Blog do Júlio Gomes

Toda a vaia é pouca para o Atlético Mineiro
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Depois de proporcionar ao Vitória, chegou a vez de proporcionar ao Atlético-PR a primeira vitória no campeonato. É isso que o Atlético Mineiro tem feito no Brasileirão.

O Galo foi vaiado, com justiça, pela torcida no Independência. Toda vaia é pouca para um time que começou o campeonato como favorito e hoje ocupa a zona de rebaixamento. Não é acidente. É a consequência de um futebol pobre, de criatividade zero.

A única boa notícia da noite para o torcedor atleticano foi o sorteio da Libertadores. Enfrentará nas oitavas de final o melhor adversário possível: o fraco Jorge Wilstermann, da Bolívia.

O Atlético passou o primeiro tempo todo chuveirando bolas na área e consagrando a zaga do Furacão. Depois da expulsão de Lucho González, aos 39min, com um homem a mais, esperava-se algo mais. Ou muito mais.

Mas Roger não fez mudança alguma. Pela esquerda, Marlone e Fábio Santos não levaram qualquer tipo de ameaça ao Furacão durante todo o segundo tempo. O jogo aconteceu pela direita, onde Valdivia ajudou pouco e Alex Silva, terceira opção para a lateral direita, errou tudo o que tentou. Melhorou um pouco com a entrada de Otero, pero no mucho.

Entre chuveirinhos, passes errados e pouquíssimas finalizações de perigo, o Atlético Mineiro foi vendo o relógio avançar e a torcida se irritar. É verdade que Rafael Moura fez o 1 a 0, muito mal anulado por um impedimento inexistente de Marlone no lance imediatamente anterior. Mas deve dar até vergonha falar de arbitragem após um jogo com esse. No fim, após o erro de Felipe Santana, veio o gol da vitória do Atlético-PR.

Prêmio talvez exagerado para o time de Eduardo Baptista. Mas castigo para lá de merecido para o time de Roger, que vai alcançando Zé Ricardo no posto de treinador mais ''por um fio'' do país.

Com os mesmos 6 pontos do Atlético-GO e apenas um a mais do que o trio de lanternas – Vitória, Avaí e Atlético-PR -, o Galo vai ficando cada vez mais longe do topo da tabela. Em suma, vai ficando meio ridículo colocar o Atlético na lista de favoritos ao título.

Se por um lado o Atlético conseguiu bons empates (teóricos) contra Flamengo e Palmeiras, fora, por outro nem pode reclamar da dificuldade da tabela. Afinal, já enfrentou os três piores times da competição até agora. E fez só três pontos contra eles – e olhe lá, pois o Avaí criou chances suficientes para não perder no Horto.

 


Brasileiro, ato 7: líderes, Corinthians e Grêmio têm primeira pedreira
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Corinthians, Fábio Carille, Grêmio e Renato Gaúcho não param de ser elogiados. E é justo que seja assim. Mas só agora, na sétima rodada, os líderes (e times que melhor jogaram) do Campeonato Brasileiro irão enfrentar desafios maiores na competição. Típicos de um torneio tão equilibrado e com camisas pesadas.

O Corinthians recebe o Cruzeiro, de Mano Menezes, um técnico que sabe muito bem amarrar jogos e conseguir resultados fora de casa. Já o Grêmio vai ao Rio de Janeiro enfrentar o jovem e agressivo time do Fluminense, também capitaneado por um técnico campeão e para lá de experiente, Abel Braga.

Até agora, a tabela foi amiga de Carille (que trabalhou com Mano no Corinthians) e Renato – repito, sem querer tirar mérito de ninguém.

O Corinthians estreou contra a Chapecoense em casa (empatou), depois ganhou por 1 a 0, fora de casa, de dois times rebaixáveis (Vitória e Atlético-GO, que até já trocaram de técnico). Confiante, voltou para casa e pegou um Santos em crise – outro que demitiu técnico. Mais confiante ainda, conseguiu uma ótima vitória sobre o Vasco, no Rio. E completou a quinta vitória seguida com outro clássico em seu estádio.

Sim, clássicos são clássicos. Mas clássicos com portões fechados para os adversários beneficiam muito o time da casa – os números mostram isso. Não havia momento melhor para pegar o Santos, e o São Paulo tem sido saco de pancadas em Itaquera. Nenhum desses times deverá ficar à frente do Cruzeiro no campeonato. O desta quarta é o adversário mais difícil até agora.

Já o Grêmio começou ganhando de Botafogo e Atlético-PR, e não podemos nos esquecer que foi beneficiado por erros de arbitragens nos dois jogos – a própria CBF admitiu. Com time reserva, perdeu para o Sport. E, depois, ganhou de Vasco, Chapecoense e Bahia, nenhum deles deverá passar perto da briga pela Libertadores. O Fluminense talvez nem seja essa Coca-cola toda, mas, no Maracanã, será o jogo mais difícil para o Grêmio até agora.

É uma rodada divisora de águas. É a hora de estabelecer o que esperar de Corinthians e Grêmio. É uma prova de fogo para os líderes darem um murro na mesa e se posicionarem firmemente como candidatos ao título. Ou não.

Lá vão os prognósticos da rodada:

QUARTA

19h30 Atlético-MG 2 x 0 Atlético-PR
Quando Fred marca, o Galo costuma vencer. E o Atlético-PR é uma de suas vítimas preferidas, com quase um gol por jogo de média contra o Furacão. Só que o atacante é dúvida para o jogo. Por outro lado, Leonardo Silva volta à zaga. É um duelo de times que foram bem na primeira fase da Libertadores, mas estão decepcionando muito no Brasileiro.

19h30 Sport 1 x 0 São Paulo
É um duelo de gerações no banco, Luxemburgo x Ceni. O São Paulo ganhou as três partidas que fez em casa, mas perdeu as três que fez fora. Tentará os primeiros pontos longe do Morumbi com muitos desfalques, como o recém-contratado Maicosuel, que atuou contra o Vitória, ficou fora contra o Corinthians e não jogará de novo – assim como Bruno, Thiago Mendes, Cueva, Rodrigo Caio… O Sport também tem baixas, como o volante Anselmo e Diego Souza, mas já venceu Grêmio e Flamengo em casa e é sempre forte na Ilha.

