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Brasileiro, ato 16: a hora dos elencos na maratona dos pontos corridos
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O campeonato de pontos corridos, ainda mais esse disputado no Brasil, com duas rodadas por semana, tem uma marca registrada. Nenhum time consegue ser campeão – ou atingir objetivos – sem um elenco forte.

São muitas contusões, suspensões, saídas para fora do Brasil, jogadores e técnicos que não se dão bem. Tem de tudo. E aí o nível das peças de reposição acaba fazendo toda a diferença.

Aliás, é necessário ter peça de reposição até para o banco! Afinal, os dirigentes-torcedores brasileiros continuam naquele ritmo já conhecido. Quatro técnicos foram mandados embora desde a rodada passada, e Atlético-MG, Vitória, Coritiba e Atlético-GO serão comandados por interinos neste fim de semana.

Na 16a rodada, é difícil achar um time sem vários problemas. Outros vão optar por poupar jogadores, já que no meio da semana que vem serão disputadas as partidas de volta da Copa do Brasil.

É o caso do Flamengo, que vai poupar Diego e alguns outros, entrando com um mistão contra o Coritiba neste sábado à noite. Hora pra Geuvânio, por exemplo.

O Santos já convive com desfalques faz tempo mas, mesmo econômico, vem conseguindo pontos importantes e recebe o Bahia no Pacaembu, domingo de manhã. À tarde, o líder Corinthians vai sem Jadson e Pablo, fora por um mês e um mês e meio, respectivamente, pegar um Flu também remendado.

O interessante Sport x Palmeiras de domingo é o jogo com mais baixas. O Sport não deve ter Magrão e Osvaldo na Arena Pernambuco. O Palmeiras joga sem sete, incluindo seus melhores jogadores ofensivos – Guerra, Dudu e Willian.

Nos jogos das 19h, a Ponte Preta vai a campo sem Sheik e Fernando Bob. O Botafogo atuará contra o Atlético-GO sem seis titulares. Haja elenco!

Prognósticos e informações da rodada:

SÁBADO

16h Vitória 1 x 2 Chapecoense
O Vitória será comandado pelo interino Flávio Tanajura, já que Gallo foi demitido após 11 rodadas como treinador. O time é o pior mandante do Brasileiro, com apenas uma vitória e cinco pontos em oito jogos – receita infalível de qualquer rebaixamento. No curto histórico entre os times (quatro duelos), o mandante nunca venceu. E a Chape mostra um pouco mais de solidez defensiva desde a chegada de Eutrópio.

19h Flamengo 2 x 0 Coritiba
Diego não joga, e Zé Ricardo deve poupar outros jogadores para rodar o elenco e reservar energias para o jogo contra o Santos, pela Copa do Brasil, e contra o líder Corinthians, domingo que vem. O Coritiba demitiu Pachequinho após uma vitória em dez jogos e vai com o interino Robson Gomes. O Coxa não bate o Flamengo no Rio desde 2001. Na Ilha do Urubu, o Flamengo é favorito para se reencontrar com a vitória, mesmo com mistão.

DOMINGO

11h Santos 1 x 1 Bahia
O Santos só fez mais gols que três times no campeonato, mas a defesa vem segurando a onda e garantindo resultados. Vanderlei é um dos três melhores jogadores da competição até agora. O Bahia, um visitante indigesto, também sofre poucos gols (dois em cinco jogos), o que mostra uma tendência para a partida de domingo de manhã, no Pacaembu.

16h Sport 2 x 1 Palmeiras
O Sport de Luxemburgo é uma das sensações do momento. Como mandante, só somou menos pontos que o Corinthians, e o Palmeiras chega com sete desfalques (Willian, Borja, Dudu, Tchê Tchê, Michel Bastos, Guerra e Felipe Melo). Cuca efetivou Jailson no gol, o homem que nunca perdeu no Brasileiro, e vai estrear Deyverson no ataque. Nos últimos dez anos, o Sport ganhou 11 vezes e perdeu 7 para o Palmeiras. Diego Souza, que quase foi de um clube para o outro, pode ser o nome do domingo.

16h Fluminense 1 x 1 Corinthians
O Corinthians vem de dois tropeços e perde por várias semanas os titulares Jadson e Pablo. Nada fora do normal nos pontos corridos. O Fluminense não deve ter Henrique Dourado, mas promete agredir, e o Corinthians poderá jogar como gosta. O Flu empatou quatro e perdeu dois de seus últimos seis jogos como mandante. O Corinthians ainda não perdeu fora de casa e é o melhor visitante. O empate costuma ser frequente neste duelo.

16h Avaí 0 x 2 Cruzeiro
O Avaí é um péssimo mandante e nunca derrotou o Cruzeiro, que tem Sóbis de volta e De Arrascaeta recuperado de lesão.

19h Atlético-MG 3 x 1 Vasco
Caiu no Horto… já sabem. O Atlético está sendo uma mãe dentro de casa, é o quinto pior mandante. Mas o Vasco é um péssimo visitante. Diogo Giacomini comanda o Galo após a saída de Roger e antes da chegada de Micale. É um time que perde gols demais. Quantas vezes já não vimos os pés entrarem na forma assim que o técnico vai embora? O Vasco não deve mais ter Nenê na competição, o jogador nem foi relacionado. Historicamente, um duelo em que mandantes costumam vencer.

19h Atlético-PR 1 x 0 Ponte Preta
O Furacão não vence há sete jogos, e a Ponte vem de uma goleada sobre o outro time curitibano. Mas Kleina não terá Fernando Bob e Sheik, além de Lucca, gripado, ser dúvida. São peças fundamentais da Ponte. Curiosamente, um duelo com pouquíssimos empates até hoje – só 2 nos últimos 22 confrontos.

19h Atlético-GO 1 x 1 Botafogo
O Dragão degolou mais um, foi a vez de Doriva, e o auxiliar João Paulo Sanches comandará o time (já o fez na quinta rodada, vitória sobre a Ponte, uma das duas do time no campeonato). Segundo pior ataque, pior defesa, lanterna, o Atlético-GO parece um morto vivo neste Brasileirão. O Botafogo tem quatro desfalques por cartões e Roger e Lindoso serão poupados, de olho na Copa do Brasil. Jair Ventura utilizará jogadores da base, o que torna o duelo imprevisível.

