda no primeiro tempo, e Diego Costa e Arda Turan decretaram o 1-3 que levaram o Atlético à semifinal europeia (perderia a final para o Real Madrid, na prorrogação). Na temporada seguinte, Diego Costa passaria a jogar pelo Chelsea – e agora quer desesperadamente voltar ao Atlético.

6/6/15 Barcelona 3 x 1 Juventus

O Barcelona conquistou sua quinta Copa da Europa ao vencer a Juventus, em Berlim, dois anos atrás. Foi o auge do lendário trio Messi-Suárez-Neymar, desfeito com a saída do brasileiro para o PSG. Aquela era a segunda temporada de Neymar no Barça, e a primeira de Suárez e do técnico Luís Enrique. Rakitic abriu o placar para os catalães, mas a Juve, que tinha Pirlo, Pogba e Tevez, empatou com Morata. Tevez desperdiçou uma grande chance de virada antes de Suárez fazer o segundo e, nos acréscimos, Neymar definir o 3 a 1.

Na temporada passada, há poucos meses, a Juve se vingou, eliminando o Barcelona nas quartas de final com um 3 a 0 em Turim e um 0 a 0 no Camp Nou. O clube italiano perderia a final para o Real Madrid, mas manteve a sólida base para a atual temporada, enquanto o Barcelona está juntando os cacos após o trágico mercado de verão e a perda de Neymar.

 

18/5/16 Sevilla 3 x 1 Liverpool

Outro jogo recente, o Sevilla conquistou a Europa League retrasada vencendo o Liverpool na final, disputada na Basileia, Suíça. Daqueles times, seis jogadores ainda seguem no Sevilla, e dez no Liverpool. Os ingleses saíram na frente com Sturridge, mas no segundo tempo Gameiro e Coke (duas vezes) viraram para o Sevilla, então treinado por Unai Emery, hoje técnico do PSG.

Aquela foi a terceira conquista de Europa League consecutiva do Sevilla, quinta no total. Os dois times estão no grupo E da atual Champions League, junto com o Spartak Moscou e o Maribor, da Eslovênia.

14/9/11 Manchester City 1 x 1 Napoli

Feyenoord e Shakhtar Donetsk, os outros integrantes do grupo F, nunca jogaram entre si ou contra Napoli ou City. Os clubes da Itália e da Inglaterra, favoritos para passar neste grupo, estiveram juntos nesta fase na temporada 2011/12.

O Manchester City jogava a Champions League pela primeira vez desde que passou a ter dinheiro árabe arraigando suas contas. Pela primeira vez na máxima competição europeia desde 1968. E o Napoli também vivia um momento histórico. Era seu primeiro jogo de Champions League e a primeira vez na máxima competição europeia desde 1990/91, ainda tempos de Copa dos Campeões e de Diego Maradona.

Na estreia de ambos na fase moderna da Champions, empate por 1 a 1, gols de Kolarov e Cavani. Depois, na quinta rodada, o Napoli venceria por 2 a 1, com dois de Cavani, passando o City na tabela e se classificando para as oitavas, deixando o já rico clube de Manchester eliminado na fase de grupos.

26/5/04 Porto 3 x 0 Monaco

Poucos diriam, antes do início daquela temporada 2003/2004, que o título europeu seria decidido entre Porto e Monaco. Mas foi o que aconteceu, com a vitória portuguesa na decisão, disputada em Gelsenkirchen, Alemanha. O brasileiro Carlos Alberto, Deco (nome do jogo) e o russo Alenichev marcaram na fácil vitória do Porto.

O jogo é inesquecível também por ter sido a primeira Champions conquistada por José Mourinho, que na temporada seguinte assumiria o Chelsea. O time do Porto seria a base da seleção de Portugal, que naquele verão de 2004, comandada por Luiz Felipe Scolari, perderia em casa a final da Eurocopa para a Grécia. Os principais nomes do Monaco eram Evra, Giuly e Morientes. Nenhum dos dois clubes voltou a jogar uma final europeia depois daquilo.

Na atual Champions, Porto e Monaco estão no grupo G, ao lado do debutante RB Leipzig, da Alemanha, e do Besiktas, bicampeão turco.

24/4/13 Borussia Dortmund 4 x 1 Real Madrid

O grupo H é considerado o grupo da morte. Real e Dortmund, que já caíram no mesmo grupo na temporada passada, voltam a se enfrentar e têm a companhia do Tottenham, uma força da Premier League. O Tottenham foi vítima recente tanto de um quanto do outro e precisa mostrar mais do que vem monstrando em campanhas europeias. Irá se reencontrar com dois ex-jogadores que estão no Real, Bale e Modric.

O Real Madrid eliminou o Borussia em 2014, no caminho rumo ao nono título europeu. Mas o jogo que fica marcado para a história foi disputado um ano antes. Era a partida de ida da semifinal, em Dortmund, e o polonês Robert Lewandowski, hoje no Bayern, fez simplesmente os quatro gols da vitória do Borussia, de Klopp, sobre o Real, de Mourinho. Na partida de volta, o Real fez dois gols no fim e quase chegou à heróica remontada, mas não deu. O Borussia Dortmund perderia a final de 2013 para o Bayern.

