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Real nunca foi tão favorito, mas nunca teve tanta concorrência na Champions
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O Real Madrid é o bicampeão da Liga dos Campeões da Europa. Tem o melhor jogador do mundo. Um técnico com time e diretoria nas mãos. Jogadores ótimos em todas as linhas. Banco de reservas jovem e fortíssimo. Tem camisa, tradição e o medo dos adversários.

Não há ninguém mais pronto que o Real na disputa da Champions League 2017/2018, que começa nesta terça-feira. E o reflexo disso é o favoritismo apontado pelas casas de apostas.

Durante os meses que antecederam a competição, um eventual título do Real Madrid tinha o mesmo retorno para os apostadores que uma eventual conquista do Barcelona ou do Bayern de Munique. E é assim há anos. Os três gigantes dominaram a competição, sempre entrando como favoritos, ao longo dos últimos dez anos. O Real foi campeão em 14, 16 e 17, o Barcelona em 09, 11 e 15, o Bayern em 13 (perdeu finais de 10 e 12).

As semifinais da última Champions foram as primeiras desde 2009 sem que pelo menos dois deles estivessem presentes.

Agora, as coisas mudaram. O Real Madrid se descolou dos dois concorrentes. É claro que o Barcelona, mesmo sem Neymar, mas ainda com Messi e Suárez, e o Bayern de Munique, de elenco milionário e técnico multicampeão, não podem ser descartados. Mas não estão na mesma prateleira que o Real Madrid.

Quem aparece como segundo favorito na competição é o Paris Saint-Germain, que ganha o status após as chegadas de Neymar e Mbappé. No final deste post, encontre o retorno das casas de apostas.

O PSG tem batido na trave desde que ganhou o aporte financeiro do Qatar. Precisa superar a barreira das quartas de final para, depois, pensar em título. No último mata-mata, todos se lembrarão, foi eliminado de forma surreal nas oitavas pelo Barcelona após fazer 4-0 na ida e levar 6-1 na volta. Agora, deu um murro na mesa. E acrescentou dois craques ao que já era um timaço. Qualquer coisa que não seja chegar à final será considerado um fracasso.

O PSG tenta se posicionar com o anti-Real. Mas não está sozinho.

Se, por um lado, o Real Madrid entra com um status de “maior favorito” que ninguém tinha desde o Barcelona dos anos de Guardiola, por outro vai ter de encarar uma competição incomum.

Devido ao título do Manchester United na última Europa League, a Inglaterra chega com cinco representantes. Que são, de fato, os cinco melhores times da Premier League, fortalecidos por altíssimos gastos em seguidas janelas de transferências e com técnicos badalados. Nada de Leicester e Arsenal, que todos sabiam que não chegariam a lugar algum.

O Chelsea, de Conte, o Manchester City, de Guardiola, o Manchester United, de Mourinho, e até mesmo o Liverpool, de Klopp, e o Tottenham, de Pocchetino, têm bola suficiente para eliminar qualquer time da Champions League quando chegar o mata-mata, no ano que vem. Os ingleses chegam com sede para recuperar o domínio da década passada.

E há uma leva de times que também são fortes o suficiente e com características interessantes para derrubar gigantes no mata-mata. O Atlético de Madri, de Simeone, foi finalista em 14 e 16, é um time ultracompetitivo e que já não surpreende mais. A Juventus chegou às finais de 15 e 17, perdeu Bonucci e Dani Alves, mas trouxe bons reforços e segurou Dybala.

O Napoli incomodou o Real Madrid na temporada passada e está roçando uma campanha mais longa. A Roma e o Sevilla podem encarar algum gigante em dois jogos. O Monaco, sensação da última Champions, perdeu muita gente, mas segue em alto nível. E não podemos descartar os alemães: o tradicionalíssimo Borussia Dortmund e o debutante RB Leipzig, que tem um ótimo time.

Não seria nenhum absurdo que qualquer um dos times citados acima neste post eliminasse o Real Madrid ou o PSG em algum momento. Pode até ser uma zebra, mas não um absurdo.

É uma Champions rara. Com um inegável favorito. Mas também recheada de times que podem derrotá-lo. Uma concorrência mais forte que a de outros anos.

Dessa turma toda, quem pode ficar pelo caminho já na fase de grupos?

Na próprio grupo do Real Madrid estão Borussia Dortmund e Tottenham, um deles vai sobrar. O grupo C reúne Chelsea, Atlético de Madri e Roma, que é favorita a ficar de fora. De resto, deverão estar todos no mata-mata, que promete ser o mais parelho e imprevisível da história. Por enquanto, ficamos com alguns jogaços e alguns joguinhos da fase de grupos.

Ranking de força do blog:

Prateleira 1:
Real Madrid – time pronto, bicampeão e com Cristiano Ronaldo

Prateleira 2:
Bayern de Munique – nunca é bom desprezar Ancelotti
Manchester United – nunca é bom desprezar Mourinho
Manchester City – nunca é bom desprezar Guardiola
Paris Saint-Germain – nenhum trio de ataque é mais poderoso. Tem fome

Prateleira 3:
Barcelona – Messi-Suárez podem desequilibrar, mas tem algo muito errado fora de campo
Atlético – parece em queda, mas tem coração, experiência, classe, técnico…
Juventus – forte, mas abaixo da temporada passada
Chelsea – a forma reativa de jogar pode machucar no mata-mata

Prateleira 4:
Tottenham – fez uma péssima Champions passada, mas o time está pronto
Liverpool – como será a reintegração de Coutinho após a crise?
Monaco – perdeu titulares, mas repôs bem (na medida do possível) e segue com talento e gols
Borussia Dortmund – foi primeiro no grupo do Real e chegou às quartas em 16/17
Napoli – tem um ataque muito rápido e está a ponto de beliscar algo maior se tiver sorte

Prateleira 5:
Leipzig – é vice alemão, segurou o time todo e pode incomodar
Sevilla – ainda não sabemos como será a vida pós-Sampaoli
Roma – ainda não sabemos como será a vida pós-Spalletti

Nas casas de apostas (retorno por valor apostado):
Real Madrid – entre 3,5 e 4
PSG – entre 6 e 7
Bayern – entre 7 e 8
Barcelona – entre 7 e 8
City – entre 10 e 12
United – entre 10 e 12
Juventus – entre 14 e 16
Chelsea – entre 14 e 18
Atlético – entre 18 e 22
Liverpool – entre 18 e 22


A viagem milagrosa que curou as costas de Philippe Coutinho
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Philippe Coutinho não jogou ainda pelo Liverpool na temporada. Seu time teve duelos importantíssimos contra o Hoffenheim, da Alemanha, pela fase prévia da Champions League. Depois de tanto batalhar para acabar em quarto lugar no último Campeonato Inglês, faltava passar essa barreira para garantir a presença (e os milhões) no campeonato europeu mais importante.

Coutinho não estava lá.

Seu time já jogou três partidas pelo Campeonato Inglês e é o vice-líder, com sete pontos. Já precisou encarar um clássico, ontem, contra o Arsenal.

Coutinho não estava lá.

A versão oficial é de dores nas costas. Dores que não lhe impediram de se apresentar à seleção brasileira, já classificada para a Copa do Mundo, para dois jogos de eliminatórias sul-americanas. E tem mais! Santa viagem milagrosa. O jogador chegou curado!

Passou pelo Rio de Janeiro para “bater um papo” com um médico antigo de sua confiança, como mostra a reportagem de Pedro Ivo Almeida, do UOL Esporte. O diagnóstico: estresse.