SEGUNDA

20h São Paulo 0 x 2 Grêmio
O clássico tricolor da segunda-feira promete. Enquanto o São Paulo rompeu a série de mais de um mês sem vitórias, o Grêmio está dando caça ao líder Corinthians. É mais time (aliás, é um time). Portanto, favorito, mesmo jogando no Morumbi.


‘Efeito Corinthians’ faz todo jogo virar uma final e ajuda o Brasileiro
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Ainda que digam que “nos pontos corridos, todos os jogos são como finais”, todos sabemos que não é bem assim. Há jogos maiores que outros. Há momentos mais importantes. Há jogos em que técnicos resolvem abrir mão dos pontos, poupando titulares, priorizando outro tipo de preparação.

Mas o primeiro turno fulminante do Corinthians está gerando, na prática, partidas com pinta de final. Foi o caso do Flamengo 2 x 2 Palmeiras desta quarta-feira.

Os dois times, que construíram os elencos mais recheados do país, não especularam em nenhum momento. É claro que o Flamengo foi quem teve a bola e o domínio da partida, até por jogar em casa, mas o Palmeiras nunca abdicou do resultado.

Contra atacando, chegou à virada no primeiro tempo. E teve uma ótima chance no final do jogo. Os dois times jogaram com intensidade, movimentação e fizeram uma partida muito agradável de se assistir.

O que não foi agradável foi o resultado. O Palmeiras, que está em modo “abandono” do Brasileiro – ou usando o campeonato apenas para encontrar um time e soluções pensando na Libertadores, não conseguiu aproveitar o raro tropeço do Corinthians. O Flamengo, tampouco.

Depois de uma ótima série de vitórias, que aliviou a pressão sobre Zé Ricardo, e com as seguidas estreias dos reforços, o Flamengo parecia ter engatado a quinta marcha. Mas está sucumbindo à parte dura da tabela. Venceu o Vasco, é verdade. Mas depois, em casa, perdeu do Grêmio e empatou contra o Palmeiras. Fora, empatou com o Cruzeiro. Dois pontos nos últimos três jogos.

O Grêmio parece ter acreditado novamente que pode ganhar o campeonato. Renato Gaúcho não poupou mais o time titular, e o time venceu o Vitória, diminuindo para seis a desvantagem para o Corinthians. É a história de encarar todo jogo como vital.

Escrevi aqui na semana passada que o Flamengo se colocava como postulante único a tirar o título do Corinthians. Mas o fato é que o rubro-negro não está justificando essa análise. Nesta quarta, após o pênalti perdido por Diego, o time caiu demais. A torcida gritou “fora Zé Ricardo”. A crise está voltando.

O Grêmio tem time e futebol, mas tem a Libertadores logo mais. O Santos tem mais resultados do que bola. O Palmeiras ficou muito para trás. E o Atlético Mineiro resolveu não ganhar mais de ninguém em casa.

O Corinthians abriu tamanha vantagem que pode se dar ao luxo de tropeçar várias vezes. Só não pode entrar em pânico.


Brasileiro, ato 15: Flamengo desafia retrospecto no ‘duelo dos elencos’
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juliogomes

Flamengo e Palmeiras fazem o grande jogo da 15a rodada do Campeonato Brasileiro, nesta quarta à noite. Jogo que poderia estar valendo liderança. Mas não está. Já sabemos, já sabemos. Ninguém previa esse Corinthians…

O Corinthians ser líder disparado, ter um time comprovadamente bom e um técnico ganhando status de ótimo não muda um fato. Flamengo e Palmeiras construíram os elencos mais caros e “estrelados” do Brasil.

Nos pontos corridos, campeonato com estilo maratona, com um massacrante números de jogos sem tempo para treino, muitas lesões, cartões, etc, um elenco farto costuma ser mais útil que um time bom. Por isso, Flamengo e Palmeiras sempre foram colocados na lista de favoritaços.

Hoje, o Flamengo ainda parece capaz de dar luta ao Corinthians, até por ter dois duelos diretos. Já o Palmeiras meio que deu adeus após a derrota em casa para o rival há uma semana. Com Libertadores pela frente, a prioridade é outra.

Para superar o Palmeiras, o Flamengo jogará também contra o retrospecto. Nos últimos sete anos, pelo Campeonato Brasileiro, o Flamengo só venceu o Palmeiras uma vez em 11 jogos (cinco empates e cinco derrotas). Nos últimos dez anos, o Palmeiras ganhou quatro dos sete duelos que eles fizeram na cidade do Rio de Janeiro.

A má notícia para o Palmeiras é a ausência de Guerra, a cabeça pensante de um time que tem mais vontade que estratégia.

Outro duelo interessante Rio-São Paulo, ao mesmo tempo, será travado no Morumbi. São Paulo x Vasco. As pessoas ainda têm dificuldade em reconhecer no São Paulo o que ele verdadeiramente é hoje. Um time rebaixável.

O Vasco já sabe disso, até por tantas cicatrizes recentes. O Vasco tem jogado melhor com seu status de “time para ficar”, em vez de time que sonha com o impossível. Já o São Paulo tem muito torcedor ainda olhando para a Libertadores, em vez da Série B.

Depois deste jogo, o São Paulo enfrenta Grêmio e Botafogo, antes de a tabela dar um respiro. Dorival Júnior sabe bem que os pontos contra o Vasco são fundamentais. O fundo do abismo ainda está longe.

QUARTA

19h30 Santos 1 x 0 Chapecoense
O Santos é um time que está chamando pouca atenção pelos jogos que tem feito e o futebol que tem apresentado (são apenas 14 gols em 14 jogos), mas o fato é que ocupa a terceira posição no campeonato. Muito disso se deve a Vanderlei, que volta ao time – o goleiro é o melhor do Brasil na temporada. Antes dos 2 a 0 sobre o São Paulo, a Chape havia sofrido gols em dez partidas seguidas, vencendo só um desses dez jogos. É a pior defesa do campeonato. O favoritismo é do time da casa.

19h30 Vitória 1 x 3 Grêmio
Em sete jogos em casa no campeonato, o Vitória só ganhou uma e perdeu quatro. É um time que se sente mais confortável jogando fora. O Grêmio ganhou quatro de sete fora (com os titulares, quatro de cinco) e é um bom visitante. Por isso, e por ser melhor time (mesmo sem Luan), é favorito.

