Blog do Júlio Gomes

Arquivo : Tottenham

Sábado perfeito para Barcelona, PSG e outros líderes das ligas europeias
Comentários Comente

juliogomes

A rodada da Liga dos Campeões da Europa, semana que vem, gerou um super sábado no retorno dos campeonatos europeus, com praticamente todas as grandes forças do continente em ação.

O dia começou com um dérbi londrino, teve um romano durante a tarde e acabou com um dérbi madrilenho. Nenhuma zebra apareceu, o que é raro após as paradas para jogos de seleções (que geram perda de ritmo, lesionados, etc). Manchester City, Barcelona, Bayern de Munique, PSG e Napoli tiveram vitórias importantes e estão mais do que consolidados na liderança das cinco principais ligas.

City e Barcelona ganharam 11 de 12 jogos, enquanto PSG e Napoli ganharam 11 de 13. Estão invictos.

Espanha

O Barça, sem muitos problemas, passou pelo fraco Leganés, com dois gols de Suárez, quebrando uma seca incômoda, e um de Paulinho, que havia entrado no segundo tempo. A impressão é que o titular da seleção faz gol em todos os jogos do Barça! Já são quatro na Liga.

O Barcelona é, na visão deste blog e de acordo com as previsões feitas antes do início da temporada, a grande surpresa. São 11 vitórias e 1 empate em 12 jogos, uma campanha impressionante que nem os melhores Barças de anos atrás conseguiram.

Com 34 pontos, o Barça tem como perseguidor mais próximo o surpreendente Valencia, que tem 27 pontos e pode chegar a 30 se vencer o Espanyol, neste domingo. No fim de semana que vem tem Valencia x Barcelona, e Piqué desfalcará o time catalão.

Real Madrid e Atlético de Madri fizeram um dérbi muito intenso, bem jogado, mas não saíram do 0 a 0 no lindo estádio Wanda Metropolitano, que recebeu o primeiro clássico da cidade. Os dois já estão dez pontos atrás do líder.

Desde a inauguração do estádio, o Atlético ganhou as duas primeiras e depois colecionou uma derrota e, agora, quatro empates seguidos. Os resultados na nova casa estão sendo tão ruins que o time já está virtualmente eliminado na Champions League e ficou para trás no Espanhol. Está invicto na Liga, mas são seis vitórias e sete (muitos) empates.

O Real Madrid, bicampeão europeu, é inegavelmente uma das decepções da temporada. O time não demonstra a mesma fome e muito menos a mesma bola, fala-se em uma crise de relacionamento entre Sergio Ramos e Cristiano Ronaldo e parece claro que o elenco está mais fraco – o que permite menos alternativas a Zidane.

O Real teve algumas chances contra o Atlético, até poderia ter vencido pelo segundo tempo que fez. Mas não foi um time com a urgência da vitória, como se esperava. Como tirar dez pontos de desvantagem para o Barcelona, em uma liga desequilibrada como a espanhola?

Itália

O Napoli parece decidido a ganhar seu primeiro título desde 1990, quando era o time de Maradona. No clássico que fechou o sábado, fez 2 a 0 em cima do Milan.

Ao contrário do Barcelona, do City, do PSG e do Bayern, no entanto, ainda não tem grande vantagem, pois a Série A está muito equilibrada. São 35 pontos, contra 31 da Juventus e 30 de Roma e Inter, todos estes com um jogo a menos. Juve e Inter entram em campo no domingo.

Já a Roma venceu bem o dérbi da capital contra a Lazio, 2 a 1. Fez um grande primeiro tempo, abriu 2 a 0 no segundo e depois sofreu, mas garantiu a vitória. A Roma, de técnico novo, é uma das surpresas da temporada, mantendo altíssimo nível dos tempos de Spalletti – hoje técnico da Inter.

Inglaterra

Na Premier League, o Manchester City deu mais uma demonstração de força ao fazer 2 a 0 no Leicester, fora de casa. O time voltou a jogar bem, dominar completamente as ações. O City é um “vendaval” para cima dos adversários. Ataca por todos os lados, de todos os jeitos, com muita gente chegando de trás e muita qualidade.

Guardiola gerou interrogações em algumas cabeças incrédulas depois de um primeiro ano meia boca no City e de três anos sem chegar à final europeia com o Bayern. Parece que muitas das dúvidas estarão dissipadas antes mesmo no Natal.

O City faz uma campanha histórica, com 11 vitórias em 12 jogos, 40 gols marcados. Um escândalo. São 8 pontos de vantagem para o United, 9 para o Chelsea, 11 para o Tottenham, 12 para Arsenal e Liverpool.

Na rodada inglesa, Manchester United, Chelsea e Liverpool ganharam bem, e o Arsenal fez uma grandíssima partida contra o rival Tottenham, vencendo por 2 a 0. O Tottenham, naturalmente, foi o grande derrotado do super sábado. É verdade que o primeiro gol do Arsenal saiu de uma jogada que deveria ter sido invalidada, mas tal foi o domínio que parece uma bobagem falar de arbitragem.

Gabriel Jesus fez o primeiro do City, Philippe Coutinho fez o terceiro dos 3 a 0 do Liverpool sobre o Southampton, e, no jogo do United, duas grandes notícias. Pogba voltou ao time e fez a jogada do empate, quando o time perdia para o Newcastle, e ainda marcou o terceiro gol, que praticamente matou o jogo – seria 4 a 1. A outra grande notícia foi a volta de Ibrahimovic, após mais de seis meses longe dos gramados.

Bundesliga e Ligue 1

Na Alemanha, o Bayern chegou à sétima vitória em oito jogos desde o retorno de Jupp Heynckes ao banco de reservas. O reencontro é sucesso absoluto, e o Bayern volta a ganhar corpo como uma das forças da Europa.

Com a derrota – mais uma – do Borussia Dortmund, sexta, e o empate do RB Leipzig em Leverkusen, neste sábado, o Bayern já abre seis pontos para o Leipzig na liderança. O caminho para o inédito hexacampeonato já está bem pavimentado.

Na França, Neymar fez um jogo sem muita graça. Ficou apagado na goleada de 4 a 1 do PSG sobre o Nantes, um adversário perigoso e bem treinador por Claudio Ranieri.

Cavani abriu o placar aos 37min, quando o PSG nada tinha feito em campo. Os outro gols saíram todas de lambanças bizarras do adversário, o que mostra o desnível entre a liga francesa e outras mais potentes. Com mais um tropeço do Monaco, na sexta-feira, agora a distância entre eles é de seis pontos.

No domingo que vem, haverá o aguardado duelo entre Monaco e PSG. Além de estar jogando mal, o Monaco enfrentará um time que ganhou 11 e empatou 2 até agora, campanha inferior somente à do City na Inglaterra.

 

 


Cristiano Ronaldo, melhor “9” do mundo, encaminha vaga do Real
Comentários Comente

juliogomes

Cristiano Ronaldo usa a 7. Já jogou pelos lados. Era usado eventualmente como centroavante, até nos tempos de Manchester United e seleção portuguesa de Felipão isso acontecia. Mas era esporádico. O tempo passa. Diminuem a velocidade e a capacidade de driblar, o gajo virou um ” camisa 9″ de vez no Real Madrid. E adivinhem só? É o melhor 9 do mundo.

