Blog do Júlio Gomes

Arquivo : Seleção brasileira

Arthur é o nome mais importante da convocação de Tite
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Quando Tite convocou a seleção brasileira para os jogos contra Equador e Colômbia, um mês atrás, eu escrevi aqui no blog que o grupo parecia ter 17 nomes certos para a Copa-2018.

As vagas abertas, a meu ver, eram ocupadas por Cássio, Fágner, Rodrigo Caio, Luan, Giuliano e Taison. Na convocação desta sexta-feira, para os jogos derradeiros nas eliminatórias, contra Bolívia e Chile, foram convocados os 17 “fixos” e Cássio. Os outros cinco citados acima ficaram de fora.

Para os testes, Tite chamou Danilo (Manchester City), Jemerson (Monaco), Arthur (Grêmio), Diego (Flamengo), Fred (Shakhtar) e Tardelli (Shandong). A lista desta vez tem 24 nomes.

Danilo e Jemerson parecem ter chances reais de estar no Mundial. Diego, Fred e Tardelli serão contestados – o primeiro porque não tem jogado bem, os outros dois porque não são vistos por ninguém (e, sei lá por qual razão, as pessoas pressupõem que não merecem, porque estão na Ucrânia e China. A meu ver, o que eles não merecem é a avaliação de quem não os assiste).

Mas quero me ater a Arthur.

Este é o nome mais importante desta convocação. Arthur é um jovem, com potencial para estar na seleção por muitos anos e muitas Copas. Na quarta, contra o Botafogo, sob os olhares de Tite, fez uma partida monstruosa. E, justamente com a ausência de Luan, um dos preteridos da lista, virou uma espécie de armador principal do Grêmio naquela partida. Mostrou, portanto, versatilidade e capacidade de fazer mais do que o que faz em sua posição original.

O time titular de Tite na Copa (salvo lesões) terá Casemiro como primeiro volante, Paulinho e Renato Augusto mais à frente. Estes dois são jogadores raros e que encaixam no que o técnico quer, jogadores “box to box”, com capacidade defensiva, de leitura de jogo e chegada forte ao ataque.

É muito difícil e tem sido muito difícil encontrar quem possa substituir Paulinho ou Renato Augusto caso um destes se machuque ou seja suspenso. Alguns são volantes demais, outros são meias demais. É difícil achar meio-campistas completos no futebol brasileiro.

Arthur tem mostrado potencial para ser um deles. Pode virar o primeiro reserva para posições chave.

Philippe Coutinho pode ser uma opção ali. Mas seria uma opção ofensiva. E não é sempre assim que a seleção poderá/precisará jogar na Copa.


Neymar e outras boas notícias no empate da seleção na Colômbia
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O Brasil de Tite, finalmente, não venceu nas eliminatórias. O surreal mesmo era ganhar tantos jogos seguidos na que talvez seja a mais dura competição entre seleções. Empatar com o bom time da Colômbia, em Barranquilla, é um resultado para lá de normal.

A seleção não teve de início quatro titulares (Miranda, Marcelo, Casemiro e Gabriel Jesus), mas fez um jogo sólido. Algumas boas notícias podem ser tiradas.

William, de volta aos titulares depois da queimada de filme de Philippe Coutinho no mercado europeu, voltou a jogar bem. Fez um golaço no primeiro tempo.

Thiago Silva e Fernandinho fizeram jogos sólidos. O meio de campo mostrou organização e nunca deixou a Colômbia ter espaço e se sentir confortável. James Rodríguez causou mais danos ao cair para os lados.

Foi assim, com um lindo passe, que ele desmontou a marcação de Filipe Luís e Renato Augusto e habilitou o companheiro para dar o cruzamento que resultou no belo cabeceio de Falcao García. Ninguém falhou no gol, foram muitos méritos do adversário.

No primeiro tempo, a Colômbia bateu demais. O time soube apanhar, não caiu na pilha, não revidou. E ainda teve a maturidade de pedir ao técnico rival, Pekerman (Daniel Alves e Neymar falaram com ele), para que conversasse com seus jogadores. No segundo tempo, o jogo ficou muito mais calmo.

E a melhor das notícias foi Neymar. Depois do jogo ruim, individualista e pouco produtivo, contra o Equador, ele voltou a ser o “Neymar da seleção” na Colômbia.

Será que Tite chamou o jogador de lado para uma conversa sobre a atuação de quinta? Seria ótima notícia. Mas duvido que ficaremos sabendo se ela ocorreu e em que termos.