21h Ponte Preta 2 x 0 Coritiba
A Ponte empatou uma e perdeu quatro das últimas cinco, o Coritiba ganhou só uma das últimas nove. Pouco a pouco, os dois times, que começaram bem, vão se colocando no lugar esperado – lutando contra o rebaixamento. Historicamente, quem joga em casa, vence o duelo entre eles.

21h Avaí 0 x 1 Corinthians
Depois do raríssimo tropeço do último sábado, o Corinthians tem alguns retornos de titulares para pegar o Avaí. Em casa, o Avaí ganhou só uma de seis, e seus grandes resultados vieram fora. Mas é de se esperar uma postura na Ressacada, contra o líder, parecida com a adotada nos jogos fora de casa. Jogo perigoso para o Corinthians. É favorito, mas um empate é bem possível.

21h45 Flamengo 2 x 1 Palmeiras
O grande jogo da rodada. Depois da derrota para o Grêmio e o empate contra o Cruzeiro, o Flamengo precisa demais da vitória sobre o Palmeiras. Nos últimos sete anos, pelo Brasileiro, o Flamengo só venceu o Palmeiras uma vez em 11 jogos (cinco empates e cinco derrotas). É um jogo para ambos mostrarem o que querem, mas o Palmeiras vai sem Guerra, Edu Dracena e Felipe Melo. Ligeiro favoritismo flamenguista em um duelo de elencos fortes em que qualquer resultado é normal.

21h45 São Paulo 2 x 1 Vasco
Desde 2005, pelo Brasileirão, o São Paulo ganhou dez vezes do Vasco, empatou cinco e perdeu só duas – mas ambas foram no Morumbi. O São Paulo não vence há nove jogos, mais de um mês. É um time totalmente contra a parede, e cabe ao Vasco tentar se aproveitar disso.

21h45 Atlético-MG 2 x 0 Bahia
Os torcedores do Galo se lamentam pelos tantos pontos desperdiçados no Horto. Nos últimos anos em que disputou, de fato, o título, o Atlético perdeu muitos pontos bobos fora. Neste campeonato, tem sido o contrário. Quarto melhor visitante e quinto pior mandante, o Atlético recebe um Bahia que joga melhor do que os resultados mostram. Na história, o Bahia não vence o Galo desde 2002 (quatro derrotas e seis empates desde então). Em BH, não vence desde 1985. E não terá o atacante Rodrigão.

QUINTA

19h30 Fluminense 1 x 2 Cruzeiro
Como mandante, o Flu não vence há cinco jogos. Henrique Dourado ainda é dúvida para a partida. O Cruzeiro tem jogado bem e gosta de aproveitar os erros dos adversários – principalmente times jovens e impulsivos, como o do Flu. Duelo de prognóstico muito complicado, qualquer resultado é normal.

20h Sport 2 x 0 Atlético-GO
O Sport teve a incrível sequência de vitórias e jogos sem ser vazado quebrada na última segunda, em um jogo que poderia ter vencido. É um dos grandes favoritos da rodada, em casa contra o lanterna. O Dragão empatou duas e perdeu cinco das últimas sete, é difícil imaginá-lo se salvando do rebaixamento. Para piorar, perdeu Everaldo, seu artilheiro na competição, para o Querétaro, do México.

21h Atlético-PR 2 x 1 Botafogo
Muito forte na Arena da Baixada no último campeonato, o Furacão é o terceiro pior mandante neste ano. Só somou sete pontos em seis jogos. O Botafogo é um bom time de futebol e é difícil saber o que fará em cada partida, alterna grandes resultados com alguns não tão bons, sem muita lógica. Historicamente, o Botafogo tem sofrido na Arena da Baixada – perdeu nas últimas seis visitas e ganhou pela última vez em 2008.


Pênalti inexistente abre caminho para desafogo palmeirense
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O árbitro viu o que ninguém viu. Um pênalti do estreante Wallace sobre Mina, já na reta final do primeiro tempo. Só a partir daquele gol, o de empate, o Palmeiras conseguiu respirar e abrir caminho para a goleada sobre o Vitória, nesta manhã de domingo, em São Paulo.

O Palmeiras entrou em campo pressionado, após a derrota para o Corinthians e a “visitinha” bizarra dos organizados. Até quando esse tipo de coisa vai acontecer?

O time começou bem o jogo, partiu para o abafa, mas um passe errado de Felipe Melo acabou em gol do Vitória. Depois, outro passe errado do volante, de volta após um mês, quase acabou em outro gol.

O Palmeiras, quando precisa buscar o resultado, torna-se muito fácil de ser marcado. Insiste pelos lados, mas sem jogadores tão decisivos assim e sem um centroavante para receber a chuveirada na área. O time joga pouco com Guerra, que é disparado o melhor do time neste Brasileiro.

Abrir o campo é fundamental, desde que jogadores se aproximem e causem dano pelo meio.

Quando já começavam a surgir vaias no Parque, veio o pênalti inventado pela arbitragem e convertido por Roger Guedes.

Depois, num erro da defesa do Vitória, Guerra foi esperto e preparou o gol para Dudu. Virar com 2 a 1 (em vez de 0-1 e vaias) era tudo o que o Palmeiras precisava.

No segundo tempo, o Vitória ainda teve bola na trave e chegou a ameaçar, mas aí o Palmeiras matou nos contra ataques. É nitidamente um time letal quando tem espaço. Só que quem entra como favorito quase sempre, também quase sempre enfrentará times que conhecem os seus defeitos e minimizam as virtudes.

No Brasileiro, o Palmeiras tem poucas chances de título. Pouquíssimas. Mas o campeonato é fundamental para Cuca, afinal, encontrar um jeito de jogar, um time para jogar e, quem sabe, conquistar alguma taça no ano.

Hoje, mais do que o time, o erro capital do juiz foi a jogada determinante para o resultado.


Brasileiro, ato 14: enquanto o Corinthians voa, os outros rebolam
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Não fosse o Brasileiro essa eterna caixinha de surpresas, já seria possível dizer que o campeonato acabou. Podem dar a taça para o Corinthians.

Mas por aqui tudo é possível. Enquanto o Corinthians passa a ser favorito contra quem que jogue, onde quer que jogue, os rivais Palmeiras e São Paulo lutam contra crises profundas. O primeiro tem elenco “para ganhar tudo” e pinta de que não vai ganhar nada. E o segundo, após o tropeço contra o lanterna, entrou de vez na lista de rebaixáveis.