Vamos falar o português claro, né. Coutinho não tem dores nas costas. O que ele tem é vontade de ir jogar no Barcelona, e o Liverpool não quer liberá-lo. Está forçando a barra para sair. Não é o primeiro e nem o último a fazê-lo, e infelizmente a maioria de casos parecidos (não todos, mas a maioria) tinha jogadores brasileiros no meio.

O jogador de futebol brasileiro de alto nível vai sendo criado em uma redoma de proteção, são mimados, paparicados e raramente contrariados. Seja por dirigentes, empresários ou até mesmo familiares. Curiosamente, a maioria deles sai de condições humanas terríveis. Da proteção nula para a proteção total.

Será que alguém teve coragem de dar um esporro em Coutinho por ter deixado seu clube na mão em um momento tão delicado, que selaria toda a temporada do Liverpool?

Coutinho não é um novato na Europa. Já completou sete temporadas por lá. Foi contratado muito jovem pela Inter de Milão, não deu certo por uma temporada e meia, foi emprestado pro Espanyol para ganhar experiência, melhorou, voltou à Itália, voltou a não dar certo e, quando já parecia ser mais um caso de brasileiro de quem muito se esperava e pouca coisa entregaria, foi parar no Liverpool.

Foi o Liverpool que apostou nele, não o Barcelona ou qualquer outro. Foi na Inglaterra, em quatro temporadas e meia, que ele cresceu, aprendeu e virou um grande. Em uma das camisas mais pesadas do mundo.

Ninguém parecia estar com uma arma na cabeça de Philippe Coutinho quando ele renovou o contrato por CINCO temporadas em janeiro deste ano, para ganhar R$ 2,5 milhões por mês. E mais: sabendo que na Inglaterra não há cláusula de rescisão. Ele tinha contrato até 2020 e fez um novo acordo até 2022, ganhando mais, logicamente.

O jogador tem direito de querer sair e ir jogar em outro lugar. E o clube tem direito de querer que o contrato seja cumprido por sua maior estrela.

O que ninguém tem direito é de deixar o outro na mão, como Coutinho vem fazendo neste início de temporada. Isso não é o que chamamos de profissionalismo.

Imaginem se o Liverpool não vende Coutinho e, só de bronca, lhe dá um ano sabático para pensar melhor na vida? O que seria da Copa do Mundo dele? Seria pouco profissional da parte do Liverpool e todos se revoltariam, certo?

Outra coisa: Coutinho tampouco tem direito de guardar em segredo o milagre da companhia aérea que cura dores nas costas. É uma poltrona mágica? Minha lombar está me matando ultimamente…

PS – se o Liverpool prometeu em janeiro, no momento da renovação, facilitar a saída ou qualquer coisa do tipo, que isso seja falado. Até para o jogador não ficar mal visto no mundo inteiro, que é o que está acontecendo.

Mais no blog: Quatro impressões iniciais da temporada europeia

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Quatro impressões iniciais da temporada europeia
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A temporada 2017/2018 ainda mal começou na Europa e temos a primeira pausa para jogos de seleções. Foram quatro rodadas na França e Portugal, três na Inglaterra e Holanda, duas na Alemanha, Espanha e Itália. Foram disputadas também as fases prévias da Liga dos Campeões e da Liga Europa, com as chaves sorteadas para a fase de grupos de ambas as competições continentais.

Já podemos tirar conclusões? É logicamente cedo para concluir qualquer coisa. Mas já temos alguns indícios. Aqui vão quatro deles:

1- Manchester United é favorito a tudo

Convencionou-se dizer que a segunda temporada de José Mourinho é sempre a melhor nos clubes por onde passa. O técnico português tem impacto imediato, mas é depois de observar (e trocar) as peças do elenco que ele consegue elevar seus times ao próximo nível.

A primeira temporada de Mourinho no United não foi ruim. Conquistou a Europa League e a Copa da Liga Inglesa. É verdade que são títulos menores para um clube com o tamanho e o histórico do United, mas ainda assim foram os primeiros pós-Ferguson, o que foi importantíssimo. Para este ano, chegaram Lukaku, Matic e Lindelof. E agora há a notícia da permanência de Ibrahimovic, um jogador importantíssimo, ainda mais considerando que o sueco ficou apesar da chegada de Lukaku – ou seja, fica com a consciência da reserva e de sua importância para o grupo.

O United é o único a ganhar os três jogos na Premier League e não sofreu um gol sequer. Meteu 4 a 0 no West Ham e no Swansea (fora) e fez 2 a 0 no Leicester. O United do campeonato passado não goleava ninguém e costumava empatar jogos como este, contra o fechadinho Leicester, sábado. Agora apresenta mais soluções ofensivas aliadas à solidez defensiva.

Além do mais, o United foi sorteado em um grupo fácil na Champions League, ou seja, não precisará abrir mão de jogos na Premier League para avançar às oitavas na Europa. É apenas início de temporada, mas já deu para ver que as previsões feitas antes de o campeonato começar estavam certas: o gigante de Manchester vai disputar o título inglês, sim senhor, e é forte candidato na Champions.

Ainda na Inglaterra, importante observar o bom início do Liverpool, apesar da “lesão” (assim mesmo, entre aspas) de Philippe Coutinho. Sem o brasileiro, os Reds passaram bem pela prévia da Champions, contra um perigoso Hoffenheim, enfiaram impiedosos 4 a 0 no Arsenal, ontem, e só não têm 100% na Premier porque levaram um gol nos acréscimos e em impedimento na primeira rodada. Havia a interrogação sobre o que seria o Liverpool sem Coutinho. E a impressão é que Klopp conseguirá superar a ausência de seu melhor jogador – se ele, de fato, sair para o Barcelona.

2- Milão está de volta

Comprados por chineses, Milan e Internazionale tentam retomar dias de glória e quebrar o inédito domínio da Juventus, hexacampeã italiana.

O Milan foi o terceiro clube que mais gastou na janela de verão europeia, atrás apenas de Manchester City e PSG, trouxe o torcedor de volta ao San Siro e não está deixando ninguém na mão até agora. Passou com tranquilidade da fase prévia da Europa League e ganhou as duas primeiras no Italiano – ainda que tenha sofrido mais da conta ontem, contra o Cagliari.

É um time inteirinho novo e, como eu já dizia na prévia do Italiano, vamos ver que química Montella irá conseguir criar. Se encaixar, como parece que está encaixando, o Milan tem tudo para estar entre os quatro primeiros e ameaçar a Juventus. O início é promissor.

A Inter foi a quarta que mais gastou antes da temporada passada. Para este ano, mais do que gastar, o que o clube fez foi trazer o técnico Spalletti. E logo na segunda rodada ele comandou uma virada importante contra seu ex-clube, a Roma, fora de casa. A ausência de competições europeias (calendário folgado), duas vitórias em dois jogos, sendo uma delas contra um adversário direto da parte alta da tabela, credenciam a Inter a fazer um bom papel no Italiano.

3- Monaco não dará trégua ao PSG

Neymar começou muito bem sua trajetória no PSG, com gols, assistências e eficiência. Por aqui, o que mais ouvimos ultimamente é que “na França é fácil”. Bom, geralmente os que falam isso também achavam que “jogar na Espanha é fácil”. Difícil é o Brasileirão, claro.

Os adversários da França estão um degrau abaixo da Espanha, sem dúvida, e a diferença do PSG para os outros é muito grande. Mas eu não usaria tais argumentos para diminuir o início de Neymar.

O que este começo de temporada nos mostra, no entanto, é que o PSG não vai passear rumo ao título do Francês. O atual campeão é o Monaco e, apesar da perda de três titulares para a Premier League, o time de Leonardo Jardim trouxe boas reposições e manteve o alto nível.

