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Neymar será Bola de Ouro! Dezoito previsões bombásticas para 2018
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Julio Gomes

No meu post de fim de ano em 2016, previ o título europeu do Real Madrid, o brasileiro do Corinthians, o Grêmio voando com Renato Gaúcho, a saída de Neymar para o PSG, o Oscar para Moonlight, o fim do jejum da Portela no Carnaval… pena que esqueci de clicar no botão “publicar”!

Alguém caiu nessa? Não, né. Assim como ninguém cai nas desculpas de Marco Polo del Nero para não sair do Brasil…

Apesar da CBF, apesar da bandidagem, apesar da cartolagem, apesar da empáfia característica do futebol brasileiro, a seleção será hexacampeã do mundo na Rússia.

É com essa previsão que abrimos o post “bola de cristal” que encerra o ano. 18 palpites para 18.

Foram 253 postagens ao longo de 2017. E de antemão agradeço muito a quem leu, comentou, compartilhou. A ideia aqui não é polemizar de graça, criticar ou elogiar em função de preferências pessoais. A ideia é tratar o esporte de maneira séria e com responsabilidade.

Esquentando a bola de cristal… e vamos lá!

A seleção será hexa porque está pronta para isso, porque está mordida, porque tem um grande técnico, porque é forte em todos os setores, porque na semi romperá a maldição de sempre perder da França em Copas, porque na final manterá a Espanha na lista de fregueses e porque Neymar colocará seu nome na história…

…Neymar irá quebrar a dicotomia Messi-Cristiano e, com a taça na Rússia, ganhará todos os prêmios de melhor do mundo. Mas por causa da Copa, não do clube, já que o PSG, apesar das grandes atuações dele, justificando o investimento, não conquistará a Champions League…

…o PSG irá eliminar o Real Madrid nas oitavas de final, mas cairá na competição nas quartas, quando enfrentar um dos times de Manchester…

…Guardiola e Mourinho se enfrentarão na semifinal da Champions. Pep vai levar a melhor, Mou irá reclamar da arbitragem, pois seu time acabará o jogo decisivo com dez homens, e o City jogará e triunfará contra o Bayern de Munique na decisão de Kiev…

…Guardiola derrotará Tite na eleição de melhor técnico do ano e será aclamado como o melhor de todos os tempos…

…De Bruyne será o grande nome da Champions e chegará na Copa com status de “rival de Neymar” pelos prêmios individuais nos próximos anos, mas sucumbirá com a Bélgica nas quartas de final, no jogo mais difícil para o Brasil na Rússia…

…Messi será campeão espanhol com o Barcelona pela nona vez em 14 temporadas, mas será eliminado com a Argentina na primeira fase da Copa e anunciará a aposentadoria da seleção…

…a Islândia avançará no grupo da Argentina e será a Cinderela da Copa…

…Cristiano Ronaldo deixará o Real Madrid rumo à Inglaterra no meio do ano, na transferência que deixará em segundo plano a multimilionária venda de Philippe Coutinho ao Barcelona…

…Richarlison e Malcom serão os outros dois jogadores brasileiros vendidos por um valor bizarro, mas só passarão a defender a seleção depois da Copa…

…Maradona subirá no caminhão e desfilará com o time do Napoli, campeão italiano pela primeira vez em 28 anos, e participará de todos os eventos festivos, que irão parar a cidade por sete dias…

…no Brasil, o grande time do ano será o Cruzeiro, que irá ganhar algum título grande. Thiago Neves será o nome do ano por aqui…

…o Palmeiras será o grande rival do Cruzeiro ao longo do ano na disputa pelos títulos mais importantes…

…o Grêmio irá perder Luan e Arthur, deixar o Brasileiro em segundo plano e priorizar as Copas novamente, mas desta vez sem sucesso…

…antes do final do ano, Renato Gaúcho será anunciado técnico do Flamengo, que será eliminado na fase de grupos da Libertadores e terá mais um ano abaixo do esperado…

…o Corinthians? Vai despencar. Mas Andrés Sanchez não demitirá Carille…

…o Fluminense finalmente cairá para a Série B, após perder disputa ferrenha com o Botafogo…

…e a CBF seguirá sendo presidida por picaretas, e as instituições públicas nada farão para incomodar nossos bandidos.

Por falar em bandidos, eles continuarão sendo maioria absoluta no Congresso mais conservador já eleito na história e que fará do próximo presidente, quem quer que ele seja, mais um refém da política do toma-lá-dá-cá. Seguiremos na lama. Mas com seis estrelas no peito.

Bom ano a todos!


City e Guardiola ‘matam’ a Premier League no dérbi dos presentes
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Julio Gomes

O Manchester City foi a Old Trafford, ganhou do Manchester United por 2 a 1 e praticamente decretou o fim da disputa pelo título da Premier League.

Além de vencer seu principal concorrente, o City ainda foi beneficiado pelos empates de Chelsea, Arsenal e Liverpool. Neste momento, o time de Pep Guardiola tem 11 pontos de vantagem para o United, 14 para o Chelsea e podemos parar por aqui. O turno está quase no fim, são 15 vitórias e 1 empate em 16 jogos e nenhuma, nenhuma indicação de que o City vá “despencar” no returno.