Atacantes de área que sejam matadores, sejam altos, façam pivô e também saibam cair para os lados, abrir espaços e jogar para time estão virando coisa rara. Tem Suárez, Cavani, Lewandowski, Benzema, Kane… cada vez mais outro tipo de jogador é usado no comando de ataque. Gente com mais mobilidade, como Gabriel Jesus, por exemplo.

Muitos times jogam sem o tradicional 9 ou com um falso 9.

Com a lesão de Bale, na temporada passada, e a de Benzema, nessa, Zidane resolveu deixar Cristiano Ronaldo ali no comando do ataque mesmo. Oficializou. A posição dele agora é essa. Assim como Romário, um dia velocista (e já goleador), virou o rei da área a seu tempo.

Com os dois gols em Dortmund nesta terça-feira, Cristiano Ronaldo chegou a 411 gols em 400 partidas oficiais com a camisa do Real Madrid. Qua-tro-cen-tos-e-on-ze. Isso aí.

O jogo acabou 3 a 1, e foi a primeira vitória do Real em Dortmund, um campo historicamente difícil. Um jogo muito aberto desde o início, com os dois times trocando golpes e chances. E já sabe, quando se joga assim contra o Real Madrid, geralmente se paga um preço.

É verdade que teve o possível pênalti de Sergio Ramos, salvando o que seria o 1 a 0 do Borussia com o braço. Me parece que Navas toca na bola e ela espirra em Ramos, o que não significaria penalidade (bola na mão). Polêmica à parte, o Borussia desperdiçou várias chances ao longo do jogo. E o Real foi muito mais eficiente, em uma grande partida de Bale (fez um golaço, o primeiro, e deu o passe para o segundo).

O grupo H, chamado de “grupo da morte” desde o sorteio, vai pintando como grupo da morte… do Borussia.

Real e Tottenham têm seis pontos, Borussia e o saco de pancadas Apoel têm zero. O Borussia precisará ganhar os dois jogos contra o time cipriota e, de preferência, torcer para o Tottenham perder as duas do Real. Assim, decide tudo no confronto direto contra os ingleses.

Outros grupos

No grupo E, o Sevilla venceu o Maribor, como esperado, e o Liverpool só empatou em Moscou contra o Spartak. São dois empates do Liverpool, que agora precisa fazer o lógico e vencer as duas contra o Maribor para respirar. A boa notícia foi o ótimo gol marcado por Philippe Coutinho, que parece estar de volta.

No grupo F, o Manchester City, que está pegando fogo e talvez seja o melhor time da temporada até agora, fez 2 a 0 no Shakhtar Donetsk. O Napoli fez 3 a 1 no Feyenoord. O City têm 6, Shakhtar e Napoli têm 3. Os napolitanos precisam somar algum ponto nos jogos contra o City e torcer pelo Feyenoord contra o Shakhtar.

No equilibradíssimo grupo G, o Besiktas chegou à segunda vitória ao bater o Leipzig, com um belo gol de Talisca. E a surpresa ficou para os 3 a 0 que o Monaco levou em casa do Porto. O Besiktas está bem posicionado no grupo, com 6 pontos, e o Monaco, com apenas 1 ponto, terá de se virar para não ser eliminado. Os dois se enfrentam duas vezes, e o mesmo farão Porto e Leipzig.

 


Real nunca foi tão favorito, mas nunca teve tanta concorrência na Champions
Comentários Comente

juliogomes

O Real Madrid é o bicampeão da Liga dos Campeões da Europa. Tem o melhor jogador do mundo. Um técnico com time e diretoria nas mãos. Jogadores ótimos em todas as linhas. Banco de reservas jovem e fortíssimo. Tem camisa, tradição e o medo dos adversários.

Não há ninguém mais pronto que o Real na disputa da Champions League 2017/2018, que começa nesta terça-feira. E o reflexo disso é o favoritismo apontado pelas casas de apostas.

Durante os meses que antecederam a competição, um eventual título do Real Madrid tinha o mesmo retorno para os apostadores que uma eventual conquista do Barcelona ou do Bayern de Munique. E é assim há anos. Os três gigantes dominaram a competição, sempre entrando como favoritos, ao longo dos últimos dez anos. O Real foi campeão em 14, 16 e 17, o Barcelona em 09, 11 e 15, o Bayern em 13 (perdeu finais de 10 e 12).

As semifinais da última Champions foram as primeiras desde 2009 sem que pelo menos dois deles estivessem presentes.

Agora, as coisas mudaram. O Real Madrid se descolou dos dois concorrentes. É claro que o Barcelona, mesmo sem Neymar, mas ainda com Messi e Suárez, e o Bayern de Munique, de elenco milionário e técnico multicampeão, não podem ser descartados. Mas não estão na mesma prateleira que o Real Madrid.

Quem aparece como segundo favorito na competição é o Paris Saint-Germain, que ganha o status após as chegadas de Neymar e Mbappé. No final deste post, encontre o retorno das casas de apostas.

O PSG tem batido na trave desde que ganhou o aporte financeiro do Qatar. Precisa superar a barreira das quartas de final para, depois, pensar em título. No último mata-mata, todos se lembrarão, foi eliminado de forma surreal nas oitavas pelo Barcelona após fazer 4-0 na ida e levar 6-1 na volta. Agora, deu um murro na mesa. E acrescentou dois craques ao que já era um timaço. Qualquer coisa que não seja chegar à final será considerado um fracasso.

O PSG tenta se posicionar com o anti-Real. Mas não está sozinho.

Se, por um lado, o Real Madrid entra com um status de “maior favorito” que ninguém tinha desde o Barcelona dos anos de Guardiola, por outro vai ter de encarar uma competição incomum.

Devido ao título do Manchester United na última Europa League, a Inglaterra chega com cinco representantes. Que são, de fato, os cinco melhores times da Premier League, fortalecidos por altíssimos gastos em seguidas janelas de transferências e com técnicos badalados. Nada de Leicester e Arsenal, que todos sabiam que não chegariam a lugar algum.

O Chelsea, de Conte, o Manchester City, de Guardiola, o Manchester United, de Mourinho, e até mesmo o Liverpool, de Klopp, e o Tottenham, de Pocchetino, têm bola suficiente para eliminar qualquer time da Champions League quando chegar o mata-mata, no ano que vem. Os ingleses chegam com sede para recuperar o domínio da década passada.

E há uma leva de times que também são fortes o suficiente e com características interessantes para derrubar gigantes no mata-mata. O Atlético de Madri, de Simeone, foi finalista em 14 e 16, é um time ultracompetitivo e que já não surpreende mais. A Juventus chegou às finais de 15 e 17, perdeu Bonucci e Dani Alves, mas trouxe bons reforços e segurou Dybala.

O Napoli incomodou o Real Madrid na temporada passada e está roçando uma campanha mais longa. A Roma e o Sevilla podem encarar algum gigante em dois jogos. O Monaco, sensação da última Champions, perdeu muita gente, mas segue em alto nível. E não podemos descartar os alemães: o tradicionalíssimo Borussia Dortmund e o debutante RB Leipzig, que tem um ótimo time.