19h30 Vitória 1 x 1 Botafogo
Em dois jogos com Gallo, o Vitória quase arrancou um ponto no Morumbi e venceu o Atlético-MG. Apesar da ausência do capitão Willian Farias, suspenso, o Vitória pode aprontar contra um Botafogo cansado, com desfalques e há dois meses (oito jogos) sem vencer como visitante.

19h30 Atlético-GO 1 x 0 Avaí
Duelo direto entre dois candidatos a rebaixamento. O Atlético-GO faz dois jogos no acanhado Olímpico de Goiânia contra rivais da parte baixa, Avaí e Atlético-PR, e o plano de Doriva é conseguir os seis pontos para respirar. O Avaí, pior ataque do campeonato (2 gols em 6 jogos), não terá o veterano Marquinhos, suspenso.

21h Flamengo 2 x 0 Ponte Preta
Pensem em um técnico pressionado. É o caso de Zé Ricardo. O Flamengo faz seu primeiro jogo na Ilha do Urubu, que pode virar um caldeirão para bem ou para mal – é realmente uma pena ver o clube divorciado do Maracanã. O Fla ficou 10 anos sem ganhar da Ponte (nove jogos), mas quebrou o tabu vencendo as duas no ano passado. Zé Ricardo faz mistério, mas deve manter Thiago no lugar de Muralha e colocar Cuéllar no lugar de Arão. Rafael Vaz volta ao time para substituir Juan, e Vinícius Jr pode seguir entre os titulares. A Ponte Preta, firme em casa, fraca fora, não terá os veteranos Rodrigo e Sheik. Tentará se aproveitar da crise do rival.

21h45 Santos 2 x 2 Palmeiras
O Santos perdeu todos os clássicos com Dorival Jr, incluindo contra o Palmeiras, no Paulistão. Mas a fase mudou, com duas vitórias com o interino Elano e a estreia de Levir Culpi, que promete colocar o time para frente e tem Lucas Lima de volta. O Palmeiras também vive um momento de mais tranquilidade após a vitória sobre o Flu. Mas Cuca segue com muitos desfalques. Promessa de um clássico animado.

21h45 Corinthians 1 x 1 Cruzeiro
O Cruzeiro de Mano Menezes costuma se defender bem e dar trabalho em jogos assim, enquanto o Corinthians encontrou fórmulas para criar volume de jogo, à parte a consistência defensiva. Vai ser uma prova interessante para o líder.

21h45 Chapecoense 1 x 2 Vasco
A ex-líder Chape vem sofrendo muitos gols e não terá Victor Ramos e Reinaldo, enquanto o Vasco poupará Luis Fabiano e terá Nenê entre os titulares.

QUINTA

16h Coritiba 1 x 0 Bahia
A tônica deste duelo nos últimos 30 anos tem sido: vitórias do Coxa em casa, empates em Salvador. O Bahia não derrota o rival desde 1985.

21h Fluminense 1 x 1 Grêmio
Nos últimos 10 anos, o Fluminense só venceu 3 dos 15 jogos que fez contra o Grêmio como mandante. O último duelo, no mês passado, teve vitória gremista no Maracanã e classificação na Copa do Brasil. Depois da negociação frustrada com o Palmeiras, Richarlison volta ao time do Flu.


A um ano da Copa, França parece ser o maior obstáculo para a seleção
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juliogomes

Vamos começar pelo fim? Assim ninguém se dá ao trabalho de malhar o analista nos comentários. Sim, eu sei que a Copa do Mundo é uma competição rápida e que em um jogo qualquer coisa pode acontecer. Nos dias de hoje ainda mais, pois há muito equilíbrio entre times e seleções no futebol globalizado e da velocidade da informação. Não há segredos. Há padrões. Zebras acontecerão cada vez mais em competições internacionais curtas. Times organizados ganham jogos.

Dito tudo isso, não quero me furtar de tentar prever o futuro com base no presente, no passado e nas próprias perspectivas de futuro. Hoje, considero a seleção brasileira a mais forte do mundo. E, entre as europeias, a França, e não a Alemanha ou a Espanha ou a Itália, é quem promete ser o maior obstáculo para o hexa.

Brasil e França podem perder de QUALQUER UM. Isso é óbvio. Não ficarei aqui colocando o óbvio como ''porém'' ao analisar seleções e seus momentos. A Alemanha era a melhor seleção do mundo em 2014, disparado. E quase tropeçou na Argélia. Acontece. É uma questão de encaixe, seleções que tentam se dar bem na fraqueza alheia. Muitas vezes funciona.

Em 20 jogos contra aquela Alemanha, aquela Argélia ganharia um. Quase foi na Copa. Mas não podemos ignorar a superioridade alemã e nos escorar no ''não tem favorito'' para analisar e prognosticar um jogo de futebol. Claro que tinha e claro que tem.

O que faz da seleção brasileira tão forte? Uma série de fatores que simplesmente se encaixaram com a chegada de Tite. Ótimo treinador, antenado e atualizado com métodos e formações do futebol atual, ótimos jogadores em todas as posições, jogadores que compraram a ideia do técnico e rapidamente adotaram um estilo de jogo coletivo e participativo, muito uso de informações, estatísticas, vídeos, etc. Tudo isso em uma das camisas mais poderosas da história do futebol.

A França, já não é de agora, montou uma seleção muito boa e também tem um técnico competente, Deschamps, que conseguiu unir jogadores historicamente divididos. Uma seleção que viu dois jogadores promissores ganharem status de estrelas mundiais em Pogba e Griezmann.

A França parou na Copa do Mundo de 2014 na Alemanha, como era de se esperar. Mas superou a mesma Alemanha ano passado, na Eurocopa. Realmente faltou vencer Portugal (sem Cristiano Ronaldo desde o início do jogo) na decisão. E este é um ponto negativo que não pode ser deixado de lado. Que time é esse que perde um Europeu em casa, daquele jeito?

Mas algumas coisas aconteceram nesta temporada, que acabou oficialmente com estas partidas de seleções.

Algumas coisas tipo o Monaco, campeão francês e semifinalista da Champions.

