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Willian abre caminhos no Chelsea e pede passagem na seleção
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Julio Gomes

É ano de Copa do Mundo, a competição vai se aproximando e logo logo começarão as discussões acaloradas sobre quem deve jogar, quem deve estar no time, quem deve ser convocado (ou não). Depois de mais um grande jogo neste sábado, Willian é o nome da vez.

Nas redes sociais, na conversa de bar e nas mesas redondas bombam os pedidos para Tite dar um jeito de colocá-lo no time titular.

Cada mês será uma história até chegarmos a junho, quando a seleção brasileira fará a estreia. Em março, teremos a última data Fifa para amistosos entre seleções, em abril e maio, a reta final da Champions e ligas europeias, além do início do Brasileirão.

Dezembro foi o mês de Paulinho, brilhando no clássico contra o Real Madrid e mostrando estar à altura do Barcelona e da titularidade na seleção. Janeiro foi o mês de Firmino, fazendo um golaço no jogo em que o Liverpool derrubou a invencibilidade do Manchester City e entrando, de vez, na lista de Tite e mesmo das pessoas que não lhe conheciam e cornetavam o treinador por convocá-lo.

Fevereiro foi o mês de Willian.

Depois do grande jogo contra o Barcelona, no meio de semana, pela Liga dos Campeões, com duas bolas na trave e um belo gol marcado, Willian manteve o ritmo no clássico contra o Manchester United, neste domingo, pelo Campeonato Inglês.

No gol do Chelsea, puxou o contra ataque, encontrou Hazard, recebeu de volta e meteu um golaço. Fora isso, participou do jogo o tempo todo, mostrando mobilidade, obediência tática e coragem para encarar os marcadores. Foi o melhor do Chelsea.

O time acabou sofrendo a virada do United e perdendo em Manchester, graças a Lukaku, ao ótimo segundo tempo de Pogba e à postura, como sempre, defensiva demais de Conte. Nos 15 minutos finais, quando o Chelsea partiu em busca do empate, Conte tirou Hazard para a entrada de Pedro. Willian virou meia e criou, por exemplo, a jogada que acabaria no empate de Morata – o bandeira marcou um impedimento equivocadamente no lance.

Depois de ter frequentado muito o banco de reservas na primeira metade da temporada, especialmente nos jogos mais importantes do Chelsea, Willian abriu passagem na marra, na bola. Não dava mais para Conte preterir Willian para escalar Pedro. O Chelsea é um time melhor com ele, simples assim.

É verdade que os resultados contra Barcelona e Manchester United não foram legais, mas o futebol não é uma coisa de um homem só.

Mas e aí? E na seleção brasileira?

Willian já está convocado para a Copa, é uma espécie de décimo segundo titular de Tite. Mas só jogam 11, vocês já sabem. Nas primeiras partidas de Tite na seleção, ele era titular, mas Philippe Coutinho ganhou a vaga jogando muito, com a amarela e com o Liverpool.

Quem sairia do time para entrar Willian? São três os cenários.

O mais simples seria voltar Willian ao time no lugar de Coutinho, até porque Coutinho joga naturalmente pela esquerda, faixa ocupada também por um certo Neymar. Willian, pela direita, seria um posicionamento mais natural.

Uma segunda opção, que parece ser a mais próxima de acontecer, seria sacar Renato Augusto do time. Willian entraria pela direita e Philippe Coutinho jogaria por dentro. Pela entrevista recente de Tite ao jornal O Globo, é assim que a seleção vai começar no amistoso contra a Rússia.

Mas esta opção deixa o time ofensivo demais, protegido de menos e talvez suprima a grande qualidade do jogo de Paulinho, que é a chegada à frente. Então, surge uma variável. Paulinho também sairia do time para a entrada de Fernandinho, que faria a dupla de contenção com Casemiro por trás da linha com Neymar-Coutinho-Willian.

Possivelmente não haja uma opção melhor que a outra. Tudo vai depender do adversário, do momento físico e emocional dos jogadores quando a Copa chegar e, claro, dos cenários que cada partida vai apresentar. Mas, se a estreia fosse semana que vem, seria difícil deixar Willian fora do time.

 


Mourinho perdeu de vez a vergonha de estacionar seus ônibus
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Julio Gomes

Após a inédita classificação de cinco times para as oitavas de final e as sonoras goleadas aplicadas por Manchester City e Liverpool fora de casa, semana passada, a moda foi falar da força dos ingleses na Liga dos Campeões da Europa.

Mas se é verdade que, além dos já citados acima, o Tottenham tem uma bela vantagem contra a Juventus (2 a 2 na ida em Turim), Chelsea e Manchester United saem dos jogos de ida das oitavas de final em situação não tão confortável.

E foram eles justamente os ingleses que enfrentaram nesta semana clubes da Espanha, o país líder do ranking da Uefa.

O Chelsea, na terça, ficou no 1 a 1 com o Barcelona, em casa. Vai ter de buscar o resultado no Camp Nou, na segunda semana de março. E o Manchester United, nesta quarta, foi completamente dominado pelo Sevilla e precisa levantar as mãos aos céus por ter saído da Andaluzia com um 0 a 0.