Podemos considerar tranquilamente que o Manchester City será campeão inglês. Basta saber quando e qual será o tamanho do recorde. Por enquanto, as 14 vitórias seguidas já são uma marca inédita.

O que não dava para imaginar é que o City venceria o dérbi de Manchester com dois gols de bola parada, contando com falhas bisonhas de um time comandado por um tal José Mourinho. O time de Pep venceu com jogadas típicas dos times de Mou. Foram três gols na partida dados de presente pelas defesas.

Mas, independente de como saíram os gols que quebraram a série invicta de 40 jogos do United em seu campo, a forma de vencer foi a forma City de jogar, a forma Pep de enxergar futebol.

O domínio do City no primeiro tempo foi impressionante. Mesmo jogando no campo adversário, controlou completamente as ações, empurrou o United para trás e passou 45 minutos sem sofrer uma finalização sequer. O gol poderia ter saído bem antes. Mas saiu de um escanteio, após uma bobeada defensiva e a finalização de David Silva. O United empatou nos acréscimos em uma falha individual de Delph, lateral improvisado na esquerda por Guardiola e bem aproveitada por Rashford.

No segundo tempo, o United voltou melhor que o City, carregando o momento do primeiro. Equilibrou a posse de bola e aproveitou o fato de Guardiola ter precisado sacar o zagueiro Kompany e colocado Fernandinho na zaga. Mas, em nova jogada de bola parada, Lukaku afastou mal e ela sobrou limpa para Otamendi fazer o segundo do City.

Guardiola corrigiu, colocando um zagueiro e tirando Gabriel Jesus que, linda entortada no argentino Rojo à parte, fez um jogo ruim, errático, tomando más decisões – ainda que, diga-se, fora de seu melhor posicionamento. A partir daí, o City voltou a dominar. Sempre carregado por De Bruyne, um jogador especial, com leitura incrível e que adapta seu posicionamento em função do que encontra na marcação adversária.

No final, o United, claro, tentou buscar o empate. E, na melhor jogada do time de Mourinho na partida, parou em dois milagres seguidos do goleiro brasileiro Ederson.

O dérbi do ano passado serviu para ver que Guardiola havia viajado na contratação de Cláudio Bravo. O de hoje serve para referendar a grana paga por Ederson, um dos heróis da vitória.

Agora são 20 jogos entre Guardiola e Mourinho, com 9 vitórias para os times comandados por Pep, 7 empates e 4 vitórias do português.

O Manchester City é o grande time da temporada até agora. Ainda falta muito na Champions. Mas, na Premier, a vaca alheia já foi para o brejo.


Mou x Pep, capítulo 20: a batalha para voltar ao topo da pirâmide
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Julio Gomes

Em algum momento, parecia que José Mourinho e Pep Guardiola haviam atingido tal tamanho que mastodontes como Real Madrid e Barcelona estavam a seus pés. Não era o Barcelona que dominava a Europa e seria, um ano após o outro, desafiado por Chelsea, Inter, o próprio Real. Não. Era o Barcelona de Pep. E o desafiante era o time de Mou, onde quer que ele estivesse.

O tempo passou, Mourinho saiu do Real Madrid, viveu altos e baixos, perdeu um pouco do status adquirido. Guardiola foi para o Bayern, não chegou a uma final europeia, começou mal no Manchester City. E, neste domingo, eles se reencontram em mais um dérbi de Manchester.

Será o dérbi número 175 da história e o vigésimo jogo com os dois técnicos mais falados do mundo se enfrentando. O capítulo número 20. São dois técnicos que há muito tempo não atingem o olimpo que costumavam frequentar. Que não são unanimidade.

Mas que, nesta temporada, dão toda a pinta de que estão prontos para triunfar novamente. Não é apenas mais um Mou x Pep. É um clássico importante para situar a força dos times deles, que são candidatos a tudo na Europa e querem justificar o rótulo.

Amigos nos tempos de Barcelona anos-90 (Mou era auxiliar, Pep era jogador), eles romperam completamente em 2011, no auge da rivalidade. E agora, na mesma cidade, cinzenta, onde não há nada o que fazer e já há alguns anos sem se enfrentar diretamente por algo grande, parece que reataram.

Nas coletivas pré-jogo, não tivermos farpas para lá e para cá. Guardiola se recusou a criticar o jogo supostamente “negativo” do United (“cada técnico entende o futebol de uma maneira, essa é uma beleza do esporte”). Chamou Mourinho de “irmão gêmeo” na vontade de ganhar que ambos compartilham. O português, do outro lado, elogiou muito o time do City e seu “técnico fantástico”. Para não dizer que não era Mourinho, alfinetou os jogadores e as arbitragens (já fazendo aquela tradicional pressão) dizendo que às vezes “o vento derruba os jogadores do City”.

O fato é que os dérbis disputados na temporada passada tiveram um tamanho muito menor do que o esperado, pois os times de Manchester fizeram uma campanha pouco espetacular. Pareciam jogos envolvendo técnicos com mais passado do que futuro. Mas, neste ano, tudo mudou.

