Blog do Júlio Gomes

Arquivo : Real Madrid

Panelinha de brasileiros em clube europeu é uma faca de dois gumes
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Julio Gomes

Eu trabalhava como correspondente na Europa, bem perto de Real Madrid e Barcelona, acompanhando os dois gigantes quase diariamente. Coincidentemente (ou não), ambos eram recheados de brasileiros.

No Real Madrid, no meio do entra-e-sai, estavam Luxemburgo (e comissão técnica), Roberto Carlos, Ronaldo, Cicinho, Júlio Baptista, Emerson, Robinho, Marcelo. No Barcelona, estavam Ronaldinho, Deco, Edmilson, Belletti, Sylvinho, Thiago Motta.

Tínhamos ali dois exemplos opostos de como ter muitos brasileiros no elenco de um gigante europeu pode dar muito certo ou muito errado.

No Real Madrid, formou-se a panelinha. Só que havia outras panelinhas dentro do clube, essencialmente um núcleo duro de jogadores espanhóis e profissionais do clube (médicos, diretores, etc). O conflito estava desenhado antes mesmo de Luxemburgo colocar os pés na capital.

No Barcelona, não parecia haver uma separação do tipo “brasileiros aqui, catalães para lá”. Eles se mesclaram, se fundiram. Não dava para chamar de panelinha.

Talvez os momentos e personagens explicassem ter dado errado no Real, certo no Barça. O Real vinha de títulos grandes, os jogadores já eram consagrados e parte da história do clube. Então que palhaçada era aquela de chegarem esses brasileiros querendo fazer e acontecer por aqui? Roberto Carlos era o elo entre o passado e o então presente, mas talvez não tenha sido capaz de fazer dar liga entre os grupos.

Foi a era dos Galácticos. Os fracassos não vieram só por causa dos brasileiros, claro que não. Mas o fato de não ter havido química certamente não ajudou.

Quando alguns deles saíram e poucos ficaram, obrigados a “entrar na linha”, o clube foi bicampeão espanhol (2007 e 2008).

Já o Barcelona era um clube em depressão em 2003, em um momento esportivo terrível, e tudo mudou com a chegada de Ronaldinho. Outros brasileiros já haviam feito sucesso no clube, havia e há uma química interessante entre Catalunha e Brasil. Existia boa vontade, uma boa vontade que não havia em Madri. Puxado por Ronaldinho, Barcelona começou a sorrir e a ganhar, então o próprio grupo de jogadores do clube via a turma brasilina com ótimos olhos.

Uma panelinha de brasileiros em clube grande europeu só dá certo se houver química e condescendência por parte dos outros jogadores e do técnico da vez. Até porque a maioria dos brasileiros (estou generalizando, falando de “maioria”, não de totalidade) não faz tanta questão de se misturar e de se adaptar. Gostam de levar o Brasil para a Europa, na forma de “parças”, comida, CDs de música.

Aí, chegamos ao Paris Saint-Germain da atualidade (ler essa notícia do UOL Esporte).

Não parecia haver tanto problema quando estavam lá veteranos como Thiago Motta, Maxwell (que parou), Thiago Silva, um jovem Marquinhos, outro jovem, Lucas.

Mas, quando chegam Neymar e vem um cara como Daniel Alves, um veterano e que foi a Paris apenas e tão somente para acompanhar Neymar e “ganharem tudo juntos”, o cenário muda. Ainda mais porque, com as contratações de Neymar e Mbappé, o resto do elenco todo passou a estar automaticamente à venda. E ninguém fica feliz ao ser oferecido por aí, jogado ao mercado.

Não havia muitas dúvidas de que a turma de brasileiros não estaria no topo da lista de “vendáveis”, exatamente para não incomodar o grupo. E, quando isso aconteceu com Lucas, os outros não gostaram muito.

Para piorar a situação, o resto do elenco tem uma quantidade considerável grande de argentinos e uruguaios, que formam outro tipo de panelinha. E um técnico que não tem o estilo “paizão”.

Foi interessante quando Muricy Ramalho disse, recentemente, em meio à polêmica Neymar-Casagrande, que o fato de o treinador espanhol Unai Emery não ser muito “amigão” dos jogadores estar atrapalhando as coisas.

De fato, Emery e a grande maioria dos treinadores europeus não precisam ser “paizões”. Luiz Felipe Scolari não deu certo no Chelsea, entre outras coisas, porque o estilo “paizão” era visto por outros jogadores com desdém. O jogador de futebol europeu, com bases educacionais e familiares mais sólidas (por serem provenientes de países mais desenvolvidos), não fazem muita questão desse tipo de relacionamento.

Mas os brasileiros, sim. O fato de a relação Emery-brasileiros ter ido para o vinagre fala mais (mal) sobre os brasileiros do que o técnico, no meu ponto de vista. Agora, sabedor do que viria pela frente e do que cairia em seu colo, o técnico também deveria ter tido mais jogo de cintura. Viver em enfrentamento com uma panelinha de jogadores brasileiros bons e caros era e é uma burrice. O lado fraco da corda é ele, o treinador. E, ao barrar Thiago Silva do jogo de quarta, ele declarou guerra.

