Blog do Júlio Gomes

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Quatro impressões iniciais da temporada europeia
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A temporada 2017/2018 ainda mal começou na Europa e temos a primeira pausa para jogos de seleções. Foram quatro rodadas na França e Portugal, três na Inglaterra e Holanda, duas na Alemanha, Espanha e Itália. Foram disputadas também as fases prévias da Liga dos Campeões e da Liga Europa, com as chaves sorteadas para a fase de grupos de ambas as competições continentais.

Já podemos tirar conclusões? É logicamente cedo para concluir qualquer coisa. Mas já temos alguns indícios. Aqui vão quatro deles:

1- Manchester United é favorito a tudo

Convencionou-se dizer que a segunda temporada de José Mourinho é sempre a melhor nos clubes por onde passa. O técnico português tem impacto imediato, mas é depois de observar (e trocar) as peças do elenco que ele consegue elevar seus times ao próximo nível.

A primeira temporada de Mourinho no United não foi ruim. Conquistou a Europa League e a Copa da Liga Inglesa. É verdade que são títulos menores para um clube com o tamanho e o histórico do United, mas ainda assim foram os primeiros pós-Ferguson, o que foi importantíssimo. Para este ano, chegaram Lukaku, Matic e Lindelof. E agora há a notícia da permanência de Ibrahimovic, um jogador importantíssimo, ainda mais considerando que o sueco ficou apesar da chegada de Lukaku – ou seja, fica com a consciência da reserva e de sua importância para o grupo.

O United é o único a ganhar os três jogos na Premier League e não sofreu um gol sequer. Meteu 4 a 0 no West Ham e no Swansea (fora) e fez 2 a 0 no Leicester. O United do campeonato passado não goleava ninguém e costumava empatar jogos como este, contra o fechadinho Leicester, sábado. Agora apresenta mais soluções ofensivas aliadas à solidez defensiva.

Além do mais, o United foi sorteado em um grupo fácil na Champions League, ou seja, não precisará abrir mão de jogos na Premier League para avançar às oitavas na Europa. É apenas início de temporada, mas já deu para ver que as previsões feitas antes de o campeonato começar estavam certas: o gigante de Manchester vai disputar o título inglês, sim senhor, e é forte candidato na Champions.

Ainda na Inglaterra, importante observar o bom início do Liverpool, apesar da “lesão” (assim mesmo, entre aspas) de Philippe Coutinho. Sem o brasileiro, os Reds passaram bem pela prévia da Champions, contra um perigoso Hoffenheim, enfiaram impiedosos 4 a 0 no Arsenal, ontem, e só não têm 100% na Premier porque levaram um gol nos acréscimos e em impedimento na primeira rodada. Havia a interrogação sobre o que seria o Liverpool sem Coutinho. E a impressão é que Klopp conseguirá superar a ausência de seu melhor jogador – se ele, de fato, sair para o Barcelona.

2- Milão está de volta

Comprados por chineses, Milan e Internazionale tentam retomar dias de glória e quebrar o inédito domínio da Juventus, hexacampeã italiana.

O Milan foi o terceiro clube que mais gastou na janela de verão europeia, atrás apenas de Manchester City e PSG, trouxe o torcedor de volta ao San Siro e não está deixando ninguém na mão até agora. Passou com tranquilidade da fase prévia da Europa League e ganhou as duas primeiras no Italiano – ainda que tenha sofrido mais da conta ontem, contra o Cagliari.

É um time inteirinho novo e, como eu já dizia na prévia do Italiano, vamos ver que química Montella irá conseguir criar. Se encaixar, como parece que está encaixando, o Milan tem tudo para estar entre os quatro primeiros e ameaçar a Juventus. O início é promissor.

A Inter foi a quarta que mais gastou antes da temporada passada. Para este ano, mais do que gastar, o que o clube fez foi trazer o técnico Spalletti. E logo na segunda rodada ele comandou uma virada importante contra seu ex-clube, a Roma, fora de casa. A ausência de competições europeias (calendário folgado), duas vitórias em dois jogos, sendo uma delas contra um adversário direto da parte alta da tabela, credenciam a Inter a fazer um bom papel no Italiano.

3- Monaco não dará trégua ao PSG

Neymar começou muito bem sua trajetória no PSG, com gols, assistências e eficiência. Por aqui, o que mais ouvimos ultimamente é que “na França é fácil”. Bom, geralmente os que falam isso também achavam que “jogar na Espanha é fácil”. Difícil é o Brasileirão, claro.

Os adversários da França estão um degrau abaixo da Espanha, sem dúvida, e a diferença do PSG para os outros é muito grande. Mas eu não usaria tais argumentos para diminuir o início de Neymar.

O que este começo de temporada nos mostra, no entanto, é que o PSG não vai passear rumo ao título do Francês. O atual campeão é o Monaco e, apesar da perda de três titulares para a Premier League, o time de Leonardo Jardim trouxe boas reposições e manteve o alto nível.

Assim como o PSG, o Monaco ganhou seus quatro primeiros jogos no campeonato e, ontem, enfiou 6 a 1 no Olympique de Marselha – um grande do país e que começou a temporada como suposta terceira força. Falcao García começou voando e já tem sete gols nas quatro primeiras rodadas, e o Monaco fez os mesmos 14 gols que o PSG marcou.

Resta saber se nesta semana serão confirmados os rumores da saída de Mbappé do Monaco para o PSG. Se a transferência realmente ocorrer, aí a balança se desequilibra. Mas, por enquanto, não podemos descartar o atual campeão. Somando as duas temporadas, o Monaco ganhou seus últimos 16 jogos na Ligue 1.

4- Barcelona em crise

Quem olha a tabela do Espanhol, vê o Barcelona entre os líderes, com seis pontos, e o Real Madrid abaixo, com quatro. Nesta segunda, o clube catalão apresentou o novinho Dembélé, segundo jogador mais caro da história do futebol. Pode ser que para os jornais locais a crise seja passado. Mas não é. O Barcelona foi atropelado pelo Real na Supercopa, jogou francamente mal nas duas vitórias pela Liga e nota-se uma ruptura entre jogadores e diretoria. Não há coesão e união.

Se conseguir acertar com Coutinho até quinta, quando fecha a janela de transferências, o Barcelona terá sido o clube campeão de gastos do verão. Tudo isso porque perdeu Neymar de forma humilhante para o PSG e saiu comprando a torto e direito, pagando mais do que o mercado exige. Jogando para a torcida, sem qualquer planejamento financeiro.

Perdeu Neymar para si mesmo, assim como tinha perdido uma peça tão importante como Daniel Alves. E agora temos a novela da tal assinatura de Messi, que está faltando, apesar do anúncio de renovação meses atrás.

O início de temporada mostra um Barcelona rachado, com pouco futebol e muitas interrogações. Interrogações que não pairam sobre o Real Madrid, apesar do tropeço diante do Valencia – sem Cristiano Ronaldo, diga-se.


Prévia do Inglês: a melhor Liga virou também a mais imprevisível
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A Premier League já vem há anos sendo considerada a mais forte do mundo entre as ligas domésticas. Especialmente pela quantidade de dinheiro envolvido e o fato de os times médios e pequenos não serem presas tão fáceis para os grandes, como na Espanha, França, Holanda, Portugal. Por ter melhores times do que os italianos. Por ter mais concorrência do que a Bundesliga. Não tem jogo fácil. E é difícil ter jogo ruim.

O que a Premier não tinha, no entanto, era esse “componente Brasileirão”. O campeonato começa com muitos favoritos – ou sem favorito, depende do ponto de vista. Há um altíssimo índice de imprevisibilidade. Nem disso mais o futebol brasileiro pode presumir.

