Blog do Júlio Gomes

Arquivo : Campeonato Italiano

Os ricaços que me desculpem, mas o Napoli é a grande história da Europa
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Julio Gomes

PSG, City. City, PSG. Neymar, Guardiola. Guardiola, Neymar. Dólares. Euros. Libras. Qualidade.

Napoli. Pizza. Maradona. Paixão. Loucura. Qualidade.

Nomes próprios trazem “sinônimos” diversos, ainda que alguns sejam comuns a eles.

Se estamos falando há meses dos que parecem ser dois dos melhores times da Europa, o PSG e o Manchester City, é porque o dinheiro fez com que isso fosse possível. O PSG foi comprado pelo Qatar. Isso mesmo, o país. O Qatar comprou o time de Paris. O City foi comprado pelos Emirados Árabes Unidos. Dinheiro de famílias reais. Que patrocinam algumas coisas não tão louváveis assim pelo mundo.

Não vou ser poliana. Muito dinheiro jogado em futebol é geralmente fruto de picaretagem e exploração. E isso não acontece só nesses dois clubes. Acontece em vários lugares.

Mas, por serem clubes de uma história pouco (ou quase nada) vencedora antes desses aportes, fica uma percepção de artificialidade. Muita qualidade. Muita bola. Muita gente top do futebol mundial. Não temos por que não admirar. O difícil é amar.

Paixão está em Nápoles.

O Napoli estava quebrado em 2004. Quebrado. Falido. Foi resgatado pelo produtor de cinema Aurelio De Laurentiis, o atual presidente. Que vá lá, não é flor que se cheire, tem sobre ele acusações de lavagem de dinheiro, etc. Mas caramba, estamos falando do clube que representa todo o Sul (pobre) da Itália. O Napoli não podia simplesmente deixar de existir.

Depois de passar pela terceira e segunda divisões, o Napoli voltou. Nesta década, nos últimos sete campeonatos, ficou sempre entre os cinco primeiros. Passou a ser figura constante na Champions League. Ganhou duas Coppas Itália. Só falta realmente o título da Série A. E a hora é agora.

Após 24 rodadas, o Napoli soma 63 pontos. São 20 vitórias, 3 empates e apenas a derrota em casa, justamente para a Juventus. A toda-poderosa hexacampeã italiana tem 62 pontos. Já são sete rodadas seguidas com os dois times ganhando seus jogos. Mas a desse fim de semana de Carnaval, a 24ª rodada, foi especial.

Especial porque a Juventus ganhou na sexta-feira em Florença, um estádio difícil, um jogo sofrido, em que a Fiorentina teve inúmeras chances de sair na frente do placar. Especial porque o Napoli, pressionado, jogou contra a terceira colocada, a Lazio, e saiu perdendo logo de cara. Parecia ser o fim. A rodada que, a priori, poderia ser de tropeço juventino e vitória napolitana, ia se transformando na rodada de pesadelo para o Napoli.

Mas quem joga bola, joga bola. E o Napoli, com o futebol leve e envolvente promovido pelo surpreendente técnico Maurizio Sarri, virou para 4 a 1 para cima da Lazio. Voltou à liderança e mandou o recadinho para a Juventus. “Siamo qui”. Estamos aqui.

Mesmo a quilômetros de distância, separado por um oceano, foi possível sentir pela TV o clima do estádio San Paolo. É comoção pura.

Se é verdade que o confronto do segundo turno entre eles será em Turim e o Napoli ainda enfrentará Milan e Inter fora, a Juventus está envolvida com Champions League, Coppa Itália e jogará fora contra Lazio, Roma e Inter. Tem muita água para rolar.

Mas o fato é que o Napoli é a grande história a ser seguida nesta temporada.

Com todo respeito aos investimentos de PSG e City, que realmente têm tudo para desafiar o domínio europeu recentemente estabelecido por Real Madrid, Barcelona e Bayern, a história do Napoli é a mais linda, é a mais raiz.

Eu cresci tendo na Juventus o meu “time da Europa”. Torcia muito, de verdade. Era fanático. Em uma era pré-Internet, ia atrás de informações de todos os modos, aprendi a falar italiano, queria morar em Turim (que erro!). Meu pai, só de farra, resolveu “virar” torcedor do Napoli. Nos primeiros anos, ele se deu bem. Eram os anos de Maradona e dos únicos dois títulos italianos da história do Napoli. Depois disso, logicamente, a Juve continuou sendo o que sempre foi: uma máquina de títulos.

Eu perdi o entusiasmo quando comecei a trabalhar com esporte e acompanhar o futebol com outros olhos. Tenho uma linda camisa 8 que me foi presenteada por Emerson, em 2006. Sigo gostando da Juve, mas não como antes.

Hoje, me flagro torcendo contra a Juventus e a favor do Napoli. Se forem campeões, comprarei uma camisa azul para meu pai. Promessa feita.

 


Sábado perfeito para Barcelona, PSG e outros líderes das ligas europeias
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Julio Gomes

A rodada da Liga dos Campeões da Europa, semana que vem, gerou um super sábado no retorno dos campeonatos europeus, com praticamente todas as grandes forças do continente em ação.

O dia começou com um dérbi londrino, teve um romano durante a tarde e acabou com um dérbi madrilenho. Nenhuma zebra apareceu, o que é raro após as paradas para jogos de seleções (que geram perda de ritmo, lesionados, etc). Manchester City, Barcelona, Bayern de Munique, PSG e Napoli tiveram vitórias importantes e estão mais do que consolidados na liderança das cinco principais ligas.

City e Barcelona ganharam 11 de 12 jogos, enquanto PSG e Napoli ganharam 11 de 13. Estão invictos.

