Blog do Júlio Gomes

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Quatro impressões iniciais da temporada europeia
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A temporada 2017/2018 ainda mal começou na Europa e temos a primeira pausa para jogos de seleções. Foram quatro rodadas na França e Portugal, três na Inglaterra e Holanda, duas na Alemanha, Espanha e Itália. Foram disputadas também as fases prévias da Liga dos Campeões e da Liga Europa, com as chaves sorteadas para a fase de grupos de ambas as competições continentais.

Já podemos tirar conclusões? É logicamente cedo para concluir qualquer coisa. Mas já temos alguns indícios. Aqui vão quatro deles:

1- Manchester United é favorito a tudo

Convencionou-se dizer que a segunda temporada de José Mourinho é sempre a melhor nos clubes por onde passa. O técnico português tem impacto imediato, mas é depois de observar (e trocar) as peças do elenco que ele consegue elevar seus times ao próximo nível.

A primeira temporada de Mourinho no United não foi ruim. Conquistou a Europa League e a Copa da Liga Inglesa. É verdade que são títulos menores para um clube com o tamanho e o histórico do United, mas ainda assim foram os primeiros pós-Ferguson, o que foi importantíssimo. Para este ano, chegaram Lukaku, Matic e Lindelof. E agora há a notícia da permanência de Ibrahimovic, um jogador importantíssimo, ainda mais considerando que o sueco ficou apesar da chegada de Lukaku – ou seja, fica com a consciência da reserva e de sua importância para o grupo.

O United é o único a ganhar os três jogos na Premier League e não sofreu um gol sequer. Meteu 4 a 0 no West Ham e no Swansea (fora) e fez 2 a 0 no Leicester. O United do campeonato passado não goleava ninguém e costumava empatar jogos como este, contra o fechadinho Leicester, sábado. Agora apresenta mais soluções ofensivas aliadas à solidez defensiva.

Além do mais, o United foi sorteado em um grupo fácil na Champions League, ou seja, não precisará abrir mão de jogos na Premier League para avançar às oitavas na Europa. É apenas início de temporada, mas já deu para ver que as previsões feitas antes de o campeonato começar estavam certas: o gigante de Manchester vai disputar o título inglês, sim senhor, e é forte candidato na Champions.

Ainda na Inglaterra, importante observar o bom início do Liverpool, apesar da “lesão” (assim mesmo, entre aspas) de Philippe Coutinho. Sem o brasileiro, os Reds passaram bem pela prévia da Champions, contra um perigoso Hoffenheim, enfiaram impiedosos 4 a 0 no Arsenal, ontem, e só não têm 100% na Premier porque levaram um gol nos acréscimos e em impedimento na primeira rodada. Havia a interrogação sobre o que seria o Liverpool sem Coutinho. E a impressão é que Klopp conseguirá superar a ausência de seu melhor jogador – se ele, de fato, sair para o Barcelona.

2- Milão está de volta

Comprados por chineses, Milan e Internazionale tentam retomar dias de glória e quebrar o inédito domínio da Juventus, hexacampeã italiana.

O Milan foi o terceiro clube que mais gastou na janela de verão europeia, atrás apenas de Manchester City e PSG, trouxe o torcedor de volta ao San Siro e não está deixando ninguém na mão até agora. Passou com tranquilidade da fase prévia da Europa League e ganhou as duas primeiras no Italiano – ainda que tenha sofrido mais da conta ontem, contra o Cagliari.

É um time inteirinho novo e, como eu já dizia na prévia do Italiano, vamos ver que química Montella irá conseguir criar. Se encaixar, como parece que está encaixando, o Milan tem tudo para estar entre os quatro primeiros e ameaçar a Juventus. O início é promissor.

A Inter foi a quarta que mais gastou antes da temporada passada. Para este ano, mais do que gastar, o que o clube fez foi trazer o técnico Spalletti. E logo na segunda rodada ele comandou uma virada importante contra seu ex-clube, a Roma, fora de casa. A ausência de competições europeias (calendário folgado), duas vitórias em dois jogos, sendo uma delas contra um adversário direto da parte alta da tabela, credenciam a Inter a fazer um bom papel no Italiano.

3- Monaco não dará trégua ao PSG

Neymar começou muito bem sua trajetória no PSG, com gols, assistências e eficiência. Por aqui, o que mais ouvimos ultimamente é que “na França é fácil”. Bom, geralmente os que falam isso também achavam que “jogar na Espanha é fácil”. Difícil é o Brasileirão, claro.

Os adversários da França estão um degrau abaixo da Espanha, sem dúvida, e a diferença do PSG para os outros é muito grande. Mas eu não usaria tais argumentos para diminuir o início de Neymar.

O que este começo de temporada nos mostra, no entanto, é que o PSG não vai passear rumo ao título do Francês. O atual campeão é o Monaco e, apesar da perda de três titulares para a Premier League, o time de Leonardo Jardim trouxe boas reposições e manteve o alto nível.

Assim como o PSG, o Monaco ganhou seus quatro primeiros jogos no campeonato e, ontem, enfiou 6 a 1 no Olympique de Marselha – um grande do país e que começou a temporada como suposta terceira força. Falcao García começou voando e já tem sete gols nas quatro primeiras rodadas, e o Monaco fez os mesmos 14 gols que o PSG marcou.

Resta saber se nesta semana serão confirmados os rumores da saída de Mbappé do Monaco para o PSG. Se a transferência realmente ocorrer, aí a balança se desequilibra. Mas, por enquanto, não podemos descartar o atual campeão. Somando as duas temporadas, o Monaco ganhou seus últimos 16 jogos na Ligue 1.

4- Barcelona em crise

Quem olha a tabela do Espanhol, vê o Barcelona entre os líderes, com seis pontos, e o Real Madrid abaixo, com quatro. Nesta segunda, o clube catalão apresentou o novinho Dembélé, segundo jogador mais caro da história do futebol. Pode ser que para os jornais locais a crise seja passado. Mas não é. O Barcelona foi atropelado pelo Real na Supercopa, jogou francamente mal nas duas vitórias pela Liga e nota-se uma ruptura entre jogadores e diretoria. Não há coesão e união.

Se conseguir acertar com Coutinho até quinta, quando fecha a janela de transferências, o Barcelona terá sido o clube campeão de gastos do verão. Tudo isso porque perdeu Neymar de forma humilhante para o PSG e saiu comprando a torto e direito, pagando mais do que o mercado exige. Jogando para a torcida, sem qualquer planejamento financeiro.

Perdeu Neymar para si mesmo, assim como tinha perdido uma peça tão importante como Daniel Alves. E agora temos a novela da tal assinatura de Messi, que está faltando, apesar do anúncio de renovação meses atrás.

O início de temporada mostra um Barcelona rachado, com pouco futebol e muitas interrogações. Interrogações que não pairam sobre o Real Madrid, apesar do tropeço diante do Valencia – sem Cristiano Ronaldo, diga-se.