Vamos puxar a comparação pelas casas de apostas e seus poderosos algoritmos. Vou usar dados do Bet365, o maior site de apostas do mundo. Eis o retorno para cada dólar apostado no campeão inglês:

Manchester City – 2,70/1
Manchester United e Chelsea – 4,50/1
Tottenham – 11/1
Arsenal e Liverpool – 13/1

Para efeitos de comparação. Na Alemanha, o título do Bayern paga apenas 1,14 para cada dólar apostado. O sexto favorito da lista é o Hoffenheim, que vai disputar uma vaga com o Liverpool na próxima Champions. O título do Hoffenheim paga 81 para 1 para quem acertar.

Na Espanha, título do Real Madrid ou do Barcelona dá retorno de 1,90 para 1. Do quinto ao oitavo “favoritos” (uma lista que tem os tradicionais Valencia e Athletic Bilbao), o retorno é de absurdos 301 para 1. O retorno é assim grande por uma simples razão: não vai acontecer.

Na Itália, o título da Juventus paga 1,66 para 1. O sexto favorito é a Lazio: 67 para 1. Na França, título do PSG dá retorno de 1,14, igual ao do Bayern na Alemanha. O sexto favorito, o Nice, paga 81 para 1.

Não é possível encontrar uma liga doméstica de alto nível com seis times tão nivelados como na Premier League. Entre os dois clubes de Manchester, Liverpool e os três grandes londrinos, qualquer um pode ser campeão e qualquer um pode acabar em quinto ou sexto, fora da zona de classificação da Champions. Nenhum resultado surpreende.

Este é um dos componentes que fazem do campeonato que começa nesta sexta-feira, com o jogo entre Arsenal e Leicester, uma competição imperdível.

Além do mais, estão nele alguns dos técnicos mais badalados do planeta: Guardiola, Mourinho, Klopp, Conte, Pocchetino, Wenger. E muitos dos craques que estarão na Copa do Mundo do ano que vem.

Vamos saber um pouquinho mais dos favoritos?

MANCHESTER CITY – O clube de Guardiola foi o que mais mudou e mais gastou: 240 milhões de euros (e a janela ainda não fechou). Comprou o goleiro Ederson, do Benfica e da seleção, tirou Bernardo Silva (meia português) e Mendy (lateral francês) do ótimo Monaco, e comprou outros dois laterais-direitos: Walker, do Tottenham, e Danilo, do Real Madrid (já que Daniel Alves deu para trás para jogar com Neymar). Nasri voltou do empréstimo ao Sevilla.

A lista de dispensas também foi grande: Ileanacho, Nolito, Kolarov, Zabaleta, Fernando, Jesus Navas, Clichy, Caballero…

Não haverá desculpas para Guardiola. Como virou moda, aparentemente o City também usará um sistema com três zagueiros, mas com laterais muito mais ofensivos que os da concorrência. Gabriel Jesus (7 gols em 10 jogos na temporada passada) e Aguero devem jogar juntos no ataque, sendo municiados com gente de muita qualidade (De Bruyne, Silva, Sané, etc). É natural que seja considerado favorito ao título, mas é preciso observar se Guardiola encontrará a química. Se o time vai encaixar, parar de dar gols em saídas de bola e entender, de fato, o seu treinador.

MANCHESTER UNITED – Convencionou-se dizer que o segundo ano de Mourinho é sempre o melhor. O primeiro, apesar do futebol pobre, trouxe os primeiros títulos ao clube pós-Ferguson. Europa League, Copa da Liga, Supercopa inglesa, vaga na Champions…

O atacante belga Lukaku, de só 24 anos, chegou por 85 milhões de euros (só Neymar foi mais caro) e é promessa de gols. O sérvio Matic, volante tirado do Chelsea, um concorrente direto, e o zagueiro sueco Lindelof, de 23 anos, do Benfica, também chegam para jogar. Foram-se Rooney e Ibrahimovic. O United não vai encantar, mas vai competir. Mourinho é Mourinho, não convém duvidar.

CHELSEA – O atual campeão também fez contratações caras e relevantes: Morata chegou do Real Madrid para o ataque, Bakayoko era titular do Monaco e o zagueiro alemão Rudiger veio da Roma. Mas, ao contrário dos times de Manchester, o Chelsea perdeu jogadores muito importantes: Matic e Diego Costa.

Falem o que quiserem do atacante brasileiro, mas ele é um jogador talhado para a Premier League. Foi muito importante para o título, era um desafogo, um criador de chances onde elas não existiam. O artilheiro do time. E sua dispensa, via whatsapp de Conte, foi tão amadora que custará caro aos cofres do clube. A base do Chelsea está mantida, mas é necessário ver se os substitutos que chegam corresponderão à altura dos que se foram. E nesse ano tem Champions para o Chelsea, nada de semanas e mais semanas inteiras para descansar e treinar.

TOTTENHAM – O vice-campeão foi o time com menos mudanças. Não chegou ninguém importante e saiu Walker (para o City) da base titular. Ou seja, o Tottenham, muito bem treinado por Pocchetino, vai novamente para as cabeças. Mas não melhorou. E tem um detalhe: devido à construção de seu novo estádio, irá jogar em Wembley. Não será o mesmo time invencível em casa que foi na temporada passada, em White Hart Lane. Isso pode atrapalhar muito o sonho por um título que não vem desde 1961. Ficar entre os quatro já será uma grande conquista.

LIVERPOOL – Philippe Coutinho fica ou sai? Passará pelo Hoffenheim e entrará na fase de grupos da Champions League? Estas duas perguntas condicionam toda a temporada do Liverpool. O time foi o que fez mais pontos nos confrontos diretos entre os seis favoritos na temporada passada, mas deixou um caminhão deles contra os pequenos.

A grande compra foi o ponta egípcio Salah, da Roma. Convenhamos, nenhum time passa de quarto a primeiro na Inglaterra por ter Salah. É fundamental para o Liverpool manter Coutinho e trazer algum nome relevante – como Keita, do Leipzig. Também fundamental será conter o grande número de erros defensivos visto no time de Klopp no último campeonato. Daí a tentativa de tirar o zagueiro holandês Van Dijk, de 26 anos, do Southampton.

ARSENAL – Arsène Wenger, o longevo, segue firme e forte, para alegria de alguns, desespero de muitos. O Arsenal trouxe o atacante francês Lacazette, do Lyon, por 53 milhões de euros, mas ainda pode perder Alexis Sanchez, assediado por City e PSG. Se o chileno não for vendido nesta janela, sairá de graça ao final da temporada. O Arsenal não disputará a Champions pela primeira vez em duas décadas, quem sabe assim Wenger conseguirá fazer o time ser mais consistente e brigar por algo mais do que o tradicional quarto lugar dos últimos tempos.

E o resto dos times?

Uma menção ao Everton, que pegou o dinheiro de Lukaku e investiu em alguns nomes como o goleiro Pickford, do Sunderland, o zagueiro Keane, do Burnley, o ótimo meia Klaassen, do Ajax, e o atacante Sandro, do Málaga, ex-Barça. Wayne Rooney também está de volta à casa e pode ajudar com sua experiência. O holandês Ronald Koeman segue no comando técnico.

Outro holandês conhecido, Frank de Boer, será o técnico do Crystal Palace. O Leicester, improvável campeão em 2016, efetivou Criag Shakespeare, que levantou o time após a dispensa de Ranieri. Tão procurados no verão passado, Mahrez e Vardy seguem por lá, e o clube gastou 27 milhões de euros para tirar o promissor atacante nigeriano Ileanacho, de 20 anos, do Manchester City.