Espanha

O Barça, sem muitos problemas, passou pelo fraco Leganés, com dois gols de Suárez, quebrando uma seca incômoda, e um de Paulinho, que havia entrado no segundo tempo. A impressão é que o titular da seleção faz gol em todos os jogos do Barça! Já são quatro na Liga.

O Barcelona é, na visão deste blog e de acordo com as previsões feitas antes do início da temporada, a grande surpresa. São 11 vitórias e 1 empate em 12 jogos, uma campanha impressionante que nem os melhores Barças de anos atrás conseguiram.

Com 34 pontos, o Barça tem como perseguidor mais próximo o surpreendente Valencia, que tem 27 pontos e pode chegar a 30 se vencer o Espanyol, neste domingo. No fim de semana que vem tem Valencia x Barcelona, e Piqué desfalcará o time catalão.

Real Madrid e Atlético de Madri fizeram um dérbi muito intenso, bem jogado, mas não saíram do 0 a 0 no lindo estádio Wanda Metropolitano, que recebeu o primeiro clássico da cidade. Os dois já estão dez pontos atrás do líder.

Desde a inauguração do estádio, o Atlético ganhou as duas primeiras e depois colecionou uma derrota e, agora, quatro empates seguidos. Os resultados na nova casa estão sendo tão ruins que o time já está virtualmente eliminado na Champions League e ficou para trás no Espanhol. Está invicto na Liga, mas são seis vitórias e sete (muitos) empates.

O Real Madrid, bicampeão europeu, é inegavelmente uma das decepções da temporada. O time não demonstra a mesma fome e muito menos a mesma bola, fala-se em uma crise de relacionamento entre Sergio Ramos e Cristiano Ronaldo e parece claro que o elenco está mais fraco – o que permite menos alternativas a Zidane.

O Real teve algumas chances contra o Atlético, até poderia ter vencido pelo segundo tempo que fez. Mas não foi um time com a urgência da vitória, como se esperava. Como tirar dez pontos de desvantagem para o Barcelona, em uma liga desequilibrada como a espanhola?

Itália

O Napoli parece decidido a ganhar seu primeiro título desde 1990, quando era o time de Maradona. No clássico que fechou o sábado, fez 2 a 0 em cima do Milan.

Ao contrário do Barcelona, do City, do PSG e do Bayern, no entanto, ainda não tem grande vantagem, pois a Série A está muito equilibrada. São 35 pontos, contra 31 da Juventus e 30 de Roma e Inter, todos estes com um jogo a menos. Juve e Inter entram em campo no domingo.

Já a Roma venceu bem o dérbi da capital contra a Lazio, 2 a 1. Fez um grande primeiro tempo, abriu 2 a 0 no segundo e depois sofreu, mas garantiu a vitória. A Roma, de técnico novo, é uma das surpresas da temporada, mantendo altíssimo nível dos tempos de Spalletti – hoje técnico da Inter.

Inglaterra

Na Premier League, o Manchester City deu mais uma demonstração de força ao fazer 2 a 0 no Leicester, fora de casa. O time voltou a jogar bem, dominar completamente as ações. O City é um “vendaval” para cima dos adversários. Ataca por todos os lados, de todos os jeitos, com muita gente chegando de trás e muita qualidade.

Guardiola gerou interrogações em algumas cabeças incrédulas depois de um primeiro ano meia boca no City e de três anos sem chegar à final europeia com o Bayern. Parece que muitas das dúvidas estarão dissipadas antes mesmo no Natal.

O City faz uma campanha histórica, com 11 vitórias em 12 jogos, 40 gols marcados. Um escândalo. São 8 pontos de vantagem para o United, 9 para o Chelsea, 11 para o Tottenham, 12 para Arsenal e Liverpool.

Na rodada inglesa, Manchester United, Chelsea e Liverpool ganharam bem, e o Arsenal fez uma grandíssima partida contra o rival Tottenham, vencendo por 2 a 0. O Tottenham, naturalmente, foi o grande derrotado do super sábado. É verdade que o primeiro gol do Arsenal saiu de uma jogada que deveria ter sido invalidada, mas tal foi o domínio que parece uma bobagem falar de arbitragem.

Gabriel Jesus fez o primeiro do City, Philippe Coutinho fez o terceiro dos 3 a 0 do Liverpool sobre o Southampton, e, no jogo do United, duas grandes notícias. Pogba voltou ao time e fez a jogada do empate, quando o time perdia para o Newcastle, e ainda marcou o terceiro gol, que praticamente matou o jogo – seria 4 a 1. A outra grande notícia foi a volta de Ibrahimovic, após mais de seis meses longe dos gramados.

Bundesliga e Ligue 1

Na Alemanha, o Bayern chegou à sétima vitória em oito jogos desde o retorno de Jupp Heynckes ao banco de reservas. O reencontro é sucesso absoluto, e o Bayern volta a ganhar corpo como uma das forças da Europa.

Com a derrota – mais uma – do Borussia Dortmund, sexta, e o empate do RB Leipzig em Leverkusen, neste sábado, o Bayern já abre seis pontos para o Leipzig na liderança. O caminho para o inédito hexacampeonato já está bem pavimentado.

Na França, Neymar fez um jogo sem muita graça. Ficou apagado na goleada de 4 a 1 do PSG sobre o Nantes, um adversário perigoso e bem treinador por Claudio Ranieri.

Cavani abriu o placar aos 37min, quando o PSG nada tinha feito em campo. Os outro gols saíram todas de lambanças bizarras do adversário, o que mostra o desnível entre a liga francesa e outras mais potentes. Com mais um tropeço do Monaco, na sexta-feira, agora a distância entre eles é de seis pontos.

No domingo que vem, haverá o aguardado duelo entre Monaco e PSG. Além de estar jogando mal, o Monaco enfrentará um time que ganhou 11 e empatou 2 até agora, campanha inferior somente à do City na Inglaterra.