Mbappé, já comparado com Henry, é um fator X nesta seleção francesa. Um jogador em claras condições de explodir rumo à estratosfera nesta temporada que vem e que mostrou um pouco disso no amistoso desta quarta-feira, na vitória sobre a Inglaterra (3 a 2 mesmo com um jogador a menos).

Mbappé é o que Neymar poderia ter sido na Copa de 2010, por exemplo. Um jogador muito jovem, de apenas 18 anos, que foi convocado pela primeira vez em março e que traz para um bom time aquele algo mais. Coragem, talento, velocidade, capacidade de desmontar esquemas.

Mas tem mais além dele. A temporada brutal do Monaco deu a Deschamps jogadores muito confiantes em Lemar, Sidibé e Mendy. Além deles, surgiu também Dembélé, que explodiu com a camisa do Borussia Dortmund (na foto acima, abraçado a Mbappé). Nenhum destes estava na Euro, um ano atrás.

Lloris, que era apenas um bom goleiro, ganhou status de um dos melhores do mundo com a número 1 do Tottenham. Descarte a besteira que ele fez no fim de semana contra a Suécia, pelas eliminatórias. E Kanté, depois da temporada brilhante no Leicester, foi para o Chelsea e transformou-se no melhor jogador da Premier League. É o Makelele 2.0. E ainda tem a dupla de zaga, Umtiti e Varane, mais do que consolidados e aprovados após esta temporada, titulares de Barcelona e Real Madrid, respectivamente.

Enfim. Uma França que já era forte na Copa de 2014 e na Euro de 2016, ganhou um punhado de jogadores que podem dar ''algo a mais'' no ano que vem. É uma claríssima candidata.

Imaginem um confronto entre Brasil e França na Copa? Daria calafrios, não é mesmo? Depois de 1986, 1998 e 2006, pode até haver um bloqueio pelo histórico. Convenhamos, o Brasil já entra ganhando contra um monte de seleções. Justamente pelo medo que impõe. Não contra a França. Com medo, eles não jogarão.

Mas e as outras seleções?

Temos muito tempo para dissecá-las. A Alemanha cumpriu um ciclo em 2014. Era uma seleção montada, que bateu na trave nas Euros de 2008 e 12, além da Copa de 2010. Desde o tetra, perdeu Lahm, Schweinsteiger, Goetze não explodiu, Draxler ainda é mais promessa que realidade. É uma seleção fortíssima, sem dúvida. É a campeã e é a Alemanha, oras bolas. Tem Neuer. Tem Kroos. Mas ainda passa por uma transição e hoje é menos forte do que era.

A Espanha está na mesma. Tem ótimos talentos. Jogadores pedindo passagem, como Isco e Asensio, um camisa 9 de muito respeito em Diego Costa, goleiraço, ótima dupla de zaga. Maaaaaas. Ainda não encaixou com Julen Lopetegui. O ciclo novo foi sendo adiado, demorou para começar e não sei se conseguirá encontrar a química necessária antes do Mundial.

A Itália tem mais camisa e sangue vencedor do que propriamente um time. A Bélgica, exatamente o contrário. Tem time, um baita time, mas falta aquela competitividade necessária para ganhar a Copa. A Argentina tem craques do meio para frente, muitos problemas atrás, mas ganhou um treinador fantástico em Sampaoli.

Todas estas podem ganhar a Copa. Até o México de Osorio pode ganhar a Copa! Até Portugal. Até a Croácia. Até o Uruguai. É mata-mata (ou melhor, só ''mata'') e hoje há um equilíbrio brutal no futebol.

Mas, neste momento, a um ano do Mundial, ninguém parece mais pronto e com mais poder de fogo do que o Brasil e seu eterno nêmesis: a França.

 


Brasileiro, ato 6: clássicos quentes em SP, batata assando no Flamengo
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juliogomes

A sexta rodada do Brasileiro começa neste sábado com um jogo que não chamava muito a atenção e, de repente, virou um duelo com muita carga emocional: Palmeiras x Fluminense em São Paulo.

O ''caso Richarlison'' agitou os clubes na sexta-feira. O Palmeiras fez proposta pela jovem revelação do Flu, que pediu para não atuar no sábado. O Fluminense rompeu negociações e fica sem um de seus principais jogadores. Ninguém está feliz na história.

Há quatro partidas sem fazer um gol sequer, o Palmeiras e Cuca sabem que só a vitória interessa. Mas o Flu já se mostrou um time competitivo e perigoso, capaz, por exemplo, de ganhar do Atlético em BH.

No domingo, também em São Paulo, Corinthians e São Paulo fazem o principal clássico da rodada. Um para lá de estável Corinthians defende uma invencibilidade de seis jogos em clássicos em Itaquera contra um para lá de instável São Paulo. Não há nenhuma ''batalha'' recente fora do campo entre os clubes, mas Corinthians x São Paulo é sempre um jogo quente.

Como quente está o clima no Flamengo, com torcida pressionando muito e exigindo resultados e a cabeça do técnico Zé Ricardo. O confronto em Florianópolis não será moleza, e o Flamengo entra em campo como o time mais pressionado da rodada.

Aqui vão os prognósticos e informações:

SÁBADO

16h Palmeiras 3 x 2 Fluminense
O Palmeiras segue sem Dudu, Mina e Borja, mas deve ter alguns titulares de volta. Já o Flu joga sem Richarlison, que pediu dispensa por ter recebido oferta do… Palmeiras. O clima esquentou nos bastidores. O Palmeiras fez quatro na estreia contra o Vasco e depois não fez mais um gol sequer no campeonato. Enfrenta um adversário que joga e deixa jogar: tanto que o Flu é o único que fez e levou gols em todos os cinco jogos. O Flu costumava ser uma pedra no sapato palmeirense em São Paulo, mas perdeu nas três visitas que fez ao Allianz Parque.