Jogadores brasileiros são bons. Em regra, acima da média. Não à toa são maioria da Liga dos Campeões.

Mas juntá-los é uma faca de dois gumes. Pode dar muito certo, como já deu em vários lugares. Pode dar muito errado, como parece que vai dando no PSG.

Talvez o ideal seja ter alguns brasileiros, mas com parcimônia. Um ou dois “craques” ou titulares, mais um ou dois jogadores de grupo, para fazer companhia. Um modelo que já deu muito certo em muitos lugares.

Emery parece condenado no PSG. Qual a solução? Certamente não é desfazer a panelinha de brasileiros, agora que já está formada. Muito mais fácil mandar o cara embora, até porque ele não é unanimidade em Paris.

Um Carlo Ancelotti, que está dando sopa no mercado, um Tite. Enfim, alguém que seja capaz de falar a linguagem dos brasileiros, sempre sedentos por um carinho, uma palavra amiga.

 


Asensio deixa o projeto PSG contra a parede
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Julio Gomes

O PSG fez quase tudo certo durante quase todo o tempo. Mas o Real Madrid é o Real Madrid. E, se de um lado alguns gols foram perdidos, do outro eles foram feitos.

Os 3 a 1 do Real Madrid no Bernabéu não acabam com a eliminatória. É claro que o PSG pode ganhar por 2 a 0 ou mais em Paris. Mas, convenhamos, é o atual bicampeão europeu quem tem o comando da disputa pela vaga nas quartas de final.

O projeto bilionário do PSG está contra a parede. Não é exatamente o plano gastar toda essa grana para conquistar torneios domésticos e ser eliminado nas oitavas de Champions.

Quando o Paris Saint-Germain melhor jogava, quando parecia que o time de Neymar faria o segundo gol, entrou Asensio. 22 anos de idade. Já conhecido por quem acompanha mais de perto o futebol europeu, mas não de tanta gente que fica restrita ao futebol local. O menino simplesmente acabou com o jogo – olho nele, que pode explodir de vez na Copa.

Em pouco mais de 10 minutos em campo, Asensio fez as jogadas dos dois gols que decretaram a virada e a vitória do Real Madrid.

Neymar jogou bem, ainda que tenha tomado um cartão amarelo bobo e perdido algumas chances de gol. Daniel Alves, restrito à defesa no primeiro tempo, foi importantíssimo para o domínio do PSG no segundo. Marquinhos fez uma partida impecável – que Thiago Silva tenha sido deixado no banco é uma notícia e tanto. Quem confia no homem?

O técnico Unai Emery foi bem também – falarei disso mais para frente. Colocando-se no lugar do torcedor do PSG, é difícil entender por onde veio o trem branco que passou por cima e gerou esse resultado.

Mas ele veio na forma de Asensio e os dois gols de Cristiano Ronaldo, apesar de alguns outros perdidos.

A escalação do PSG, sem um volante de origem, foi ousada. Incrível que um elenco milionário como este tenha para jogar de 5 apenas Thiago Motta, um jogador com a carreira marcada por lesões. Foram desenterrar Lass Diarra no mercado de inverno, mas seria bizarro colocá-lo em um jogo como este.

Sobrou para o jovem argentino Giovani Lo Celso, 21 anos apenas. Não foi uma escalação inédita, mas uma coisa é ter Lo Celso por ali em partidas do Francês, em que o PSG domina completamente e o adversário mal passa do meio de campo. Outra coisa é jogar assim no Santiago Bernabéu. Lo Celso acabaria cometendo um erro grave, no gol de empate, típico de quem tinha que fazer o que não sabe.

Zidane optou por Isco no meio de campo. E, como se esperava, o Real Madrid dominou o setor e o jogo nos primeiros 10 minutos.

Mas o PSG conseguiu, pouco a pouco, controlar as ações. Rabiot, que foi o melhor em campo, Verratti e Lo Celso passaram a ditar o ritmo do jogo, sem chutões. E, consistentemente, encontraram Neymar pela esquerda. Ele chegou a ter algumas bolas em 1 contra 1 para cima de Nacho, um lateral que na verdade é um zagueiro.

Se de um lado Neymar teve duas bolas em que recebeu em velocidade, trouxe para o meio e tomou as decisões erradas, do outro lado Cristiano Ronaldo perdeu dois gols que não costuma perder e ainda bateu mal uma falta que seria “meio gol” em outros pés – inclusive os dele.

Até que, quando finalmente trocou de lado e avançou pela direita, o PSG viu uma boa jogada de Mbappé acabar em gol. O cruzamento sobrou para Rabiot, que finalizou livre enquanto Modric só assistia.

O PSG era superior em campo, jogando com personalidade e com muita obediência tática. Não víamos o Neymar anárquico de alguns jogos e, sim, o Neymar jogando como rende melhor. Pela esquerda, com liberdade para flutuar.