Se Tite não falou nada, média notícia. Pelo menos Neymar caiu em si.

Suas melhores atuações pela seleção são como as de hoje. Pela esquerda, com liberdade de criação e movimentos, mais perto do gol e com menos adversários. Foi de uma jogada dele, por exemplo, que saiu o golaço de William. E também saíram outros lances de perigo.

Neymar não funciona quando joga de forma anárquica, transitando pelo meio de campo, com muitos rivais pela frente e se preocupando com carretilhas. Este Neymar não passará nem perto de ganhar uma Bola de Ouro.

Já o Neymar maduro, consciente taticamente, letal em velocidade e fazendo gols, este sim, pode ganhar uma logo logo.

 


Neymar faz seu pior jogo com Tite. Tendência ou exceção?
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Neymar fez contra o Equador, em Porto Alegre, aquele jogo que só gosta quem tem carteirinha do fã clube. Individualista, nervosinho, agressivo com os rivais, pouco útil para o time. Prendeu a bola, buscou dribles em vez de passes, tomou as decisões erradas.

Fez um jogo mais parecido com os dos tempos de Dunga, em que a seleção brasileira era um amontoado à espera de Neymar para resolver as coisas. Com Tite, a coisa mudou. Neymar atuou sempre pela esquerda, perto do gol e com liberdade para afunilar, se associar, entrar na área e finalizar.

Esta é a melhor versão de Neymar. Em Barcelona, ele jogava pela esquerda, mas com pouca liberdade de movimentos e com muitas obrigações defensivas. No Brasil de Tite, passou a produzir mais jogando à vontade (mas com um posicionamento).

No primeiro jogo pelo PSG, contra o Guingamp, Neymar jogou de forma anárquica. Pelo meio, vindo buscar todas as bolas, “à la Messi”, longe do gol e de seu melhor lugar no campo. Nos jogos seguintes, a coisa já se acertou e ele jogou de forma mais parecida à da seleção.

Eu acredito que a partida desta noite seja uma exceção, pelo fato de o Brasil já estar classificado. E não uma tendência, pelo fato de ele ter ido buscar liberdade e protagonismo no PSG. Mas isso é algo para vermos nos próximos jogos.

Não acredito que Tite tenha ficado feliz com a partida de seu melhor jogador. Os próximos dias terão implicações até a Copa. O treinador vai deixar isso claro internamente? Ou vai deixá-lo se sair com uma atuação assim?

Philippe Costinhas, perdão, Coutinho, por outro lado, mudou o jogo ao entrar. Ocupou a faixa central do campo, trouxe velocidade e dinamismo, empurrou Neymar para a esquerda e fez um golaço.

Com o mau jogo de Neymar e os ótimos minutos de Coutinho, capaz que o Barcelona ofereça 250 milhões de euros ao Liverpool e ainda bata no peito. A janela de transferências se fecha na Espanha nesta sexta.

A defesa não foi exigida, Willian e Gabriel Jesus foram muito bem, a estrela de Paulinho brilhou.

O time titular está testado e aprovado. Talvez, nas rodadas finais das eliminatórias, Tite possa testar jogadores e sistemas. Fica a dica.

A má notícia fica para o público. Dois terços do estádio ocupados. E o terço vazio? Certamente vazio pelos preços altos. Eles seguem achando que a seleção brasileira é só deles.


A viagem milagrosa que curou as costas de Philippe Coutinho
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Philippe Coutinho não jogou ainda pelo Liverpool na temporada. Seu time teve duelos importantíssimos contra o Hoffenheim, da Alemanha, pela fase prévia da Champions League. Depois de tanto batalhar para acabar em quarto lugar no último Campeonato Inglês, faltava passar essa barreira para garantir a presença (e os milhões) no campeonato europeu mais importante.

Coutinho não estava lá.

Seu time já jogou três partidas pelo Campeonato Inglês e é o vice-líder, com sete pontos. Já precisou encarar um clássico, ontem, contra o Arsenal.

Coutinho não estava lá.

A versão oficial é de dores nas costas. Dores que não lhe impediram de se apresentar à seleção brasileira, já classificada para a Copa do Mundo, para dois jogos de eliminatórias sul-americanas. E tem mais! Santa viagem milagrosa. O jogador chegou curado!