Não seria nenhum absurdo que qualquer um dos times citados acima neste post eliminasse o Real Madrid ou o PSG em algum momento. Pode até ser uma zebra, mas não um absurdo.

É uma Champions rara. Com um inegável favorito. Mas também recheada de times que podem derrotá-lo. Uma concorrência mais forte que a de outros anos.

Dessa turma toda, quem pode ficar pelo caminho já na fase de grupos?

Na próprio grupo do Real Madrid estão Borussia Dortmund e Tottenham, um deles vai sobrar. O grupo C reúne Chelsea, Atlético de Madri e Roma, que é favorita a ficar de fora. De resto, deverão estar todos no mata-mata, que promete ser o mais parelho e imprevisível da história. Por enquanto, ficamos com alguns jogaços e alguns joguinhos da fase de grupos.

Ranking de força do blog:

Prateleira 1:
Real Madrid – time pronto, bicampeão e com Cristiano Ronaldo

Prateleira 2:
Bayern de Munique – nunca é bom desprezar Ancelotti
Manchester United – nunca é bom desprezar Mourinho
Manchester City – nunca é bom desprezar Guardiola
Paris Saint-Germain – nenhum trio de ataque é mais poderoso. Tem fome

Prateleira 3:
Barcelona – Messi-Suárez podem desequilibrar, mas tem algo muito errado fora de campo
Atlético – parece em queda, mas tem coração, experiência, classe, técnico…
Juventus – forte, mas abaixo da temporada passada
Chelsea – a forma reativa de jogar pode machucar no mata-mata

Prateleira 4:
Tottenham – fez uma péssima Champions passada, mas o time está pronto
Liverpool – como será a reintegração de Coutinho após a crise?
Monaco – perdeu titulares, mas repôs bem (na medida do possível) e segue com talento e gols
Borussia Dortmund – foi primeiro no grupo do Real e chegou às quartas em 16/17
Napoli – tem um ataque muito rápido e está a ponto de beliscar algo maior se tiver sorte

Prateleira 5:
Leipzig – é vice alemão, segurou o time todo e pode incomodar
Sevilla – ainda não sabemos como será a vida pós-Sampaoli
Roma – ainda não sabemos como será a vida pós-Spalletti

Nas casas de apostas (retorno por valor apostado):
Real Madrid – entre 3,5 e 4
PSG – entre 6 e 7
Bayern – entre 7 e 8
Barcelona – entre 7 e 8
City – entre 10 e 12
United – entre 10 e 12
Juventus – entre 14 e 16
Chelsea – entre 14 e 18
Atlético – entre 18 e 22
Liverpool – entre 18 e 22


Real Madrid encabeça grupo da morte. Dos outros…
Comentários Comente

juliogomes

As bolinhas tiradas por Totti e Shevchenko, homenageados no sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões, foram desviando balas aqui e ali. Mas não teve como evitar a confecção de um grupo da morte.

E o grupo H, encabeçado pelo campeão Real Madrid, é o que será apelidado assim. O Real enfrenta novamente o Borussia Dortmund (que no ano passado relegou os espanhóis à segunda posição no grupo) e o Tottenham (que fez uma péssima Champions no ano passado, mas é um belíssimo time de futebol). Sorte que o quarto elemento é o fraco Apoel Nicosia, do Chipre, que vai apanhar de todo mundo.

São três times para duas vagas. Mas o Real Madrid está alguns vários degraus acima dos outros. É possível que seja o grupo da morte… para os outros. Tottenham e Dortmund que se virem pela segunda vaga.

Outro grupo forte é o que reúne Chelsea, Atlético de Madri, Roma e o estreante Qarabag, do Azerbaijão. O Atlético e o Chelsea são favoritos, a Roma ainda é uma incógnita na temporada. Trocou técnico e perdeu bons jogadores. Claro que pode deixar um dos favoritos a ver navios, mas, a priori, corre por fora.

À exceção do Tottenham e do Chelsea, o sorteio foi muito bom para os ingleses.

O Manchester United, de José Mourinho, vai enfrentar Benfica, Basel e CSKA Moscou. Um grupo tranquilo para o gigante inglês, que não vai precisar se matar e sacrificar jogos da Premier League para passar. Benfica é ligeiro favorito para a segunda vaga.

O Liverpool, que poderia ter caído em um verdadeiro grupo da morte (estava no terceiro pote das bolinhas), se safou e jogará contra Sevilla, Spartak Moscou e Maribor, da Eslovênia. O Liverpool mostrou muita força da fase prévia, passando por cima do bom Hoffenheim. Mesmo que perca Philippe Coutinho, é o favorito destacado. Até porque o Sevilla tem técnico novo, ainda derrapa e vai suar para ficar à frente do Spartak, campeão russo.

O Manchester City, depois de anos de “azareios”, finalmente teve um sorteio favorável. Jogará contra Napoli, Shakhtar Donetsk e Feyenoord, o campeão holandês. City é favoritaço para ser primeiro do grupo. E o Napoli, um ótimo time de futebol, que manteve a base do ano passado, é favoritaço para ser segundo. Tem mais chance de o Napoli atrapalhar o City do que ser atrapalhado pelos outros.

Dos três grupos restantes, um tem equilíbrio total. E os outros dois tem aquele formato com duas grandes forças e duas zebras. O que se decide é basicamente quem fica em primeiro, quem fica em segundo.

É assim no grupo B, em que Bayern de Munique e o Paris Saint-Germain, de Neymar, disputarão o primeiro lugar e não terão a passagem às oitavas ameaçada por Anderlecht ou Celtic. Os confrontos entre Bayern e PSG devem ser os que chamarão mais atenção durante a fase de grupos.

E é assim no grupo D, em que Juventus e Barcelona, que se enfrentaram nas últimas quartas de final, jogarão pelo primeiro lugar. Bom sorteio para o Barça, que derrapa neste início de temporada, mas não deve ser ameaçado por Olympiacos ou Sporting de Portugal. Não quero desprezar as duas camisas, com muita história, mas imaginem se caísse um Liverpool ou um Tottenham ou um Leipzig nesse grupo? O Barcelona pode respirar aliviado.

O grupo G é o mais equilibrado, com Monaco, Porto, Besiktas e RB Leipzig. O Monaco é favorito. É o campeão francês, atual semifinalista e, ainda que tenha perdido três titulares em relação à campanha passada, segue mostrando ótimo futebol. O Porto tem a camisa mais pesada, mas o Besiktas é um bom time, bicampeão turco, e o RB Leipzig tem um ótimo time. É vice-campeão alemão e manteve a base.

