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Centroavante no Corinthians? Para quê?
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Julio Gomes

Se você tem um baita meia criativo, que se associa, dá assistências, tem chegada e brilha, você escala. E se não tiver esse jogador? Se vira de outro jeito, ora pois.

Se você tem um atacante como Jô, que faz boas paredes, faz gols, se movimenta, incomoda a saída de bola rival, você escala. E se não tiver? Se vira de outro jeito, ora pois.

Carille tentou Kazim, Júnior Dutra, o Corinthians está no mercado, agora trouxe Alex Teixeira. Mas talvez a solução seja um pouco mais evidente: jogar de outro jeito. Nenhum desses caras se assemelha a Jô.

Aliás, cada vez mais é difícil encontrar jogadores como Jô. Porque centroavantes mais pesados podem limitar times taticamente, tanto na fase ofensiva quanto, talvez principalmente, na defensiva. Se o cara não faz tudo o que Jô fez no ano passado, o time é prejudicado.

Centroavante não é goleiro. Não é figura obrigatória em campo. Dá para jogar com, dá para jogar sem. Dá para ganhar com, dá para ganhar sem.

Quer um exemplo de time que deveria ter jogado sem centroavante? O Brasil da Copa de 2014.

Jogando de outro jeito, sem um 9 fixo e nem falso 9, o Corinthians foi superior ao Palmeiras. Neste 4-2- de Carille, Rodriguinho brilhou muito, maiorias foram criadas no meio de campo, os zagueiros rivais ficaram sem referência. Não é necessário ter um homem-gol, se vários homens podem fazer gols.

E Rodriguinho hoje não fez um gol. Fez um golaço.

As polêmicas de arbitragens eu deixo para vocês. Mas, no domingo, Carille se saiu melhor que Roger. E o Corinthians mostra que está mais vivo do que nunca. Mesmo sem Jô.


Caíque e Júnior Dutra ganham pontos no primeiro jogo do Corinthians
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Julio Gomes

Ganhar a Copa lá na Flórida não importa para o Corinthians nem para ninguém. É um torneio de pré-temporada para brasileiros, inter-temporada para europeus, serve para treino e observações.

E, com um elenco que acaba de voltar de férias, creio que Fábio Carille pôde fazer boas observações.

Com os titulares, no primeiro tempo, o Corinthians mostrou aquela solidez que já conhecemos. Com a formação 4-1-4-1, Jadson ganhou a proximidade de Rodriguinho no meio de campo e creio que será o maior beneficiado.

As bolas aéreas trouxeram problemas, o PSV ganhou todas pelo alto. E Juninho Capixaba, estreante na lateral esquerda, mostrou personalidade com a bola nos pés, mas alguma inconsistência defensiva. O PSV praticamente só jogou por ali, já que não estava dando nada certo do outro lado, ocupado por Fágner.

No segundo tempo, o PSV, que é lider na Holanda, voltou com o mesmo time, exceto seu principal armador, Van Ginkel. O Corinthians mudou todos os jogadores, e o outro estreante, Júnior Dutra, ocupou o comando de ataque.

Não há comparação entre Jr Dutra e Kazim. O brasileiro é muito melhor tecnicamente. Mesmo em um segundo tempo dominado pelo PSV, Jr Dutra conseguiu aparecer, se movimentou, brigou, clareou algumas jogadas que pareciam perdidas.

Meu palpite é que ele será titular no próximo jogo do Corinthians na Flórida. Vamos ver.

Marquinhos Gabriel e Giovanni Augusto, abertos pelos lados, produziram pouco.

A defesa reserva, afobada, fez muitas faltas e cedeu muitas chances ao PSV – que estava mal de pontaria. Caíque, o goleiro que substituiu Cássio, foi o nome do jogo. Fez duas defesaças no fim do jogo e só não parou o lance do gol de empate, que saiu no último lance da partida, aos 48min.

Mas, na disputa por pênaltis, Caíque fez uma defesa e deu a vitória ao Corinthians. Os jogadores de linha converteram todos. Logicamente Caíque não é uma ameaça a Cássio, mas foi o herói da noite.

Fica uma nota, que nada tem a ver com o Corinthians ou Carille.

O PSV melhorou no segundo tempo após a entrada de um certo Mauro Júnior. Brasileiro, 18 anos, que jogou na seleção sub-17 e foi do Desportivo Brasil, que se propõe a formar e vender, direto para a Europa. Jogou bem, mudou a dinâmica da partida. Mais um valor que se foi sem nem atuar por aqui.

Parabéns aos envolvidos.

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Neymar será Bola de Ouro! Dezoito previsões bombásticas para 2018
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Julio Gomes

No meu post de fim de ano em 2016, previ o título europeu do Real Madrid, o brasileiro do Corinthians, o Grêmio voando com Renato Gaúcho, a saída de Neymar para o PSG, o Oscar para Moonlight, o fim do jejum da Portela no Carnaval… pena que esqueci de clicar no botão “publicar”!

Alguém caiu nessa? Não, né. Assim como ninguém cai nas desculpas de Marco Polo del Nero para não sair do Brasil…

Apesar da CBF, apesar da bandidagem, apesar da cartolagem, apesar da empáfia característica do futebol brasileiro, a seleção será hexacampeã do mundo na Rússia.

É com essa previsão que abrimos o post “bola de cristal” que encerra o ano. 18 palpites para 18.