O supertradicional Newcastle, que sempre gastou muito (e mal), bateu e voltou da segunda divisão. O técnico espanhol Rafael Benítez segue no cargo, e o clube fez algumas contratações modestas para não repetir o vexame.

Não ao cai-cai

A cultura na Inglaterra é a de que jogadores que simulam fazem mais mal ao jogo do que jogadores que quebram pernas alheias. E a Premier League decidiu ser mais dura com os simuladores.

Um grupo de especialistas (cada painel será formado por um ex-árbitro, um ex-técnico e um ex-jogador) irá rever as imagens da rodada a cada segunda-feira. Jogadores que tiverem simulado faltas na área ou fingido agressões serão automaticamente suspensos por duas partidas – caso haja unanimidade no painel. Caso ele tenha conseguido o pênalti ou a expulsão de um rival com sua simulação, a punição será ainda maior.

Supercopa da Inglaterra: 

6/8/17 Arsenal 1 x 1 Chelsea (Arsenal 4 a 1 nos pênaltis)

Maiores campeões ingleses: Manchester United (20), Liverpool (18)

Campeões nos 25 anos desde a fundação da Premier League: Manchester United (13), Chelsea (5), Arsenal (3), Manchester City (2), Leicester (1), Blackburn (1)

Previsões:

Título: Manchester City
Vice: Manchester United
Vagas na Champions: Chelsea e Tottenham
Artilheiro: Lukaku (United)
Melhor jogador: De Bruyne (City)
Na TV: ESPN tem exclusividade

Primeira rodada:

Sexta
15h45 Arsenal x Leicester

Sábado
8h30 Watford x Liverpool
11h Chelsea x Burnley
11h Everton x Stoke City
11h Crystal Palace x Huddersfield Town
11h Southampton x Swansea
11h West Bromwich x Bournemouth
13h30 Brighton x Manchester City

Domingo
9h30 Newcastle x Tottenham
12h Manchester United x West Ham

 


Gabriel Jesus ajuda Guardiola a salvar a temporada
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Ainda não é matemático. Mas, na prática, o Manchester City garantiu classificação para a próxima Liga dos Campeões da Europa nesta terça-feira, ao vencer o West Bromwich por 3 a 1. O primeiro gol do jogo foi anotado por Gabriel Jesus.
Nestes quatro meses com o City, Gabriel Jesus, com uma lesão no pé no meio do caminho, atuou em nove partidas e fez, com o desta quarta, seis gols. Foram seis vitórias e três empates do time de Guardiola nestes jogos. Dá para concluir que o brasileiro foi importante para salvar a temporada dos Citizens.
Afinal, o City não conseguiu disputar o título inglês, foi eliminado das oitavas da Champions pelo Monaco, na semifinal da Copa da Inglaterra perdeu para o Arsenal e, na Copa da Liga, perdeu para o United de Mourinho. É uma temporada sem título, mas com Champions. Seria trágico para Guardiola acabar seu primeiro ano fora do G4 – o clube esteve no clubinho nas últimas seis temporadas, desde que virou “novo rico”.
Na última rodada (todos os jogos serão às 11h de domingo), o City enfrenta o Watford, 16o colocado e amargando cinco derrotas seguidas. Se vencer, garante o terceiro lugar e a vaga direta na fase de grupos da Champions. Se empatar, será terceiro caso o Liverpool não vença o já rebaixado Middlesbrough por três gols ou mais. Caso contrário, será o quarto e terá de disputar a fase prévia.
A única combinação trágica que deixaria o City fora da Champions: derrota para o Watford, vitórias de Liverpool e Arsenal. E ainda o Arsenal teria de tirar a desvantagem de cinco gols que tem para o City no saldo de gols.
A situação da Premier League:
Já sabemos que Chelsea é campeão e, junto com o Tottenham, estará na fase de grupos da Champions League.
A terceira vaga direta e a quarta (para a fase prévia) estão entre:
 
Manchester City – 75 pontos (saldo +36aq)
Liverpool – 73 pontos (saldo +33)
Arsenal – 72 pontos (saldo +31)
 
Liverpool recebe o Middlesbrough. Penúltimo e já rebaixado. Se vencer, fica pelo menos em quarto. Se tropeçar…
 
Arsenal recebe o Everton, sétimo colocado. Se Liverpool tropeçar, basta ao Arsenal ganhar para ir à Champions. Ou, então ganhar, City perder e tirar esses cinco gols a menos de saldo.
 

Chelsea leva a Premier! Saiba quem mais pode ser campeão na Europa
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O título da Premier League estava cantado faz tempo. Foram várias as rodadas que mostraram que o Chelsea seria campeão, e o fato de os Blues estarem fora da Liga dos Campeões, totalmente focados no Campeonato Inglês, era uma vantagem e tanto.

O título antecipado veio nesta sexta-feira, na abertura da penúltima rodada, como uma vitória suada sobre o West Bromwich, fora de casa, por 1 a 0.

A Premier havia tido quatro campeões diferentes nos últimos quatro anos – é, de fato, o campeonato europeu grande que começa com mais candidatos ao título. O Chelsea, com Conte, repete o feito depois do título de 2015, com Mourinho. Desde a injeção bizarra de dinheiro do russo Roman Abramovich, que começou em 2003, o Chelsea, que completava naquele ano uma fila de 48 anos sem título nacional, conquista sua quinta Premier League.

Um título justo. Conte mudou o sistema no começo da temporada, passou a usar três zagueiros, deu liberdade a Hazard e contou com grande temporada de Diego Costa. Em relação ao time que fracassou na temporada passada, a grande mudança foi a chegada do volante francês Kanté, que veio do Leicester. Ele é o único bicampeão inglês e foi, na opinião deste blog, o melhor jogador do campeonato.

OUTROS CAMPEÕES?

A Europa já conhece os campeões da Inglaterra e da Alemanha (Bayern de Munique). Neste fim de semana, podem ser definidos os campeões na Itália, França, Portugal e Holanda.

Na Itália, faltam três rodadas e a Juventus é líder com sete pontos de vantagem para a Roma e oito para o Napoli. No domingo, 15h45, jogam Roma e Juventus em um confronto direto no Olímpico. O empate dará à Juventus o inédito hexacampeonato italiano. Se a Roma vencer, diminuirá a diferença para quatro pontos e ainda sobreviverá na briga.

Na França, o Monaco tem 86 pontos, contra 83 do tetracampeão PSG. Mas o Monaco ainda tem mais três jogos a fazer, o PSG só tem dois. No domingo, às 16h, o Monaco enfrenta o Lille (11o colocado) em casa. Será campeão se fizer um resultado melhor que o do PSG, que vai a Saint Étienne pegar o sétimo colocado da Ligue 1. Se os dois vencerem, o título não será ainda matemático, mas será do Monaco na prática – pois o saldo de gols do time do Principado é muito superior ao da capital (18 gols a mais).

Em Portugal, faltam duas rodadas e o Benfica tem cinco pontos a mais do que o Porto. Para ser campeão, basta ao Benfica vencer em casa o Vitória de Guimarães (quarto colocado), às 14h15 do sábado. Se não vencer no sábado, ainda assim será campeão se o Porto não derrotar o Paços Ferreira no domingo.

Por fim, na Holanda será disputada a última rodada no domingo, às 9h30. É o segundo match point para o Feyenoord, que não conquista o campeonato desde 1999. O time de Roterdã já poderia ter sido campeão na rodada passada, mas sentiu a pressão e perdeu por 3 a 0 para um time de meio de tabela. Agora, a vantagem para o Ajax caiu para apenas um ponto. O Feyenoord recebe o Heracles, nono colocado, eu seu estádio. Se vencer, será campeão. Se amarelar, terá de torcer contra o Ajax, que viaja para pegar o Willem II (12o colocado).