Foram 25 finalizações do Sevilla, 8 delas exigindo defesas de De Gea (uma delas, no final do primeiro tempo, simplesmente milagrosa). Pelos lados do United, apenas 6 finalizações, só uma a gol. Sim, Mourinho nunca teve e segue sem ter vergonha alguma de buscar resultados desta forma pragmática. O que não dá para entender é fazê-lo com um elenco como este do United.

Estacionar o ônibus em Sevilha, contra um time que nem está tão certinho assim, trocou de técnico recentemente… é muito pouco para um clube do tamanho do United.

Ainda assim, o 0 a 0 não garante nada. O Sevilla jogará por qualquer empate com gols na volta, em Manchester. E viajará com a certeza de poder encarar o United de igual para igual.

O Barcelona tem a vantagem de jogar em casa contra o Chelsea, ter mais time e poder se classificar com um 0 a 0. O Sevilla tem a vantagem de ir a Manchester jogando por dois resultados. Sem dúvida, os times de Conte e Mourinho são os ingleses em pior situação.

Desde o título do Chelsea, em 2012, os clubes ingleses nunca mais passaram perto de ganhar o título da Champions. Nas cinco temporadas desde então, a Espanha colocou sempre três times nas quartas de final e dois nas semifinais.

Nas últimas nove temporadas, foram três títulos do Real Madrid, três do Barcelona e os outros três foram divididos entre alemães, italianos e ingleses. No mesmo período, Sevilla e Atlético de Madrid ganharam, entre eles, cinco Europa Leagues. Esta década é da Espanha, sem a menor sombra de dúvidas.

Entre 2007 e 2009, a Inglaterra sempre colocou três times nas semifinais – e em dois destes torneios colocou quatro nas quartas de final. Com a força da Premier League e o dinheiro fluindo, a impressão era que a Europa voltaria a ser coisa de ingleses, como ocorrera no fim dos anos 70, começo dos 80.

Mas o domínio de mais ou menos dez anos atrás não se confirmou. E é simplista dizer que isso não ocorreu apenas por causa da força de Real e Barça. Duas explicações corriqueiras são o calendário inglês, mais extenuante que o espanhol, o alemão e o italiano, e a competitividade maior na Premier League, o que dá menos “folga” para os principais times.

Enfim. É fato que os clubes ingleses parecem mais fortes neste ano do que nos anteriores. Mas não é surpresa nem que haja uma final inglesa e nem que nenhum deles chegue às semifinais. Convém esperar.

 


Messi precisa de uma bola para afundar plano (quase) perfeito do Chelsea
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Julio Gomes

Não foram poucas as retrancas que o Barcelona enfrentou em sua fase dourada, nos últimos 13 anos. Nenhum time conseguiu “anestesiar” tanto o jogo catalão como o Chelsea.

A história foi a mesma nesta terça. A mesma de 2005, 2009, 2012. O Chelsea, com uma quarta leva diferente de jogadores, conseguiu fazer o Barça ficar o tempo inteiro longe de seu gol. Menos, claro, quando Christensen atravessou um péssimo passe em frente a sua área e deu de presente a bola para Iniesta, que deu de bandeja o gol a Messi.

E Messi, que nunca havia feito gol em Buffon na Champions (e fez na primeira fase), agora quebra outro tabu incômodo. Não havia marcado contra o Chelsea nas oito partidas anteriores, com direito a pênalti perdido em semifinal. De hoje, não passou. Uma bola limpa. Era tudo o que ele precisava.

Messi foi quem mais tentou, mas sempre que pegava a bola tinha a ótima marcação de dois, três, às vezes até quatro adversários. Kanté, incansável, não saía de perto um segundo sequer. Faltou ao Barcelona movimentação, que outros jogadores abrissem linhas de passe a Messi.

Foi um time estático, com Rakitic muito recuado, Paulinho enfiado, Iniesta sumido. Courtois fez só uma boa defesa, em um chute cruzado de Suárez. Um jogo ruim, talvez o pior do Barça na temporada inteira – em que ele perdeu apenas uma vez.

E, mesmo assim, mesmo com o Chelsea fazendo o jogo acontecer exatamente da forma como Conte queria, o resultado final foi de 1 a 1. O que deixa o Barcelona muito mais perto das quartas de final do que o time azul londrino.

Além de Kanté, destaque para Willian. Na proposta de jogo de Conte, sem centroavante e com três jogadores agudos à frente, Willian conseguiu ser mais perigoso até que Hazard, que é quem tinha mais liberdade. Chutou duas bolas na trave e fez um gol, foi o principal jogador da partida.

O plano tático de Conte funcionou à perfeição. Mas o futebol é coisa de seres humanos. E seres humanos erram. Não basta estar concentrado 99,999% do tempo, porque Messi só precisa de 0,001 para estragar teus planos.

 

 


Iniesta volta ao campo em que mudou de patamar
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Julio Gomes

Nunca me esquecerei de uma conversa com Tostão, na pequenina cidade suíça de Weggis, durante aqueles famosos treinamentos da seleção brasileira antes da Copa de 2006. Eu já morava na Espanha e tinha acompanhado muito de perto aquele renascimento do Barcelona, que conquistava a Europa pela primeira vez em 14 anos. Falávamos de Ronaldinho, de Deco, de Eto’o, de Xavi. Quando Tostão comentou. “Quem é um craque é o Iniesta”.