O Real Madrid achou o empate no final do primeiro tempo, em uma infantilidade de Lo Celso, que agarrou o pescoço de Kroos na área. Cristiano Ronaldo bateu bem e fez seu gol número 100 pelo Real Madrid em Champions League.

O segundo tempo começou melhor para o Real Madrid. Casemiro, Modric, Kroos e Isco passaram a fazer valer a maioria no meio de campo, e o time da casa tinha o jogo sob controle, ainda que sem grandes chances de gol.

Foi aí que Unai Emery mudou o jogo. Com uma substituição suspeita, no papel, e ótima taticamente, na prática. A entrada do lateral Meunier no lugar de Cavani. O futebol é maravilhoso também por isso. Uma substituição que parecia defensiva, com 1 a 1 no placar, deixou o PSG muito melhor em campo.

Daniel Alves, que estava em campo apenas para impedir os avanços de Marcelo, passou a jogar pela direita na linha ofensiva – como no Barcelona ou na Juventus. Mbappé foi para o comando do ataque, trocando de posição com Neymar constantemente. O time passou a atacar de forma dinâmica e criou várias chances de gol.

Mas… não fez.

A resposta de Zidane demorou alguns minutos. Ele colocou em campo Asensio e Lucas Vázquez – Bale já havia entrado. E tirou Casemiro e Isco, que caíram muito do primeiro para o segundo tempo. Deu certo. Quando o Real Madrid se encontrava pior em campo, duas jogadas de Asensio acabaram nos gols de Cristiano Ronaldo e Marcelo.

Meunier acabou entrando mal em campo. A substituição de Emery foi ótima taticamente, mas na parte individual o trem passou por cima de Meunier.

Eliminatória aberta. Pero no mucho.

 


Conseguirão os “novos ricos” PSG e City mudar o status quo da Champions?
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Julio Gomes

É a batalha do velho contra o novo. A tradição histórica de grandes títulos contra o fenômeno recente bancado por dinheiro estrangeiro. A Liga dos Campeões da Europa volta nesta terça-feira para a fase de mata-mata, com os jogos de ida das oitavas de final. E o que todo mundo quer saber é: será que Paris Saint-Germain e Manchester City serão capazes de quebrar o domínio construído por Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique?

Não teremos uma resposta definitiva nesta semana. Mas ela começa a ser construída agora.

Lá se vão dez anos desde a última final de Champions sem a presença de um destes três (Moscou-2008) – desde então, Real Madrid e Barcelona ganharam as três finais que disputaram, e o Bayern, que também chegou a três finais, ganhou uma e perdeu duas. Temos de voltar a 2011 para encontrar uma fase de quartas de final sem a presença dos três. Desde então, três das semifinais tiveram todos eles.

Já PSG e City ainda lutam para chegar a sua primeira final.

O PSG havia sido campeão francês pela última vez em 94 quando, em 2011, foi comprado pelo dinheiro do Catar. Desde então, ganhou quatro vezes o título na França (ganhará pela quinta vez este ano), mas não conseguiu superar a barreira das quartas de final na Europa – o clube chegou a uma semi de Champions em 95, nos tempos de Weah e Raí.

Já o Manchester City, comprado por dinheiro dos Emirados Árabes em 2008, foi capaz de chegar à semifinal europeia em 2016, mas esta foi a única boa campanha internacional – domesticamente, o clube ganhou duas Premier Leagues e caminha para a terceira. O City havia sido campeão inglês pela última vez em 68 e chegou a frequentar a terceira divisão nos anos 90.

PSG e City não são clubes sem torcida ou tradição. Apenas nunca foram clubes capazes de dominar o futebol de seu país e muito menos fazer cócegas na Europa. Isso só é possível agora porque os talões de cheque dos sheiks árabes são gordos e com fundos ilimitados.

O mesmo aconteceu com o Chelsea, o primeiro dos ricaços fabricados artificialmente. No caso, o dinheiro era russo. Como a compra do clube ocorreu em 2003, já até nos acostumamos. O Chelsea era maior e mais tradicional que o City, até por estar em uma área rica de Londres, mas também não vencia o Inglês desde 55. Com o dinheiro russo, ganhou cinco vezes a Premier e conquistou a Champions em 2012, justos dez anos após vira “novo rico”.

Se dez anos é o prazo necessário de investimentos para conquistar o continente, chegou a vez do City, de Guardiola. E o PSG, de Neymar, ainda terá de esperar mais três aninhos.

O City abre as oitavas de final nesta terça jogando na Suíça, contra o Basel. É uma das barbadas desta fase, e o ex-primo pobre de Manchester deve chegar às quartas de final pela segunda vez em sua história.

