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Espanha, Sérvia, Alemanha e Inglaterra estão com o pé na Copa-2018
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A rodada do fim de semana classificou a Bélgica para a Copa do Mundo, após a vitória por 2 a 1 na Grécia. Além da anfitriã, a Rússia, a seleção belga é a única europeia já confirmada.

Mas a rodada dupla deste início de setembro deixou também Espanha, Inglaterra, Alemanha e Sérvia com um pé (e uns dedinhos) na Copa do Mundo do ano que vem. Nas eliminatórias europeias, as seleções vencedoras dos nove grupos ganham vaga direta, e oito segundos colocados disputam quatro vagas no mata-mata.

A Espanha, depois da ótima partida de sábado contra a Itália, no duelo direto que, de fato, decidiu tudo, massacrou Liechtenstein nesta terça por 8 a 0. Foram quase 80% de posse de bola e gols de quase todo mundo: Morata e Aspas fizeram dois, Isco, Sergio Ramos, David Silva e Deulofeu, um cada. A Espanha vai virando “o time de Isco”, o que não é mau negócio.

Com 22 pontos, a Espanha mantém três de frente para a Itália, que ganhou de Israel por 1 a 0 com um gol de Immobile. Foi uma partida preguiçosa da Itália, que parecia desmotivada em campo. Melhorou no segundo tempo, mas não foi suficiente para ampliar o marcador.

A Espanha não deve tropeçar nem contra Albânia nem contra Israel e tem 17 gols a mais de saldo que a Itália. Pode até perder uma. Não vai acontecer, a vaga para a Roja virá em outubro. E a Itália que se vire na repescagem.

Em uma “final” pela vaga direta, a Sérvia foi a Dublin e conquistou uma vitória enorme sobre a Irlanda. 1 a 0, com gol de Kolarov, ex-Manchester City, hoje na Roma. A Sérvia jogou quase 30 minutos com um homem a menos e segurou o resultado.

Nos outros jogos do grupo D, a Áustria se despediu ao ficar com 1 a 1 com a Geórgia, e o País de Gales ganhou por 2 a 0 em Moldova. Agora, faltando duas rodadas, a Sérvia tem 18 pontos, Gales tem 14 e a Irlanda tem 13. Mas a vaga está nas mãos dos sérvios, que enfrentam as fracas Áustria (fora) e Geórgia (casa) nos últimos jogos.

Na última rodada, Gales e Irlanda se enfrentarão em Cardiff por uma vaga na repescagem. Talvez o empate sirva para Gales, talvez para ninguém (o pior segundo colocado fica fora).

Além de Espanha e Sérvia, outras duas seleções praticamente garantidas são Alemanha e Inglaterra, que venceram seus jogos na segunda-feira.

A Alemanha tem cinco pontos a mais que a Irlanda do Norte e, mesmo que perca o confronto direto entre elas, depois se despedirá em casa contra o Azerbaijão. Já deve se garantir na próxima rodada, mesmo jogando na Irlanda. Os norte-irlandeses vão para a repescagem.

A Inglaterra tem cinco pontos de vantagem para a Eslováquia e seis para Eslovênia e Escócia. Também pode até tropeçar uma vez, já que a Inglaterra pega a Lituânia na última rodada. As outras três seleções jogam por uma vaga na repescagem. A Escócia tem duelos diretos em casa contra a Eslováquia e fora contra a Eslovênia. Se não perderem na Escócia, os eslovacos têm tudo para ficarem com a vaga no mata-mata derradeiro.

Outras potências

Depois de perder na estreia para a Suíça, um ano atrás, Portugal, campeão europeu, fez sua parte. Ganhou todos os jogos. Mas a Suíça também. Na próxima rodada, em outubro, Portugal vai ganhar de Andorra e a Suíça, em casa, não deve perder da Hungria. Na última rodada, em 10 de outubro, Portugal recebe a Suíça. Se vencer, vai para a Copa e jogará os suíços para a repescagem. A Suíça jogará pelo empate para ir ao Mundial.