 

 


Quatro impressões iniciais da temporada europeia
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Julio Gomes

A temporada 2017/2018 ainda mal começou na Europa e temos a primeira pausa para jogos de seleções. Foram quatro rodadas na França e Portugal, três na Inglaterra e Holanda, duas na Alemanha, Espanha e Itália. Foram disputadas também as fases prévias da Liga dos Campeões e da Liga Europa, com as chaves sorteadas para a fase de grupos de ambas as competições continentais.

Já podemos tirar conclusões? É logicamente cedo para concluir qualquer coisa. Mas já temos alguns indícios. Aqui vão quatro deles:

1- Manchester United é favorito a tudo

Convencionou-se dizer que a segunda temporada de José Mourinho é sempre a melhor nos clubes por onde passa. O técnico português tem impacto imediato, mas é depois de observar (e trocar) as peças do elenco que ele consegue elevar seus times ao próximo nível.

A primeira temporada de Mourinho no United não foi ruim. Conquistou a Europa League e a Copa da Liga Inglesa. É verdade que são títulos menores para um clube com o tamanho e o histórico do United, mas ainda assim foram os primeiros pós-Ferguson, o que foi importantíssimo. Para este ano, chegaram Lukaku, Matic e Lindelof. E agora há a notícia da permanência de Ibrahimovic, um jogador importantíssimo, ainda mais considerando que o sueco ficou apesar da chegada de Lukaku – ou seja, fica com a consciência da reserva e de sua importância para o grupo.

O United é o único a ganhar os três jogos na Premier League e não sofreu um gol sequer. Meteu 4 a 0 no West Ham e no Swansea (fora) e fez 2 a 0 no Leicester. O United do campeonato passado não goleava ninguém e costumava empatar jogos como este, contra o fechadinho Leicester, sábado. Agora apresenta mais soluções ofensivas aliadas à solidez defensiva.

Além do mais, o United foi sorteado em um grupo fácil na Champions League, ou seja, não precisará abrir mão de jogos na Premier League para avançar às oitavas na Europa. É apenas início de temporada, mas já deu para ver que as previsões feitas antes de o campeonato começar estavam certas: o gigante de Manchester vai disputar o título inglês, sim senhor, e é forte candidato na Champions.

Ainda na Inglaterra, importante observar o bom início do Liverpool, apesar da “lesão” (assim mesmo, entre aspas) de Philippe Coutinho. Sem o brasileiro, os Reds passaram bem pela prévia da Champions, contra um perigoso Hoffenheim, enfiaram impiedosos 4 a 0 no Arsenal, ontem, e só não têm 100% na Premier porque levaram um gol nos acréscimos e em impedimento na primeira rodada. Havia a interrogação sobre o que seria o Liverpool sem Coutinho. E a impressão é que Klopp conseguirá superar a ausência de seu melhor jogador – se ele, de fato, sair para o Barcelona.

2- Milão está de volta

Comprados por chineses, Milan e Internazionale tentam retomar dias de glória e quebrar o inédito domínio da Juventus, hexacampeã italiana.

O Milan foi o terceiro clube que mais gastou na janela de verão europeia, atrás apenas de Manchester City e PSG, trouxe o torcedor de volta ao San Siro e não está deixando ninguém na mão até agora. Passou com tranquilidade da fase prévia da Europa League e ganhou as duas primeiras no Italiano – ainda que tenha sofrido mais da conta ontem, contra o Cagliari.

É um time inteirinho novo e, como eu já dizia na prévia do Italiano, vamos ver que química Montella irá conseguir criar. Se encaixar, como parece que está encaixando, o Milan tem tudo para estar entre os quatro primeiros e ameaçar a Juventus. O início é promissor.

A Inter foi a quarta que mais gastou antes da temporada passada. Para este ano, mais do que gastar, o que o clube fez foi trazer o técnico Spalletti. E logo na segunda rodada ele comandou uma virada importante contra seu ex-clube, a Roma, fora de casa. A ausência de competições europeias (calendário folgado), duas vitórias em dois jogos, sendo uma delas contra um adversário direto da parte alta da tabela, credenciam a Inter a fazer um bom papel no Italiano.

3- Monaco não dará trégua ao PSG

Neymar começou muito bem sua trajetória no PSG, com gols, assistências e eficiência. Por aqui, o que mais ouvimos ultimamente é que “na França é fácil”. Bom, geralmente os que falam isso também achavam que “jogar na Espanha é fácil”. Difícil é o Brasileirão, claro.

Os adversários da França estão um degrau abaixo da Espanha, sem dúvida, e a diferença do PSG para os outros é muito grande. Mas eu não usaria tais argumentos para diminuir o início de Neymar.

O que este começo de temporada nos mostra, no entanto, é que o PSG não vai passear rumo ao título do Francês. O atual campeão é o Monaco e, apesar da perda de três titulares para a Premier League, o time de Leonardo Jardim trouxe boas reposições e manteve o alto nível.

Assim como o PSG, o Monaco ganhou seus quatro primeiros jogos no campeonato e, ontem, enfiou 6 a 1 no Olympique de Marselha – um grande do país e que começou a temporada como suposta terceira força. Falcao García começou voando e já tem sete gols nas quatro primeiras rodadas, e o Monaco fez os mesmos 14 gols que o PSG marcou.

Resta saber se nesta semana serão confirmados os rumores da saída de Mbappé do Monaco para o PSG. Se a transferência realmente ocorrer, aí a balança se desequilibra. Mas, por enquanto, não podemos descartar o atual campeão. Somando as duas temporadas, o Monaco ganhou seus últimos 16 jogos na Ligue 1.