O grande jogo da rodada é o Cruzeiro x Flamengo de domingo. Dois bons times, em bom momento – o Flamengo, apesar de perder para o Grêmio, segue muito forte. O Botafogo x Sport de segunda também promete. E olho para o duelo de Chapecó, que pode afundar o São Paulo ainda mais.

SÁBADO

19h Corinthians 1 x 0 Atlético-PR
Sim, uma hora alguém vai derrotar o Corinthians! Não, não tem pinta de que será no sábado.

DOMINGO

11h Palmeiras 2 x 1 Vitória
Jogo perigoso para um Palmeiras que teve “visita” dos organizados após a derrota no dérbi. O Vitória é capaz do melhor e do pior, e geralmente o melhor é quando joga fora de casa. O time baiano nunca venceu o Palmeiras fora de casa em Brasileiros, mas, em 2003, fez 7 no antigo Palestra Itália pela Copa do Brasil.

16h Vasco 1 x 1 Santos
Jogo será no Engenhão, com portões fechados, o que é obviamente uma vantagem para o Santos, que venceu o Vasco no Rio pela última vez em 2005.

16h Cruzeiro 1 x 1 Flamengo
O Cruzeiro está embalado e subindo, enquanto o Flamengo sofreu um duro golpe com a derrota para o Grêmio. São dois times que não jogam de forma maluca ofensivamente.

16h Grêmio 1 x 0 Ponte Preta
Bom jogo para o Grêmio vencer e embalar de novo, após o fantástico resultado no Rio de Janeiro. Mas a Ponte sabe jogar de forma reativa e incomodar favoritos, e nunca foi um rival fácil para o Grêmio. Não tem pinta de vitória fácil.

16h Atlético-GO 1 x 3 Atlético-MG
O Galo deixou cinco pontos escapar após a enormidade de gols perdidos contra Botafogo e Santos. O Brasileiro já parece um sonho impossível. Mas a diferença para o xará goiano é grande demais para apostar contra o time de Roger.

16h Chapecoense 2 x 1 São Paulo
Duelo que vale muito na briga contra o rebaixamento. É isso aí, até que se prove o contrário, a sultado, o briga do São Paulo é na rabeira.

19h Coritiba 2 x 2 Fluminense
O Coxa finamente espantou a má fase ganhando na Ressacada. É o Flu que não ganha faz tempo pelo Brasileiro e costuma sofrer em Curitiba.

19h Bahia 1 x 0 Avaí
Após tantos bons jogos sem o devido resultado, o Bahia ganhou da Ponte e tem uma ótima chance de ganhar mais uma.

SEGUNDA

20h Botafogo 1 x 1 Sport
Duelo que fecha a rodada promete. O Botafogo é um time sólido, e o Sport de Luxa ganhou seis seguidas, sem sofrer gols. Jogo de difícil prognóstico.


Brasileiro, ato 13: a rodada dos confrontos diretos entre os ponteiros
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juliogomes

A 13a rodada do Campeonato Brasileiro é aquela em que parece que apenas três jogos importam – a não, ser, claro, que você só se ligue para o teu time e ele não seja um dos ponteiros da competição.

Palmeiras x Corinthians, Flamengo x Grêmio e Atlético-MG x Santos são os jogos que reúnem os quatro primeiros do ano passado, que entraram no ano com a condição de times mais fortes do país, mais os dois times que apresentaram melhor futebol no primeiro quarto do campeonato e abriram vantagem na frente.

E o legal é que nenhum dos três acontece ao mesmo tempo, o que permite que todos sejam devidamente vistos.

Atlético e Santos abrem a rodada às 19h30 desta quarta, no Independência. O Galo passa a impressão de estar nas últimas tentativas de entrar na briga. Se der certo e engatar uma sequência de vitórias, ótimo. Se não, é sair poupando mesmo no Brasileiro e focar em Copa do Brasil e Libertadores. Para engatar uma série boa, precisa vencer em casa um desfalcado Santos que, sem estardalhaço, está lá em quarto lugar.

Mais à noite, o dérbi entre Palmeiras e Corinthians significa demais. Se o Palmeiras não perde há quase um ano em sua arena, o Corinthians não perde um jogo sequer há quase quatro meses, são 26 partidas de invencibilidade. O time de Carille não sofre um golzinho no Brasileiro há um mês – seis rodadas.

Logicamente, a chave para o Palmeiras é colocar pressão, fazer um gol e deixar o Corinthians em um raro momento contra as cordas. É um clássico de torcida única, o que vem representando grande vantagem para os mandantes em São Paulo, daí o ligeiro favoritismo palmeirense.

Na quinta, Flamengo e Grêmio duelarão ou para se aproximar do Corinthians ou para não deixar o líder escapar ainda mais. É um jogo que promete demais. O Flamengo não perde no Rio de Janeiro, embalou a tão aguardada sequência de vitórias e sofre poucos gols. O Grêmio gosta de ter a bola e tem bons resultados como visitante – não são as três derrotas seguidas, uma dela com time reserva e outras duas com pênaltis perdidos, que nos farão esquecer o ótimo time comandado por Renato.

Se perder, o Grêmio é outro que consolida um caminho de priorizar Copas e deixar Brasileiro em segundo plano.

Os prognósticos da rodada:

 

QUARTA

19h30 Atlético-MG 2 x 1 Santos
O Santos não vence o Atlético fora desde 2007, há dez jogos (sete derrotas), e não terá Lucas Lima, Renato, Victor Ferraz e Copete para o confronto. Em casa, o Galo é favorito.

19h30 Ponte Preta 0 x 1 Bahia
A Ponte só fez um gol nos últimos três jogos, o Bahia só um nos últimos quatro – o time de Jorginho não vence há mais de um mês, sete jogos, apesar de não ter jogado mal no período. O jogo tem um pequeno tabu. A Ponte não vence o Bahia desde 2008, há oito partidas (quatro derrotas e quatro empates)

21h Fluminense 1 x 1 Botafogo
Henrique Dourado está fora, Orejuela e Scarpa são dúvidas no Flu, que ganhou só uma e empatou cinco de suas últimas oito partidas no Brasileiro. O Botafogo terá Jefferson novamente no gol. Clássico com cheiro de empate.

21h45 Palmeiras 2 x 0 Corinthians
Um dérbi centenário que vale demais. Se o Palmeiras não vencer o Corinthians em casa, já pode ir pensando em dar adeus à esperança de bi. É uma espécie de final para o time de Cuca. O Corinthians venceu o clássico entre eles no Paulistão, aquele famoso pela expulsào errada de Gabriel, mas pelo Brasileiro não vence há cinco. Chegou a hora de cair a invencibilidade?

