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Arquivo : Campeonato Brasileiro

Clubes que votaram contra o VAR desvalorizam o próprio produto
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Julio Gomes

Sete clubes votaram pela implementação do VAR (árbitro auxiliar de vídeo) no Brasileirão 2018: Palmeiras, Flamengo, Inter, Grêmio, Bahia, Botafogo e Chapecoense. Os outros votaram contra – o São Paulo se absteve, o que, na prática, é a mesma coisa. A justificativa comum? Dinheiro. É muito caro. Se o campeonato é da CBF, ela que pague.

(Como se a Chapecoense, que recebe seis vezes menos que o Corinthians pelos direitos de transmissão, estivesse nadando na grana).

Não estou aqui para defender a CBF, que é quase indefensável por qualquer ângulo que se olhe. Apenas não consigo dissociar a qualidade administrativa e a ética da CBF da dos dirigentes médios brasileiros.

O Brasileiro deveria estar nas mãos dos clubes, como acontece em qualquer liga séria do mundo, já há muito tempo. E isso não acontece por culpa deles mesmos, incapazes de se sentarem à mesa e pensarem no bem comum. Então, tome Brasileirão administrado pela CBF.

A CBF não quer pagar pelo VAR? OK. Nem sei se deveria ou não. O fato é que são os clubes os protagonistas da competição. A arbitragem de vídeo seria benéfica a eles, ao produto deles, à credibilidade do torneio jogado por eles. São eles, pois, que deveriam tomar a dianteira do assunto.

É muito fácil se escorar na CBF. Nenhum cartola será criticado pelos seus torcedores por se opor a uma decisão da CBF, não é verdade?

Alguns dirigentes, quero crer, estão realmente preocupados com as finanças. Outros apenas querem empurrar responsabilidades. É muito mais fácil colocar na arbitragem a culpa de uma derrota, de um rebaixamento, de uma não classificação para a Libertadores.

Arbitragens ruins, e elas não são raras no Brasil, são a muleta para muitos dirigentes, técnicos, jogadores, torcedores e até mesmo comentaristas esportivos. Aliás, alguns torcedores mais fanáticos correram para abraçar a decisão de seus dirigentes, elencando a mesma série de desculpas faladas aos microfones. Não canso de me surpreender com o senso de “defesa” do clube.

Mas após a decisão de ontem só resta uma pergunta. O que, afinal, queremos para o futebol brasileiro?

Se por um lado é verdade que o VAR custa caro (pelos valores ditos ontem, R$ 50 mil por jogo), por outro lado não estamos falando de um valor impagável.

O Vitória, por exemplo, foi o time mais prejudicado por erros de arbitragem no Brasileiro do ano passado (pelo levantamento deste blog, quem mais teve pontos “tirados”). Acabou se livrando do rebaixamento na última rodada, mesmo perdendo, com uma boa dose de sorte. Quanto custaria aos cofres do Vitória ser rebaixado? O VAR, um investimento que parece alto, teria saído baratinho.

E mais. Será que o VAR custa mesmo tudo isso? Se o valor apresentado pela CBF é muito alto, e parece ser mesmo, comparando aos custos do VAR, por exemplo, em Portugal, por que os clubes não se mexem para encontrar um outro modelo?

O VAR, além de ser extremamente benéfico ao jogo, apresenta uma gama de oportunidades comerciais. No momento em que ele é acionado, há inúmeras oportunidades de exposição de marca. A própria geradora de imagens, a Globo, poderia estar envolvida. Se bobear, com um pouco de esforço e criatividade, ainda ganhariam dinheiro com isso.

 

O que vemos é a maioria dos clubes fazerem esforço zero pela arbitragem de vídeo. Não se juntaram para viabilizar a coisa, com ou sem CBF.

E aqui deixo um spoiler do Brasileirão. Haverá erros. E essa turma vai reclamar adoidado…

 


Afinal, será que mudar de técnico é bom ou mau negócio?
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Julio Gomes

O Campeonato Brasileiro chegou ao fim, e somente seis clubes acabaram a competição com o mesmo treinador do início. Corinthians, Grêmio, Cruzeiro, Botafogo, Fluminense e Avaí.

Os outros 14 clubes trocaram de treinador. Alguns deles, mais de uma vez. Foram, no total, 20 treinadores degolados por estes 14 clubes. Isso, sem contar os interinos que assumiram por algumas rodadas e não se firmaram. Ao longo da competição, 46 profissionais diferentes ocuparam o banco de reservas de algum time por pelo menos um jogo.

Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia, Chapecoense e Vitória são os clubes que chegaram, entre contratados e interinos, a ter quatro técnicos diferentes em seus jogos ao longo do campeonato.

É nítido que a definição sobre contratar e demitir técnicos é feita com pouca razão e pouco conhecimento do assunto. Se formos escolher palavras para definir, de forma genérica, a atuação de dirigentes de futebol no país elas seriam amadorismo, paixão, inconsequência. Dificilmente escolheríamos profissionalismo, planejamento, responsabilidade financeira. Dirigentes, a maioria (não todos, mas a maioria) atuam como torcedores.

Mas o que esse campeonato mostra, dentro do equilíbrio incrível que marca o futebol brasileiro, é que não existe uma regra. Algumas vezes, mandar treinador embora simplesmente dá certo. Outras vezes, não.

É fato que é muito difícil um time ser campeão trocando de técnico ao longo do campeonato. Este é o oitavo seguido em que quem ganha o título mantém o mesmo treinador do início ao fim – a última exceção foi o Flamengo de 2009. Em 15 anos de pontos corridos, só três campeões mudaram de técnico ao longo do percurso, ou seja, 20% (os outros foram Santos-2004 e Corinthians-2005)

É fato também que quem ganha o campeonato costuma estar na liderança já em algum momento do primeiro turno, então nenhum dirigente é louco de demitir o técnico que está dando certo.

No caso de 2017, o Corinthians efetivou Fábio Carille e foi com ele até o fim. Outros dois clubes que não mandaram treinadores embora foram Grêmio e Cruzeiro. O primeiro, com Renato Gaúcho, mostrou bom futebol durante todo o ano, chegou à semifinal da Copa do Brasil e acabou ganhando a Libertadores. Já Mano Menezes só passou a ter vida tranquila no Cruzeiro depois do título da Copa do Brasil.

O Botafogo teve um grande ano com Jair Ventura, uma campanha heróica na Libertadores, foi à semi da Copa do Brasil e tinha tudo para acabar entre os cinco primeiros no Brasileiro. Mas despencou no último mês de jogos e acabou fora até da pré-Libertadores. Digamos que não deu tempo para demitirem Jair.

O Fluminense colocou nas mãos de Abel o projeto de lançar jovens. Não foi um bom campeonato, mas correu poucos riscos. Houve uma tragédia pessoal no meio do caminho que faria com que demitir o Abel se transformasse, também, em uma péssima ação de relações públicas.

E o Avaí, por fim, foi o único time “rebaixável” desde o início que apostou na estabilidade. Manteve Claudinei Oliveira do início ao final. Louvável. Mas não adiantou. E se o Avaí tivesse trocado de técnico? Teria se salvado? Teria caído algumas rodadas antes? Nunca saberemos.