O City lidera a Premier com uma campanha surreal, 14 vitórias e 1 empate. O United tem respeitáveis 35 pontos, mas já está 8 atrás. Ou seja, o dérbi é crucial para o time de Mourinho, que joga em casa, tentar quebrar a invencibilidade do City, diminuir a diferença para 5 pontos e mostrar que o campeonato está vivo.

Mais do que isso. São dois times que claramente podem ir longe na Europa. Fizeram uma primeira fase de Champions League muito boa e podem, por que não, se encontrar em fases agudas no ano que vem. Guardiola e Mourinho voltam a ser fortíssimos aspirantes a tudo. A reconquistar a Europa – coisa que um não faz desde 2011, o outro, desde 2010.

Até hoje, foram disputados 19 confrontos diretos entre Mourinho e Guardiola. Pep ganhou oito jogos, Mou ganhou quatro e foram sete empates. Em pontos corridos, foram seis jogos, com três a um para o catalão (dois empates) – o mais marcante foi o primeiro, os 5 a 0 do Barça sobre o Real, a pior derrota de Mourinho. Esta é a quarta temporada em que eles treinam times na mesma liga.

Em mata-matas, o placar mostra 1 a 1 em Champions League (Inter sobre o Barça em 2010, Barça sobre o Real em 2011), 1 a 1 em Copas do Rei, 2 a 0 para Pep nas Supercopas da Espanha e Europa, que pouco valem, 1 a 0 para Mou na Copa da Liga Inglesa (ano passado), que também tem menos importância.


Real Madrid expõe fraquezas e longo caminho para o United
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Julio Gomes

O Manchester United pode até ser campeão europeu no ano que vem. No futebol, convém não duvidar de nada nem ninguém, especialmente quando estamos falando de gigantes. Um clube enorme, um técnico vencedor.

Mas, pelo que vimos na Supercopa da Europa, disputada nesta terça, na Macedônia, o caminho será longo.

O Real Madrid ganhou do United por 2 a 1, ficando com a taça. Gols de Casemiro e Isco, que começa a temporada do mesmo jeito que acabou a anterior: voando. Mas poderia ter goleado, tal foi o domínio na maior parte do jogo. E olha que o Real Madrid só teve Cristiano Ronaldo jogando os 10 minutos finais e o time não fez uma pré-temporada muito emocionante.

O fato é que o United pode lamentar um gol feito perdido por Rashford nos minutos finais. Seria o 2 a 2.

É uma característica dos times de Mourinho. Vender caro, se manter perto no placar, achar uns gols aqui e ali, ser competitivo. Mas, na atual fase do futebol europeu, mesmo do inglês, alguns atributos a mais são necessários.

Com o material humano que tem em mãos, Mourinho pode até atingir esse nível de evolução ao longo da temporada. Mas, pelo que vimos na pré-temporada e na Supercopa, o United não parece muito diferente daquele da temporada passada. Nenhum coração baterá mais forte.

Tem um goleiraço, mas uma defesa de poucas garantias. Do meio para frente, jogadores interessantes. Lukaku fará um caminhão de gols. Mas faltam jogadores que quebrem a defesa adversária.

Nas casas de apostas, o Manchester United é colocado na mesma prateleira do atual campeão Chelsea. Ambos, só menos favoritos do que o Manchester City, de Guardiola, mas à frente de Tottenham, Arsenal e Liverpool. Muitos esperam um particular duelo entre Mou e Pep pelo título. Será? Há mais dúvidas do que certezas.

Já o Real Madrid dispensa comentários. É um time para lá de pronto. Forte em todos os setores, com reservas à altura, Cristiano Ronaldo, bom ambiente, confiança. Não à toa, é o primeiro bicampeão na era Champions. Resta saber quem terá bala para evitar o tri.


José Mourinho, o homem que não perde finais
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Julio Gomes

José Mourinho disputou 14 finais importantes em jogo único em sua carreira. Ganhou 12. Se finais existem para ser vencidas, como disse o próprio Mourinho, o negócio é chamar o português. O aproveitamento dele chega agora a 85%.

Se considerarmos apenas finais europeias, Mourinho ganhou todas: quatro de quatro (Uefa com o Porto em 2003, Champions em 2004, Champions com a Inter em 2010). É o primeiro título internacional do clube após a era Alex Ferguson.

Com a vitória por 2 a 0 sobre o Ajax, em Estocolmo, o Manchester United conquista o título da Europa League. Um título inédito. E, assim, não apenas salva a temporada, com a classificação direta para a fase de grupos da próxima Liga dos Campeões. Dá para considerar uma temporada de sucesso, a do United.

Foi um jogo que aconteceu do jeito que José Mourinho planejou e queria. O Manchester United fechou o meio de campo com Pogba, Herrera e o contestado Fellaini, que fez ótima partida. Tirou a velocidade do jogo, não permitiu que o jovem time do Ajax imprimisse o ritmo que gostaria. Foi um baile tático.

Jogou melhor no primeiro tempo, fez o gol com Pogba e depois foi só controlando. O gol no comecinho do segundo tempo, com Mkhitaryan, a outra grande contratação para a temporada, praticamente selou a decisão. O Ajax tentou, foi guerreiro, mas não passou nem perto de ameaçar a vitória do Manchester. Uma alegria para a cidade inglesa, após o terrível atentado desta semana.