Foram 253 postagens ao longo de 2017. E de antemão agradeço muito a quem leu, comentou, compartilhou. A ideia aqui não é polemizar de graça, criticar ou elogiar em função de preferências pessoais. A ideia é tratar o esporte de maneira séria e com responsabilidade.

Esquentando a bola de cristal… e vamos lá!

A seleção será hexa porque está pronta para isso, porque está mordida, porque tem um grande técnico, porque é forte em todos os setores, porque na semi romperá a maldição de sempre perder da França em Copas, porque na final manterá a Espanha na lista de fregueses e porque Neymar colocará seu nome na história…

…Neymar irá quebrar a dicotomia Messi-Cristiano e, com a taça na Rússia, ganhará todos os prêmios de melhor do mundo. Mas por causa da Copa, não do clube, já que o PSG, apesar das grandes atuações dele, justificando o investimento, não conquistará a Champions League…

…o PSG irá eliminar o Real Madrid nas oitavas de final, mas cairá na competição nas quartas, quando enfrentar um dos times de Manchester…

…Guardiola e Mourinho se enfrentarão na semifinal da Champions. Pep vai levar a melhor, Mou irá reclamar da arbitragem, pois seu time acabará o jogo decisivo com dez homens, e o City jogará e triunfará contra o Bayern de Munique na decisão de Kiev…

…Guardiola derrotará Tite na eleição de melhor técnico do ano e será aclamado como o melhor de todos os tempos…

…De Bruyne será o grande nome da Champions e chegará na Copa com status de “rival de Neymar” pelos prêmios individuais nos próximos anos, mas sucumbirá com a Bélgica nas quartas de final, no jogo mais difícil para o Brasil na Rússia…

…Messi será campeão espanhol com o Barcelona pela nona vez em 14 temporadas, mas será eliminado com a Argentina na primeira fase da Copa e anunciará a aposentadoria da seleção…

…a Islândia avançará no grupo da Argentina e será a Cinderela da Copa…

…Cristiano Ronaldo deixará o Real Madrid rumo à Inglaterra no meio do ano, na transferência que deixará em segundo plano a multimilionária venda de Philippe Coutinho ao Barcelona…

…Richarlison e Malcom serão os outros dois jogadores brasileiros vendidos por um valor bizarro, mas só passarão a defender a seleção depois da Copa…

…Maradona subirá no caminhão e desfilará com o time do Napoli, campeão italiano pela primeira vez em 28 anos, e participará de todos os eventos festivos, que irão parar a cidade por sete dias…

…no Brasil, o grande time do ano será o Cruzeiro, que irá ganhar algum título grande. Thiago Neves será o nome do ano por aqui…

…o Palmeiras será o grande rival do Cruzeiro ao longo do ano na disputa pelos títulos mais importantes…

…o Grêmio irá perder Luan e Arthur, deixar o Brasileiro em segundo plano e priorizar as Copas novamente, mas desta vez sem sucesso…

…antes do final do ano, Renato Gaúcho será anunciado técnico do Flamengo, que será eliminado na fase de grupos da Libertadores e terá mais um ano abaixo do esperado…

…o Corinthians? Vai despencar. Mas Andrés Sanchez não demitirá Carille…

…o Fluminense finalmente cairá para a Série B, após perder disputa ferrenha com o Botafogo…

…e a CBF seguirá sendo presidida por picaretas, e as instituições públicas nada farão para incomodar nossos bandidos.

Por falar em bandidos, eles continuarão sendo maioria absoluta no Congresso mais conservador já eleito na história e que fará do próximo presidente, quem quer que ele seja, mais um refém da política do toma-lá-dá-cá. Seguiremos na lama. Mas com seis estrelas no peito.

Bom ano a todos!


Marin, Jô e a falência do futebol brasileiro
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Julio Gomes

José Maria Marin foi governador biônico na ditadura, conviveu com torturadores, roubou até medalha em campeonato de jovens. Mas só foi se encontrar com a Justiça porque virou, de repente, meio que por acaso, presidente da CBF. Foi com muita sede ao pote e na hora errada. Justo quando os americanos ficaram p… da vida por terem visto a Copa de 2022 ter sido roubada deles por cartolas corruptos.

Como Polícia Federal, Receita Federal, Ministério Público e congressistas brasileiros nada fazem, restou ao FBI caçar Marin. E outros bandidos. Todos velhinhos, que passaram a vida inteira roubando, extorquindo, corrompendo.

Marin possivelmente morrerá atrás das grades. É o que deveria acontecer com muitos dos nossos velhinhos aqui. Tem dois, dos mais famosos, que não podem nem sair do Brasil para não terem o mesmo destino. São refugiados e protegidos dentro do país da impunidade. Outros já morreram e nunca pagarão pelo que fizeram e roubaram.

Quantos Marins tomam e tomaram conta dos clubes e federações brasileiros ao longo dos anos?

Assim como políticos destruíram ou venderam para seus parceiros as empresas públicas nacionais, cartolas destruíram os clubes brasileiros. E, claro, usaram os clubes para perpetuar dirigentes nas federações (não só de futebol, mas de diversos esportes, entidades olímpicas, etc).

E aí chegamos à venda de Jô ao Nagoya Grampus, do Japão, por mais ou menos 10 milhões de euros.

O discurso que lemos e ouvimos é o da resignação. Os aplausos ao que nunca poderia ser aplaudido. “O clube precisa de dinheiro! Não tem como recusar uma proposta dessas!” O próximo passo é diminuir o jogador. “Jô nem vale tudo isso! Já é velho! Nunca mais oferecerão essa grana!”