A outra finalista da última Euro, a França, perdeu a chance de se garantir ao empatar com Luxemburgo, domingo. Com 17 pontos, comanda um grupo que tem a Suécia com 16, Holanda com 13 e Bulgária com 12. Na próxima rodada, jogam Bulgária x França e Suécia e Holanda têm jogos fáceis. Na última rodada, a França recebe Belarus, enquanto a Holanda recebe a Suécia.

A tendência é a França ganhar o grupo e a Suécia ser segunda, por ter um saldo muito melhor que o da Holanda. Mas é um grupo em que está tudo aberto – graças ao tropeço inesperado dos franceses domingo.

Grupo embolados

O grupo I teve jogos fundamentais nesta terça. A Turquia sobreviveu ao vencer a Croácia por 1 a 0, e a Islândia, Cinderela da última Euro, fez 2 a 0 na Ucrânia.

Agora, Croácia e Islândia têm 16 pontos, Ucrânia e Turquia têm 14. As quatro tem um jogo tranquilo, contra os rivais mais fracos do grupo. E tudo será definido em dois confrontos diretos: na próxima rodada, Turquia x Islândia e, na última, Ucrânia x Croácia. Um empate servirá para a Croácia e, talvez, para a Islândia. A turcos e ucranianos, bastará uma vitória para garantir, pelo menos, repescagem. Vai pegar fogo.

No grupo E, a Polônia tem 19 pontos, Montenegro e Dinamarca têm 16. A Polônia tem tudo para ficar com a vaga, joga fora com a Armênia e em casa contra Montenegro. Na próxima rodada, se enfrentam Montenegro e Dinamarca – na última rodada, os dinamarqueses recebem a eliminada Romênia. O jogo de Montenegro é fundamental, e um empate é bom negócio para a Dinamarca.

Além de Bélgica, Espanha, Sérvia, Alemanha e Inglaterra, conseguirão vagas diretas possivelmente França, Polônia, Portugal ou Suíça e, vou arriscar, a Croácia.

A repescagem está se desenhando com Suécia, Portugal ou Suíça, Irlanda do Norte, País de Gales, Montenegro ou Dinamarca, Eslováquia, Itália, Grécia e Turquia ou Islândia. Um deles, de pior campanha, ficará fora. E os outros se matam-matam por quatro vagas.

 


A um ano da Copa, França parece ser o maior obstáculo para a seleção
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Vamos começar pelo fim? Assim ninguém se dá ao trabalho de malhar o analista nos comentários. Sim, eu sei que a Copa do Mundo é uma competição rápida e que em um jogo qualquer coisa pode acontecer. Nos dias de hoje ainda mais, pois há muito equilíbrio entre times e seleções no futebol globalizado e da velocidade da informação. Não há segredos. Há padrões. Zebras acontecerão cada vez mais em competições internacionais curtas. Times organizados ganham jogos.

Dito tudo isso, não quero me furtar de tentar prever o futuro com base no presente, no passado e nas próprias perspectivas de futuro. Hoje, considero a seleção brasileira a mais forte do mundo. E, entre as europeias, a França, e não a Alemanha ou a Espanha ou a Itália, é quem promete ser o maior obstáculo para o hexa.

Brasil e França podem perder de QUALQUER UM. Isso é óbvio. Não ficarei aqui colocando o óbvio como “porém” ao analisar seleções e seus momentos. A Alemanha era a melhor seleção do mundo em 2014, disparado. E quase tropeçou na Argélia. Acontece. É uma questão de encaixe, seleções que tentam se dar bem na fraqueza alheia. Muitas vezes funciona.

Em 20 jogos contra aquela Alemanha, aquela Argélia ganharia um. Quase foi na Copa. Mas não podemos ignorar a superioridade alemã e nos escorar no “não tem favorito” para analisar e prognosticar um jogo de futebol. Claro que tinha e claro que tem.

