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Sem Itália e Holanda, Copa será a mais ‘desfalcada’ desde 94
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Com as eliminações de Itália e Holanda, ambas protagonizadas pela Suécia nas eliminatórias europeias, a Copa do Mundo de 2018 será a mais desfalcada do grupo de “potências” do futebol mundial desde a edição de 1994.

Na última vez que a Itália ficou fora de uma Copa, em 58, o Brasil ganhou seu primeiro título. Na última vez que a Holanda não se classificou para um Mundial, em 2002, o Brasil conquistou o penta. E na última vez em que mais de uma seleção campeã mundial ficou fora de uma Copa, em 1994, o Brasil ganhou o tetra.

Naquela ocasião, Inglaterra, Uruguai e França ficaram de fora da Copa organizada pelos EUA. A França ainda não era campeã do mundo, mas já tinha um time forte. Foi eliminada em casa, assim como a Itália nesta semana, de forma dramática, levando gol no último minuto. A alma só seria lavada quatro anos mais tarde.

Também não jogou a Copa de 94 a Dinamarca, então campeã europeia (92) – uma raridade, pois só três vezes na história o campeão europeu não se classificou para o Mundial seguinte. Esta é outra coincidência com a desfalcada Copa da Rússia. Além de Itália e Holanda, tampouco estará o Chile, campeão continental no ano passado. Foi apenas a segunda vez que um campeão de Copa América disputada a dois anos ou menos do Mundial acabou não se classificando.

Desde 98, quando o Mundial foi ampliado e passou de 24 para 32 seleções, tivemos três Copas com todos os campeões presentes: 2002 (mas sem a Holanda), 2010 e 2014 (estas, as únicas até hoje com as nove “grandes” presentes). Em 98 e 2006, o Uruguai foi o ausente após sucumbir nas eliminatórias.

Copas “desfalcadas” costumam trazer boas lembranças para o torcedor brasileiro.

No tricampeonato da seleção, em 70, não estiveram no Mundial do México quatro das nove seleções que formam o grupo de países com melhores resultados da história das Copas (o G9). Isso nunca mais aconteceu desde então – vale ressaltar também que, na época, nenhum dos quatro havia levantado o caneco, como veremos mais abaixo neste post.

Dos cinco títulos brasileiros, dois deles vieram em Copas em que algo raro aconteceu: dois países que já haviam sido campeões mundiais no passado acabaram não disputando a competição (58 e 94).

Devido ao desastre italiano, a Copa da Rússia, no ano que vem, será a décima da história em que alguma seleção que já levantou a taça um dia não disputará a competição (metade das vezes).

Quem forma o G9?

A seleção brasileira, todos sabemos, jogou todas as 20 Copas disputadas até hoje. Alemanha e Itália vêm em seguida, com 18 participações. A Alemanha, seja como Ocidental ou, depois, unificada, não perde um Mundial desde 1950. A Itália não ficava fora desde 58. A Argentina, com 16 participações, esteve ausente pela última vez em 70. Espanha, Inglaterra e França jogaram 14 Mundiais. A última Copa sem a Espanha foi a de 74, enquanto ingleses e franceses “faltaram” pela última vez em 94.

São oito países campeões de Copas. Mas este blog considera importante acrescentar a Holanda no G9 de potências. Afinal, a Holanda, que “existe no futebol” desde a década de 70, chegou a três finais (só menos do que as quatro seleções gigantes) e acabou entre as quatro primeiras colocadas em menos ocasiões somente que Brasil, Alemanha e Itália. Além, claro, de ter uma influência histórica no esporte moderno.

A Holanda jogou 10 de 20 Copas e chegou pelo menos à semifinal em metade de suas participações. Além das campeãs, outras nove seleções apareceram em mais Mundiais que a Oranje, mas sem a mesma relevância em teremos de resultados. O México, por exemplo, é o quinto país com mais participações (15), mas nunca passou das quartas de final.

Veja a lista das potências que faltaram em cada Copa:

1930 – Campeão: Uruguai. Faltaram: Alemanha, Itália, Inglaterra, Espanha e Holanda;
1934 – Campeã: Itália. Faltaram: Inglaterra e Uruguai;
1938 – Campeã: Itália. Faltaram: Inglaterra, Espanha, Argentina e Uruguai;
1950 – Campeão: Uruguai. Faltaram: Alemanha, França, Holanda e Argentina;
1954 – Campeã: Alemanha. Faltaram: Espanha, Holanda e Argentina;
1958 – Campeão: Brasil. Faltaram: Itália, Espanha, Holanda e Uruguai;
1962 – Campeão: Brasil. Faltaram: França e Holanda;
1966 – Campeã: Inglaterra. Faltou: Holanda;
1970 – Campeão: Brasil. Faltaram: França, Espanha, Holanda e Argentina;
1974 – Campeã: Alemanha. Faltaram: Inglaterra, França e Espanha;
1978 – Campeã: Argentina. Faltaram: Inglaterra e Uruguai;
1982 – Campeã: Itália. Faltaram: Holanda e Uruguai;
1986 – Campeã: Argentina. Faltou: Holanda;
1990 – Campeã: Alemanha. Faltou: França;
1994 – Campeão: Brasil. Faltaram: Inglaterra, França e Uruguai;
1998 – Campeã: França. Faltou: Uruguai;
2002 – Campeão: Brasil. Faltou: Holanda;
2006 – Campeã: Itália. Faltou: Uruguai;
2010 – Campeã: Espanha. Não faltou ninguém;
2014 – Campeã: Alemanha. Não faltou ninguém;
2018 – Campeão: ? Faltarão: Itália e Holanda.