Passou pelo Rio de Janeiro para “bater um papo” com um médico antigo de sua confiança, como mostra a reportagem de Pedro Ivo Almeida, do UOL Esporte. O diagnóstico: estresse.

Vamos falar o português claro, né. Coutinho não tem dores nas costas. O que ele tem é vontade de ir jogar no Barcelona, e o Liverpool não quer liberá-lo. Está forçando a barra para sair. Não é o primeiro e nem o último a fazê-lo, e infelizmente a maioria de casos parecidos (não todos, mas a maioria) tinha jogadores brasileiros no meio.

O jogador de futebol brasileiro de alto nível vai sendo criado em uma redoma de proteção, são mimados, paparicados e raramente contrariados. Seja por dirigentes, empresários ou até mesmo familiares. Curiosamente, a maioria deles sai de condições humanas terríveis. Da proteção nula para a proteção total.

Será que alguém teve coragem de dar um esporro em Coutinho por ter deixado seu clube na mão em um momento tão delicado, que selaria toda a temporada do Liverpool?

Coutinho não é um novato na Europa. Já completou sete temporadas por lá. Foi contratado muito jovem pela Inter de Milão, não deu certo por uma temporada e meia, foi emprestado pro Espanyol para ganhar experiência, melhorou, voltou à Itália, voltou a não dar certo e, quando já parecia ser mais um caso de brasileiro de quem muito se esperava e pouca coisa entregaria, foi parar no Liverpool.

Foi o Liverpool que apostou nele, não o Barcelona ou qualquer outro. Foi na Inglaterra, em quatro temporadas e meia, que ele cresceu, aprendeu e virou um grande. Em uma das camisas mais pesadas do mundo.

Ninguém parecia estar com uma arma na cabeça de Philippe Coutinho quando ele renovou o contrato por CINCO temporadas em janeiro deste ano, para ganhar R$ 2,5 milhões por mês. E mais: sabendo que na Inglaterra não há cláusula de rescisão. Ele tinha contrato até 2020 e fez um novo acordo até 2022, ganhando mais, logicamente.

O jogador tem direito de querer sair e ir jogar em outro lugar. E o clube tem direito de querer que o contrato seja cumprido por sua maior estrela.

O que ninguém tem direito é de deixar o outro na mão, como Coutinho vem fazendo neste início de temporada. Isso não é o que chamamos de profissionalismo.

Imaginem se o Liverpool não vende Coutinho e, só de bronca, lhe dá um ano sabático para pensar melhor na vida? O que seria da Copa do Mundo dele? Seria pouco profissional da parte do Liverpool e todos se revoltariam, certo?

Outra coisa: Coutinho tampouco tem direito de guardar em segredo o milagre da companhia aérea que cura dores nas costas. É uma poltrona mágica? Minha lombar está me matando ultimamente…

PS – se o Liverpool prometeu em janeiro, no momento da renovação, facilitar a saída ou qualquer coisa do tipo, que isso seja falado. Até para o jogador não ficar mal visto no mundo inteiro, que é o que está acontecendo.

Mais no blog: Quatro impressões iniciais da temporada europeia

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Fenerbahce dribla fair play da Uefa e acerta com Giuliano por empréstimo
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O meia Giuliano, 27, conseguiu deixar o Zenit St Petersburgo, da Rússia, onde estava sendo barrado pelo técnico italiano Roberto Mancini, e acertou para jogar do Fenerbahce, da Turquia, por quatro anos.

Presente em todas as convocações de Tite para jogos oficiais e chamado para as partidas contra Equador e Colômbia, pelas eliminatórias, Giuliano precisava arrumar um time onde tivesse minutos e exposição para seguir nos planos e ir à Copa do Mundo do ano que vem.

O blog apurou que, para não ferir as regras do fair play financeiro da Uefa, o Fenerbahce acertou um empréstimo de um ano por 1 milhão de euros, com valor de compra fixado em 6 milhões (aproximadamente 22 milhões de reais) a ser pago no meio do ano que vem. Após o vencimento do contrato de empréstimo, pode ser efetuada a compra e assinado um outro contrato por três anos.

Giuliano teve sondagens da Sampdoria (Itália), da Real Sociedad (Espanha), clubes da Premier League e até da MLS americana, mas os interessados não chegaram a fazer propostas. Quem, de fato, ofereceu mais do que os 6 milhões de euros que o Zenit queria receber para negociar o meia foi o Trabzonspor, também da Turquia.