Perguntem ao Real Madrid se eles contratam alguém pensando em títulos ou em vendas. Aliás, preciso contar um segredo. Títulos também dão dinheiro!

Os gigantescos clubes brasileiros, de tanta história, de tanta torcida, de tanta importância para a nossa sociedade, nunca poderiam se contentar com vendas medíocres. O que é mais importante para o Corinthians? Ter um jogador como Jô para ganhar o Brasileiro, que nunca teria sido vencido sem ele neste ano? Ou ter um jogador como Jô para ganhar uma grana e pagar dívidas?

Eu sei qual é a realidade. Mas, em vez de sucumbir a ela, prefiro olhar para a natureza dela. Na esperança de mudá-la.

Por que os clubes brasileiros estão assim? Por que chegamos onde chegamos?

Lembre-se, torcedor ou apaixonado por futebol, da sexta-feira em que José Maria Marin foi condenado e preso por americanos e em que o melhor jogador do Campeonato Brasileiro foi vendido para um clube japonês.

Este dia resume nossa falência, construída ao longo de décadas. Em vez de aplaudir ou xingar cartolas em função do título conquistado ou perdido, os verdadeiros torcedores e a imprensa séria deveriam ser implacáveis com quem destrói o maior patrimônio deste combalido país. Só assim teremos esperança.


Afinal, será que mudar de técnico é bom ou mau negócio?
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Julio Gomes

O Campeonato Brasileiro chegou ao fim, e somente seis clubes acabaram a competição com o mesmo treinador do início. Corinthians, Grêmio, Cruzeiro, Botafogo, Fluminense e Avaí.

Os outros 14 clubes trocaram de treinador. Alguns deles, mais de uma vez. Foram, no total, 20 treinadores degolados por estes 14 clubes. Isso, sem contar os interinos que assumiram por algumas rodadas e não se firmaram. Ao longo da competição, 46 profissionais diferentes ocuparam o banco de reservas de algum time por pelo menos um jogo.

Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia, Chapecoense e Vitória são os clubes que chegaram, entre contratados e interinos, a ter quatro técnicos diferentes em seus jogos ao longo do campeonato.

É nítido que a definição sobre contratar e demitir técnicos é feita com pouca razão e pouco conhecimento do assunto. Se formos escolher palavras para definir, de forma genérica, a atuação de dirigentes de futebol no país elas seriam amadorismo, paixão, inconsequência. Dificilmente escolheríamos profissionalismo, planejamento, responsabilidade financeira. Dirigentes, a maioria (não todos, mas a maioria) atuam como torcedores.

Mas o que esse campeonato mostra, dentro do equilíbrio incrível que marca o futebol brasileiro, é que não existe uma regra. Algumas vezes, mandar treinador embora simplesmente dá certo. Outras vezes, não.

É fato que é muito difícil um time ser campeão trocando de técnico ao longo do campeonato. Este é o oitavo seguido em que quem ganha o título mantém o mesmo treinador do início ao fim – a última exceção foi o Flamengo de 2009. Em 15 anos de pontos corridos, só três campeões mudaram de técnico ao longo do percurso, ou seja, 20% (os outros foram Santos-2004 e Corinthians-2005)

É fato também que quem ganha o campeonato costuma estar na liderança já em algum momento do primeiro turno, então nenhum dirigente é louco de demitir o técnico que está dando certo.

No caso de 2017, o Corinthians efetivou Fábio Carille e foi com ele até o fim. Outros dois clubes que não mandaram treinadores embora foram Grêmio e Cruzeiro. O primeiro, com Renato Gaúcho, mostrou bom futebol durante todo o ano, chegou à semifinal da Copa do Brasil e acabou ganhando a Libertadores. Já Mano Menezes só passou a ter vida tranquila no Cruzeiro depois do título da Copa do Brasil.

O Botafogo teve um grande ano com Jair Ventura, uma campanha heróica na Libertadores, foi à semi da Copa do Brasil e tinha tudo para acabar entre os cinco primeiros no Brasileiro. Mas despencou no último mês de jogos e acabou fora até da pré-Libertadores. Digamos que não deu tempo para demitirem Jair.

O Fluminense colocou nas mãos de Abel o projeto de lançar jovens. Não foi um bom campeonato, mas correu poucos riscos. Houve uma tragédia pessoal no meio do caminho que faria com que demitir o Abel se transformasse, também, em uma péssima ação de relações públicas.

E o Avaí, por fim, foi o único time “rebaixável” desde o início que apostou na estabilidade. Manteve Claudinei Oliveira do início ao final. Louvável. Mas não adiantou. E se o Avaí tivesse trocado de técnico? Teria se salvado? Teria caído algumas rodadas antes? Nunca saberemos.

Nós, que defendemos estabilidade e responsabilidade financeira, inclusive com regras mais rígidas para evitar a dança das cadeiras, estávamos torcendo pelo Avaí. Claro que seria o exemplo para provar o ponto. Não provou nada, admito.

De alguma forma, no entanto, a tristeza dos jogadores do Avaí, comprometidos com Claudinei, contrastou com uma aparente indiferença do Coritiba, o último rebaixado na última rodada.