Eu tomei um susto. Iniesta não era um titular daquele Barça. Ele começava os jogos menores do Espanhol, quando Rijkaard preferia um time mais leve e ofensivo em campo. Na Champions, era banco. Jogavam Edmilson, Van Bommel, Rafa Márquez… caras mais pesados, literalmente. Iniesta não me chamava tanta atenção ainda em 2006. Mas, se Tostão falou, estava falado.

Aquela conversa me veio à cabeça imediatamente quando ocorreram os dois grandes momentos da carreira de Iniesta – e, por sorte, eu estava no campo nas duas vezes. Uma, claro, todos se lembrarão, foi a final da Copa de 2010 e aquele gol na prorrogação contra a Holanda. O gol do título mundial da Espanha – desde então, ele é aplaudido em todos os estádio espanhóis.

Mas, um ano antes, no dia 6 de maio de 2009, Andrés Iniesta pulou para outro patamar em sua carreira.

O estádio era Stamford Bridge, em Londres, o mesmo estádio que receberá amanhã o jogo de ida entre Chelsea e Barcelona, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões. E Iniesta fez isso aqui.

Para muitos, aquele foi o jogo dos cinco pênaltis não marcados para o Chelsea. Era a semifinal da Champions, o jogo de ida, no Camp Nou, havia acabado no 0 a 0. Entre um jogo e outro, o Barcelona, que vivia o primeiro ano de Guardiola no comando técnico, enfiou 6 a 2 no Real Madrid, em pleno Bernabéu – o famoso jogo em que Guardiola inventou Messi como falso 9.

Quatro dias depois dos 6 a 2, vinha o duelo de Stamford Bridge. Um duelo em que o Chelsea foi muito superior e que teve, sim, vários pênaltis não marcados.

Meu testemunho, de quem estava no campo, é que nenhum dos lances, na hora, pareceram tão claros assim. Mas, depois, vendo no vídeo, dava para entender a revolta dos jogadores do Chelsea. O jogo poderia estar resolvido antes. Mas não estava. E veio o golaço de Iniesta no primeiro chute a gol do Barça. E que chute.

Eu estava atrás do gol, ali de colete laranja de imprensa. Estava no meio da torcida do Barcelona, Stamford Bridge é um estádio apertado para trabalhar. Lembro do barulho da bola estufando a rede. O mundo parou naquele momento.

O Barcelona chegaria à final, venceria o United e aquele time, no primeiro ano de Guardiola, ganharia tudo o que havia para ser disputado. Sem Champions, não haveria Mundial, Supercopa, etc. Aquele gol de Iniesta foi o gol que elevou o jogador à categoria de ídolo enorme do clube e foi o gol mais importante do Barcelona naquela temporada, a temporada do “sextete”.

Iniesta já não é mais menino. Tem 33 anos.

Mas já fez nesta temporada mais jogos como titular do que na temporada passada inteira. Está melhor fisicamente, fugindo de lesões, pronto para os jogos principais do Barcelona.

O duelo contra o Chelsea nunca foi moleza para o Barça. Desde que o Chelsea foi comprado por Abramovich, os clubes se encontraram 10 vezes, com 3 vitórias do Chelsea, 5 empates e 2 do Barça – a última delas em 2006.

O Chelsea de Mourinho eliminou o Barcelona nas oitavas em 2005, mas o troco foi dado na mesma fase no ano seguinte – ali nascia a grande rivalidade Mou-Barça. Em 2009, com o gol de Iniesta, o Barcelona passou à final, mas em 2012 o Chelsea daria o troco também na semi – na última temporada de Guardiola no clube catalão. Em eliminatórias, portanto, está 2 a 2.

Quando saiu o sorteio, no fim do ano, este duelo parecia mais equilibrado.

Agora, o favoritismo do Barcelona é claro. O Chelsea vive grande instabilidade, com apenas duas vitórias em seis jogos pela Premier League em 2018. Já o Barcelona, após a perda de Neymar e o atropelamento sofrido na Supercopa espanhola, se levantou rapidamente e faz uma temporada impecável. Perdeu apenas um jogo (em 38) – para o Espanyol, na Copa do Rey, mas mesmo assim está na final do torneio.

Messi e Suárez estão voando, o time está firme em todas as linhas e, claro, tem um certo Iniesta.

 

 


Ingleses dominam mercado de inverno na Europa. Quem se deu melhor?
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Julio Gomes

O mercado de inverno europeu deu sequência à gastança que vimos no verão. Grandes negócios foram fechados, com volumes monstruosos de dinheiro, mesmo entre clubes médios e pequenos. O mercado foi especialmente interessante na Inglaterra.

Quem se deu bem? Quem se deu mal?

Espanha

O Real Madrid, apesar da crise, ficou quieto no mercado, não achou que fosse necessário se reforçar. É claro que o silêncio de Zidane no mercado será lembrado se o Real for eliminado pelo PSG e a temporada “acabar”.

O Barcelona, humilhado no verão, fez a maior contratação do inverno ao trazer Philippe Coutinho. Como o futebol é dinâmico! Chegou também Mina. Saíram Mascherano, Rafinha (Inter) e os pouco usados Arda Turan e Deulofeu.