 


Real Madrid encabeça grupo da morte. Dos outros…
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juliogomes

As bolinhas tiradas por Totti e Shevchenko, homenageados no sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões, foram desviando balas aqui e ali. Mas não teve como evitar a confecção de um grupo da morte.

E o grupo H, encabeçado pelo campeão Real Madrid, é o que será apelidado assim. O Real enfrenta novamente o Borussia Dortmund (que no ano passado relegou os espanhóis à segunda posição no grupo) e o Tottenham (que fez uma péssima Champions no ano passado, mas é um belíssimo time de futebol). Sorte que o quarto elemento é o fraco Apoel Nicosia, do Chipre, que vai apanhar de todo mundo.

São três times para duas vagas. Mas o Real Madrid está alguns vários degraus acima dos outros. É possível que seja o grupo da morte… para os outros. Tottenham e Dortmund que se virem pela segunda vaga.

Outro grupo forte é o que reúne Chelsea, Atlético de Madri, Roma e o estreante Qarabag, do Azerbaijão. O Atlético e o Chelsea são favoritos, a Roma ainda é uma incógnita na temporada. Trocou técnico e perdeu bons jogadores. Claro que pode deixar um dos favoritos a ver navios, mas, a priori, corre por fora.

À exceção do Tottenham e do Chelsea, o sorteio foi muito bom para os ingleses.

O Manchester United, de José Mourinho, vai enfrentar Benfica, Basel e CSKA Moscou. Um grupo tranquilo para o gigante inglês, que não vai precisar se matar e sacrificar jogos da Premier League para passar. Benfica é ligeiro favorito para a segunda vaga.

O Liverpool, que poderia ter caído em um verdadeiro grupo da morte (estava no terceiro pote das bolinhas), se safou e jogará contra Sevilla, Spartak Moscou e Maribor, da Eslovênia. O Liverpool mostrou muita força da fase prévia, passando por cima do bom Hoffenheim. Mesmo que perca Philippe Coutinho, é o favorito destacado. Até porque o Sevilla tem técnico novo, ainda derrapa e vai suar para ficar à frente do Spartak, campeão russo.

O Manchester City, depois de anos de “azareios”, finalmente teve um sorteio favorável. Jogará contra Napoli, Shakhtar Donetsk e Feyenoord, o campeão holandês. City é favoritaço para ser primeiro do grupo. E o Napoli, um ótimo time de futebol, que manteve a base do ano passado, é favoritaço para ser segundo. Tem mais chance de o Napoli atrapalhar o City do que ser atrapalhado pelos outros.

Dos três grupos restantes, um tem equilíbrio total. E os outros dois tem aquele formato com duas grandes forças e duas zebras. O que se decide é basicamente quem fica em primeiro, quem fica em segundo.

É assim no grupo B, em que Bayern de Munique e o Paris Saint-Germain, de Neymar, disputarão o primeiro lugar e não terão a passagem às oitavas ameaçada por Anderlecht ou Celtic. Os confrontos entre Bayern e PSG devem ser os que chamarão mais atenção durante a fase de grupos.

E é assim no grupo D, em que Juventus e Barcelona, que se enfrentaram nas últimas quartas de final, jogarão pelo primeiro lugar. Bom sorteio para o Barça, que derrapa neste início de temporada, mas não deve ser ameaçado por Olympiacos ou Sporting de Portugal. Não quero desprezar as duas camisas, com muita história, mas imaginem se caísse um Liverpool ou um Tottenham ou um Leipzig nesse grupo? O Barcelona pode respirar aliviado.

O grupo G é o mais equilibrado, com Monaco, Porto, Besiktas e RB Leipzig. O Monaco é favorito. É o campeão francês, atual semifinalista e, ainda que tenha perdido três titulares em relação à campanha passada, segue mostrando ótimo futebol. O Porto tem a camisa mais pesada, mas o Besiktas é um bom time, bicampeão turco, e o RB Leipzig tem um ótimo time. É vice-campeão alemão e manteve a base.

Abaixo, os grupos e os prognósticos de quem passa para as oitavas de final:

Grupo A
Benfica (POR)
Manchester United (ING)
Basel (SUI)
CSKA Moscou (RUS)

Prognóstico: 1- United, 2- Benfica, 3- Basel, 4- CSKA

Grupo B
Bayern de Munique (ALE)
Paris Saint-Germain (FRA)
Anderlecht (BEL)
Celtic (ESC)

Prognóstico: 1- PSG, 2-Bayern, 3- Anderlecht, 4- Celtic

Grupo C
Chelsea (ING)
Atlético de Madri (ESP)
Roma (ITA)
Qarabag (AZE)

Prognóstico: 1- Atlético, 2- Chelsea, 3- Roma, 4- Qarabag

Grupo D
Juventus (ITA)
Barcelona (ESP)
Olympiakos (GRE)
Sporting (POR)

Prognóstico: 1- Juventus, 2- Barcelona, 3- Olympiacos, 4- Sporting

Grupo E
Spartak Moscou (RUS)
Sevilla (ESP)
Liverpool (ING)
Maribor (SLO)