21h45 Atlético-PR 0 x 1 Cruzeiro
Kelly comandará o Furacão interinamente antes do desconhecido Fabiano Soares assumir. No Cruzeiro, Mano Menezes terá desfalques no meio e faz mistério. Mas o Cruzeiro precisa de uma vitória como essa para embalar no campeonato.

21h45 Vitória 2 x 0 Vasco
O Vitória só ganhou uma em casa no campeonato, e o Vasco, que não terá Luis Fabiano, Nenê e outros quatro, não venceu fora. No retrospecto, o Vitória bateu o Vasco em quatro dos últimos cinco duelos entre eles e não perde desde 2010 – a última vitória vascaína em Salvador foi em 1991.

QUINTA

19h30 Flamengo 1 x 0 Grêmio
Grande jogo na quinta-feira. O Flamengo vem embalado por seis vitórias seguidas, não perde há mais de um mês e precisa ganhar mais essa para se posicionar como uma espécie de único rival do Corinthians na briga pelo título. Já o Grêmio, que perdeu três seguidas no campeonato, tem Grohe e Pedro Rocha de volta. Com 100% na Ilha do Urubu, o Flamengo é ligeiro favorito em um confronto em que o mandante costuma prevalecer.

19h30 São Paulo 3 x 0 Atlético-GO
Sabe aquele jogo do “vencer ou vencer”? É este para o São Paulo. Penúltimo colocado, o Tricolor estreia Dorival Jr contra o último. Perder pontos em casa para o Atlético-GO significa, de vez, se posicionar como um time rebaixável.

19h30 Sport 1 x 1 Chapecoense
O Sport de Luxemburgo venceu as últimas cinco e não sofreu um gol sequer. Já a Chape não vence há quase um mês. É um jogo de favorito claro na Arena Pernambuco. Mas já sabem como é esse Brasileirão.

21h Avaí 0 x 1 Coritiba
O Avaí propiciou duas das maiores zebras do campeonato ao vencer Botafogo e Grêmio fora de casa. O Coxa está crise, empatou três e perdeu quatro das últimas sete, não vence há mais de mês. Pachequinho está pressionado, logicamente. Mas faz quase dez anos que o Avaí não vence o Coxa na Ressacada.


Rodada clareia as coisas: só o Flamengo persegue o Corinthians
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juliogomes

A zebraça em Porto Alegre e os resultados normais em Belo Horizonte e Rio de Janeiro deixaram Grêmio, Palmeiras e Atlético Mineiro ainda mais longe do líder Corinthians. Só Flamengo e Santos conseguiram manter a pegada, ganhando clássicos regionais.

Mas fica cada vez mais claro que é só mesmo o Flamengo que pode tirar o título do Corinthians.

“Ah, mas é muito cedo, muita coisa pode acontecer”.

Bom, assim é fácil comentar futebol! Sempre vai ser muito cedo ou muito tarde ou muito equilibrado ou isso ou aquilo.

O fato é que, no fim desta semana, já teremos percorrido mais de um terço do campeonato. E no comecinho de agosto acaba o turno.

O Corinthians é um time de recorde e consistência. Dez vitórias, dois empates e nenhuma derrota, uma campanha surreal. Não porque o time não seja bom. Mas porque não parecia ser TÃO bom. Ou tão ponta firme. Os méritos são todos de Fábio Carille, um técnico que traz ares novos e métodos atualizados. Jô é um jogador que faz muita diferença, como fez também no Atlético-MG, por ganhar muitas bolas de desafogo (e, claro, de quebra, fazer e preparar gols).

O elenco do Corinthians não tem muita gordura. Mas não há sinais de que a janela de transferências vá machucar muito. E, de qualquer forma, está claro que a força do time é o jogo coletivo e solidário.

O Flamengo segue um caminho parecido. Se o Corinthians tomou apenas cinco gols no campeonato, o Flamengo tomou oito. São as duas melhores defesas. Menos por nomes, mais por sistema.

Outra coisa muito importante que ambos têm em comum é não estarem na Libertadores.

Grêmio, Santos, Palmeiras, Atlético Mineiro e Botafogo não titubearão nem por três segundos antes de poupar jogadores nas partidas próximas às da competição sul-americana. E está com cara de que os cinco passarão para as quartas de final.

Corinthians e Flamengo já pouparam vários titulares em seus jogos na Copa Sul-Americana, mostrando que o Brasileiro é a grande prioridade dos dois clubes mais populares do país.

Então mesmo que o Palmeiras, por exemplo, ganhe o clássico de quarta-feira, é plausível imaginar que mais para frente Cuca abrirá mão de alguns jogadores e possivelmente acabará comprometendo alguns pontos.

O Corinthians tem nove pontos a mais. E o Flamengo tem mais jogadores capazes de decidir partidas em dias em que as coisas não funcionem coletivamente.

Tudo indica que, pela primeira vez nos pontos corridos, a disputa ficará restrita às duas maiores nações de torcedores no Brasil.

Palmeiras x Corinthians, na quarta-feira, e Flamengo x Grêmio, na quinta, são jogos que deixarão isso ainda mais claro. Ou que marcarão um sopro de esperança para os adversários. Um sopro, nada mais. E, depois dessa rodada, o Corinthians recebe o Atlético-PR e visita o Avaí, enquanto o Flamengo pega Cruzeiro e Palmeiras. Olho, porque o campeonato pode virar uma briga apenas do Corinthians contra os recordes.

 


Brasileiro, ato 12: rodada ideal para os líderes se afastarem
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Passada a semana de Libertadores e Sul-Americana, 8 times dão sequência à maratona e 12 voltam a campo no Brasileirão após uma rara semana cheia para treinamentos. Será que vão aproveitar?

Um deles é justamente o Corinthians. Ao lado do Grêmio, vice-líder, são os dois favoritos nas únicas “barbadas” da rodada. E têm a chance de abrir vantagem para os perseguidores diretos, Flamengo e Palmeiras, que enfrentam pedreiras.

O Corinthians, que só tem o desfalque de Fágner, recebe em Itaquera a Ponte Preta, uma velha freguesa. Já o Grêmio joga em casa contra o Avaí, pior ataque e vice-lanterna. Qualquer resultado que não seja vitória dos dois ponteiros pode ser considerado zebra.