Nós, que defendemos estabilidade e responsabilidade financeira, inclusive com regras mais rígidas para evitar a dança das cadeiras, estávamos torcendo pelo Avaí. Claro que seria o exemplo para provar o ponto. Não provou nada, admito.

De alguma forma, no entanto, a tristeza dos jogadores do Avaí, comprometidos com Claudinei, contrastou com uma aparente indiferença do Coritiba, o último rebaixado na última rodada.

Um Coritiba que no início do ano mandou embora Paulo César Carpegiani, que havia livrado o clube da queda no ano passado e foi demitido após a eliminação para o ASA na Copa do Brasil. O Coxa começou o Brasileiro com Pachequinho, trocou para Marcelo Oliveira e… não deu certo.

Como não deu certo para o Atlético-GO, que demitiu dois antes de efetivar João Paulo Sanches e ter aproveitamento melhor. Como não deu certo para o Flamengo, que com Zé Ricardo fez 29 pontos nos 19 jogos do turno (51% de aproveitamento). Sem ele, fez 24 pontos no returno (44% com Rueda). Como não deu certo para a Ponte Preta, que somou 28 pontos em 24 jogos com Gilson Kleina (39%) e apenas 11 em 13 jogos com Eduardo Baptista (28%).

Gilson Kleina e Zé Ricardo foram daquela para uma melhor, e acabaram levando Chapecoense e Vasco à classificação para a fase prévia da Libertadores.

Com Kleina, a Chape teve aproveitamento de 70% nas nove rodadas finais, não perdeu um jogo sequer e acabou como “campeã” do returno. Mas é bom lembrar que a Chape havia demitido no começo do campeonato Vágner Mancini, que depois ajudaria o Vitória a se salvar do rebaixamento.

O Vasco demitiu Milton Mendes com 25 pontos em 21 jogos, uma posição acima da zona de rebaixamento (39%). Com Zé Ricardo, teve 58% de aproveitamento e acabou em sétimo lugar.

Os casos de Chapecoense e Vasco são os casos claros de mudanças de técnico que deram certo. Isso ficou nítido também nos casos de São Paulo e Bahia.

Mas não está claro, por exemplo, se as mudanças realizadas em Palmeiras, Santos, Atlético-MG e Atlético-PR fizeram os times melhorarem ou não. Será que o Palmeiras de Cuca, o Santos de Dorival, o Galo de Roger e o Atlético-PR de Baptista teriam acabado melhor ou pior do que acabaram? Impossível dizer.

Mesmo o caso do Sport é de puro palpite. Depois de assumir no lugar de Luxemburgo, Daniel Paulista empatou um e perdeu quatro dos cinco primeiros jogos. Mas ganhou os três finais, tendo a sorte de pegar Fluminense e Corinthians desinteressados nas rodadas derradeiras. O aproveitamento com Luxa era de 38%, com Daniel Paulista foi a 41%. Será que Luxemburgo não teria salvado o Sport?

Está claro que a estabilidade no comando técnico é necessária para times que estejam buscando o título. Mas e para as vagas na Libertadores? E para a fuga de rebaixamento? Não está nada claro. Dá certo para alguns, errado para outros.

 


Rhodolfo e Vizeu precisam ser punidos exemplarmente
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Julio Gomes

Aqui no Brasil, estamos acostumados a achar que no futebol vale tudo. Não é nem só no profissional, não. É no próprio futsal ou society semanal entre amigos.

A frase que consagra o “vale tudo” é essa aqui: “o que acontece no campo, fica no campo”. A historinha do “código de ética” próprio do esporte. Podemos nos agredir à vontade dentro das quatro linhas, depois vamos tomar uma cerveja, como amigos que somos.

Claro que tais “convenções” não levam em conta pessoas que não gostam de passar por agressões morais constantes ou crianças que não querem lidar com tal nível de agressividade para poder praticar o esporte. Claro que quem tenta lutar contra as convenções é acusado de estar de mimimi.

Há uma tentativa, por parte de técnico, torcedores e dos envolvidos, de ressaltar o “lado bom” do atrito entre Rhodolfo e Vizeu na vitória do Flamengo sobre o Corinthians, ontem. OK, é compreensível.

Mas não é aceitável.

O lado bom seria a demonstração de um time com caráter e fome de ganhar.

Um jogo de futebol não pode ser uma bolha dissociada da sociedade. Uma espécie de jaula da morte, no melhor estilo Mad Max. Não podemos nos esquecer que um jogo de futebol é visto por parcela importante da sociedade. Que jogadores são copiados por crianças. Todas as atitudes, as boas e as más.

O futebol é tão poderoso que ele não é apenas reflexo da sociedade em que está inserido, mas também influencia e é copiado pela própria sociedade.

A quantidade de ofensas proferidas entre atletas, entre atletas e árbitros e das arquibancadas para o campo é completamente desproporcional. Xinga-se e ofende-se com a mesma naturalidade que se toma água. Isso sem contar a contestação ostensiva a cada decisão dos árbitros.

Que lições o futebol brasileiro tem passado à nossa já combalida sociedade?

OK, não irei mudar o mundo, infelizmente. Jogadores, profissionais ou amadores, continuarão se xingando, como Rhodolfo e Vizeu se xingaram neste domingo.

Só que é importante ressaltar que eles foram além. Uma cobrança normal de Rhodolfo por um erro de posicionamento de Vizeu virou um bate boca entre eles. Ato seguido, o zagueiro desferiu um soco no jovem atacante. Parecia transtornado, companheiros tiveram dificuldades para segurá-lo. Segundos depois, Vizeu fez o terceiro gol do Flamengo e mandou um dedo do meio para Rhodolfo que atravessou o campo inteiro e que certamente atravessará todos os oceanos e será mostrado em todos os programas esportivos do mundo.

Afinal, não é todo dia que vemos um atacante comemorar seu gol mandando um dedo do meio para um colega de equipe. Ainda mais no clube mais popular do “país do futebol”.

Transfiram a cena para o escritório de uma financeira ultracompetitiva. Pode ser normal ver dois profissionais se cobrarem em um momento tenso da vida profissional. Mas e se xingarem? E se agredirem verbalmente e fisicamente? Você acharia normal?

Depois do jogo, os dois apareceram juntos para uma entrevista no estilo paz e amor. Rhodolfo não parecia entender o tamanho de seu erro (o soco) e não parecia ter engolido muito o tal dedo do meio. Foi impressão minha e de outros colegas que acompanharam a entrevista. Vizeu assumiu o discurso do “jovem impetuoso”, “ainda estou aprendendo”, etc. Quase assumiu a culpa. Uma culpa que ele tem, sem dúvida, mas que não se compara à culpa de quem desfere um soco em um companheiro de trabalho – e de time.

De qualquer forma, Vizeu só aprendeu aos 20 anos de idade que não se faz o que ele fez. E quantos meninos e meninas terão “aprendido” a ver agressões e xingamentos e considerar tudo isso normal? Ainda mais se eles ligarem a TV de noite e verem tanta gente minimizando o acontecido. “É tudo do jogo, só exageraram um pouquinho”. Oras.