O outro jogo da terça reúne Juventus e Tottenham, com partida de ida na Itália. A Juve, finalista em duas das últimas três Champions, é forte candidata de novo. E está voando, com 11 vitórias seguidas pelo Italiano e Copa da Itália. Mas tem desfalques importantes e será uma pedreira a eliminatória contra um Tottenham que vem de ótimas temporadas e que vive seu melhor momento na atual. Não perde há 12 jogos, desde que dois meses atrás foi goleado pelo City.

Todas as atenções estão voltadas, no entanto, para o duelo de quarta-feira entre Real Madrid e PSG, com jogo de ida na Espanha.

Porque é o duelo que representa essa batalha do gigante tradicional contra o ex-pequen00o que virou grande e sonha com voos bastante altos. O duelo entre o 12 vezes campeão da Europa e o zero vezes campeão da Europa. A presença de Cristiano Ronaldo e Neymar em campo dá rostos a este duelo – também é um encontro entre quem já é (CR7, dono de cinco Bolas de Ouro) e quem quer ser (Neymar).

Com a primeira partida no Bernabéu, onde o Real tropeçou em simplesmente a metade de seus jogos em casa na temporada, a responsabilidade é toda do atual campeão. Não vencer significará ficar com a vida dura demais para a volta, em Paris.

 


Real Madrid, a vitória necessária e o ‘recadito’ para o PSG
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Julio Gomes

O Real Madrid faz uma temporada ruim. Simples assim. Não há copo meio cheio. Ele está, na verdade, bem vazio. O Real está a 16 pontos do Barcelona, sem chances de repetir o título espanhol. Foi eliminado em casa da Copa do Rei pelo Leganés, um clube minúsculo. Levou uma sova do Tottenham na Liga dos Campeões, ficou em segundo na fase de grupos e terá de pegar o PSG nas oitavas.

Temporada ruim, decepcionante. Menos de um ano atrás, parecia que o Barcelona iria ladeira abaixo e o Real Madrid dominaria o futebol no país de forma contundente. Quem pensou isso, como eu, caiu do cavalo. No mercado de inverno, Zidane preferiu não se mexer. Confiava que conseguiria recuperar o time com o que tinha em mãos. “Fechar o grupo”.

As últimas três semanas tiveram, alternadas ao vexame na Copa do Rei e o empate contra o Levante, goleadas de 7 sobre o La Coruña, um 4 a 1 em Valência e os 5 a 2 deste sábado, contra a Real Sociedad. Dá para dizer que, no mínimo, no meio da instabilidade, o time reencontra momentos de brilho e reafirmação.

E o que aconteceu neste sábado é muito promissor. Naturalmente, o Real Madrid teria escalado reservas contra a Real Sociedad. Afinal, a Liga já era e não haveria por que arriscar uma lesão antes de pegar o PSG.

Mas as ideias de Zidane eram outras. O francês via a necessidade de uma boa vitória, uma boa apresentação, para dar confiança e tranquilidade antes de quarta-feira.

Só não começaram jogando Casemiro e Bale. É óbvio que o time precisava de um jogo e um resultado como esses. Cristiano Ronaldo, que fez uma primeira metade de temporada meia boca, chega com um hat trick de moral. Será que repete o filme da temporada passada?

A grande sacada de Zidane em 2017 foi ganhar a Liga espanhola com meias e atacantes reservas. Os caras ganharam vários jogos duros e deram descanso para os titulares voarem na Champions League. Quem sabe a grande sacada deste ano seja confiar o tempo todo nos titulares. Veremos se o plano dará certo.

Ao final da partida contra a Real Sociedad, em vez do tradicional “Hala, Madrid”, hino do clube, os alto falantes do Bernabéu entoaram o “hino” da Champions.

Um recadito. Uma mensagem clara para o PSG. Estamos aqui. Estamos prontos. Podem vir quente que estamos fervendo.

 


Neymar comanda PSG às vésperas do que realmente importa
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Julio Gomes

O Paris Saint-Germain não deveria ter colocado Neymar para jogar hoje. Começando a rodada da Ligue 1 com mais de 10 pontos de vantagem para a concorrência, o PSG já sabe que reconquistará a coroa francesa. Ganhar ou perder do Toulouse, um time a um ponto da zona de rebaixamento, não faria diferença alguma.

Cavani e Thiago Silva foram poupados. Neymar, não. E, não fosse ele, o PSG, de fato, talvez tivesse tropeçado em Toulouse. Além de ter feito o único gol do jogo, Neymar chamou para si a responsabilidade de ganhar a partida.

Chamou da maneira correta. Jogando, encarando quando tem que encarar, distribuindo o jogo, desmontando a defesa rival. Sem chiliques, sem humilhações, sem esfomear. Foi um jogo trivial para um craque, como ele é. Este é o Neymar que eu, particularmente, gosto de ver.

OK, o PSG ganhou mais uma na França. Mas todos sabem o que realmente importa. É a Liga dos Campeões, é o confronto contra o atual bicampeão da Europa e maior vencedor da competição. Quarta-feira tem Real Madrid x PSG, partida de ida das oitavas de final.

O duelo entre quem é e quem quer ser.