Espanhol começa hoje sem Vinícius Jr, a contratação mais cara da janela
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Sabem quem foi o jogador mais caro da janela de transferências espanhola até agora? Vinícius José Paixão de Oliveira Júnior, nascido em São Gonçalo 17 anos atrás.

Pois é. O Real Madrid pagou 45 milhões de euros ao Flamengo por Vinícius Jr, mas o garoto ainda não vai jogar na temporada 17/18 da Espanha. Talvez chegue ao Real no meio do ano que vem, com 18 anos completos e podendo assinar contrato. Talvez fique no Flamengo até o fim do próximo Brasileirão. Ou talvez, dependendo da escolha dos espanhóis e do amadurecimento do garoto, só vá no meio de 2019, daqui a duas temporadas.

É um projeto de longo prazo, na tentativa de encontrar o próximo Neymar. Até aí, normal. Pagar pouco e correr alto risco com a perspectiva de grande retorno, esse modelo é conhecido no futebol. O que acontece é que, no caso Vinícius Jr, não se pagou pouco. Vamos ver no que o garoto vai dar. Em alguns anos, daremos risada desse valor – para bem ou para mal.

Até que o Barcelona consiga (ou não) trazer Philippe Coutinho e/ou Dembélé, a contratação de Vinícius Jr, concretizada em maio, fica como a mais cara da janela espanhola, que fecha em 31 de agosto.

O campeonato começa nesta sexta com dois jogos (Leganés-Alavés e Valencia-Las Palmas). No domingo, o Barcelona estreia contra o Betis, no Camp Nou, e o Real Madrid faz sua primeira partida em La Coruña.

A segunda transferência mais cara do verão espanhol é outro brasileiro: Paulinho. O Barcelona pagou aos Guangzhou Evergrande, da China, os 40 milhões da cláusula rescisória.

E esses são os únicos brasileiros na lista de 15 maiores contratações de clubes da Liga espanhola para a temporada.

Mais para frente na lista, vão aparecer Léo Baptistão, sem espaço no Atlético de Madri, vendido ao Espanyol. E o goleiro Neto, ex-Juventus, que chega para ser o substituto de Diego Alves no Valencia. Ambos por 7 milhões de euros. Guilherme, ex-volante da Portuguesa e do Corinthians, foi comprado pelo La Coruña por 5 milhões junto à Udinese.

Aqui está a lista das 10 contratações mais caras da janela espanhola (valores em Euros, fonte diário Marca:

1- Vinícius Jr (BRA/Flamengo-Real Madrid) – 45 milhões (segue no Flamengo por empréstimo)

2- Paulinho (BRA/Guangzhou-Barcelona) – 40 milhões

3- Vitolo (ESP/Sevilla-Atlético) – 36 milhões (emprestado ao Las Palmas até janeiro)

4- Nelson Semedo (EQU/Benfica-Barcelona) – 30 milhões

5- Théo Hernandez (FRA/Atlético-Real Madrid) – 26 milhões

6- Luis Muriel (COL/Sampdoria-Sevilla) – 20 milhões

7- Simone Zaza (ITA/Juventus-Valencia) – 18 milhões (já estava no clube por empréstimo)

8- Daniel Ceballos (ESP/Betis-Real Madrid) – 17 milhões

9- Enes Unal (TUR/Manchester City-Villarreal) – 14 milhões

10- Rúben Semedo (POR/Sporting-Villarreal) – 14 milhões

11- Simon Kjaer (DIN/Fenerbahce-Sevilla) – 12,5 milhões

12- Gerard Deulofeu (ESP/Everton-Barcelona) – 12 milhões

13- Pablo Fornals (ESP/Málaga-Villarreal) – 11 milhões

14- Éver Banega (ARG/Inter de Milão-Sevilla) – 9 milhões

15- Nolito (ESP/Manchester City-Sevilla) – 9 milhões


Prévia do Espanhol: Real Madrid é favoritaço para o bi
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juliogomes

O Campeonato Espanhol começa nesta sexta-feira e, enquanto muitos insistem com o discurso do “só tem dois times”, a perspectiva para a temporada é de uma competição de “um time só”. O Real Madrid já era bicampeão europeu, mais time, mais completo. Mas, depois dos dois bailes em cima do Barcelona na Supercopa espanhola, a distância entre eles ficou exposta. E o gigante da capital torna-se um favorito destacado para ser bicampeão espanhol.

Tão favorito quanto o PSG na França ou o Bayern da Alemanha ou a Juventus na Itália? É mais ou menos por aí…

O abismo para o maior rival está tão grande que o próprio Piqué, que virou uma espécie de porta-voz não oficial do Barcelona, disse após a derrota de quarta, no Santiago Bernabéu. “Pela primeira vez em 9 anos me sinto inferior ao Real Madrid”. E, para piorar tudo, o Barcelona ficará o primeiro mês da temporada sem Suárez, lesionado.

Leia também: Superioridade do Real deve aumentar desespero do Barça no mercado

Depois dos anos de um domínio exagerado de Barcelona e Real Madrid na Espanha, especialmente os de Guardiola e Mourinho, os dois gigantes tiveram alguma resistência nas duas temporadas passadas.

O Atlético de Madri tornou-se uma ameaça real. E alguns jogos que eram resolvidos no estilo “passeio” ficaram mais duros. Times médios se reforçaram. Goleadas deixaram de ser tão previsíveis, ainda que tenham acontecido, claro que sim.

Dito isso, o Real Madrid voltou a ser campeão após quatro anos e agora o clube da capital tem a faca e o queijo na mão para ser dominante por bastante tempo.

Zinedine Zidane, uma aposta arriscada do presidente Florentino Pérez, caiu como uma luva. Tem exatamente o tom, o discurso e os métodos que agradam à comunidade que gira em torno do clube e o grupo de jogadores.

E, de repente, o Real tem uma baita linha defensiva, um meio de campo extraordinário e um ataque letal. Pode jogar com a bola ou sem ela. É fortíssimo no jogo aéreo, tem velocidade para contra atacar, tem qualidade para furar retrancas. Cristiano Ronaldo não dá sinais de parar. E o futuro está garantido com Isco, Asensio, o lateral Théo Hernandez, tirado do Atlético por 30 milhões de euros e que será preparado para substituir Marcelo, o meia Ceballos, do Betis, muito bom de bola, etc.

As saídas de Pepe, Danilo, Morata e James Rodríguez debilitam, claro. Debilitam o time reserva. Nada mais. É um elenco jovem e completíssimo.

Apesar de as casas de apostas insistirem em pagar o mesmo retorno para título do Real Madrid e título do Barcelona, vejo o clube da capital com amplo favoritismo para ficar com a Liga. A superioridade na disputa da Supercopa não é circunstancial.

Além de estar voando, encaixado e com elenco, o Real vê um Barcelona vivendo um pesadelo extra-campo. O clube foi humilhado pela decisão de Neymar de abandoná-lo. Virou motivo de piada nas rodas de dirigentes e pessoas importantes do futebol europeu. E também nas conversas de bar.  Não se perde um jogador como Neymar impunemente.