Prognóstico: 1- Liverpool, 2- Sevilla, 3- Spartak, 4- Maribor

Grupo F
Shakhtar Donetsk (UCR)
Manchester City (ING)
Napoli (ITA)
Feyenoord (HOL)

Prognóstico: 1- City, 2- Napoli, 3- Feyenoord, 4- Shakhtar

Grupo G
Monaco (FRA)
Porto (POR)
Besiktas (TUR)
RB Leipzig (ALE)

Prognóstico: 1- Monaco, 2- Leipzig, 3- Besiktas, 4- Porto

Grupo H
Real Madrid (ESP)
Borussia Dortmund (ALE)
Tottenham (ING)
Apoel Nicosia (CHP)

Prognóstico: 1- Real, 2- Tottenham, 3- Dortmund, 4- Apoel


Espanhol começa hoje sem Vinícius Jr, a contratação mais cara da janela
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juliogomes

Sabem quem foi o jogador mais caro da janela de transferências espanhola até agora? Vinícius José Paixão de Oliveira Júnior, nascido em São Gonçalo 17 anos atrás.

Pois é. O Real Madrid pagou 45 milhões de euros ao Flamengo por Vinícius Jr, mas o garoto ainda não vai jogar na temporada 17/18 da Espanha. Talvez chegue ao Real no meio do ano que vem, com 18 anos completos e podendo assinar contrato. Talvez fique no Flamengo até o fim do próximo Brasileirão. Ou talvez, dependendo da escolha dos espanhóis e do amadurecimento do garoto, só vá no meio de 2019, daqui a duas temporadas.

É um projeto de longo prazo, na tentativa de encontrar o próximo Neymar. Até aí, normal. Pagar pouco e correr alto risco com a perspectiva de grande retorno, esse modelo é conhecido no futebol. O que acontece é que, no caso Vinícius Jr, não se pagou pouco. Vamos ver no que o garoto vai dar. Em alguns anos, daremos risada desse valor – para bem ou para mal.

Até que o Barcelona consiga (ou não) trazer Philippe Coutinho e/ou Dembélé, a contratação de Vinícius Jr, concretizada em maio, fica como a mais cara da janela espanhola, que fecha em 31 de agosto.

O campeonato começa nesta sexta com dois jogos (Leganés-Alavés e Valencia-Las Palmas). No domingo, o Barcelona estreia contra o Betis, no Camp Nou, e o Real Madrid faz sua primeira partida em La Coruña.

A segunda transferência mais cara do verão espanhol é outro brasileiro: Paulinho. O Barcelona pagou aos Guangzhou Evergrande, da China, os 40 milhões da cláusula rescisória.

E esses são os únicos brasileiros na lista de 15 maiores contratações de clubes da Liga espanhola para a temporada.

Mais para frente na lista, vão aparecer Léo Baptistão, sem espaço no Atlético de Madri, vendido ao Espanyol. E o goleiro Neto, ex-Juventus, que chega para ser o substituto de Diego Alves no Valencia. Ambos por 7 milhões de euros. Guilherme, ex-volante da Portuguesa e do Corinthians, foi comprado pelo La Coruña por 5 milhões junto à Udinese.

Aqui está a lista das 10 contratações mais caras da janela espanhola (valores em Euros, fonte diário Marca:

1- Vinícius Jr (BRA/Flamengo-Real Madrid) – 45 milhões (segue no Flamengo por empréstimo)

2- Paulinho (BRA/Guangzhou-Barcelona) – 40 milhões

3- Vitolo (ESP/Sevilla-Atlético) – 36 milhões (emprestado ao Las Palmas até janeiro)

4- Nelson Semedo (EQU/Benfica-Barcelona) – 30 milhões

5- Théo Hernandez (FRA/Atlético-Real Madrid) – 26 milhões

6- Luis Muriel (COL/Sampdoria-Sevilla) – 20 milhões

7- Simone Zaza (ITA/Juventus-Valencia) – 18 milhões (já estava no clube por empréstimo)

8- Daniel Ceballos (ESP/Betis-Real Madrid) – 17 milhões

9- Enes Unal (TUR/Manchester City-Villarreal) – 14 milhões

10- Rúben Semedo (POR/Sporting-Villarreal) – 14 milhões

11- Simon Kjaer (DIN/Fenerbahce-Sevilla) – 12,5 milhões

12- Gerard Deulofeu (ESP/Everton-Barcelona) – 12 milhões

13- Pablo Fornals (ESP/Málaga-Villarreal) – 11 milhões

14- Éver Banega (ARG/Inter de Milão-Sevilla) – 9 milhões

15- Nolito (ESP/Manchester City-Sevilla) – 9 milhões


Prévia do Espanhol: Real Madrid é favoritaço para o bi
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juliogomes

O Campeonato Espanhol começa nesta sexta-feira e, enquanto muitos insistem com o discurso do “só tem dois times”, a perspectiva para a temporada é de uma competição de “um time só”. O Real Madrid já era bicampeão europeu, mais time, mais completo. Mas, depois dos dois bailes em cima do Barcelona na Supercopa espanhola, a distância entre eles ficou exposta. E o gigante da capital torna-se um favorito destacado para ser bicampeão espanhol.