Claro que ninguém quer perder finais. Mas, para o Ajax, é importante voltar a uma decisão continental após 21 anos, ainda mais com um time jovem e promissor, que trará alegrias ou, pelo menos, dinheiro.

Dinheiro que tanto custou Pogba. Um craque, que fez uma temporada bem mais ou menos pelo valor desembolsado. Mas acaba com gol de título. O melhor Pogba ainda vai aparecer em Manchester.

Em seu primeiro ano com Mourinho, o United foi campeão da Community Shield (a Supercopa da Inglaterra), a Copa da Liga Inglesa e a Europa League. É verdade que acabou a Premier League em sexto lugar (na lanterna entre os seis mais poderosos). Mas, por causa do título de hoje, atingiu o objetivo maior, estar na próxima Champions e ajudar as finanças do clube.

Se o segundo ano de Mourinho costuma ser o melhor, por todos os clubes que passou, é bom ficar de olho neste United na próxima temporada.

A lista de 14 finais disputadas por Mourinho tem jogos de competições longas, domésticas ou europeias. As únicas derrotas vieram em maio de 2004 (Benfica 2 x 1 Porto na prorrogação, Taça de Portugal) e maio de 2013 (Atlético de Madri 2 x 1 Real Madrid, gol de Miranda na prorrogação, Copa do Rei da Espanha). Ou seja, nos 90 minutos, Mourinho nunca perdeu uma decisão.

A lista exclui as Supercopas, aqueles jogos de menor relevância, de pré-temporada praticamente, que abrem as competições oficiais na Europa – entre Supercopas em Portugal, Itália e Inglaterra, Mou ganhou quatro e perdeu quatro (sempre considerando apenas jogos únicos).

Já o Manchester United, por incrível que pareça, conquista um título inédito. Nunca havia conquistado a Copa de Feiras, da Uefa ou a Europa League (tudo a mesma coisa). Torna-se o quinto clube a ganhar, além da Uefa/Europa League, a Copa dos Campeões/Champions e a extinta Recopa (os outros são o próprio Ajax, Juventus, Bayern e Chelsea).


Vitória do Arsenal e tropeço do Liverpool embolam briga por G4 na Premier
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Julio Gomes

Os resultados do domingo embolaram ainda mais a acirrada disputa na Inglaterra por vagas na próxima Liga dos Campeões da Europa.

O Liverpool, um leão contra os grandes ao longo da temporada, voltou a ser um gatinho contra os pequenos. Com direito a pênalti perdido por Milner, o time empatou sem gols, em casa, com o Southampton. Mais tarde, o Arsenal, gatinho contra os grandes e leão contra os pequenos, finalmente venceu um clássico.

Fez 2 a 0 contra o time misto do Manchester United, quebrando uma série invicta de 25 jogos do rival no Campeonato Inglês. Foi também a primeira vez que Arsene Wenger ganhou de um time de José Mourinho na Premier – eram cinco derrotas e sete empates nas 12 partidas anteriores.

O Manchester United joga todas as fichas na tentativa de ser campeão da Europa League. Na quinta, recebe o Celta de Vigo e, após a vitória por 1 a 0 fora de casa na ida, é favorito para chegar à final. Se for campeão da Europa League, entrará na fase de grupos da próxima Champions mesmo que fique fora do G4 da Premier – neste caso, a Inglaterra teria cinco times na competição.

Situação da Premier League faltando duas semanas para o encerramento da competição:

1) Chelsea 81 pts
Duas vitórias em quatro jogos bastam para o título. Enfrenta Middlesbrough (c) nesta segunda e abre a rodada seguinte contra o West Brom (f), na sexta. Já tem tudo para ser campeão nesta semana;

2) Tottenham 77 pts
Mais uma ótima campanha, mas será mesmo vice-campeão. Tem mais três jogos a fazer e só pode chegar a 86 pontos;

A briga pelas últimas 2 vagas na Champions League:

3) Liverpool 70 pts (saldo +29)
Pega West Ham (f), Middlesbrough (c). Se vencer ambas, está na Champions, pelo menos em quarto lugar. Dependeria dos resultados do City para ficar em terceiro e entrar direto na fase de grupos. Possível que chegue ao jogo de domingo contra o West Ham atrás do City e só um ponto na frente do Arsenal na tabela. Muita pressão para cima do time, que não tem mais margem para tropeços;

4) Manchester City 69 pts (saldo +33)
Pega Leicester (c), West Brom (c), Watford (f). Se vencer as três, acaba em terceiro e vai direto para a Champions. Se vencer duas das três, pelo menos se garante em quarto lugar, já que tem saldo de gols bem superior ao do Arsenal. É quem está em melhor posição;

5) Manchester United 65 pts (saldo +24)
Pega Tottenham (f), Southampton (f), Crystal Palace (c). G4 é quase impossível, teria de vencer as três e torcer por tropeços de todos os outros rivais. Aposta as fichas em ganhar a Europa League e entrar, assim, como um quinto inglês na próxima Champions;

6) Arsenal 63 pts (saldo +24)
Pega Southampton (f), Stoke (f), Sunderland (c), Everton (c). Esperanças renovadas. Precisa vencer os quatro jogos restantes e torcer ou por um tropeço do Liverpool ou por dois tropeços do City. Difícil, mas não impossível. O primeiro passo é ganhar seu jogo atrasado, na quarta-feira.