Agora é um clube desesperado que acaba tomando medidas desesperadas. Pagou por Paulinho mais do que deveria. E o mesmo acontecerá com Philippe Coutinho e/ou Dembélé. Isso se conseguir trazê-los. Mesmo que venham, haverá um tempo para adaptação, encontrar o melhor formato de time para acomodá-los, etc. Suárez está machucado. Quando perceberem, o Real Madrid estará muito na frente.

A derrota contundente na Supercopa não se deve à ausência de Neymar. O que Neymar fez foi perceber que a barca estava afundando e foi ser feliz em outro lugar. A linha defensiva é de segunda linha, o meio de campo está envelhecido e sem opções e Messi já está há tempos andando em campo. Faz gols, dá assistências, é um gênio, mas não trabalha mais defensivamente, não joga com sangue nos olhos. E isso já faz uns bons dois anos.

No meu ponto de vista, o Barcelona está mais para disputar segundo lugar com o Atlético do que primeiro com o Real Madrid.

O ATLÉTICO, de Simeone, segue tão forte quanto nos outros anos. É verdade que não pôde contratar ninguém pela sanção da Fifa, mas manteve seu grande líder, o técnico, e seu grande jogador, Griezmann. Em janeiro, devem chegar Diego Costa, Vitolo (emprestado ao Las Palmas até dezembro) e talvez outros nomes, o que fará do Atlético um candidato na Champions League (de novo).

A grande chave para o Atlético é dar mais espaço a protagonismo a Saúl, um jogador jovem, de muito talento e que talvez trabalhe demasiado taticamente. O belga Carrasco também precisa ter mais importância.

O SEVILLA substituiu Sampaoli pelo bom (e também argentino) Eduardo Berizzo, ex-Celta. Perdeu alguns jogadores importantes, como Vitolo, o lateral Mariano (Galatasaray, difícil entender essa decisão) e veteranos como o zagueiro Ramy, o meia Nasry ou o volante Iborra.

Mas trouxe reforços interessantes e que podem dar certo nas mãos de um técnico que gosta de jogo, como Berizzo. O atacante colombiano Muriel, da Sampdoria, o zagueiro dinamarquês Kjaer, do Fenerbahce, o volante Banega, da Inter, e os extremos Nolito e Jesús Navas, ambos chegando do Manchester City.

O grande adversário do Sevilla na busca por uma vaga na Champions League será novamente o VILLARREAL, que se reforçou com o colombiano Bacca (Milan) e o turco Unal (Man City) para o ataque, o zagueiro Semedo (Sporting) e o promissor meia Fornals (Málaga). As principais perdas foram o zagueiro Musacchio, para o Milan, e o veterano Soldado, para o Fenerbahce.

OUTROS:

A Real Sociedad e o Athletic Bilbao mantêm bases interessantes, mas dificilmente conseguirão se manter no G4. O Valencia, em eterna tentativa de ser grande de novo, aposta em um bom técnico, Marcelino. Mas segue com um elenco fraquinho.

Olho para o filho de Zidane, Enzo, que jogará no Alavés. O Celta, que havia apostado em Luís Enrique antes de o treinador chegar ao Barcelona, agora aposta em seu braço direito, Juan Carlos Unzué. Douglas Luiz, ótimo volante revelado pelo Vasco e comprado pelo Manchester City, atuará por empréstimo no recém-ascendido Girona para ganhar experiência.

Outras prévias no blog:
Em busca do hexa na Alemanha, Bayern não tem rivais à altura

Liga inglesa: a melhor virou também a mais imprevisível

França: Neymar e PSG fazem bi parecer sonho distante para o Monaco

 

Supercopa da Espanha:

13/8/17 Barcelona 1 x 3 Real Madrid
16/8/17 Real Madrid 2 x 0 Barcelona

Maiores campeões espanhóis: Real Madrid (33), Barcelona (24), Atlético de Madri (10)

Previsões:

Título: Real Madrid
Vice: Atlético de Madri
Vagas na Champions: Barcelona e Sevilla
Artilheiro: Messi
Melhor jogador: Isco
Olho em: Asensio e Saúl, astros da Espanha sub-21, podem explodir
Na TV: FOX e ESPN
Duelos imperdíveis: Atlético-Barcelona em 14/10/17, Atlético-Real em 18/11/17, Real-Barcelona em 19/12/17, Barcelona-Atlético em 3/3/18, Real-Atlético em 7/4/18, Barcelona-Real em 5/5/18

Bom saber: a rodada sempre começa na sexta à tarde e tem jogos também às segundas-feiras. Real Madrid e Barcelona quase sempre jogam sábado ou domingo à tarde.

Primeira rodada:

Sexta
15h15 Leganés x Alavés
17h15 Valencia x Las Palmas

Sábado
13h15 Celta x Real Sociedad
15h15 Girona x Atlético de Madri
17h15 Sevilla x Espanyol

Domingo
13h15 Athletic Bilbao x Getafe
15h15 Barcelona x Betis
17h15 La Coruña x Real Madrid

Segunda
15h15 Levante x Villarreal
17h Málaga x Eibar


Isco, melhor do Real Madrid, é solução e problema para Zidane
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juliogomes

Cristiano Ronaldo fez 25 gols. Sergio Ramos arrancou muitos pontos nos “seus” acréscimos. Marcelo foi enorme. Mas nenhum jogador do Real Madrid foi mais valioso que Isco na campanha do título espanhol, conquistado no domingo com a vitória em Málaga – justamente a região natal do meia.

Não estou falando que Isco é melhor que esses caras. E não estou colocando a Liga dos Campeões da Europa na conta. Isco foi o MVP, o mais importante do Real especificamente na campanha da Liga doméstica.

O título chega após cinco anos da última conquista e havia virado uma obsessão do Real Madrid. Afinal, o todo poderoso clube da capital havia conquistado só uma das oito competições anteriores. O domínio do Barcelona estava incomodando demais, e Zidane sabia que era importante reconquistar a soberania nacional.

Para isso, arriscou. Depois da longa viagem para o Mundial, quando virou o ano e o calendário apertou, com Copa do Rei e mata-mata da Champions, Zidane passou a usar seguidamente a profundidade do elenco. Foram cinco jogos em casa com praticamente só reservas do meio para frente – só não usou reservas na defesa também por causa das lesões.

Isco estava nesse grupo de reservas. Zidane sempre deixou muito claro que não mexeria no tal trio BBC, Bale-Benzema-Cristiano, apesar da pressão da imprensa espanhola. A pressão era mais por causa de Morata, outro dos reservas, que poderia entrar no lugar de Benzema. Isco nunca teve esse lobby todo.

Com os reservas, ele brilhou. O jogo em que o Real passou mais perto de tropeçar foi o de Gijón. E aí Isco fez isso aqui para empatar a partida. E depois isso aqui, aos 45min do segundo tempo, para decidir. Logo depois de os titulares perderem o clássico para o Barcelona, os reservas foram a La Coruña e fizeram 6 a 2 no Deportivo. Jogo-chave em que Isco só não fez chover.

E Bale se machucou. E depois se machucou de novo. Chegou a hora de Isco entre os titulares, justo nessa reta final de campeonato e Champions.