19h Vasco 2 x 1 Sport
Com a infeliz lesão de Kelvin, o colombiano Manga Escobar vira titular no Vasco. Mas não é o ataque que preocupa. O Vasco é o time mais vazado do campeonato e levou oito gols só nos três jogos em São Januário. Precisa resolver para ontem seus problemas defensivos. O Sport vem embalado após a vitória sobre o Flamengo, a primeira de Luxemburgo, mas tem desfalques.
DOMINGO

11h Botafogo 1 x 0 Coritiba
O Botafogo fez apenas três gols em cinco jogos. Tem sofrido com desfalques e a maratona, confiando em um sistema sólido para conseguir pontos. Jogou bem contra o Santos no meio de semana, mas perdeu exatamente pela falta de pontaria. Sem Camilo, mas talvez com Montillo, terá de resolver o pepino justamente contra um dos times menos vazados – o Coxa levou só dois gols e está na terceira posição, em grande momento. Galdezani é desfalque por cartões. No ano passado, empataram as duas partidas sem gols e a promessa é de poucos gols de novo. A última vez que o Coxa venceu o Botafogo fora foi em 2002 (Campos).

16h Corinthians 2 x 0 São Paulo
Os clássicos em São Paulo têm torcida única, e os mandantes têm vencido sempre. O Corinthians tem retrospecto positivo contra o São Paulo em Brasileiros e, desde que inaugurou o estádio em Itaquera, ganhou quatro vezes e empatou duas contra o rival. Romero pode voltar ao líder, mas Fágner e Rodriguinho seguem com a seleção, assim como Rodrigo Caio e Cueva (seleção peruana). O São Paulo deve reeditar a nova parceria Pratto-Maicosuel. Não olhe agora, mas o time de Ceni é um dos menos vazados do Brasileiro.

16h Vitória 1 x 1 Atlético-MG
Um dos jogos de prognóstico mais complicado. Apesar de estar na lanterna e com apenas um ponto e um gol marcado em seis jogos, o Vitória deu sinais de vida contra o São Paulo, na quinta-feira. Já o Galo ganhou, afinal, mas jogou mal, o time está desgastado e Roger pode poupar alguém para evitar lesões. O Atlético não perde para o Vitória desde 2010 e tem ligeiro favoritismo. Bem ligeiro.

16h Ponte Preta 0 x 0 Chapecoense
A Chape perdeu a liderança que ocupou por duas rodadas ao levar 6 do Grêmio na quinta à noite. A Ponte não fez muito melhor: levou 3 do Atlético-GO. São dois times que jogam com cautela.

16h Avaí 1 x 1 Flamengo
A torcida flamenguista, aquela capaz de encher aeroporto e gritar até nome de dirigente num dia e xingar jogadores e pressionar no CT no outro, pede a cabeça do técnico Zé Ricardo. Apesar de a diretoria ter tentado manter estabilidade no cargo, ele e o mundo sabem que este jogo é chave para a sobrevivência. O Flamengo nunca venceu na Ressacada, foram três derrotas e um empate de 2009 para cá. O Avaí fez jogos decentes nas derrotas para São Paulo e Atlético Mineiro e quer se aproveitar da turbulência do adversário.

18h30 Cruzeiro 1 x 0 Atlético-GO
Após duas derrotas, o Cruzeiro encontra um adversário “ideal”. Apesar de fazer seus primeiros pontos na vitória sobre a Ponte, o Atlético-GO é candidatíssimo ao rebaixamento e estreia Doriva no comando técnico. Bancado pela diretoria, mas pressionado pela torcida, Mano Menezes volta a ter desfalques na zaga. É ganhar ou oficializar uma crise prematura.

19h Atlético-PR 1 x 0 Santos
Apesar de já ter fechado com Levir Culpi, o Santos voltará a ser comandado por Elano. Na história do Brasileiro, geralmente quem joga em casa ganha neste duelo, mas o Santos já beliscou empates na Baixada, como 2014 e 2015. O Furacão teve um dia a mais de descanso e consegue recuperar jogadores. O Santos terá de volta Lucas Lima, mas Ricardo Oliveira ainda está machucado.
SEGUNDA

20h Grêmio 2 x 0 Bahia
Mesmo sem Barrios e Léo Moura, baixas em Chapecó, o Grêmio é franco favorito para a partida.


Eliminatórias da Copa: CR7 brilha e uma seleção vence após 13 anos
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juliogomes

José Mourinho disse recentemente em entrevista ao repórter João Castelo Branco, da ESPN Brasil, que gosta de ''futebol sério'' e, portanto, adora as eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo e não perde tempo vendo as europeias. ''A qualificação europeia é uma brincadeira, toda gente se qualifica. Há um abismo entre as seleções''.

Mas dizem também que não tem mais bobo no futebol. E, para surpresa de Mourinho e de quem mais tenha prestado a atenção, o bobo da sexta-feira foi a Hungria.

Um dia tradicional no futebol, finalista da Copa de 54, a Hungria talvez tenha encontrado um novo fundo do poço. Perdeu para Andorra, um Principado de menos de 100 mil habitantes encravado entre França e Espanha, nos Pirineus. Uma seleção formada por amadores.

Menos de um ano atrás, a Hungria empatava por 3 a 3 com Portugal pela Euro-2016, depois de estar três vezes na frente. Se perdesse, Portugal seria eliminado. Acabaria sendo campeão europeu.

A classificação para a Copa do Mundo da Rússia era mais complicada do que para a Euro, e a missão húngara não era fácil em um grupo B com Portugal e Suíça. Mas daí a perder para Andorra…

Para se ter uma ideia do feito, Andorra só havia vencido um jogo oficial em sua história, em 13 de outubro de 2004, quando fez 1 a 0 na Macedônia pelas eliminatórias da Copa-2006. Desde então, eram 3 empates e 63 derrotas em jogos oficiais.

Se contarmos amistosos, no entanto, estaremos nos deparando com a melhor Andorra de todos os tempos! :-) :-)

Afinal, em fevereiro deste ano ganhou um amistoso por 2 a 0 contra San Marino (sua primeira vitória desde o tal jogo de 2004). Em março, empatou sem gols com Ilhas Faroe pelas eliminatórias. E agora chega ao terceiro jogo de invencibilidade, amigos! O herói contra a Hungria foi Marc Rebes, o autor do gol da vitória no primeiro tempo.

Agora, nos últimos 13 anos, Andorra soma 2 vitórias, 7 empates e 80 derrotas. Parabéns, Hungria.