 


Vitória do Arsenal e tropeço do Liverpool embolam briga por G4 na Premier
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Os resultados do domingo embolaram ainda mais a acirrada disputa na Inglaterra por vagas na próxima Liga dos Campeões da Europa.

O Liverpool, um leão contra os grandes ao longo da temporada, voltou a ser um gatinho contra os pequenos. Com direito a pênalti perdido por Milner, o time empatou sem gols, em casa, com o Southampton. Mais tarde, o Arsenal, gatinho contra os grandes e leão contra os pequenos, finalmente venceu um clássico.

Fez 2 a 0 contra o time misto do Manchester United, quebrando uma série invicta de 25 jogos do rival no Campeonato Inglês. Foi também a primeira vez que Arsene Wenger ganhou de um time de José Mourinho na Premier – eram cinco derrotas e sete empates nas 12 partidas anteriores.

O Manchester United joga todas as fichas na tentativa de ser campeão da Europa League. Na quinta, recebe o Celta de Vigo e, após a vitória por 1 a 0 fora de casa na ida, é favorito para chegar à final. Se for campeão da Europa League, entrará na fase de grupos da próxima Champions mesmo que fique fora do G4 da Premier – neste caso, a Inglaterra teria cinco times na competição.

Situação da Premier League faltando duas semanas para o encerramento da competição:

1) Chelsea 81 pts
Duas vitórias em quatro jogos bastam para o título. Enfrenta Middlesbrough (c) nesta segunda e abre a rodada seguinte contra o West Brom (f), na sexta. Já tem tudo para ser campeão nesta semana;

2) Tottenham 77 pts
Mais uma ótima campanha, mas será mesmo vice-campeão. Tem mais três jogos a fazer e só pode chegar a 86 pontos;

A briga pelas últimas 2 vagas na Champions League:

3) Liverpool 70 pts (saldo +29)
Pega West Ham (f), Middlesbrough (c). Se vencer ambas, está na Champions, pelo menos em quarto lugar. Dependeria dos resultados do City para ficar em terceiro e entrar direto na fase de grupos. Possível que chegue ao jogo de domingo contra o West Ham atrás do City e só um ponto na frente do Arsenal na tabela. Muita pressão para cima do time, que não tem mais margem para tropeços;

4) Manchester City 69 pts (saldo +33)
Pega Leicester (c), West Brom (c), Watford (f). Se vencer as três, acaba em terceiro e vai direto para a Champions. Se vencer duas das três, pelo menos se garante em quarto lugar, já que tem saldo de gols bem superior ao do Arsenal. É quem está em melhor posição;

5) Manchester United 65 pts (saldo +24)
Pega Tottenham (f), Southampton (f), Crystal Palace (c). G4 é quase impossível, teria de vencer as três e torcer por tropeços de todos os outros rivais. Aposta as fichas em ganhar a Europa League e entrar, assim, como um quinto inglês na próxima Champions;

6) Arsenal 63 pts (saldo +24)
Pega Southampton (f), Stoke (f), Sunderland (c), Everton (c). Esperanças renovadas. Precisa vencer os quatro jogos restantes e torcer ou por um tropeço do Liverpool ou por dois tropeços do City. Difícil, mas não impossível. O primeiro passo é ganhar seu jogo atrasado, na quarta-feira.

Jogos dos ingleses nesta semana:

Segunda 16h: Chelsea x Middlesbrough
Quarta 15h45: Southampton x Arsenal
Quinta 16h: Manchester United x Celta (Europa League)
Sexta 16h: West Bromwich x Chelsea

Fim de semana que vem:

Sábado: 8h30 Manchester City x Leicester, 13h30 Stoke x Arsenal
Domingo: 10h15 West Ham x Liverpool, 12h30 Tottenham x Manchester United

 


Juventus e Feyenoord podem ser campeões no fim de semana europeu
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O Bayern de Munique já garantiu o título na Alemanha. Neste fim de semana, Juventus, na Itália, e Feyenoord, na Holanda, podem garantir títulos domésticos nesta reta final de campeonatos europeus.

A Juve, virtual finalista da Liga dos Campeões da Europa, tem tudo para conquistar um inédito hexacampeonato italiano. Nunca um clube ganhou a Série A seis vezes seguidas.

A própria Juve conquistou o penta entre 1931 e 35, feito também conseguido pelo super Torino dos anos 40, antes do acidente de avião que vitimou o time inteiro. Mais recentemente, a Inter ganhou cinco títulos seguidos, mas em circunstâncias especiais (o primeiro dos cinco, em 2006, foi herdado após o escândalo extra-campo que tirou o título da Juventus e a mandou para a Série B).

Para ser campeã 2016/2017 com três rodadas de antecipação, a Juventus precisa vencer o dérbi da cidade contra o Torino, no sábado. No domingo, a vice-líder Roma tem um duro clássico fora de casa contra o Milan. Se a Juve ganhar e a Roma tropeçar, o hexa estará decidido. A rodada seguinte, a antepenúltima, tem justamente o duelo entre Roma e Juventus na capital.

Em seu estádio, a Juve ganhou os 17 jogos que fez no campeonato. Se juntarmos com a temporada passada, são 33 vitórias seguidas em partidas de Série A no Juventus Stadium. Em agosto de 2015, a Juve perdeu pela última vez em casa: 0-1 para a Udinese. Em setembro, empatou os dois jogos seguintes, 1-1 com Chievo e Frosinone. De lá para cá, só ganhou.

Se contarmos todas as competições, são 43 vitórias e 6 empates desde aquela derrota para a Udinese. A Juve pode chegar no sábado, portanto, a 50 jogos de invencibilidade em casa. E, ironicamente, comemorar o inédito hexa no sofá, no domingo.

RENASCIMENTO

Na Holanda, o Feyenoord pode quebrar um jejum incômodo de 18 anos sem um título da liga nacional. Para isso, basta vencer o Excelsior (13o colocado) no domingo de manhã. Como tem quatro pontos de vantagem para o Ajax, mesmo que tropece ainda terá a chance de ser campeão jogando em casa na última rodada.

O Feyenoord é o grande time de Roterdã, a segunda cidade do país. Foi o primeiro clube holandês a ganhar a Copa dos Campeões e a Copa Intercontinental (1970). Também foi o primeiro a ganhar a Copa da Uefa, em 1974 (depois repetiria a dose em 2002, o último grande momento do clube, ainda tempos de Van Persie).

Até o meio da década de 70, era o grande rival do Ajax. Enquanto o gigante de Amsterdã tinha 16 títulos nacionais, o Feyenoord tinha 11, e o PSV Eindhoven tinha só 4. Desde então, no entanto, o Ajax ganhou outros 17 campeonatos (soma 33), o PSV ganhou 19 (soma 23) e, o Feyenoord, apenas 3 (está a ponto de ganhar o 15o título no total).

Depois de uma grave crise financeira, o Feyenoord conseguiu acertar as contas nos últimos cinco anos. E, na temporada passada, fez um aposta alçando o ex-lateral Giovanni Van Bronckhorst ao cargo de técnico – seu primeiro como treinador principal de uma equipe.

Gio era titular do Barcelona de Ronaldinho, campeão da Europa em 2006, e chegou a fazer gol em semifinal de Copa do Mundo – 2010, contra o Uruguai. A final daquela Copa, perdida para a Espanha, foi seu último jogo como atleta profissional. Gio foi assistente de Koeman no Feyenoord antes de assumir o cargo principal.