O Atlético de Madri ganhou os já conhecidos reforços de Diego Costa e Vitolo, que já estavam contratados, mas só poderiam jogar a partir de janeiro. O clube só não esperava estar fora da Champions, da Copa do Rei e com chances remotas na Liga a essas alturas. O Valencia, que vive grande temporada, trouxe Vietto e Coquelin e deve se manter no G4 para voltar à Champions. O Sevilla levou Guilherme Arana.

Inglaterra

O Manchester United e o Arsenal parecem ser os grandes vencedores do mercado de inverno. A troca “seca” Alexis Sánchez-Mkhitaryan fez com que o United ganhasse um jogador diferenciado sem gastar, e além de tudo, o chileno pode jogar a Champions. O Arsenal não ficou de mãos abanando.

Saíram Giroud e Walcott, mas Wenger conseguiu renovar o contrato de Ozil e ainda trouxe Aubameyang, do Borussia Dortmund. Se o treinador conseguir encaixar no time Lacazette, Aubameyang, Ozil e Mkhitaryan, pode dar samba.

Liverpool e Manchester City investiram em zagueiros (Van Dijk e Laporte), um porque não parava de levar gols, o outro porque Guardiola percebeu que não pode contar com Mangala, Stones e Kompany. Como a defesa fica constantemente exposta, Pep foi buscar um zagueiro que é muito bom na leitura de jogadas e antecipações.

Mas nenhum dos dois conseguiu tirar Mahrez do Leicester. O Liverpool, que perdeu Coutinho, foi o derrotado do mercado, logicamente. O Chelsea mandou Batschuayi emprestado para o Dortmund e trouxe o lateral brasileiro Emerson, além de Giroud e Barkley – o que não deve mudar a formação titular de meio/ataque. O Tottenham trouxe Lucas Moura, um bom reforço para completar elenco.

Outros países

O PSG perdeu apenas Lucas e trouxe Lass Diarra (lembra dele?) para compor elenco em uma posição em que o titular, Thiago Motta, vive machucado.

O Borussia Dortmund conseguiu uma boa venda com Aubameyang, trouxe Batschuayi e investiu no zagueiro Akanji, do Basel. O Bayern de Munique foi outro gigante quieto no mercado, trouxe apenas o veterano Sandro Wagner para o ataque.

A Juventus, assim como o Real Madrid, não trouxe nem perdeu ninguém. A disputa com o Napoli pelo título italiano será travada com os mesmos protagonistas da atualidade.


Após sorteio, City vira o maior favorito da Champions; Real cai para 5º
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Julio Gomes


Após a realização do sorteio dos confrontos de oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, o Manchester City, de Pep Guardiola, transformou-se no principal favorito a ganhar o título continental. Pelo menos é o movimento que ocorreu nas casas de apostas pelo mundo.

O Real Madrid, atual bicampeão, era o maior favorito quando as apostas foram abertas, antes mesmo do início da Champions. E hoje, depois do sorteio que emparelhou o time de Zidane contra o PSG nas oitavas, passou a ser somente o quinto colocado na lista de favoritos ao título. É claro que, além do sorteio, os supercomputadores levam em conta os resultados inconsistentes do Real até agora na temporada – no Campeonato Espanhol, por exemplo, é só o quarto colocado.

O Manchester City foi o grande “sortudo” do dia ao ser emparelhado para enfrentar o Basel, da Suíça, nas oitavas. Líder disparado da Premier League inglesa e com apenas uma derrota na temporada, o time de Gabriel Jesus e Fernandinho é o maior favorito para passar às quartas de final.

Leia também no blog:
PSG x Real Madrid: será que o estagiário vai derrubar o chefe?

Logicamente, os resultados impressionantes até agora e essas probabilidades foram calculados pelos algoritmos das casas de apostas, diminuindo muito o valor pago para quem acreditar no título do City. Hoje, quem apostar (e acertar) no título do City tem um retorno de 4 para 1. Ou seja, para cada real (ou dólar ou euro ou a moeda que seja) apostado, o ganhador leva quatro de volta. Em nenhum momento da temporada o valor foi tão baixo para qualquer time na Champions. A lista completa está abaixo neste post*.

Quando o torneio começou, em setembro, o principal favorito era o Real Madrid. Na época, o retorno era de 5,50 para 1 em caso de título. Na sequência, vinham Barcelona (7 para 1), PSG (7 para 1) e Bayern (8 para 1). O City era apenas o quinto favorito, ao lado do Manchester United (13 para 1).

Antes do sorteio desta segunda-feira e após a realização da primeira fase, o PSG havia subido para o topo da lista de favoritos. Até ontem, o título do time de Neymar pagava 4,50 para 1. Na sequência, vinham City (5,50), Real (7), Barça (7) e Bayern (8).

Após o emparelhamento de oitavas de final, o retorno em caso de título do Manchester City caiu de 5,50 para 4 para 1. O Bayern de Munique, que enfrentará o Besiktas e já lidera a Bundesliga com folga, tornou-se o segundo favorito. O retorno caiu de 8 para 5,50 para 1 em caso de conquista alemã. Já o título do PSG subiu de cotação e passou a pagar 6 para 1, e o Real Madrid transformou-se apenas no quinto favorito a ficar com o título (9 para 1). Nunca, desde que as apostas foram abertas, se pagou tanto pela possibilidade de título do Real.