É ano de Copa de Mundo. Haverá muitos “jogos do ano” até 31 de dezembro. Este é o primeiro deles. É o jogo do ano, é o jogo que o mundo vai parar para ver.

No ano passado, ainda sem Neymar e Mbappé, o PSG enfiou 4 a 0 no Barcelona nesta mesma fase. Para depois levar 6 a 1 na volta, obra da maior atuação de Neymar com a camisa do Barça e, claro, obra também do árbitro, que foi decisivo para a goleada histórica.

Portanto, qualquer que seja o resultado de Madri, ele não será definitivo. Ainda haverá a volta, em Paris. Mas, convenhamos, o primeiro jogo é muito mais do que meio caminho.

O PSG chega a essa partida tendo passado por poucos desafios reais na temporada. Passeia na França, com 21 vitórias em 25 jogos, média de 3 gols por partida. Já está na final da Copa da Liga e vivo na Copa da França – fatalmente, fará o triplete doméstico. Quando enfrentou o Bayern na fase de grupos da Champions, ganhou com autoridade em Paris, mas sofreu uma derrota dura em Munique.

Quer queira quer não, há uma grande interrogação sobre o PSG antes deste que é O jogo. O time é fantástico, as peças estão lá e Neymar voa na temporada. Mas esta é a hora H, e na hora H alguns crescem, outros somem.

Importante dizer que as interrogações também rondam o Real Madrid. Já sem chances de título na Espanha e eliminado vexatoriamente da Copa do Rei – por um time minúsculo e em casa. O Real não convence ninguém e já deu vários papelões na temporada. Mas quem duvida desses caras?

Assim como no momento do sorteio, o PSG vive melhor momento. É ligeiro favorito, segundo as casas de apostas. Mas quem quiser arriscar, que arrisque. Há muito tempo não temos um confronto tão 50-50 como este da Champions. Chega logo, quarta-feira!

 


Ingleses dominam mercado de inverno na Europa. Quem se deu melhor?
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Julio Gomes

O mercado de inverno europeu deu sequência à gastança que vimos no verão. Grandes negócios foram fechados, com volumes monstruosos de dinheiro, mesmo entre clubes médios e pequenos. O mercado foi especialmente interessante na Inglaterra.

Quem se deu bem? Quem se deu mal?

Espanha

O Real Madrid, apesar da crise, ficou quieto no mercado, não achou que fosse necessário se reforçar. É claro que o silêncio de Zidane no mercado será lembrado se o Real for eliminado pelo PSG e a temporada “acabar”.

O Barcelona, humilhado no verão, fez a maior contratação do inverno ao trazer Philippe Coutinho. Como o futebol é dinâmico! Chegou também Mina. Saíram Mascherano, Rafinha (Inter) e os pouco usados Arda Turan e Deulofeu.

O Atlético de Madri ganhou os já conhecidos reforços de Diego Costa e Vitolo, que já estavam contratados, mas só poderiam jogar a partir de janeiro. O clube só não esperava estar fora da Champions, da Copa do Rei e com chances remotas na Liga a essas alturas. O Valencia, que vive grande temporada, trouxe Vietto e Coquelin e deve se manter no G4 para voltar à Champions. O Sevilla levou Guilherme Arana.

Inglaterra

O Manchester United e o Arsenal parecem ser os grandes vencedores do mercado de inverno. A troca “seca” Alexis Sánchez-Mkhitaryan fez com que o United ganhasse um jogador diferenciado sem gastar, e além de tudo, o chileno pode jogar a Champions. O Arsenal não ficou de mãos abanando.

Saíram Giroud e Walcott, mas Wenger conseguiu renovar o contrato de Ozil e ainda trouxe Aubameyang, do Borussia Dortmund. Se o treinador conseguir encaixar no time Lacazette, Aubameyang, Ozil e Mkhitaryan, pode dar samba.

Liverpool e Manchester City investiram em zagueiros (Van Dijk e Laporte), um porque não parava de levar gols, o outro porque Guardiola percebeu que não pode contar com Mangala, Stones e Kompany. Como a defesa fica constantemente exposta, Pep foi buscar um zagueiro que é muito bom na leitura de jogadas e antecipações.

Mas nenhum dos dois conseguiu tirar Mahrez do Leicester. O Liverpool, que perdeu Coutinho, foi o derrotado do mercado, logicamente. O Chelsea mandou Batschuayi emprestado para o Dortmund e trouxe o lateral brasileiro Emerson, além de Giroud e Barkley – o que não deve mudar a formação titular de meio/ataque. O Tottenham trouxe Lucas Moura, um bom reforço para completar elenco.

Outros países

O PSG perdeu apenas Lucas e trouxe Lass Diarra (lembra dele?) para compor elenco em uma posição em que o titular, Thiago Motta, vive machucado.

O Borussia Dortmund conseguiu uma boa venda com Aubameyang, trouxe Batschuayi e investiu no zagueiro Akanji, do Basel. O Bayern de Munique foi outro gigante quieto no mercado, trouxe apenas o veterano Sandro Wagner para o ataque.