Sei que muito torcedores gostaram de ver jogadores do seu time se pegando, principalmente por ser, o Flamengo, um time acusado de “falta de raça” e também porque deu certo – ninguém foi expulso e o jogo foi ganho.

Não quero posar de falso moralista e sei que a tensão faz parte do jogo. Mas não dá para aceitar o que aconteceu na Ilha do Urubu, que acabe em um abraço e fique tudo para trás.

Diretoria do Flamengo e tribunais esportivos precisam tomar medidas duras, duríssimas, para o que aconteceu não se repita mais e sirva de exemplo. Mesmo que eles, os cartolas e juízes, não acreditem no que estiverem fazendo.


Sete momentos que definiram o sétimo título brasileiro do Corinthians
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Julio Gomes

O Corinthians chegou ao heptacampeonato brasileiro com a vitória sobre o Fluminense, nesta quarta-feira. Abaixo, o blog preparou uma lista com o que considera os sete momentos-chave do título corintiano, que chega com três rodadas de antecipação.

1. Rodada 5: Vasco 2-5 Corinthians

Corinthians assume a liderança para não mais perder. Mesmo após o título paulista, o time ainda não inspirava confiança. Havia jogado mal nas rodadas iniciais, com vitórias magras, e chegava a São Januário (onde o Vasco tinha vencido seus dois jogos e mostrava força) sem três titulares por causa da data Fifa. Abriu 2 a 0, levou o 2 a 2 e ainda assim buscou a goleada. Marquinhos Gabriel, um reserva, brilhou. O Corinthians mostrava que não era fogo de palha.

2. Rodada 10: Grêmio 0-1 Corinthians

Os dois times já estavam bem na frente da concorrência, ganhando todos os jogos, e o Grêmio atuava em casa, podendo assumir a ponta. Contra o clube que mais venceu o Corinthians na história dos Brasileiros e diante de 54 mil pessoas, o time de Carille fez uma ótima partida. Anulou o Grêmio, fez 1-0 e Cássio defendeu um pênalti de Luan no final. O Corinthians abria vantagem de quatro pontos (nunca mais baixou disso).

3. Rodada 13: Palmeiras 0-2 Corinthians

O grande jogo de Guilherme Arana no campeonato, quebrando uma invencibilidade do Palmeiras de um ano no Allianz Parque. Corinthians acabava a rodada a 10 pontos do Grêmio, a 12 de Santos e Flamengo e a 16 do Palmeiras.

4. Rodada 17: Corinthians 1-1 Flamengo

Time já começava a dar alguns sinais da perda de rendimento que ocorreria no segundo turno. O Flamengo crescia e ainda parecia ser um time capaz de caçar o líder. Corinthians foi bem melhor no primeiro tempo, acabou fazendo o 1 a 0 com  Jô – após um gol mal anulado dele mesmo por impedimento. No segundo tempo, Flamengo foi superior, empatou e Diego perdeu um gol feito, que seria o da virada e poderia ter mexido com o campeonato.

5. Rodada 25: São Paulo 1-1 Corinthians

O Corinthians começou o segundo turno com três derrotas (encerrando uma série invicta inacreditável de 34 partidas), uma vitória em Chapecó aos 45 do segundo tempo e uma vitória sobre o Vasco com gol de mão de Jô. Foi, então, eliminado da Sul-Americana pelo Racing. A crise técnica já estava clara e chegou o clássico contra o São Paulo, que estava afundado na zona de rebaixamento e precisava da vitória. O jogo foi importante porque marcou o surgimento de Clayson, que fez o gol de empate, ganhou muito espaço, foi fundamental no returno e assumiria a titularidade na reta final do campeonato.

6. Rodada 31: Ponte Preta 1-0 Corinthians

A derrota em Campinas marcou o pior momento do Corinthians no ano. O time completava quatro jogos sem vitórias e somava 12 pontos em 12 jogos no returno. O medo de perder um campeonato ganho tomava conta do clube. O jogo teve um momento crucial: às vésperas do dérbi com o Palmeiras e com muitos pendurados, o Corinthians podia ter perdido Jô, que agrediu o zagueiro Rodrigo, da Ponte. O juiz não mostrou amarelo nem vermelho, e Jô pôde jogar e ser decisivo contra o Palmeiras (só seria suspenso duas rodadas depois). Outro fato importante gerado pela derrota em Campinas: Carille entendeu que precisava mudar o time, e Clayson e Camacho ganharam a titularidade, substituindo Jadson e Maycon.

7. Rodada 32: Corinthians 3-2 Palmeiras

O jogo do título – e da selfie de Romero, claro. Depois de tantas derrotas, o Corinthians tinha sua enorme vantagem reduzida a apenas 5 pontinhos. Mas o time respondeu na hora certa, da melhor forma possível e contra o melhor rival possível. Fez seu melhor jogo no campeonato, ganhou do Palmeiras, reconquistou toda a confiança perdida em apenas 90 minutos, voltou a abrir vantagem e ganhou todos os jogos depois daquele, consumando o hepta. Os jogos seguintes tiveram o pênalti defendido por Walter e o gol de Giovanni Augusto, contra o Atlético-PR, o improvável gol de Kazim sobre o Avaí e a virada, a única em todo o campeonato, sobre o Fluminense. Mas tudo isso foi decorrência da vitória no dérbi, que recolocou as coisas nos trilhos.

 


Brasileiro, ato 35: jogos cruciais ofuscados pela festa corintiana
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Julio Gomes

O Corinthians tem, nesta quarta, o primeiro match point, para consumar o heptacampeonato nacional. Basta ganhar do Fluminense e será campeão com três rodadas de antecipação.

O jogo não é nenhuma barbada, até porque o Corinthians não ganhou fácil de ninguém ao longo do campeonato. O Fluminense, muito instável, é capaz de tudo e de nada e ainda não está totalmente livre da ameaça de rebaixamento. A festa que está sendo preparada em Itaquera ofusca jogos importantíssimos desta quarta-feira.

Ponte Preta e Avaí jogam a vida. Se não vencerem Atlético-PR e Cruzeiro, respectivamente, estarão virtualmente rebaixados para a segunda divisão.

O Grêmio mandará os titulares a campo para um teste final antes da Libertadores contra um São Paulo que ainda sonha estar na competição continental do ano que vem. Mesmo caso de Vasco e Atlético, que se enfrentam em São Januário.

Os olhos estarão voltados para Itaquera, mas muita coisa estará em jogo neste feriado em outros quatro campos do país.

Aqui vão informações, prognósticos e dicas de aposta dos jogos de quarta-feira:

17h Ponte Preta x Atlético-PR (Moisés Lucarelli)
Turno: 0-2 Ponte
Colocação: 18-Ponte (36), 12-CAP (45)
Prognóstico: 0-2 Atlético
Aposta: alguém passa em branco
A vitória sobre o Botafogo, fora, afastou de vez o Atlético-PR da luta contra o rebaixamento – e, como consequência, reacendeu esperança de Libertadores. A Ponte também saiu relativamente feliz da última rodada, pois perder para o Coritiba teria sido o caos. Mas o campeonato vai chegando ao fim e, se não vencer os últimos dois jogos que fizer em casa (este contra o Atlético e na penúltima rodada, contra o Vitória, a Ponte fatalmente cairá). O time só tem três gol marcados nos últimos seis jogos e ganhou duas de dez partidas com Eduardo Baptista. O técnico vai repetir o time, novamente sem Sheik e agora com Cajá no banco. Curiosamente, um duelo com pouquíssimos empates até hoje – só 2 nos últimos 23 confrontos. O jogo do primeiro turno marcou a única vitória da Ponte fora de Campinas neste campeonato.