O brasileiro bateu o pé, disse que não aceitava ir para o clube, que é uma espécie de quarta força turca. O Zenit precisou aceitar uma proposta menor do Fenerbahce e só receberá o valor da compra no ano que vem. O clube russo pagou 7 milhões de euros para tirar o meia do Grêmio no ano passado.

O blog apurou também que Giuliano chegou a conversar com o técnico turco Aykut Kocaman, que volta ao clube. Em sua primeira passagem, levantou um título nacional (2011). A conversa foi essencial para o jogador se decidir pelo Fener, recusando a proposta do Trabzonspor.

O Fenerbahce, clube mais popular da Turquia e por onde já passaram Alex, Roberto Carlos e outros tantos brasileiros, só pode utilizar verbas provenientes de vendas para comprar jogadores. Não pode fechar o atual ano financeiro com déficit superior a 10 milhões de euros, senão pode ser sancionado. Para a temporada que vem, a limitação não existirá mais.

Na atual janela, vendeu o zagueiro dinamarquês Kjaer para o Sevilla por 12 milhões de euros e o atacante nigeriano Emenike para o Olympiakos por outros 2,5. Mas gastou 10 milhões para tirar o veterano atacante espanhol Roberto Soldado do Villarreal, 4,5 para levar Dirar, meia subutilizado no Monaco, e 1,5 para contratar o também veterano Valbuena, do Lyon e seleção francesa. O Fener ainda vai perder outro veterano, o holandês Van Persie, que deve assinar contrato para defender o clube que o revelou, o Feyenoord.

Uma semana atrás, o blog revelou em primeira mão que Giuliano, sem espaço e relegado ao banco de reservas com a chegada do técnico Mancini, pediu para a diretoria do Zenit liberá-lo. O clube russo sofreu uma reformulação na cadeia de comando e a atuação de novos empresários significou saída de brasileiros e entrada de argentinos no elenco (quatro foram contratados e são titulares do novo treinador).

Com o técnico anterior, o romeno Mircea Lucescu, que agora assumiu a seleção turca, Giuliano fez uma boa primeira temporada no Zenit. Atuou em 45 partidas, com 18 gols e 14 assistências, sendo artilheiro do clube russo no ano e com boas apresentações na Europa League. Assim, sempre fez parte dos planos de Tite.

O Fenerbahce também está na Europa League, mas ainda precisa passar da última fase pré-classificatória. Como já atuou pelo Zenit na mesma competição, Giuliano só poderia ser inscrito para a fase de grupos. E o clube terá de fazer uma ginástica e tirar alguém da lista, pois está limitado a um teto de inscritos na competição (novamente para respeitar as regras financeiras impostas pela Uefa).

O Campeonato Turco começa neste fim de semana, mas o brasileiro só deverá poder estrear na segunda rodada, justamente contra o Trabzonspor.

Campeão turco pela última vez em 2014 e só duas vezes nos últimos dez anos, o Fener tenta voltar a ter anos de mais relevância domesticamente e na Europa.

O futebol turco sempre foi dominado por Galatasaray (20 títulos),  Fenerbahce (19) e Besiktas (15, atual bicampeão), com títulos pulverizados entre o trio de Istambul e raríssimos momentos de domínio de um deles – o Fener, por exemplo, nunca venceu três ligas seguidas, e o último a conseguir o feito foi o Galatasaray de Fatih Terim, tetra nos anos 90.

Como mostra esta reportagem do UOL Esporte, os clubes turcos voltaram a fazer contratações de maior impacto nesta temporada, após sanções e limitações impostas pela Uefa.

O Galatasaray desembolsou 16 milhões de euros para contratar o volante Fernando, do Manchester City, zagueiro Maicon, do São Paulo, e o lateral Mariano, do Sevilla. Pagou outros 8 milhões para levar o meia marroquino Belhanda, do Dynamo Kiev.

O Besiktas, em busca do primeiro tri desde 1990-92 e com limitações financeiras, vendeu os zagueiros Rhodolfo, pro Flamengo, e Marcelo, pro Lyon. Trouxe Pepe, do Real Madrid, de graça, e gastou pouco para tirar o chileno Medel e o lateral Erkin, da Inter de Milão, e o centroavante Negredo, do Valencia. O time do técnico Senol Gunes tem os brasileiros Talisca (com mais um ano de contrato) e Adriano (lateral, ex-Barcelona) e é o rival a ser batido.