A Juventus, assim como o Real Madrid, não trouxe nem perdeu ninguém. A disputa com o Napoli pelo título italiano será travada com os mesmos protagonistas da atualidade.


Real Madrid? Quando se trata de Neymar, sempre que teve fumaça, teve fogo
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Julio Gomes

Muitos gols, dribles, títulos, polêmicas, conflitos, selfies e… especulações. É inegável que a carreira de Neymar tem sido marcada por tudo isso até agora. Não é possível ficar à margem. Alguns amam tudo, do jogo ao estilo. Alguns odeiam tudo, do jogo ao estilo. Alguns amam Neymar em campo, odeiam fora. Tem de tudo.

E se os gols, dribles, títulos, polêmicas e conflitos acontecem em mais ou menos quantidade em função do momento da temporada, tem uma coisa que não muda. As especulações sobre o futuro de Neymar rondam sua carreira inteira, desde o início. E, quando houve fumaça, houve fogo.

Agora, a fumaça é Neymar no Real Madrid.

Isso mesmo. O cara mal chegou ao PSG, na maior transação de todos os tempos, e esquenta cada vez mais o papo de Neymar no Real Madrid.

Quando ele estava no Santos, havia fumaceira o tempo todo. Mas nunca houve tanta fumaça quanto em 2011. E ano e meio depois confirmou-se a ida dele para o Barcelona, em um acordo fechado com o pai em… 2011.

Já no Barcelona o fumacê foi constante desde o início, mas se intensificou no meio de 2016. Só não foi ao PSG naquele momento porque, na hora H, o jogador não quis. A fumaça foi aumentando até que, no meio do ano passado, veio o incêndio.

E agora, em meio a algumas vaias de torcida, algumas especulações sobre insatisfação em Paris, alguma desavença de vestiário, etc, etc, aparece a fumaça branca. Fumata madridista.

Vamos lembrar que o namoro Neymar-Real Madrid é antigaço. Eu entrevistei o garotinho Neymar nas arquibancadas do Bernabéu ainda em 2006 (vídeo está aqui). Seu empresário e muita gente do staff sempre preferiram o Real ao Barça – foi o jogador que quis vestir a mesma camisa de Messi.

Após a goleada de sábado sobre o Montpellier, pela Ligue 1, Neymar finalmente se pronunciou – após dois meses em silêncio. O vídeo está aqui. Tire suas conclusões.

“Especulação sempre vai existir. No Santos sempre existiu. No Barcelona, toda janela de transferência tinha algo com o meu nome. É impossível ficar fora disso, né?”, disse Neymar.

O amigo João Castelo Branco insistiu, pedindo uma palavra para pôr fim na possibilidade de sair para o Real. “Já falei, especulação sempre existe, não vou estar repetindo toda hora”.

Eu não acho que seja “impossível ficar fora disso”. Basta se pronunciar mais claramente. Ou então que seu staff pare de vazar a outros clubes a possibilidade de saída. Ainda no Barcelona, Neymar foi literalmente oferecido a PSG, City e United, os únicos três que teriam bala para pagar a multa. Se o cara é oferecido, aí realmente fica “impossível ficar fora disso”.

Se teve uma coisa que Neymar NÃO fez no sábado foi ajudar a dissipar a especulação. A minha leitura é que deixou a porta escancarada para sair.

Eu não vejo o PSG liberando Neymar facilmente. E não vejo Neymar ao lado de Cristiano Ronaldo no Real Madrid.

Há algumas estrelas que precisam ficar alinhadas para que essa transferência ocorra. Uma saída de CR7 do Real e, talvez, um título de Champions para o PSG (o site Goal.com noticiou que o presidente do PSG teria feito essa promessa ao jogador, basta clicar).

Não acredito que Neymar vá para o Real Madrid sem que essas duas coisas ocorram. E tampouco acredito que Cristiano Ronaldo toparia ser negociado com o PSG se for um modelo CR7 mais dinheiro por Neymar. Aí o orgulho falará mais alto.

Vamos ver.

Em questão de semanas, a fumacinha virou fumaçona. E, quando se trata de Neymar, fumaça é fogo. Se não for agora no fim desta temporada, será na próxima, no meio de 2019. Mas que tem toda a pinta de que Neymar se vestirá de branco, isso tem.


Lesão de Mbappé deixa Neymar ainda mais em evidência
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Julio Gomes

Neymar e Mbappé chegaram juntos ao PSG, as maiores transferências da história. Presente e futuro, para elevar o nome do time e para levar Paris ao topo da Europa.

É claro que são jogadores com peso diferente. Neymar, seis anos mais velho, é um postulante a melhor do mundo agora. Mbappé, daqui a alguns anos.

Mas o fato é que o garoto vinha tendo impacto imediato nesta temporada. Foi titular em todos os jogos importantes do PSG (não podemos nos enganar com algumas esquentadas de banco em partidas menores) e mostrou grande conexão com Neymar e Cavani. É um jogador, além de talentoso e com faro de gol, com grande leitura de jogo. Posicionamento e tomadas de decisões quase sempre perfeitos.