Tão favorito quanto o PSG na França ou o Bayern da Alemanha ou a Juventus na Itália? É mais ou menos por aí…

O abismo para o maior rival está tão grande que o próprio Piqué, que virou uma espécie de porta-voz não oficial do Barcelona, disse após a derrota de quarta, no Santiago Bernabéu. “Pela primeira vez em 9 anos me sinto inferior ao Real Madrid”. E, para piorar tudo, o Barcelona ficará o primeiro mês da temporada sem Suárez, lesionado.

Leia também: Superioridade do Real deve aumentar desespero do Barça no mercado

Depois dos anos de um domínio exagerado de Barcelona e Real Madrid na Espanha, especialmente os de Guardiola e Mourinho, os dois gigantes tiveram alguma resistência nas duas temporadas passadas.

O Atlético de Madri tornou-se uma ameaça real. E alguns jogos que eram resolvidos no estilo “passeio” ficaram mais duros. Times médios se reforçaram. Goleadas deixaram de ser tão previsíveis, ainda que tenham acontecido, claro que sim.

Dito isso, o Real Madrid voltou a ser campeão após quatro anos e agora o clube da capital tem a faca e o queijo na mão para ser dominante por bastante tempo.

Zinedine Zidane, uma aposta arriscada do presidente Florentino Pérez, caiu como uma luva. Tem exatamente o tom, o discurso e os métodos que agradam à comunidade que gira em torno do clube e o grupo de jogadores.

E, de repente, o Real tem uma baita linha defensiva, um meio de campo extraordinário e um ataque letal. Pode jogar com a bola ou sem ela. É fortíssimo no jogo aéreo, tem velocidade para contra atacar, tem qualidade para furar retrancas. Cristiano Ronaldo não dá sinais de parar. E o futuro está garantido com Isco, Asensio, o lateral Théo Hernandez, tirado do Atlético por 30 milhões de euros e que será preparado para substituir Marcelo, o meia Ceballos, do Betis, muito bom de bola, etc.

As saídas de Pepe, Danilo, Morata e James Rodríguez debilitam, claro. Debilitam o time reserva. Nada mais. É um elenco jovem e completíssimo.

Apesar de as casas de apostas insistirem em pagar o mesmo retorno para título do Real Madrid e título do Barcelona, vejo o clube da capital com amplo favoritismo para ficar com a Liga. A superioridade na disputa da Supercopa não é circunstancial.

Além de estar voando, encaixado e com elenco, o Real vê um Barcelona vivendo um pesadelo extra-campo. O clube foi humilhado pela decisão de Neymar de abandoná-lo. Virou motivo de piada nas rodas de dirigentes e pessoas importantes do futebol europeu. E também nas conversas de bar.  Não se perde um jogador como Neymar impunemente.

Agora é um clube desesperado que acaba tomando medidas desesperadas. Pagou por Paulinho mais do que deveria. E o mesmo acontecerá com Philippe Coutinho e/ou Dembélé. Isso se conseguir trazê-los. Mesmo que venham, haverá um tempo para adaptação, encontrar o melhor formato de time para acomodá-los, etc. Suárez está machucado. Quando perceberem, o Real Madrid estará muito na frente.

A derrota contundente na Supercopa não se deve à ausência de Neymar. O que Neymar fez foi perceber que a barca estava afundando e foi ser feliz em outro lugar. A linha defensiva é de segunda linha, o meio de campo está envelhecido e sem opções e Messi já está há tempos andando em campo. Faz gols, dá assistências, é um gênio, mas não trabalha mais defensivamente, não joga com sangue nos olhos. E isso já faz uns bons dois anos.

No meu ponto de vista, o Barcelona está mais para disputar segundo lugar com o Atlético do que primeiro com o Real Madrid.

O ATLÉTICO, de Simeone, segue tão forte quanto nos outros anos. É verdade que não pôde contratar ninguém pela sanção da Fifa, mas manteve seu grande líder, o técnico, e seu grande jogador, Griezmann. Em janeiro, devem chegar Diego Costa, Vitolo (emprestado ao Las Palmas até dezembro) e talvez outros nomes, o que fará do Atlético um candidato na Champions League (de novo).

A grande chave para o Atlético é dar mais espaço a protagonismo a Saúl, um jogador jovem, de muito talento e que talvez trabalhe demasiado taticamente. O belga Carrasco também precisa ter mais importância.

O SEVILLA substituiu Sampaoli pelo bom (e também argentino) Eduardo Berizzo, ex-Celta. Perdeu alguns jogadores importantes, como Vitolo, o lateral Mariano (Galatasaray, difícil entender essa decisão) e veteranos como o zagueiro Ramy, o meia Nasry ou o volante Iborra.

Mas trouxe reforços interessantes e que podem dar certo nas mãos de um técnico que gosta de jogo, como Berizzo. O atacante colombiano Muriel, da Sampdoria, o zagueiro dinamarquês Kjaer, do Fenerbahce, o volante Banega, da Inter, e os extremos Nolito e Jesús Navas, ambos chegando do Manchester City.