Um Coritiba que no início do ano mandou embora Paulo César Carpegiani, que havia livrado o clube da queda no ano passado e foi demitido após a eliminação para o ASA na Copa do Brasil. O Coxa começou o Brasileiro com Pachequinho, trocou para Marcelo Oliveira e… não deu certo.

Como não deu certo para o Atlético-GO, que demitiu dois antes de efetivar João Paulo Sanches e ter aproveitamento melhor. Como não deu certo para o Flamengo, que com Zé Ricardo fez 29 pontos nos 19 jogos do turno (51% de aproveitamento). Sem ele, fez 24 pontos no returno (44% com Rueda). Como não deu certo para a Ponte Preta, que somou 28 pontos em 24 jogos com Gilson Kleina (39%) e apenas 11 em 13 jogos com Eduardo Baptista (28%).

Gilson Kleina e Zé Ricardo foram daquela para uma melhor, e acabaram levando Chapecoense e Vasco à classificação para a fase prévia da Libertadores.

Com Kleina, a Chape teve aproveitamento de 70% nas nove rodadas finais, não perdeu um jogo sequer e acabou como “campeã” do returno. Mas é bom lembrar que a Chape havia demitido no começo do campeonato Vágner Mancini, que depois ajudaria o Vitória a se salvar do rebaixamento.

O Vasco demitiu Milton Mendes com 25 pontos em 21 jogos, uma posição acima da zona de rebaixamento (39%). Com Zé Ricardo, teve 58% de aproveitamento e acabou em sétimo lugar.

Os casos de Chapecoense e Vasco são os casos claros de mudanças de técnico que deram certo. Isso ficou nítido também nos casos de São Paulo e Bahia.

Mas não está claro, por exemplo, se as mudanças realizadas em Palmeiras, Santos, Atlético-MG e Atlético-PR fizeram os times melhorarem ou não. Será que o Palmeiras de Cuca, o Santos de Dorival, o Galo de Roger e o Atlético-PR de Baptista teriam acabado melhor ou pior do que acabaram? Impossível dizer.

Mesmo o caso do Sport é de puro palpite. Depois de assumir no lugar de Luxemburgo, Daniel Paulista empatou um e perdeu quatro dos cinco primeiros jogos. Mas ganhou os três finais, tendo a sorte de pegar Fluminense e Corinthians desinteressados nas rodadas derradeiras. O aproveitamento com Luxa era de 38%, com Daniel Paulista foi a 41%. Será que Luxemburgo não teria salvado o Sport?

Está claro que a estabilidade no comando técnico é necessária para times que estejam buscando o título. Mas e para as vagas na Libertadores? E para a fuga de rebaixamento? Não está nada claro. Dá certo para alguns, errado para outros.

 


Um dia, o Corinthians precisará pedir desculpas a Pablo
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Julio Gomes

O Corinthians e seus dirigentes é quem sabem de suas finanças. É salutar ver um clube que não está nadando em dinheiro mostrar responsabilidade.

Se o que Pablo e seu empresário pediram está acima do que o clube considera justo (ou possível de pagar), é muito aceitável que as negociações sejam encerradas. Além do mais, não estamos falando do Gamarra ou do Maldini. É o Pablo. O segundo melhor zagueiro do time.

Neste ponto, o da responsabilidade, o Corinthians acerta em cheio.

No entanto, afastar o jogador totalmente do elenco e tirá-lo da festa do título me parece de uma insensibilidade inacreditável. Desumano, até.

Pablo atuou durante toda a campanha, foi importante, é campeão brasileiro, não se envolveu em polêmicas, em nenhum momento prejudicou a imagem do Corinthians ou a coesão do grupo.

Negociações nem sempre são suaves. Muitas vezes, as partes acabam diminuindo méritos alheios para chegar onde querem, isso gera atrito, fere sentimentos, etc. É do jogo. Ainda que isso seja comum no futebol, “gratidão” não deveria ser um fator na negociação.

Gratidão, no entanto, é dos sentimentos mais nobres do ser humano.

E por trás da instituição Corinthians e da “instituição” Pablo, representada por seu empresário, existem seres humanos. Agora pensem no ser humano Pablo, hoje, vendo os seus amigos levantando o troféu de campeão brasileiro a centenas de quilômetros de distância.

Ele não precisa mais jogar pelo Corinthians, vestir a camisa, etc. Mas não pode nem estar junto??

“Ah, mas Julio, foi tão desgastante que os caras não conseguem mais nem olhar um na cara do outro”.

Não olhem, oras. Engulam por algumas poucas horas. O ambiente é tão leve e festivo que isso nem será lembrado daqui a alguns dias.

Deixar um campeão fora da festa do título é simplesmente errado. Um dia, o Corinthians precisará pedir desculpas a Pablo.

 

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Sete momentos que definiram o sétimo título brasileiro do Corinthians
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Julio Gomes

O Corinthians chegou ao heptacampeonato brasileiro com a vitória sobre o Fluminense, nesta quarta-feira. Abaixo, o blog preparou uma lista com o que considera os sete momentos-chave do título corintiano, que chega com três rodadas de antecipação.

1. Rodada 5: Vasco 2-5 Corinthians

Corinthians assume a liderança para não mais perder. Mesmo após o título paulista, o time ainda não inspirava confiança. Havia jogado mal nas rodadas iniciais, com vitórias magras, e chegava a São Januário (onde o Vasco tinha vencido seus dois jogos e mostrava força) sem três titulares por causa da data Fifa. Abriu 2 a 0, levou o 2 a 2 e ainda assim buscou a goleada. Marquinhos Gabriel, um reserva, brilhou. O Corinthians mostrava que não era fogo de palha.