Logo em sua primeira temporada, ano passado, quebrou um jejum de oito anos sem títulos com a conquista da Copa da Holanda. E, agora, está a ponto de quebrar o jejum de 18 anos sem ganhar a competição principal do país.

O Feyenoord foi cirúrgico no mercado do verão europeu, trazendo alguns jogadores de pouco nome e fama, mas que encaixaram bem com os jovens que subiram da base. O melhor exemplo é o atacante dinamarquês Nicolai Jorgensen, de 26 anos. Foi comprado por 3,5 milhões de euros após boas temporadas no Copenhagen e hoje é avaliado em 9 milhões. Ele é o artilheiro do Holandês, com 21 gols em 30 jogos.

OUTROS CAMPEONATOS

Na Inglaterra, o Chelsea tende a dar mais um passo rumo ao título. Na segunda-feira, recebe o penúltimo colocado e virtual rebaixado Middlesbrough. O Tottenham, que está quatro pontos atrás, quer seguir pressionando e enfrenta nesta sexta o West Ham, fora de casa, em um dérbi londrino.

O grande jogo da Premier no fim de semana será o clássico entre Arsenal e Manchester United, domingo, às 12h. Se o Arsenal não vencer, estará praticamente descartado do G4 e da classificação para a Champions League (não fica fora desde 1997/1998, segunda temporada de Wenger no clube). Wenger, por sinal, nunca venceu um jogo de Premier League contra times de José Mourinho (sete empates e cinco derrotas).

Na Espanha, o Barcelona entrará em campo para enfrentar o Villarreal, quinto colocado. Jogo perigoso, já que o Villarreal já ganhou do Atlético e empatou com o Real Madrid e com o Sevilla fora de casa na temporada. É a segunda melhor defesa do campeonato. Logo depois, o Real pega o já rebaixado Granada. O time reserva, que vem se mostrando para lá de confiável, tentará a sexta vitória em seis “missões” fora de casa. Cristiano Ronaldo, por exemplo, nem viajou a Granada. Após o atropelo diante do Real na Champions, o Atlético de Madri joga por uma vitória contra o Eibar para se garantir, de novo, na Liga dos Campeões da próxima temporada.

Na Alemanha, o Bayern de Munique celebrará o título em casa contra o lanterna e rebaixado Darmstadt. Promessa de uns 10 a 0. O grande jogo do sábado (10h30) é entre o quarto colocado, Borussia Dortmund, e o terceiro, Hoffenheim. Os times estão separados por apenas um ponto, e chegar em terceiro significa não jogar fase prévia da próxima Champions League.

Na França, Monaco e PSG enfrentam penúltimo e último, respectivamente. Mas são jogos complicadinhos, pois a rabeira da tabela está toda embolada e esses times jogam a vida. O PSG deve passar em casa pelo Bastia no primeiro jogo do sábado (12h) e novamente alcançar o Monaco em pontos – mas ainda ficar muito atrás no saldo de gols e com dois jogos a mais. O Monaco precisa esquecer a derrota para a Juventus quando entrar em campo para enfrentar o Nancy (15h), fora de casa.

Por fim, em Portugal faltam três rodadas e o Benfica tem três pontos de vantagem para o Porto – que empatou demais ao longo do campeonato. Os dois times jogam fora de casa: o Porto com o Marítimo (sexto) no sábado, o Benfica com o Rio Ave (sétimo) no domingo. Difícil imaginar que o Benfica fique sem o tetracampeonato.

 


Real Madrid, Juventus e Monaco têm ótimo fim de semana antes das semis
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A semana será de semifinais de Liga dos Campeões, com o dérbi entre Real Madrid e Atlético de Madri, na terça, e Monaco x Juventus, na quarta. Mesmo sem entrar em campo neste domingo, Juventus e Monaco viraram virtuais campeões da Itália e da França.

A Juve tenta ser a primeira equipe a ganhar seis vezes seguidas o Italiano. O Monaco, por sua vez, tenta o oitavo título nacional, o primeiro desde o ano 2000. E ficou muito, muito perto com a derrota do Paris Saint-Germain neste domingo.

A temporada europeia vai chegando ao fim, e começam a aparecer os primeiros campeões das grandes ligas. O Bayern de Munique, após as decepcionantes eliminações na Liga dos Campeões da Europa e na Copa da Alemanha, garantiu matematicamente o pentacampeonato alemão ao desencantar e vencer o Wolfsburg por 6 a 0, fora de casa, no sábado.

Com Heynckes, o Bayern da tríplice coroa, em 2013, foi campeão com seis rodadas de antecipação. Com Guardiola, bateu o recorde em 2014 (sete rodadas, título em março). Em 2015, o tri veio com quatro rodadas de antecedência. O tetra, ano passado, na penúltima rodada. Agora, no primeiro ano de Carlo Ancelotti, é campeão com três rodadas para o fim da Bundesliga. Nunca, na história do futebol alemão, um time havia conseguido cinco títulos seguidos.

Na Inglaterra, o Chelsea deu um passo gigantesco rumo ao título ao vencer o Everton, fora de casa, por 3 a 0. É verdade que o Tottenham ganhou o dérbi de Londres contra o Arsenal, e a diferença entre eles segue em quatro pontos. Mas este era o último jogo realmente complicado para o Chelsea na tabela – dos quatro restantes, três são em casa e contra times da parte baixa da tabela.

A briga boa na Inglaterra é mesmo pelas duas vagas restantes no G4, as vagas para a próxima Liga dos Campeões. Liverpool e Manchester City tem os mesmos 66 pontos e os mesmos 28 gols de saldo (primeiro critério de desempate). O Manchester United tem 65 pontos, e o Arsenal tem 60, mas um jogo a menos.

Por falar em Liga dos Campeões, dos quatro semifinalistas, três brigam para serem campeões nacionais. E os três tiveram um fim de semana para sorrir.

O Real Madrid ainda tem os mesmos pontos que o Barcelona na ponta da Espanha, mas conseguiu uma vitória muito mais dramática. Pela enésima vez no campeonato, conseguiu pontos decisivos nos momentos finais. Marcelo foi o herói da vitória sobre o Valencia no sábado, marcando aos 41min do segundo tempo. O Valencia havia arrancado empates em Madri nas quatro das últimas cinco visitas e havia vencido o Real no jogo do turno.

Uma rodada a menos, e o Real Madrid ainda tem direito a empatar um dos quatro jogos restantes. Ao Barça, não basta vencer seus três jogos a fazer.

A Juventus empatou com a Atalanta na sexta-feira, mas depois viu de camarote a Roma perder o dérbi da capital por 3 a 1 para a Lazio, neste domingo de manhã. A vantagem na liderança, que poderia cair, subiu para nove pontos faltando quatro rodadas. A Juventus pode ser campeã na próxima rodada: faz em seu estádio o dérbi contra o Torino no sábado, enquanto a Roma tem um duro clássico contra o Milan, fora de casa, no domingo.

E o grande felizardo do dia foi o Monaco, que viu o PSG perder para o Nice por 3 a 1. Desde os 6 a 1 para o Barcelona, na Champions, o PSG havia vencido todas as nove partidas que havia disputado. Colocou pressão no Monaco, que busca seu primeiro título francês desde o ano 2000. Mas, apesar da maratona e de algumas partidas dramáticas, o time do Principado segurou as pontas.

No sábado, venceu o Toulouse precisando de uma virada no segundo tempo. Com a derrota do PSG em Nice, agora o Monaco tem três pontos de vantagem, muito mais saldo de gols (20 gols a mais), que é o primeiro critério de desempate, e ainda um jogo a menos.