Jogos dos ingleses nesta semana:

Segunda 16h: Chelsea x Middlesbrough
Quarta 15h45: Southampton x Arsenal
Quinta 16h: Manchester United x Celta (Europa League)
Sexta 16h: West Bromwich x Chelsea

Fim de semana que vem:

Sábado: 8h30 Manchester City x Leicester, 13h30 Stoke x Arsenal
Domingo: 10h15 West Ham x Liverpool, 12h30 Tottenham x Manchester United

 


Manchester United massacra. Leicester virou abóbora
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Julio Gomes

E o Leicester já virou abóbora.

Normal, nenhum problema nisso. Um ano atrás (ou dois ou dez), se o Manchester United fizesse quatro gols no primeiro tempo contra o Leicester em um jogo de sexta rodada, poucos queixos ficariam caídos.

Desta vez, alguns ficaram. Afinal, é o atual campeão inglês contra um clube que ainda não acertou o rumo desde a aposentadoria do lendário técnico Alex Ferguson. Foram três anos fora das três primeiras posições na Premier – após 22 anos consecutivos sempre entre os três.

O jogo deste sábado passou aquela impressão de “coisas voltando ao devido lugar”. Com Rooney no banco (vem polêmica aí) e dois volantes que são meias e fazem o jogo fluir (Pogba e Ander Herrera), o United de Mourinho mostrou um jogo dinâmico, veloz. Construiu naturalmente a goleada, com alguma contribuição do Leicester nas bolas paradas.

No segundo tempo, com o jogo resolvido pelos quatro gols no primeiro, o United diminuiu a intensidade.

Na atual temporada, além dos 4 a 1 deste sábado, o Leicester já levou 4 a 1 do Liverpool e foi eliminado pelo Chelsea na Copa da Liga (levando quatro). Na pré-temporada, já havia levado quatro do PSG e do Barcelona. Coisas em seus devidos lugares.

Parece claro que o sistema defensivo está sofrendo. Terá sido pela saída do volante Kanté? Nada é tão simples.

Simples foi para Kanté ir para um clube maior, o Chelsea. Seus ex-colegas Vardy e Mahrez foram sondados por grandes da Europa e resolveram ficar, renovaram até 2020. Na minha visão, erro clássico. As histórias de Cinderela não se repetem. Se a vida financeira deles ficou resolvida, a vida esportiva pode ficar em segundo plano. Cada um sabe onde o calo aperta e a real qualidade que tem, mas eles erraram feio se acharam que o Leicester passaria a ser um clube de elite, a disputar títulos todos os anos. Se ficarem mesmo até 2020, possivelmente jogarão quatro temporadas evitando rebaixamentos.

O Leicester lembra muito aquele São Caetano de outrora. Jogadores que não saíram perderam uma grande chance de defender camisas pesadas do futebol brasileiro. Diferente do que fez o São Caetano em 2002, no entanto, o Leicester não chegará à final de “sua” Libertadores – até que o grupo fácil deixará o Leicester disputar as oitavas da Champions League atual, mas difícil ir além.

De qualquer forma, por mais doloroso que seja cair na real, o torcedor do Leicester deve encarar tudo sempre com o copo meio cheio. Em vez de ficar lamentando os 4 a 1, basta lembrar que foi neste mesmo Old Trafford, em maio, que um empate por 1 a 1 deixou o Leicester com o título inacreditável nas mãos – ele viria no dia seguinte, após um empate do Tottenham (malditos pontos corridos).

Ser campeão inglês um ano e depois passar a vida no meio da tabela, às vezes amargando algum rebaixamento? Ou chegar todo ano em terceiro ou quarto lugar, nunca perto do título, mas sempre ali indo à Champions?

Para os donos de clube, sem dúvida a segunda opção é a melhor. E para o torcedor de um Leicester City da vida? Eu fico com a primeira. Tenho certeza que eles não trocariam 2016 por 20 Champions Leagues.

A carruagem virou abóbora. Mas os tempos de carruagem são simplesmente inesquecíveis. A história esportiva mais linda e surreal que já vimos acabou.

 


Guardiola supera Mourinho em dérbi eletrizante
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Julio Gomes

Manchester United e Manchester City, ou José Mourinho e Pep Guardiola, entregaram o que todos esperavam do primeiro dérbi da cidade na temporada. O City venceu por 2 a 1 fora de casa, em um golpe de autoridade na disputa que certamente os dois clubes de Manchester vão travar em busca do título da Premier League.

O City segue com 100% no campeonato, quatro vitórias em quatro jogos. Mourinho perde a primeira no comando do United.

Foi um jogaço, eletrizante, de tirar o fôlego do primeiro ao último minuto. O City foi melhor e mereceu vencer.

No primeiro tempo, foi um banho do time azul de Guardiola. Além de dominar a posse de bola, o City machucou o United com uma postura ofensiva. Pep escalou o time com Fernandinho com único volante (jogou demais) e muita madeira na frente: David Silva e De Bruyne se incorporando, Sterling e Nolito abertos pelas pontas e o jovem Iheanacho substituindo Aguero.