2. Rodada 10: Grêmio 0-1 Corinthians

Os dois times já estavam bem na frente da concorrência, ganhando todos os jogos, e o Grêmio atuava em casa, podendo assumir a ponta. Contra o clube que mais venceu o Corinthians na história dos Brasileiros e diante de 54 mil pessoas, o time de Carille fez uma ótima partida. Anulou o Grêmio, fez 1-0 e Cássio defendeu um pênalti de Luan no final. O Corinthians abria vantagem de quatro pontos (nunca mais baixou disso).

3. Rodada 13: Palmeiras 0-2 Corinthians

O grande jogo de Guilherme Arana no campeonato, quebrando uma invencibilidade do Palmeiras de um ano no Allianz Parque. Corinthians acabava a rodada a 10 pontos do Grêmio, a 12 de Santos e Flamengo e a 16 do Palmeiras.

4. Rodada 17: Corinthians 1-1 Flamengo

Time já começava a dar alguns sinais da perda de rendimento que ocorreria no segundo turno. O Flamengo crescia e ainda parecia ser um time capaz de caçar o líder. Corinthians foi bem melhor no primeiro tempo, acabou fazendo o 1 a 0 com  Jô – após um gol mal anulado dele mesmo por impedimento. No segundo tempo, Flamengo foi superior, empatou e Diego perdeu um gol feito, que seria o da virada e poderia ter mexido com o campeonato.

5. Rodada 25: São Paulo 1-1 Corinthians

O Corinthians começou o segundo turno com três derrotas (encerrando uma série invicta inacreditável de 34 partidas), uma vitória em Chapecó aos 45 do segundo tempo e uma vitória sobre o Vasco com gol de mão de Jô. Foi, então, eliminado da Sul-Americana pelo Racing. A crise técnica já estava clara e chegou o clássico contra o São Paulo, que estava afundado na zona de rebaixamento e precisava da vitória. O jogo foi importante porque marcou o surgimento de Clayson, que fez o gol de empate, ganhou muito espaço, foi fundamental no returno e assumiria a titularidade na reta final do campeonato.

6. Rodada 31: Ponte Preta 1-0 Corinthians

A derrota em Campinas marcou o pior momento do Corinthians no ano. O time completava quatro jogos sem vitórias e somava 12 pontos em 12 jogos no returno. O medo de perder um campeonato ganho tomava conta do clube. O jogo teve um momento crucial: às vésperas do dérbi com o Palmeiras e com muitos pendurados, o Corinthians podia ter perdido Jô, que agrediu o zagueiro Rodrigo, da Ponte. O juiz não mostrou amarelo nem vermelho, e Jô pôde jogar e ser decisivo contra o Palmeiras (só seria suspenso duas rodadas depois). Outro fato importante gerado pela derrota em Campinas: Carille entendeu que precisava mudar o time, e Clayson e Camacho ganharam a titularidade, substituindo Jadson e Maycon.

7. Rodada 32: Corinthians 3-2 Palmeiras

O jogo do título – e da selfie de Romero, claro. Depois de tantas derrotas, o Corinthians tinha sua enorme vantagem reduzida a apenas 5 pontinhos. Mas o time respondeu na hora certa, da melhor forma possível e contra o melhor rival possível. Fez seu melhor jogo no campeonato, ganhou do Palmeiras, reconquistou toda a confiança perdida em apenas 90 minutos, voltou a abrir vantagem e ganhou todos os jogos depois daquele, consumando o hepta. Os jogos seguintes tiveram o pênalti defendido por Walter e o gol de Giovanni Augusto, contra o Atlético-PR, o improvável gol de Kazim sobre o Avaí e a virada, a única em todo o campeonato, sobre o Fluminense. Mas tudo isso foi decorrência da vitória no dérbi, que recolocou as coisas nos trilhos.

 


Brasileiro, ato 35: jogos cruciais ofuscados pela festa corintiana
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Julio Gomes

O Corinthians tem, nesta quarta, o primeiro match point, para consumar o heptacampeonato nacional. Basta ganhar do Fluminense e será campeão com três rodadas de antecipação.

O jogo não é nenhuma barbada, até porque o Corinthians não ganhou fácil de ninguém ao longo do campeonato. O Fluminense, muito instável, é capaz de tudo e de nada e ainda não está totalmente livre da ameaça de rebaixamento. A festa que está sendo preparada em Itaquera ofusca jogos importantíssimos desta quarta-feira.

Ponte Preta e Avaí jogam a vida. Se não vencerem Atlético-PR e Cruzeiro, respectivamente, estarão virtualmente rebaixados para a segunda divisão.

O Grêmio mandará os titulares a campo para um teste final antes da Libertadores contra um São Paulo que ainda sonha estar na competição continental do ano que vem. Mesmo caso de Vasco e Atlético, que se enfrentam em São Januário.

Os olhos estarão voltados para Itaquera, mas muita coisa estará em jogo neste feriado em outros quatro campos do país.