4- Barcelona em crise

Quem olha a tabela do Espanhol, vê o Barcelona entre os líderes, com seis pontos, e o Real Madrid abaixo, com quatro. Nesta segunda, o clube catalão apresentou o novinho Dembélé, segundo jogador mais caro da história do futebol. Pode ser que para os jornais locais a crise seja passado. Mas não é. O Barcelona foi atropelado pelo Real na Supercopa, jogou francamente mal nas duas vitórias pela Liga e nota-se uma ruptura entre jogadores e diretoria. Não há coesão e união.

Se conseguir acertar com Coutinho até quinta, quando fecha a janela de transferências, o Barcelona terá sido o clube campeão de gastos do verão. Tudo isso porque perdeu Neymar de forma humilhante para o PSG e saiu comprando a torto e direito, pagando mais do que o mercado exige. Jogando para a torcida, sem qualquer planejamento financeiro.

Perdeu Neymar para si mesmo, assim como tinha perdido uma peça tão importante como Daniel Alves. E agora temos a novela da tal assinatura de Messi, que está faltando, apesar do anúncio de renovação meses atrás.

O início de temporada mostra um Barcelona rachado, com pouco futebol e muitas interrogações. Interrogações que não pairam sobre o Real Madrid, apesar do tropeço diante do Valencia – sem Cristiano Ronaldo, diga-se.


Prévia do Italiano: Champions e motivação, obstáculos para o hepta da Juve
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Julio Gomes

Até hoje, o recorde de títulos consecutivos nas ligas mais importantes da Europa é do Lyon, heptacampeão francês na “era Juninho Pernambucano”, entre outros grandes jogadores, é claro. A Juventus tenta repetir o feito da Itália a partir deste sábado, quando abre o campeonato contra o Cagliari.

A Juve sempre foi a principal força doméstica, mas nunca dominou tanto quanto agora. Formou um sistema defensivo tão sólido que, mesmo mudando todo mundo do meio para frente, chegou à segunda final de Champions League em três anos. E mantém Dybala, a joia da coroa.

Justamente a Champions é a conta pendente da Juve com seu torcedor. Nos últimos 20 anos, desde que a principal competição europeia foi ampliada, a Juventus é a única potência sem título (foram quatro derrotas em finais). Isso pode atrapalhar o foco na busca pelo hepta nacional? Não foi o que vimos nos últimos anos, mas é sempre difícil motivar jogadores a ganhar o que já ganharam tantas vezes.

Apesar das saídas de Daniel Alves e Bonucci, que não podem ser menosprezadas (pelo jogo e pela liderança de ambos no vestiário), a Juve se reforçou bem no mercado. Trouxe Matuidi, do PSG, Douglas Costa e Benatia, do Bayern, Di Sciglio, do Milan, e, a meu ver a principal contratação, o promissor Bernardeschi, da Fiorentina.

Existe um grande equilíbrio entre Roma, Napoli, Milan, Inter e até Lazio. São bons times de futebol. Mas é difícil imaginar que algum deles possa tirar o título da Juventus. Pode ganhar no confronto direto. Pode ameaçar em algum momento. Mas, no fim das contas, a disputa (boa) promete ser mesmo do segundo lugar para baixo.

Com a saída de Spalletti, a ROMA aposta em um ex-jogador e campeão com o clube em 2001, Eusebio di Francesco. O treinador levou o pequeno Sassuolo da segunda divisão à Liga Europa e adquiriu fama de propor um jogo ofensivo e desenvolver jogadores jovens. É bom lembrar também que agora a diretoria técnica da Roma está a cargo do espanhol Monchi, a grande mente por trás dos anos de sucesso do Sevilla.

A Roma fez caixa (100 milhões de euros) com três vendas importantes: Salah, para o Liverpool, Rudiger, para o Chelsea, e Paredes, para o Zenit. E fez contratações de baixo perfil, como os laterais Karsdorp (campeão holandês com o Feyenoord, 14 milhões), Bruno Peres (Torino, 12 mi) e Kolarov (Man City), os zagueiros Juan Jesus, Hector Moreno e Fazio, os centro-campistas Pellegrini e Gonalons e o extremo turco Under – este, o mais novo de todos, 20 anos, que veio do desconhecido time do Basaksehir, pode ser um dos típicos achados de Monchi.

Alisson será titular no gol da Roma, é muito importante observar o desempenho do goleiro, que tem tudo para ser titular da seleção na Copa.

O NAPOLI manteve a ótima base, com seu envolvente trio ofensivo formado por Mertens, Insigne e Callejón, e reforçou a defesa com o zagueiro sérvio Maksimovic (20 milhões de euros ao Torino) e o volante croata Rog, do Dinamo de Zagreb. A chave para o time de Maurizio Sarri é conseguir conciliar Série A e Champions League. Mas o Napoli e, sem dúvida, o postulante com menos interrogações para poder desafiar a Juve.

O MILAN, que saiu das mãos de Berlusconi para os chineses, foi quem mais fez barulho no mercado. Gastou muito e montou um time novo, mas não com medalhões. Começou bem nas fases prévias da Europa League e está animando o torcedor, sedento por voltar aos grandes palcos. Tudo vai depender da química que o treinador Vincenzo Montella conseguir criar.

Chegaram Bonucci (42 milhões de euros), uma garantia para a defesa; o jovem atacante André Silva (38 mi), de 21 anos, do Porto; a dupla que foi muito bem na Atalanta, o lateral Conti e o volante Kessié; da Alemanha, chegaram o bom meia turno Calhanoglu, do Bayer Leverkusen, e o lateral Rodríguez, do Wolfsburg; e vieram os argentinos Musacchio, do Villarreal, e Biglia, da Lazio.

Uma mistura de jovens com alguns veteranos. Outra grande notícias para os milanistas foi a permanência do goleiro Donnarumma, cortejado por outros gigantes europeus.