No mesmo grupo B, Portugal contou com dois gols de Cristiano Ronaldo e fez 3 a 0 na Letônia. Mas a Suíça ganhou por 2 a 0 nas Ilhas Faroe e segue líder. Os suíços têm 18 pontos, os lusos têm 15. A vaga direta para a Copa-2018 ficará mesmo para o duelo direto entre eles, em Portugal, em outubro.

Outros grupos

No grupo A, a França pressionou durante todo o segundo tempo, mas, em uma bobeada incrível do goleiro Lloris, aos 47min do segundo tempo, levou um gol de Toivonen de trás da linha do meio do campo. Vitória de virada da Suécia por 2 a 1.

Gol que deixa em situação delicadíssima a Holanda, apesar da goleada por 5 a 0 sobre Luxemburgo.

Suécia e França lideram com 13 pontos, enquanto a Holanda tem 10 e a Bulgária tem 9, após perder por 2 a 1 para os bielorrussos. Na próxima rodada, em agosto, a Bulgária recebe a Suécia, e a Holanda jogará a vida em solo francês. Se a Holanda não vencer na França e os suecos ganharem dos búlgaros (provável), a Oranje, que já ficou fora da última Euro, possivelmente perderá também a Copa-18.

Pelo grupo H, a Bélgica jogou para o gasto e fez 2 a 0 na Estônia, fora de casa. Com 16 pontos, os belgas têm folga na ponta, já que Bósnia-Herzegovina e Grécia ficaram no 0 a 0. Os gregos foram a 12 pontos, os bósnios a 11.

No outro jogo do grupo, a recém federada seleção de Gibraltar perdeu por 2 a 1 para o Chipre, levando gol aos 42min do segundo tempo. Teria sido o primeiro ponto de Gibraltar em um jogo oficial. Não foi, então agora são 18 derrotas em 18 partidas.

portu


Derrota significa pouco para o Brasil, vitória é gigante para a Argentina
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juliogomes

A derrota da seleção brasileira para a Argentina, na manhã desta sexta-feira, na Austrália, significa pouco para o Brasil. Muito, muitíssimo, para os adversários. O gol foi anotado pelo zagueiro Mercado, no fim do primeiro tempo, e o Brasil desperdiçou boas chances de empatar no segundo tempo.

Foi a primeira derrota de Tite no comando técnico da seleção. Mas, convenhamos, ela chega após uma incrível sequência de nove vitórias nas nove primeiras partidas com Tite. Com classificação para a Copa do Mundo garantida (um ano atrás, vamos lembrar, o Brasil corria sério risco de ficar fora). E  com um time com a defesa inteira reserva e sem Neymar.

Por outro lado, a vitória significa demais para a Argentina. É ela que corre risco nas eliminatórias e não havia maneira melhor de Jorge Sampaoli começar sua caminhada.

Para o Brasil, era importante fazer testes, Tite saber com quem contar, observar variações táticas. Para a Argentina, o importante era vencer.

Sete meses atrás, a Argentina levou um vareio do Brasil no Mineirão. Era um time depressivo com Patón Bauza, que lembrava muito a seleção com Dunga. Jogadores nitidamente desconfortáveis em campo, descontentes. Com Sampaoli, muda o espírito, a dinâmica de jogo, e a Argentina volta a ser forte. Claro que tudo isso precisava vir com resultados. Uma vitória sobre o Brasil logo de cara clareia as coisas para Sampaoli.

O início do jogo mostrou uma característica marcante dos dois técnicos, que gostam que seus times marquem no alto, sufocando a saída de bola adversária. Tanto Brasil quanto Argentina avançavam a marcação até a área rival.

O Brasil, naturalmente mais entrosado, tinha menos problemas para sair jogando, enquanto a Argentina sofria. Em uma destas recuperações de bola, logo aos 5min, Philippe Coutinho teve a primeira boa chance de gol para o Brasil.

Logo depois, no entanto, a Argentina mostrou qual seria sua principal jogada no amistoso. Ao sair da pressão, Dybala acionou Di María, que jogou o primeiro tempo grudado na linha lateral. Ele avançou e, quase sem ângulo, chutou na trave. Di María trouxe muitos problemas para Fágner, possivelmente o pior do Brasil em campo.

Além de ter sofrido defensivamente, Fágner ainda tentou cavar um pênalti de forma patética no segundo tempo, em uma de suas poucas subidas ao ataque. Rafinha entrou no lugar dele e foi melhor.

A Argentina de Sampaoli atuava com três zagueiros, Gómez e Di María abertos, Biglia e Banega muito próximos na primeira linha no meio, Messi e Dybala muito próximos na segunda linha. Com o ''pelado'', os desenhos táticos são mesmos mais surpreendentes. Era um 3-6-1. Ou um 3-2-4-1.

Mais que nada, o que se notou foi uma Argentina mais leve e séria, com mais personalidade em campo. Foi notável a diferença para o time depressivo com Patón Bauza no comando.

A melhor chance brasileira no primeiro veio em um contra ataque puxado pela esquerda, um dois contra um em que Willian demorou demais para passar para Coutinho, que acabaria travado pela defesa.

A partir dos 30min, no entanto, a posse de bola argentina ficou mais perigosa, a seleção de Sampaoli passou a tomar conta do jogo em seu campo ofensivo. Dybala e Messi passaram a participar do jogo.

Foi difícil, no entanto, romper o fechadinho bloco defensivo brasileiro. O gol argentino acabou saindo em uma jogada com claro dedo do treinador. Escanteio cobrado para trás, cruzamento de Di María e a infiltração dos zagueiros. Otamendi acertou a trave, mas Mercado aproveitou o rebote.

No segundo tempo, no entanto, o jogo foi comandado pela seleção brasileira.

Tite fez alterações ofensivas e tentou criar um quadrado de frente ao colocar Douglas Costa no lugar de Renato Augusto – sumido, não pareceu se encontrar enquanto esteve em campo. Rafinha entrou bem na lateral direita. Já Sampaoli foi tirando de campo atacantes e reforçou o sistema defensivo. Messi nem foi visto no segundo tempo, não houve qualquer ameaça ao gol de Weverton.