Nos outros jogos da rodada, pelo contrário, nenhum resultado pode ser considerado zebra.

A começar pelo clássico de São Januário entre Vasco e Flamengo, o jogo mais atraente da rodada, logo no sábado, às 18h. O Vasco ganhou cinco de seis em São Januário, e o Flamengo vive grande fase. São cinco vitórias seguidas, classificações encaminhadas na Sul-Americana e Copa do Brasil, reforços engrenando e nada de desfalques importantes. Já o Vasco jogará sem três titulares.

O Palmeiras, por sua vez, irá ao Mineirão enfrentar o Cruzeiro. O Santos tem pela frente um clássico contra o São Paulo. O Atlético Mineiro tem uma pedreira contra o Botafogo, no Rio, e o Fluminense vai a Salvador enfrentar o Bahia sem Richarlison e Wendel.

Prognósticos da rodada:

SÁBADO

16h Atlético-GO 1 x 0 Vitória
O Dragão não vence há quatro partidas, o Vitória, há três. É o jogo menos interessante da rodada, já que reúne último contra antepenúltimo. São também dois dos três piores ataques do campeonato, então é plausível esperar um jogo de poucos gols.

18h Vasco 1 x 2 Flamengo
É o grande jogo da rodada. Além de ser um grande clássico, reúne um time, o Vasco, que se mostra forte em casa contra um Flamengo vindo de cinco vitórias seguidas. O Vasco, que ganhou cinco de seis em São Januário, não terá Breno, Douglas e Jean. São desfalques importantes. Nos últimos dois anos, o Flamengo só venceu 1 de 12 duelos contra o Vasco. Precisa ganhar esse para continuar a perseguição ao Corinthians.

19h Corinthians 2 x 0 Ponte Preta
A Ponte não vence um jogo fora de casa há três meses (cinco empates, cinco derrotas). Nesta lista, está um empate em Itaquera, mas o resultado era suficiente para o Corinthians ser campeão paulista. O retrospecto corintiano é altamente positivo contra a Ponte, e o líder sabe que esta é uma rodada boa para abrir vantagem para outros concorrentes, que terão partidas mais duras. Romero volta ao time, e Léo Príncipe substitui o suspenso Fágner – são quatro jogadores pendurados (Gabriel, Jô, Rodriguinho e Marquinhos Gabriel) antes do dérbi contra o Palmeiras.

DOMINGO

11h Chapecoense 1 x 1 Atlético-PR
Depois de demitir Vágner Mancini, a Chape estreia o técnico Vinícius Eutrópio, que prometeu não mexer muito no time. O Atlético-PR, após resultados que praticamente representam eliminações na Libertadores e Copa do Brasil, vai com força máxima. O empate é o resultado mais habitual entre esses times.

16h Cruzeiro 2 x 0 Palmeiras
Precisamos voltar a 2009 para encontrar a última vitória palmeirense no Mineirão, pelo Brasileiro. Cuca não terá Guerra, Juninho e, possivelmente, o inoperante Borja. Mano Menezes, o técnico mais pressionado do momento, teve a semana inteira para treinar e resolver os problemas defensivos – foram dez gols sofridos nos últimos cinco jogos. O Cruzeiro tem alternado bons momentos com “apagões”. Os times empataram por 3 a 3 semana passada, pela Copa do Brasil, e novamente qualquer resultado será normal entre eles.

16h Grêmio 3 x 0 Avaí
É a barbada da rodada. O Grêmio é tão favorito, mas tão favorito, que Renato poderia até aproveitar para poupar jogadores antes do confronto direto contra o Flamengo – Grohe e Pedro Rocha não jogarão. O Avaí, pior ataque do campeonato, nunca venceu o Grêmio em Porto Alegre.

16h Bahia 2 x 2 Fluminense
É verdade que a tabela foi ingrata. Mas, nos últimos seis jogos, o Bahia empatou dois e perdeu quatro e passou em branco cinco vezes. Já o Flu não perde há cinco jogos e teve uma rara semana cheia de treinamentos e recuperação, mas tem dois desfalques sensíveis: Richarlison e Wendel. O Flu ganhou nas últimas três visitas ao Bahia e tem ótimo retrospecto contra o rival.

19h Botafogo 0 x 1 Atlético-MG
Assim como Cruzeiro e Palmeiras, jogaram semana passada pela Copa do Brasil – vitória do Galo por 1 a 0, em BH. Ambos atuaram pela Libertadores fora de casa, e o Botafogo teve um dia a menos para recuperar. Por essa razão, os dois times podem poupar jogadores que apresentem cansaço. A boa notícia para o Galo é o retorno de Marcos Rocha.

19h Santos 0 x 0 São Paulo
Quando o São Paulo venceu o Santos na Vila, em fevereiro, parecia que a coisa ia dar certo com Rogério Ceni. Hoje, o técnico foi demitido e o time é quase todo diferente. Há seis jogos sem vencer e dentro da zona de rebaixamento, o São Paulo será comandado por Pintado, antes da estreia de Dorival Jr (que era o técnico santista). O zagueiro Arboleda pode fazer sua estreia. É sempre difícil prognosticar clássicos, ainda mais quando um time troca de treinador.

SEGUNDA

20h Coritiba 1 x 0 Sport
Não olhe agora, mas o Sport vem de uma sequência de quatro vitórias consecutivas em todas as competições e sem levar gols nesses quatro jogos. O Coritiba, por outro lado, não vence há seis partidas – passou em branco em quatro delas. Nos últimos 20 anos, foram 10 confrontos em Curitiba, com cinco empates. Mas, retrospecto à parte, pode fazer diferença o tempo maior de descanso do Coxa – o Sport fez um jogo em campo pesado contra o Arsenal argentino, pela Sul-Americana, na quinta-feira.


Botafogo viaja menos até volta da Libertadores; veja a tabela de cada um
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juliogomes

A semana foi intensa para os times brasileiros vivos na Libertadores, mas a competição só volta daqui a um mês. Grêmio, Santos e Botafogo conseguiram importantes vitórias fora de casa e estão pertinho das quartas de final. Palmeiras e Atlético-MG terão de reverter derrotas mínimas sofridas fora, enquanto o Atlético-PR é quem vive pior situação. Um cenário bem possível, hoje, é de vermos cinco brasileiros e três argentinos nas quartas.