O que faz da seleção brasileira tão forte? Uma série de fatores que simplesmente se encaixaram com a chegada de Tite. Ótimo treinador, antenado e atualizado com métodos e formações do futebol atual, ótimos jogadores em todas as posições, jogadores que compraram a ideia do técnico e rapidamente adotaram um estilo de jogo coletivo e participativo, muito uso de informações, estatísticas, vídeos, etc. Tudo isso em uma das camisas mais poderosas da história do futebol.

A França, já não é de agora, montou uma seleção muito boa e também tem um técnico competente, Deschamps, que conseguiu unir jogadores historicamente divididos. Uma seleção que viu dois jogadores promissores ganharem status de estrelas mundiais em Pogba e Griezmann.

A França parou na Copa do Mundo de 2014 na Alemanha, como era de se esperar. Mas superou a mesma Alemanha ano passado, na Eurocopa. Realmente faltou vencer Portugal (sem Cristiano Ronaldo desde o início do jogo) na decisão. E este é um ponto negativo que não pode ser deixado de lado. Que time é esse que perde um Europeu em casa, daquele jeito?

Mas algumas coisas aconteceram nesta temporada, que acabou oficialmente com estas partidas de seleções.

Algumas coisas tipo o Monaco, campeão francês e semifinalista da Champions.

Mbappé, já comparado com Henry, é um fator X nesta seleção francesa. Um jogador em claras condições de explodir rumo à estratosfera nesta temporada que vem e que mostrou um pouco disso no amistoso desta quarta-feira, na vitória sobre a Inglaterra (3 a 2 mesmo com um jogador a menos).

Mbappé é o que Neymar poderia ter sido na Copa de 2010, por exemplo. Um jogador muito jovem, de apenas 18 anos, que foi convocado pela primeira vez em março e que traz para um bom time aquele algo mais. Coragem, talento, velocidade, capacidade de desmontar esquemas.

Mas tem mais além dele. A temporada brutal do Monaco deu a Deschamps jogadores muito confiantes em Lemar, Sidibé e Mendy. Além deles, surgiu também Dembélé, que explodiu com a camisa do Borussia Dortmund (na foto acima, abraçado a Mbappé). Nenhum destes estava na Euro, um ano atrás.

Lloris, que era apenas um bom goleiro, ganhou status de um dos melhores do mundo com a número 1 do Tottenham. Descarte a besteira que ele fez no fim de semana contra a Suécia, pelas eliminatórias. E Kanté, depois da temporada brilhante no Leicester, foi para o Chelsea e transformou-se no melhor jogador da Premier League. É o Makelele 2.0. E ainda tem a dupla de zaga, Umtiti e Varane, mais do que consolidados e aprovados após esta temporada, titulares de Barcelona e Real Madrid, respectivamente.

Enfim. Uma França que já era forte na Copa de 2014 e na Euro de 2016, ganhou um punhado de jogadores que podem dar “algo a mais” no ano que vem. É uma claríssima candidata.

Imaginem um confronto entre Brasil e França na Copa? Daria calafrios, não é mesmo? Depois de 1986, 1998 e 2006, pode até haver um bloqueio pelo histórico. Convenhamos, o Brasil já entra ganhando contra um monte de seleções. Justamente pelo medo que impõe. Não contra a França. Com medo, eles não jogarão.

Mas e as outras seleções?

Temos muito tempo para dissecá-las. A Alemanha cumpriu um ciclo em 2014. Era uma seleção montada, que bateu na trave nas Euros de 2008 e 12, além da Copa de 2010. Desde o tetra, perdeu Lahm, Schweinsteiger, Goetze não explodiu, Draxler ainda é mais promessa que realidade. É uma seleção fortíssima, sem dúvida. É a campeã e é a Alemanha, oras bolas. Tem Neuer. Tem Kroos. Mas ainda passa por uma transição e hoje é menos forte do que era.