Abaixo, os grupos e os prognósticos de quem passa para as oitavas de final:

Grupo A
Benfica (POR)
Manchester United (ING)
Basel (SUI)
CSKA Moscou (RUS)

Prognóstico: 1- United, 2- Benfica, 3- Basel, 4- CSKA

Grupo B
Bayern de Munique (ALE)
Paris Saint-Germain (FRA)
Anderlecht (BEL)
Celtic (ESC)

Prognóstico: 1- PSG, 2-Bayern, 3- Anderlecht, 4- Celtic

Grupo C
Chelsea (ING)
Atlético de Madri (ESP)
Roma (ITA)
Qarabag (AZE)

Prognóstico: 1- Atlético, 2- Chelsea, 3- Roma, 4- Qarabag

Grupo D
Juventus (ITA)
Barcelona (ESP)
Olympiakos (GRE)
Sporting (POR)

Prognóstico: 1- Juventus, 2- Barcelona, 3- Olympiacos, 4- Sporting

Grupo E
Spartak Moscou (RUS)
Sevilla (ESP)
Liverpool (ING)
Maribor (SLO)

Prognóstico: 1- Liverpool, 2- Sevilla, 3- Spartak, 4- Maribor

Grupo F
Shakhtar Donetsk (UCR)
Manchester City (ING)
Napoli (ITA)
Feyenoord (HOL)

Prognóstico: 1- City, 2- Napoli, 3- Feyenoord, 4- Shakhtar

Grupo G
Monaco (FRA)
Porto (POR)
Besiktas (TUR)
RB Leipzig (ALE)

Prognóstico: 1- Monaco, 2- Leipzig, 3- Besiktas, 4- Porto

Grupo H
Real Madrid (ESP)
Borussia Dortmund (ALE)
Tottenham (ING)
Apoel Nicosia (CHP)

Prognóstico: 1- Real, 2- Tottenham, 3- Dortmund, 4- Apoel


Prévia do Inglês: a melhor Liga virou também a mais imprevisível
Comentários Comente

juliogomes

A Premier League já vem há anos sendo considerada a mais forte do mundo entre as ligas domésticas. Especialmente pela quantidade de dinheiro envolvido e o fato de os times médios e pequenos não serem presas tão fáceis para os grandes, como na Espanha, França, Holanda, Portugal. Por ter melhores times do que os italianos. Por ter mais concorrência do que a Bundesliga. Não tem jogo fácil. E é difícil ter jogo ruim.

O que a Premier não tinha, no entanto, era esse “componente Brasileirão”. O campeonato começa com muitos favoritos – ou sem favorito, depende do ponto de vista. Há um altíssimo índice de imprevisibilidade. Nem disso mais o futebol brasileiro pode presumir.

Vamos puxar a comparação pelas casas de apostas e seus poderosos algoritmos. Vou usar dados do Bet365, o maior site de apostas do mundo. Eis o retorno para cada dólar apostado no campeão inglês:

Manchester City – 2,70/1
Manchester United e Chelsea – 4,50/1
Tottenham – 11/1
Arsenal e Liverpool – 13/1

Para efeitos de comparação. Na Alemanha, o título do Bayern paga apenas 1,14 para cada dólar apostado. O sexto favorito da lista é o Hoffenheim, que vai disputar uma vaga com o Liverpool na próxima Champions. O título do Hoffenheim paga 81 para 1 para quem acertar.

Na Espanha, título do Real Madrid ou do Barcelona dá retorno de 1,90 para 1. Do quinto ao oitavo “favoritos” (uma lista que tem os tradicionais Valencia e Athletic Bilbao), o retorno é de absurdos 301 para 1. O retorno é assim grande por uma simples razão: não vai acontecer.

Na Itália, o título da Juventus paga 1,66 para 1. O sexto favorito é a Lazio: 67 para 1. Na França, título do PSG dá retorno de 1,14, igual ao do Bayern na Alemanha. O sexto favorito, o Nice, paga 81 para 1.

Não é possível encontrar uma liga doméstica de alto nível com seis times tão nivelados como na Premier League. Entre os dois clubes de Manchester, Liverpool e os três grandes londrinos, qualquer um pode ser campeão e qualquer um pode acabar em quinto ou sexto, fora da zona de classificação da Champions. Nenhum resultado surpreende.

Este é um dos componentes que fazem do campeonato que começa nesta sexta-feira, com o jogo entre Arsenal e Leicester, uma competição imperdível.

Além do mais, estão nele alguns dos técnicos mais badalados do planeta: Guardiola, Mourinho, Klopp, Conte, Pocchetino, Wenger. E muitos dos craques que estarão na Copa do Mundo do ano que vem.

Vamos saber um pouquinho mais dos favoritos?

MANCHESTER CITY – O clube de Guardiola foi o que mais mudou e mais gastou: 240 milhões de euros (e a janela ainda não fechou). Comprou o goleiro Ederson, do Benfica e da seleção, tirou Bernardo Silva (meia português) e Mendy (lateral francês) do ótimo Monaco, e comprou outros dois laterais-direitos: Walker, do Tottenham, e Danilo, do Real Madrid (já que Daniel Alves deu para trás para jogar com Neymar). Nasri voltou do empréstimo ao Sevilla.

A lista de dispensas também foi grande: Ileanacho, Nolito, Kolarov, Zabaleta, Fernando, Jesus Navas, Clichy, Caballero…

Não haverá desculpas para Guardiola. Como virou moda, aparentemente o City também usará um sistema com três zagueiros, mas com laterais muito mais ofensivos que os da concorrência. Gabriel Jesus (7 gols em 10 jogos na temporada passada) e Aguero devem jogar juntos no ataque, sendo municiados com gente de muita qualidade (De Bruyne, Silva, Sané, etc). É natural que seja considerado favorito ao título, mas é preciso observar se Guardiola encontrará a química. Se o time vai encaixar, parar de dar gols em saídas de bola e entender, de fato, o seu treinador.

MANCHESTER UNITED – Convencionou-se dizer que o segundo ano de Mourinho é sempre o melhor. O primeiro, apesar do futebol pobre, trouxe os primeiros títulos ao clube pós-Ferguson. Europa League, Copa da Liga, Supercopa inglesa, vaga na Champions…

O atacante belga Lukaku, de só 24 anos, chegou por 85 milhões de euros (só Neymar foi mais caro) e é promessa de gols. O sérvio Matic, volante tirado do Chelsea, um concorrente direto, e o zagueiro sueco Lindelof, de 23 anos, do Benfica, também chegam para jogar. Foram-se Rooney e Ibrahimovic. O United não vai encantar, mas vai competir. Mourinho é Mourinho, não convém duvidar.

CHELSEA – O atual campeão também fez contratações caras e relevantes: Morata chegou do Real Madrid para o ataque, Bakayoko era titular do Monaco e o zagueiro alemão Rudiger veio da Roma. Mas, ao contrário dos times de Manchester, o Chelsea perdeu jogadores muito importantes: Matic e Diego Costa.

Falem o que quiserem do atacante brasileiro, mas ele é um jogador talhado para a Premier League. Foi muito importante para o título, era um desafogo, um criador de chances onde elas não existiam. O artilheiro do time. E sua dispensa, via whatsapp de Conte, foi tão amadora que custará caro aos cofres do clube. A base do Chelsea está mantida, mas é necessário ver se os substitutos que chegam corresponderão à altura dos que se foram. E nesse ano tem Champions para o Chelsea, nada de semanas e mais semanas inteiras para descansar e treinar.