A INTERNAZIONALE, após o papelão da temporada passada e tantos técnicos demitidos, aposta as fichas em Luciano Spalletti, ex-técnico da Roma. Foi buscar na Fiorentina os meio-campistas Vecino e Borja Valero, na Sampdoria o zagueiro Skriniar e, no Nice, o desconhecido lateral-esquerdo brasileiro Dalbert, com passagens pelas bases de Flamengo e Fluminense. A Inter pagou 20 milhões de euros por ele, que fará companhia a Gabigol e Miranda.

Spalletti é um grande treinador de futebol. A Inter é um clube complicado, mas tem elenco para brigar no alto e não está em competições europeias, o que alivia o calendário.

Outras prévias no blog:

Real Madrid é favoritaço para o bicampeonato na Espanha

Em busca do hexa na Alemanha, Bayern não tem rivais à altura

Liga inglesa: a melhor virou também a mais imprevisível

França: Neymar e PSG fazem bi parecer sonho distante para o Monaco

Supercopa da Itália:

13/8/17 Lazio 3 x 2 Juventus

Maiores campeões italianos: Juventus (33), Milan (18), Internazionale (18)

Previsões:

Título: Juventus
Vice: Napoli
Vaga na Champions: Inter
Artilheiro: Higuaín
Melhor jogador: Dybala
Olho em: o Torino promete fazer um bom campeonato
Na TV: FOX e ESPN

Primeira rodada:

Sábado
13h Juventus x Cagliari
15h45 Verona x Napoli

Domingo
13h Atalanta x Roma
15h45 Bologna x Torino
15h45 Crotone x Milan
15h45 Internazionale x Fiorentina
15h45 Lazio x Spal
15h45 Sampdoria x Benevento
15h45 Sassuolo x Genoa
15h45 Udinese x Chievo


Juventus e Feyenoord podem ser campeões no fim de semana europeu
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Julio Gomes

O Bayern de Munique já garantiu o título na Alemanha. Neste fim de semana, Juventus, na Itália, e Feyenoord, na Holanda, podem garantir títulos domésticos nesta reta final de campeonatos europeus.

A Juve, virtual finalista da Liga dos Campeões da Europa, tem tudo para conquistar um inédito hexacampeonato italiano. Nunca um clube ganhou a Série A seis vezes seguidas.

A própria Juve conquistou o penta entre 1931 e 35, feito também conseguido pelo super Torino dos anos 40, antes do acidente de avião que vitimou o time inteiro. Mais recentemente, a Inter ganhou cinco títulos seguidos, mas em circunstâncias especiais (o primeiro dos cinco, em 2006, foi herdado após o escândalo extra-campo que tirou o título da Juventus e a mandou para a Série B).

Para ser campeã 2016/2017 com três rodadas de antecipação, a Juventus precisa vencer o dérbi da cidade contra o Torino, no sábado. No domingo, a vice-líder Roma tem um duro clássico fora de casa contra o Milan. Se a Juve ganhar e a Roma tropeçar, o hexa estará decidido. A rodada seguinte, a antepenúltima, tem justamente o duelo entre Roma e Juventus na capital.

Em seu estádio, a Juve ganhou os 17 jogos que fez no campeonato. Se juntarmos com a temporada passada, são 33 vitórias seguidas em partidas de Série A no Juventus Stadium. Em agosto de 2015, a Juve perdeu pela última vez em casa: 0-1 para a Udinese. Em setembro, empatou os dois jogos seguintes, 1-1 com Chievo e Frosinone. De lá para cá, só ganhou.

Se contarmos todas as competições, são 43 vitórias e 6 empates desde aquela derrota para a Udinese. A Juve pode chegar no sábado, portanto, a 50 jogos de invencibilidade em casa. E, ironicamente, comemorar o inédito hexa no sofá, no domingo.

RENASCIMENTO

Na Holanda, o Feyenoord pode quebrar um jejum incômodo de 18 anos sem um título da liga nacional. Para isso, basta vencer o Excelsior (13o colocado) no domingo de manhã. Como tem quatro pontos de vantagem para o Ajax, mesmo que tropece ainda terá a chance de ser campeão jogando em casa na última rodada.

O Feyenoord é o grande time de Roterdã, a segunda cidade do país. Foi o primeiro clube holandês a ganhar a Copa dos Campeões e a Copa Intercontinental (1970). Também foi o primeiro a ganhar a Copa da Uefa, em 1974 (depois repetiria a dose em 2002, o último grande momento do clube, ainda tempos de Van Persie).

Até o meio da década de 70, era o grande rival do Ajax. Enquanto o gigante de Amsterdã tinha 16 títulos nacionais, o Feyenoord tinha 11, e o PSV Eindhoven tinha só 4. Desde então, no entanto, o Ajax ganhou outros 17 campeonatos (soma 33), o PSV ganhou 19 (soma 23) e, o Feyenoord, apenas 3 (está a ponto de ganhar o 15o título no total).

Depois de uma grave crise financeira, o Feyenoord conseguiu acertar as contas nos últimos cinco anos. E, na temporada passada, fez um aposta alçando o ex-lateral Giovanni Van Bronckhorst ao cargo de técnico – seu primeiro como treinador principal de uma equipe.

Gio era titular do Barcelona de Ronaldinho, campeão da Europa em 2006, e chegou a fazer gol em semifinal de Copa do Mundo – 2010, contra o Uruguai. A final daquela Copa, perdida para a Espanha, foi seu último jogo como atleta profissional. Gio foi assistente de Koeman no Feyenoord antes de assumir o cargo principal.

Logo em sua primeira temporada, ano passado, quebrou um jejum de oito anos sem títulos com a conquista da Copa da Holanda. E, agora, está a ponto de quebrar o jejum de 18 anos sem ganhar a competição principal do país.