A lesão que tira Mbappé dos gramados por dois meses fará com que o PSG jogue sem ele contra o Real Madrid, pelas oitavas da Champions League.

Mais um peso nas costas de Neymar, já não bastasse toda a responsabilidade que o melhor jogador brasileiro da década leva em suas costas.

É evidente que uma eventual eliminação para o Real fará todas as câmeras apontarem para Neymar. Mas não era tão evidente que passar desta eliminatória dependesse 110% de grande atuações coletivas e individuais de Neymar. Agora, é.

Mbappé tinha tudo para ser um nome próprio desta eliminatória. Quase contratado pelo Real no verão, com sede de mostrar serviço. E podendo aproveitar uma situação de mais liberdade de jogo, dada a atenção especial que Zidane dará a Neymar.

O PSG tem vários jogadores de alto nível para substituir Mbappé, como Di María ou Draexler. Mas ninguém mete medo como o garotão francês. Casemiro ficará muito mais tranquilo para caçar Neymar pelo campo. Muitas vezes esses jogadores coadjuvantes salvam a pele do protagonista ou mesmo fazem um trabalho que permita à estrela maior brilhar ainda mais.

Neymar perde um grande parceiro para os confrontos contra o Real. Talvez seu melhor parceiro, certamente o mais brilhante. A batata em seu colo esquenta ainda mais.

 


Real Madrid se afunda na falta de gols e na seca de Cristiano
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Julio Gomes

Foi um ano e meio fazendo gols em todos os jogos. Todos. 73 partidas consecutivas guardando pelo menos um, recorde absoluto de um Real Madrid que viveu uma fase em que tudo dava certo com Zinedine Zidane.

Quando começou a temporada 17/18, após passar por cima do Barcelona na Supercopa espanhola, parecia que o Real Madrid iria atropelar todo mundo que viesse pela frente. A Liga dos Campeões da Europa, sempre marcada pelo equilíbrio de forças, começou com um favorito absoluto, o time a ser batido, como há muito não se via.

Pois é. Acelere a fita. E, neste sábado, o Real Madrid viveu mais uma tarde de depressão no Santiago Bernabéu. Quatro graus Celsius, muita chuva, arquibancada fria, molhada e impaciente. Trocentas chances criadas. Zero gols. E mais uma derrota. 0 a 1 contra uma Villarreal que nunca havia vencido neste estádio.

Depois da sequência histórica de 73 jogos oficiais marcando, agora o Real Madrid passa em branco pela quinta vez em 25 partidas. 20% dos jogos, portanto.

O Bernabéu não vê uma vitória do Real há mais de um mês. Em 16 jogos oficias na temporada em casa, o Real ganhou 8 e não ganhou 8. Isso mesmo. Este contra o Villarreal já é o quinto tropeço em casa na Liga espanhola, a terceira derrota em dez jogos.

Não à toa, as vaias foram intensas a partir do gol do Villarreal, que já saiu nos minutos finais – aliás, um golaço de Fornals. São vaias generalizadas e difusas, sem um vilão claro. Afinal, quem vai ficar xingando Zidane ou Cristiano Ronaldo?

O melhor jogador do mundo vive sua temporada mais seca em muitos anos. E passa por ele e por um ataque que não funciona a explicação para o que vem acontecendo.

Afinal, foram quase 30 chegadas ao gol, 12 escanteios, muitos lances criados. É verdade que o goleiro Asenjo, do Villarreal, pegou muito. Mas Cristiano Ronaldo, por exemplo, perdeu um gol feito no primeiro tempo, daqueles que talvez nunca tenhamos visto perder. Nos últimos dez jogos pelo Espanhol, ele foi à rede em só dois deles – e jogando os 90 minutos sempre. Tem quatro gols no campeonato, que contrastam com os nove que marcou na Champions.

Para quem achava que o problema era Benzema, talvez seja melhor rever conceitos. Se antes estava dando tudo certo, hoje parece claro que as coisas estão dando errado para o Madrid.

O primeiro turno acaba na Espanha. É verdade que o Real Madrid ainda tem um jogo a menos, mas soma 32 pontos contra 48 do líder Barcelona – que encerra a rodada no domingo contra a Real Sociedad. Está bem atrás de Atlético de Madri e Valencia e tem na cola Sevilla e Villarreal.

A última vez que o Real Madrid acabou em quarto lugar no campeonato foi em 2004 – alguns meses depois, chegaria Vanderlei Luxemburgo. A última vez que ficou fora do G4 foi no ano 2000 (quando conquistou a Champions). A última vez que ficou fora da Champions foi na temporada 96/97. É este o tamanho do risco que o time atual está correndo.