 

 

 


Seleção brasileira parece ter apenas seis vagas abertas para a Copa
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Tite convocou nesta quinta-feira a seleção para os jogos contra Equador e Colômbia, pelas eliminatórias. Como o Brasil já está classificado para a Copa do Mundo do ano que vem, a lista poderia ter mais novidades. Não teve.

Os únicos nomes que não vinham sendo chamados foram os de Cássio e Luan. Merecidos, pelo que fazem no Campeonato Brasileiro.

Muitas pessoas lembram o bom campeonato de Vanderlei, do Santos, e o mau de Rodrigo Caio, do São Paulo, para reclamar da não convocação de um, da convocação do outro. Acho ambas as reclamações justas. Nunca haverá lista unânime.

Parecem haver, pela convocação e pela entrevista dada por Tite, apenas seis vagas abertas. Que foram ocupadas nessa chamada por Cássio, Fágner, Rodrigo Caio, Luan, Giuliano e Taison.

Os outros 17 parecem nomes certos na Copa (salvo lesões ou eventos fora do script). Os nomes dos garantidos, abaixo, seguem com um número entre parênteses. Acompanhe comigo do 1 ao 17.

No gol, Alisson (1) e Ederson (2), até pela idade, parecem garantidos. Com Cássio, disputam a terceira vaga Vanderlei, Weverton e Diego Alves.

Nas laterais, Daniel Alves (3), Marcelo (4) e Filipe Luís (5) estão garantidos. Rafinha e Danilo são as sombras de Fágner, Arana é uma opção para a esquerda.

Na zaga, Miranda (6), Thiago Silva (7) e Marquinhos (8) parecem consolidados. As ameaças a Rodrigo Caio são Gil e, talvez, David Luiz. Geromel parece um sonho distante. Acho o gremista bem mais jogador que Rodrigo Caio, apenas uma opinião.

No meio, Fernandinho (9), Casemiro (10), Paulinho (11) e Renato Augusto (12) são nomes certos. Giuliano tem tudo para seguir, sempre foi convocado, mas tem duas semanas para arrumar um clube para jogar. Perdeu espaço no Zenit e tem de sair.

Nas pontas, Neymar (13) e Philippe Coutinho (14) são titulares, Willian (15) está garantido.

Taison e Luan são os reservas. Douglas Costa é uma opção. Mas também concorrem por essas três vagas (incluindo a de Giuliano) jogadores que ocupariam um espaço no meio de campo: Diego ou Rodriguinho. Até mesmo Éverton Ribeiro está no radar, segundo Tite. Meu palpite é que, desta turma toda, irão para a Copa um jogador com característica de jogar pelos lados, um que faça mais o “box to box” e o terceiro em função do momento.

O momento é de Luan. Que, segundo Tite, foi convocado para fazer a função de Coutinho, não de Renato Augusto. O fato é que a melhor posição do ainda gremista é por trás do atacante, em um 4-2-3-1. Não é o sistema tático de Tite.

Finalmente, para o comando de ataque Gabriel Jesus (16) e Firmino (17) são nomes quase certos. Vida dura para Diego Souza, Richarlison ou mesmo Jô.

Me dá pena não ver Fabinho, do Monaco, como uma opção. Poderia jogar na lateral direita e também no meio. De resto, é isso aí.

Tite convoca Cássio e Luan para jogos da seleção


Exclusivo: Giuliano pede para sair do Zenit e busca novo clube pela Copa-18
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O meia brasileiro Giuliano está procurando nova casa. Presente em todas as convocações de Tite para jogos oficiais, ele se reuniu na tarde desta sexta-feira com a diretoria do Zenit St Petersburg, da Rússia, e pediu para deixar o clube.

Sem espaço com o novo técnico, o italiano Roberto Mancini, Giuliano foi comprado pelo Zenit junto ao Grêmio um ano atrás por 7 milhões de euros. Revelado pelo Paraná, o meia apareceu no cenário nacional no Internacional, com Tite. Ficou três anos e meio no Dnipro, da Ucrânia, antes de desembarcar em Porto Alegre novamente. Jogou (bem) dois anos no Grêmio e acabou voltando para o leste europeu.

Ele tem contrato com o Zenit até o meio de 2020, mas a cláusula rescisória não é tão assustadora. E o clube disse ao jogador que liberaria a venda por aproximadamente 22 milhões de reais (errata: a multa não é de 6 milhões de euros, como informado anteriormente, este é o valor que o clube quer).