Aqui vão informações, prognósticos e dicas de aposta dos jogos de quarta-feira:

17h Ponte Preta x Atlético-PR (Moisés Lucarelli)
Turno: 0-2 Ponte
Colocação: 18-Ponte (36), 12-CAP (45)
Prognóstico: 0-2 Atlético
Aposta: alguém passa em branco
A vitória sobre o Botafogo, fora, afastou de vez o Atlético-PR da luta contra o rebaixamento – e, como consequência, reacendeu esperança de Libertadores. A Ponte também saiu relativamente feliz da última rodada, pois perder para o Coritiba teria sido o caos. Mas o campeonato vai chegando ao fim e, se não vencer os últimos dois jogos que fizer em casa (este contra o Atlético e na penúltima rodada, contra o Vitória, a Ponte fatalmente cairá). O time só tem três gol marcados nos últimos seis jogos e ganhou duas de dez partidas com Eduardo Baptista. O técnico vai repetir o time, novamente sem Sheik e agora com Cajá no banco. Curiosamente, um duelo com pouquíssimos empates até hoje – só 2 nos últimos 23 confrontos. O jogo do primeiro turno marcou a única vitória da Ponte fora de Campinas neste campeonato.

19h30 Cruzeiro x Avaí (Mineirão)
Turno: Avaí 1-0
Colocação: 5-Cruzeiro (54), 19-Avaí (35)
Prognóstico: Cruzeiro 1-0
Aposta: alguém passa em branco
O Avaí enfrenta três dos cinco primeiros colocados nas últimas quatro rodadas e, apesar do belo esforço da diretoria e de ter mantido o técnico durante o campeonato todo, parece condenado. O time que menos fez gols no campeonato precisa vencer praticamente todos os jogos restantes para se salvar, começando pelo Cruzeiro, a quem venceu pela primeira vez na história no jogo do turno. O Cruzeiro, que vendeu Diogo Barbosa ao Palmeiras e tem quatro mudanças em relação ao time que venceu o Flu, é o líder do returno.

19h30 Grêmio x São Paulo (Arena)
Turno: 1-1
Colocação: 2-Grêmio (58), 11-SPFC (45)
Prognóstico: Grêmio 2-0
Aposta: coluna 1 paga bem
É o último jogo do Grêmio com o time titular, um teste final a uma semana da primeira partida decisiva da Libertadores, contra o Lanús. O São Paulo vai de Araruna na lateral e Maicosuel no meio – Cueva segue com o Peru e, sem o meia, o São Paulo só empatou os últimos dois jogos. Apesar da grande arrancada no segundo turno e sonhar com boa posição, para quem sabe beliscar uma Libertadores, o tricolor paulista segue sendo o segundo pior visitante do campeonato.

21h45 Vasco x Atlético-MG (São Januário)
Turno: 1-2 Vasco
Colocação: 8-Vasco (49), 10-CAM (46)
Prognóstico: 1-1
Aposta: melhor fugir
Historicamente, um duelo em que mandantes costumam vencer – mas não foi o que aconteceu no turno. Este é um jogo de prognóstico complicadíssimo, qualquer coisa pode acontecer. Os jogos do Vasco costumam ter poucos gols, mas o do Galo, pelo contrário. O Vasco não perde com Zé Ricardo (os dez jogos são a maior invencibilidade vigente no campeonato), mas vem empatando muito (quatro das últimas cinco). O time tem muitos desfalques, mas conta com os retornos de Breno e Wellington. O jovem Evander será titular. O Galo, ótimo visitante, tem os retornos de Leonardo Silva, Marcos Rocha, Adilson e Fred – Luan é desfalque.

21h45 Corinthians x Fluminense (Itaquera)
Turno: 0-1 Corinthians
Colocação: 1-SCCP (68), 14-Flu (43)
Prognóstico: 0-0
Aposta: menos de 2,5 gols
É o jogo do título e a torcida prepara uma grande festa em Itaquera. Só falta combinar com o Fluminense, que ainda precisa de alguns pontinhos para se livrar do rebaixamento – depois deste jogo, o Flu recebe os ameaçados Ponte e Sport em casa, ou seja, situação está sob controle, mas não pode bobear, pois serão duelos diretos. O time de Abelão não terá Marlon e Renato Chaves, mas voltam Sornoza e Henrique Dourado. O Corinthians não terá Cássio e Balbuena, que serão substituídos por Caíque e Pedro Henrique. Jô volta ao time – ele tem um gol a menos que Henrique Dourado na briga pela artilharia do campeonato (16 a 17).


Brasileiro, ato 34: mini Rio-SP mostrará caminhos para a Libertadores
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Julio Gomes

Com a disputa pelo título encerrada – basta saber quando o Corinthians será campeão matematicamente -, as cinco rodadas finais do Brasileiro terão jogos valendo Libertadores e fuga do rebaixamento. E dois clássicos entre cariocas e paulistas dirão muito sobre o futuro dos clubes envolvidos na competição.

No domingo, o Palmeiras recebe o Flamengo no Allianz Parque e, se não se recuperar após as derrotas para Corinthians e Vitória, estará colocando a posição no G4 em risco. Se vencer, o Flamengo ficará a um ponto do Palmeiras. E o Botafogo, que neste sábado abre a rodada contra o Atlético-PR, é outro que pode se aproximar ainda mais.

Jogarão também Vasco e São Paulo no Maracanã, dois dos quatro melhores times do returno – o melhor, por enquanto, é o Botafogo. Vasco e São Paulo não olham para o G4, mas olham para uma vaga na pré-Libertadores. É bom lembrar que o G6 vai virar G7 se o Cruzeiro estiver entre os seis primeiros, e pode virar G8 se o Grêmio for campeão da Libertadores ou até G9, se o Flamengo vencer a Sul-Americana e estiver entre os primeiros do Brasileiro.