Curiosamente, foi em um chutão para frente que saiu o primeiro gol, um gol típico da Premier League, típico dos times de qualquer técnico, menos Guardiola. Iheanacho escorou o balão de cabeça, Blind falhou, e De Bruyne ficou no mano a mano com De Gea para concluir com perfeição. O belga foi o melhor jogador em campo, não só pelo gol, mas pelas diversas ocasiões em que deixou o United em apuros.

Aos 36min, foi de uma jogada individual de De Bruyne que saiu a finalização na trave e, no rebote, Iheanacho fez o segundo.

O jogo era dominado completamente pelo City, até que a história mudou em um erro bisonho de Claudio Bravo na saída do gol após uma bola parada alçada na área. Ibrahimovic, genial, aproveitou o erro com uma chicotada para diminuir. Eram 42min do primeiro tempo.

A etapa inicial foi um retrato desta disputa histórica que Pep e Mou representam.

Os times de Pep são sempre mais legais de ver. Ofensivos, buscam a bola, o jogo, a vitória de forma mais agressiva. O City valoriza a bola (teve 60% de posse), mas vai muito além disso. Mescla a forma de Guardiola ver o jogo com as características de extrema velocidade do futebol jogado no país. Assim como Guardiola incorporou elementos nos três anos de Bayern, o mesmo vai acontecendo agora.

Os times de Mou especulam mais, buscam a vitória através da destruição primeiro, a construção depois – ambas as facetas de jogo de forma incontestavelmente eficientes. Em um jogo em que seu time foi inferior, ficou a um triz de sair com o empate.

No entanto, Pep ainda vai ter remar muito para alcançar Mourinho no modo como o português ataca o mercado e participa das finanças dos clubes.

A saída do goleiro Hart do City, além de traumática, ocorrida no último dia da janela de transferências, representou perda de dinheiro para o clube. Chegou Bravo, que é bom goleiro. Mas custou bem caro (18 milhões de euros) e falhou feio na estreia. E não só falhou no lance do gol. A grande suposta qualidade aos olhos de Pep, a saída de bola com os pés, quase colocou o City em apuros algumas vezes. Quem aproveitou o erro de Bravo foi Ibra, que chegou de graça ao United para jogar com Mourinho.

No segundo tempo, o jogo mudou completamente. As entradas de Herrera e Rashford no United melhoraram o time, que adiantou as posições de Rooney e Pogba e passou a pressionar demais a saída de bola do City, roubar algumas e rondar a área adversária. O empate parecia próximo, quando foi a vez de Guardiola atuar. Colocou Fernando na contenção para ajudar Fernandinho, estabilizando o sistema defensivo.

Em contra ataques, o City quase chegou ao terceiro gol. Mas, nos acréscimos, foi aquele sufoco em que quase o United empatou. No fim, pelo amplo domínio do City no primeiro tempo e nenhum erro capital do árbitro, foi um resultado justo.

Ao todo, são agora 17 confrontos diretos entre Mourinho e Guardiola. Mou fica com três vitórias, Guardiola chega à oitava – são seis empates.

Em mata-matas, 1 a 1 em Champions League, 1 a 1 em Copas do Rei, 2 a 0 para Pep nas Supercopas que pouco valem. Desequilíbrio no geral, ampliado com a vitória do City neste sábado, mas equilíbrio nos confrontos eliminatórios – e certamente veremos mais deles nesta e nas próximas temporadas.

 


Duas visões: quem é melhor? Mourinho ou Guardiola?
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Julio Gomes

José Mário dos Santos Mourinho Félix. 53 anos. Português de Setúbal.

Josep Guardiola Sala. 45 anos. Espanhol de Santpedor, Catalunha.

Ou simplesmente Mou e Pep.

Pedindo licença ao ótimo, mas (bastante) menos midiático Carlo Ancelotti, estamos falando dos dois maiores técnicos de futebol do planeta. Os homens que tomaram conta do noticiário e de títulos e mais títulos na Europa nos últimos anos.

Neste sábado, quis os destino que se reunissem em uma cidade cinzenta e sem muita graça. Uma cidade da qual pouco (ou nada) falaríamos, não fosse o futebol. Manchester.

Mou está no United, onde sempre quis estar para trilhar o caminho de Alex Ferguson. Pep está no City, onde sempre quiseram que ele estivesse para fazer do clube não só um grande da Europa, mas amado no mundo todo por um estilo de jogo.

Os dois já se enfrentaram muitas vezes. E não se enganem. Serão eles que vão batalhar pela próxima coroa na Premier League. Manchester vai ficar pequena. A partir do ano que vem, serão os intrusos no domínio recente de Barça, Real e Bayern no continente.

mou_pep

O blog abre espaço para as palavras de dois dos jornalistas mais respeitados da Europa. Dois amigos. Como bons amigos, conheço bem suas paixões futebolísticas. Um é Guardiolista. O outro é Mourinhista. Quem é o melhor, afinal?

Martín Ainstein, jornalista argentino, vive em Madri e cobre futebol internacional para a ESPN:

“São dois treinadores muito parecidos em termos de mentalidade. Obcecados, com mentalidade ganhadora, estudiosos, não suportam a derrota. Guardiola diz que o importante é o caminho para chegar ao fim. Se equivocam os que pensam que eu não gosto de ganhar, ele diz. Mas procuro ganhar da maneira que sinto que seja a melhor para obter os resultados. E essa maneira de Pep é com posse de bola, encontrar circuitos de jogo, ter jogadores ofensivos, abrir o campo com pontas, goleiro que saiba sair jogando com o pé, defensores que tenham coragem para sair com a bola.