Segundo apurou o blog, Giuliano não quer arriscar uma presença que parece quase certa na Copa do Mundo. Como não caiu nas graças de Mancini, pelo menos de cara, pediu a liberação da diretoria, recebeu a permissão para sair e está buscando novo clube a partir de hoje.

O que não estava nos planos do jogador foi uma mudança geral no Zenit St Petersburgo – além do técnico, mudaram diretores e novos agentes passaram a atuar de forma mais próxima ao clube. Na atual janela de transferências, o Zenit centrou esforços e buscou três argentinos: o volante Paredes, da Roma (23 milhões de euros), o zagueiro Mammana, do Lyon (16 milhões), e o atacante Driussi, do River Plate (15 milhões).

Foi justamente Driussi que virou titular no lugar de Giuliano e, logo no primeiro jogo, fez os dois gols da vitória do time sobre o Rubin Kazan, pelo Campeonato Russo.

Mancini tem utilizado pouco o brasileiro, que era titular absoluto com o romeno Mircea Lucescu – um técnico que historicamente sempre gostou muito de jogadores brasileiros e levou vários para jogar no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, onde ficou por 12 anos. Lucescu foi mandado embora após apenas uma temporada e sem conseguir levar o Zenit à Champions League – agora assumiu a seleção da Turquia.

Em sua primeira temporada no Zenit, com Lucescu, Giuliano foi o artilheiro do time, com 17 gols em todas as competições.

No Campeonato Russo 17/18, o Zenit jogou três partidas até agora e venceu as três. Giuliano foi titular no primeiro jogo (substituído no segundo tempo), começou no banco no segundo jogo, entrando no decorrer da partida, e não foi utilizado por Mancini no terceiro jogo.

Pela fase preliminar da Liga Europa, o Zenit fez duas partidas, sempre mandando uma espécie de time B a campo. Giuliano foi titular, mas acabou substituído nos dois jogos.

Ele não sabe se será relacionado por Mancini para o clássico contra o Spartak, domingo, em Moscou. Diante do cenário de incertezas e com a cabeça na Copa do Mundo, o jogador pediu dispensa.

 


Será que o PSG é mesmo o caminho mais fácil para Neymar ser Bola de Ouro?
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A contratação de Neymar pelo Paris Saint-Germain está cada vez mais próxima. Possivelmente, nos próximos dias será anunciada, com pompa e circunstância.

Não é difícil prever que o assunto dinheiro será pouco falado por Neymar ou seu staff. Não irão querer dizer publicamente que a troca é movida pelo vil metal. Pega mal, já sabem. O mais provável é que o discurso seja o de “buscar um novo desafio na carreira”, “transformar o PSG em campeão europeu”, etc.

O que não se fala muito na Europa, mas parece obsessão por aqui, em uma sociedade que em regra se preocupa mais com sucessos individuais do que coletivos, é a tal busca pela Bola de Ouro.

Há muitos anos se fala tanto de quando, afinal, Neymar será eleito o melhor mundo. O detalhe é que ele nunca foi o melhor do mundo. E não é. Mas o que importa, na cabeça de alguns, é que será. E é necessário saber como articular as coisas para que isso aconteça. Para que ele esteja no centro, no topo, não no degrau abaixo.

E aí a convenção é acreditar que, no Barcelona, com a sombra de Messi, ele nunca será o melhor do mundo. Portanto, precisa encontrar as condições ideais para tal. Um time bom, em condições de ser campeão da Champions e em que ele seja o destaque.

Eu pergunto: será mesmo que no PSG Neymar terá um caminho mais fácil para ganhar a Bola de Ouro do que no Barcelona?

De bate pronto, a resposta é um retumbante “sim”. Mas tenho muitas dúvidas sobre tanta certeza.

No curto prazo, agora que é mundialmente conhecido, a grande chave para Neymar ganhar a Bola de Ouro é a Copa do Mundo da Rússia.

Tradicionalmente, o destaque da seleção campeã é quem leva o prêmio de melhor do ano. É verdade que em 2010 e 2014 os prêmios individuais foram para Messi e Cristiano Ronaldo, mas há um enorme porém aí. Foram anos em que a Bola de Ouro havia sido “comprada” pela Fifa. Aquele sistema de votação em que o capitão do Sri Lanka tem uma poderosa voz.