Como há essa indefinição, e ela vai perdurar até as duas rodadas finais do campeonato, é importante estar bem posicionado. O Vasco, que só perdeu 1 de 11 jogos com Zé Ricardo, estará consolidado entre os oito primeiros se vencer o São Paulo. Já o time paulista, que perdeu a chance de ganhar a quarta seguida ao tropeçar na Chape, no Pacaembu, já se afastou do rebaixamento e precisa ganhar no Maracanã para sair da “zona morta” da tabela e entrar na briga pela Libertadores. O jogo é um divisor de águas nesse sentido.

Outro confronto direto de Libertadores reúne Bahia e Atlético-MG. Na parte de baixo da tabela, o duelo que mais chama a atenção reúne Coritiba e Ponte Preta. É um confronto direto e, se o Coxa vencer, fica muito tranquilo na luta contra o rebaixamento, afundando a Ponte de vez.

Aqui vão os prognósticos da rodada.

SÁBADO

17h Botafogo x Atlético-PR (Engenhão)
Turno: 0-0
Prognóstico: Fogo 1-0
Aposta: menos de 2,5 gols
O Botafogo é líder do returno porque começou ganhando cinco de seis jogos. Desde setembro, não encaixa duas vitórias seguidas e precisa quebrar essa escrita para buscar o Palmeiras e entrar no G4. O Atlético-PR não faz gol há três jogos e não terá Gedoz nem Nikão, mas Guilherme volta ao time. Parece que vai acabar o campeonato na zona morta, mas se continuar perdendo muito o Z4 pode virar um fantasma, pois ainda jogará fora de casa contra Ponte e Avaí.

19h Corinthians x Avaí (Itaquera)
Turno: 0-0
Prognóstico: 0-0
Aposta: menos de 2,5 gols
Sem Cássio e com a lesão de Walter, o Corinthians terá no gol o jovem Caíque, terceiro goleiro. Jô, suspenso, também está fora. Basicamente, portanto, o Corinthians não terá seus dois jogadores mais importantes no campeonato e enfrenta um adversário para quem um pontinho será um espetáculo. Jogo deve ser amarrado e duro de ver em Itaquera.

DOMINGO

17h Vasco x São Paulo (Arena da Baixada)
Turno: SPFC 1-0
Prognóstico: 1-2
Aposta: melhor fugir!
São dois dos times mais consistentes do returno. Um dia, chegaram a estar ameaçados de rebaixamento, principalmente o São Paulo, mas este é um pesadelo distante e agora a hora é de pensar em Libertadores. Com Zé Ricardo, o Vasco só perdeu um jogo e nunca tomou mais de um gol na mesma partida. A questão é: como estarão as arquibancadas de São Januário? Torcedores unidos para apoiar o time ou um clima de guerra pela divisão política do clube? O Vasco não vence o São Paulo em casa desde maio de 2005. Desde então, foram 20 jogos entre eles, com 12 vitórias são-paulinas e 2 vascaínas (mas ambas como visitante). Jogo de difícil prognóstico.

17h Palmeiras x Flamengo (Allianz Parque)
Turno: 2-2
Prognóstico: 2-2
Aposta: ambos marcam
Quem olhasse a tabela antes do início do campeonato poderia usar uma caneta marca-texto e marcar este clássico na 34a rodada como um possível jogo de implicações de título. Ledo engano. Os dois elencos milionários do futebol brasileiro não fizeram um campeonato nem perto de suas possibilidades e agora jogam por uma vaga no G4 – e olhe lá, porque do jeito que vão as coisas ficarão abraçados com vagas de pré-Libertadores. Desde 2010, o Flamengo só venceu 1 de 12 jogos contra o Palmeiras, que leva vantagem no retrospecto histórico. Ainda sem Borja e Mina, o Palmeiras deve ter William de volta ao ataque, enquanto o Flamengo terá a defesa reforçada por Juan. Paquetá, que jogou muito bem pelo meio contra o Cruzeiro, segue no time substituindo Diego.

17h Grêmio x Vitória (Alfredo Jaconi, Caxias do Sul)
Turno: 1-3 Grêmio
Prognóstico: Grêmio 2-1
Aposta: coluna 1
Depois de seis jogos sem vencer, o Vitória finalmente ganhou uma – e em casa. O que já foi suficiente para sair da zona de rebaixamento. O jogo será em Caxias do Sul porque a Arena Grêmio irá receber um show, o que deixou Renato Gaúcho indignado. Com as duas últimas vitórias, o Grêmio está mais do que consolidado no G4, uma garantia, pois nunca se sabe o que acontecerá na final da Libertadores. Se ganhar mais essa (Grohe, Cortez e Edilson são os desfalques, do meio para frente joga todo mundo), o Grêmio pode usar reservas a vida toda no Brasileiro, com a certeza de que estará na fase de grupos da próxima Libertadores. O Vitória ganhou em Porto Alegre ano passado, o que não acontecia desde 2005.

17h Atlético-GO x Sport (Olímpico)
Turno: Sport 4-0
Prognóstico: 1-2
Aposta: coluna 2, com empate anula aposta
Pior time do returno, com apenas uma vitória, o Sport tanto fez que entrou na zona de rebaixamento e em um momento para lá de crítico do campeonato. Agora, contra o lanterna Atlético-GO, mesmo jogando fora e sem Diego Souza, é vencer ou vencer. Não adianta mais somar de um em um. O Dragão perdeu as últimas quatro em casa e ganhou só uma das últimas 12 partidas, já sabe que será rebaixado.