19h30 Cruzeiro x Avaí (Mineirão)
Turno: Avaí 1-0
Colocação: 5-Cruzeiro (54), 19-Avaí (35)
Prognóstico: Cruzeiro 1-0
Aposta: alguém passa em branco
O Avaí enfrenta três dos cinco primeiros colocados nas últimas quatro rodadas e, apesar do belo esforço da diretoria e de ter mantido o técnico durante o campeonato todo, parece condenado. O time que menos fez gols no campeonato precisa vencer praticamente todos os jogos restantes para se salvar, começando pelo Cruzeiro, a quem venceu pela primeira vez na história no jogo do turno. O Cruzeiro, que vendeu Diogo Barbosa ao Palmeiras e tem quatro mudanças em relação ao time que venceu o Flu, é o líder do returno.

19h30 Grêmio x São Paulo (Arena)
Turno: 1-1
Colocação: 2-Grêmio (58), 11-SPFC (45)
Prognóstico: Grêmio 2-0
Aposta: coluna 1 paga bem
É o último jogo do Grêmio com o time titular, um teste final a uma semana da primeira partida decisiva da Libertadores, contra o Lanús. O São Paulo vai de Araruna na lateral e Maicosuel no meio – Cueva segue com o Peru e, sem o meia, o São Paulo só empatou os últimos dois jogos. Apesar da grande arrancada no segundo turno e sonhar com boa posição, para quem sabe beliscar uma Libertadores, o tricolor paulista segue sendo o segundo pior visitante do campeonato.

21h45 Vasco x Atlético-MG (São Januário)
Turno: 1-2 Vasco
Colocação: 8-Vasco (49), 10-CAM (46)
Prognóstico: 1-1
Aposta: melhor fugir
Historicamente, um duelo em que mandantes costumam vencer – mas não foi o que aconteceu no turno. Este é um jogo de prognóstico complicadíssimo, qualquer coisa pode acontecer. Os jogos do Vasco costumam ter poucos gols, mas o do Galo, pelo contrário. O Vasco não perde com Zé Ricardo (os dez jogos são a maior invencibilidade vigente no campeonato), mas vem empatando muito (quatro das últimas cinco). O time tem muitos desfalques, mas conta com os retornos de Breno e Wellington. O jovem Evander será titular. O Galo, ótimo visitante, tem os retornos de Leonardo Silva, Marcos Rocha, Adilson e Fred – Luan é desfalque.

21h45 Corinthians x Fluminense (Itaquera)
Turno: 0-1 Corinthians
Colocação: 1-SCCP (68), 14-Flu (43)
Prognóstico: 0-0
Aposta: menos de 2,5 gols
É o jogo do título e a torcida prepara uma grande festa em Itaquera. Só falta combinar com o Fluminense, que ainda precisa de alguns pontinhos para se livrar do rebaixamento – depois deste jogo, o Flu recebe os ameaçados Ponte e Sport em casa, ou seja, situação está sob controle, mas não pode bobear, pois serão duelos diretos. O time de Abelão não terá Marlon e Renato Chaves, mas voltam Sornoza e Henrique Dourado. O Corinthians não terá Cássio e Balbuena, que serão substituídos por Caíque e Pedro Henrique. Jô volta ao time – ele tem um gol a menos que Henrique Dourado na briga pela artilharia do campeonato (16 a 17).


Brasileiro, ato 34: mini Rio-SP mostrará caminhos para a Libertadores
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Julio Gomes

Com a disputa pelo título encerrada – basta saber quando o Corinthians será campeão matematicamente -, as cinco rodadas finais do Brasileiro terão jogos valendo Libertadores e fuga do rebaixamento. E dois clássicos entre cariocas e paulistas dirão muito sobre o futuro dos clubes envolvidos na competição.

No domingo, o Palmeiras recebe o Flamengo no Allianz Parque e, se não se recuperar após as derrotas para Corinthians e Vitória, estará colocando a posição no G4 em risco. Se vencer, o Flamengo ficará a um ponto do Palmeiras. E o Botafogo, que neste sábado abre a rodada contra o Atlético-PR, é outro que pode se aproximar ainda mais.

Jogarão também Vasco e São Paulo no Maracanã, dois dos quatro melhores times do returno – o melhor, por enquanto, é o Botafogo. Vasco e São Paulo não olham para o G4, mas olham para uma vaga na pré-Libertadores. É bom lembrar que o G6 vai virar G7 se o Cruzeiro estiver entre os seis primeiros, e pode virar G8 se o Grêmio for campeão da Libertadores ou até G9, se o Flamengo vencer a Sul-Americana e estiver entre os primeiros do Brasileiro.

Como há essa indefinição, e ela vai perdurar até as duas rodadas finais do campeonato, é importante estar bem posicionado. O Vasco, que só perdeu 1 de 11 jogos com Zé Ricardo, estará consolidado entre os oito primeiros se vencer o São Paulo. Já o time paulista, que perdeu a chance de ganhar a quarta seguida ao tropeçar na Chape, no Pacaembu, já se afastou do rebaixamento e precisa ganhar no Maracanã para sair da “zona morta” da tabela e entrar na briga pela Libertadores. O jogo é um divisor de águas nesse sentido.

Outro confronto direto de Libertadores reúne Bahia e Atlético-MG. Na parte de baixo da tabela, o duelo que mais chama a atenção reúne Coritiba e Ponte Preta. É um confronto direto e, se o Coxa vencer, fica muito tranquilo na luta contra o rebaixamento, afundando a Ponte de vez.

Aqui vão os prognósticos da rodada.

SÁBADO

17h Botafogo x Atlético-PR (Engenhão)
Turno: 0-0
Prognóstico: Fogo 1-0
Aposta: menos de 2,5 gols
O Botafogo é líder do returno porque começou ganhando cinco de seis jogos. Desde setembro, não encaixa duas vitórias seguidas e precisa quebrar essa escrita para buscar o Palmeiras e entrar no G4. O Atlético-PR não faz gol há três jogos e não terá Gedoz nem Nikão, mas Guilherme volta ao time. Parece que vai acabar o campeonato na zona morta, mas se continuar perdendo muito o Z4 pode virar um fantasma, pois ainda jogará fora de casa contra Ponte e Avaí.

19h Corinthians x Avaí (Itaquera)
Turno: 0-0
Prognóstico: 0-0
Aposta: menos de 2,5 gols
Sem Cássio e com a lesão de Walter, o Corinthians terá no gol o jovem Caíque, terceiro goleiro. Jô, suspenso, também está fora. Basicamente, portanto, o Corinthians não terá seus dois jogadores mais importantes no campeonato e enfrenta um adversário para quem um pontinho será um espetáculo. Jogo deve ser amarrado e duro de ver em Itaquera.