Agora, a Bola de Ouro voltou a ser a Bola de Ouro. Com especialistas que realmente acompanham o futebol de alto nível de perto definindo os melhores do ano. Voltaremos a ter gente como Weah ou Sammer ou Nedved ou Shevchenko ganhando o prêmio, e não apenas os jogadores de mais nome e mídia.

Em 2010, a Bola de Ouro teria (e devia ter) ido para Iniesta, Xavi ou Sneijder, certamente não para Messi. Em 2014, talvez para Neuer, em vez de Cristiano Ronaldo – ainda que naquela temporada, de fato, o português tenha arrebentado e a seleção alemã não tenha nos mostrado algum grande destaque individual na Copa.

Se a seleção brasileira ganhar a Copa do Mundo de 2018, é muito provável que Neymar terá sido decisivo na campanha. Gabriel Jesus e Philippe Coutinho ainda não têm o mesmo tamanho. Brasil hexa significará Neymar melhor do mundo, sem muitas dúvidas.

E aí, pouco importa em que time ele estará. Talvez seja até melhor estar junto com Messi, conquistando ou perdendo as mesmas coisas que o argentino no Barcelona e tendo a Copa do Mundo como “desempate”, do que estar em um PSG que PODE fracassar precocemente na Europa.

O PSG nunca foi campeão europeu e terá de passar por times estrelados e fortíssimos, como Real Madrid, Bayern, Juventus, Chelsea, Manchester United, City, o próprio Barça. Já a seleção brasileira sabe o caminho dos títulos e terá menos adversários rumo ao hexa.

Por outro lado, claro, a Copa é uma só, a Champions tem todo ano. No longo prazo, ser a estrela do PSG pode abrir mais possibilidades de Bola de Ouro a Neymar. No longo prazo, porém, também seria possível contar com uma passagem de bastão de Messi para ele no Barcelona.

O debate sobre “o melhor caminho para ser Bola de Ouro” nem deveria existir. Cansa um pouco essa individualização de um esporte coletivo. Mas somos o que somos. E, por mais que isso dificilmente seja ouvido da boca de Neymar, o fato é que entra na balança da tomada de decisão.

 


Paulinho prefere a Copa ao Barça. Por que não os dois?
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Paulinho tornou pública a conversa entre seus empresários e o Barcelona. Nesta entrevista ao Globo Esporte, diz que está “difícil decidir” entre ir para um dos maiores clubes do mundo e ficar na China. Na cabeça dele, o dilema parece ser: a certeza de jogar, manter ritmo e ser titular na Copa do Mundo e a dúvida de esquentar banco no Barcelona e perder espaço.

Paulinho é muito bom jogador de futebol. Funciona muito bem no meio de campo como um volante que fecha espaços e tem bom passe, chegada e finalização. Tem as características do jogador moderno, é um todo-terreno, enfim. Foi importantíssimo no Corinthians de Tite, na Copa das Confederações de 2013 e tem sido peça fundamental no renascimento da seleção brasileira, reencontrando Tite.

Eu não critico Paulinho por escolher “ser feliz”. Aliás, eu não critico ninguém por buscar a felicidade. Se o cara prefere jogar futebol na China, na várzea ou na praia, em vez de outro lugar, o direito é dele.

Mas me sinto livre para criticar a falta de ambição ou então a incapacidade de se adaptar e buscar espaço.

Paulinho só funcionou plenamente até agora em lugares com condições ideais. Em lugares em que se sentiu confiante (não ameaçado), com treinadores que gostam dele e escalam do melhor jeito possível para seu futebol fluir. Azar dos que não fizeram o mesmo. Mas, convenhamos. É parte da coisa também o jogador atuar em condições que não sejam as ideais.

No Tottenham, Paulinho chegou com André Villas Boas no comando. Mas o português saiu no meio da temporada, assumiu Tim Sherwood. Perdeu ritmo e espaço, foi mal na Copa.

Na segunda temporada, vindo com o 7 a 1 na cabeça, Paulinho caiu nas mãos de Mauricio Pochettino. O argentino está lá desde então e, em três temporadas, está se tornando um dos grandes técnicos da história do Tottenham.

Paulinho ficou só um ano com Pochettino e se mandou para jogar com Felipão na China. Não se deram bem. Só eles sabem exatamente como as coisas ocorreram, mas, de longe, me parece ter havido um problema terrível de falta de comunicação. Convenhamos, poderia estar até agora no Tottenham, vivendo esse grande momento do clube.