Como logicamente os retornos vão caindo de fase para fase, com o afunilamento do torneio, é plausível acreditar que este é o melhor momento possível para apostar em título do Real Madrid – caso o apostador ache que a terceira conquista seguida virá. Até porque conforme investidores observem aqui uma boa oportunidade e façam apostas, o valor de retorno vai caindo.

Por exemplo. Assim que saiu o sorteio, a vitória do Real Madrid sobre o PSG no jogo de ida, que será em Madri, pagava 2,25 para 1. Neste momento em que o post é publicado, esta cotação já havia caído para 2,10 para 1.

O título do Chelsea, emparelhado contra o Barcelona, pagaria para quem apostar hoje 34 para 1 (era 21 para 1 antes do sorteio). A maior zebra do torneio é o Basel, da Suíça – 401 para 1 em caso de título (boa sorte!).

Os jogos de IDA de oitavas de final:

13/2
Basel x Manchester City
Juventus x Tottenham

14/2
Real Madrid x PSG
Porto x Liverpool

20/2
Chelsea x Barcelona
Bayern de Munique x Besiktas

21/2
Sevilla x Manchester United
Shakhtar Donetsk x Roma

Retorno em caso de título da Champions (entre parênteses, a cotação antes do início do torneio):

Manchester City – 4 para 1 (13)
Bayern de Munique – 5,50 (8)
Paris Saint-Germain – 6 (7)
Barcelona – 8,50 (7)
Real Madrid – 9 (5,50)
Manchester United – 15 (12)
Liverpool – 15 (29)
Juventus – 17 (21)
Tottenham – 23 (34)
Chelsea – 34 (17)
Roma – 34 (101)
Sevilla – 101 (101)
Porto – 101 (126)
Shakhtar – 101 (251)
Besiktas – 201 (251)
Basel – 401 (501)

* fonte utilizada: Bet365

Para ver o movimento (idêntico) em outras casas de apostas, clique aqui.


PSG x Real Madrid: será que o estagiário vai derrubar o chefe?
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Julio Gomes

Aconteceu o que todo mundo queria, menos os envolvidos. Paris Saint-Germain e Real Madrid vão se enfrentar logo nas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa.

O Paris ganhou seu grupo, que tinha o Bayern, para enfrentar o pior segundo colocado possível. O Bayern, curiosamente, enfrentará o melhor primeiro colocado possível: o Besiktas, da Turquia.

O Bayern e o Manchester City, que enfrentará o Basel, da Suíça, são os dois mega favoritos das oitavas de final, os grandes “sortudos” da manhã desta segunda-feira. Manchester United, contra o Sevilla, Liverpool, que pega o Porto, e Roma, contra o Shakhtar, são favoritos, mas em duelos perigosos.

E não é possível apontar favoritos em dois duelos bem equilibrados: Tottenham x Juventus e Barcelona x Chelsea. São jogões. E vamos lembrar, em fevereiro/março os times poderão estar diferentes do que estão hoje.

Mas nada chama tanta a atenção como PSG x Real Madrid.

É simbólico, porque temos o duelo entre o chefe e aspirante. O clube mais vezes campeão da Europa, o único bicampeão da era Champions, a camisa mais pesada do mundo, contra o clube multimilionário que quer entrar no clubinho de campeões.

Eu entendo que todo mundo esteja dizendo que o PSG deu muito azar no sorteio. E deu mesmo! Mas o Real Madrid também, viu. Este é um duelo 50-50 e, neste início de temporada, o PSG está mostrando mais futebol. Outra coisa é quando chegar a hora H.

É claro que o PSG não queria enfrentar o Real Madrid nas oitavas de final. Seria inevitável enfrentar uma pedreira em algum momento, mas muito melhor que fosse mais para o fim, que o PSG tivesse tempo para construir um momento e um time mais equilibrado defensivamente no terço final da temporada.

Por outro lado, e se o PSG ganhar do Real Madrid? Aí terá, bem cedo, mostrado para o mundo e para si mesmo que pode ganhar de qualquer um. Se vencer o Real nas oitavas, o PSG não terá nenhum obstáculo maior, pelo menos simbolicamente, pela frente.

Individualmente, é também o duelo entre Cristiano Ronaldo e Neymar. O melhor do mundo, dono da Bola de Ouro, contra o que quer ser um dia.

Leia também:
Após sorteio, City vira o maior favorito da Champions; Real cai para 5º

Estas são as oitavas da Champions:

Tottenham x Juventus
Manchester City x Basel
Liverpool x Porto
Manchester United x Sevilla
PSG x Real Madrid
Roma x Shakhtar Donetsk
Barcelona x Chelsea
Besiktas x Bayern

Meus palpites, HOJE. Passam Juventus, City, Liverpool, United, PSG, Roma, Chelsea e Bayern. Mas em fevereiro conversamos novamente :-)


Barça-Chelsea é o duelo mais provável das oitavas da Champions
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Julio Gomes

Como esperado, a última rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa teve pouca emoção e nenhuma surpresa (o legal foram os 33 gols, o maior número em um só dia de jogos desta edição). A única vaga em disputa em um confronto direto ficou decidida em 20 minutos, o tempo que o Liverpool precisou para destruir o Spartak Moscou com três gols. No fim, acabou 7 a 0, com três de Philippe Coutinho e um de Firmino – que saiu aplaudido de pé.