Assim como o PSG, o Monaco ganhou seus quatro primeiros jogos no campeonato e, ontem, enfiou 6 a 1 no Olympique de Marselha – um grande do país e que começou a temporada como suposta terceira força. Falcao García começou voando e já tem sete gols nas quatro primeiras rodadas, e o Monaco fez os mesmos 14 gols que o PSG marcou.

Resta saber se nesta semana serão confirmados os rumores da saída de Mbappé do Monaco para o PSG. Se a transferência realmente ocorrer, aí a balança se desequilibra. Mas, por enquanto, não podemos descartar o atual campeão. Somando as duas temporadas, o Monaco ganhou seus últimos 16 jogos na Ligue 1.

4- Barcelona em crise

Quem olha a tabela do Espanhol, vê o Barcelona entre os líderes, com seis pontos, e o Real Madrid abaixo, com quatro. Nesta segunda, o clube catalão apresentou o novinho Dembélé, segundo jogador mais caro da história do futebol. Pode ser que para os jornais locais a crise seja passado. Mas não é. O Barcelona foi atropelado pelo Real na Supercopa, jogou francamente mal nas duas vitórias pela Liga e nota-se uma ruptura entre jogadores e diretoria. Não há coesão e união.

Se conseguir acertar com Coutinho até quinta, quando fecha a janela de transferências, o Barcelona terá sido o clube campeão de gastos do verão. Tudo isso porque perdeu Neymar de forma humilhante para o PSG e saiu comprando a torto e direito, pagando mais do que o mercado exige. Jogando para a torcida, sem qualquer planejamento financeiro.

Perdeu Neymar para si mesmo, assim como tinha perdido uma peça tão importante como Daniel Alves. E agora temos a novela da tal assinatura de Messi, que está faltando, apesar do anúncio de renovação meses atrás.

O início de temporada mostra um Barcelona rachado, com pouco futebol e muitas interrogações. Interrogações que não pairam sobre o Real Madrid, apesar do tropeço diante do Valencia – sem Cristiano Ronaldo, diga-se.


Oito jogos históricos que se repetirão na Champions League
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O sorteio da fase de grupos da Champions League distribuiu 32 das mais fortes e tradicionais equipes europeias em oito grupos. Os confrontos ocorrem entre setembro e dezembro. E o blog foi recuperar oito jogos históricos, um de cada grupo, que se repetirão agora, em 2017.

29/5/68 Manchester United 4 x 1 Benfica

Dez anos após a tragédia de Munique, um acidente aéreo que matou oito jogadores e três membros da comissão técnica do Manchester United, o clube conquistou sua primeira Copa da Europa – a primeira também de um clube inglês. Comandado pelo histórico técnico Matt Busby e o lendário Bobby Charlton, ambos sobreviventes da tragédia, o United enfrentou na final o Benfica, multicampeão português, que já tinha dois títulos europeus e o grande Eusébio no ataque.

O jogo, disputado diante de mais de 90 mil pessoas no velho Wembley, em Londres, terminou empatado em 1 a 1. Charlton abriu o placar para o United, mas Jaime Graça empatou para o Benfica a dez minutos do fim. Na prorrogação, gols de George Best, Kidd e, novamente, Charlton, selaram o 4 a 1 e a primeira Copa dos Campeões para o United. É um dos jogos mais importantes da história do clube e com toda a carga simbólica de ter ocorrido dez anos após o acidente de Munique.

Ambos estão no grupo A da atual Champions, e o United tem um retrospecto altamente positivo contra o Benfica, com seis vitórias, dois empates e somente uma derrota (fase de grupos, em 2005). Os outros times são o CSKA Moscou e o Basel, da Suíça, que em 2012 eliminou o próprio United da fase de grupos da Champions.

19/3/86 Anderlecht 2 x 0 Bayern de Munique

No grupo B da competição, o Bayern de Munique tem a companhia do Paris Saint-Germain (que ganhou os três jogos que fez em Paris contra os alemães). Os outros times, o Celtic e o Anderlecht, não devem ser páreos para os atuais multimilionários que enfrentarão.

Mas o Anderlecht viveu um auge e foi muito forte nos anos 70 e 80, quando ganhou duas Recopas (76 e 78), uma Copa da Uefa (83) e duas Supercopas (76 e 78, contra Bayern e Liverpool). Em 1986, entrou em campo contra o Bayern pelas quartas de final da Copa dos Campeões após perder a partida de ida por 2 a 1. No que foi um dos grandes jogos da história do clube, ganhou a volta por 2 a 0, com gols de Scifo e Frimann, classificando-se para as semifinais e igualando o feito de 1982.

Acabou sendo eliminado na semi pelo Steaua Bucareste, da Romênia, que seria campeão europeu na decisão contra o Barcelona. Aquele time do Anderlecht era a base da seleção da Bélgica, que chegaria à semifinal da Copa do Mundo de 86, no México – quatro jogadores do clube eram titulares da seleção belga, que tinha o goleiro Pfaff, do Bayern.

30/4/14 Chelsea 1 x 3 Atlético de Madri

Chelsea, Atlético de Madri e Roma deverão ter uma disputa apertada pelas duas vagas do grupo C. Houve poucos confrontos entre estes três clubes. Eu poderia lembrar de novembro de 2008, quando a Roma ganhou do Chelsea pela fase de grupos. Foi minha única visita ao Olímpico e eu bati o carro na saída do estádio. Mas foi muito mais uma pequena tragédia pessoal do que um jogo inesquecível :-).

Em 2012, o Atlético chegou a ganhar a Supercopa da Europa com um 4 a 1 sobre o Chelsea, então vencedor da Champions. Mas o confronto mais relevante entre eles ocorreria dois anos depois. Eram as quartas de final da Champions de 2014 e, após o empate sem gols em Madri, os times de Mourinho e Simeone se enfrentaram em Londres.

O Chelsea abriu o placar com Fernando Torres. Mas Adrián empatou ainda no primeiro tempo, e Diego Costa e Arda Turan decretaram o 1-3 que levaram o Atlético à semifinal europeia (perderia a final para o Real Madrid, na prorrogação). Na temporada seguinte, Diego Costa passaria a jogar pelo Chelsea – e agora quer desesperadamente voltar ao Atlético.

6/6/15 Barcelona 3 x 1 Juventus

O Barcelona conquistou sua quinta Copa da Europa ao vencer a Juventus, em Berlim, dois anos atrás. Foi o auge do lendário trio Messi-Suárez-Neymar, desfeito com a saída do brasileiro para o PSG. Aquela era a segunda temporada de Neymar no Barça, e a primeira de Suárez e do técnico Luís Enrique. Rakitic abriu o placar para os catalães, mas a Juve, que tinha Pirlo, Pogba e Tevez, empatou com Morata. Tevez desperdiçou uma grande chance de virada antes de Suárez fazer o segundo e, nos acréscimos, Neymar definir o 3 a 1.

Na temporada passada, há poucos meses, a Juve se vingou, eliminando o Barcelona nas quartas de final com um 3 a 0 em Turim e um 0 a 0 no Camp Nou. O clube italiano perderia a final para o Real Madrid, mas manteve a sólida base para a atual temporada, enquanto o Barcelona está juntando os cacos após o trágico mercado de verão e a perda de Neymar.

 

18/5/16 Sevilla 3 x 1 Liverpool

Outro jogo recente, o Sevilla conquistou a Europa League retrasada vencendo o Liverpool na final, disputada na Basileia, Suíça. Daqueles times, seis jogadores ainda seguem no Sevilla, e dez no Liverpool. Os ingleses saíram na frente com Sturridge, mas no segundo tempo Gameiro e Coke (duas vezes) viraram para o Sevilla, então treinado por Unai Emery, hoje técnico do PSG.

Aquela foi a terceira conquista de Europa League consecutiva do Sevilla, quinta no total. Os dois times estão no grupo E da atual Champions League, junto com o Spartak Moscou e o Maribor, da Eslovênia.