O Feyenoord foi cirúrgico no mercado do verão europeu, trazendo alguns jogadores de pouco nome e fama, mas que encaixaram bem com os jovens que subiram da base. O melhor exemplo é o atacante dinamarquês Nicolai Jorgensen, de 26 anos. Foi comprado por 3,5 milhões de euros após boas temporadas no Copenhagen e hoje é avaliado em 9 milhões. Ele é o artilheiro do Holandês, com 21 gols em 30 jogos.

OUTROS CAMPEONATOS

Na Inglaterra, o Chelsea tende a dar mais um passo rumo ao título. Na segunda-feira, recebe o penúltimo colocado e virtual rebaixado Middlesbrough. O Tottenham, que está quatro pontos atrás, quer seguir pressionando e enfrenta nesta sexta o West Ham, fora de casa, em um dérbi londrino.

O grande jogo da Premier no fim de semana será o clássico entre Arsenal e Manchester United, domingo, às 12h. Se o Arsenal não vencer, estará praticamente descartado do G4 e da classificação para a Champions League (não fica fora desde 1997/1998, segunda temporada de Wenger no clube). Wenger, por sinal, nunca venceu um jogo de Premier League contra times de José Mourinho (sete empates e cinco derrotas).

Na Espanha, o Barcelona entrará em campo para enfrentar o Villarreal, quinto colocado. Jogo perigoso, já que o Villarreal já ganhou do Atlético e empatou com o Real Madrid e com o Sevilla fora de casa na temporada. É a segunda melhor defesa do campeonato. Logo depois, o Real pega o já rebaixado Granada. O time reserva, que vem se mostrando para lá de confiável, tentará a sexta vitória em seis “missões” fora de casa. Cristiano Ronaldo, por exemplo, nem viajou a Granada. Após o atropelo diante do Real na Champions, o Atlético de Madri joga por uma vitória contra o Eibar para se garantir, de novo, na Liga dos Campeões da próxima temporada.

Na Alemanha, o Bayern de Munique celebrará o título em casa contra o lanterna e rebaixado Darmstadt. Promessa de uns 10 a 0. O grande jogo do sábado (10h30) é entre o quarto colocado, Borussia Dortmund, e o terceiro, Hoffenheim. Os times estão separados por apenas um ponto, e chegar em terceiro significa não jogar fase prévia da próxima Champions League.

Na França, Monaco e PSG enfrentam penúltimo e último, respectivamente. Mas são jogos complicadinhos, pois a rabeira da tabela está toda embolada e esses times jogam a vida. O PSG deve passar em casa pelo Bastia no primeiro jogo do sábado (12h) e novamente alcançar o Monaco em pontos – mas ainda ficar muito atrás no saldo de gols e com dois jogos a mais. O Monaco precisa esquecer a derrota para a Juventus quando entrar em campo para enfrentar o Nancy (15h), fora de casa.

Por fim, em Portugal faltam três rodadas e o Benfica tem três pontos de vantagem para o Porto – que empatou demais ao longo do campeonato. Os dois times jogam fora de casa: o Porto com o Marítimo (sexto) no sábado, o Benfica com o Rio Ave (sétimo) no domingo. Difícil imaginar que o Benfica fique sem o tetracampeonato.

 


Real Madrid, Juventus e Monaco têm ótimo fim de semana antes das semis
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Julio Gomes

A semana será de semifinais de Liga dos Campeões, com o dérbi entre Real Madrid e Atlético de Madri, na terça, e Monaco x Juventus, na quarta. Mesmo sem entrar em campo neste domingo, Juventus e Monaco viraram virtuais campeões da Itália e da França.

A Juve tenta ser a primeira equipe a ganhar seis vezes seguidas o Italiano. O Monaco, por sua vez, tenta o oitavo título nacional, o primeiro desde o ano 2000. E ficou muito, muito perto com a derrota do Paris Saint-Germain neste domingo.

A temporada europeia vai chegando ao fim, e começam a aparecer os primeiros campeões das grandes ligas. O Bayern de Munique, após as decepcionantes eliminações na Liga dos Campeões da Europa e na Copa da Alemanha, garantiu matematicamente o pentacampeonato alemão ao desencantar e vencer o Wolfsburg por 6 a 0, fora de casa, no sábado.

Com Heynckes, o Bayern da tríplice coroa, em 2013, foi campeão com seis rodadas de antecipação. Com Guardiola, bateu o recorde em 2014 (sete rodadas, título em março). Em 2015, o tri veio com quatro rodadas de antecedência. O tetra, ano passado, na penúltima rodada. Agora, no primeiro ano de Carlo Ancelotti, é campeão com três rodadas para o fim da Bundesliga. Nunca, na história do futebol alemão, um time havia conseguido cinco títulos seguidos.

Na Inglaterra, o Chelsea deu um passo gigantesco rumo ao título ao vencer o Everton, fora de casa, por 3 a 0. É verdade que o Tottenham ganhou o dérbi de Londres contra o Arsenal, e a diferença entre eles segue em quatro pontos. Mas este era o último jogo realmente complicado para o Chelsea na tabela – dos quatro restantes, três são em casa e contra times da parte baixa da tabela.

A briga boa na Inglaterra é mesmo pelas duas vagas restantes no G4, as vagas para a próxima Liga dos Campeões. Liverpool e Manchester City tem os mesmos 66 pontos e os mesmos 28 gols de saldo (primeiro critério de desempate). O Manchester United tem 65 pontos, e o Arsenal tem 60, mas um jogo a menos.

Por falar em Liga dos Campeões, dos quatro semifinalistas, três brigam para serem campeões nacionais. E os três tiveram um fim de semana para sorrir.