Mourinho tem outro estilo. Para mim, menos eficiente, porque é um estilo onde a especulação é mais importante que propor jogo. Ele trabalha melhor com as linhas fechadas, a defesa, tentar destruir antes de construir.

Estamos falando de dois treinadores que sempre tiveram em mãos elencos de muita qualidade e talão de cheque à disposição. Talvez outros treinadores, com orçamentos mais escassos, tivessem mesmo que trabalhar de forma mais conservadora. Mas Mourinho, assim como Guardiola, sempre pôde construir o tipo de equipe que quisesse. E poderia ter buscado ao longo dos anos jogadores com maior capacidade criativa.”

Duncan Castles, jornalista escocês, é um dos grandes conhecedores dos bastidores dos clubes ingleses:

“São dois grandíssimos treinadores. Mas, se eu tivesse a chance de pegar um para meu time, escolheria Mourinho. Se você comparar a carreira dos dois, verá que Mourinho conseguiu dois feitos que talvez Guardiola nunca consiga. Ele conquistou a Copa da Uefa e a Liga dos Campeões em anos seguidos com o Porto e depois conquistou uma tríplice coroa com a Inter de Milão sem precedentes no futebol italiano. Aquele time da Inter foi estruturado por ele no mercado de transferências, com jogadores baratos. Mourinho é um grande negociador e conseguiu, por exemplo, mandar Ibrahimovic para o Barcelona em troca de Eto’o e ainda uma quantia em dinheiro para montar o time. Talvez Guardiola nunca aceite pegar times com estruturas como as do Porto ou da Inter.

Outro grande fator é a força mental de Mourinho, a durabilidade. É lógico que Guardiola tem muitos méritos, mas precisamos colocar em contexto os times que ele tinha na mão no Barcelona e no Bayern. E ele acabou estressando relações nos dois clubes, pessoas dizem que era uma situação de tensão demais para ele. Talvez o que mostre um pouco desta fragilidade mental de Guardiola, talvez falta de confiança, seja a própria escolha de ir para o City. Ele poderia ter ido para clubes como o United e o Chelsea, onde ganhar a Champions League não seria algo inédito. Ele preferiu ir para um clube onde a pressão é menor, onde chegar à final já será um grande feito, onde ele tem dirigentes conhecidos, amigos dele e que lhe deram carta branca para mexer no elenco como quisesse.

Esse fato nos mostra algo fundamental sobre Guardiola, como as condições precisam ser perfeitas para ele poder desenvolver seu ótimo trabalho. Já Mourinho pega qualquer desafio, não tem medo das dificuldades e assume cada trabalho com a missão de conseguir a vitória da maneira que for.”

E aí, amigos, você concorda com Ainstein ou Castles?

Pep ou Mou? Mou ou Pep?


Nas pesquisas da bola, só o Chelsea sobe sem parar
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Julio Gomes

Tempos de pesquisas, de eleições, do voto. É fato que o momento é de muito pensar para todos os brasileiros. Há coisas bastante, bastante mais importantes que o futebol. Seria bacana, por exemplo, que as pessoas se lembrassem em quem votaram para deputado quatro anos atrás, não necessariamente se lembrassem de quem fez o gol naquele jogo X quatro anos atrás.

Mas como este é um blog de futebol, não de política, as pesquisas da vez serão sobre a Champions League e o início de temporada europeia.

Quem está subindo? Quem está descendo? Quem está empacado?

Lá vai.

SOBE SEM PARAR

Chelsea. Quem vai parar o time de Mourinho? E a pergunta não serve somente para a temporada atual, isso é que assusta. As contratações foram certeiras, o Chelsea simplesmente parece não ter pontos fracos. O segundo melhor goleiro da Europa (atrás de Neuer), defesa segura e alta, esse Matic, que faz todo mundo poder jogar à vontade, o Cesc Fàbregas que o Barcelona não soube aproveitar, brasileiros jovens e que praticam o futebol moderno, o talento de Hazard e… a cereja do bolo. Como mete gol o tal Diego Costa! Que erro cometeu Luiz Felipe Scolari ao não levá-lo para a Copa das Confederações, mamma mia. Tem banco, tem técnico, sabe jogar na retranca ou no ataque, tem competitividade. O único resultado estranho foi o empate na estreia da Champions. Mas vai ganhar o grupo sem problemas e já é, entre todas as ligas europeias competitivas, o time que lidera com mais folga para os concorrentes diretos pelo título.

 

SOBEM, MAS DEVAGARINHO

Juventus e Roma. É verdade que o futebol italiano caiu, perdeu nível, dinheiro e espaço. Mas Juventus e Roma parecem ter competitividade suficiente para a Champions League e ganharam todos os jogos que fizeram no Italiano. Se enfrentam no domingo. Quem ganhar, claro, pode ameaçar uma arrancada. Mas a Roma conseguiu um empate gigantesco em Manchester na terça, colocando o City contra as cordas. É um time que não pode ser desprezado.