O grande adversário do Sevilla na busca por uma vaga na Champions League será novamente o VILLARREAL, que se reforçou com o colombiano Bacca (Milan) e o turco Unal (Man City) para o ataque, o zagueiro Semedo (Sporting) e o promissor meia Fornals (Málaga). As principais perdas foram o zagueiro Musacchio, para o Milan, e o veterano Soldado, para o Fenerbahce.

OUTROS:

A Real Sociedad e o Athletic Bilbao mantêm bases interessantes, mas dificilmente conseguirão se manter no G4. O Valencia, em eterna tentativa de ser grande de novo, aposta em um bom técnico, Marcelino. Mas segue com um elenco fraquinho.

Olho para o filho de Zidane, Enzo, que jogará no Alavés. O Celta, que havia apostado em Luís Enrique antes de o treinador chegar ao Barcelona, agora aposta em seu braço direito, Juan Carlos Unzué. Douglas Luiz, ótimo volante revelado pelo Vasco e comprado pelo Manchester City, atuará por empréstimo no recém-ascendido Girona para ganhar experiência.

Outras prévias no blog:
Em busca do hexa na Alemanha, Bayern não tem rivais à altura

Liga inglesa: a melhor virou também a mais imprevisível

França: Neymar e PSG fazem bi parecer sonho distante para o Monaco

 

Supercopa da Espanha:

13/8/17 Barcelona 1 x 3 Real Madrid
16/8/17 Real Madrid 2 x 0 Barcelona

Maiores campeões espanhóis: Real Madrid (33), Barcelona (24), Atlético de Madri (10)

Previsões:

Título: Real Madrid
Vice: Atlético de Madri
Vagas na Champions: Barcelona e Sevilla
Artilheiro: Messi
Melhor jogador: Isco
Olho em: Asensio e Saúl, astros da Espanha sub-21, podem explodir
Na TV: FOX e ESPN
Duelos imperdíveis: Atlético-Barcelona em 14/10/17, Atlético-Real em 18/11/17, Real-Barcelona em 19/12/17, Barcelona-Atlético em 3/3/18, Real-Atlético em 7/4/18, Barcelona-Real em 5/5/18

Bom saber: a rodada sempre começa na sexta à tarde e tem jogos também às segundas-feiras. Real Madrid e Barcelona quase sempre jogam sábado ou domingo à tarde.

Primeira rodada:

Sexta
15h15 Leganés x Alavés
17h15 Valencia x Las Palmas

Sábado
13h15 Celta x Real Sociedad
15h15 Girona x Atlético de Madri
17h15 Sevilla x Espanyol

Domingo
13h15 Athletic Bilbao x Getafe
15h15 Barcelona x Betis
17h15 La Coruña x Real Madrid

Segunda
15h15 Levante x Villarreal
17h Málaga x Eibar


Notórias despedidas na Europa: Calderón, Wenger, Xabi Alonso e Lahm
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juliogomes

O estádio Vicente Calderón já é história. E que história! À beira do rio Manzanares, com uma avenida passando por baixo das tribunas, com uma vista linda da cidade, com grande ambiente, de estádio de futebol de verdade.

O Atlético se despediu de seu estádio vencendo o Athletic Bilbao por 3 a 1. Dois gols de Fernando Torres, el niño, a grande esperança nos anos de vacas magras e que depois voltou em anos muito melhores – que só não foram perfeitos por causa das quatro derrotas seguidas para o Real Madrid em Champions League.

A festa foi maravilhosa. Com gols, aclamação aos velhos ídolos e ao time feminino, campeão nacional.

O Calderón era um estádio ruim para trabalhar, não vou negar. Chato para chegar. A zona mista, nos meus anos lá, pelo menos, era caótica. Ficar no campo era meio arriscado, já caiu radinho de pilha do meu lado. Na tribuna de imprensa, uma escadaria inacabável, chuva no computador… mas a vista da catedral de Almudena e do Palácio Real compensava tudo.

Vai deixar saudades. O Atlético vai jogar do outro lado da cidade, em uma arena dessas ultramodernas. Tomara que não perca o espírito, cada vez mais em falta no futebol-business.

Arsène Wenger é outro que se despede. Talvez do Arsenal, ainda não sabemos. Mas certamente da Champions League, pelo menos por um ano.

Wenger foi o primeiro homem nascido fora das ilhas britânicas a assumir o comando do Arsenal. Isso aconteceu no meio de 1996, há exatos 21 anos. Em sua primeira temporada, o Arsenal acabou em terceiro lugar, mas naquele ano somente os dois primeiros se classificavam para a Champions League.

No ano seguinte, temporada 97/98, o Arsenal conquistou o primeiro de seus três títulos ingleses com Wenger. Nunca ficou fora do G4 e, consequentemente, se classificou 19 vezes seguidas para a máxima competição europeia. Um feito e tanto, ainda mais considerando que no meio disse tudo o clube construiu um estádio novo e não teve tanto dinheiro para contratar, ainda mais se compararmos com clubes milionários controlados por estrangeiros (Chelsea, Manchester City).