Aliás, não consigo entender bem as críticas às convocações de Firmino – jogador certo na Copa, podem se acostumar com a ideia. É um grande jogador de futebol, de primeiro nível. Mais fácil seria debater se ele ou Gabriel Jesus deveriam ser titular. Eu prefiro o jogador do City, mas o debate é válido.

As outras vagas, todas definidas em confrontos “indiretos”, acabaram sem surpresas. O Napoli está eliminado, já que o Shakhtar Donetsk fez sua parte e venceu o Manchester City por 2 a 1, acabando com os 100% do time de Guardiola na Champions e com a invencibilidade na temporada. Era esperado. O Napoli deu azar de pegar o City em um momento mais crucial da competição, enquanto o Shakhtar pegou um City já garantido em primeiro lugar.

Ao Napoli, cabe focar no que é a principal disputa para ele: o Italiano, que não vence desde os tempos de Maradona e tem chance real nesta temporada. Napoli, Atlético de Madri e Borussia Dortmund são os ausentes que poderiam estar no mata-mata. Nenhum “gigantão” ficou de fora.

O Tottenham fez a melhor campanha, com cinco vitórias e um empate (corrigindo informação anterior). Os dois times de Manchester, o PSG e o Bayern vieram atrás, com cinco vitórias e uma derrota. O PSG fez 25 gols, o Liverpool fez 23. O Barcelona sofreu só 1, O United levou 3. As oitavas terão um representante de França, Turquia, Suíça, Alemanha, Ucrânia e Portugal, dois da Itália, três da Espanha e cinco da Inglaterra (o que é um fato inédito).

Como o Chelsea é o único inglês que ficou em segundo lugar, o sorteio será muito condicionado por isso. O atual campeão da Premier não pode pegar nas oitavas nenhum time da Inglaterra e nem a Roma, que ganhou seu grupo. Assim, só sobram três confrontos possíveis: contra Barcelona, PSG ou Besiktas (será que o torcedor do Chelsea tem alguma preferência?).

Em média, a chance de um confronto específico sair no sorteio varia entre 14% e 18%. A chance de um Barcelona-Chelsea é de incríveis 43,75%. Segundo o estatístico espanhol Mister Chip (@2010MisterChip no Twitter), os confrontos com menor probabilidade de acontecerem são Bayern x Besiktas e PSG x Porto, na casa dos 10%.

A Juventus tem 75% de chances de ser sorteada contra um inglês nas oitavas, enquanto as chances de Real Madrid e Bayern pegarem um inglês está na casa dos 60%. Todos sonham com um confronto contra o Besiktas, o primeiro colocado menos badalado de todos. Os times que ganharam seus grupos adorariam enfrentar Basel, Shakhtar ou Porto.

Saiba quem pode enfrentar quem nas oitavas de final. Em itálico, os confrontos com mais de 18% de chances de acontecerem, ou seja, uma probabilidade consideravelmente maior que a média.

PRIMEIROS COLOCADOS:

Manchester United – pode pegar Real Madrid, Juventus, Sevilla, Shakhtar, Bayern ou Porto

PSG – Chelsea, Real Madrid, Juventus, Sevilla, Basel, Shakhtar ou Porto

Roma – Real Madrid, Sevilla, Basel, Shakhtar, Bayern ou Porto

Barcelona – Chelsea, Basel, Shakhtar, Bayern ou Porto

Liverpool – Real Madrid, Juventus, Shakhtar, Basel, Bayern ou Porto

Manchester City – Real Madrid, Juventus, Sevilla, Basel, Bayern ou Porto

Besiktas – Chelsea, Real Madrid, Juventus, Sevilla, Basel, Shakhtar ou Bayern

Tottenham – Juventus, Sevilla, Basel, Shakhtar, Bayern ou Porto

SEGUNDOS COLOCADOS:

Basel – Roma, Liverpool, Tottenham, Manchester City, Barcelona, PSG ou Besiktas

Bayern de Munique – Roma, Liverpool, Tottenham, Manchester United, Manchester City, Barcelona ou Besiktas

Chelsea – Barcelona, PSG ou Besiktas

Juventus – Liverpool, Tottenham, Manchester United, Manchester City, PSG ou Besiktas

Sevilla – Roma, Tottenham, Manchester United, Manchester City, PSG ou Besiktas

Shakhtar – Roma, Liverpool, Tottenham, Manchester United, Barcelona, PSG ou Besiktas

Porto – Roma, Liverpool, Tottenham, Manchester United, Manchester City, Barcelona ou PSG

Real Madrid – Roma, Liverpool, Manchester United, Manchester City, PSG ou Besiktas


Derrota do PSG não é nem trágica e nem insignificante
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Julio Gomes

Depois de perder um jogo pelo Francês, no último fim de semana, o Paris Saint-Germain perdeu também a invencibilidade na Liga dos Campeões da Europa, ao cair por 3 a 1 em Munique, diante do Bayern.