18h Bahia x Atlético-MG (Fonte Nova)
Turno: 0-2 Bahia
Prognóstico: 2-2
Aposta: mais de 2,5 gols
Assim como os clássicos entre paulistas e cariocas, este é também um jogo com implicações de Libertadores. Para o Bahia, já livre do rebaixamento muito antes do que o mais otimista torcedor imaginava, seria um prêmio e tanto. O time encaixou com Carpegiani e vai fazer estragos nas rodadas finais. Para o Atlético, dadas as expectativas antes do início do campeonato, seria um prêmio de consolação para lá de aceitável. Enquanto o Bahia, que é bom mandante, ganhou quatro, empatou duas e perdeu só uma com Carpegiani, o Galo, que é otimo visitante, ganhou quatro, empatou duas e perdeu duas com Oswaldo de Oliveira. Os últimos quatro duelos entre eles acabaram em empate em Salvador, e o Bahia não vence o Galo em casa desde 2002.

19h Cruzeiro x Fluminense (Mineirão)
Turno: 1-1
Prognóstico: Cruzeiro 2-0
Aposta: coluna 1 paga bem
O Cruzeiro ganhou só um dos últimos cinco jogos, era normal que o time caísse de rendimento após o título da Copa do Brasil. O Fluminense ganhou um de quatro e parece claro o destino: acabar na zona morta da tabela. Nem cai nem briga por nada lá em cima. O Flu joga sem Henrique Dourado, artilheiro do campeonato.

19h Coritiba x Ponte Preta (Couto Pereira)
Turno: Ponte 4-0
Prognóstico: Coxa 2-0
Aposta: coluna 1 paga bem
Com Eduardo Baptista, a Ponte conseguiu duas vitórias por 1 a 0, empatou um jogo e perdeu seis. O péssimo momento contrasta com o do Coritiba, que não perde há cinco jogos e, se vencer a rival direta, fica em situação muito confortável para evitar o rebaixamento. Para o Coxa, é a chance de respirar de vez. Para a Ponte, é final de campeonato. Típico confronto em que, historicamente, quem joga em casa, vence. Última vitória da Ponte em Curitiba foi 16 anos atrás. Com dois gols marcados nos últimos cinco jogos, Baptista promete escalação ofensiva.

SEGUNDA

20h Chapecoense x Santos (Arena Condá)
Turno: Santos 1-0
Prognóstico: 1-1
Aposta: melhor fugir!
Com Gilson Kleina, a Chape ganhou uma e empatou três. De pontinho em pontinho, vai ficando longe do rebaixamento – o que seria praticamente um título após a tragédia de um ano atrás. O Santos é um dos times mais difíceis de prever neste campeonato. Vive em litígio com a torcida e joga sem Bruno Henrique, mas está em terceiro na tabela e quer se garantir com vaga direta na Libertadores. Jogo tem cheiro de empate.


Corinthians tem tudo para ser campeão daqui a uma semana
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Julio Gomes

Aconteceu exatamente o que se esperava. O dérbi entre Corinthians e Palmeiras, no domingo, decidiu o campeonato. Quem vencesse, sairia fortalecido demais, quem perdesse pagaria o preço.

Contra o Atlético-PR, em Curitiba, o Corinthians foi mais parecido com o do primeiro turno. É nítido como o time passou a jogar com mais confiança, menos dúvidas, a consistência defensiva voltou a aparecer e até mesmo teve pênalti defendido.

Teria vencido na Arena da Baixada, não fosse a tranquilidade adquirida pelo dérbi? Nunca saberemos, mas dado o futebol que o time vinha apresentando, é plausível achar que não. E Palmeiras e Santos teriam perdido, se tivessem chance real de título? Difícil.

O Palmeiras, ainda grogue, conseguiu o feito de perder para o Vitória, em Salvador. O Vitória, pior mandante do campeonato, ganhou em casa pela primeira vez após três meses e foi, junto com o Corinthians, o grande vencedor da rodada. Afinal, Avaí, Ponte Preta e Sport, concorrentes diretos contra o rebaixamento, perderam em casa.

E o Santos parece ter sentido a vitória do Corinthians em Curitiba. Não jogou com a devida faca nos dentes. Fez o primeiro e depois levou tanta pressão do Vasco que estava claro que o empate chegaria. E chegou. Cabisbaixo, levou a virada na falta cobrada por Nenê.

O Corinthians tem agora dois jogos em casa, contra Avaí (sábado à noite) e Fluminense (no feriado, quarta que vem). Ainda que o Avaí tenha melhores resultados fora de casa, o momento do campeonato é outro. É um time que só ganhou uma de suas últimas dez partidas. E o Fluminense não mete medo em ninguém, está em zona morta da tabela.

Com duas vitórias nestes jogos, o Corinthians chega a 71 pontos. Já não poderia mais ser alcançado por Santos e Palmeiras. O Grêmio ainda poderia chegar a 72 pontos, mas tem poupado jogadores pensando na final da Libertadores e é muito capaz que perca algum ponto contra o Vitória (em Caxias do Sul) ou São Paulo (na Arena).

Daqui a uma semana, o Corinthians muito provavelmente já será o justo campeão brasileiro.