E a presença dele no meio de campo, à frente de Modric e Kroos, formando um losango com Casemiro no vértice oposto, simplesmente arrumou o Real Madrid.

Por mais que os resultados estivessem chegando, o Real Madrid deixava muitas interrogações ao longo da temporada. Talvez, em um campeonato mais competitivo, tipo Inglês ou Alemão, tivesse deixado mais pontos para trás na primeira metade. Conseguiu muitas vitórias no sufoco, nos minutos finais (isso tem mérito, mas por que chegar a esse ponto?) e era um time ultradependente da bola aérea. Parecia só fazer gol assim.

Os times cortavam as linhas de passe de Modric e Kroos e complicavam muito a fluência de jogo do Real Madrid. A presença de Isco no lugar de Bale acerta isso. Os corredores ficam livres para os laterais, Kroos e Modric ganham um parceiro e possibilidades, Benzema e Cristiano Ronaldo passam a receber muito mais bolas limpas na frente.

Isco mandou no jogo contra o Atlético de Madri, no Calderón, com o Real 2 a 0 abaixo e contra a parede (isso pela Champions). Foi dominante na reta final do Espanhol, concluindo com um jogaço contra o Málaga dele na última partida. Saiu aplaudido pelas duas torcidas, algo raro, fez uma assistência maravilhosa, de três dedos, para o primeiro gol (de Cristiano Ronaldo).

Está cada vez mais parecido com Iniesta e tem só 25 anos de idade. Um meia que se mexe muito pelo campo, tem chegada, drible curto. A bola gruda em seus pés, ele limpa as jogadas passando por um ou dois e abre o campo para criar jogadas de perigo. Muito rápido, muito inteligente, muito esperto na tomada de decisões.

E ainda por cima tem gol! Fez dez no campeonato, apenas um a menos que Benzema, cinco a menos que Morata.

Mas então, se Isco foi tão importante assim, por que ele é um problema para Zidane?

Bale está trabalhando para chegar bem à final de Cardiff – por sinal, Cardiff é a capital do País de Gales. A imagem de Bale estará por todos os lados, ele é o grande personagem no local da decisão da Champions.

Zidane já disse mil vezes que “com o trio BBC não se mexe”.

E agora? E se Bale se recuperar a tempo? Zidane terá coragem de deixar Isco no banco e mexer em um sistema de jogo que está dando tão certo, voltando para um esquema de Cristiano e Bale abertos, com um vão no meio?

Isco não será problema. Se Zidane tiver percebido que ele foi a solução.


Na Espanha, o papo agora é a “mala branca”. Será?
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juliogomes

É tão comum quanto aqui no Brasil. Chega o final da temporada na Espanha e sempre algum time precisa da ajuda do outro para alguma coisa. Para ser campeão, para não cair, para ir para a Champions…

O que conhecemos aqui como “mala branca”, na Espanha é chamado de “maletín”.

No campeonato, já estão definidos os rebaixados (Sporting Gijón, Osasuna e Granada) e os classificados para a Liga dos Campeões da Europa (Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madri na fase de grupos, Sevilla na fase prévia). Resta essencialmente a briga pelo título.

Real Madrid e Barcelona têm os mesmos 87 pontos na tabela. O primeiro critério de desempate é o confronto direto, e aí o Barça tem a vantagem – é, portanto, o líder no momento. Mas ao Barça só resta mais um jogo, em casa contra o Eibar. O Real Madrid ainda joga mais duas vezes, ambas fora de casa – quarta-feira contra o Celta, em Vigo, e domingo em Málaga.

A entrevista coletiva de Zinedine Zidane, hoje, teve perguntas sobre os famosos “maletínes”.

Será que alguém (tipo… o Barcelona) vai oferecer mala branca para os jogadores do Celta?

“Não falarei sobre isso. São jogadores profissionais, os do Celta”, falou Zidane.

Que, por sinal, desenvolveu uma enorme capacidade de encerrar as polêmicas rapidamente em suas entrevistas. Não dá a corda que a imprensa tanto gosta. Morata saiu zangado no domingo? “Não era comigo”. Vai ter mala branca? “Não respondo”. James Rodríguez não treinou e já está negociado com o Manchester United? “Só levou uma pancada”.

E assim vai Zidane. Sem polêmicas, sem apontar dedo, fiel a seus conceitos e com a linguagem que os jogadores adoram.

Mala branca é debate antigo. Alguns acham que é normal, um incentivo a outros jogadores. Alguns acham antiético, um expediente que não deveria ser usado. No mundo perfeito, nenhuma premiação em dinheiro deveria ser necessária para jogadores de futebol darem tudo em campo. Mas sabemos que o ser humano está longe de ser perfeito.

Não acho muito normal que o Barcelona perca tempo e corra risco de se expor oferecendo bicho extra aos jogadores do Celta. Mas, no futebol, convém não duvidar de nada.

O Celta perdeu cinco jogos seguidos na Liga espanhola. E não vence há um mês somando todas as competições (dois empates e seis derrotas). Esse “derretimento” no fim da temporada tem a ver com as atenções voltadas para o sonho vivido na Europa League. O Celta acabou eliminado pelo Manchester United na semifinal, mas teve grande chance de gol perdida aos 51min do segundo tempo em Old Trafford. Esteve a uma finalização bem feita de eliminar o United e ir à final.

É um time que tem, portanto, bola para complicar o Real Madrid. E complicar o Real Madrid é algo que toda torcida na Espanha quer. Nem precisa de maletínes.


Esperança do Barça é que Real repita pior sequência com Zidane
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juliogomes

Zidane assumiu o comando técnico do Real Madrid em janeiro de 2016. Ao longo do ano passado inteiro, perdeu apenas dois jogos, foi campeão da Liga dos Campeões e do Mundial da Fifa. No comecinho de 2017, perdeu dois jogos seguidos: para Sevilla e Celta de Vigo.

São exatamente os dois adversários do Real Madrid no domingo e quarta-feira seguintes ao duelo de Champions contra o Atlético no meio desta semana.

Para ser campeão espanhol pela primeira vez desde 2012, o Real Madrid precisa somar sete pontos em seus três jogos restantes. Em casa contra o Sevilla, fora contra o Celta e fora contra o Málaga.

Após as goleadas de sábado sobre Granada e Villarreal, respectivamente, Real e Barcelona têm os mesmos 84 pontos. O Barça tem a vantagem no critério de desempate, mas só jogará mais duas vezes – o normal é que some seis pontos contra Las Palmas (fora) e Eibar (em casa).

Ao Barcelona, além de ganhar seus jogos, resta torcer contra o Real Madrid, um time que fez gols em todos os 55 jogos oficiais da temporada.

O Real de Zidane estabeleceu em janeiro um recorde histórico de 40 jogos seguidos sem perder. O jogo do recorde foi em Sevilha, pela Copa do Rei, um 3 a 3 arrancado com um gol de Benzema aos 48min do segundo tempo – valia apenas a marca, pois o Real já estava classificado, havia vencido por 3 a 0 na ida.