14/9/11 Manchester City 1 x 1 Napoli

Feyenoord e Shakhtar Donetsk, os outros integrantes do grupo F, nunca jogaram entre si ou contra Napoli ou City. Os clubes da Itália e da Inglaterra, favoritos para passar neste grupo, estiveram juntos nesta fase na temporada 2011/12.

O Manchester City jogava a Champions League pela primeira vez desde que passou a ter dinheiro árabe arraigando suas contas. Pela primeira vez na máxima competição europeia desde 1968. E o Napoli também vivia um momento histórico. Era seu primeiro jogo de Champions League e a primeira vez na máxima competição europeia desde 1990/91, ainda tempos de Copa dos Campeões e de Diego Maradona.

Na estreia de ambos na fase moderna da Champions, empate por 1 a 1, gols de Kolarov e Cavani. Depois, na quinta rodada, o Napoli venceria por 2 a 1, com dois de Cavani, passando o City na tabela e se classificando para as oitavas, deixando o já rico clube de Manchester eliminado na fase de grupos.

26/5/04 Porto 3 x 0 Monaco

Poucos diriam, antes do início daquela temporada 2003/2004, que o título europeu seria decidido entre Porto e Monaco. Mas foi o que aconteceu, com a vitória portuguesa na decisão, disputada em Gelsenkirchen, Alemanha. O brasileiro Carlos Alberto, Deco (nome do jogo) e o russo Alenichev marcaram na fácil vitória do Porto.

O jogo é inesquecível também por ter sido a primeira Champions conquistada por José Mourinho, que na temporada seguinte assumiria o Chelsea. O time do Porto seria a base da seleção de Portugal, que naquele verão de 2004, comandada por Luiz Felipe Scolari, perderia em casa a final da Eurocopa para a Grécia. Os principais nomes do Monaco eram Evra, Giuly e Morientes. Nenhum dos dois clubes voltou a jogar uma final europeia depois daquilo.

Na atual Champions, Porto e Monaco estão no grupo G, ao lado do debutante RB Leipzig, da Alemanha, e do Besiktas, bicampeão turco.

24/4/13 Borussia Dortmund 4 x 1 Real Madrid

O grupo H é considerado o grupo da morte. Real e Dortmund, que já caíram no mesmo grupo na temporada passada, voltam a se enfrentar e têm a companhia do Tottenham, uma força da Premier League. O Tottenham foi vítima recente tanto de um quanto do outro e precisa mostrar mais do que vem monstrando em campanhas europeias. Irá se reencontrar com dois ex-jogadores que estão no Real, Bale e Modric.

O Real Madrid eliminou o Borussia em 2014, no caminho rumo ao nono título europeu. Mas o jogo que fica marcado para a história foi disputado um ano antes. Era a partida de ida da semifinal, em Dortmund, e o polonês Robert Lewandowski, hoje no Bayern, fez simplesmente os quatro gols da vitória do Borussia, de Klopp, sobre o Real, de Mourinho. Na partida de volta, o Real fez dois gols no fim e quase chegou à heróica remontada, mas não deu. O Borussia Dortmund perderia a final de 2013 para o Bayern.

 


Real Madrid encabeça grupo da morte. Dos outros…
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As bolinhas tiradas por Totti e Shevchenko, homenageados no sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões, foram desviando balas aqui e ali. Mas não teve como evitar a confecção de um grupo da morte.

E o grupo H, encabeçado pelo campeão Real Madrid, é o que será apelidado assim. O Real enfrenta novamente o Borussia Dortmund (que no ano passado relegou os espanhóis à segunda posição no grupo) e o Tottenham (que fez uma péssima Champions no ano passado, mas é um belíssimo time de futebol). Sorte que o quarto elemento é o fraco Apoel Nicosia, do Chipre, que vai apanhar de todo mundo.

São três times para duas vagas. Mas o Real Madrid está alguns vários degraus acima dos outros. É possível que seja o grupo da morte… para os outros. Tottenham e Dortmund que se virem pela segunda vaga.

Outro grupo forte é o que reúne Chelsea, Atlético de Madri, Roma e o estreante Qarabag, do Azerbaijão. O Atlético e o Chelsea são favoritos, a Roma ainda é uma incógnita na temporada. Trocou técnico e perdeu bons jogadores. Claro que pode deixar um dos favoritos a ver navios, mas, a priori, corre por fora.

À exceção do Tottenham e do Chelsea, o sorteio foi muito bom para os ingleses.

O Manchester United, de José Mourinho, vai enfrentar Benfica, Basel e CSKA Moscou. Um grupo tranquilo para o gigante inglês, que não vai precisar se matar e sacrificar jogos da Premier League para passar. Benfica é ligeiro favorito para a segunda vaga.

O Liverpool, que poderia ter caído em um verdadeiro grupo da morte (estava no terceiro pote das bolinhas), se safou e jogará contra Sevilla, Spartak Moscou e Maribor, da Eslovênia. O Liverpool mostrou muita força da fase prévia, passando por cima do bom Hoffenheim. Mesmo que perca Philippe Coutinho, é o favorito destacado. Até porque o Sevilla tem técnico novo, ainda derrapa e vai suar para ficar à frente do Spartak, campeão russo.

O Manchester City, depois de anos de “azareios”, finalmente teve um sorteio favorável. Jogará contra Napoli, Shakhtar Donetsk e Feyenoord, o campeão holandês. City é favoritaço para ser primeiro do grupo. E o Napoli, um ótimo time de futebol, que manteve a base do ano passado, é favoritaço para ser segundo. Tem mais chance de o Napoli atrapalhar o City do que ser atrapalhado pelos outros.

Dos três grupos restantes, um tem equilíbrio total. E os outros dois tem aquele formato com duas grandes forças e duas zebras. O que se decide é basicamente quem fica em primeiro, quem fica em segundo.

É assim no grupo B, em que Bayern de Munique e o Paris Saint-Germain, de Neymar, disputarão o primeiro lugar e não terão a passagem às oitavas ameaçada por Anderlecht ou Celtic. Os confrontos entre Bayern e PSG devem ser os que chamarão mais atenção durante a fase de grupos.

E é assim no grupo D, em que Juventus e Barcelona, que se enfrentaram nas últimas quartas de final, jogarão pelo primeiro lugar. Bom sorteio para o Barça, que derrapa neste início de temporada, mas não deve ser ameaçado por Olympiacos ou Sporting de Portugal. Não quero desprezar as duas camisas, com muita história, mas imaginem se caísse um Liverpool ou um Tottenham ou um Leipzig nesse grupo? O Barcelona pode respirar aliviado.

O grupo G é o mais equilibrado, com Monaco, Porto, Besiktas e RB Leipzig. O Monaco é favorito. É o campeão francês, atual semifinalista e, ainda que tenha perdido três titulares em relação à campanha passada, segue mostrando ótimo futebol. O Porto tem a camisa mais pesada, mas o Besiktas é um bom time, bicampeão turco, e o RB Leipzig tem um ótimo time. É vice-campeão alemão e manteve a base.