O Real Madrid ainda tem os mesmos pontos que o Barcelona na ponta da Espanha, mas conseguiu uma vitória muito mais dramática. Pela enésima vez no campeonato, conseguiu pontos decisivos nos momentos finais. Marcelo foi o herói da vitória sobre o Valencia no sábado, marcando aos 41min do segundo tempo. O Valencia havia arrancado empates em Madri nas quatro das últimas cinco visitas e havia vencido o Real no jogo do turno.

Uma rodada a menos, e o Real Madrid ainda tem direito a empatar um dos quatro jogos restantes. Ao Barça, não basta vencer seus três jogos a fazer.

A Juventus empatou com a Atalanta na sexta-feira, mas depois viu de camarote a Roma perder o dérbi da capital por 3 a 1 para a Lazio, neste domingo de manhã. A vantagem na liderança, que poderia cair, subiu para nove pontos faltando quatro rodadas. A Juventus pode ser campeã na próxima rodada: faz em seu estádio o dérbi contra o Torino no sábado, enquanto a Roma tem um duro clássico contra o Milan, fora de casa, no domingo.

E o grande felizardo do dia foi o Monaco, que viu o PSG perder para o Nice por 3 a 1. Desde os 6 a 1 para o Barcelona, na Champions, o PSG havia vencido todas as nove partidas que havia disputado. Colocou pressão no Monaco, que busca seu primeiro título francês desde o ano 2000. Mas, apesar da maratona e de algumas partidas dramáticas, o time do Principado segurou as pontas.

No sábado, venceu o Toulouse precisando de uma virada no segundo tempo. Com a derrota do PSG em Nice, agora o Monaco tem três pontos de vantagem, muito mais saldo de gols (20 gols a mais), que é o primeiro critério de desempate, e ainda um jogo a menos.

Basta ao Monaco, portanto, ganhar dois dos quatro jogos restantes para ser campeão – pode perder duas vezes que ainda assim levará o caneco, mesmo que o PSG vença seus três jogos restantes. Essa margem de erro, que era pequena e ficou grande, dá um baita respiro para o Monaco focar nos duelos contra a Juventus pela Liga dos Campeões.

Em tempo: o Atlético de Madri, o último semifinalista da Champions, está fora da disputa pelo título espanhol, mas também sorriu. No sábado, meteu 5 a 0 no Las Palmas e recuperou a confiança em Gameiro. O problema é que perdeu Gimenez, machucado, e está sem lateral direito para enfrentar o Real Madrid – um tal Cristiano Ronaldo é quem joga por ali…


Ligas europeias entram na reta final com mês recheado de clássicos
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Julio Gomes

Passada a última pausa da temporada europeia para jogos de seleções, o “vírus Fifa” deixou os grandes clubes em paz desta vez. Chegamos à reta final dos campeonatos e o mês de abril reservas grandes clássicos em todas as ligas.

Já neste fim de semana, PSG e Monaco decidem a Copa da Liga da França (sábado 15h45). Benfica e Porto se enfrentam pela liderança (e, possivelmente, o título) em Portugal (sábado 16h30). Schalke 04 e Borussia Dortmund fazem o clássico do Vale do Ruhr, nesta que é considerada a maior rivalidade da Alemanha (sábado 10h30). Na Itália, em outro clássico de grande rivalidade, o Napoli recebe a Juventus no domingo (15h45). E a rodada da Premier League tem clássico de Liverpool no sábado (8h30) e o confronto entre os criticados Wenger e Guardiola no domingo (12h).

A Champions League tem quartas de final em 11/12 e 18/19 de abril, com Bayern-Real Madrid, Juventus-Barcelona, Dortmund-Monaco e Atlético de Madri-Leicester.

Veja o que ainda está em jogo nos principais países:

INGLATERRA

O Chelsea chega às 10 rodadas finais com uma enorme vantagem de pontos. São 69 contra 59 do Tottenham, 57 do Manchester City, 56 do Liverpool, 52 do Manchester United, 50 de Arsenal e Everton. O título vai ficar com os “blues”, mas a disputa pelas vagas na próxima Liga dos Campeões promete.

Já neste sábado, tem o “Merseyside Derby”, o clássico de Liverpool. Jogando em seu estádio, o Liverpool não perde para o Everton desde 1999. Depois disso, no entanto, o Liverpool, assim como o Tottenham, tem uma tabela mais tranquila.

Após a decepcionante eliminação nas oitavas de final da Champions, o Manchester City, de Guardiola, vai a Londres enfrentar o Arsenal, domingo, e o Chelsea, na próxima quarta. O Chelsea ainda joga o clássico contra o United, em Manchester, no dia 16. Aliás, o United, de Mourinho, que já ganhou a Copa da Liga Inglesa, ainda está vivo na Liga Europa, onde enfrenta o Anderlecht nas quartas de final e é o grande favorito ao título.

Principais jogos de abril:
1/4 Liverpool-Everton
2/4 Arsenal-Man City
5/4 Chelsea-Man City
16/4 Man United-Chelsea (Mou vs Conte)
22/4 Chelsea-Tottenham (semi Copa da Inglaterra)
23/4 Arsenal-Man City (semi Copa da Inglaterra)
27/4 Man City-Man United (Mou vs Pep)
30/4 Tottenham-Arsenal, Everton-Chelsea

ESPANHA

O Real Madrid tem o controle da Liga, pois soma dois pontos a mais que o Barcelona (65 a 63), tem ainda um jogo a menos e joga o clássico do returno no Santiago Bernabéu. Mas os dois gigantes têm duelos complicadíssimos na Liga dos Campeões logo antes do superclássico e o Campeonato Espanhol está mais equilibrado. Os gigantes já tropeçaram e ainda podem tropeçar mais vezes.