Três dias depois, os times voltaram a se enfrentar, pela penúltima rodada do turno da Liga espanhola. E o Sevilla quebrou a invencibilidade histórica do Real com uma vitória por 2 a 1 – gol contra de Sergio Ramos (ex-sevillista), aos 40min, e virada com Jovetic, aos 46min do segundo tempo.

Mais três dias se passaram, e o Real Madrid perdeu em casa para o Celta, por 2 a 1, pela Copa do Rei – com alguns desfalques, mas time titular em campo. Um empate por 2 a 2 na semana seguinte, em Vigo, decretaria a eliminação do Real na competição.

O Real voltaria a jogar em Vigo em fevereiro pelo Campeonato Espanhol, mas uma tempestade afetou o estádio Balaídos, e o jogo foi adiado. Por coincidência, será realizado agora entre penúltima e última rodadas, justamente depois do duelo contra o Sevilla.

Esta mesma sequência de jogos, a única em que Zidane saiu derrotado seguidamente desde que assumiu o clube, se repete – com os mandos de campo invertidos.

Um fio de esperança para um Barcelona se amarrando a qualquer coisa em suas “secadas”. E não basta torcer para o Real empatar uma. Precisa perder uma. Ou empatar duas.

O Sevilla está em quarto no campeonato e o jogo de domingo, no Bernabéu, está longe de ser de vida ou morte. São cinco pontos abaixo do Atlético de Madri e seis acima do Villarreal na tabela. Um ponto basta ao Atlético para se garantir em terceiro lugar e ganhar a vaga direta para a próxima Champions. E um ponto basta ao Sevilla para se garantir em quarto e ir pelo menos para a fase prévia da Champions. Na última rodada, o time de Sampaoli recebe em casa o lanterna e já rebaixado Osasuna. Se perder do Real Madrid, portanto, deve conseguir o ponto que falta depois.

Já o Celta perdeu três jogos seguidos e caiu para 11o lugar na tabela – são cinco derrotas em seis partidas. É um bom time, mas com a cabeça em outro lugar, com a cabeça no sonho europeu. Na quinta-feira, o Celta viaja a Manchester para enfrentar o United por uma vaga na Europa League. É a melhor campanha europeia da história do clube, que tenta sua primeira final continental. Para isso, terá de reverter a derrota de 1 a 0 em casa, sofrida na última quinta.

O mais provável é que chegue eliminado para o confronto da outra quarta-feira, contra o Real Madrid. Será aplaudido e homenageado por seu torcedor. Mas daí a complicar um time ultramotivado pela chance de título…

O Barcelona perdeu para o Celta em Vigo e perdeu também para o Málaga, que será o adversário do Real Madrid na última rodada.

Se o Real não tropeçar e ganhar o título em Málaga, o terá feito na mesma cidade em que o Barcelona perdeu pontos pela última vez no campeonato. Aquele jogo da expulsão de Neymar.


A Liga dos reservas do Real Madrid e da coragem de Zidane
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juliogomes

Não sou o analista mais eufórico sobre a capacidade de Zinedine Zidane como técnico de futebol. Ao longo deste pouco mais de um ano de sua carreira, no comando “só” do Real Madrid, vi muito conservadorismo nas substituições, um time ultradependente da bola aérea e muito vazado atrás. Pouca capacidade de mudar jogos complicados.

Mas não é possível tirar os méritos de Zidane se o Real confirmar o título espanhol (só ganhou um nos últimos oito anos) e chegar à final da Champions – duas possibilidades para lá de prováveis. A estratégia de rodízio nas escalações foi simplesmente perfeita.

Se Zidane ainda sente dificuldades nos 90 minutos, mostrou enorme capacidade de pensar a temporada como um todo. Mostrou coragem. Porque, se desse errado, seria criticado. E o fato é que o time está voando na hora H, sobrando fisicamente nos jogos grandes.

Neste sábado, os reservas do Real golearam o Granada com quatro gols no primeiro tempo. Com isso, o Real segue empatado com o Barcelona em pontos, mas com um jogo a menos. Duas vitórias e um empate nas últimas três partidas serão suficientes para o título espanhol. Isco não jogou em Granada, mas Morata, James Rodríguez, Lucas Vázquez e Asensio deram conta do recado.

Desde o começo de abril, em um período de um mês, Zidane optou por colocar um time praticamente inteiro reserva em campo em quatro partidas. Todas fora de casa. Os reservas ganharam os quatro jogos. 12 pontos de 12. Com direito a 21 gols marcados – cinco de James, que quase deixou o clube em janeiro, e sete de Morata, que, por mais que a imprensa madrilenha tenha tentado forçar a situação, nunca ameaçou a titularidade de Benzema. Coloquei a lista de jogos dos reservas e marcadores no final deste post.

Devido às lesões, só o sistema defensivo foi pouco rodado nestes jogos. Sergio Ramos, por exemplo, esteve em campo em quase todos. Marcelo, em metade.

Zidane não só conseguiu os pontos que precisava como não sucumbiu às pressões midiáticas. Em nenhum momento os titulares se sentiram ameaçados. Quem era craque sabe que qualquer jogador, craque ou não, precisa de confiança para desempenhar.

Cristiano Ronaldo nem no banco ficou nestas partidas e tampouco viajou para um jogo em março, contra o Eibar. Consequência? O português está tinindo no fim de temporada e fez oito gols em três jogos nas eliminatórias contra Bayern e Atlético na Champions. Lembrando que, após a Eurocopa do ano passado e a lesão sofrida na final, Cristiano ficou sem pré-temporada.

Zidane conseguiu conter a “fome” de Cristiano Ronaldo por minutos, gols e números. E criou o melhor dos mundos: o português está voando na Champions, e os reservas voando para estádios hostis, dando conta sem ele.

As rotações começaram em janeiro, quando há os jogos de Copa do Rei no meio de semana. Zidane já dava mostras do que faria mais para frente, deixando alguns titulares fora de alguns jogos. O time titular, então, teve uma sequência horrorosa no Espanhol no final de fevereiro. Derrota para o Valencia, vitória no finalzinho (e com ajuda da arbitragem) em Villarreal e empate em casa contra o Las Palmas. Ali, foi tomada a decisão.

O jogo seguinte a este empate foi em Eibar, e Zidane deixou mais de meio time de fora, incluindo Cristiano. A partir daí, começou a alternar times. Enquanto os titulares cederam pontos em casa nos clássicos contra Atlético e Barcelona, os reservas foram ganhando uma atrás da outra. Drama mesmo só no jogo de Gijón, com gol de Isco no último minuto. De resto, goleadas e pontos.

Os titulares voltam a campo contra o Atlético, quarta, pela Champions. E aí serão disputados os três jogos finais pela Liga espanhola. Sevilla em casa, Celta fora, Málaga fora. Será que Zidane terá coragem de colocar os reservas em algum destes três jogos? Veremos.