A Espanha está na mesma. Tem ótimos talentos. Jogadores pedindo passagem, como Isco e Asensio, um camisa 9 de muito respeito em Diego Costa, goleiraço, ótima dupla de zaga. Maaaaaas. Ainda não encaixou com Julen Lopetegui. O ciclo novo foi sendo adiado, demorou para começar e não sei se conseguirá encontrar a química necessária antes do Mundial.

A Itália tem mais camisa e sangue vencedor do que propriamente um time. A Bélgica, exatamente o contrário. Tem time, um baita time, mas falta aquela competitividade necessária para ganhar a Copa. A Argentina tem craques do meio para frente, muitos problemas atrás, mas ganhou um treinador fantástico em Sampaoli.

Todas estas podem ganhar a Copa. Até o México de Osorio pode ganhar a Copa! Até Portugal. Até a Croácia. Até o Uruguai. É mata-mata (ou melhor, só “mata”) e hoje há um equilíbrio brutal no futebol.

Mas, neste momento, a um ano do Mundial, ninguém parece mais pronto e com mais poder de fogo do que o Brasil e seu eterno nêmesis: a França.

 


Eliminatórias da Copa: CR7 brilha e uma seleção vence após 13 anos
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José Mourinho disse recentemente em entrevista ao repórter João Castelo Branco, da ESPN Brasil, que gosta de “futebol sério” e, portanto, adora as eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo e não perde tempo vendo as europeias. “A qualificação europeia é uma brincadeira, toda gente se qualifica. Há um abismo entre as seleções”.

Mas dizem também que não tem mais bobo no futebol. E, para surpresa de Mourinho e de quem mais tenha prestado a atenção, o bobo da sexta-feira foi a Hungria.

Um dia tradicional no futebol, finalista da Copa de 54, a Hungria talvez tenha encontrado um novo fundo do poço. Perdeu para Andorra, um Principado de menos de 100 mil habitantes encravado entre França e Espanha, nos Pirineus. Uma seleção formada por amadores.

Menos de um ano atrás, a Hungria empatava por 3 a 3 com Portugal pela Euro-2016, depois de estar três vezes na frente. Se perdesse, Portugal seria eliminado. Acabaria sendo campeão europeu.

A classificação para a Copa do Mundo da Rússia era mais complicada do que para a Euro, e a missão húngara não era fácil em um grupo B com Portugal e Suíça. Mas daí a perder para Andorra…

Para se ter uma ideia do feito, Andorra só havia vencido um jogo oficial em sua história, em 13 de outubro de 2004, quando fez 1 a 0 na Macedônia pelas eliminatórias da Copa-2006. Desde então, eram 3 empates e 63 derrotas em jogos oficiais.

Se contarmos amistosos, no entanto, estaremos nos deparando com a melhor Andorra de todos os tempos! :-) :-)

Afinal, em fevereiro deste ano ganhou um amistoso por 2 a 0 contra San Marino (sua primeira vitória desde o tal jogo de 2004). Em março, empatou sem gols com Ilhas Faroe pelas eliminatórias. E agora chega ao terceiro jogo de invencibilidade, amigos! O herói contra a Hungria foi Marc Rebes, o autor do gol da vitória no primeiro tempo.

Agora, nos últimos 13 anos, Andorra soma 2 vitórias, 7 empates e 80 derrotas. Parabéns, Hungria.

No mesmo grupo B, Portugal contou com dois gols de Cristiano Ronaldo e fez 3 a 0 na Letônia. Mas a Suíça ganhou por 2 a 0 nas Ilhas Faroe e segue líder. Os suíços têm 18 pontos, os lusos têm 15. A vaga direta para a Copa-2018 ficará mesmo para o duelo direto entre eles, em Portugal, em outubro.

Outros grupos

No grupo A, a França pressionou durante todo o segundo tempo, mas, em uma bobeada incrível do goleiro Lloris, aos 47min do segundo tempo, levou um gol de Toivonen de trás da linha do meio do campo. Vitória de virada da Suécia por 2 a 1.