A grande chance do Brasil veio em uma linda enfiada para Gabriel Jesus, que driblou Romero e, com gol vazio, chutou na trave. No rebote, Willian acertou a trave novamente. Com Willian pela direita e Coutinho pela esquerda, como jogam em seus clubes, o time funcionou melhor. Ao contrário de outras partidas, no entanto, o meio de campo simplesmente não funcionou.

Jesus participou muito do jogo e apanhou demais, mas acabou perdendo a melhor chance.

 

 

 

 


Brasileiro, ato 5: desfalcados, Galo, Palmeiras e Fla estão contra a parede
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juliogomes

Os três favoritos ao título do Campeonato Brasileiro ainda não empolgaram. Longe disso. Somados, Palmeiras, Flamengo e Atlético Mineiro ganharam apenas duas partidas em quatro rodadas. Os três jogam contra a parede nesta quarta-feira, precisando do resultado para sair do sufoco e melhorar o ambiente.

O mais pressionado é Zé Ricardo. O técnico do Flamengo foi vaiado na chegada a Recife, em um dia de festa para a torcida no Rio de Janeiro, com a contratação de Éverton Ribeiro. O Fla vai ganhando forma como maior favorito ao título, mas precisa fazer as coisas acontecerem no campo.

Contra o Sport, não terá Guerrero e Trauco, com a seleção do Peru. Será que não chegou a hora de Vinícius Jr ter mais minutos? Zé Ricardo precisa tomar cuidado para não morrer abraçado a sua falta de ousadia.

Com as demissões de Dorival Jr, do Santos, e Marcelo Cabo, do Atlético-GO, Zé Ricardo torna-se o único treinador da Série A há mais de um ano no comando do time.

O Palmeiras também perdeu jogadores para a data Fifa, Mina e Borja, e não terá Edu Dracena, Jean, Guerra e Dudu em um jogo perigoso contra o Coritiba, em um estádio onde quase nunca vence.

A vida mais fácil, no papel, é a do Atlético Mineiro. É verdade que não terá Cazares e Otero, além de outros jogadores contundidos há algum tempo, mas tem elenco o suficiente para vencer o Avaí no Horto. O time de Roger ainda não venceu no campeonato, ocupa uma incômoda posição na zona de rebaixamento e está devendo para a torcida.

Na rodada passada, acertamos os prognósticos de sete jogos. Para esta, perdi o prazo para Fluminense x Atlético-PR. Acreditam que meu placar era 1 a 1? :-) Tenho testemunhas!

Aqui vão palpites e informações dos outros nove jogos da quinta rodada.

QUARTA

19h30 Atlético-MG 4 x 1 Avaí
Jogo fundamental para o Galo. Um dos favoritos ao título, ainda não venceu no campeonato e não pode se dar ao luxo de perder mais pontos em casa, onde tem obrigação de ser forte. O Atlético nunca perdeu do Avaí em Brasileiros e é claro favorito, apesar dos desfalques de Cazares e Otero.

19h30 Coritiba 1 x 0 Palmeiras
Em Brasileiros, Palmeiras não ganha do Coxa em Curitiba desde 1989 (11 jogos). Pela Copa do Brasil, levou 6 no Couto Pereira em 2011. A única boa lembrança no estádio foi ter conquistado o título da Copa do Brasil de 2012, com um empate. Cuca terá muitos desfalques: Edu Dracena, Jean, Mina, Guerra, Borja e Dudu estão fora. Já o Coritiba, que começou muito bem o campeonato, vai repetir o time que venceu o Atletiba. Jogo muito duro para o atual campeão brasileiro.

21h Santos 2 x 0 Botafogo
Antes da chegada de Levir Culpi, Elano assume interinamente para o jogo no Pacaembu. Sem Lucas Lima e Ricardo Oliveira, Elano coloca no time titular o meia argentino Vecchio, que havia sido afastado por Dorival Jr, e Arthur Gomes no ataque. O Santos soma 19 vitórias seguidas no Pacaembu, um recorde, e ganhou as últimas cinco contra o Botafogo. O time carioca está cansado e cheio de desfalques – Camilo, Airton, Victor Luis, Bruno Silva e Gatito Fernández. Pelo menos Montillo voltou a ser relacionado.

21h45 Vasco 1 x 1 Corinthians
O Corinthians empatou em suas últimas quatro visitas a São Januário e não perde desde 2010 para o rival (11 jogos). O time de Carille defende uma invencibilidade de 17 jogos em busca da liderança, mas não terá Fágner, Rodriguinho e Romero, com suas seleções. Marquinhos Gabriel e Clayson entram na equipe. O Vasco tem o retorno de Luis Fabiano e a força da torcida, que empurrou o time a duas vitórias e vai encher São Januário novamente.

21h45 Sport 1 x 2 Flamengo
A chegada de Éverton Ribeiro e o otimismo exacerbado contrastam com a pressão sobre Zé Ricardo e os resultados no Brasileiro. O Flamengo não terá seus peruanos Gerrero e Trauco, mas o Sport também joga desfalcado de Diego Souza e Mena. Quem vai desencantar? Luxemburgo ou seu ex-clube? O blog acredita que, contra um Sport que venceu só um de seus últimos nove jogos, começa a arrancada flamenguista.

QUINTA

19h30 São Paulo 3 x 0 Vitória
A última vez que o São Paulo tropeçou em casa contra o Vitória foi em 1994. De lá para cá, só vitórias. O time baiano é um velho freguês no Morumbi, e isso deve continuar assim. O São Paulo não terá Rodrigo Caio e Cueva, além de ter vendido Luiz Araújo, mas pode ter as voltas de Thiago Mendes e Wellington Nem. O técnico Gallo estreia no Vitória após apenas um dia de treino com a equipe.

19h30 Atlético-GO 0 x 0 Ponte Preta
Após cinco derrotas e a demissão de Marcelo Cabo, o Atlético-GO será comandado pelo auxiliar João Paulo Sanches. A Ponte Preta vem de uma vitória sobre o São Paulo, mas tem desfalques no meio.

20h Chapecoense 1 x 1 Grêmio
Confronto de dois times “em forma” no campeonato e que não perderam jogadores para as seleções. A Chapecoense acabou as últimas duas rodadas na liderança, enquanto o Grêmio, segundo Renato Gaúcho, é quem joga “o melhor futebol do Brasil”. O jogo foi adiado de quarta para quinta devido ao mau tempo em Chapecó e a dificuldade para voar até a cidade. Partida de difícil prognóstico.