Basta ao Monaco, portanto, ganhar dois dos quatro jogos restantes para ser campeão – pode perder duas vezes que ainda assim levará o caneco, mesmo que o PSG vença seus três jogos restantes. Essa margem de erro, que era pequena e ficou grande, dá um baita respiro para o Monaco focar nos duelos contra a Juventus pela Liga dos Campeões.

Em tempo: o Atlético de Madri, o último semifinalista da Champions, está fora da disputa pelo título espanhol, mas também sorriu. No sábado, meteu 5 a 0 no Las Palmas e recuperou a confiança em Gameiro. O problema é que perdeu Gimenez, machucado, e está sem lateral direito para enfrentar o Real Madrid – um tal Cristiano Ronaldo é quem joga por ali…


Ligas europeias entram na reta final com mês recheado de clássicos
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juliogomes

Passada a última pausa da temporada europeia para jogos de seleções, o “vírus Fifa” deixou os grandes clubes em paz desta vez. Chegamos à reta final dos campeonatos e o mês de abril reservas grandes clássicos em todas as ligas.

Já neste fim de semana, PSG e Monaco decidem a Copa da Liga da França (sábado 15h45). Benfica e Porto se enfrentam pela liderança (e, possivelmente, o título) em Portugal (sábado 16h30). Schalke 04 e Borussia Dortmund fazem o clássico do Vale do Ruhr, nesta que é considerada a maior rivalidade da Alemanha (sábado 10h30). Na Itália, em outro clássico de grande rivalidade, o Napoli recebe a Juventus no domingo (15h45). E a rodada da Premier League tem clássico de Liverpool no sábado (8h30) e o confronto entre os criticados Wenger e Guardiola no domingo (12h).

A Champions League tem quartas de final em 11/12 e 18/19 de abril, com Bayern-Real Madrid, Juventus-Barcelona, Dortmund-Monaco e Atlético de Madri-Leicester.

Veja o que ainda está em jogo nos principais países:

INGLATERRA

O Chelsea chega às 10 rodadas finais com uma enorme vantagem de pontos. São 69 contra 59 do Tottenham, 57 do Manchester City, 56 do Liverpool, 52 do Manchester United, 50 de Arsenal e Everton. O título vai ficar com os “blues”, mas a disputa pelas vagas na próxima Liga dos Campeões promete.

Já neste sábado, tem o “Merseyside Derby”, o clássico de Liverpool. Jogando em seu estádio, o Liverpool não perde para o Everton desde 1999. Depois disso, no entanto, o Liverpool, assim como o Tottenham, tem uma tabela mais tranquila.

Após a decepcionante eliminação nas oitavas de final da Champions, o Manchester City, de Guardiola, vai a Londres enfrentar o Arsenal, domingo, e o Chelsea, na próxima quarta. O Chelsea ainda joga o clássico contra o United, em Manchester, no dia 16. Aliás, o United, de Mourinho, que já ganhou a Copa da Liga Inglesa, ainda está vivo na Liga Europa, onde enfrenta o Anderlecht nas quartas de final e é o grande favorito ao título.

Principais jogos de abril:
1/4 Liverpool-Everton
2/4 Arsenal-Man City
5/4 Chelsea-Man City
16/4 Man United-Chelsea (Mou vs Conte)
22/4 Chelsea-Tottenham (semi Copa da Inglaterra)
23/4 Arsenal-Man City (semi Copa da Inglaterra)
27/4 Man City-Man United (Mou vs Pep)
30/4 Tottenham-Arsenal, Everton-Chelsea

ESPANHA

O Real Madrid tem o controle da Liga, pois soma dois pontos a mais que o Barcelona (65 a 63), tem ainda um jogo a menos e joga o clássico do returno no Santiago Bernabéu. Mas os dois gigantes têm duelos complicadíssimos na Liga dos Campeões logo antes do superclássico e o Campeonato Espanhol está mais equilibrado. Os gigantes já tropeçaram e ainda podem tropeçar mais vezes.

O Atlético de Madri, em quarto, com 55 pontos, está mais focado na Champions, mas adoraria fazer um grande dérbi contra o Real antes dos duelos contra o Leicester. O Sevilla, com 57, tentará se manter entre os quatro e não perder Jorge Sampaoli para a seleção argentina.

Principais jogos de abril:
5/4 Barcelona x Sevilla
8/4 Real Madrid-Atlético de Madri
(11/4 Juventus-Barça, 12/4 Bayern-Real, Atlético-Leicester na Champions)
(18/4 Real-Bayern e Leicester-Atlético, 19/4 Barça-Juventus na Champions)
23/4 Real Madrid-Barcelona
29 ou 30/4 Real Madrid-Valencia, Espanyol-Barcelona

ALEMANHA

O Bayern de Munique conquistará o inédito pentacampeonato, disso ninguém duvida. Tem folga na Bundesliga e poderá até poupar jogadores nos jogos próximos ao duelo contra o Real Madrid pela Liga dos Campeões – ainda que sejam jogos complicados. São 62 pontos na tabela, 13 a mais que o surpreendente RB Leipzig e 16 a mais que o Borussia Dortmund.

Depois de perder o clássico para o Borussia em Dortmund, em novembro, o Bayern engatou 12 vitórias e 2 empates no Alemão. Somando todas as competições, são 19 jogos e quatro meses sem perder. Em abril, o Bayern terá duas oportunidades de se vingar (ou não) de seu maior rival doméstico, que também está vivo na Champions.

Principais jogos de abril:
1/4 Schalke 04-Dortmund
8/4 Bayern-Dortmund
(11/4 Dortmund-Monaco, 12/4 Bayern-Real na Champions, 13/4 Ajax-Schalke na Europa League)
15/4 Bayer Leverkusen-Bayern
(18/4 Real-Bayern, 19/4 Monaco-Dortmund na Champions, 20/4 Schalke-Ajax na Europa League)
26/4 Bayern-Dortmund (semifinal da Copa da Alemanha, jogo único)

ITÁLIA

Assim como Chelsea e Bayern de Munique, a Juventus tem folga na liderança. Será o sexto Scudetto consecutivo, um feito inédito e histórico. Faltando nove rodadas para o final, a Juve lidera com 73 pontos, são 8 a mais que a Roma e 10 a mais que o Napoli. Foram 24 vitórias em 29 jogos até agora.

O mês de abril começa com dois duelos contra o Napoli, um pelo campeonato, outro pela Copa. São jogos de muita rivalidade e tensão entre times e torcidas. É o sul contra o norte, um duelo de muito simbolismo.

Jogando em seu estádio pelo Campeonato Italiano, a Juventus soma 31 vitórias consecutivas, juntando a atual com a temporada passada. Não empata desde um 1 a 1 com o Frosinone, em setembro de 2015. Não perde desde o primeiro jogo da temporada 15/16, 0-1 para a Udinese, em agosto de 2015. Somando todas as competições, são 46 jogos de invencibilidade no Juventus Stadium. Impressionante.

Lazio, com 57, Inter e Atalanta, com 55, e Milan, com 53 pontos, ainda tentam alcançar Roma (65) e Napoli (63) pelas vagas na próxima Champions.

Principais jogos de abril:
2/4 Napoli-Juventus
4/4 Roma-Lazio (semi Coppa Itália, Lazio fez 2-0 na ida)
5/4 Napoli-Juventus (semi Coppa Itália, Juve fez 3-1 na ida)
9/4 Lazio-Napoli
(11/4 Juventus-Barça na Champions)
15/4 Internazionale-Milan
(19/4 Barça-Juventus na Champions)
29 ou 30/4 Roma-Lazio, Internazionale-Napoli

FRANÇA

Depois da virada sofrida na Liga dos Campeões para o Barcelona, restam ao Paris Saint-Germain as competições domésticas. A parada está dura na Ligue 1. Em busca do pentacampeonato, o PSG, com 68 pontos, está 3 atrás do Monaco – dono do melhor ataque da Europa na temporada.