TOTTENHAM – O vice-campeão foi o time com menos mudanças. Não chegou ninguém importante e saiu Walker (para o City) da base titular. Ou seja, o Tottenham, muito bem treinado por Pocchetino, vai novamente para as cabeças. Mas não melhorou. E tem um detalhe: devido à construção de seu novo estádio, irá jogar em Wembley. Não será o mesmo time invencível em casa que foi na temporada passada, em White Hart Lane. Isso pode atrapalhar muito o sonho por um título que não vem desde 1961. Ficar entre os quatro já será uma grande conquista.

LIVERPOOL – Philippe Coutinho fica ou sai? Passará pelo Hoffenheim e entrará na fase de grupos da Champions League? Estas duas perguntas condicionam toda a temporada do Liverpool. O time foi o que fez mais pontos nos confrontos diretos entre os seis favoritos na temporada passada, mas deixou um caminhão deles contra os pequenos.

A grande compra foi o ponta egípcio Salah, da Roma. Convenhamos, nenhum time passa de quarto a primeiro na Inglaterra por ter Salah. É fundamental para o Liverpool manter Coutinho e trazer algum nome relevante – como Keita, do Leipzig. Também fundamental será conter o grande número de erros defensivos visto no time de Klopp no último campeonato. Daí a tentativa de tirar o zagueiro holandês Van Dijk, de 26 anos, do Southampton.

ARSENAL – Arsène Wenger, o longevo, segue firme e forte, para alegria de alguns, desespero de muitos. O Arsenal trouxe o atacante francês Lacazette, do Lyon, por 53 milhões de euros, mas ainda pode perder Alexis Sanchez, assediado por City e PSG. Se o chileno não for vendido nesta janela, sairá de graça ao final da temporada. O Arsenal não disputará a Champions pela primeira vez em duas décadas, quem sabe assim Wenger conseguirá fazer o time ser mais consistente e brigar por algo mais do que o tradicional quarto lugar dos últimos tempos.

E o resto dos times?

Uma menção ao Everton, que pegou o dinheiro de Lukaku e investiu em alguns nomes como o goleiro Pickford, do Sunderland, o zagueiro Keane, do Burnley, o ótimo meia Klaassen, do Ajax, e o atacante Sandro, do Málaga, ex-Barça. Wayne Rooney também está de volta à casa e pode ajudar com sua experiência. O holandês Ronald Koeman segue no comando técnico.

Outro holandês conhecido, Frank de Boer, será o técnico do Crystal Palace. O Leicester, improvável campeão em 2016, efetivou Criag Shakespeare, que levantou o time após a dispensa de Ranieri. Tão procurados no verão passado, Mahrez e Vardy seguem por lá, e o clube gastou 27 milhões de euros para tirar o promissor atacante nigeriano Ileanacho, de 20 anos, do Manchester City.

O supertradicional Newcastle, que sempre gastou muito (e mal), bateu e voltou da segunda divisão. O técnico espanhol Rafael Benítez segue no cargo, e o clube fez algumas contratações modestas para não repetir o vexame.

Não ao cai-cai

A cultura na Inglaterra é a de que jogadores que simulam fazem mais mal ao jogo do que jogadores que quebram pernas alheias. E a Premier League decidiu ser mais dura com os simuladores.

Um grupo de especialistas (cada painel será formado por um ex-árbitro, um ex-técnico e um ex-jogador) irá rever as imagens da rodada a cada segunda-feira. Jogadores que tiverem simulado faltas na área ou fingido agressões serão automaticamente suspensos por duas partidas – caso haja unanimidade no painel. Caso ele tenha conseguido o pênalti ou a expulsão de um rival com sua simulação, a punição será ainda maior.

Supercopa da Inglaterra: 

6/8/17 Arsenal 1 x 1 Chelsea (Arsenal 4 a 1 nos pênaltis)

Maiores campeões ingleses: Manchester United (20), Liverpool (18)

Campeões nos 25 anos desde a fundação da Premier League: Manchester United (13), Chelsea (5), Arsenal (3), Manchester City (2), Leicester (1), Blackburn (1)

Previsões:

Título: Manchester City
Vice: Manchester United
Vagas na Champions: Chelsea e Tottenham
Artilheiro: Lukaku (United)
Melhor jogador: De Bruyne (City)
Na TV: ESPN tem exclusividade

Primeira rodada:

Sexta
15h45 Arsenal x Leicester

Sábado
8h30 Watford x Liverpool
11h Chelsea x Burnley
11h Everton x Stoke City
11h Crystal Palace x Huddersfield Town
11h Southampton x Swansea
11h West Bromwich x Bournemouth
13h30 Brighton x Manchester City

Domingo
9h30 Newcastle x Tottenham
12h Manchester United x West Ham

 


Paulinho prefere a Copa ao Barça. Por que não os dois?
Comentários Comente

juliogomes

Paulinho tornou pública a conversa entre seus empresários e o Barcelona. Nesta entrevista ao Globo Esporte, diz que está “difícil decidir” entre ir para um dos maiores clubes do mundo e ficar na China. Na cabeça dele, o dilema parece ser: a certeza de jogar, manter ritmo e ser titular na Copa do Mundo e a dúvida de esquentar banco no Barcelona e perder espaço.

Paulinho é muito bom jogador de futebol. Funciona muito bem no meio de campo como um volante que fecha espaços e tem bom passe, chegada e finalização. Tem as características do jogador moderno, é um todo-terreno, enfim. Foi importantíssimo no Corinthians de Tite, na Copa das Confederações de 2013 e tem sido peça fundamental no renascimento da seleção brasileira, reencontrando Tite.

Eu não critico Paulinho por escolher “ser feliz”. Aliás, eu não critico ninguém por buscar a felicidade. Se o cara prefere jogar futebol na China, na várzea ou na praia, em vez de outro lugar, o direito é dele.

Mas me sinto livre para criticar a falta de ambição ou então a incapacidade de se adaptar e buscar espaço.

Paulinho só funcionou plenamente até agora em lugares com condições ideais. Em lugares em que se sentiu confiante (não ameaçado), com treinadores que gostam dele e escalam do melhor jeito possível para seu futebol fluir. Azar dos que não fizeram o mesmo. Mas, convenhamos. É parte da coisa também o jogador atuar em condições que não sejam as ideais.

No Tottenham, Paulinho chegou com André Villas Boas no comando. Mas o português saiu no meio da temporada, assumiu Tim Sherwood. Perdeu ritmo e espaço, foi mal na Copa.

Na segunda temporada, vindo com o 7 a 1 na cabeça, Paulinho caiu nas mãos de Mauricio Pochettino. O argentino está lá desde então e, em três temporadas, está se tornando um dos grandes técnicos da história do Tottenham.

Paulinho ficou só um ano com Pochettino e se mandou para jogar com Felipão na China. Não se deram bem. Só eles sabem exatamente como as coisas ocorreram, mas, de longe, me parece ter havido um problema terrível de falta de comunicação. Convenhamos, poderia estar até agora no Tottenham, vivendo esse grande momento do clube.