Em 2016/2017, o Arsenal acabou pela primeira vez fora dos quatro primeiros na era Wenger. Ficou em quinto, com 75 pontos, mais que os 71 que renderam o vice-campeonato no ano passado. De nada adiantou bater o Everton por 3 a 1 na última rodada da Premier League, já que o Manchester City e o Liverpool venceram seus jogos e acabaram em terceiro e quarto, respectivamente.

Na vitória do Liverpool por 3 a 0 sobre o Middlesbrough, o brasileiro Lucas Leiva entrou a 10 minutos do final e acabou o jogo com a tarja de capitão no braço. Teve toda a pinta de despedida, após 10 anos no clube. Uma carreira de muito respeito. Se algum time brasileiro conseguir trazê-lo, estará fazendo um enorme negócio.

Também na Inglaterra, John Terry se despediu do Chelsea com mais uma vitória e título inglês. Um jogador que nunca teve esse futebol todo que se fala por lá, mas que inegavelmente é um símbolo da era vencedora do Chelsea.

Outros que se despediram, mas do futebol, foram Xabi Alonso e Phillip Lahm, com o fim da temporada do Bayern de Munique – pentacampeão alemão.

Xabi Alonso é um dos jogadores mais subestimados que vimos ao longo das últimas décadas. Enorme participações, dentro e fora de campo, em times históricos: o Liverpool campeão da Europa em 2005, o Real Madrid da Décima em 2014, a Espanha bicampeã europeia e, claro, campeã do mundo em 2010. Sabe demais de futebol, não tenho dúvida que voltará ao cenário europeu em outro cargo logo logo.

Phillip Lahm, o último homem a levantar uma Copa do Mundo, é outro que merece menção. Desafiou a lógica (um baixinho no futebol alemão!), ocupou muitas posições, triunfou com todos os técnicos. Exemplo de atitude e bola.


Atlético se despede com dignidade, Real Madrid merece a final
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juliogomes

O Atlético de Madri conseguiu o mais difícil. Aquilo que estava em qualquer roteiro dos sonhos de Simeone ou dos torcedores. Fazer dois gols nos primeiros 15 minutos. Mas, depois, parou.

O Atlético achou que conseguiria jogar com o 2 a 0 e fazer o terceiro naturalmente – ou no abafa nos minutos finais. Mas não existe segurar jogo contra o Real Madrid.

Quando um time está contra as cordas, é necessário continuar batendo até cair. O Real não conseguia trocar dois passes. Por pelo menos mais 5 ou 10 minutos, o Atlético deveria ter continuado com a mesma pegada. Errou. Recuou. Pagou o preço.

Isco começou a tomar conta do jogo. Jogando entre as linhas, botou a bola embaixo do braço e tranquilizou as coisas, trouxe o Real Madrid de volta para a partida – sempre escorado, claro, pelos perfeitos Kroos e Modric. Eles simplesmente não erram!

O gol da classificação sai de uma jogada magnífica de Benzema, recebendo um lateral e passando por três jogadores com um lindo drible a la futsal. Oblak para Kroos, mas não para Isco no rebote. Ali, com 2 a 1, caiu a já esperada ducha de água fria na cabeça do Atlético.

Isco deveria ter recebido um amarelo no primeiro e outro no segundo, assim como Casemiro, Varane e Gabi. O juiz foi muito mal na parte disciplinar. Mas acabou não interferindo no resultado do jogo.

No segundo tempo, o Atlético teve algumas chances de fazer o terceiro. Aos 20min, Navas faz duas ótimas defesas no mesmo lance. O jogo poderia ter sido incendiado ali. Não foi.

O Atlético errou ao ser pouco agressivo no Santiago Bernabéu. E perdeu a chance do milagre ao recuar depois de fazer 2 a 0 nesta quarta.

De todos os modos, o estádio Vicente Calderón se despede de competições europeias com uma noite para ser lembrada e uma vitória do Atlético sobre seu maior rival. Uma despedida muito bonita de um time que é o mais importante da história do clube.

O Real Madrid mereceu a classificação. Transformou a enorme superioridade da ida em resultado. E administrou com consistência a volta, quando poderia ter afundado.

Real e Juventus disputam a final europeia de novo 19 anos depois do duelo de Amsterdã e o gol histórico de Mijatovic. Já haverá tempo de falar sobre isso nas próximas semanas.


Real Madrid volta a lembrar o Atlético: “Nunca serão”
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juliogomes

Foi um muito bom jogo do Real Madrid e, de longe, a pior atuação do Atlético de Madri neste anos todos chegando às fases finais da Liga dos Campeões da Europa. No fim, a diferença foi novamente Cristiano Ronaldo.

O cara tinha dois gols nos oito primeiro jogos da Champions. Fez oito gols nos últimos três – os dois jogos contra o Bayern e o desta terça contra o Atlético. Os 3 a 0 no Santiago Bernabéu deixam o Real Madrid praticamente classificado para sua terceira final europeia em quatro anos.