A epopeia dos reservas (entre parênteses, quem fez os gols):

4/3 Eibar 1-4 Real (Benzema-2, James, Asensio)
5/4 Leganés 2-4 Real (Morata-3, James)
15/4 Gijón 2-3 Real (Isco-2, Morata)
26/4 La Coruña 2-6 Real (James-2, Morata, Lucas Vázquez, Isco, Casemiro)
6/5 Granada 0-4 Real (James-2, Morata-2)


Juventus e Feyenoord podem ser campeões no fim de semana europeu
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juliogomes

O Bayern de Munique já garantiu o título na Alemanha. Neste fim de semana, Juventus, na Itália, e Feyenoord, na Holanda, podem garantir títulos domésticos nesta reta final de campeonatos europeus.

A Juve, virtual finalista da Liga dos Campeões da Europa, tem tudo para conquistar um inédito hexacampeonato italiano. Nunca um clube ganhou a Série A seis vezes seguidas.

A própria Juve conquistou o penta entre 1931 e 35, feito também conseguido pelo super Torino dos anos 40, antes do acidente de avião que vitimou o time inteiro. Mais recentemente, a Inter ganhou cinco títulos seguidos, mas em circunstâncias especiais (o primeiro dos cinco, em 2006, foi herdado após o escândalo extra-campo que tirou o título da Juventus e a mandou para a Série B).

Para ser campeã 2016/2017 com três rodadas de antecipação, a Juventus precisa vencer o dérbi da cidade contra o Torino, no sábado. No domingo, a vice-líder Roma tem um duro clássico fora de casa contra o Milan. Se a Juve ganhar e a Roma tropeçar, o hexa estará decidido. A rodada seguinte, a antepenúltima, tem justamente o duelo entre Roma e Juventus na capital.

Em seu estádio, a Juve ganhou os 17 jogos que fez no campeonato. Se juntarmos com a temporada passada, são 33 vitórias seguidas em partidas de Série A no Juventus Stadium. Em agosto de 2015, a Juve perdeu pela última vez em casa: 0-1 para a Udinese. Em setembro, empatou os dois jogos seguintes, 1-1 com Chievo e Frosinone. De lá para cá, só ganhou.

Se contarmos todas as competições, são 43 vitórias e 6 empates desde aquela derrota para a Udinese. A Juve pode chegar no sábado, portanto, a 50 jogos de invencibilidade em casa. E, ironicamente, comemorar o inédito hexa no sofá, no domingo.

RENASCIMENTO

Na Holanda, o Feyenoord pode quebrar um jejum incômodo de 18 anos sem um título da liga nacional. Para isso, basta vencer o Excelsior (13o colocado) no domingo de manhã. Como tem quatro pontos de vantagem para o Ajax, mesmo que tropece ainda terá a chance de ser campeão jogando em casa na última rodada.

O Feyenoord é o grande time de Roterdã, a segunda cidade do país. Foi o primeiro clube holandês a ganhar a Copa dos Campeões e a Copa Intercontinental (1970). Também foi o primeiro a ganhar a Copa da Uefa, em 1974 (depois repetiria a dose em 2002, o último grande momento do clube, ainda tempos de Van Persie).

Até o meio da década de 70, era o grande rival do Ajax. Enquanto o gigante de Amsterdã tinha 16 títulos nacionais, o Feyenoord tinha 11, e o PSV Eindhoven tinha só 4. Desde então, no entanto, o Ajax ganhou outros 17 campeonatos (soma 33), o PSV ganhou 19 (soma 23) e, o Feyenoord, apenas 3 (está a ponto de ganhar o 15o título no total).

Depois de uma grave crise financeira, o Feyenoord conseguiu acertar as contas nos últimos cinco anos. E, na temporada passada, fez um aposta alçando o ex-lateral Giovanni Van Bronckhorst ao cargo de técnico – seu primeiro como treinador principal de uma equipe.

Gio era titular do Barcelona de Ronaldinho, campeão da Europa em 2006, e chegou a fazer gol em semifinal de Copa do Mundo – 2010, contra o Uruguai. A final daquela Copa, perdida para a Espanha, foi seu último jogo como atleta profissional. Gio foi assistente de Koeman no Feyenoord antes de assumir o cargo principal.

Logo em sua primeira temporada, ano passado, quebrou um jejum de oito anos sem títulos com a conquista da Copa da Holanda. E, agora, está a ponto de quebrar o jejum de 18 anos sem ganhar a competição principal do país.

O Feyenoord foi cirúrgico no mercado do verão europeu, trazendo alguns jogadores de pouco nome e fama, mas que encaixaram bem com os jovens que subiram da base. O melhor exemplo é o atacante dinamarquês Nicolai Jorgensen, de 26 anos. Foi comprado por 3,5 milhões de euros após boas temporadas no Copenhagen e hoje é avaliado em 9 milhões. Ele é o artilheiro do Holandês, com 21 gols em 30 jogos.

OUTROS CAMPEONATOS

Na Inglaterra, o Chelsea tende a dar mais um passo rumo ao título. Na segunda-feira, recebe o penúltimo colocado e virtual rebaixado Middlesbrough. O Tottenham, que está quatro pontos atrás, quer seguir pressionando e enfrenta nesta sexta o West Ham, fora de casa, em um dérbi londrino.

O grande jogo da Premier no fim de semana será o clássico entre Arsenal e Manchester United, domingo, às 12h. Se o Arsenal não vencer, estará praticamente descartado do G4 e da classificação para a Champions League (não fica fora desde 1997/1998, segunda temporada de Wenger no clube). Wenger, por sinal, nunca venceu um jogo de Premier League contra times de José Mourinho (sete empates e cinco derrotas).

Na Espanha, o Barcelona entrará em campo para enfrentar o Villarreal, quinto colocado. Jogo perigoso, já que o Villarreal já ganhou do Atlético e empatou com o Real Madrid e com o Sevilla fora de casa na temporada. É a segunda melhor defesa do campeonato. Logo depois, o Real pega o já rebaixado Granada. O time reserva, que vem se mostrando para lá de confiável, tentará a sexta vitória em seis “missões” fora de casa. Cristiano Ronaldo, por exemplo, nem viajou a Granada. Após o atropelo diante do Real na Champions, o Atlético de Madri joga por uma vitória contra o Eibar para se garantir, de novo, na Liga dos Campeões da próxima temporada.

Na Alemanha, o Bayern de Munique celebrará o título em casa contra o lanterna e rebaixado Darmstadt. Promessa de uns 10 a 0. O grande jogo do sábado (10h30) é entre o quarto colocado, Borussia Dortmund, e o terceiro, Hoffenheim. Os times estão separados por apenas um ponto, e chegar em terceiro significa não jogar fase prévia da próxima Champions League.

Na França, Monaco e PSG enfrentam penúltimo e último, respectivamente. Mas são jogos complicadinhos, pois a rabeira da tabela está toda embolada e esses times jogam a vida. O PSG deve passar em casa pelo Bastia no primeiro jogo do sábado (12h) e novamente alcançar o Monaco em pontos – mas ainda ficar muito atrás no saldo de gols e com dois jogos a mais. O Monaco precisa esquecer a derrota para a Juventus quando entrar em campo para enfrentar o Nancy (15h), fora de casa.