A derrota está longe de ser trágica. A famosa frase “perdeu quando podia perder” se encaixa bem. Como havia vencido o jogo entre eles por 3 a 0, em Paris, o PSG ficou em primeiro lugar no grupo e tem mais chances de fugir de um duelo duro. O Bayern de Munique, como esperado, ficou em segundo. Esse sim, possivelmente pegará uma pedreira nas oitavas – ou um time inglês ou o Barcelona. Sorte seria pegar Roma ou Besiktas.

Se não é trágica e não mostra que o PSG “não é tudo isso” nem nada do tipo, tampouco podemos considerar o resultado insignificante. De alguma forma, traz o time de volta à Terra. Não chegará ao mata-mata com aura de invencível.

O Bayern, mesmo sem muitos jogadores que possivelmente serão titulares na hora H da temporada, criou sérios problemas ao PSG, principalmente no primeiro tempo. Sem Thiago Motta, Unai Emery, o técnico do Paris, está usando muitas vezes uma formação com Draxler no meio de campo. O time, claro, fica ainda mais ofensivo. Mas, talvez, vulnerável.

São testes válidos. Emery precisa entender o verdadeiro nível do time, as alternativas, e são raros os momentos de competitividade extrema para fazer essas observações.

Nesta primeira metade da temporada, os únicos jogos complicados para o PSG seriam contra o Bayern e contra o Monaco. Fora de casa, o time atropelou o Monaco e tem nove folgados pontos de vantagem na tabela do Francês – um campeonato que se mostra pouco competitivo. No primeiro jogo contra o Bayern, passou o carro, mas o time de Munique vivia crise que não vive mais desde a saída de Carlo Ancelotti. Agora, a história seria diferente. E foi.

“Ah, como perdeu do Bayern, o PSG foi colocado em seu devido lugar. Não tem camisa. Não é um dos favoritos ao título”. Alguns dirão algo assim. Não concordo. O PSG é, sim, muito forte. Muito mesmo. A meu ver, está na prateleira de cima entre os favoritos. Junto com um certo Bayern, que precisava de um resultado como esse para se colocar de novo entre as principais forças.

Quem quiser ver o copo meio vazio, dirá que o PSG é tão favorito quanto qualquer outro, e isso ficou provado hoje. Quem quiser ver o copo meio cheio, dirá que o time e Neymar precisavam de uma chacoalhada como essa para cair na real e amadurecer rumo à metade final da temporada.

Outros jogos

O resto da rodada não teve novidades. O Manchester United garantiu a primeira colocação do grupo A ao fazer 2 a 1 no CSKA Moscou, de virada. O Basel ficou em segundo, impondo a sexta derrota em seis jogos para o Benfica (uma vergonha, diga-se). Já era esperado, pelos duelos, que o time suíço passasse.

No grupo C, o Atlético de Madri chegou a estar à frente contra o Chelsea. Mas neste momento a Roma já vencia o Qarabag, resultado que se confirmou. O Chelsea ainda conseguiu o 1 a 1, mas foi um mau resultado para todos em Londres. Porque a Roma acabou sendo primeira de um grupo muito difícil, o Chelsea ficou em segundo e o Atlético foi eliminado.

Como não pode pegar um inglês nem a Roma, por ser do mesmo grupo, o Chelsea enfrentará nas oitavas de final Barcelona, PSG ou Besiktas. Alguma preferência? Será?

Já a Roma não enfrenta nem Chelsea nem Juventus. De muito forte, sobrariam o Real Madrid e o Bayern. Os outros possíveis duelos de oitavas são ganháveis para os romanos, que vivem uma temporada melhor do que o esperado.

No grupo D, o Barcelona, mesmo com time reserva, fez 2 a 0 no Sporting. E a Juventus fez sua parte, vencendo o Olympiacos por 2 a 0, na Grécia. A Juve sofreu nos dois jogos contra o Sporting, mas se livrou de uma eliminação precoce, engatou a terceira marcha na Itália e está se acertando na temporada.


Só em fevereiro saberemos qual é o nível real desse PSG
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Julio Gomes

O Paris Saint-Germain e o Manchester City são as sensações deste primeiro terço de temporada europeia, sem dúvida alguma. Os dois “novos ricos”, que há anos estão na mesma frase, porque já triunfaram domesticamente, mas ainda não na Europa, estão atropelando a concorrência.

O passo adiante do Manchester City foi trazer Pep Guardiola. O primeiro ano foi mais ou menos, as contratações e dispensas do mercado foram certeiras e hoje o time parece imbatível. Cinco vitórias em cinco jogos na Liga dos Campeões, duas delas contra o Napoli, líder da Série A italiana e ótimo time de futebol. Na Inglaterra, a liga mais forte do mundo, incríveis 11 vitórias em 12 jogos e já oito pontos de vantagem para o segundo colocado.

O passo adiante do PSG foi trazer Neymar, na maior contratação da história. Se o time foi dominante na França desde a chegada de grandes jogadores, a temporada passada foi marcante por dois fracassos retumbantes. Perder a liga local para um Monaco cheio de moleques e ser eliminado pelo Barcelona levando 6 a 1, depois de ter vencido por 4 a 0 na ida.