É um time que faz pelo menos um gol desde um 0 a 0 com o Manchester City em 26 de abril do ano passado. 59 partidas consecutivas marcando. Se fizer um no estádio do Atlético, o rival precisará marcar cinco para se classificar. Em mata-matas, o Real Madrid nunca, na história, desperdiçou uma vantagem de três ou mais gols criada no primeiro jogo.

O fato é que a metamorfose promovida por Simeone nos últimos anos acabou sendo uma armadilha para o Atlético. O time raçudo, duro, defensivo dos primeiros anos foi dando lugar a talento e qualidade técnica. Não perdeu a solidez defensiva e ganhou muitas armas ofensivas.

Mas, contra o Real, ficou no meio do caminho. Não sabia se defendia ou atacava. Com 1 a 0 contra, no segundo tempo, se viu com a bola nos pés. Mas não cortava as linhas de marcação do Real. As substituições de Simeone não deram certo, Griezmann não encostou na bola. Navas não precisou se preocupar nem com chuveirinhos. Modric e Kroos, perfeitos, roubavam e logo acionavam os homens de frente. Foi um banho.

Mesmo sem pressionar, o Atlético cedeu inúmeros contra ataques a um Real Madrid que adora jogar assim. Zidane leu bem o jogo e, no meio do segundo tempo, colocou os rápidos Asensio e Lucas Vázquez no lugar de Isco e Benzema.

Haveria chances. E desta vez não tinha Neuer para operar milagres. Cristiano Ronaldo botou todas para dentro.

Zidane, conservador em substituições, tem um mérito claro na temporada. Usou o time reserva em cinco jogos fora de casa no Campeonato Espanhol. Os caras jogaram bem e trouxeram os pontos para casa. Não caiu na pressão da imprensa e manteve seus titulares para os jogos principais. Consequência: o time está voando fisicamente na reta final da temporada.

O Atlético saiu do Bernabéu humilhado. Depois de ter merecido o título em 2014, ter levado para os pênaltis em 2016 (sofrendo gol irregular, diga-se), o Atlético sai de campo com a sensação que era fortíssima antes da era Simeone, aquela que havia ficado para trás e agora volta com toda força.

A sensação do “nunca seremos”.

 

 

 


Real Madrid, Juventus e Monaco têm ótimo fim de semana antes das semis
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juliogomes

A semana será de semifinais de Liga dos Campeões, com o dérbi entre Real Madrid e Atlético de Madri, na terça, e Monaco x Juventus, na quarta. Mesmo sem entrar em campo neste domingo, Juventus e Monaco viraram virtuais campeões da Itália e da França.

A Juve tenta ser a primeira equipe a ganhar seis vezes seguidas o Italiano. O Monaco, por sua vez, tenta o oitavo título nacional, o primeiro desde o ano 2000. E ficou muito, muito perto com a derrota do Paris Saint-Germain neste domingo.

A temporada europeia vai chegando ao fim, e começam a aparecer os primeiros campeões das grandes ligas. O Bayern de Munique, após as decepcionantes eliminações na Liga dos Campeões da Europa e na Copa da Alemanha, garantiu matematicamente o pentacampeonato alemão ao desencantar e vencer o Wolfsburg por 6 a 0, fora de casa, no sábado.

Com Heynckes, o Bayern da tríplice coroa, em 2013, foi campeão com seis rodadas de antecipação. Com Guardiola, bateu o recorde em 2014 (sete rodadas, título em março). Em 2015, o tri veio com quatro rodadas de antecedência. O tetra, ano passado, na penúltima rodada. Agora, no primeiro ano de Carlo Ancelotti, é campeão com três rodadas para o fim da Bundesliga. Nunca, na história do futebol alemão, um time havia conseguido cinco títulos seguidos.

Na Inglaterra, o Chelsea deu um passo gigantesco rumo ao título ao vencer o Everton, fora de casa, por 3 a 0. É verdade que o Tottenham ganhou o dérbi de Londres contra o Arsenal, e a diferença entre eles segue em quatro pontos. Mas este era o último jogo realmente complicado para o Chelsea na tabela – dos quatro restantes, três são em casa e contra times da parte baixa da tabela.

A briga boa na Inglaterra é mesmo pelas duas vagas restantes no G4, as vagas para a próxima Liga dos Campeões. Liverpool e Manchester City tem os mesmos 66 pontos e os mesmos 28 gols de saldo (primeiro critério de desempate). O Manchester United tem 65 pontos, e o Arsenal tem 60, mas um jogo a menos.

Por falar em Liga dos Campeões, dos quatro semifinalistas, três brigam para serem campeões nacionais. E os três tiveram um fim de semana para sorrir.

O Real Madrid ainda tem os mesmos pontos que o Barcelona na ponta da Espanha, mas conseguiu uma vitória muito mais dramática. Pela enésima vez no campeonato, conseguiu pontos decisivos nos momentos finais. Marcelo foi o herói da vitória sobre o Valencia no sábado, marcando aos 41min do segundo tempo. O Valencia havia arrancado empates em Madri nas quatro das últimas cinco visitas e havia vencido o Real no jogo do turno.