DOMINGO

17h Vasco x São Paulo (Arena da Baixada)
Turno: SPFC 1-0
Prognóstico: 1-2
Aposta: melhor fugir!
São dois dos times mais consistentes do returno. Um dia, chegaram a estar ameaçados de rebaixamento, principalmente o São Paulo, mas este é um pesadelo distante e agora a hora é de pensar em Libertadores. Com Zé Ricardo, o Vasco só perdeu um jogo e nunca tomou mais de um gol na mesma partida. A questão é: como estarão as arquibancadas de São Januário? Torcedores unidos para apoiar o time ou um clima de guerra pela divisão política do clube? O Vasco não vence o São Paulo em casa desde maio de 2005. Desde então, foram 20 jogos entre eles, com 12 vitórias são-paulinas e 2 vascaínas (mas ambas como visitante). Jogo de difícil prognóstico.

17h Palmeiras x Flamengo (Allianz Parque)
Turno: 2-2
Prognóstico: 2-2
Aposta: ambos marcam
Quem olhasse a tabela antes do início do campeonato poderia usar uma caneta marca-texto e marcar este clássico na 34a rodada como um possível jogo de implicações de título. Ledo engano. Os dois elencos milionários do futebol brasileiro não fizeram um campeonato nem perto de suas possibilidades e agora jogam por uma vaga no G4 – e olhe lá, porque do jeito que vão as coisas ficarão abraçados com vagas de pré-Libertadores. Desde 2010, o Flamengo só venceu 1 de 12 jogos contra o Palmeiras, que leva vantagem no retrospecto histórico. Ainda sem Borja e Mina, o Palmeiras deve ter William de volta ao ataque, enquanto o Flamengo terá a defesa reforçada por Juan. Paquetá, que jogou muito bem pelo meio contra o Cruzeiro, segue no time substituindo Diego.

17h Grêmio x Vitória (Alfredo Jaconi, Caxias do Sul)
Turno: 1-3 Grêmio
Prognóstico: Grêmio 2-1
Aposta: coluna 1
Depois de seis jogos sem vencer, o Vitória finalmente ganhou uma – e em casa. O que já foi suficiente para sair da zona de rebaixamento. O jogo será em Caxias do Sul porque a Arena Grêmio irá receber um show, o que deixou Renato Gaúcho indignado. Com as duas últimas vitórias, o Grêmio está mais do que consolidado no G4, uma garantia, pois nunca se sabe o que acontecerá na final da Libertadores. Se ganhar mais essa (Grohe, Cortez e Edilson são os desfalques, do meio para frente joga todo mundo), o Grêmio pode usar reservas a vida toda no Brasileiro, com a certeza de que estará na fase de grupos da próxima Libertadores. O Vitória ganhou em Porto Alegre ano passado, o que não acontecia desde 2005.

17h Atlético-GO x Sport (Olímpico)
Turno: Sport 4-0
Prognóstico: 1-2
Aposta: coluna 2, com empate anula aposta
Pior time do returno, com apenas uma vitória, o Sport tanto fez que entrou na zona de rebaixamento e em um momento para lá de crítico do campeonato. Agora, contra o lanterna Atlético-GO, mesmo jogando fora e sem Diego Souza, é vencer ou vencer. Não adianta mais somar de um em um. O Dragão perdeu as últimas quatro em casa e ganhou só uma das últimas 12 partidas, já sabe que será rebaixado.

18h Bahia x Atlético-MG (Fonte Nova)
Turno: 0-2 Bahia
Prognóstico: 2-2
Aposta: mais de 2,5 gols
Assim como os clássicos entre paulistas e cariocas, este é também um jogo com implicações de Libertadores. Para o Bahia, já livre do rebaixamento muito antes do que o mais otimista torcedor imaginava, seria um prêmio e tanto. O time encaixou com Carpegiani e vai fazer estragos nas rodadas finais. Para o Atlético, dadas as expectativas antes do início do campeonato, seria um prêmio de consolação para lá de aceitável. Enquanto o Bahia, que é bom mandante, ganhou quatro, empatou duas e perdeu só uma com Carpegiani, o Galo, que é otimo visitante, ganhou quatro, empatou duas e perdeu duas com Oswaldo de Oliveira. Os últimos quatro duelos entre eles acabaram em empate em Salvador, e o Bahia não vence o Galo em casa desde 2002.

19h Cruzeiro x Fluminense (Mineirão)
Turno: 1-1
Prognóstico: Cruzeiro 2-0
Aposta: coluna 1 paga bem
O Cruzeiro ganhou só um dos últimos cinco jogos, era normal que o time caísse de rendimento após o título da Copa do Brasil. O Fluminense ganhou um de quatro e parece claro o destino: acabar na zona morta da tabela. Nem cai nem briga por nada lá em cima. O Flu joga sem Henrique Dourado, artilheiro do campeonato.

19h Coritiba x Ponte Preta (Couto Pereira)
Turno: Ponte 4-0
Prognóstico: Coxa 2-0
Aposta: coluna 1 paga bem
Com Eduardo Baptista, a Ponte conseguiu duas vitórias por 1 a 0, empatou um jogo e perdeu seis. O péssimo momento contrasta com o do Coritiba, que não perde há cinco jogos e, se vencer a rival direta, fica em situação muito confortável para evitar o rebaixamento. Para o Coxa, é a chance de respirar de vez. Para a Ponte, é final de campeonato. Típico confronto em que, historicamente, quem joga em casa, vence. Última vitória da Ponte em Curitiba foi 16 anos atrás. Com dois gols marcados nos últimos cinco jogos, Baptista promete escalação ofensiva.

SEGUNDA

20h Chapecoense x Santos (Arena Condá)
Turno: Santos 1-0
Prognóstico: 1-1
Aposta: melhor fugir!
Com Gilson Kleina, a Chape ganhou uma e empatou três. De pontinho em pontinho, vai ficando longe do rebaixamento – o que seria praticamente um título após a tragédia de um ano atrás. O Santos é um dos times mais difíceis de prever neste campeonato. Vive em litígio com a torcida e joga sem Bruno Henrique, mas está em terceiro na tabela e quer se garantir com vaga direta na Libertadores. Jogo tem cheiro de empate.


São Paulo joga por liderança do returno e foco na Libertadores
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Julio Gomes

Afastado o risco de rebaixamento, que nunca foi tão real na história do São Paulo Futebol Clube, os objetivos agora são outros. O jogo desta quinta, contra a Chapecoense, no Pacaembu, pode alçar o São Paulo à liderança do returno do Brasileirão e mostrar se o time vai seriamente buscar uma vaga na Libertadores.

Uma vitória sobre a Chape seria a quarta seguida do São Paulo, o que ainda não aconteceu neste ano. O time de Dorival Jr iria a 27 pontos no segundo turno, deixando para trás o Botafogo, que soma 26, e o Cruzeiro, que abriu a rodada com 24 e ficou neles. O Vasco, praticamente imbatível com Zé Ricardo, também tem 24 no recorte que leva em conta só o returno.