E agora está com medo de acontecer a mesma coisa. Na China, joga, é titular, a família está adaptada. É jogador de confiança de Felipão e de Tite. Como será em Barcelona? Será uma temporada complicada para o Barça, com técnico novo (Ernesto Valverde) e um Real Madrid voando. E se Paulinho não agradar e ficar o ano todo sem jogar?

O medo dele é compreensível. Mas onde está a confiança? A determinação? A ambição? Ele tem à sua frente uma raríssima segunda chance no alto nível europeu. Olhando o elenco do Barcelona, Paulinho tem grandes chances de triunfar, ter minutos, agradar o novo técnico, municiar Messi, Neymar e Suárez.

Para isso, terá de batalhar. Não dá para dizer que um cara que foi para a Lituânia com 17 anos de idade não tenha coragem e não seja batalhador.

Mas me parece que o medo de não triunfar seja mais forte do que a genuína felicidade no futebol de menor nível da China.

Se escolher ficar, Paulinho estará escolhendo a estabilidade e a seleção brasileira sobre o desafio de jogar em um dos maiores clubes do mundo. Sonho de 10 em cada 10 jogadores.

Sinceramente, acho que daria para ter as duas coisas. Só depende dele, de confiar no próprio taco. Não dos outros.

 

 


Alemanha aprendeu ‘lição brasileira’ e acerta ao poupar nas Confederações
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juliogomes

A Copa do Mundo, já faz algum tempo, não é mais a baba de outrora para os países tradicionais da bola. Nunca foi uma baba ganhar a Copa – mas quase nunca foi complicado para os grandes passar de primeira fase e chegar até o momento agudo da competição.

Isso foi mudando ao longo dos anos. E, hoje, em um futebol globalizado, em que as informações (táticas, técnicas e de treinamentos) correm muito rapidamente, a história de “não ter bobo” virou uma realidade. Portanto, em uma competição curta, como são Copas entre seleções, o condicionamento físico não só é uma virtude. É obrigação. É mandatório estar com todo mundo a 100%.

Neste contexto, a Alemanha acerta ao deixar tantos jogadores importantes fora da Copa das Confederações. A estreia será nesta segunda, contra a Austrália.

A Alemanha é a atual campeã do mundo. A Alemanha joga para ganhar Copa e Eurocopa. Claro que não entra para perder a Copa das Confederações, mas entra com limitações em nome de algo maior.

Não é o caso, por exemplo, de Chile, Portugal e México. Para estas três seleções, que têm tradição no futebol, mas não o peso da Alemanha, ganhar uma Copa das Confederações seria um feito. Seria bizarro deixar Alexis Sánchez ou Cristiano Ronaldo ou qualquer outro jogador fora de um momento importante na história do futebol destes países. Os olhos do mundo estão voltados para a Rússia.

Sim, é verdade que esses caras correm o risco de chegar com a língua de fora na Copa-2018, após vários anos sem férias ou sem pré-temporada bem feita. Mas… e daí? Para chilenos, mexicanos e portugueses, essa Copa das Confederações é histórica. E ganhá-la é uma possibilidade. A Alemanha escolheu compartilhar o favoritismo com os outros.

O que trouxe para o Brasil os títulos das Copas das Confederações de 2005, 2009 e 2013?

Será que foi a melhor estratégia expor suas qualidades e defeitos para o mundo inteiro ver? A de 2013 é até compreensível, pois a seleção tinha técnico novo, precisava montar time e jogava a competição em casa. Mas as outras…

Em 2005, Parreira até que deixou alguns poucos nomes fora daquela Copa das Confederações. Em 2009, Dunga foi com tudo. O fato é que o Brasil ganhou todas elas e perdeu todas as Copas do Mundo subsequentes. Já quando mandou o time Z, aquele do Leão, em 2001, se deu bem no ano seguinte.

A Alemanha tenta não cometer o erro do Brasil. Não quer se expor e não quer massacrar fisicamente seus jogadores mais importantes. Neuer, Hummels, Boateng, Kroos, Khedira, Ozil, Muller… ficam todos em casa. É a hora dos Kimmich, Brandt, Sule, Werner, Draxler.

Há países que vivem o dia a dia, a obrigação da vitória sempre a qualquer custo. E há países que planejam, entendem que derrotas fazem parte do jogo, mantêm estilo, base e vão fazendo transições pouco dramáticas. Alguns vivem da ruptura (e às vezes se dão bem com ela). Outros prezam pela estabilidade. Extrapole o futebol e muita coisa será explicada.