Portanto, na última vez em que mais de uma seleção campeã mundial ficou fora de uma Copa, em 1994, o Brasil ganhou o tetra. E, antes disso, a Copa com mais integrantes do G9 ausentes havia sido a de 1970, que não teve Argentina, França, Espanha e Holanda – vale ressaltar que elas não eram exatamente potências, como hoje.

Considerando o momento da realização de cada Copa do Mundo, houve dez Mundiais (metade) com a presença de todos os países que já haviam sido campeões de alguma edição anterior. Houve três Mundiais em que dois campeões estavam ausentes. Em 1958, quando não jogaram Itália e Uruguai, e em 1978 e 1994, quando ficaram fora Inglaterra e Uruguai.

A Copa do ano que vem será a sétima da história em que um único campeão ficará assistindo em casa (no caso, a Itália). Nos outros Mundiais em que isso ocorreu, cinco vezes o ausente foi o Uruguai – 34, 38, 82, 98 e 2006 – e uma vez foi  a Inglaterra (74).

Alemanha, Argentina, França, Espanha e, logicamente, o Brasil, jamais ficaram fora de uma Copa depois de terem conquistado a taça pela primeira vez.

 


Inglaterra mostra uma encrenca tática que será comum na Copa
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O jogo do Brasil contra a Inglaterra não foi bom. Mas não é preocupante. É um toque de atenção, porque Tite nunca havia enfrentado uma seleção europeia e logo pegou uma que joga no 3-4-3 cheio de variáveis, que virou moda no futebol mundial.

Na Inglaterra, está todo mundo jogando assim, até mesmo Mourinho, no United, e Guardiola, no City, copiaram a fórmula de sucesso que Conte implementou no Chelsea. A Juventus, às vezes o Barcelona, enfim, tem muita gente jogando assim no futebol de alto nível. E no mundo global, em que todo mundo vê tudo e tem acesso a tudo, copiar é moleza.

São muitas variáveis. É muito diferente ter três zagueiros flanqueados por laterais que sobem pouco ou que sobem muito. Alguns técnicos usam meias ou atacantes para ser o “ala”. É um sistema que demanda muito treino e sincronia e que aposta em uma defesa firme com saídas rápidas na transição (a exceção, claro, é o Manchester City). Ele vira um 5-4-1 ou um 5-3-2 na fase defensiva, vira um 3-6-1 e até um 3-3-4 na ofensiva. Numerinhos apenas para tentar ilustrar.

O fato é que o Brasil não conseguiu sair do emaranhado inglês.

O jeito que a Inglaterra jogou é bastante prejudicial aos laterais adversários, especialmente se o time adversário, como é o que caso do Brasil, tem laterais tão ofensivos e tão importantes na criação de jogadas. Pelos lados, os laterais brasileiros são armadores, não apenas metedores de bolas na área.

Como furar um bloqueio desses? Mais difícil ainda seria sem laterais bons como Daniel Alves e Marcelo. Mas o fato é que eles precisarão ser usados mais taticamente do que tecnicamente. Precisam subir, espalhar a defesa rival, prender e incomodar os alas/laterais do adversário. Desta forma, é possível criar maiorias pelo meio com os meias e atacantes.

O Brasil não conseguiu fazer isso hoje. Nem na primeira versão de meio de campo e nem depois que Willian e Fernandinho substituíram Coutinho e Renato Augusto (ainda que tenha melhorado na reta final).

Faltou velocidade na troca de passes, para confundir e deslocar a defesa adversária. E faltaram bons chutes de fora da área.

A melhor chance no segundo tempo veio em uma jogada de velocidade puxada por Neymar, que abriu para a boa finalização de Paulinho. Foi praticamente a única grande infiltração de Paulinho no jogo.

É bom ter jogadores que quebrem defesas, como Neymar e Coutinho. Mas contra adversários bem fechados eles terão poucas chances de jogar como gostam, com velocidade e espaço.

O amistoso contra a Inglaterra serviu demais para ver um tipo de encrenca que será possivelmente frequente na Copa do Mundo. Agora, Tite que se vire para encontrar soluções. Tem alguns meses para isso.