Abaixo, os grupos e os prognósticos de quem passa para as oitavas de final:

Grupo A
Benfica (POR)
Manchester United (ING)
Basel (SUI)
CSKA Moscou (RUS)

Prognóstico: 1- United, 2- Benfica, 3- Basel, 4- CSKA

Grupo B
Bayern de Munique (ALE)
Paris Saint-Germain (FRA)
Anderlecht (BEL)
Celtic (ESC)

Prognóstico: 1- PSG, 2-Bayern, 3- Anderlecht, 4- Celtic

Grupo C
Chelsea (ING)
Atlético de Madri (ESP)
Roma (ITA)
Qarabag (AZE)

Prognóstico: 1- Atlético, 2- Chelsea, 3- Roma, 4- Qarabag

Grupo D
Juventus (ITA)
Barcelona (ESP)
Olympiakos (GRE)
Sporting (POR)

Prognóstico: 1- Juventus, 2- Barcelona, 3- Olympiacos, 4- Sporting

Grupo E
Spartak Moscou (RUS)
Sevilla (ESP)
Liverpool (ING)
Maribor (SLO)

Prognóstico: 1- Liverpool, 2- Sevilla, 3- Spartak, 4- Maribor

Grupo F
Shakhtar Donetsk (UCR)
Manchester City (ING)
Napoli (ITA)
Feyenoord (HOL)

Prognóstico: 1- City, 2- Napoli, 3- Feyenoord, 4- Shakhtar

Grupo G
Monaco (FRA)
Porto (POR)
Besiktas (TUR)
RB Leipzig (ALE)

Prognóstico: 1- Monaco, 2- Leipzig, 3- Besiktas, 4- Porto

Grupo H
Real Madrid (ESP)
Borussia Dortmund (ALE)
Tottenham (ING)
Apoel Nicosia (CHP)

Prognóstico: 1- Real, 2- Tottenham, 3- Dortmund, 4- Apoel


Prévia do Inglês: a melhor Liga virou também a mais imprevisível
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A Premier League já vem há anos sendo considerada a mais forte do mundo entre as ligas domésticas. Especialmente pela quantidade de dinheiro envolvido e o fato de os times médios e pequenos não serem presas tão fáceis para os grandes, como na Espanha, França, Holanda, Portugal. Por ter melhores times do que os italianos. Por ter mais concorrência do que a Bundesliga. Não tem jogo fácil. E é difícil ter jogo ruim.

O que a Premier não tinha, no entanto, era esse “componente Brasileirão”. O campeonato começa com muitos favoritos – ou sem favorito, depende do ponto de vista. Há um altíssimo índice de imprevisibilidade. Nem disso mais o futebol brasileiro pode presumir.

Vamos puxar a comparação pelas casas de apostas e seus poderosos algoritmos. Vou usar dados do Bet365, o maior site de apostas do mundo. Eis o retorno para cada dólar apostado no campeão inglês:

Manchester City – 2,70/1
Manchester United e Chelsea – 4,50/1
Tottenham – 11/1
Arsenal e Liverpool – 13/1

Para efeitos de comparação. Na Alemanha, o título do Bayern paga apenas 1,14 para cada dólar apostado. O sexto favorito da lista é o Hoffenheim, que vai disputar uma vaga com o Liverpool na próxima Champions. O título do Hoffenheim paga 81 para 1 para quem acertar.

Na Espanha, título do Real Madrid ou do Barcelona dá retorno de 1,90 para 1. Do quinto ao oitavo “favoritos” (uma lista que tem os tradicionais Valencia e Athletic Bilbao), o retorno é de absurdos 301 para 1. O retorno é assim grande por uma simples razão: não vai acontecer.

Na Itália, o título da Juventus paga 1,66 para 1. O sexto favorito é a Lazio: 67 para 1. Na França, título do PSG dá retorno de 1,14, igual ao do Bayern na Alemanha. O sexto favorito, o Nice, paga 81 para 1.

Não é possível encontrar uma liga doméstica de alto nível com seis times tão nivelados como na Premier League. Entre os dois clubes de Manchester, Liverpool e os três grandes londrinos, qualquer um pode ser campeão e qualquer um pode acabar em quinto ou sexto, fora da zona de classificação da Champions. Nenhum resultado surpreende.

Este é um dos componentes que fazem do campeonato que começa nesta sexta-feira, com o jogo entre Arsenal e Leicester, uma competição imperdível.

Além do mais, estão nele alguns dos técnicos mais badalados do planeta: Guardiola, Mourinho, Klopp, Conte, Pocchetino, Wenger. E muitos dos craques que estarão na Copa do Mundo do ano que vem.

Vamos saber um pouquinho mais dos favoritos?

MANCHESTER CITY – O clube de Guardiola foi o que mais mudou e mais gastou: 240 milhões de euros (e a janela ainda não fechou). Comprou o goleiro Ederson, do Benfica e da seleção, tirou Bernardo Silva (meia português) e Mendy (lateral francês) do ótimo Monaco, e comprou outros dois laterais-direitos: Walker, do Tottenham, e Danilo, do Real Madrid (já que Daniel Alves deu para trás para jogar com Neymar). Nasri voltou do empréstimo ao Sevilla.

A lista de dispensas também foi grande: Ileanacho, Nolito, Kolarov, Zabaleta, Fernando, Jesus Navas, Clichy, Caballero…

Não haverá desculpas para Guardiola. Como virou moda, aparentemente o City também usará um sistema com três zagueiros, mas com laterais muito mais ofensivos que os da concorrência. Gabriel Jesus (7 gols em 10 jogos na temporada passada) e Aguero devem jogar juntos no ataque, sendo municiados com gente de muita qualidade (De Bruyne, Silva, Sané, etc). É natural que seja considerado favorito ao título, mas é preciso observar se Guardiola encontrará a química. Se o time vai encaixar, parar de dar gols em saídas de bola e entender, de fato, o seu treinador.

MANCHESTER UNITED – Convencionou-se dizer que o segundo ano de Mourinho é sempre o melhor. O primeiro, apesar do futebol pobre, trouxe os primeiros títulos ao clube pós-Ferguson. Europa League, Copa da Liga, Supercopa inglesa, vaga na Champions…

O atacante belga Lukaku, de só 24 anos, chegou por 85 milhões de euros (só Neymar foi mais caro) e é promessa de gols. O sérvio Matic, volante tirado do Chelsea, um concorrente direto, e o zagueiro sueco Lindelof, de 23 anos, do Benfica, também chegam para jogar. Foram-se Rooney e Ibrahimovic. O United não vai encantar, mas vai competir. Mourinho é Mourinho, não convém duvidar.

CHELSEA – O atual campeão também fez contratações caras e relevantes: Morata chegou do Real Madrid para o ataque, Bakayoko era titular do Monaco e o zagueiro alemão Rudiger veio da Roma. Mas, ao contrário dos times de Manchester, o Chelsea perdeu jogadores muito importantes: Matic e Diego Costa.

Falem o que quiserem do atacante brasileiro, mas ele é um jogador talhado para a Premier League. Foi muito importante para o título, era um desafogo, um criador de chances onde elas não existiam. O artilheiro do time. E sua dispensa, via whatsapp de Conte, foi tão amadora que custará caro aos cofres do clube. A base do Chelsea está mantida, mas é necessário ver se os substitutos que chegam corresponderão à altura dos que se foram. E nesse ano tem Champions para o Chelsea, nada de semanas e mais semanas inteiras para descansar e treinar.

TOTTENHAM – O vice-campeão foi o time com menos mudanças. Não chegou ninguém importante e saiu Walker (para o City) da base titular. Ou seja, o Tottenham, muito bem treinado por Pocchetino, vai novamente para as cabeças. Mas não melhorou. E tem um detalhe: devido à construção de seu novo estádio, irá jogar em Wembley. Não será o mesmo time invencível em casa que foi na temporada passada, em White Hart Lane. Isso pode atrapalhar muito o sonho por um título que não vem desde 1961. Ficar entre os quatro já será uma grande conquista.

LIVERPOOL – Philippe Coutinho fica ou sai? Passará pelo Hoffenheim e entrará na fase de grupos da Champions League? Estas duas perguntas condicionam toda a temporada do Liverpool. O time foi o que fez mais pontos nos confrontos diretos entre os seis favoritos na temporada passada, mas deixou um caminhão deles contra os pequenos.