O Atlético de Madri, em quarto, com 55 pontos, está mais focado na Champions, mas adoraria fazer um grande dérbi contra o Real antes dos duelos contra o Leicester. O Sevilla, com 57, tentará se manter entre os quatro e não perder Jorge Sampaoli para a seleção argentina.

Principais jogos de abril:
5/4 Barcelona x Sevilla
8/4 Real Madrid-Atlético de Madri
(11/4 Juventus-Barça, 12/4 Bayern-Real, Atlético-Leicester na Champions)
(18/4 Real-Bayern e Leicester-Atlético, 19/4 Barça-Juventus na Champions)
23/4 Real Madrid-Barcelona
29 ou 30/4 Real Madrid-Valencia, Espanyol-Barcelona

ALEMANHA

O Bayern de Munique conquistará o inédito pentacampeonato, disso ninguém duvida. Tem folga na Bundesliga e poderá até poupar jogadores nos jogos próximos ao duelo contra o Real Madrid pela Liga dos Campeões – ainda que sejam jogos complicados. São 62 pontos na tabela, 13 a mais que o surpreendente RB Leipzig e 16 a mais que o Borussia Dortmund.

Depois de perder o clássico para o Borussia em Dortmund, em novembro, o Bayern engatou 12 vitórias e 2 empates no Alemão. Somando todas as competições, são 19 jogos e quatro meses sem perder. Em abril, o Bayern terá duas oportunidades de se vingar (ou não) de seu maior rival doméstico, que também está vivo na Champions.

Principais jogos de abril:
1/4 Schalke 04-Dortmund
8/4 Bayern-Dortmund
(11/4 Dortmund-Monaco, 12/4 Bayern-Real na Champions, 13/4 Ajax-Schalke na Europa League)
15/4 Bayer Leverkusen-Bayern
(18/4 Real-Bayern, 19/4 Monaco-Dortmund na Champions, 20/4 Schalke-Ajax na Europa League)
26/4 Bayern-Dortmund (semifinal da Copa da Alemanha, jogo único)

ITÁLIA

Assim como Chelsea e Bayern de Munique, a Juventus tem folga na liderança. Será o sexto Scudetto consecutivo, um feito inédito e histórico. Faltando nove rodadas para o final, a Juve lidera com 73 pontos, são 8 a mais que a Roma e 10 a mais que o Napoli. Foram 24 vitórias em 29 jogos até agora.

O mês de abril começa com dois duelos contra o Napoli, um pelo campeonato, outro pela Copa. São jogos de muita rivalidade e tensão entre times e torcidas. É o sul contra o norte, um duelo de muito simbolismo.

Jogando em seu estádio pelo Campeonato Italiano, a Juventus soma 31 vitórias consecutivas, juntando a atual com a temporada passada. Não empata desde um 1 a 1 com o Frosinone, em setembro de 2015. Não perde desde o primeiro jogo da temporada 15/16, 0-1 para a Udinese, em agosto de 2015. Somando todas as competições, são 46 jogos de invencibilidade no Juventus Stadium. Impressionante.

Lazio, com 57, Inter e Atalanta, com 55, e Milan, com 53 pontos, ainda tentam alcançar Roma (65) e Napoli (63) pelas vagas na próxima Champions.

Principais jogos de abril:
2/4 Napoli-Juventus
4/4 Roma-Lazio (semi Coppa Itália, Lazio fez 2-0 na ida)
5/4 Napoli-Juventus (semi Coppa Itália, Juve fez 3-1 na ida)
9/4 Lazio-Napoli
(11/4 Juventus-Barça na Champions)
15/4 Internazionale-Milan
(19/4 Barça-Juventus na Champions)
29 ou 30/4 Roma-Lazio, Internazionale-Napoli

FRANÇA

Depois da virada sofrida na Liga dos Campeões para o Barcelona, restam ao Paris Saint-Germain as competições domésticas. A parada está dura na Ligue 1. Em busca do pentacampeonato, o PSG, com 68 pontos, está 3 atrás do Monaco – dono do melhor ataque da Europa na temporada.

O Monaco, que superou o City de Guardiola e está nas quartas de final da Champions, fez 129 gols em 48 partidas oficias, média de 2,7. É um time super agradável de ver jogar e que vai vender caro o título francês, que não conquista desde o ano 2000.

Logo de cara, neste sábado, PSG e Monaco se enfrentam em Lyon pelo título da Copa da Liga da França. É a competição menos importante da temporada, mas que ganhou peso justamente pelo confronto direto entre as duas forças do país. Nos dois jogos entre eles pela Ligue 1, o Monaco fez 3 a 1 em casa e empatou por 1 a 1 em Paris (com gol nos acréscimos).

Eles também estão vivos na Copa da França e tem jogos relativamente fáceis no meio da semana que vem. Podem se enfrentar nas semifinais ou em uma eventual nova decisão.

O Nice, de Balotelli, ficou para trás na tabela e soma 64 pontos, sete a menos que o Monaco. Mas deve conseguir vaga na Champions, pois tem 14 a mais do que o Lyon, o quarto colocado. O Lyon ainda está vivo na Europa League e enfrenta nos dias 13 e 20 de abril o Besiktas, líder do Campeonato Turco, por uma vaga nas semifinais.

PORTUGAL

Também neste sábado, Benfica e Porto fazem o superclássico em Lisboa. O Benfica lidera o campeonato com 64 pontos, apenas 1 a mais que o Porto – ambos foram eliminados nas oitavas de final da Liga dos Campeões.

Depois do clássico, faltarão sete rodadas para o fim do campeonato. Como Benfica e Porto costumam ganhar praticamente todos os seus jogos em Portugal, o duelo direto é uma verdadeira decisão. Ainda em abril, no dia 22, o Benfica faz o dérbi de Lisboa contra o terceiro colocado, no estádio do Sporting.


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