 


A Itália buscou a tragédia. E ela veio
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Parece incrível. Mas uma Copa com 32 seleções não terá a Itália, tetracampeã, que não ficava fora desde 1958. Triste? Sem dúvida. Justo? Sim. Surpreendente? Nem tanto.

O sufoco italiano, que acabou em tragédia, não foi exclusivo nessas eliminatórias, o que diz muito do que é o futebol hoje em dia.

O Brasil começou as eliminatórias sul-americanas mal como nunca antes. Corria risco real de ficar fora da Copa, até que chegou Tite e tudo mudou. A Argentina, então, passou a ficar em zona de risco devido aos maus resultados. Trocou de técnico, não adiantou – o futebol continuou péssimo – e só foi à Copa porque Messi resgatou os argentinos em um jogo estranho no Equador, na última rodada.

Por fim, mais uma campeã mundial em risco. A Itália. Como já era lógico, foi segunda colocada no grupo da Espanha e precisou jogar na repescagem. Enfrentou a Suécia, uma seleção com certa tradição e que deixou de fora a Holanda.

Holanda, por sinal, que, depois de ser finalista da Copa-2010 e terceira na Copa-2014, acabou fora da Euro-2016 e da Copa do ano que vem.

O drama italiano aumentou com a derrota por 1 a 0 no jogo de ida. E foi se acentuando em San Siro. Posse de bola de 75% (será que a Itália já teve tanto a bola assim antes?), mas só seis finalizações a gol, pouca criatividade. Alguma pressão, lógico, até pelo desespero. Alguma sorte, porque o árbitro espanhol Mateu Lahoz resolveu perdoar duas mãos de italianos na área no primeiro tempo. Esse juiz é péssimo, mas teve lá algum mérito ao decidir não decidir a partida com penaltizinhos reclamados pelos dois lados.

No fim, o 0 a 0 foi o que o jogo mereceu. A Itália não joga bom futebol, a Suécia se defendeu bem. Arrivederci.

A Itália já vem há muitos anos alternando boas e horrorosas competições. Em Copas do Mundo, a eliminação vexatória para a Coreia em 2002 (não sei de onde tiraram tanto choro sobre aquela arbitragem) foi seguida pelo tetra em 2006, mas depois vieram eliminações na fase de grupos em 2010 e 2014. No meio disso, no entanto, veio uma final de Euro-2012.

Será que a Itália faria um papel tão melhor assim que a Suécia ano que vem?

É um país com estádios caindo aos pedaços, clubes com estruturas muito distantes dos outros grandes europeus, nenhum planejamento de base, conceitos antigos de futebol. Charme e hino bonito não ganham mais jogo.

Aliás, antes do início do jogo, quando a torcida italiana em Milão vaiou o hino sueco, algo muito raro de se ver na Europa, ainda mais entre países sem rusga histórica, já se imaginava que a noite não seria das melhores. Buffon aplaudiu o hino sueco efusivamente, mostrando como era errada a atitude dos tifosi.

Ainda que muitos tenham se acostumado a sempre considerar a Itália favorita (até porque “analisar” peso de camisa e lista de títulos é sempre mais fácil), já há muito tempo ela não faz jus a esse status. Não é uma seleção consistente. Joga um futebol pobre, parado no tempo. Defender-se bem não é mais exclusividade de italianos, por sinal. A Suécia mostrou isso hoje.

No futebol de clubes, a Juventus renasceu e o Napoli joga bom futebol. Há técnicos italianos bons, nova geração, há algum renascimento. Mas a seleção paga o preço dos anos passados de estagnação do calcio.

Vamos acrescentar ao drama argentino e à tragédia italiana algumas coisas que não chamam tanta a atenção, mas merecem nota.

O Chile, campeão de duas Copas Américas seguidas, ficou atrás do Peru nas eliminatórias – e fora da Copa. Os Estados Unidos, que sempre entraram com facilidade via Concacaf, foram eliminados. Japão e Coreia sofreram como não costumavam sofrer na Ásia. Na África, só a Nigéria, entre os classificados, havia jogado em 2014. Marrocos, Tunísia, Egito e Senegal são novidades, e seleções frequentes, como Gana, Camarões e Costa do Marfim, ficaram de fora.

O que tudo isso mostra?

Mostra que o futebol global é, hoje, muito equilibrado. Que não tem mais bobo no futebol, já sabemos faz tempo. Que as seleções médias e algumas pequenas subiram de nível e alcançaram as grandes, isso é novidade.

Não há mais margem para negligência. Não é mais possível colocar uma seleção já não tão brilhante nas mãos de um técnico ultrapassado, sem curriculum, sem nada, como Gian Piero Ventura. O futebol de alto nível não perdoa mais.