21h Bahia 0 x 1 Cruzeiro
Como o futebol é dinâmico, o Cruzeiro passou de badalado, após a vitória na Vila Belmiro, a criticado, após os maus jogos contra a Chapecoense. O futebol reativo sob o comando de Mano Menezes não agrada muita gente, mas costuma dar resultados fora de casa. O Bahia vem de boa vitória na estreia do técnico Jorginho. O Cruzeiro tem ampla vantagem no retrospecto histórico e não perde para o Bahia em Salvador desde 1995 – ganhou seis e empatou uma desde então.


Brasileirão fica sem 18 convocados; Corinthians é o mais prejudicado
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juliogomes

Uma das coisas mais lamentáveis do calendário do futebol brasileiro, senão a mais lamentável, é o fato de o campeonato não parar em datas Fifa. Entre todos os países que jogam futebol seriamente, o Brasil é o único que não respeita o próprio produto principal.

Assim, quem paga o preço são clubes e torcedores. Ainda mais neste momento em que o futebol brasileiro, mais forte financeiramente, tem ido buscar tantos jogadores em países vizinhos.

No total, 18 jogadores convocados por diversas seleções desfalcarão o Brasileiro nas próximas três rodadas – a quinta, que começa nesta terça-feira, com Fluminense x Atlético-PR, a sexta, no fim de semana, e a sétima rodada, do meio da semana que vem. Poderiam ser até 22 desfalques, não lesões ou liberações.

O clube mais prejudicado é o Corinthians, que tem os mesmos 10 pontos da Chapecoense, mas aparece atrás na classificação pelo saldo de gols. O Corinthians perde três titulares, Fágner e Rodriguinho para a seleção brasileira, e Romero para a paraguaia – que só não levou também Balbuena porque o zagueiro está machucado.

Os três desfalcam o Corinthians contra o Vasco, em São Januário, nesta quarta. Romero, pelo menos, estará de volta para o clássico contra o São Paulo, domingo, e o jogo contra o Cruzeiro, na outra quarta – ambos em Itaquera.

O Palmeiras também perderia três jogadores, mas Guerra foi dispensado do amistoso da Venezuela. Mina e Borja, porém, estarão com a Colômbia para duas partidas na Espanha e perderão duelos contra Coritiba, Fluminense e Santos.

Atlético Mineiro, Flamengo, São Paulo e Sport perdem dois titulares cada. Atlético-PR, Bahia, Botafogo, Cruzeiro e Fluminense perdem um jogador. O Santos só não perde Lucas Lima porque o meia foi cortado por lesão. Outros oito clubes não serão afetados.

Ao contrário do Corinthians, a outra líder do campeonato, a Chapecoense, e o Grêmio, terceiro colocado e quem está apresentando o futebol mais bonito do Brasil, segundo seu treinador, não perderão ninguém. Lucas Barrios, que está voando com a camisa tricolor, não foi convocado pelo técnico Arce para o amistoso do Paraguai contra o Peru. Chape e Grêmio fazem um duelo direto pela ponta nesta quarta, em Chapecó.

Veja a lista de convocados que atuam no Brasileirão (entre parênteses, os jogos que cada jogador vai perder):

Atlético-MG – Cazares-EQU, (Ava, Vit, Atl-pr), Otero-VEN (Ava)
Atlético-PR – Weverton (Flu, Sant, Atl-mg)
Bahia – Armero-COL (Cru, Gre, Coxa*)
Botafogo – Gatito Fernández-PAR (Sant)
Corinthians – Fágner, Rodriguinho (Vas, SP, Cru), Romero-PAR, Balbuena-PAR** (Vas)
Cruzeiro – Arrascaeta-URU**, Caicedo-EQU (Bah, Atl-go, Corin)
Flamengo – Guerrero-PER, Trauco-PER (Spo, Ava, PP)
Fluminense – Orejuela-EQU (Atl-pr, Palm, Gre*)
Palmeiras – Borja-COL, Mina-COL, Guerra-VEN** (Coxa, Flu, Sant)
Santos – Lucas Lima** (Bot, Atl-pr, Palm)
São Paulo – Rodrigo Caio, Cueva-PER (Vit, Cor, Spo*)
Sport – Diego Souza (Fla, Vas, SP*), Mena (Fla, Vas, SP, Vit, Atl-mg, San, Atl-pr)***

Não foram prejudicados:
Atlético-GO, Avaí, Chapecoense, Coritiba, Grêmio, Ponte Preta, Vasco e Vitória

* jogos na quinta-feira, dia 15, então pode ser que estes jogadores voltem a tempo de atuar

** jogadores liberados ou cortados por lesão, ou seja, desfalcam seus times do mesmo jeito

*** Mena estará com o Chile na Copa das Confederações durante todo o mês de junho

Amistosos das seleções sul-americanas:

7/6 – Quarta
Espanha x Colômbia – Murcia (ESP)
Itália x Uruguai – Nice (FRA)
Bolívia x Nicarágua – Yacuiba (BOL)

8/6 – Quinta
Peru x Paraguai – Trujillo (PER)
Equador x Venezuela – Boca Raton (EUA)

9/6 – Sexta
Brasil x Argentina – Melbourne (AUS)
Rússia x Chile – Moscou (RUS)

13/6 – Terça
Brasil x Austrália – Melbourne (AUS)
Cingapura x Argentina – Cingapura (CIN)
Romênia x Chile – Cluj (ROM)
Camarões x Colômbia – Getafe (ESP)
Peru x Jamaica – Arequipa (PER)
Equador x El Salvador – New Jersey (EUA)


Quartas da Copa do Brasil: sem clássicos regionais e só um favorito
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juliogomes

O sorteio das quartas de final da Copa do Brasil, realizado nesta segunda-feira, gerou clássicos históricos do futebol brasileiro. Mas não apontou nenhum clássico estadual e ainda colocou mineiros e paulistas em lados opostos da chave.

De um lado da chave, estão Atlético Mineiro x Botafogo e Flamengo x Santos. Do outro lado, estão Grêmio x Atlético-PR e Palmeiras x Cruzeiro.