O Monaco, que superou o City de Guardiola e está nas quartas de final da Champions, fez 129 gols em 48 partidas oficias, média de 2,7. É um time super agradável de ver jogar e que vai vender caro o título francês, que não conquista desde o ano 2000.

Logo de cara, neste sábado, PSG e Monaco se enfrentam em Lyon pelo título da Copa da Liga da França. É a competição menos importante da temporada, mas que ganhou peso justamente pelo confronto direto entre as duas forças do país. Nos dois jogos entre eles pela Ligue 1, o Monaco fez 3 a 1 em casa e empatou por 1 a 1 em Paris (com gol nos acréscimos).

Eles também estão vivos na Copa da França e tem jogos relativamente fáceis no meio da semana que vem. Podem se enfrentar nas semifinais ou em uma eventual nova decisão.

O Nice, de Balotelli, ficou para trás na tabela e soma 64 pontos, sete a menos que o Monaco. Mas deve conseguir vaga na Champions, pois tem 14 a mais do que o Lyon, o quarto colocado. O Lyon ainda está vivo na Europa League e enfrenta nos dias 13 e 20 de abril o Besiktas, líder do Campeonato Turco, por uma vaga nas semifinais.

PORTUGAL

Também neste sábado, Benfica e Porto fazem o superclássico em Lisboa. O Benfica lidera o campeonato com 64 pontos, apenas 1 a mais que o Porto – ambos foram eliminados nas oitavas de final da Liga dos Campeões.

Depois do clássico, faltarão sete rodadas para o fim do campeonato. Como Benfica e Porto costumam ganhar praticamente todos os seus jogos em Portugal, o duelo direto é uma verdadeira decisão. Ainda em abril, no dia 22, o Benfica faz o dérbi de Lisboa contra o terceiro colocado, no estádio do Sporting.


Gabriel Jesus brilha de novo e supera início de outros badalados
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juliogomes

A estrela de Gabriel Jesus não para de brilhar. Neste domingo, o brasileiro deu a vitória ao Manchester City sobre o Swansea com um gol aos 47 minutos do segundo tempo.

Gabriel já havia feito o primeiro gol e dado passe de calcanhar para David Silva quase marcar, mas o fraco Swansea empatou e parecia que o City tropeçaria de novo. Guardiola colocou Aguero em campo aos 38min da etapa final, logo após sofrer o gol. Foi a segunda vez com Gabriel e Aguero juntos em campo. O argentino, desbancado de sua posição no comando do ataque, iniciou o lance que culminou no gol da vitória.

Está com pinta de que Sterling vai rodar, e Guardiola usará mais vezes a formação com Gabriel Jesus no ataque e Aguero pela direita.

Depois dos ótimos 8 minutos na estreia contra o Tottenham, quando fez um gol anulado e levou perigo em dois lances, Gabriel Jesus foi titular em três jogos seguidos. Deu assistência nos 3 a 0 sobre o Crystal Palace, pela Copa da Inglaterra, fez um gol e deu outra assistência nos 4 a 0 sobre o West Ham. E, agora, mete dois no jogo apertado contra o Swansea.

Se no início ele fazia aquela cara de choro a cada feito, agora já mostra sorrisos e confiança. Nada como um craque começar sua vida no futebol de mais alto nível deste jeito. Fazendo gols e eliminando as interrogações que pairavam sobre ele. Gabriel é um grande jogador, e que não só ele, mas todos a sua volta, saibam disso, é fundamental.

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O impacto de Gabriel Jesus é imediato. Ele está se entrosando rapidamente com David Silva e De Bruyne, os jogadores que devem municiá-lo. Faz bem o pivô, se movimenta bem pelos lados, abre espaços, não se intimida com o jogo mais físico da Inglaterra e subiu o nível do City.

Já 10 pontos atrás do imparável Chelsea, as chances de o City retomar o título inglês são remotíssimas. Mas vem Champions League por aí, com o confronto complicado contra o Monaco nas oitavas de final. O time de Guardiola ganha novo status com os gols trazidos por Gabriel.

O grande PVC comparou a chegada dele ao impacto trazido por Kaká ao Milan em 2003. Para mim, lembra mais a chegada de Pato ao mesmo Milan, estreando no meio da temporada 2007/2008. Assim como Gabriel Jesus, entra no time no meio do campeonato, vira titular imediatamente e faz três gols nos quatro primeiros jogos.

Pato tinha 18 anos quando estreou pelo Milan. Gabriel Jesus tem 19. Kaká tinha 21 quando estreou na Europa, assim como Robinho e Neymar.

Os ex-santistas também viraram titulares rapidamente em Barcelona e Real Madrid, respectivamente. Trouxeram empolgação aos torcedores, mas não necessariamente os gols que Gabriel e Pato entregaram de cara. Talvez Neymar, por chegar a um time já com Messi, tenha sido, entre os atacantes, o que menos tenha chegado com a responsabilidade de “salvador da pátria”.

Em comum a Kaká, Robinho, Pato e Neymar: nenhum deles conseguiu levar seu clube às finais da Champions League em suas temporadas de estreia. Kaká foi o único a levantar um troféu – o título italiano de 2003/2004 para o Milan.

Tive a felicidade de cobrir as estreias de Robinho e Pato, na época era correspondente da Band. Foi um frenesi danado. Só se falava neles, eram capas e capas de jornal – e um trabalho danado do meu lado, para conseguir entrevistá-los, mesmo que rapidamente. Experiência inesquecível, de ir a porta de hotel, plantões sem ter a certeza de que o objetivo seria alcançado, dezenas de gravações com torcedores empolgadíssimos. Eu mesmo virei “objeto” de reportagens, como jornalista brasileiro que poderia falar mais sobre aqueles meninos. Mesmo à distância, consigo ver as semelhanças. A história se repete, só que em outra cidade, outro país.

O início de Gabriel Jesus no City é melhor e ainda mais promissor do que o dos outros brasileiros badalados dos últimos 15 anos. Qual será o fim? Kaká virou melhor do mundo, Neymar ganhou tudo no Barça, Robinho conquistou títulos, mas nunca teve o tamanho que se imaginava. E Pato, que fez tanto barulho quanto Gabriel de cara, não virou muita coisa.

A empolgação é lícita, sem dúvida! Mas é sempre bom ter cautela.

Relembre o início dos outros quatro jogadores badalados nos últimos anos.

Neymar: 

Realizou quatro jogos de pré-temporada, fazendo dois gols. Estreia oficialmente em 18/8/2013, após a campanha de sucesso da seleção brasileira de Scolari na Copa das Confederações. Entra aos 19min do segundo tempo em jogo que o Barça venceu por 7 a 0 sobre o Levante. Não fez gols, ganhou um amarelo no finalzinho. O ataque do time foi formado por Messi, Pedro e Alexis Sanchez.

No segundo jogo, disputa da Supercopa da Espanha contra o Atlético de Madri, entrou aos 14min do segundo tempo e, sete minutos depois, fez o primeiro gol oficial no Barça. O jogo acabou empatado em 1 a 1, e o gol seria definitivo para dar o título da Supercopa ao Barça.

Ainda seria reserva no terceiro jogo. A partir daí, ganharia a posição de titular, relegando Pedro ao banco. Mas só foi marcar o segundo gol um mês e seis partidas (sempre como titular) depois daquele marcado no Calderón.