Claro que há algumas seleções acima de outras, como o Brasil, a Alemanha, a França. São mais bem treinadas, tem mais poderio. Mas qualquer um pode ganhar de qualquer uma dessas em qualquer fase na Copa, até mesmo nas eliminatórias. Vamos lembrar que a mesma Alemanha que ganhou de 7 do Brasil alguns dias antes quase sucumbiu diante da Argélia.

O fato de a Copa do Mundo ter sido aumentada de 32 para 48 seleções, a partir de 2026, parece ser (e deve ser) uma medida politiqueira da Fifa, para agradar confederações marginais – sob o discurso de expandir o futebol.

Mas o real efeito desta Copa inchada será salvar a pele das seleções mais tradicionais.


Modric vai à Copa. E o futebol agradece
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A Croácia não deu chance para o azar. Foi mais intensa do começo ao fim, jogou bem e enfiou logo 4 a 1 na Grécia, em partida de ida da repescagem europeia para a Copa do Mundo.

Sim, ainda jogarão a volta, semana que vem, na Grécia. Uma Grécia que nos últimos quatro anos, entre competições e amistosos, jogou 40 partidas e só três vezes fez mais de dois gols em um jogo – duas destas foram contra Gibraltar.

A Croácia já está virtualmente classificada. Porque abriu boa vantagem de gols. Porque é muito mais time. Porque tem Luka Modric.

O meio-campista do Real Madrid é, hoje, e talvez já há uns dois anos, o melhor do mundo em sua posição. Enquanto o Barcelona gastou tempo e dinheiro tentando achar o novo Xavi, o jogador que talvez seja seu melhor discípulo foi parar no Real Madrid, levado por Mourinho em 2012.

Em cinco anos de Real, foi três vezes campeão da Champions League. Sempre fundamental nas campanhas, o motorzinho do time, com presença e cobertura na defesa, qualidade de passe impressionante, chegada ao ataque, uma inteligência tática invejável.

Chamo Modric de meio-campista porque sou incapaz de chamá-lo de meia ou de volante ou de qualquer outra coisa. Ele é o dono do meio de campo.

Bom para o futebol que a Croácia esteja na Copa da Rússia. Depois da bobeada na fase de grupos das eliminatórias, deixando a vaga direta para a Islândia, a Croácia passou a correr risco. Uma eliminatória simples de mata-mata é sempre um perigo.

Mas o time da quadriculada vermelha e branca entrou em campo disposto a atropelar a Grécia. E atropelou. Não ganhou por mais pelo excesso de preciosismo no segundo tempo. Esse é o ponto de atenção, sempre foi, a maneira como o time se desconcentra ou se desmotiva.

Além de Modric, este é um time recheado de jogadores titulares nos grandes clubes europeus. Subasic é goleiro do Monaco, Lovren é zagueiro do Liverpool, Vrsaljko é lateral do Atlético de Madri, Rakitic é meia do Barcelona, Perisic é atacante da Inter de Milão, Kalinic, do Milan, Mandzukic, da Juventus.

Se tal grupo de qualidade encaixar nas mãos de algum técnico top (especula-se que a Croácia esteja atrás de Carlo Ancelotti), por que não acreditar nesta seleção na Copa?

Temos a mania de achar que sempre as grandes irão ganhar. Mas o futebol de hoje em dia está muito nivelado e uma competição curta de mata-mata permite qualquer coisa. Vamos lembrar que Portugal é o atual campeão europeu, que o Chile ganhou as últimas duas Copas América e que a Holanda, semifinalista das últimas duas Copas, nem passou perto de se classificar para a próxima. O futebol global está bem louco.

Na última Copa, a Croácia poderia ter ido longe. Jogou melhor, mas perdeu na estreia para a seleção brasileira (com mãozinha do juiz) e depois foi incapaz de vencer o México no calor de Recife. Na Euro-2016, caiu nas oitavas justamente para Portugal, na prorrogação, depois de dominar o jogo todo e de ter vencido o grupo que tinha a Espanha na fase anterior.

A Croácia é capaz de tudo e de nada.

E quem tem Luka Modric pode sempre sonhar com tudo.

 


Última convocação de Tite no ano fecha portas
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A lista de Tite para os amistosos contra Japão e Inglaterra fecha portas e deixa quase descartados nomes de jogadores que nunca foram chamados por ele para a seleção.

A seleção tem 16 nomes fixos para a Copa do Mundo da Rússia. Os amistosos de novembro servirão para que tenham minutos jogadores que foram chamados outras vezes, mas não tiveram muitas chances de atuar.

Cássio, convocado de novo, vai desfalcar o Corinthians na reta final do Brasileiro, mas parece ter se consolidado como terceiro goleiro, seria o 17o nome. Basta não bobear quando tiver minutos.

Na lateral direita, Danilo, que disputa vaga com Fágner e Rafinha, terá chance de jogar. Assim como, na esquerda, Alex Sandro, que disputa vaga com Filipe Luís. Na zaga, Jemerson, do Monaco, também deve jogar – disputa vaga com Gil e Rodrigo Caio.