Por fim, em Portugal faltam três rodadas e o Benfica tem três pontos de vantagem para o Porto – que empatou demais ao longo do campeonato. Os dois times jogam fora de casa: o Porto com o Marítimo (sexto) no sábado, o Benfica com o Rio Ave (sétimo) no domingo. Difícil imaginar que o Benfica fique sem o tetracampeonato.

 


Real Madrid, Juventus e Monaco têm ótimo fim de semana antes das semis
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juliogomes

A semana será de semifinais de Liga dos Campeões, com o dérbi entre Real Madrid e Atlético de Madri, na terça, e Monaco x Juventus, na quarta. Mesmo sem entrar em campo neste domingo, Juventus e Monaco viraram virtuais campeões da Itália e da França.

A Juve tenta ser a primeira equipe a ganhar seis vezes seguidas o Italiano. O Monaco, por sua vez, tenta o oitavo título nacional, o primeiro desde o ano 2000. E ficou muito, muito perto com a derrota do Paris Saint-Germain neste domingo.

A temporada europeia vai chegando ao fim, e começam a aparecer os primeiros campeões das grandes ligas. O Bayern de Munique, após as decepcionantes eliminações na Liga dos Campeões da Europa e na Copa da Alemanha, garantiu matematicamente o pentacampeonato alemão ao desencantar e vencer o Wolfsburg por 6 a 0, fora de casa, no sábado.

Com Heynckes, o Bayern da tríplice coroa, em 2013, foi campeão com seis rodadas de antecipação. Com Guardiola, bateu o recorde em 2014 (sete rodadas, título em março). Em 2015, o tri veio com quatro rodadas de antecedência. O tetra, ano passado, na penúltima rodada. Agora, no primeiro ano de Carlo Ancelotti, é campeão com três rodadas para o fim da Bundesliga. Nunca, na história do futebol alemão, um time havia conseguido cinco títulos seguidos.

Na Inglaterra, o Chelsea deu um passo gigantesco rumo ao título ao vencer o Everton, fora de casa, por 3 a 0. É verdade que o Tottenham ganhou o dérbi de Londres contra o Arsenal, e a diferença entre eles segue em quatro pontos. Mas este era o último jogo realmente complicado para o Chelsea na tabela – dos quatro restantes, três são em casa e contra times da parte baixa da tabela.

A briga boa na Inglaterra é mesmo pelas duas vagas restantes no G4, as vagas para a próxima Liga dos Campeões. Liverpool e Manchester City tem os mesmos 66 pontos e os mesmos 28 gols de saldo (primeiro critério de desempate). O Manchester United tem 65 pontos, e o Arsenal tem 60, mas um jogo a menos.

Por falar em Liga dos Campeões, dos quatro semifinalistas, três brigam para serem campeões nacionais. E os três tiveram um fim de semana para sorrir.

O Real Madrid ainda tem os mesmos pontos que o Barcelona na ponta da Espanha, mas conseguiu uma vitória muito mais dramática. Pela enésima vez no campeonato, conseguiu pontos decisivos nos momentos finais. Marcelo foi o herói da vitória sobre o Valencia no sábado, marcando aos 41min do segundo tempo. O Valencia havia arrancado empates em Madri nas quatro das últimas cinco visitas e havia vencido o Real no jogo do turno.

Uma rodada a menos, e o Real Madrid ainda tem direito a empatar um dos quatro jogos restantes. Ao Barça, não basta vencer seus três jogos a fazer.

A Juventus empatou com a Atalanta na sexta-feira, mas depois viu de camarote a Roma perder o dérbi da capital por 3 a 1 para a Lazio, neste domingo de manhã. A vantagem na liderança, que poderia cair, subiu para nove pontos faltando quatro rodadas. A Juventus pode ser campeã na próxima rodada: faz em seu estádio o dérbi contra o Torino no sábado, enquanto a Roma tem um duro clássico contra o Milan, fora de casa, no domingo.

E o grande felizardo do dia foi o Monaco, que viu o PSG perder para o Nice por 3 a 1. Desde os 6 a 1 para o Barcelona, na Champions, o PSG havia vencido todas as nove partidas que havia disputado. Colocou pressão no Monaco, que busca seu primeiro título francês desde o ano 2000. Mas, apesar da maratona e de algumas partidas dramáticas, o time do Principado segurou as pontas.

No sábado, venceu o Toulouse precisando de uma virada no segundo tempo. Com a derrota do PSG em Nice, agora o Monaco tem três pontos de vantagem, muito mais saldo de gols (20 gols a mais), que é o primeiro critério de desempate, e ainda um jogo a menos.

Basta ao Monaco, portanto, ganhar dois dos quatro jogos restantes para ser campeão – pode perder duas vezes que ainda assim levará o caneco, mesmo que o PSG vença seus três jogos restantes. Essa margem de erro, que era pequena e ficou grande, dá um baita respiro para o Monaco focar nos duelos contra a Juventus pela Liga dos Campeões.

Em tempo: o Atlético de Madri, o último semifinalista da Champions, está fora da disputa pelo título espanhol, mas também sorriu. No sábado, meteu 5 a 0 no Las Palmas e recuperou a confiança em Gameiro. O problema é que perdeu Gimenez, machucado, e está sem lateral direito para enfrentar o Real Madrid – um tal Cristiano Ronaldo é quem joga por ali…


Barcelona tem calendário melhor que o do Real Madrid na busca pelo título
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juliogomes

A vitória do Barcelona sobre o Real em Madri, no domingo, escancarou a disputa pelo título do Campeonato Espanhol. Com o show de Messi, que fez o gol decisivo nos acréscimos, o Barça chegou aos mesmos 75 pontos do Real Madrid e ganhou a vantagem no confronto direto – este é o primeiro critério de desempate na Espanha, ou seja, o Barcelona ficará com o título caso acabe com a mesma pontuação do rival.

Nos últimos oito campeonatos, o Barça ganhou seis e o Real foi campeão apenas uma vez. Apesar de a Liga dos Campeões da Europa ser a competição predileta para os madridistas, os dois títulos continentais nos últimos três anos mataram a sede e é a liga doméstica que virou questão de honra na temporada atual – até porque o Real liderou o campeonato e esteve no comando praticamente desde o início.

Apesar de a liderança ter passado para as mãos do Barça, é o Real que só depende de si, pois tem um jogo a fazer contra o Celta, em Vigo. Uma partida adiada em fevereiro por questões climáticas e que, por causa do calendário, será realizada entre a penúltima e última rodadas.

Calendário. Aqui está a grande vantagem do Barça. Eliminado da Champions, o time catalão tem pela frente somente os cinco jogos finais do Espanhol, sem nada no meio. Depois da rodada desta quarta-feira, serão quatro jogos em fins de semana, com semanas inteiras de descanso entre eles. Três jogos em casa e dois fora. Encerrada a Liga, o Barça voltará a campo para a final da Copa do Rei no fim de maio.