Mas como estarão esses times todos daqui a um mês? Podem haver lesões, contratações, saídas e, por que não, até mesmo técnicos demitidos até lá.

Se juntarmos os mata-matas de Copa Libertadores e Copa do Brasil, veremos que o Grêmio é o único time que venceu nas duas competições e é favoritíssimo para seguir em ambas – até porque, resultados à parte, joga um grande futebol. O Atlético-PR, por sua vez, é o único que perdeu nas duas e dificilmente sobrará algo mais do que o Brasileiro, dentro de um mês, para o Furacão.

Palmeiras e Atlético-MG terão paradas duras na Copa do Brasil, fora de casa, antes de precisarem reverter, em seus domínios, as derrotas sofridas nesta semana pela Libertadores. O Santos está vivíssimo na Libertadores, mas em situação dura na Copa do Brasil. Mesmo cenário para o Botafogo. Ambos jogarão as partidas decisivas em casa, mas podendo administrar na competição sul-americana e tendo de buscar um resultado adverso na nacional.

O blog lista abaixo a tabela de jogos dos seis times brasileiros vivos tanto nas oitavas da Libertadores quanto nas quartas da Copa do Brasil. Nos próximos 35 dias, todos estarão em ação sempre, em fim de semana e meio de semana, e terão de administrar a maratona em três competições. Serão 10 jogos para cada.

Botafogo e Santos jogam 6 em casa e 4 fora, mas o primeiro ainda tem a vantagem de fazer um clássico contra o Fluminense. De todos eles, o Botafogo é quem menos viaja. Os outros – Palmeiras, Grêmio e Atléticos – fazem 5 partidas em casa e 5 fora.

O Grêmio, que vive a melhor situação, poderá evitar jogar com o time reserva no Brasileiro, como fez contra o Palmeiras. Poderá mesclar para poupar um ou dois (em vez do time todo). Ou, talvez, escolher um duelo mais “ganhável” para seu time B. Na minha visão, o jogo ideal para poupar titulares é justamente o próximo, em casa contra o Avaí, antes do duelo fundamental contra o Flamengo, no Rio, no meio da próxima semana.

O Palmeiras, com elenco mais parrudo, dificilmente poupará todo mundo de uma vez. Cuca vai administrar e terá duelos diretos contra Corinthians e Flamengo nas próximas duas quartas-feiras. Depois do confronto contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, jogará três de quatro jogos em sua arena, onde não perde há um ano.

O Santos tem três pedreiras agora, depois dois jogos em casa antes de tentar reverter na Copa do Brasil, contra o Flamengo. Novamente duas pedreiras no Brasileiro e um jogo mais tranquilo, contra o Avaí, antes da Libertadores.

O Atlético Mineiro tem uma tabela amigável nas próximas cinco rodadas do Brasileiro, com três jogos em casa e um fora contra o lanterna. Mas, ensanduichados entre os jogos de mata-mata contra Botafogo (26/7) e Jorge Wilstermann (9/8), enfrenta os dois atuais ponteiros do campeonato, Corinthians e Grêmio. Os 10 primeiros dias de agosto serão determinantes para a temporada do Galo. O desempenho anterior no Brasileiro determinará se Roger acabará levando força máxima para enfrentar os líderes ou se abrirá, de vez, mão do campeonato para focar na Libertadores.

O Botafogo, rival do Galo na Copa do Brasil, terá duas sequências de três jogos no Rio de Janeiro e é quem menos viaja. E, além do mais, provavelmente mandará time reserva para as partidas que fará fora, contra Atlético-GO e Cruzeiro, imediatamente antes das partidas decisivas contra Atlético-MG e Nacional-URU. O time de Jair Ventura sabe o que quer em campo, está com muita confiança nos jogos grandes e pode continuar sonhando com tudo. A tabela não é propriamente uma inimiga no próximo mês.

O Atlético-PR é quem está em situação mais delicada no mata-mata. Virtualmente eliminado da Copa do Brasil e precisando vencer o Santos por dois gols, fora de casa, na Libertadores. Será um mês de viagens curtas e a segunda quinzena de julho sem sair de Curitiba. Tempo para Eduardo Baptista trabalhar melhor e tentar uma série de vitórias para sonhar, no Brasileiro, com vaga na Libertadores do ano que vem.

Os jogos de cada um no próximo mês.

ATLÉTICO-MG

9/7 Botafogo x Atlético-MG
12/7 Atlético-MG x Santos
16/7 Atlético-GO x Atlético-MG
19/7 Atlético-MG x Bahia
23/7 Atlético-MG x Vasco
26/7 Botafogo x Atlético-MG (Copa do Brasil, 0-1)
30/7 Coritiba x Atlético-MG
2/8 Atlético-MG x Corinthians
6/8 Grêmio x Atlético-MG
9/8 Atlético-MG x Jorge Wilstermann-BOL (Libertadores, 0-1)

ATLÉTICO-PR

9/7 Chapecoense x Atlético-PR
12/7 Atlético-PR x Cruzeiro
15/7 Corinthians x Atlético-PR
20/7 Atlético-PR x Botafogo
23/7 Atlético-PR x Ponte Preta
27/7 Atlético-PR x Grêmio (Copa do Brasil, 0-4)
31/7 Vasco x Atlético-PR
3/8 Atlético-PR x Avaí
6/8 Palmeiras x Atlético-PR
10/8 Santos x Atlético-PR (Libertadores, 3-2)

BOTAFOGO

9/7 Botafogo x Atlético-MG
12/7 Fluminense x Botafogo
17/7 Botafogo x Sport
20/7Atlético-PR x Botafogo
23/7Atlético-GO x Botafogo
26/7 Botafogo x Atlético-MG (Copa do Brasil, 0-1)
29/7 Botafogo x São Paulo
2/8 Botafogo x Palmeiras
6/8 Cruzeiro x Botafogo
10/8 Botafogo x Nacional-URU (Libertadores, 1-0)

GRÊMIO

9/7 Grêmio x Avaí
13/7 Flamengo x Grêmio
16/7 Grêmio x Ponte Preta
19/7 Vitória x Grêmio
24/7 São Paulo x Grêmio
27/7 Atlético-PR x Grêmio (Copa do Brasil, 0-4)
30/7 Grêmio x Santos
2/8 Atlético-GO x Grêmio
6/8 Grêmio x Atlético-MG
9/8 Grêmio x Godoy Cruz-ARG (Libertadores, 1-0)