A grande compra foi o ponta egípcio Salah, da Roma. Convenhamos, nenhum time passa de quarto a primeiro na Inglaterra por ter Salah. É fundamental para o Liverpool manter Coutinho e trazer algum nome relevante – como Keita, do Leipzig. Também fundamental será conter o grande número de erros defensivos visto no time de Klopp no último campeonato. Daí a tentativa de tirar o zagueiro holandês Van Dijk, de 26 anos, do Southampton.

ARSENAL – Arsène Wenger, o longevo, segue firme e forte, para alegria de alguns, desespero de muitos. O Arsenal trouxe o atacante francês Lacazette, do Lyon, por 53 milhões de euros, mas ainda pode perder Alexis Sanchez, assediado por City e PSG. Se o chileno não for vendido nesta janela, sairá de graça ao final da temporada. O Arsenal não disputará a Champions pela primeira vez em duas décadas, quem sabe assim Wenger conseguirá fazer o time ser mais consistente e brigar por algo mais do que o tradicional quarto lugar dos últimos tempos.

E o resto dos times?

Uma menção ao Everton, que pegou o dinheiro de Lukaku e investiu em alguns nomes como o goleiro Pickford, do Sunderland, o zagueiro Keane, do Burnley, o ótimo meia Klaassen, do Ajax, e o atacante Sandro, do Málaga, ex-Barça. Wayne Rooney também está de volta à casa e pode ajudar com sua experiência. O holandês Ronald Koeman segue no comando técnico.

Outro holandês conhecido, Frank de Boer, será o técnico do Crystal Palace. O Leicester, improvável campeão em 2016, efetivou Criag Shakespeare, que levantou o time após a dispensa de Ranieri. Tão procurados no verão passado, Mahrez e Vardy seguem por lá, e o clube gastou 27 milhões de euros para tirar o promissor atacante nigeriano Ileanacho, de 20 anos, do Manchester City.

O supertradicional Newcastle, que sempre gastou muito (e mal), bateu e voltou da segunda divisão. O técnico espanhol Rafael Benítez segue no cargo, e o clube fez algumas contratações modestas para não repetir o vexame.

Não ao cai-cai

A cultura na Inglaterra é a de que jogadores que simulam fazem mais mal ao jogo do que jogadores que quebram pernas alheias. E a Premier League decidiu ser mais dura com os simuladores.

Um grupo de especialistas (cada painel será formado por um ex-árbitro, um ex-técnico e um ex-jogador) irá rever as imagens da rodada a cada segunda-feira. Jogadores que tiverem simulado faltas na área ou fingido agressões serão automaticamente suspensos por duas partidas – caso haja unanimidade no painel. Caso ele tenha conseguido o pênalti ou a expulsão de um rival com sua simulação, a punição será ainda maior.

Supercopa da Inglaterra: 

6/8/17 Arsenal 1 x 1 Chelsea (Arsenal 4 a 1 nos pênaltis)

Maiores campeões ingleses: Manchester United (20), Liverpool (18)

Campeões nos 25 anos desde a fundação da Premier League: Manchester United (13), Chelsea (5), Arsenal (3), Manchester City (2), Leicester (1), Blackburn (1)

Previsões:

Título: Manchester City
Vice: Manchester United
Vagas na Champions: Chelsea e Tottenham
Artilheiro: Lukaku (United)
Melhor jogador: De Bruyne (City)
Na TV: ESPN tem exclusividade

Primeira rodada:

Sexta
15h45 Arsenal x Leicester

Sábado
8h30 Watford x Liverpool
11h Chelsea x Burnley
11h Everton x Stoke City
11h Crystal Palace x Huddersfield Town
11h Southampton x Swansea
11h West Bromwich x Bournemouth
13h30 Brighton x Manchester City

Domingo
9h30 Newcastle x Tottenham
12h Manchester United x West Ham

 


Gabriel Jesus ajuda Guardiola a salvar a temporada
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juliogomes

Ainda não é matemático. Mas, na prática, o Manchester City garantiu classificação para a próxima Liga dos Campeões da Europa nesta terça-feira, ao vencer o West Bromwich por 3 a 1. O primeiro gol do jogo foi anotado por Gabriel Jesus.
Nestes quatro meses com o City, Gabriel Jesus, com uma lesão no pé no meio do caminho, atuou em nove partidas e fez, com o desta quarta, seis gols. Foram seis vitórias e três empates do time de Guardiola nestes jogos. Dá para concluir que o brasileiro foi importante para salvar a temporada dos Citizens.
Afinal, o City não conseguiu disputar o título inglês, foi eliminado das oitavas da Champions pelo Monaco, na semifinal da Copa da Inglaterra perdeu para o Arsenal e, na Copa da Liga, perdeu para o United de Mourinho. É uma temporada sem título, mas com Champions. Seria trágico para Guardiola acabar seu primeiro ano fora do G4 – o clube esteve no clubinho nas últimas seis temporadas, desde que virou “novo rico”.
Na última rodada (todos os jogos serão às 11h de domingo), o City enfrenta o Watford, 16o colocado e amargando cinco derrotas seguidas. Se vencer, garante o terceiro lugar e a vaga direta na fase de grupos da Champions. Se empatar, será terceiro caso o Liverpool não vença o já rebaixado Middlesbrough por três gols ou mais. Caso contrário, será o quarto e terá de disputar a fase prévia.
A única combinação trágica que deixaria o City fora da Champions: derrota para o Watford, vitórias de Liverpool e Arsenal. E ainda o Arsenal teria de tirar a desvantagem de cinco gols que tem para o City no saldo de gols.
A situação da Premier League:
Já sabemos que Chelsea é campeão e, junto com o Tottenham, estará na fase de grupos da Champions League.
A terceira vaga direta e a quarta (para a fase prévia) estão entre:
 
Manchester City – 75 pontos (saldo +36aq)
Liverpool – 73 pontos (saldo +33)
Arsenal – 72 pontos (saldo +31)
 
Liverpool recebe o Middlesbrough. Penúltimo e já rebaixado. Se vencer, fica pelo menos em quarto. Se tropeçar…
 
Arsenal recebe o Everton, sétimo colocado. Se Liverpool tropeçar, basta ao Arsenal ganhar para ir à Champions. Ou, então ganhar, City perder e tirar esses cinco gols a menos de saldo.
 

Vitória do Arsenal e tropeço do Liverpool embolam briga por G4 na Premier
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juliogomes

Os resultados do domingo embolaram ainda mais a acirrada disputa na Inglaterra por vagas na próxima Liga dos Campeões da Europa.

O Liverpool, um leão contra os grandes ao longo da temporada, voltou a ser um gatinho contra os pequenos. Com direito a pênalti perdido por Milner, o time empatou sem gols, em casa, com o Southampton. Mais tarde, o Arsenal, gatinho contra os grandes e leão contra os pequenos, finalmente venceu um clássico.

Fez 2 a 0 contra o time misto do Manchester United, quebrando uma série invicta de 25 jogos do rival no Campeonato Inglês. Foi também a primeira vez que Arsene Wenger ganhou de um time de José Mourinho na Premier – eram cinco derrotas e sete empates nas 12 partidas anteriores.

O Manchester United joga todas as fichas na tentativa de ser campeão da Europa League. Na quinta, recebe o Celta de Vigo e, após a vitória por 1 a 0 fora de casa na ida, é favorito para chegar à final. Se for campeão da Europa League, entrará na fase de grupos da próxima Champions mesmo que fique fora do G4 da Premier – neste caso, a Inglaterra teria cinco times na competição.