O time já era obviamente muito bom. Com Neymar, no entanto, ele parece estar pronto para o objetivo principal, que é conquistar o continente.

Eu não tenho dúvidas de que o PSG é um dos candidatos e pode ganhar a Champions. Mas o fato é que só saberemos o nível real deste time em fevereiro do ano que vem, quando vier o mata-mata, a fase aguda da temporada. Melhor dizendo. O nível é obviamente alto. Mas ele não será colocado à prova até fevereiro.

Já dá para notar certa preguiça nos jogos aos sábados e domingos, em que falta competitividade. E no único jogo “tenso” da temporada, o clássico contra o Marselha, Neymar foi expulso de campo.

Por enquanto, o PSG tem enfrentado nenhuma concorrência na França. Zero. Já tem seis pontos de vantagem para o Monaco e o clássico entre eles, domingo que vem, dificilmente terá a mesma disputa da temporada passada. O Monaco já está eliminado da Champions e é lanterna do seu grupo com uma rodada de antecipação. Só está em segundo na França porque o campeonato é realmente muito fraco e desnivelado. O time do Principado caiu muito.

Na Champions, o PSG, assim como o City, ganhou cinco de cinco. Mas quatro desses jogos foram contra os fraquíssimos Celtic e Anderlecht e a vitória sobre o Bayern de Munique precisa ser relativizada, pois era um time rompido com o técnico – Carlo Ancelotti sairia dias depois da derrota.

O jogo de Munique, que fechará a fase de grupos, não significa muito. O Bayern só será primeiro colocado se vencer por quatro gols de diferença, o que todos sabem que não é realista.

Daqui até o mata-mata, em fevereiro, portanto, o PSG tem jogos em Monaco e em Munique que não têm o mesmo peso que poderiam ter.

O time de Neymar está voando, é verdade. Mas ainda tem muito o que mostrar. O Manchester City, por outro lado, passa mais confiança porque tem adversários muito mais fortes semanalmente.

O que já sabemos na Champions?

Barcelona, que hoje empatou com a Juventus, City, Tottenham e Besiktas garantiram a primeira colocação de seus grupos. O único segundo colocado já certo é o Real Madrid. Times já classificados, a falta de sabermos em que colocação: PSG, Bayern de Munique e Chelsea. Portanto, metade dos participantes das oitavas de final estão definidos.

Manchester United, Roma, Juventus e Sevilla têm suas situações muito encaminhadas. Só ficam de fora com uma tragédia. As quatro vagas reais em jogo estão entre Basel/CSKA, Liverpool/Spartak, Shakhtar/Napoli e Porto/Leipzig.

Vamos grupo a grupo:

A- United 12 pontos, Basel e CSKA com 9. O Manchester United recebe o CSKA na última rodada e precisa do empate para ser primeiro. Na verdade, pode até perder por três gols, que sabe mais, para ser primeiro. O Basel, que vai a Lisboa pegar o eliminado Benfica, pode ficar empatado com o CSKA, portanto é o favorito a ficar com a segunda vaga. Pode haver um tríplice empate na ponta, é por isso que o United não está garantido ainda. Mas, para que o time de Mourinho seja eliminado, precisará perder por sete gols de diferença.

B- PSG 15 pontos, Bayern 12. O Bayern só toma a primeira colocação se vencer o jogo entre eles, em Munique, por quatro ou mais gols de diferença.

C- Chelsea 10, Roma 8, Atlético de Madri 6. Jogam Chelsea-Atlético e Roma-Qarabag. Considerando que a Roma deve ganhar em casa o último jogo, a vaga está na mão. Se isso acontecer, o Chelsea terá de vencer o Atlético para ser primeiro do grupo. O Atlético só passa para as oitavas se vencer em Londres e a Roma não vencer seu jogo. Difícil. Depois de anos de alta competitividade e duas finais, o Atlético está virtualmente eliminado.

D- Barcelona 11, Juventus 8, Sporting 7. O Barça já é primeiro. O Sporting só toma a segunda posição se vencer em Barcelona na última rodada e a Juventus não vencer o Olympiacos, já eliminado, na Grécia.

E- Liverpool 9, Sevilla 8, Spartak Moscou 6. O Liverpool recebe o Spartak na última rodada e basta vencer para ser primeiro ou empatar para se classificar. Se perder, deve ser eliminado, pois dependeria de uma derrota do Sevilla para o fraco Maribor, na Eslovênia. O Sevilla será necessariamente o segundo se empatar, mas pode ser primeiro se vencer (e o Liverpool não). O Spartak se classifica se vencer por qualquer placar em Liverpool.

F- Man City 15, Shakhtar 9, Napoli 6. O City já é o primeiro. O Napoli só se classifica se vencer o eliminado Feyenoord, na Holanda, e o Shakhtar perder na Ucrânia para o time de Guardiola.

G- Besiktas 11, Porto 7, RB Leipzig 7. O Besiktas já é o primeiro. O Porto tem o desempate sobre o Leipzig, portanto basta vencer o eliminado Monaco, em Portugal, na última rodada. O Leipzig, que recebe o Besiktas, só vai às oitavas se fizer um resultado melhor que o do Porto.

H- Tottenham 13, Real Madrid 10. Tudo definido, as duas primeiras posições não estão mais em jogo.