A primeira temporada de Neymar acabou com 15 gols em 41 jogos. O Barcelona acabou sem títulos – na temporada seguinte, no entanto, ganharia tudo.

Alexandre Pato:

Pato chega ao Milan no meio de 2007 e marca logo na estreia, em amistoso do time campeão europeu contra o Dynamo de Kiev. Só que ele só poderia fazer sua estreia oficial na reabertura do mercado de negociações, com 18 anos completos. Isso aconteceu em janeiro de 2008, após seis meses treinando no clube.

Assim como Gabriel Jesus, Pato chegou trazendo impacto imediato. Logo na estreia oficial, marcou na vitória de 5 a 2 sobre o Napoli. Titular do ataque até o fim daquela temporada, fez três gols nos primeiros quatro jogos. Sua primeira temporada acabou com 9 gols em 21 jogos, sem títulos. O Milan nunca mais voltou a ser o que era nos 10 últimos anos. Pato tampouco.

Robinho:

Assim como Neymar, chega “tarde”, após a Copa das Confederações de 2005 com a seleção brasileira. O Real Madrid estreia na temporada em Cádiz, no dia 28/8/05, e Luxemburgo coloca Robinho em campo aos 20min do segundo tempo, no lugar do volante Gravesen. Robinho brilha, com direito a chapéu, põe fogo no jogo, e o Real faz o gol da vitória com Raúl no finalzinho.

Já no segundo jogo, Luxemburgo coloca Raúl no banco, e Robinho vira titular. No quarto jogo com a titularidade, o quinto no Real, Robinho faz seu primeiro gol, contra o Athletic Bilbao. A primeira temporada de Robinho foi tumultuada, no entanto, com vários treinadores, presidente renunciando e o Barcelona ganhando Liga e Champions.

Robinho acabou a primeira temporada com 12 gols em 51 jogos. Seria campeão espanhol nos dois anos seguintes, antes de ir para o Manchester City e perder holofotes na Europa.

Kaká:

Chega ao Milan para ser reserva, mas desbanca Rui Costa e vira titular absoluto do time que havia sido campeão da Europa em 2003, comandado por Carlo Ancelotti. Estreia em 1/9/2003 na vitória por 2 a 0 sobre o Ancona, dando passe para gol. No sexto jogo consecutivo como titular, faz seu primeiro gol: justamente no clássico contra a Inter de Milão, vencido pelo Milan por 3 a 1.

Kaká fez 14 gols em 45 jogos na primeira temporada pelo Milan. O clube foi campeão da Série A italiana, mas ficou fora das semis da Champions, sem conseguir defender o título, e perdeu o Mundial Interclubes para o Boca Juniors nos pênaltis. Kaká levaria o Milan à final europeia em 2005, perdendo nos pênaltis para o Liverpool, mas conquistaria, finalmente, a Champions em 2007 – foi seu auge, quando acabaria eleito melhor do mundo.


Chelsea mata o Arsenal e já pode comemorar a Premier League
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juliogomes

É verdade que teve uma ajudinha da arbitragem, mas o Chelsea dominou completamente e venceu o Arsenal por 3 a 1, neste sábado, em clássico londrino. A Premier League está decidida. É azul de novo.

A ajudinha veio no primeiro gol, uma falta claríssima de Alonso, que subiu com o cotovelo no rosto de Bellerín (teve de ser substituído) antes de cabecear. O Arsenal ameaçou empatar no primeiro tempo, mas foi destruído no segundo. O segundo gol do Chelsea, de Hazard, foi uma pintura. O belga é o melhor jogador do campeonato e um dos melhores do mundo.

Não que o Arsenal fosse o maior rival do Chelsea pelo título. Mas o fato é que os jogos desta semana, contra Liverpool e Arsenal, eram fundamentais para reabrir o campeonato. O Chelsea, que havia perdido para ambos no turno, empatou em Liverpool e ganhou bem em casa hoje. Não deixou ninguém abrir brecha alguma.

Na tabela, o Chelsea chega a 59 pontos. São 19 vitórias, 2 empates e 3 derrotas. Dominação total. Os perseguidores: Arsenal com 47, Tottenham com 47, Manchester City, Liverpool com 46, Manchester United com 42 pontos – os últimos quatro ainda jogam na rodada.

Arsenal e Tottenham não foram capazes de ganhar uma liga que ficou para o Leicester ano passado – são times em punch. Faltam muitas coisas. O City de Guardiola deve melhorar na reta final, mas ainda derrapará aqui e ali e o grande objetivo é a Champions League. O Liverpool vive seu pior momento na temporada. O United, além de muito longe na tabela, ainda tem final da Copa da Liga no caminho – para Mourinho, não estaria nada mal um título logo de cara, por menos relevante que seja.

Por falar em Champions League, essa é uma das chaves. Enquanto o Chelsea está fora das competições europeias, pela péssima temporada passada que fez, seus principais concorrentes estão para lá de envolvidos. City e Arsenal enfrentam, respectivamente, Monaco e Bayern de Munique em fevereiro pela Champions. O Tottenham está vivo na Europa League. Não é uma prioridade, mas pode se transformar conforme as fases avancem. O mesmo vale para o United.

O Chelsea tem apenas a Copa da Inglaterra para ser jogada ao mesmo tempo que a Premier. Se precisar poupar jogadores na Copa, não duvidará em fazê-lo.

Desde que Abramovich chegou com aquele caminhão de dinheiro e o Chelsea virou um clube milionário, um grande europeu, foram quatro títulos nacionais: 2005, 06, 10 e 15 – três com Mourinho, um com Ancelotti. Só o United ganhou mais ligas no período: foram cinco ainda com Ferguson, a últimas delas em 2013.

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A verdade é que o trabalho de Antonio Conte, outro italiano brilhando no Chelsea (além de Ancelotti, teve Di Matteo campeão da sonhada Champions em 2012), é maravilhoso.

Fui justamente na derrota por 3 a 0 para o Arsenal, no primeiro turno, que ele revolucionou o sistema do time. Abandonou o 4-2-3-1 dos últimos anos, passou a jogar com três zagueiros e deu total liberdade a Hazard na frente.

Assim como o Leicester do ano passado, o Chelsea prima pela fantástica compactação na defesa e uma velocidade incrível para fazer a transição defesa-ataque.

É pobre rotular esse Chelsea como um time de contra ataque. Sim, é verdade que os contra ataques são mortais com a velocidade de Hazard e Pedro (ou Willian, quando entra) e a grande capacidade de finalização de Diego Costa. Mas o Chelsea mostrou ser mais que isso dominando completamente o segundo tempo contra o Arsenal.

Com Kanté, que era o motorzinho do meio de campo do Leicester e faz o mesmo no Chelsea, o time recupera muitas bolas. Moses e Alonso defendem e atacam pelas laterais. David Luiz, bem posicionado e com a cabeça no lugar, faz uma temporada impecável. Ninguém se aproxima da área e, quando consegue fazê-lo, para nas espetaculares defesas de Courtois, talvez o melhor goleiro do mundo hoje.

Goleiro bom, defesa compacta, meio de campo que rouba muitas bolas e tem capacidade de municiar, triangular e manter a posse com os atacantes – que se mexem por todo o campo.

Conte, em seu primeiro ano na Premier, assim como Guardiola, achou a fórmula ideal. Faltam 14 jogos para o Chelsea. A maioria contra times da parte baixa da tabela. Só em abril haverá confrontos contra os dois times de Manchester – se bobear, a Premier já estará liquidada matematicamente até lá.

Esqueçam o “ainda é cedo”. O título inglês já é do Chelsea.