Situação da Premier League faltando duas semanas para o encerramento da competição:

1) Chelsea 81 pts
Duas vitórias em quatro jogos bastam para o título. Enfrenta Middlesbrough (c) nesta segunda e abre a rodada seguinte contra o West Brom (f), na sexta. Já tem tudo para ser campeão nesta semana;

2) Tottenham 77 pts
Mais uma ótima campanha, mas será mesmo vice-campeão. Tem mais três jogos a fazer e só pode chegar a 86 pontos;

A briga pelas últimas 2 vagas na Champions League:

3) Liverpool 70 pts (saldo +29)
Pega West Ham (f), Middlesbrough (c). Se vencer ambas, está na Champions, pelo menos em quarto lugar. Dependeria dos resultados do City para ficar em terceiro e entrar direto na fase de grupos. Possível que chegue ao jogo de domingo contra o West Ham atrás do City e só um ponto na frente do Arsenal na tabela. Muita pressão para cima do time, que não tem mais margem para tropeços;

4) Manchester City 69 pts (saldo +33)
Pega Leicester (c), West Brom (c), Watford (f). Se vencer as três, acaba em terceiro e vai direto para a Champions. Se vencer duas das três, pelo menos se garante em quarto lugar, já que tem saldo de gols bem superior ao do Arsenal. É quem está em melhor posição;

5) Manchester United 65 pts (saldo +24)
Pega Tottenham (f), Southampton (f), Crystal Palace (c). G4 é quase impossível, teria de vencer as três e torcer por tropeços de todos os outros rivais. Aposta as fichas em ganhar a Europa League e entrar, assim, como um quinto inglês na próxima Champions;

6) Arsenal 63 pts (saldo +24)
Pega Southampton (f), Stoke (f), Sunderland (c), Everton (c). Esperanças renovadas. Precisa vencer os quatro jogos restantes e torcer ou por um tropeço do Liverpool ou por dois tropeços do City. Difícil, mas não impossível. O primeiro passo é ganhar seu jogo atrasado, na quarta-feira.

Jogos dos ingleses nesta semana:

Segunda 16h: Chelsea x Middlesbrough
Quarta 15h45: Southampton x Arsenal
Quinta 16h: Manchester United x Celta (Europa League)
Sexta 16h: West Bromwich x Chelsea

Fim de semana que vem:

Sábado: 8h30 Manchester City x Leicester, 13h30 Stoke x Arsenal
Domingo: 10h15 West Ham x Liverpool, 12h30 Tottenham x Manchester United

 


Ligas europeias entram na reta final com mês recheado de clássicos
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juliogomes

Passada a última pausa da temporada europeia para jogos de seleções, o “vírus Fifa” deixou os grandes clubes em paz desta vez. Chegamos à reta final dos campeonatos e o mês de abril reservas grandes clássicos em todas as ligas.

Já neste fim de semana, PSG e Monaco decidem a Copa da Liga da França (sábado 15h45). Benfica e Porto se enfrentam pela liderança (e, possivelmente, o título) em Portugal (sábado 16h30). Schalke 04 e Borussia Dortmund fazem o clássico do Vale do Ruhr, nesta que é considerada a maior rivalidade da Alemanha (sábado 10h30). Na Itália, em outro clássico de grande rivalidade, o Napoli recebe a Juventus no domingo (15h45). E a rodada da Premier League tem clássico de Liverpool no sábado (8h30) e o confronto entre os criticados Wenger e Guardiola no domingo (12h).

A Champions League tem quartas de final em 11/12 e 18/19 de abril, com Bayern-Real Madrid, Juventus-Barcelona, Dortmund-Monaco e Atlético de Madri-Leicester.

Veja o que ainda está em jogo nos principais países:

INGLATERRA

O Chelsea chega às 10 rodadas finais com uma enorme vantagem de pontos. São 69 contra 59 do Tottenham, 57 do Manchester City, 56 do Liverpool, 52 do Manchester United, 50 de Arsenal e Everton. O título vai ficar com os “blues”, mas a disputa pelas vagas na próxima Liga dos Campeões promete.

Já neste sábado, tem o “Merseyside Derby”, o clássico de Liverpool. Jogando em seu estádio, o Liverpool não perde para o Everton desde 1999. Depois disso, no entanto, o Liverpool, assim como o Tottenham, tem uma tabela mais tranquila.

Após a decepcionante eliminação nas oitavas de final da Champions, o Manchester City, de Guardiola, vai a Londres enfrentar o Arsenal, domingo, e o Chelsea, na próxima quarta. O Chelsea ainda joga o clássico contra o United, em Manchester, no dia 16. Aliás, o United, de Mourinho, que já ganhou a Copa da Liga Inglesa, ainda está vivo na Liga Europa, onde enfrenta o Anderlecht nas quartas de final e é o grande favorito ao título.

Principais jogos de abril:
1/4 Liverpool-Everton
2/4 Arsenal-Man City
5/4 Chelsea-Man City
16/4 Man United-Chelsea (Mou vs Conte)
22/4 Chelsea-Tottenham (semi Copa da Inglaterra)
23/4 Arsenal-Man City (semi Copa da Inglaterra)
27/4 Man City-Man United (Mou vs Pep)
30/4 Tottenham-Arsenal, Everton-Chelsea

ESPANHA

O Real Madrid tem o controle da Liga, pois soma dois pontos a mais que o Barcelona (65 a 63), tem ainda um jogo a menos e joga o clássico do returno no Santiago Bernabéu. Mas os dois gigantes têm duelos complicadíssimos na Liga dos Campeões logo antes do superclássico e o Campeonato Espanhol está mais equilibrado. Os gigantes já tropeçaram e ainda podem tropeçar mais vezes.

O Atlético de Madri, em quarto, com 55 pontos, está mais focado na Champions, mas adoraria fazer um grande dérbi contra o Real antes dos duelos contra o Leicester. O Sevilla, com 57, tentará se manter entre os quatro e não perder Jorge Sampaoli para a seleção argentina.

Principais jogos de abril:
5/4 Barcelona x Sevilla
8/4 Real Madrid-Atlético de Madri
(11/4 Juventus-Barça, 12/4 Bayern-Real, Atlético-Leicester na Champions)
(18/4 Real-Bayern e Leicester-Atlético, 19/4 Barça-Juventus na Champions)
23/4 Real Madrid-Barcelona
29 ou 30/4 Real Madrid-Valencia, Espanyol-Barcelona

ALEMANHA

O Bayern de Munique conquistará o inédito pentacampeonato, disso ninguém duvida. Tem folga na Bundesliga e poderá até poupar jogadores nos jogos próximos ao duelo contra o Real Madrid pela Liga dos Campeões – ainda que sejam jogos complicados. São 62 pontos na tabela, 13 a mais que o surpreendente RB Leipzig e 16 a mais que o Borussia Dortmund.

Depois de perder o clássico para o Borussia em Dortmund, em novembro, o Bayern engatou 12 vitórias e 2 empates no Alemão. Somando todas as competições, são 19 jogos e quatro meses sem perder. Em abril, o Bayern terá duas oportunidades de se vingar (ou não) de seu maior rival doméstico, que também está vivo na Champions.

Principais jogos de abril:
1/4 Schalke 04-Dortmund
8/4 Bayern-Dortmund
(11/4 Dortmund-Monaco, 12/4 Bayern-Real na Champions, 13/4 Ajax-Schalke na Europa League)
15/4 Bayer Leverkusen-Bayern
(18/4 Real-Bayern, 19/4 Monaco-Dortmund na Champions, 20/4 Schalke-Ajax na Europa League)
26/4 Bayern-Dortmund (semifinal da Copa da Alemanha, jogo único)

ITÁLIA

Assim como Chelsea e Bayern de Munique, a Juventus tem folga na liderança. Será o sexto Scudetto consecutivo, um feito inédito e histórico. Faltando nove rodadas para o final, a Juve lidera com 73 pontos, são 8 a mais que a Roma e 10 a mais que o Napoli. Foram 24 vitórias em 29 jogos até agora.