Uma rodada a menos, e o Real Madrid ainda tem direito a empatar um dos quatro jogos restantes. Ao Barça, não basta vencer seus três jogos a fazer.

A Juventus empatou com a Atalanta na sexta-feira, mas depois viu de camarote a Roma perder o dérbi da capital por 3 a 1 para a Lazio, neste domingo de manhã. A vantagem na liderança, que poderia cair, subiu para nove pontos faltando quatro rodadas. A Juventus pode ser campeã na próxima rodada: faz em seu estádio o dérbi contra o Torino no sábado, enquanto a Roma tem um duro clássico contra o Milan, fora de casa, no domingo.

E o grande felizardo do dia foi o Monaco, que viu o PSG perder para o Nice por 3 a 1. Desde os 6 a 1 para o Barcelona, na Champions, o PSG havia vencido todas as nove partidas que havia disputado. Colocou pressão no Monaco, que busca seu primeiro título francês desde o ano 2000. Mas, apesar da maratona e de algumas partidas dramáticas, o time do Principado segurou as pontas.

No sábado, venceu o Toulouse precisando de uma virada no segundo tempo. Com a derrota do PSG em Nice, agora o Monaco tem três pontos de vantagem, muito mais saldo de gols (20 gols a mais), que é o primeiro critério de desempate, e ainda um jogo a menos.

Basta ao Monaco, portanto, ganhar dois dos quatro jogos restantes para ser campeão – pode perder duas vezes que ainda assim levará o caneco, mesmo que o PSG vença seus três jogos restantes. Essa margem de erro, que era pequena e ficou grande, dá um baita respiro para o Monaco focar nos duelos contra a Juventus pela Liga dos Campeões.

Em tempo: o Atlético de Madri, o último semifinalista da Champions, está fora da disputa pelo título espanhol, mas também sorriu. No sábado, meteu 5 a 0 no Las Palmas e recuperou a confiança em Gameiro. O problema é que perdeu Gimenez, machucado, e está sem lateral direito para enfrentar o Real Madrid – um tal Cristiano Ronaldo é quem joga por ali…


Nas casas de apostas, Juventus é tão favorita ao título quanto o Real
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juliogomes

O sorteio das semifinais da Champions League, na manhã desta sexta-feira, colocou a Juventus em uma posição de tão favorita quanto o Real Madrid para ser a campeã europeia. Pelo menos é o que dizem as casas de apostas.

Os “odds” são o retorno oferecido para uma certa aposta, calculados (por computador) em função da probabilidade de certo evento ocorrer. Os odds calculados para título da Juventus caíram após o sorteio, ou seja, a aposta em título da equipe italiana passou a pagar menos do que pagava antes.

No maior site de apostas do mundo (Bet365), o título da Juventus dá um retorno de 2,62 para 1, idêntico ao do Real Madrid. Antes do sorteio, o título da Juve pagava 3 para 1. O mesmo ocorreu em outras casas importantes de apostas.

Na semifinal, a Juventus enfrentará o Monaco, considerado o “azarão” entre os quatro times vivos na competição. Dono de um dos ataques mais positivos da temporada europeia, o Monaco aposta em um futebol ofensivo e revelou neste ano o jovem Mbappé, de 18 anos de idade, que está fazendo uma dupla de ataque mortal com o colombiano Falcao García.

Mas a Juve levou só dois gols em dez jogos na Champions, é um time mais equilibrado nas duas fases e acaba de eliminar o Barcelona sem sofrer um gol sequer. Ainda por cima, a Juventus decide o duelo contra o Monaco em casa, no Juventus Stadium, onde está invicta há um ano e meio (são quatro anos em competições europeias).

O título do Monaco, que antes pagava 7,50 para 1, agora paga 9 paga 1. Ou seja, o time monegasco é considerado mais azarão ainda hoje do que ontem.

Lembrando que o Monaco está em uma disputa ponto a ponto com o PSG pelo título francês, que não conquista desde o ano 2000, e o técnico português Leonardo Jardim já disse que este é o grande objetivo da temporada.

Uma eventual conquista do Atlético de Madri dá um retorno de 5 para 1 para quem quiser apostar nos colchoneros. Eram 4,50 para 1 antes de ser definida a semifinal contra o Real Madrid.

Os odds para título do Real Madrid (2,62 para 1) são os únicos que ficaram iguais após o sorteio. Se o Real for campeão, será o primeiro clube da história a ganhar duas Champions Leagues seguidas (desde que a Copa dos Campeões foi ampliada e ganhou esse nome), nos anos 90.

Real e Atlético se enfrentaram nas últimas três edições da Champions, sempre com vantagem para o primo rico da capital. O Real Madrid venceu o rival nas finais de 2014 (na prorrogação) e 2016 (nos pênaltis) e nas quartas de final de 2015 (empate por 0 a 0 no campo do Atlético, vitória do Real por 1 a 0 em casa). Desta vez, o jogo de volta será no estádio Vicente Calderón, que será desativado ao final da temporada.

Para saber mais sobre o histórico das duas semifinais, leia aqui:

Semis da Champions opões melhores ataques contra as melhores defesas