São Paulo, Botafogo e Vasco são três postulantes reais a vagas na Libertadores, e esta é a briga que promete pegar fogo na reta final do campeonato. Até porque não é possível saber quantas serão as vagas.

Os quatro primeiros entram diretamente na Libertadores. Corinthians, Grêmio e Santos estão firmes neste G4, o Palmeiras nem tanto. Quinto e sexto vão à fase prévia da competição continental. Mas este G6 pode até virar G9, porque o Cruzeiro já está garantido na Libertadores e o mesmo pode acontecer com Grêmio, se for campeão da edição atual, e Flamengo, se for campeão da Sul-Americana (está na semifinal).

O Botafogo e o Flamengo são sombras reais ao Palmeiras. O Vasco é uma sombra real aos dois rivais cariocas. São Paulo e Atlético Mineiro podem entrar firmes nesta briga se vencerem seus jogos nesta quinta. O domingo reserva confrontos diretos, com Palmeiras x Flamengo e Vasco x São Paulo.

Não pode ser descartado nem o Bahia, que vive grande fase desde a chegada de Carpegiani e, já livre do rebaixamento, estará levinho levinho, correndo por fora nesta briga.

Aqui vão prognósticos e dicas para os jogos de quinta. Nos de quarta, foram três boas dicas e três furadas.

QUINTA

20h São Paulo x Chapecoense (Pacaembu)
Turno: Chape 2-0
Colocação: 9-SPFC (43), 14-Chape (40)
Prognóstico: São Paulo 1-0
Aposta: coluna 1 paga mal, melhor fugir
Sem Cueva, que tenta levar o Peru para a Copa, o São Paulo deve ter o jovem Shaylon entre os titulares. Pelo momento, a confiança adquirida, Hernanes e jogar em casa, o São Paulo é favorito. Mas este é um jogo bastante perigoso. A Chape, que não se afastou totalmente do rebaixamento, ainda não perdeu com Gilson Kleina e costuma ser uma pedra no sapato tricolor. Nunca perdeu em uma visita a São Paulo (dois empates e uma vitória) e, até hoje, em sete confrontos, o São Paulo só venceu a Chape uma vez.

20h Atlético-MG x Atlético-GO (Independência)
Turno: 1-2 CAM
Colocação: 12-CAM (42), 20-Atlético-GO (27)
Prognóstico: Galo 3-0
Aposta: Galo por 2 ou mais gols de diferença
Assim como o São Paulo, o Galo joga hoje para entrar de vez na briga por Libertadores – precisa melhor o desempenho, só ganhou uma das últimas cinco. Tem obrigação de vitória, apesar do mau desempenho ao longo do ano no Horto. O adversário está virtualmente rebaixado, não vence há seis jogos e alguns jogadores não atuarão mais, como Walter. No Galo, Valdivia ocupa a vaga do suspenso Otero e faz companhia a Cazares, Robinho e Fred no ataque.

21h Fluminense x Coritiba (Maracanã)
Turno: 1-2 Flu
Colocação: 13-Flu (42), 15-Coxa (38)
Prognóstico: Flu 2-1
Aposta: ambos marcam
o Coritiba tinha pinta de rebaixado, quando de repente engatou uma série de três vitórias e um empate, escapando da zona de rebaixamento. Está dois pontos acima, então qualquer coisa que some no Rio será lucro. O Flu está virtualmente livre desta briga e, se vencer, muda o foco e passa a sonhar com Libertadores. Cinco dos últimos oito jogos entre eles acabaram empatadas, e o Coxa não vence o Flu no Rio desde 2009. É um jogo de difícil prognóstico, pois o momento do Coritiba é bom. Mas dou ligeiro favoritismo a quem atua em casa.


Corinthians tem tudo para ser campeão daqui a uma semana
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Julio Gomes

Aconteceu exatamente o que se esperava. O dérbi entre Corinthians e Palmeiras, no domingo, decidiu o campeonato. Quem vencesse, sairia fortalecido demais, quem perdesse pagaria o preço.

Contra o Atlético-PR, em Curitiba, o Corinthians foi mais parecido com o do primeiro turno. É nítido como o time passou a jogar com mais confiança, menos dúvidas, a consistência defensiva voltou a aparecer e até mesmo teve pênalti defendido.

Teria vencido na Arena da Baixada, não fosse a tranquilidade adquirida pelo dérbi? Nunca saberemos, mas dado o futebol que o time vinha apresentando, é plausível achar que não. E Palmeiras e Santos teriam perdido, se tivessem chance real de título? Difícil.

O Palmeiras, ainda grogue, conseguiu o feito de perder para o Vitória, em Salvador. O Vitória, pior mandante do campeonato, ganhou em casa pela primeira vez após três meses e foi, junto com o Corinthians, o grande vencedor da rodada. Afinal, Avaí, Ponte Preta e Sport, concorrentes diretos contra o rebaixamento, perderam em casa.

E o Santos parece ter sentido a vitória do Corinthians em Curitiba. Não jogou com a devida faca nos dentes. Fez o primeiro e depois levou tanta pressão do Vasco que estava claro que o empate chegaria. E chegou. Cabisbaixo, levou a virada na falta cobrada por Nenê.

O Corinthians tem agora dois jogos em casa, contra Avaí (sábado à noite) e Fluminense (no feriado, quarta que vem). Ainda que o Avaí tenha melhores resultados fora de casa, o momento do campeonato é outro. É um time que só ganhou uma de suas últimas dez partidas. E o Fluminense não mete medo em ninguém, está em zona morta da tabela.

Com duas vitórias nestes jogos, o Corinthians chega a 71 pontos. Já não poderia mais ser alcançado por Santos e Palmeiras. O Grêmio ainda poderia chegar a 72 pontos, mas tem poupado jogadores pensando na final da Libertadores e é muito capaz que perca algum ponto contra o Vitória (em Caxias do Sul) ou São Paulo (na Arena).

Daqui a uma semana, o Corinthians muito provavelmente já será o justo campeão brasileiro.


Brasileiro, ato 33: Corinthians entra em contagem regressiva
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Julio Gomes

Depois da vitória em Itaquera sobre o Palmeiras, o Corinthians começou sua contagem regressiva para comemorar um título que estava para lá de definido, ficou por um triz e, agora, muito dificilmente escapará.

O Santos precisa ganhar todos os seus jogos e torcer por três tropeços do Corinthians. A campanha corintiana no returno não inspira confiança. Mas justamente confiança era o que estava faltando e agora está sobrando ao time de Fábio Carille.

Contra o Atlético-PR, em um estádio em que colecionou bons resultados nos últimos anos, o Corinthians tem tudo para se reencontrar de vez. E condicionar o jogo do Santos, contra um Vasco pouco vazado desde a chegada de Zé Ricardo.

Muitos acreditam que a diferença entre Corinthians e Santos vá diminuir nesta rodada, mas ela pode muito bem aumentar.

O post dá as dicas de apostas para os jogos de quarta-feira e será complementado amanhã com os prognósticos de quinta.