As outras três vagas abertas são do meio para frente. E a turma de concorrentes é grande.

Desta vez, foram chamados Diego, Giuliano, Taison, Douglas Costa e Diego Souza. Ficaram de fora Fred (Shakhtar), Tardelli e os gremistas Luan e Arthur.

Tite quer usar Diego como “box to box”, ele precisa encontrar um jogador que possa ocupar naturalmente o lugar de Paulinho ou Renato Augusto. Não sei se vai dar certo, mas é importante testar. Assim como ficou clara que será testada a opção com Casemiro e Fernandinho lado a lado.

Uma pena a ausência, que parece definitiva, de Richarlison, ex-Fluminense, hoje no Watford. O menino está jogando muito bem na Inglaterra e é muito novo, é um jogador de projeção para outras Copas. Mesma coisa para Geromel e para Malcom, que está muito bem no Bordeaux. Para Allan e Jorginho, outros jogadores de projeção.

Para um desses aparecer no ano que vem, só se literalmente fizer chover nos primeiros meses do ano que vem.

Pena também a ausência de Arthur, do Grêmio, mas este ainda não está descartado.

Claro que até março, quando vier a última convocação antes da Copa do Mundo, muita água pode rolar por baixo da ponte. Jogadores que atuam no Brasil estarão em baixa, disputando inexpressivos estaduais, e os que atuam na Europa estarão em um momento agudo da temporada.

Mas a convocação para a Copa está desenhada e as grandes interrogações estão no meio e na frente – mas entre quem já entrou no grupo.


Arthur é o nome mais importante da convocação de Tite
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juliogomes

Quando Tite convocou a seleção brasileira para os jogos contra Equador e Colômbia, um mês atrás, eu escrevi aqui no blog que o grupo parecia ter 17 nomes certos para a Copa-2018.

As vagas abertas, a meu ver, eram ocupadas por Cássio, Fágner, Rodrigo Caio, Luan, Giuliano e Taison. Na convocação desta sexta-feira, para os jogos derradeiros nas eliminatórias, contra Bolívia e Chile, foram convocados os 17 “fixos” e Cássio. Os outros cinco citados acima ficaram de fora.

Para os testes, Tite chamou Danilo (Manchester City), Jemerson (Monaco), Arthur (Grêmio), Diego (Flamengo), Fred (Shakhtar) e Tardelli (Shandong). A lista desta vez tem 24 nomes.

Danilo e Jemerson parecem ter chances reais de estar no Mundial. Diego, Fred e Tardelli serão contestados – o primeiro porque não tem jogado bem, os outros dois porque não são vistos por ninguém (e, sei lá por qual razão, as pessoas pressupõem que não merecem, porque estão na Ucrânia e China. A meu ver, o que eles não merecem é a avaliação de quem não os assiste).

Mas quero me ater a Arthur.

Este é o nome mais importante desta convocação. Arthur é um jovem, com potencial para estar na seleção por muitos anos e muitas Copas. Na quarta, contra o Botafogo, sob os olhares de Tite, fez uma partida monstruosa. E, justamente com a ausência de Luan, um dos preteridos da lista, virou uma espécie de armador principal do Grêmio naquela partida. Mostrou, portanto, versatilidade e capacidade de fazer mais do que o que faz em sua posição original.

O time titular de Tite na Copa (salvo lesões) terá Casemiro como primeiro volante, Paulinho e Renato Augusto mais à frente. Estes dois são jogadores raros e que encaixam no que o técnico quer, jogadores “box to box”, com capacidade defensiva, de leitura de jogo e chegada forte ao ataque.

É muito difícil e tem sido muito difícil encontrar quem possa substituir Paulinho ou Renato Augusto caso um destes se machuque ou seja suspenso. Alguns são volantes demais, outros são meias demais. É difícil achar meio-campistas completos no futebol brasileiro.

Arthur tem mostrado potencial para ser um deles. Pode virar o primeiro reserva para posições chave.

Philippe Coutinho pode ser uma opção ali. Mas seria uma opção ofensiva. E não é sempre assim que a seleção poderá/precisará jogar na Copa.


Neymar e outras boas notícias no empate da seleção na Colômbia
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O Brasil de Tite, finalmente, não venceu nas eliminatórias. O surreal mesmo era ganhar tantos jogos seguidos na que talvez seja a mais dura competição entre seleções. Empatar com o bom time da Colômbia, em Barranquilla, é um resultado para lá de normal.

A seleção não teve de início quatro titulares (Miranda, Marcelo, Casemiro e Gabriel Jesus), mas fez um jogo sólido. Algumas boas notícias podem ser tiradas.

William, de volta aos titulares depois da queimada de filme de Philippe Coutinho no mercado europeu, voltou a jogar bem. Fez um golaço no primeiro tempo.