E agora está com medo de acontecer a mesma coisa. Na China, joga, é titular, a família está adaptada. É jogador de confiança de Felipão e de Tite. Como será em Barcelona? Será uma temporada complicada para o Barça, com técnico novo (Ernesto Valverde) e um Real Madrid voando. E se Paulinho não agradar e ficar o ano todo sem jogar?

O medo dele é compreensível. Mas onde está a confiança? A determinação? A ambição? Ele tem à sua frente uma raríssima segunda chance no alto nível europeu. Olhando o elenco do Barcelona, Paulinho tem grandes chances de triunfar, ter minutos, agradar o novo técnico, municiar Messi, Neymar e Suárez.

Para isso, terá de batalhar. Não dá para dizer que um cara que foi para a Lituânia com 17 anos de idade não tenha coragem e não seja batalhador.

Mas me parece que o medo de não triunfar seja mais forte do que a genuína felicidade no futebol de menor nível da China.

Se escolher ficar, Paulinho estará escolhendo a estabilidade e a seleção brasileira sobre o desafio de jogar em um dos maiores clubes do mundo. Sonho de 10 em cada 10 jogadores.

Sinceramente, acho que daria para ter as duas coisas. Só depende dele, de confiar no próprio taco. Não dos outros.

 

 


Vitória do Arsenal e tropeço do Liverpool embolam briga por G4 na Premier
Comentários Comente

juliogomes

Os resultados do domingo embolaram ainda mais a acirrada disputa na Inglaterra por vagas na próxima Liga dos Campeões da Europa.

O Liverpool, um leão contra os grandes ao longo da temporada, voltou a ser um gatinho contra os pequenos. Com direito a pênalti perdido por Milner, o time empatou sem gols, em casa, com o Southampton. Mais tarde, o Arsenal, gatinho contra os grandes e leão contra os pequenos, finalmente venceu um clássico.

Fez 2 a 0 contra o time misto do Manchester United, quebrando uma série invicta de 25 jogos do rival no Campeonato Inglês. Foi também a primeira vez que Arsene Wenger ganhou de um time de José Mourinho na Premier – eram cinco derrotas e sete empates nas 12 partidas anteriores.

O Manchester United joga todas as fichas na tentativa de ser campeão da Europa League. Na quinta, recebe o Celta de Vigo e, após a vitória por 1 a 0 fora de casa na ida, é favorito para chegar à final. Se for campeão da Europa League, entrará na fase de grupos da próxima Champions mesmo que fique fora do G4 da Premier – neste caso, a Inglaterra teria cinco times na competição.

Situação da Premier League faltando duas semanas para o encerramento da competição:

1) Chelsea 81 pts
Duas vitórias em quatro jogos bastam para o título. Enfrenta Middlesbrough (c) nesta segunda e abre a rodada seguinte contra o West Brom (f), na sexta. Já tem tudo para ser campeão nesta semana;

2) Tottenham 77 pts
Mais uma ótima campanha, mas será mesmo vice-campeão. Tem mais três jogos a fazer e só pode chegar a 86 pontos;

A briga pelas últimas 2 vagas na Champions League:

3) Liverpool 70 pts (saldo +29)
Pega West Ham (f), Middlesbrough (c). Se vencer ambas, está na Champions, pelo menos em quarto lugar. Dependeria dos resultados do City para ficar em terceiro e entrar direto na fase de grupos. Possível que chegue ao jogo de domingo contra o West Ham atrás do City e só um ponto na frente do Arsenal na tabela. Muita pressão para cima do time, que não tem mais margem para tropeços;

4) Manchester City 69 pts (saldo +33)
Pega Leicester (c), West Brom (c), Watford (f). Se vencer as três, acaba em terceiro e vai direto para a Champions. Se vencer duas das três, pelo menos se garante em quarto lugar, já que tem saldo de gols bem superior ao do Arsenal. É quem está em melhor posição;

5) Manchester United 65 pts (saldo +24)
Pega Tottenham (f), Southampton (f), Crystal Palace (c). G4 é quase impossível, teria de vencer as três e torcer por tropeços de todos os outros rivais. Aposta as fichas em ganhar a Europa League e entrar, assim, como um quinto inglês na próxima Champions;

6) Arsenal 63 pts (saldo +24)
Pega Southampton (f), Stoke (f), Sunderland (c), Everton (c). Esperanças renovadas. Precisa vencer os quatro jogos restantes e torcer ou por um tropeço do Liverpool ou por dois tropeços do City. Difícil, mas não impossível. O primeiro passo é ganhar seu jogo atrasado, na quarta-feira.

Jogos dos ingleses nesta semana:

Segunda 16h: Chelsea x Middlesbrough
Quarta 15h45: Southampton x Arsenal
Quinta 16h: Manchester United x Celta (Europa League)
Sexta 16h: West Bromwich x Chelsea

Fim de semana que vem:

Sábado: 8h30 Manchester City x Leicester, 13h30 Stoke x Arsenal
Domingo: 10h15 West Ham x Liverpool, 12h30 Tottenham x Manchester United

 


Ligas europeias entram na reta final com mês recheado de clássicos
Comentários Comente

juliogomes

Passada a última pausa da temporada europeia para jogos de seleções, o “vírus Fifa” deixou os grandes clubes em paz desta vez. Chegamos à reta final dos campeonatos e o mês de abril reservas grandes clássicos em todas as ligas.

Já neste fim de semana, PSG e Monaco decidem a Copa da Liga da França (sábado 15h45). Benfica e Porto se enfrentam pela liderança (e, possivelmente, o título) em Portugal (sábado 16h30). Schalke 04 e Borussia Dortmund fazem o clássico do Vale do Ruhr, nesta que é considerada a maior rivalidade da Alemanha (sábado 10h30). Na Itália, em outro clássico de grande rivalidade, o Napoli recebe a Juventus no domingo (15h45). E a rodada da Premier League tem clássico de Liverpool no sábado (8h30) e o confronto entre os criticados Wenger e Guardiola no domingo (12h).

A Champions League tem quartas de final em 11/12 e 18/19 de abril, com Bayern-Real Madrid, Juventus-Barcelona, Dortmund-Monaco e Atlético de Madri-Leicester.

Veja o que ainda está em jogo nos principais países:

INGLATERRA

O Chelsea chega às 10 rodadas finais com uma enorme vantagem de pontos. São 69 contra 59 do Tottenham, 57 do Manchester City, 56 do Liverpool, 52 do Manchester United, 50 de Arsenal e Everton. O título vai ficar com os “blues”, mas a disputa pelas vagas na próxima Liga dos Campeões promete.

Já neste sábado, tem o “Merseyside Derby”, o clássico de Liverpool. Jogando em seu estádio, o Liverpool não perde para o Everton desde 1999. Depois disso, no entanto, o Liverpool, assim como o Tottenham, tem uma tabela mais tranquila.

Após a decepcionante eliminação nas oitavas de final da Champions, o Manchester City, de Guardiola, vai a Londres enfrentar o Arsenal, domingo, e o Chelsea, na próxima quarta. O Chelsea ainda joga o clássico contra o United, em Manchester, no dia 16. Aliás, o United, de Mourinho, que já ganhou a Copa da Liga Inglesa, ainda está vivo na Liga Europa, onde enfrenta o Anderlecht nas quartas de final e é o grande favorito ao título.