Bayern de Munique. Nas casas de apostas, divide o favoritismo da Champions League com o Real Madrid. Mas não engrenou ainda. Está conseguindo vitórias sem brilho, vai levando a Bundesliga pela enorme superioridade que tem. Está claro que a filosofia de Guardiola está ali, só que ainda não vejo com a mesma clareza a satisfação dos jogadores em aplicá-la. É o melhor elenco da Europa, ganha jogos, mas ainda deixa uma pulga atrás da orelha.

Paris-Saint Germain. Ganhar do Barcelona, sem Ibrahimovic e Thiago Silva e dominando todas as facetas do jogo… foi uma demonstração de poder que deve fazer toda a diferença para o PSG daqui para frente. No Campeonato Francês, ainda está cinco pontos atrás do Olympique de Marselha de Bielsa. Mas o que importa para os donos ricaços é a Champions, e nela o PSG subiu alguns pontos nas pesquisas de opinião. Pode ser campeão europeu no ano que vem? Pode. Não dá para negar.

 

ESTAGNADOS

Real Madrid e Atlético de Madri. O Real teve um começo irregular de temporada, ainda tentando escapar desse fantasma chamado Di María. Para ganhar do glorioso Ludogorets, da Bulgária, quarta, precisou de algumas ajudinhas precisas da péssima arbitragem. Mas é o time de Cristiano Ronaldo, oras bolas. Ninguém pode duvidar do campeão da Europa. E nem do vice. O Atlético está parado nas intençõs de voto, e não subindo, porque já tropeçou nas duas ligas. Tropeços que não ocorreram no ano passado, quando Diego Costa estava lá para resolver jogos. As vitórias contra Sevilla e Juventus, no entanto, credenciam o time de Simeone a tudo novamente. Os dois times de Madri devem voltar a subir, mas, por enquanto, as campanhas deixam mais interrogações que certezas.

Arsenal. Parabéns, muito parabéns ao clube pelos 18 anos sob o comando de Arsene Wenger, completados nesta semana. O francês fez de um clube medíocre um dos exemplos de bom futebol na Europa. Hoje, todo mundo joga futebol de passe e qualidade, mas até bem pouco tempo atrás não era assim, não. No campeonato mais forte do planeta e contra clubes de imenso poderio financeiro, consegue todos os anos acabar entre os quatro e ir à Champions League. Mais uma temporada que começa relativamente bem e que deve terminar, no entanto, de forma parecida.

 

CAINDO

Barcelona. Trocar de técnico não é moleza. Trocar de goleiro não é moleza. Seguir sem zagueiros de confiança não é moleza. Ter um lateral que foi um dos grandes nomes do time por anos e que agora já desencanou não é moleza. Perder Xavi não é moleza. Ver Messi, ainda craque, ainda gênio, mas não com a mesma vontade e comprometimento, não é moleza. Esperar por uma completa adaptação de Neymar não é moleza. Mais um mês sem Luis Suárez não é moleza. O Barça lidera na Espanha, mas ainda parece o mesmo time apático do ano passado, é como aquele candidato que está liderando no primeiro turno, mas você sabe que não leva no segundo. A expectativa por Suárez é parecida com a expectativa por aquela denúncia que muitos querem ver na revista de sábado para mudar a eleição. Talvez expectativa demais, com doses de utopia. Será que o Barça voltará a subir?

Manchester United. Não está na Champions mas, como um dos cinco maiores clubes da história do futebol europeu, tem de estar na lista. É aquele candidato tradicional. Começo de temporada típico dos esquadrões montados pela metade. Um time espetacular do meio para frente, que comete erros bisonhos na defesa e compromete, assim, vitórias, pontuação e a chance de brigar com o Chelsea na Premier.

Borussia Dortmund. Era para ser o anti-Bayern, mas os resultados são horrorosos neste início de Bundesliga. Sem Lewandowski, a vida fica mesmo muito difícil. Compensou na Europa ganhando do Arsenal e encaminhando classificação. Ao contrário dos dois acima, não tem muita pinta de reverter a tendência de queda ao longo da temporada.

 

DESIDRATANDO

Manchester City e Liverpool. Disputaram o título inglês até o fim na temporada passada, mas na atual parece que verão o Chelsea de binóculo. Nem no segundo turno eles têm pinta de chegar. O Liverpool, que já havia operado um desses milagres lindos do futebol, não terá em Balotelli um novo Suárez. Os níveis são simplesmente diferentes demais. O City tem um timaço. Mas com lapsos de concentração incríveis, tanto ofensiva quanto defensivamente. O empate com a Roma em casa, pela Champions, deixa o time azul de Manchester contra a parede logo cedo na Europa. Terá de conseguir resultados em Roma e contra o Bayern no returno e, se passar, possivelmente será segundo no grupo, pegando pedreira nas oitavas de final. Está despencando nas pesquisas mas, claro, ainda há tempo para se recuperar. Ao contrário do Liverpool.

Milan e Inter. Falar mais o quê da dupla? Má gestão, contratações ruins, medidas desesperadas, resultados vergonhosos. Não disputarão título na Itália e têm pinta de que ficarão por um bom tempo fora do cenário europeu.