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Fenerbahce dribla fair play da Uefa e acerta com Giuliano por empréstimo
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O meia Giuliano, 27, conseguiu deixar o Zenit St Petersburgo, da Rússia, onde estava sendo barrado pelo técnico italiano Roberto Mancini, e acertou para jogar do Fenerbahce, da Turquia, por quatro anos.

Presente em todas as convocações de Tite para jogos oficiais e chamado para as partidas contra Equador e Colômbia, pelas eliminatórias, Giuliano precisava arrumar um time onde tivesse minutos e exposição para seguir nos planos e ir à Copa do Mundo do ano que vem.

O blog apurou que, para não ferir as regras do fair play financeiro da Uefa, o Fenerbahce acertou um empréstimo de um ano por 1 milhão de euros, com valor de compra fixado em 6 milhões (aproximadamente 22 milhões de reais) a ser pago no meio do ano que vem. Após o vencimento do contrato de empréstimo, pode ser efetuada a compra e assinado um outro contrato por três anos.

Giuliano teve sondagens da Sampdoria (Itália), da Real Sociedad (Espanha), clubes da Premier League e até da MLS americana, mas os interessados não chegaram a fazer propostas. Quem, de fato, ofereceu mais do que os 6 milhões de euros que o Zenit queria receber para negociar o meia foi o Trabzonspor, também da Turquia.

O brasileiro bateu o pé, disse que não aceitava ir para o clube, que é uma espécie de quarta força turca. O Zenit precisou aceitar uma proposta menor do Fenerbahce e só receberá o valor da compra no ano que vem. O clube russo pagou 7 milhões de euros para tirar o meia do Grêmio no ano passado.

O blog apurou também que Giuliano chegou a conversar com o técnico turco Aykut Kocaman, que volta ao clube. Em sua primeira passagem, levantou um título nacional (2011). A conversa foi essencial para o jogador se decidir pelo Fener, recusando a proposta do Trabzonspor.

O Fenerbahce, clube mais popular da Turquia e por onde já passaram Alex, Roberto Carlos e outros tantos brasileiros, só pode utilizar verbas provenientes de vendas para comprar jogadores. Não pode fechar o atual ano financeiro com déficit superior a 10 milhões de euros, senão pode ser sancionado. Para a temporada que vem, a limitação não existirá mais.

Na atual janela, vendeu o zagueiro dinamarquês Kjaer para o Sevilla por 12 milhões de euros e o atacante nigeriano Emenike para o Olympiakos por outros 2,5. Mas gastou 10 milhões para tirar o veterano atacante espanhol Roberto Soldado do Villarreal, 4,5 para levar Dirar, meia subutilizado no Monaco, e 1,5 para contratar o também veterano Valbuena, do Lyon e seleção francesa. O Fener ainda vai perder outro veterano, o holandês Van Persie, que deve assinar contrato para defender o clube que o revelou, o Feyenoord.

Uma semana atrás, o blog revelou em primeira mão que Giuliano, sem espaço e relegado ao banco de reservas com a chegada do técnico Mancini, pediu para a diretoria do Zenit liberá-lo. O clube russo sofreu uma reformulação na cadeia de comando e a atuação de novos empresários significou saída de brasileiros e entrada de argentinos no elenco (quatro foram contratados e são titulares do novo treinador).

Com o técnico anterior, o romeno Mircea Lucescu, que agora assumiu a seleção turca, Giuliano fez uma boa primeira temporada no Zenit. Atuou em 45 partidas, com 18 gols e 14 assistências, sendo artilheiro do clube russo no ano e com boas apresentações na Europa League. Assim, sempre fez parte dos planos de Tite.

O Fenerbahce também está na Europa League, mas ainda precisa passar da última fase pré-classificatória. Como já atuou pelo Zenit na mesma competição, Giuliano só poderia ser inscrito para a fase de grupos. E o clube terá de fazer uma ginástica e tirar alguém da lista, pois está limitado a um teto de inscritos na competição (novamente para respeitar as regras financeiras impostas pela Uefa).

O Campeonato Turco começa neste fim de semana, mas o brasileiro só deverá poder estrear na segunda rodada, justamente contra o Trabzonspor.

Campeão turco pela última vez em 2014 e só duas vezes nos últimos dez anos, o Fener tenta voltar a ter anos de mais relevância domesticamente e na Europa.