Principais jogos de abril:
1/4 Liverpool-Everton
2/4 Arsenal-Man City
5/4 Chelsea-Man City
16/4 Man United-Chelsea (Mou vs Conte)
22/4 Chelsea-Tottenham (semi Copa da Inglaterra)
23/4 Arsenal-Man City (semi Copa da Inglaterra)
27/4 Man City-Man United (Mou vs Pep)
30/4 Tottenham-Arsenal, Everton-Chelsea

ESPANHA

O Real Madrid tem o controle da Liga, pois soma dois pontos a mais que o Barcelona (65 a 63), tem ainda um jogo a menos e joga o clássico do returno no Santiago Bernabéu. Mas os dois gigantes têm duelos complicadíssimos na Liga dos Campeões logo antes do superclássico e o Campeonato Espanhol está mais equilibrado. Os gigantes já tropeçaram e ainda podem tropeçar mais vezes.

O Atlético de Madri, em quarto, com 55 pontos, está mais focado na Champions, mas adoraria fazer um grande dérbi contra o Real antes dos duelos contra o Leicester. O Sevilla, com 57, tentará se manter entre os quatro e não perder Jorge Sampaoli para a seleção argentina.

Principais jogos de abril:
5/4 Barcelona x Sevilla
8/4 Real Madrid-Atlético de Madri
(11/4 Juventus-Barça, 12/4 Bayern-Real, Atlético-Leicester na Champions)
(18/4 Real-Bayern e Leicester-Atlético, 19/4 Barça-Juventus na Champions)
23/4 Real Madrid-Barcelona
29 ou 30/4 Real Madrid-Valencia, Espanyol-Barcelona

ALEMANHA

O Bayern de Munique conquistará o inédito pentacampeonato, disso ninguém duvida. Tem folga na Bundesliga e poderá até poupar jogadores nos jogos próximos ao duelo contra o Real Madrid pela Liga dos Campeões – ainda que sejam jogos complicados. São 62 pontos na tabela, 13 a mais que o surpreendente RB Leipzig e 16 a mais que o Borussia Dortmund.

Depois de perder o clássico para o Borussia em Dortmund, em novembro, o Bayern engatou 12 vitórias e 2 empates no Alemão. Somando todas as competições, são 19 jogos e quatro meses sem perder. Em abril, o Bayern terá duas oportunidades de se vingar (ou não) de seu maior rival doméstico, que também está vivo na Champions.

Principais jogos de abril:
1/4 Schalke 04-Dortmund
8/4 Bayern-Dortmund
(11/4 Dortmund-Monaco, 12/4 Bayern-Real na Champions, 13/4 Ajax-Schalke na Europa League)
15/4 Bayer Leverkusen-Bayern
(18/4 Real-Bayern, 19/4 Monaco-Dortmund na Champions, 20/4 Schalke-Ajax na Europa League)
26/4 Bayern-Dortmund (semifinal da Copa da Alemanha, jogo único)

ITÁLIA

Assim como Chelsea e Bayern de Munique, a Juventus tem folga na liderança. Será o sexto Scudetto consecutivo, um feito inédito e histórico. Faltando nove rodadas para o final, a Juve lidera com 73 pontos, são 8 a mais que a Roma e 10 a mais que o Napoli. Foram 24 vitórias em 29 jogos até agora.

O mês de abril começa com dois duelos contra o Napoli, um pelo campeonato, outro pela Copa. São jogos de muita rivalidade e tensão entre times e torcidas. É o sul contra o norte, um duelo de muito simbolismo.

Jogando em seu estádio pelo Campeonato Italiano, a Juventus soma 31 vitórias consecutivas, juntando a atual com a temporada passada. Não empata desde um 1 a 1 com o Frosinone, em setembro de 2015. Não perde desde o primeiro jogo da temporada 15/16, 0-1 para a Udinese, em agosto de 2015. Somando todas as competições, são 46 jogos de invencibilidade no Juventus Stadium. Impressionante.

Lazio, com 57, Inter e Atalanta, com 55, e Milan, com 53 pontos, ainda tentam alcançar Roma (65) e Napoli (63) pelas vagas na próxima Champions.

Principais jogos de abril:
2/4 Napoli-Juventus
4/4 Roma-Lazio (semi Coppa Itália, Lazio fez 2-0 na ida)
5/4 Napoli-Juventus (semi Coppa Itália, Juve fez 3-1 na ida)
9/4 Lazio-Napoli
(11/4 Juventus-Barça na Champions)
15/4 Internazionale-Milan
(19/4 Barça-Juventus na Champions)
29 ou 30/4 Roma-Lazio, Internazionale-Napoli

FRANÇA

Depois da virada sofrida na Liga dos Campeões para o Barcelona, restam ao Paris Saint-Germain as competições domésticas. A parada está dura na Ligue 1. Em busca do pentacampeonato, o PSG, com 68 pontos, está 3 atrás do Monaco – dono do melhor ataque da Europa na temporada.

O Monaco, que superou o City de Guardiola e está nas quartas de final da Champions, fez 129 gols em 48 partidas oficias, média de 2,7. É um time super agradável de ver jogar e que vai vender caro o título francês, que não conquista desde o ano 2000.

Logo de cara, neste sábado, PSG e Monaco se enfrentam em Lyon pelo título da Copa da Liga da França. É a competição menos importante da temporada, mas que ganhou peso justamente pelo confronto direto entre as duas forças do país. Nos dois jogos entre eles pela Ligue 1, o Monaco fez 3 a 1 em casa e empatou por 1 a 1 em Paris (com gol nos acréscimos).

Eles também estão vivos na Copa da França e tem jogos relativamente fáceis no meio da semana que vem. Podem se enfrentar nas semifinais ou em uma eventual nova decisão.

O Nice, de Balotelli, ficou para trás na tabela e soma 64 pontos, sete a menos que o Monaco. Mas deve conseguir vaga na Champions, pois tem 14 a mais do que o Lyon, o quarto colocado. O Lyon ainda está vivo na Europa League e enfrenta nos dias 13 e 20 de abril o Besiktas, líder do Campeonato Turco, por uma vaga nas semifinais.

PORTUGAL

Também neste sábado, Benfica e Porto fazem o superclássico em Lisboa. O Benfica lidera o campeonato com 64 pontos, apenas 1 a mais que o Porto – ambos foram eliminados nas oitavas de final da Liga dos Campeões.

Depois do clássico, faltarão sete rodadas para o fim do campeonato. Como Benfica e Porto costumam ganhar praticamente todos os seus jogos em Portugal, o duelo direto é uma verdadeira decisão. Ainda em abril, no dia 22, o Benfica faz o dérbi de Lisboa contra o terceiro colocado, no estádio do Sporting.


Arsenal falha, Leicester e Tottenham se descolam na Premier mais maluca
Comentários Comente

juliogomes

Se alguém em agosto falasse assim: “O Chelsea vai fazer uma temporada horrorosa. O United também. O City vai ser muito inconsistente. O Arsenal vai fazer o de sempre. E o título inglês vai ficar entre Leicester e Tottenham… “…. o que você diria?