Thiago Silva e Fernandinho fizeram jogos sólidos. O meio de campo mostrou organização e nunca deixou a Colômbia ter espaço e se sentir confortável. James Rodríguez causou mais danos ao cair para os lados.

Foi assim, com um lindo passe, que ele desmontou a marcação de Filipe Luís e Renato Augusto e habilitou o companheiro para dar o cruzamento que resultou no belo cabeceio de Falcao García. Ninguém falhou no gol, foram muitos méritos do adversário.

No primeiro tempo, a Colômbia bateu demais. O time soube apanhar, não caiu na pilha, não revidou. E ainda teve a maturidade de pedir ao técnico rival, Pekerman (Daniel Alves e Neymar falaram com ele), para que conversasse com seus jogadores. No segundo tempo, o jogo ficou muito mais calmo.

E a melhor das notícias foi Neymar. Depois do jogo ruim, individualista e pouco produtivo, contra o Equador, ele voltou a ser o “Neymar da seleção” na Colômbia.

Será que Tite chamou o jogador de lado para uma conversa sobre a atuação de quinta? Seria ótima notícia. Mas duvido que ficaremos sabendo se ela ocorreu e em que termos.

Se Tite não falou nada, média notícia. Pelo menos Neymar caiu em si.

Suas melhores atuações pela seleção são como as de hoje. Pela esquerda, com liberdade de criação e movimentos, mais perto do gol e com menos adversários. Foi de uma jogada dele, por exemplo, que saiu o golaço de William. E também saíram outros lances de perigo.

Neymar não funciona quando joga de forma anárquica, transitando pelo meio de campo, com muitos rivais pela frente e se preocupando com carretilhas. Este Neymar não passará nem perto de ganhar uma Bola de Ouro.

Já o Neymar maduro, consciente taticamente, letal em velocidade e fazendo gols, este sim, pode ganhar uma logo logo.

 


Espanha, Sérvia, Alemanha e Inglaterra estão com o pé na Copa-2018
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A rodada do fim de semana classificou a Bélgica para a Copa do Mundo, após a vitória por 2 a 1 na Grécia. Além da anfitriã, a Rússia, a seleção belga é a única europeia já confirmada.

Mas a rodada dupla deste início de setembro deixou também Espanha, Inglaterra, Alemanha e Sérvia com um pé (e uns dedinhos) na Copa do Mundo do ano que vem. Nas eliminatórias europeias, as seleções vencedoras dos nove grupos ganham vaga direta, e oito segundos colocados disputam quatro vagas no mata-mata.

A Espanha, depois da ótima partida de sábado contra a Itália, no duelo direto que, de fato, decidiu tudo, massacrou Liechtenstein nesta terça por 8 a 0. Foram quase 80% de posse de bola e gols de quase todo mundo: Morata e Aspas fizeram dois, Isco, Sergio Ramos, David Silva e Deulofeu, um cada. A Espanha vai virando “o time de Isco”, o que não é mau negócio.

Com 22 pontos, a Espanha mantém três de frente para a Itália, que ganhou de Israel por 1 a 0 com um gol de Immobile. Foi uma partida preguiçosa da Itália, que parecia desmotivada em campo. Melhorou no segundo tempo, mas não foi suficiente para ampliar o marcador.

A Espanha não deve tropeçar nem contra Albânia nem contra Israel e tem 17 gols a mais de saldo que a Itália. Pode até perder uma. Não vai acontecer, a vaga para a Roja virá em outubro. E a Itália que se vire na repescagem.

Em uma “final” pela vaga direta, a Sérvia foi a Dublin e conquistou uma vitória enorme sobre a Irlanda. 1 a 0, com gol de Kolarov, ex-Manchester City, hoje na Roma. A Sérvia jogou quase 30 minutos com um homem a menos e segurou o resultado.

Nos outros jogos do grupo D, a Áustria se despediu ao ficar com 1 a 1 com a Geórgia, e o País de Gales ganhou por 2 a 0 em Moldova. Agora, faltando duas rodadas, a Sérvia tem 18 pontos, Gales tem 14 e a Irlanda tem 13. Mas a vaga está nas mãos dos sérvios, que enfrentam as fracas Áustria (fora) e Geórgia (casa) nos últimos jogos.

Na última rodada, Gales e Irlanda se enfrentarão em Cardiff por uma vaga na repescagem. Talvez o empate sirva para Gales, talvez para ninguém (o pior segundo colocado fica fora).

Além de Espanha e Sérvia, outras duas seleções praticamente garantidas são Alemanha e Inglaterra, que venceram seus jogos na segunda-feira.

A Alemanha tem cinco pontos a mais que a Irlanda do Norte e, mesmo que perca o confronto direto entre elas, depois se despedirá em casa contra o Azerbaijão. Já deve se garantir na próxima rodada, mesmo jogando na Irlanda. Os norte-irlandeses vão para a repescagem.