Rafael Benítez foi demitido dois anos atrás após 18 jogos na Liga espanhola – 11 vitórias, 4 empates e 3 derrotas (37 pontos) – 47 gols marcados. Na atual temporada, Zidane disputou os mesmos 18 jogos no Espanhol – 9 vitórias, 5 empates e 4 derrotas (32 pontos) – apenas 32 gols marcados.

Sim, o jogo do Real Madrid é pobre. Mas chances estão sendo criadas. Está na hora de Cristiano Ronaldo aparecer, senão o confronto contra o PSG não vai ter nem graça.


Neymar será Bola de Ouro! Dezoito previsões bombásticas para 2018
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Julio Gomes

No meu post de fim de ano em 2016, previ o título europeu do Real Madrid, o brasileiro do Corinthians, o Grêmio voando com Renato Gaúcho, a saída de Neymar para o PSG, o Oscar para Moonlight, o fim do jejum da Portela no Carnaval… pena que esqueci de clicar no botão “publicar”!

Alguém caiu nessa? Não, né. Assim como ninguém cai nas desculpas de Marco Polo del Nero para não sair do Brasil…

Apesar da CBF, apesar da bandidagem, apesar da cartolagem, apesar da empáfia característica do futebol brasileiro, a seleção será hexacampeã do mundo na Rússia.

É com essa previsão que abrimos o post “bola de cristal” que encerra o ano. 18 palpites para 18.

Foram 253 postagens ao longo de 2017. E de antemão agradeço muito a quem leu, comentou, compartilhou. A ideia aqui não é polemizar de graça, criticar ou elogiar em função de preferências pessoais. A ideia é tratar o esporte de maneira séria e com responsabilidade.

Esquentando a bola de cristal… e vamos lá!

A seleção será hexa porque está pronta para isso, porque está mordida, porque tem um grande técnico, porque é forte em todos os setores, porque na semi romperá a maldição de sempre perder da França em Copas, porque na final manterá a Espanha na lista de fregueses e porque Neymar colocará seu nome na história…

…Neymar irá quebrar a dicotomia Messi-Cristiano e, com a taça na Rússia, ganhará todos os prêmios de melhor do mundo. Mas por causa da Copa, não do clube, já que o PSG, apesar das grandes atuações dele, justificando o investimento, não conquistará a Champions League…

…o PSG irá eliminar o Real Madrid nas oitavas de final, mas cairá na competição nas quartas, quando enfrentar um dos times de Manchester…

…Guardiola e Mourinho se enfrentarão na semifinal da Champions. Pep vai levar a melhor, Mou irá reclamar da arbitragem, pois seu time acabará o jogo decisivo com dez homens, e o City jogará e triunfará contra o Bayern de Munique na decisão de Kiev…

…Guardiola derrotará Tite na eleição de melhor técnico do ano e será aclamado como o melhor de todos os tempos…

…De Bruyne será o grande nome da Champions e chegará na Copa com status de “rival de Neymar” pelos prêmios individuais nos próximos anos, mas sucumbirá com a Bélgica nas quartas de final, no jogo mais difícil para o Brasil na Rússia…

…Messi será campeão espanhol com o Barcelona pela nona vez em 14 temporadas, mas será eliminado com a Argentina na primeira fase da Copa e anunciará a aposentadoria da seleção…

…a Islândia avançará no grupo da Argentina e será a Cinderela da Copa…

…Cristiano Ronaldo deixará o Real Madrid rumo à Inglaterra no meio do ano, na transferência que deixará em segundo plano a multimilionária venda de Philippe Coutinho ao Barcelona…

…Richarlison e Malcom serão os outros dois jogadores brasileiros vendidos por um valor bizarro, mas só passarão a defender a seleção depois da Copa…

…Maradona subirá no caminhão e desfilará com o time do Napoli, campeão italiano pela primeira vez em 28 anos, e participará de todos os eventos festivos, que irão parar a cidade por sete dias…

…no Brasil, o grande time do ano será o Cruzeiro, que irá ganhar algum título grande. Thiago Neves será o nome do ano por aqui…

…o Palmeiras será o grande rival do Cruzeiro ao longo do ano na disputa pelos títulos mais importantes…

…o Grêmio irá perder Luan e Arthur, deixar o Brasileiro em segundo plano e priorizar as Copas novamente, mas desta vez sem sucesso…

…antes do final do ano, Renato Gaúcho será anunciado técnico do Flamengo, que será eliminado na fase de grupos da Libertadores e terá mais um ano abaixo do esperado…

…o Corinthians? Vai despencar. Mas Andrés Sanchez não demitirá Carille…

…o Fluminense finalmente cairá para a Série B, após perder disputa ferrenha com o Botafogo…

…e a CBF seguirá sendo presidida por picaretas, e as instituições públicas nada farão para incomodar nossos bandidos.

Por falar em bandidos, eles continuarão sendo maioria absoluta no Congresso mais conservador já eleito na história e que fará do próximo presidente, quem quer que ele seja, mais um refém da política do toma-lá-dá-cá. Seguiremos na lama. Mas com seis estrelas no peito.

Bom ano a todos!