QUARTA

19h30 Ponte Preta x Grêmio (Moisés Lucarelli)
Turno: Grêmio 3-1
Colocação: 18-Ponte (35), 3-Grêmio (54)
Prognóstico: Ponte 1-0 Grêmio
Aposta: coluna 1, com empate anula aposta
O Grêmio venceu em Campinas pela última vez em 1980 e vai só com quatro titulares. Jogo fundamental para as chances de a Ponte Preta se manter na primeira divisão. Os reservas do Grêmio apanharam de todo mundo durante o campeonato, a Ponte precisa vencer ou vencer. Se não sair com os três pontos, dá mais um passinho rumo à Série B.

19h30 Avaí x Bahia (Ressacada)
Turno: 1-1
Colocação: 19-Avaí (35), 10-Bahia (42)
Prognóstico: 1-1
Aposta: ambos marcam
O Avaí só ganhou um dos último nove jogos e está afundado no Z4. O Bahia reagiu com Carpegiani e já está praticamente livre de qualquer possibilidade de rebaixamento. A ideia é alçar voos mais altos. Jogo de difícil prognóstico, até porque o Avaí não pode mais especular, precisa se abrir e buscar o resultado em casa.

21h Atlético-PR x Corinthians (Arena da Baixada)
Turno: 2-2
Colocação: 11-CAP (42), 1-Corinthians (62)
Prognóstico: 0-2
Aposta: menos de 2,5 gols
O Corinthians tirou todo o peso do mundo das costas após a vitória sobre o Palmeiras e tem tudo para voltar a encontrar os resultados do primeiro turno – começando por um estádio em que coleciona bons resultados historicamente. O Furacão não terá Guilherme e Sidcley, o Corinthians não terá Cássio, Gabriel e Jadson.

21h Sport x Botafogo (Ilha do Retiro)
Turno: Botafogo 2-1
Colocação: 16-Sport (36), 6-Fogo (48)
Prognóstico: 1-1
Aposta: melhor fugir
Mais um jogo de prognóstico dificílimo. O Sport só venceu 1 de seus últimos 15 jogos no campeonato e, em casa, não vence há mais de três meses. Só um ponto acima do Z4 e correndo grande risco, o Sport precisa urgentemente se reencontrar com a vitória, e tentará sem Diego Souza, que está com a seleção. O Botafogo já eliminou o Sport da Copa do Brasil neste ano e não perde para o time pernambucano há mais de três anos (seis jogos), mas não tem sido nenhum exemplo de consistência ultimamente.

21h45 Flamengo x Cruzeiro (Ilha do Urubu)
Turno: 1-1
Colocação: 7-Fla (47), 5-Cruzeiro (51)
Prognóstico: 1-1
Aposta: coluna do meio – aposta de altíssimo risco, altíssimo retorno
Os times já se enfrentaram três vezes neste ano, com três empates. Portanto, temos uma tendência. O Flamengo tem vários desfalques (Diego, Guerrero, Trauco, Juan, Réver), o que obrigará Rueda a escalar uma zaga para lá de suspeita com Rhodolfo e Rafael Vaz. O Cruzeiro joga as rodadas finais descompromissado, um fator que pode ajudar e pode atrapalhar também.

21h45 Santos x Vasco (Vila Belmiro)
Turno: 0-0
Colocação: 2-Santos (56), 8-Vasco (45)
Prognóstico: 1-0
Aposta: menos de 2,5 gols
Em dez jogos desde a chegada de Zé Ricardo ao Vasco, o clube ganhou quatro, empatou cinco e só perdeu para o gol de mão de Jô. Em apenas um desses jogos foram marcados mais do que dois gols somados os dois times (nos 2 a 1 sobre o Avaí). É um Vasco mais seguro, mas pouco goleador, que vai somando pontos em busca da Libertadores. O jogo deve ser condicionado pela partida do Corinthians em Curitiba. Se o Corinthians estiver tropeçando, a torcida e o sonho do título podem empurrar o Santos a uma vitória. O Vasco tem muitos desfalques e é difícil imaginar que a convulsão política não afete o time. A última vez que o Vasco venceu o Santos como visitante foi em 2006, é um confronto em que quem joga em casa costuma vencer, historicamente.

21h45 Vitória x Palmeiras (Barradão)
Turno: Palmeiras 4-2
Colocação: 17-Vitória (35), 4-Palmeiras (54)
Prognóstico: 1-3 Palmeiras
Aposta: mais de 2,5 gols
O Vitória está há seis jogos sem vencer e, em casa, amarga uma seca de três meses. Apesar da derrota em Itaquera, o Palmeiras é favorito para chegar à sétima vitória nos últimos oito jogos contra o rival baiano. Sem Borja nem Deyverson, Valentim deve improvisar um meia na frente.


Brasileiro, ato 32: a reta final pelo título começa agora
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Julio Gomes

Venho dizendo nas minhas tribunas que o dérbi de domingo, entre Corinthians e Palmeiras, decidirá o campeão. Quem vencer sairá tão fortalecido e dará uma marretada tão forte na cabeça do outro que é bem plausível prever que o time vencedor fará todos ou quase todos os pontos possíveis nas seis rodadas finais.

Mas e o empate? E o fator Santos?

O fator Santos vai entrar em jogo a partir deste sábado, no duelo contra o Atlético Mineiro, na Vila Belmiro.

O Santos se arrastou durante o campeonato. Fez duas trocas de técnicos para lá de duvidosas, vive em litígio com a torcida, que não comparece na Vila e ainda fez de Lucas Lima o vilão do momento (sem perceber que os pivôs da saída dele, sem compensação financeira para o clube, são outros).

É um clube que teria uns 10 a 15 pontos a menos no campeonato, não fossem as impressionantes atuações do goleiro Vanderlei. Uma das mais significativas delas foi justamente contra o Atlético, em BH, quando pegou até pênalti.

Ainda assim, com tudo isso, aos trancos e barrancos, com Vanderlei e Bruno Henrique, o Santos está a seis pontos da liderança. E o discurso inicial de Elano, que ficará no comando até o fim do campeonato, foi bem interessante. É um campeão, um ex-jogador histórico do clube e que potencialmente pode encontrar o discurso ideal para este grupo de atletas.

Se o Santos conseguir embalar neste fim de ano, ele pode ser o campeão mais improvável que vimos nos últimos tempos.

E qualquer time pode embalar neste campeonato hipernivelado. Já vimos vários times embalarem, até mesmo Avaí e Atlético-GO no começo do returno. Neste momento, os mais embalados são Palmeiras e São Paulo. Por que não o Santos nos sete jogos finais?

O Santos precisa vencer o Atlético na Vila, um adversário perigoso, um dos melhores visitantes do campeonato e ainda sonhando com Libertadores. E precisa muito de um empate no dérbi de domingo – ou pelo menos que o Corinthians não vença.

É surreal. Mas não podemos descartar o Santos nessa briga.

Por outro lado, se o Santos tropeçar em casa, um empate torna-se um resultado maravilhoso para o Corinthians no dérbi.

No primeiro turno, a rodada 13 quebrou a banca das casas de apostas. Só um mandante e OITO visitantes saíram vitoriosos. Ao final dela, o Corinthians tinha 10 pontos de vantagem para o Grêmio, 12 para o Santos e 16 para o Palmeiras.