A Inglaterra tem cinco pontos de vantagem para a Eslováquia e seis para Eslovênia e Escócia. Também pode até tropeçar uma vez, já que a Inglaterra pega a Lituânia na última rodada. As outras três seleções jogam por uma vaga na repescagem. A Escócia tem duelos diretos em casa contra a Eslováquia e fora contra a Eslovênia. Se não perderem na Escócia, os eslovacos têm tudo para ficarem com a vaga no mata-mata derradeiro.

Outras potências

Depois de perder na estreia para a Suíça, um ano atrás, Portugal, campeão europeu, fez sua parte. Ganhou todos os jogos. Mas a Suíça também. Na próxima rodada, em outubro, Portugal vai ganhar de Andorra e a Suíça, em casa, não deve perder da Hungria. Na última rodada, em 10 de outubro, Portugal recebe a Suíça. Se vencer, vai para a Copa e jogará os suíços para a repescagem. A Suíça jogará pelo empate para ir ao Mundial.

A outra finalista da última Euro, a França, perdeu a chance de se garantir ao empatar com Luxemburgo, domingo. Com 17 pontos, comanda um grupo que tem a Suécia com 16, Holanda com 13 e Bulgária com 12. Na próxima rodada, jogam Bulgária x França e Suécia e Holanda têm jogos fáceis. Na última rodada, a França recebe Belarus, enquanto a Holanda recebe a Suécia.

A tendência é a França ganhar o grupo e a Suécia ser segunda, por ter um saldo muito melhor que o da Holanda. Mas é um grupo em que está tudo aberto – graças ao tropeço inesperado dos franceses domingo.

Grupo embolados

O grupo I teve jogos fundamentais nesta terça. A Turquia sobreviveu ao vencer a Croácia por 1 a 0, e a Islândia, Cinderela da última Euro, fez 2 a 0 na Ucrânia.

Agora, Croácia e Islândia têm 16 pontos, Ucrânia e Turquia têm 14. As quatro tem um jogo tranquilo, contra os rivais mais fracos do grupo. E tudo será definido em dois confrontos diretos: na próxima rodada, Turquia x Islândia e, na última, Ucrânia x Croácia. Um empate servirá para a Croácia e, talvez, para a Islândia. A turcos e ucranianos, bastará uma vitória para garantir, pelo menos, repescagem. Vai pegar fogo.

No grupo E, a Polônia tem 19 pontos, Montenegro e Dinamarca têm 16. A Polônia tem tudo para ficar com a vaga, joga fora com a Armênia e em casa contra Montenegro. Na próxima rodada, se enfrentam Montenegro e Dinamarca – na última rodada, os dinamarqueses recebem a eliminada Romênia. O jogo de Montenegro é fundamental, e um empate é bom negócio para a Dinamarca.

Além de Bélgica, Espanha, Sérvia, Alemanha e Inglaterra, conseguirão vagas diretas possivelmente França, Polônia, Portugal ou Suíça e, vou arriscar, a Croácia.

A repescagem está se desenhando com Suécia, Portugal ou Suíça, Irlanda do Norte, País de Gales, Montenegro ou Dinamarca, Eslováquia, Itália, Grécia e Turquia ou Islândia. Um deles, de pior campanha, ficará fora. E os outros se matam-matam por quatro vagas.

 


Neymar faz seu pior jogo com Tite. Tendência ou exceção?
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Neymar fez contra o Equador, em Porto Alegre, aquele jogo que só gosta quem tem carteirinha do fã clube. Individualista, nervosinho, agressivo com os rivais, pouco útil para o time. Prendeu a bola, buscou dribles em vez de passes, tomou as decisões erradas.

Fez um jogo mais parecido com os dos tempos de Dunga, em que a seleção brasileira era um amontoado à espera de Neymar para resolver as coisas. Com Tite, a coisa mudou. Neymar atuou sempre pela esquerda, perto do gol e com liberdade para afunilar, se associar, entrar na área e finalizar.

Esta é a melhor versão de Neymar. Em Barcelona, ele jogava pela esquerda, mas com pouca liberdade de movimentos e com muitas obrigações defensivas. No Brasil de Tite, passou a produzir mais jogando à vontade (mas com um posicionamento).

No primeiro jogo pelo PSG, contra o Guingamp, Neymar jogou de forma anárquica. Pelo meio, vindo buscar todas as bolas, “à la Messi”, longe do gol e de seu melhor lugar no campo. Nos jogos seguintes, a coisa já se acertou e ele jogou de forma mais parecida à da seleção.

Eu acredito que a partida desta noite seja uma exceção, pelo fato de o Brasil já estar classificado. E não uma tendência, pelo fato de ele ter ido buscar liberdade e protagonismo no PSG. Mas isso é algo para vermos nos próximos jogos.

Não acredito que Tite tenha ficado feliz com a partida de seu melhor jogador. Os próximos dias terão implicações até a Copa. O treinador vai deixar isso claro internamente? Ou vai deixá-lo se sair com uma atuação assim?