Já o Real Madrid não tem mais semana alguma de descanso daqui até o final da disputa. Nos meios de semana entre as quatro rodadas derradeiras, o Real fará dois dérbis contra o Atlético de Madri pelas semifinais da Champions e jogará a partida atrasada contra o Celta. Sem viagens longas, mas com muitos minutos, muita pressão psicológica e física para cima dos jogadores.

São quatro jogos fora de casa e dois no Bernabéu – justamente contra Sevilla e Valencia, os dois únicos times que haviam vencido o Real Madrid no campeonato até Messi fazer o estrago de ontem.

Zidane já usou times mistos em três partidas nas últimas semanas, antes dos jogos contra Napoli e Bayern de Munique pela Champions. Conseguiu vitórias importantes nos campos do Eibar, Leganés e Sporting Gijón. Terá coragem de voltar a usar tantos reservas agora?

Se levarmos em conta os jogos do turno em que Barcelona e Real Madrid enfrentaram os mesmos adversários que enfrentarão daqui até o fim, o Barça somou 13 pontos de 15 possíveis, enquanto o Real somou 12 de 18.

Repassamos o calendário daqui até o final da Liga, começando pelos jogos do meio desta semana.

RODADA 34
Quarta, 26 de abril
14h30 Barcelona x Osasuna (turno 0-3 Barça)
16h30 La Coruña x Real Madrid (turno Real 3-2)

O Barça recebe o lanterna do campeonato. O Osasuna perdeu só um de seus últimos quatro jogos, mas já é tarde para reagir. Está a nove pontos da salvação com mais 15 para jogar – ou seja, o rebaixamento é apenas questão de tempo. O Barça ganhou os últimos seis jogos que fez no Camp Nou contra o Osasuna, com 28 gols marcados (teve 7 a 0 e 8 a 0). O Real vai a um estádio em que ficou 18 anos sem ganhar – Zidane, por exemplo, nunca venceu uma no Riazor como atleta. Mas, uma vez quebrado o jejum, em 2010, o Real Madrid transformou o La Coruña em saco de pancadas. Nos últimos oito anos, são 11 vitórias do Real e um empate – são três vitórias seguidas no Riazor, com direito a um 8 a 2 em 2014. O La Coruña vive péssimo momento na temporada, mas as chances de cair são pequenas e o time ganhou do Barcelona e empatou com o Atlético em seu estádio.

RODADA 35
Sábado, 29 de abril
11h15 Real Madrid x Valencia (turno Val 2-1 Real)
15h45 Espanyol x Barcelona (turno Barça 4-1)

A rodada do fim de semana que vem é perigosa para ambos. O Real Madrid faz um clássico e, apesar de o Valencia não ser o mesmo de outros anos, venceu o jogo do turno e arrancou empates em quatro de suas últimas cinco visitas ao Bernabéu. O jogo será apenas três dias antes do primeiro dérbi entre Real e Atlético pela Champions, então é capaz que Zidane arrisque e deixe alguns titulares de fora. Em casa, o Real tinha 12 vitórias e 3 empates em 15 jogos na Liga, até ceder o empate ao Atlético e perder do Barça.  O dérbi catalão marcará a volta de Neymar ao Barça. O Espanyol não vence um jogo contra o Barça desde 2009 – desde então, 14 vitórias culés e três empates. É um time reforçado nesta temporada e que ocupa a metade de cima da tabela, no entanto, e sempre está louco para estragar as chances do Barcelona. Rodada chave para a definição do título.

RODADA 36
Sábado, 6 de maio
13h30 Barcelona x Villarreal (turno 1-1)
15h45 Granada x Real Madrid (turno Real 5-0)

Se tiver vencido o Osasuna na rodada 34, o Barcelona chegará a esse jogo com 10 vitórias seguidas em casa. Mas é bom lembrar que o time só não está em vantagem na tabela porque desperdiçou muitos pontos no Camp Nou em 2016: empates com Real, Atlético e Málaga, derrota para o Alavés. O Villarreal, fora de casa, arrancou empates contra o Real Madrid e o Sevilla. Em casa, ganhou do Atlético, empatou com o próprio Barça (gol de falta de Messi no último minuto) e só perdeu do Real porque levou uma virada no fim com influência de arbitragem. É um time perigoso, que sabe jogar contra os grandes e que chegará à partida disputando postos em competições europeias.

Já o Real Madrid viajará a Granada no jogo ensanduichado entre os dérbis de Champions contra o Atlético. É um jogo-armadilha, pois possivelmente Zidane poupará jogadores mais desgastados. O Granada é, hoje, o penúltimo, a sete pontos da salvação e com sete derrotas nos últimos oito jogos. Ou chegará a esta partida em recuperação e sonhando ou chegará praticamente rebaixado, que é o mais provável. O Real ganhou 10 de 11 jogos contra o Granada desde o acesso da equipe andaluza à elite.

RODADA 37
Domingo, 14 de maio, sem horários
Real Madrid x Sevilla (turno Sev 2-1 Real)
Las Palmas x Barcelona (turno Barça 5-0)

Depois de novo dérbi contra o Atlético, o Real Madrid chegará à penúltima rodada ou classificado para mais uma final ou eliminado da Champions League – o que significaria peso extra para ganhar a Liga. O Sevilla, hoje, está em quarto na tabela, a três pontos do Atlético de Madri em busca da classificação direta para a próxima Liga dos Campeões. Se ele ainda estará ou não nesta briga na penúltima rodada é uma das chaves para este duelo. Em seu estádio, o Sevilla ganhou do Real na atual e na temporada passada. Mas, em Madri, perdeu os últimos 11 jogos que fez por todas as competições. Não sai do Bernabéu com um pontinho sequer desde 2008. O Barcelona vai às Ilhas Canárias enfrentar o Las Palmas, um time que foi capaz de altos e baixos ao longo do ano e que empatou os dois jogos contra o Real Madrid. Quem sair dependendo apenas de si desta rodada possivelmente ficará com o título.

JOGO ATRASADO
Quarta, 17 de maio, ainda sem confirmação oficial
Celta x Real Madrid (turno Real 2-1)

O jogo que seria disputado em fevereiro vai ficar para o meio da semana que antecede a rodada final. Isso porque o Real Madrid foi avançando na Champions e o Celta, de forma surpreendente, chegou às semifinais da Europa League, onde enfrentará o Manchester United em busca da glória europeia. As atenções em Vigo estão todas na competição continental, mas muita água terá rolado por baixo das pontes quando este jogo for disputado. O Celta já ganhou do Real em Madri na temporada, empatando depois em casa e eliminando o todo poderoso oponente da Copa do Rei – ambos os jogos em janeiro.

ÚLTIMA RODADA
Domingo, 21 de maio, sem horários
Barcelona x Eibar (turno Eib 0-4 Barça)
Málaga x Real Madrid (turno Real 2-1)

Quem chegar à última rodada na liderança dificilmente deixará o título escapar. O Eibar faz um campeonato digno, mas é muito mais perigoso em seu estádio. O Málaga tirou cinco pontos do Barcelona, mas fez uma temporada instável e não costuma atrapalhar a vida do Real Madrid.