O que acontecerá no returno? Aqui vão os prognósticos e dicas de apostas da rodada.

SÁBADO

17h Santos x Atlético-MG (Vila)
Turno: 0-1 Santos
Colocação: 3-Santos (53), 10-CAM (42)
Prognóstico: Santos 3-1 Galo
Aposta: mais de 2,5 gols
É o duelo entre o melhor mandante e o segundo melhor visitante. A promessa é de gols, com dois times escalados ofensivamente, e alternância no placar. Só a vitória interessa a ambos para tentarem chegar aos objetivos. Novo reencontro de Robinho com a torcida santista.

19h Botafogo x Fluminense (Engenhão)
Turno: 0-1 Fogo
Colocação: 6-Fogo (48), 14-Flu (39)
Prognóstico: Botafogo 2-0
Aposta: menos de 2,5 gols (coluna 1 pagando bem também)
Tudo o que queremos no último clássico carioca do ano é um pênalti para o Flu! O que seria do duelo entre Henrique Dourado e Gatito? Uau. Brincadeiras à parte, o Botafogo é favorito em um jogo que reúne um time consistente e que teve a semana toda para treinar contra um time jovem, imaturo e que foi eliminando de forma traumática pelo Flamengo na Sul-Americana. O Flu está perto de se salvar logo do drama do rebaixamento, mas essas rodadas finais podem ser muito longas, especialmente se o time não somar pontos fora de casa (não vence há quase quatro meses fora). O Botafogo segue firme rumo à Libertadores e pode sim entrar no G4 – com o Grêmio pensando em outra coisa, fica mais fácil.

19h Atlético-GO x São Paulo (Serra Dourada)
Turno: 2-2
Colocação: 20-Atlético (27), 11-SPFC (40)
Prognóstico: 1-3
Aposta: coluna 2 paga bem
Duelo do segundo pior mandante contra o segundo pior visitante. O jogo será no Serra Dourada, e o São Paulo deve ter apoio grande de sua torcida no Centro-Oeste do país. O Atlético-GO só ganhou 1 das últimas 11 partidas como mandante, e o São Paulo vem apresentando bom futebol. Já está praticamente livre do rebaixamento. Tem tudo para vencer, fazer a Série B virar um pesadelo distante e começar a focar em Libertadores.

21h Coritiba x Avaí (Couto Pereira)
Turno: 1-4 Coxa
Colocação: 16-Coxa (35), 18-Avaí (35)
Prognóstico: 0-1
Aposta: alguém fica sem marcar
Confronto crucial na briga contra o rebaixamento. Com sete pontos dos últimos nove possível, o Coritiba, que tinha pinta de rebaixado, saiu do Z4. O Avaí, que começou tão bem o returno, ganhou só um dos últimos oito jogos. O momento é todo do Coxa, mas estes são os jogos em que o Avaí surpreendeu todo mundo. Quem fizer primeiro deve levar, se é que alguém fará gol – é um jogo que promete poucos gols.

DOMINGO

17h Corinthians x Palmeiras (Itaquera)
Turno: 0-2 Corinthians
Colocação: 1-SCCP (59), 2-Palmeiras (54)
Prognóstico: 1-1
Aposta: melhor fugir!
O grande jogo da rodada e do campeonato. Quem vencer, sairá muito fortalecido rumo ao título. O Corinthians ganhou um banho de massa neste sábado e vai com Clayson e Camacho no lugar de Jadson e Maycon. Não entendo por que Carille passou a semana dando tantas informações para o adversário. O Corinthians, mesmo em casa, deve tentar se aproveitar dos espaços deixados pelo Palmeiras, que é o time para quem só a vitória interessa. Jogo de difícil prognóstico, assim como o campeonato.

17h Cruzeiro x Atlético-PR (Mineirão)
Turno: 0-2 Cruzeiro
Colocação: 5-Cruzeiro (48), 9-CAP (42)
Prognóstico: 1-1
Aposta: menos de 2,5 gols
O Atlético-PR já beliscou muitas vitórias sobre o Cruzeiro fora de casa. É um jogo difícil de prognosticar, pois o Cruzeiro já não tem tanta motivação no campeonato – mas jogou bem contra o Palmeiras. O Atlético-PR busca Libertadores, mas é um time instável demais. O Furacão não terá Gedoz, Nikão e Thiago Heleno.

17h Grêmio x Flamengo (Arena)
Turno: 0-1 Grêmio
Colocação: 4-Grêmio (51), 7-Fla (47)
Prognóstico: Grêmio 1-0
Aposta: menos de 2,5 gols
O Grêmio deve mandar time misto a campo, poupando alguns jogadores que atuaram na quarta-feira. O Flamengo também teve um jogo desgastante na quarta e pode ficar sem alguns atletas – Diego, por exemplo, é desfalque certo. São dois times com a cabeça em outro lugar. Mas, claro, quem perder (se perder) na competição continental, pode se lembrar com remorso da falta de motivação para este duelo na Arena. Veremos.

18h Bahia x Ponte Preta (Fonte Nova)
Turno: 0-3 Bahia
Colocação: 13-Bahia (39), 17-Ponte (35)
Prognóstico: Bahia 2-0
Aposta: coluna 1
O Bahia é o principal favorito da rodada. Tem feito o serviço em casa e jogando bem com Carpegiani, enquanto a Ponte Preta é a pior visitante do campeonato. A Ponte não vence o Bahia desde 2008, há nove partidas (cinco derrotas e quatro empates). Se ganhar, o Bahia praticamente se garante na primeira divisão e joga tranquilo nas seis rodadas finais.

19h Vasco x Vitória (Maracanã)
Turno: 1-4 Vasco
Colocação: 8-Vasco (44), 19-Vitória (34)
Prognóstico: Vasco 2-1
Aposta: ambos marcam
Com Zé Ricardo, o Vasco ganhou quatro, empatou quatro e perdeu só uma. Da briga lá embaixo, pulou para a briga por Libertadores. O Vitória, todos sabemos, é péssimo em casa e traiçoeiro fora, onde consegue a maioria de seus pontos. O time de Mancini está há cinco jogos sem vitória, em situação bastante delicada. O Vasco tem Luis Fabiano e Breno de volta e é favorito, mas convém não subestimar o Vitória.

19h Chapecoense x Sport (Arena Condá)
Turno: Sport 3-0
Colocação: 12-Chape (39), 15-Sport (35)
Prognóstico: Chape 2-0
Aposta: coluna 1
No turno, este foi o único jogo da rodada com vitória do mandante. O Sport ganhou 1 de seus últimos 14 jogos no Brasileiro e este é um jogo decisivo. Se vencer, respira e traz a Chapecoense de volta para a briga do rebaixamento. Já a Chape sabe que uma vitória no confronto direto praticamente garante a permanência na Série A. O Sport conta com a volta de cinco titulares, que nem viajaram para a Colômbia no meio de semana, mas tem desfalques de Rithely, Ronaldo Alves, Samuel Xavier e, talvez, Anselmo e Rogério.