O mês de abril começa com dois duelos contra o Napoli, um pelo campeonato, outro pela Copa. São jogos de muita rivalidade e tensão entre times e torcidas. É o sul contra o norte, um duelo de muito simbolismo.

Jogando em seu estádio pelo Campeonato Italiano, a Juventus soma 31 vitórias consecutivas, juntando a atual com a temporada passada. Não empata desde um 1 a 1 com o Frosinone, em setembro de 2015. Não perde desde o primeiro jogo da temporada 15/16, 0-1 para a Udinese, em agosto de 2015. Somando todas as competições, são 46 jogos de invencibilidade no Juventus Stadium. Impressionante.

Lazio, com 57, Inter e Atalanta, com 55, e Milan, com 53 pontos, ainda tentam alcançar Roma (65) e Napoli (63) pelas vagas na próxima Champions.

Principais jogos de abril:
2/4 Napoli-Juventus
4/4 Roma-Lazio (semi Coppa Itália, Lazio fez 2-0 na ida)
5/4 Napoli-Juventus (semi Coppa Itália, Juve fez 3-1 na ida)
9/4 Lazio-Napoli
(11/4 Juventus-Barça na Champions)
15/4 Internazionale-Milan
(19/4 Barça-Juventus na Champions)
29 ou 30/4 Roma-Lazio, Internazionale-Napoli

FRANÇA

Depois da virada sofrida na Liga dos Campeões para o Barcelona, restam ao Paris Saint-Germain as competições domésticas. A parada está dura na Ligue 1. Em busca do pentacampeonato, o PSG, com 68 pontos, está 3 atrás do Monaco – dono do melhor ataque da Europa na temporada.

O Monaco, que superou o City de Guardiola e está nas quartas de final da Champions, fez 129 gols em 48 partidas oficias, média de 2,7. É um time super agradável de ver jogar e que vai vender caro o título francês, que não conquista desde o ano 2000.

Logo de cara, neste sábado, PSG e Monaco se enfrentam em Lyon pelo título da Copa da Liga da França. É a competição menos importante da temporada, mas que ganhou peso justamente pelo confronto direto entre as duas forças do país. Nos dois jogos entre eles pela Ligue 1, o Monaco fez 3 a 1 em casa e empatou por 1 a 1 em Paris (com gol nos acréscimos).

Eles também estão vivos na Copa da França e tem jogos relativamente fáceis no meio da semana que vem. Podem se enfrentar nas semifinais ou em uma eventual nova decisão.

O Nice, de Balotelli, ficou para trás na tabela e soma 64 pontos, sete a menos que o Monaco. Mas deve conseguir vaga na Champions, pois tem 14 a mais do que o Lyon, o quarto colocado. O Lyon ainda está vivo na Europa League e enfrenta nos dias 13 e 20 de abril o Besiktas, líder do Campeonato Turco, por uma vaga nas semifinais.

PORTUGAL

Também neste sábado, Benfica e Porto fazem o superclássico em Lisboa. O Benfica lidera o campeonato com 64 pontos, apenas 1 a mais que o Porto – ambos foram eliminados nas oitavas de final da Liga dos Campeões.

Depois do clássico, faltarão sete rodadas para o fim do campeonato. Como Benfica e Porto costumam ganhar praticamente todos os seus jogos em Portugal, o duelo direto é uma verdadeira decisão. Ainda em abril, no dia 22, o Benfica faz o dérbi de Lisboa contra o terceiro colocado, no estádio do Sporting.


Sevilla atropela, e Espanha confirma domínio inédito
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juliogomes

O Liverpool é gigante. Mas é um gigante que desaprendeu a ganhar. O Sevilla é o melhor exemplo possível para os que acham que o futebol espanhol vive de dois times. Não é assim e nunca foi assim. O nível estratosférico de Barcelona e Real Madrid em anos recentes cegaram muitos para a qualidade enorme de outros times.

Os ingleses, tomara, têm um belo futuro com Klopp. Um baita técnico, uma baita torcida, uma baita história a ser resgatada, alguns bons jogadores. Mas, hoje, o Sevilla é um clube com cheiro de título. Aquele cheiro que os Reds perderam na megaglobalização vivida pelo futebol nos últimos anos.

O Liverpool teve a chance de ficar com a Europa League, seria a quarta (contando com os tempos de Copa da Uefa). Mas, com o 1 a 0 e o Sevilla contra as cordas, perdeu a chance de matar a decisão no primeiro tempo. Em finais, quando o adversário está entregue, as coisas não podem ficar para depois.

O “depois” foi o Sevilla empatando o jogo com menos de 30 segundos no segundo tempo. Jogada brilhante de Mariano e gol de Gameiro, o artilheiro.

A partir daí, foi um banho. O Liverpool não estava preparado para o empate tão rápido. E o Sevilla estava mais do que preparado para ganhar. Aprendeu a ganhar. E ganha. Fez 3 a 1 e poderia ter feito mais.

O Sevilla passou o carro por cima do Liverpool no segundo tempo.

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Muitos vão minimizar a Europa League, antes Copa da Uefa. É claro que é necessário relativizá-la. Não é forte como já foi.

Antes, até a mudança radical do futebol europeu, duas décadas e pouco atrás, a Copa dos Campeões era uma competição só para campeões, poucos times. A Copa da Uefa era até mais difícil de ganhar, pois tinha mais times fortes. Possivelmente em muitos anos dos anos 70 e 80 o campeão da Uefa era um time melhor do que propriamente o campeão europeu.

Não é mais assim. A Copa dos Campeões inchou, virou a Champions League e hoje é a maior competição de futebol do mundo. A Europa League é secundária. Mas sempre tem times bons. Seja porque esses times bons não conseguiram, no ano anterior, vaga na Champions, ou porque “caíram” da fase de grupos da Champions – foi o caso do Sevilla esse ano, ficando em terceiro em um grupo da morte que tinha Juventus e Manchester City na Champions.

A Europa League 2016/2017 já tem, por exemplo, Manchester United e Inter de Milão confirmados. Outras camisas pesadas estarão lá.

Como estiveram nas três seguidas conquistadas pelo Sevilla.

Real Madrid, entre 56 e 60, Ajax, de 71 a 73, e Bayern de Munique, de 74 a 76, eram os únicos times da história a vencerem três copas europeias seguidas. Todos na Copa dos Campeões. O Sevilla se junta a esse seleto grupo.

E não podemos esquecer que a Espanha conquista a terceira Europa League consecutiva com o Sevilla e já garantiu a terceira Champions League seguida com a final doméstica entre Real Madrid e Atlético de Madri. Isso nunca havia acontecido na Europa.

A Itália teve um domínio parecido quando o Milan ganhou a Copa dos Campeões em 89 e 90. Italianos ganharam a Copa da Uefa em 89 (Napoli), 90 (Juventus) e 91 (Inter). E a Sampdoria ainda levou a extinta Recopa em 1990.

Mas o histórico domínio italiano do final dos anos 80 foi superado agora pelos espanhóis.

Na Champions League, a Espanha leva 6 dos últimos 11 títulos. Na Europa League, são 7 títulos nos últimos 13 anos, com duas finais domésticas.

Nas últimas três temporadas, foram 45 confrontos europeus contra times de outros países. Os espanhóis levaram a melhor 42 vezes. “Só” 93% de aproveitamento.

Ufa. Haja número. Haja taça. E haja festa. A noite em Sevilla só acaba amanhã… à noite.