Gol que deixa em situação delicadíssima a Holanda, apesar da goleada por 5 a 0 sobre Luxemburgo.

Suécia e França lideram com 13 pontos, enquanto a Holanda tem 10 e a Bulgária tem 9, após perder por 2 a 1 para os bielorrussos. Na próxima rodada, em agosto, a Bulgária recebe a Suécia, e a Holanda jogará a vida em solo francês. Se a Holanda não vencer na França e os suecos ganharem dos búlgaros (provável), a Oranje, que já ficou fora da última Euro, possivelmente perderá também a Copa-18.

Pelo grupo H, a Bélgica jogou para o gasto e fez 2 a 0 na Estônia, fora de casa. Com 16 pontos, os belgas têm folga na ponta, já que Bósnia-Herzegovina e Grécia ficaram no 0 a 0. Os gregos foram a 12 pontos, os bósnios a 11.

No outro jogo do grupo, a recém federada seleção de Gibraltar perdeu por 2 a 1 para o Chipre, levando gol aos 42min do segundo tempo. Teria sido o primeiro ponto de Gibraltar em um jogo oficial. Não foi, então agora são 18 derrotas em 18 partidas.

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Portugal e França, finalistas da Euro, têm péssimo início rumo à Copa
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Os jogos da terça-feira encerraram a primeira rodada das eliminatórias europeias para a Copa do Mundo da Rússia, em 2018. Das chamadas “potências”, Portugal e França, curiosamente as finalistas da última Euro, foram as que tiveram resultados preocupantes.

Não subestimemos o fato de ser apenas a primeira rodada. São 13 vagas para o Mundial, só passam de forma direta os vencedores dos nove grupos. Os segundos colocados terão de rebolar em uma repescagem com mata-mata no fim do ano que vem.

Portugal perdeu para a Suíça por 2 a 0, na Basileia. Este era um tropeço previsível até, como eu apontava no post do último domingo, fazendo uma análise geral das eliminatórias europeias.

Previsível, mas preocupante. É um grupo sem adversários capazes de desafiar suíços ou portugueses, e a vitória em casa é fundamental para deixar a Suíça em vantagem na busca pela vaga direta para a Copa.

Sem Cristiano Ronaldo, Portugal fez ótimos 20 minutos no primeiro tempo. Dominou completamente o jogo e parecia jogar em casa, até porque era forte a presença dos torcedores lusos nas arquibancadas – a Suíça é dos países europeus que mais recebeu imigrantes portugueses ao longo das últimas décadas. Apertou, teve chances e parecia carregar o momento após o título sonhado da Eurocopa, em junho.

Mas aí um erro besta de saída de bola, primeiro em um passe errado de Raphael Guerreiro, depois um de Nani, acabou em falta perigosa para a Suíça. No rebote da bola parada, saiu o primeiro gol, de Embolo. Portugal entrou em pane e levou o segundo gol logo depois, contra ataque e belo chute colocado de Mehmedi. Apesar de ter dominado o segundo tempo, faltou “punch” a Portugal, faltou Cristiano Ronaldo. O bom sistema defensivo suíço segurou as pontas sem muitos sustos.

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Não foi um mau jogo de Portugal. Mas o resultado é péssimo, muito pior do que o futebol apresentando pelo time de Fernando Santos. O futebol é mesmo muito dinâmico. Em um dia, campeão pela primeira vez. No outro, contra a parede para ir ao Mundial.

Menos mal para Portugal que a Hungria, que talvez pudesse entrar nessa briga no grupo, ficou no 0 a 0 contra Ilhas Faroe. É mesmo um grupo de dois, que continua em outubro. Portugal recebe Andorra e vai às Ilhas Faroe com a obrigação de conseguir duas goleadas. E torce para a Suíça tropeçar contra Hungria, fora de casa, no único jogo complicado para os suíços nesse grupo.