O futebol turco sempre foi dominado por Galatasaray (20 títulos),  Fenerbahce (19) e Besiktas (15, atual bicampeão), com títulos pulverizados entre o trio de Istambul e raríssimos momentos de domínio de um deles – o Fener, por exemplo, nunca venceu três ligas seguidas, e o último a conseguir o feito foi o Galatasaray de Fatih Terim, tetra nos anos 90.

Como mostra esta reportagem do UOL Esporte, os clubes turcos voltaram a fazer contratações de maior impacto nesta temporada, após sanções e limitações impostas pela Uefa.

O Galatasaray desembolsou 16 milhões de euros para contratar o volante Fernando, do Manchester City, zagueiro Maicon, do São Paulo, e o lateral Mariano, do Sevilla. Pagou outros 8 milhões para levar o meia marroquino Belhanda, do Dynamo Kiev.

O Besiktas, em busca do primeiro tri desde 1990-92 e com limitações financeiras, vendeu os zagueiros Rhodolfo, pro Flamengo, e Marcelo, pro Lyon. Trouxe Pepe, do Real Madrid, de graça, e gastou pouco para tirar o chileno Medel e o lateral Erkin, da Inter de Milão, e o centroavante Negredo, do Valencia. O time do técnico Senol Gunes tem os brasileiros Talisca (com mais um ano de contrato) e Adriano (lateral, ex-Barcelona) e é o rival a ser batido.

 

 

 


Exclusivo: Giuliano pede para sair do Zenit e busca novo clube pela Copa-18
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O meia brasileiro Giuliano está procurando nova casa. Presente em todas as convocações de Tite para jogos oficiais, ele se reuniu na tarde desta sexta-feira com a diretoria do Zenit St Petersburg, da Rússia, e pediu para deixar o clube.

Sem espaço com o novo técnico, o italiano Roberto Mancini, Giuliano foi comprado pelo Zenit junto ao Grêmio um ano atrás por 7 milhões de euros. Revelado pelo Paraná, o meia apareceu no cenário nacional no Internacional, com Tite. Ficou três anos e meio no Dnipro, da Ucrânia, antes de desembarcar em Porto Alegre novamente. Jogou (bem) dois anos no Grêmio e acabou voltando para o leste europeu.

Ele tem contrato com o Zenit até o meio de 2020, mas a cláusula rescisória não é tão assustadora. E o clube disse ao jogador que liberaria a venda por aproximadamente 22 milhões de reais (errata: a multa não é de 6 milhões de euros, como informado anteriormente, este é o valor que o clube quer).

Segundo apurou o blog, Giuliano não quer arriscar uma presença que parece quase certa na Copa do Mundo. Como não caiu nas graças de Mancini, pelo menos de cara, pediu a liberação da diretoria, recebeu a permissão para sair e está buscando novo clube a partir de hoje.

O que não estava nos planos do jogador foi uma mudança geral no Zenit St Petersburgo – além do técnico, mudaram diretores e novos agentes passaram a atuar de forma mais próxima ao clube. Na atual janela de transferências, o Zenit centrou esforços e buscou três argentinos: o volante Paredes, da Roma (23 milhões de euros), o zagueiro Mammana, do Lyon (16 milhões), e o atacante Driussi, do River Plate (15 milhões).

Foi justamente Driussi que virou titular no lugar de Giuliano e, logo no primeiro jogo, fez os dois gols da vitória do time sobre o Rubin Kazan, pelo Campeonato Russo.

Mancini tem utilizado pouco o brasileiro, que era titular absoluto com o romeno Mircea Lucescu – um técnico que historicamente sempre gostou muito de jogadores brasileiros e levou vários para jogar no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, onde ficou por 12 anos. Lucescu foi mandado embora após apenas uma temporada e sem conseguir levar o Zenit à Champions League – agora assumiu a seleção da Turquia.

Em sua primeira temporada no Zenit, com Lucescu, Giuliano foi o artilheiro do time, com 17 gols em todas as competições.

No Campeonato Russo 17/18, o Zenit jogou três partidas até agora e venceu as três. Giuliano foi titular no primeiro jogo (substituído no segundo tempo), começou no banco no segundo jogo, entrando no decorrer da partida, e não foi utilizado por Mancini no terceiro jogo.

Pela fase preliminar da Liga Europa, o Zenit fez duas partidas, sempre mandando uma espécie de time B a campo. Giuliano foi titular, mas acabou substituído nos dois jogos.

Ele não sabe se será relacionado por Mancini para o clássico contra o Spartak, domingo, em Moscou. Diante do cenário de incertezas e com a cabeça na Copa do Mundo, o jogador pediu dispensa.

 


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