Philippe Costinhas, perdão, Coutinho, por outro lado, mudou o jogo ao entrar. Ocupou a faixa central do campo, trouxe velocidade e dinamismo, empurrou Neymar para a esquerda e fez um golaço.

Com o mau jogo de Neymar e os ótimos minutos de Coutinho, capaz que o Barcelona ofereça 250 milhões de euros ao Liverpool e ainda bata no peito. A janela de transferências se fecha na Espanha nesta sexta.

A defesa não foi exigida, Willian e Gabriel Jesus foram muito bem, a estrela de Paulinho brilhou.

O time titular está testado e aprovado. Talvez, nas rodadas finais das eliminatórias, Tite possa testar jogadores e sistemas. Fica a dica.

A má notícia fica para o público. Dois terços do estádio ocupados. E o terço vazio? Certamente vazio pelos preços altos. Eles seguem achando que a seleção brasileira é só deles.


O futebol da Holanda desapareceu
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juliogomes

Como esperado, a Holanda perdeu por 4 a 0 para a França e ficou em situação delicada nas eliminatórias europeias para a Copa do Mundo. Ainda depende só de si, porque a Bulgária fez o favor de vencer a Suécia por 3 a 2, em outro jogo do grupo A.

Mas a matemática parece ser o menor dos problemas da Holanda. Uma seleção que sete anos atrás perdia o título mundial na prorrogação, na África do Sul, e três anos atrás ficava fora da final da Copa do Mundo ao perder nos pênaltis para a Argentina, em Itaquera.

O problema maior da Holanda é ser uma seleção sem identidade, sem grandes jogadores, sem futebol. É um time ruim, simples assim. Robben é o único jogador de classe mundial e já não é mais menino. Perdeu um gol incrível quando a Holanda ainda caía por 1 a 0 e criou sua única chance de machucar a França.

Todos os problemas ficaram escancarados no Stade de France. A seleção da casa dominou o jogo do primeiro ao último minuto, controlou a posse, criou as chances, não foi ameaçada. É verdade que a Holanda ficou com dez em campo após uma expulsão injusta de Strootman, mas logo antes o árbitro havia perdoado um pênalti claro para a França.

A França, essa sim uma seleção renovada e com grandes perspectivas de futuro, ainda comemorou o primeiro gol de Mbappé, o quarto na goleada. Mbappé foi anunciado hoje e jogará ao lado de Neymar no PSG.

Em 2010, a Holanda chegou à final da Copa com um futebol feio, defensivo, que tinha pouco a ver com suas raízes. Era uma Holanda pragmática para conquistar o título que faltava, mesmo tendo Robben e, aí sim, Sneijder no auge.

Na Euro 2012, a Holanda foi eliminada na primeira fase com três derrotas. Era um sinal. Mas aí veio a campanha da Copa-2014, e a Holanda foi até a semifinal e deu uma marretada no Brasil na disputa do terceiro lugar. É bom lembrar que passou pela Costa Rica nos pênaltis nas quartas e sofrera contra o México nas oitavas. Não era um futebol maravilhoso.

Veio a não classificação para a Euro 2016. E, agora, tudo indica que virá a eliminação da Copa 2018. A seleção holandesa sofre junto com seu futebol.

Está aí a Bélgica, um país vizinho, com menos tradição, para provar que trabalho de base bem feito dá resultado. A Holanda ficou muito para trás na Europa e agora terá de remar para ser competitiva de novo.

Se vencer a Grécia no domingo, a Bélgica estará classificada para a Copa com duas rodadas de antecipação. Se empatar, não terá a vaga na matemática, mas na prática, pois tem um saldo de gols monstruoso – hoje meteu 9 a 0 em Gibraltar, com gols de Lukaku, Hazard, Mertens, Witsel… todos jogadores caros. Quantos jogadores holandeses movimentaram o mercado de verão mais inflacionado da história?

A conta para a Holanda é a seguinte. No grupo A, a França lidera com 16 pontos e conseguirá a vaga direta na Copa. O segundo lugar vai ter de brigar na repescagem. A Suécia tem 13 pontos e saldo de +7, a Bulgária tem 12 pontos e saldo de -2, a Holanda tem 10 pontos e saldo de +3.

No domingo, a Holanda recebe a Bulgária e tem de vencer para ultrapassá-la. Depois, em outubro, joga em Belarus também precisando ganhar. A Suécia, por sua vez, joga fora com Belarus no domingo e, depois, em casa contra Luxemburgo. Na última rodada, em 10 de outubro, a Holanda recebe a Suécia em Amsterdã.

Portanto, a matemática é vencer os três jogos restantes e, caso a Suécia vença os dois próximos dela, tentar ficar à frente no saldo de gols para ser segunda do grupo.

Mas, como eu já disse, a matemática é o menor dos problemas da Holanda. Uma pena.