Nas eliminatórias para a Euro-2016, Portugal começou perdendo em casa da Albânia e jogou o resto das partidas contra a parede. Sim, ganhou as sete. Mas duas delas, contra a Dinamarca e a própria Albânia, com gols nos acréscimos. Foi muito mais dramático do que a tabela indica.

O próximo confronto direto entre Portugal e Suíça só acontecerá na última rodada das eliminatórias, em 10 de outubro de 2017, e caberá aos campeões europeus chegar a este jogo dependendo de uma vitória simples para fugir da repescagem. Para isso, não há mais margem para erro.

Tropeço francês

A vice-campeã europeia empatou um desses jogos que não pode empatar. 0 a 0 com Belarus, fora de casa. Nos outros jogos do grupo A, empate por 1 a 1 entre Suécia e Holanda e vitória de 4 a 3 da Bulgária sobre Luxemburgo.

Este é um dos grupos complicados das eliminatórias. A Suécia, sem Ibrahimovic e com um time bem “medião”, não deveria ameaçar França ou Holanda, que disputariam vaga direta. Mas é bom lembrar que a Holanda ficou fora da última Euro, acabando a eliminatória atrás de República Tcheca, Islândia e Turquia. O equilíbrio é total.

A Holanda é uma seleção renovada e com Danny Blind, um técnico sem currículo extenso, no comando. Para a Laranja, a rodada foi ótima. Empatou na Suécia e viu a França tropeçar. No dia 10 de outubro, as duas forças do grupo se enfrentam em Amsterdã. Se a Holanda ganhar, e considerando que a Suécia deve passar pela Bulgária, a França pode ficar precocemente (e surpreendentemente) contra as cordas nas eliminatórias.

Outras forças

No grupo H, o outro com jogos nesta terça-feira, a Bélgica fez sua parte e meteu 3 a 0 no Chipre, fora de casa, dois gols de Lukaku e um de Carrasco. Encontrar intensidade e competitividade é a grande chave para a tal geração belga alçar voos mais altos. Jogadores não faltam. O grupo teve também Bósnia-Herzegovina 5 x 0 Estônia e Gibraltar 1 x 4 Grécia. Não dá para imaginar que bósnios ou gregos ameacem a vaga direta da Bélgica na Copa.

Nos dias anteriores, os favoritos fizeram sua parte.

No grupo C, domingo, a Alemanha começou fazendo 3 a 0 na Noruega e mostrando força. No grupo F, a Inglaterra fez 1 a 0 na Eslováquia no finalzinho. Falei aqui sobre estes dois jogos.

Na segunda-feira, a Itália sofreu, mas, mesmo com um a menos, ganhou de Israel por 3 a 1 fora de casa. E a Espanha passou, com 8 a 0 sobre Liechtenstein. O clássico entre Itália e Espanha, em Turim, no dia 6 de outubro, é o grande jogo da próxima rodada das eliminatórias europeias.

À parte a derrota de Portugal e o tropeço francês, outros favoritos que deixaram a desejar na rodada: a Croácia, favorita no grupo I, que empatou por 1 a 1 em casa com a Turquia; e a Polônia, favorita no grupo E, que ficou no 2 a 2 no Cazaquistão. Já País de Gales, com direito a gol de Bale (para variar), fez 4 a 0 em Moldova, lidera o grupo D e sonha em voltar a uma Copa após 60 anos. A chance é boa.

 

Clique aqui para ver a página do UOL Esporte com todos os resultados e tabela completa das eliminatórias europeias.

Segunda e terceira rodadas de todos os grupos serão disputadas entre 6 e 11 de outubro. Destaques para Itália x Espanha (6/10), Bélgica x Bósnia (7/10), Holanda x França (10/10), Alemanha x República Tcheca (8/10), Áustria x Gales (6/10), Polônia x Dinamarca (8/10) – são os jogos com mais implicações em termos de classificação – e Kosovo x Croácia (6/10), o primeiro jogo de Kosovo em casa em competições oficiais (a partida será na Albânia).


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