Maluco. No mínimo.

Pois é. Estamos quase em março. E é assim que se desenha a liga doméstica mais cara do mundo e uma das mais competitivas. Das niveladas por alto, a mais emocionante.

Leicester e Tottenham sofreram demais em casa contra adversários que deveriam ter atropelado neste fim de semana. Um ganhou com um gol no finalzinho, o outro com uma virada no quarto final da partida. Sofreram, mas ganharam!

O Leicester tem 56 pontos na tabela. O Tottenham, 54. O Arsenal parou nos 51. O Manchester City tem 47 e um jogo a menos, poderia ir a 50. Faltam 11 rodadas (12 para o City). Tem ponto pra caramba em jogo. Mas o fato é que hoje, ainda mais com vitórias dramáticas e heróicas como essas, Leicester e Tottenham começam a acreditar no inacreditável.

O Arsenal fazia um bom jogo em Old Trafford contra o Manchester United, que tinha 567 desfalques. Até que um garoto que ninguém conhecia, Marcus Rashford, 18 anos, meteu dois gols. O United ganharia a partida por 3 a 2.

Virtualmente eliminado da Champions pelo Barcelona, sobra ao Arsenal a chance de ouro de conquistar a Premier League, que não ganha há 12 anos. Nas últimas 10 temporadas, o Arsenal viu Chelsea e City se tornarem clubes milionários, acabou quatro vezes em terceiro lugar e seis vezes em quarto lugar.

tottenhamarsenalSe continuar perdendo onde sempre perde (exemplo, Old Trafford) e ficar ganhando só de quem sempre ganha, o Arsenal acabará onde sempre acaba: terceiro ou quarto.

No sábado que vem, tem Tottenham x Arsenal, o dérbi do norte de Londres. O maior clássico da cidade, com todo respeito ao Chelsea. Tem ares de final de campeonato.

Nos próximos 8 jogos, o Leicester joga 3 vezes em casa e 3 vezes fora contra times da metade de baixo da tabela. Outros 2 jogos são em casa, contra West Ham e Southampton, que fazem boas campanhas. Nos últimos jogos, terá de sair para enfrentar United e Chelsea, além de pegar o Everton em casa.

É tabela para ganhar quatro, cinco jogos seguidos, abrir vantagem e ganhar um campeonato que seria épico. Seria a maior zebra das grandes ligas europeias nos últimos 25 anos, com mercado comum europeu, lei Bosman e elencos globalizados. O problema é que, por ser um time de contra ataque, o Leicester tem enfrentado dificuldades contra times piores, jogos em que “adquiriu” a obrigação de ganhar.

Já o Tottenham tem agora dois dérbis locais em sequência: West Ham no meio de semana, fora, e Arsenal no sábado, em casa. Jogos duríssimos. Depois tem dois jogos fáceis e enfrenta Liverpool fora e United em casa. Na reta final, o Chelsea fora. É uma tabela muito mais complicada que a do Leicester, no papel.

O Tottenham não é campeão inglês desde 1961. Não ficou nem entre os três primeiros desde a criação da Premier League, no início dos anos 90. Acredito que o sonhado título depende de vitórias nos dois dérbis dessa semana. Se bater West Ham e Arsenal, acho difícil segurar o Tottenham.

A tabela do Arsenal é a mais fácil dos três. As cascas são justamente o dérbi na casa do Tottenham e um jogo fora de casa com o Manchester City na penúltima rodada.

Ver o Leicester campeão seria um sonho para aqueles que torcem para o mais fraco conseguir o impossível. Mas tem toda a pinta de que o Tottenham e Arsenal do próximo sábado irá apontar o próximo campeão inglês.


Neymar e Paulinho na Europa, os dois lados da moeda
Comentários Comente

juliogomes

Neymar, Paulinho e Fred. Não há muita discussão, estes três foram os maiores nomes do Brasil na Copa das Confederações. Sim, outros se destacaram positivamente, como Júlio César, como o ótimo Luiz Gustavo, mas ficaram um degrauzinho abaixo. O que eles têm em comum? Neymar, Paulinho e Fred foram os únicos titulares da seleção que atuam (ou atuavam) no futebol brasileiro.

Enquanto os jogadores que atuam na Europa chegam ao meio do ano destruídos ao final da temporada, os que atuam no Brasil estão ainda no meio dela, em boa ou ótima forma física. O fator físico, todos sabemos, pode ser decisivo em uma competição curta como a Copa do Mundo.

Em 2002, quem não se lembra? Além de Marcos, jogavam no time titular os “brasileiros” Gilberto Silva e Juninho (depois, Kleberson). Os meio-campistas eram os malucos que mais corriam para compensar a liberdade que tinham os três Rs lá na frente. Ronaldo e Rivaldo não atuavam no Brasil… e nem na Europa! Haviam passado a temporada toda machucados, eram as apostas de Felipão para o Mundial. Enquanto Zidane e outras estrelas da época chegaram à Copa baleados, os brasileiros chegaram tinindo.

Salvo lesões ou algo muito diferente, não vejo grandes chances de mudanças no time da Copa das Confederações para a Copa. Claro, um ano é muito tempo. Mas Felipão formou um time, o time correspondeu e ele costuma manter quem está entregando resultados. Hoje, pensar que o time da Copa possa ser diferente é especulação pura.

Não acredito na volta de Fred para a Europa. Ele está bem no Fluminense, com ótimo salário em um bom clube e, convenhamos, poderá se poupar durante todo o primeiro semestre do ano que vem (Estaduais…).

Mas Neymar e Paulinho já saíram. O que isso significa?

O lado negativo é o físico, sem dúvida. Ambos terão uma dura temporada, é sempre complicada a primeira temporada na Europa. São métodos de treinamento diferentes, outro tipo de exercício, de alimentação, de idioma. E, claro, o ritmo dos campeonatos de lá, que é muito mais intenso do que aqui no Brasil, onde os jogos são mais cadenciados. Para Paulinho, que vai atuar na Premier League, será outro mundo.

O corpo de Paulinho vai mudar. O corpo de Neymar também. As férias serão reduzidas. O ano será duríssimo. A ver como chegarão ao meio de 2014.

Tem o outro lado da moeda, o lado positivo. Vão aprender demais por lá, especialmente na parte tática. A Copa do Mundo será disputada, nos grandes jogos, em pouco espaço e com muita velocidade. A nítida evolução de Oscar será vista em Paulinho, por exemplo. Neymar enfrentará defesas mais compactadas, terá muito menos situações de um contra um com campo para correr e driblar, como tinha no Santos.

Vão, nos treinamentos e jogos, conhecer características reais de outros jogadores que, em 2014, possivelmente enfrentarão na Copa. Treinando com Piqué, só para citar um exemplo, Neymar vai aprender muito sobre um potencial rival. Esses pequenos detalhes podem fazer diferença.

O que falará mais alto? A evolução tática de Paulinho e Neymar? Ou o cansaço de final de temporada? São as duas caras de uma mesma moeda. Só saberemos no ano que vem…


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>