PALMEIRAS

9/7 Cruzeiro x Palmeiras
12/7 Palmeiras x Corinthians
16/7 Palmeiras x Vitória
19/7 Flamengo x Palmeiras
23/7 Sport x Palmeiras
26/7 Cruzeiro x Palmeiras (Copa do Brasil, 3-3)
29/7 Palmeiras x Avaí
2/8 Botafogo x Palmeiras
6/8 Palmeiras x Atlético-PR
9/8 Palmeiras x Barcelona-EQU (Libertadores, 0-1)

SANTOS

9/7 Santos x São Paulo
12/7 Atlético-MG x Santos
16/7 Vasco x Santos
19/7  Santos x Chapecoense
23/7 Santos x Bahia
26/7 Santos x Flamengo (Copa do Brasil, 0-2)
30/7 Grêmio x Santos
2/8 Santos x Flamengo
6/8 Avaí x Santos
10/8 Santos x Atlético-PR (Libertadores, 3-2)


Borja é um grande mico. Vai deixar de ser?
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juliogomes

O texto abaixo foi escrito pelo amigo Paulo Junior, do canal de podcasts Central 3, que, entre outras maravilhas, tem o semanal “Zé no Rádio”, com José Trajano. Junior, assim como Trajano e este escriba, é um ex-ESPN. Um desiludido com o futebol moderno. E, assim como eu, enxerga o colombiano Miguel Borja caminhando a passos largos para se transformar no maior mico da história palmeirense. O blog agradece desde já ao amigo pelo texto. E assina embaixo.

Leia também, sobre o jogo de quarta: Palmeiras podia ter vencido, mas Cuca errou e preferiu jogar com 10

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Borja, a contratação mais cara da história do Palmeiras, jamais poderá reclamar de má vontade da torcida: contra o Cruzeiro, há uma semana, quando foi a campo no intervalo e com o time perdendo por 3 a 0, era aplaudido por devolver arremesso de lateral de Tchê Tchê ou Egídio, aquela cobrança de protocolo, no pé bom para o centroavante chapar de volta e correr para a área.

Dali foi elogiado por parecer mais interessado que de costume, de certa forma contagiado por um time que perdia em casa por três gols e buscou o empate na pressão. Fez um jogo ligado, sim, ainda que continuasse errando lances fáceis, apanhando da bola em alguns momentos.

Uma semana antes, tinha marcado o gol da vitória contra o Atlético-GO, jogo em que Cuca revelou a um amigo depois do placar magro: não tem um centroavante melhor que esse para indicar, não? O treinador do clube mais agressivo do mercado se mexeu, claro. Tentou Richarlison, tenta Diego Souza. A torcida tem que apoiar, óbvio. Mas, internamente, Borja é uma coisa que o técnico segue tentando entender.

Nessa semana, jogou contra o Grêmio em jornada de poupados e ganhou nova chance contra o Barcelona, no Equador. Pelos relatos dos setoristas, seria titular mesmo com a presença de Guerra, liberado para voltar a São Paulo em razão de um acidente com o filho. Sem a principal referência técnica e criativa do time, a presença de Borja saltou ainda mais aos olhos: com o desfalque do venezuelano o time ficaria mais lento, mais previsível, cadenciado, ao ritmo de Zé Roberto, o que aumentaria a responsabilidade do seu atacante fora de órbita, escalado ao invés da velocidade de Roger Guedes ou Keno, ou de uma chance ao meia Raphael Veiga.

Borja nada fez. Nem procurou.

Após mais uma atuação constrangedora do colombiano, podemos ponderar o esquema tático (o famoso: a bola não chega!), uma provável comparação com Gabriel Jesus, o tempo para se acostumar com o novo país, a pressão por ter custado tanto dinheiro, o fato de ter só 24 jogos (15 como titular) pelo clube, num início de adaptação no primeiro semestre de um contrato de cinco anos. Todos esses poréns são válidos, e Borja, como todo artilheiro – incríveis 39 gols em 2016, contrastando com 13 em 2015 e só 14 nas temporadas somadas antes disso -, pode desencantar a qualquer momento e carregar o Palmeiras nas três competições. Tem 7, joga num time grande e pode terminar o ano com 20, 30, 40 gols, quem sabe?

Mas tem uma coisa anterior a isso, outra camada, que independe dos fatores citados acima: Borja é mais devagar e menos técnico do que todos pensavam. Isso é fato. Tem dificuldade em proteger a bola contra defensores comuns, atrapalha contra-ataques, tropeça mais do que parecia pela TV. Aí não tem posição, esquema, perto ou longe da área, sequência. Tem o cara, o jogo e a bola, relação primária, coisa de peneira de adolescente – você bater o olho e ver onde tem samba e onde tem canela. Essa primeira vista é assustadora. A presença de Miguel Borja nos quase 80 minutos em campo no Equador é pavorosa.

Assim, pelo que custou, pelo que custa, pelo momento do clube e pela megalomania dos investimentos, Borja tem pinta de maior mico da história do Palmeiras, ainda que só dependa dele mesmo para reverter o quadro. Aliás, tem tempo e condições ideais para isso – bom salário, estádio cheio, clube estruturado, apoio dos companheiros. Reforço: pode virar o jogo, e lembro Dudu, por exemplo, que começou no clube com atuações que nem de perto pareciam o que viria a ser nos títulos em 2015 e 2016.

A questão é saber se tem capacidade e força para isso. “Mas, ah, ele é jogador de área!”. Que corra mais, abra espaços, ajude. “Ah, no Atlético Nacional o time era arrumadinho”. Que trabalhe para arrumar esse, oras. “Ah, o Cuca não gosta de 9 que jogue parado!”. Convença o técnico, se reinvente, se vire! Se Borja não tem culpa de ter custado tanto e ser pintado como o 9 das Américas, que ao menos encontre outra identidade. Mas se é com essa “obsessão”, como cantam clube e torcida, que se joga um mata-mata de Libertadores, olha…

Por enquanto, a prateleira é a do folclore dos micos. Tipo Neto por Ribamar, ou aquele empresário do mercado de vinhos que colocou 2 milhões de euros no Valdívia. A chance no time titular em Guayaquil passou como um grande vazio. Veremos como reage, ou não, nessa sequência que vai dar nas decisões contra Cruzeiro e Barcelona. Acho, puro palpite, que assistindo do banco de reservas.