Jogam em casa a primeira partida Atlético, Flamengo, Grêmio e Palmeiras. Ou seja, Botafogo, Santos, Atlético-PR e Cruzeiro decidem as quartas de final em casa.

É difícil prever qualquer coisa, já que os jogos de ida serão realizados só no final de junho, enquanto as partidas de volta ocorrem entre final de julho e início de agosto. Até lá, muita coisa pode acontecer com os times envolvidos – e seis dos oito estarão disputando mata-mata da Copa Libertadores no meio do caminho.

Clássicos de Minas ou de São Paulo só podem ocorrer em uma eventual decisão. Atlético e Cruzeiro decidiram a Copa do Brasil em 2014 (com título do Galo), enquanto Palmeiras e Santos fizeram a final de 2015 (título palmeirense). A final do ano passado, em que o Grêmio bateu o Atlético Mineiro, também pode ser repetida.

Já um eventual clássico carioca pode ocorrer na semifinal caso Flamengo e Botafogo passem por Santos e Atlético-MG, respectivamente.

Favorito (pelo menos hoje)

O Grêmio, maior campeão da Copa do Brasil (cinco títulos), é quem, no papel, teve o melhor sorteio. Enfrenta um Atlético-PR que ainda não se acertou e tem um ponto no Brasileiro. Além de ter um retrospecto muito bom contra o Furacão, inclusive na temida Arena da Baixada.

Na temporada passada, o Grêmio eliminou o Atlético-PR nas oitavas de final. Ganhou por 1 a 0 em Curitiba (ainda com Roger), perdeu por 1 a 0 em Porto Alegre (justamente na reestreia de Renato Gaúcho), mas avançou nos pênaltis. O Grêmio já venceu o Atlético em Curitiba por 2 a 0, no último dia 21 de maio, pela segunda rodada do Brasileiro. Foi a terceira vitória gremista nas últimas quatro visitas à Arena da Baixada.

Ao contrário de outros grandes do futebol brasileiro que sofrem demais na Baixada, como São Paulo e Flamengo, o Grêmio se sente à vontade quando joga em Curitiba.

O Atlético-PR, além de ter a vantagem de decidir a partida de volta em casa, pode lembrar da única vez que chegou a uma final, em 2013, quando perdeu para o Flamengo. Naquela campanha, eliminou o Grêmio na semifinal.

Dos oito quadrifinalistas, o outro, além do Furacão, que nunca foi campeão do torneio é o Botafogo – perdeu a final de 1999 para o Juventude. Mas o Botafogo tem um bom retrospecto recente em mata-mata contra seu adversário das quartas e já eliminou o Galo da Copa do Brasil três vezes (07, 08 e 13) e da Copa Sul-Americana duas vezes (08 e 11).

O Flamengo, campeão três vezes (a última delas em 2013), pega um Santos que tem uma Copa do Brasil em sua história (2010).

Já o confronto com mais taças reunidas será entre Cruzeiro (quatro títulos, último em 2003) e Palmeiras (três títulos, último em 2015). Em 2015, o Palmeiras eliminou o Cruzeiro nas oitavas rumo ao título. No entanto, desde 2009, só venceu uma vez o rival mineiro em 12 confrontos pelo Brasileirão.

 


Real Madrid é primeiro bicampeão da era Champions. Veja mais curiosidades
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juliogomes

O Real Madrid conquistou a terceira Liga dos Campeões da Europa em quatro anos. Um domínio que não era visto desde os tricampeonatos de Ajax e Bayern de Munique, na década de 70 – quando o torneio tinha mesmo só campeões, não vários times fortes dos principais países.

Os 4 a 1 sobre a Juventus – que, antes desse jogo, havia tomado apenas três gols em 12 partidas no torneio – significaram a 12a conquista europeia do Real Madrid. Aqui vão alguns dados e curiosidades da Champions.

– O Real Madrid é o primeiro clube a ganhar dois títulos seguidos desde que a Champions League foi criada (substituindo a Copa dos Campeões), em 1992;

– O último bicampeão havia sido o Milan, em 89 e 90. Assim, Zidane torna-se o primeiro técnico a ganhar dois europeus seguidos desde o lendário Arrigo Sacchi;

– É a primeira vez desde 1958 que o Real Madrid consegue ser campeão europeu e espanhol na mesma temporada;

– O Real ganhou 12 das 15 finais que disputou, um incrível aproveitamento de 80%. Já são seis finais consecutivas vencendo;

– A Juventus, por outro lado, tem aproveitamento pífio em finais, com duas vitórias e sete derrotas – já são cinco seguidas depois do último título, em 1996;

– Campeã de tudo na Itália, a Juve perdeu a chance de conquistar uma tríplice coroa inédita. Entre italianos, só a Inter conseguiu, em 2010;

– O Real Madrid fez pelo menos um gol em todos os 60 jogos oficiais que disputou na temporada. A série histórica vem desde a temporada passada e já está em 65 partidas;

– Cristiano Ronaldo chegou a 600 gols na carreira (em 855 jogos) – 105 deles na Champions League, liderando a lista de artilheiros na história da competição;

– Com 12 gols, o português foi o artilheiro da Champions League pela quinta vez seguida e pela sexta vez em sua carreira – superando Messi, máximo goleador de cinco edições. Dos 12 gols, 10 saíram das quartas de final para frente;

– Cristiano Ronaldo torna-se o segundo homem (primeiro desde a criação da Champions) a fazer gols em três finais diferentes. Ele marcou também em 2008, pelo Manchester United, e em 2014. Alfredo di Stefano, outra lenda do Real Madrid, fez gols em cinco finais, consecutivamente entre 1956 e 60;

– Casemiro tornou-se o décimo brasileiro a marcar um gol em final de Champions League. O último havia sido Neymar, pelo Barcelona, em 2015, também contra a Juventus;

– Em apenas um ano e meio no cargo, Zidane já tem um currículo melhor como técnico do que como jogador do Real Madrid. Como técnico, ganhou cinco títulos: duas Champions, um Espanhol, um Mundial e uma Supercopa da Europa. Como jogador, também conquistou um Espanhol, um Mundial e uma Supercopa, mas apenas uma Champions.