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São Paulo tem base interessante para 2020. Mas ela fica?

Julio Gomes

04/12/2019 23h27

As cornetas vão sempre soar forte para cima do São Paulo. De gigante que ganhava tudo e chegava sempre a um clube que não ganha nada?

O torcedor são-paulino não está acostumado com isso. Tem muito torcedor do São Paulo com microfone e caneta na mão, então a corneta vai ser sempre muito forte mesmo, maior do que o normal. Muitas críticas são para lá de justas, outras me soam exageradas.

Talvez por isso, ouviremos e leremos críticas ao time nos 2 a 1 contra o Inter. Um jogo em que o São Paulo foi muito superior o tempo todo, dominou a partida, teve boas chances de fazer três, quatro, mas acabou levando um gol de rebote. E aí é óbvio que sofreria pressão no fim, como sofreu.

A última impressão é a da pressão sofrida, do sufoco, do quase gol de Lomba. Mas o fato é que foi um bom jogo de um time inconstante.

O São Paulo tem uma boa base para ser trabalhada no ano que vem. Mas precisa ver que parte desta base vai ficar.

Raí e Diniz, que têm o apoio do elenco, seguem? Volpi será comprado? Antony será vendido?

O time tem experiência internacional em Daniel Alves, Juanfran e Hernanes (mesmo sem jogar), tem bons volantes para o perfil de futebol que se joga hoje em dia e que triunfou no Brasil em 2019 e tem bons valores do meio para frente. Tem talento.

É um Flamengo? Não. Mas é um bom time. Se mantida a base de trabalho e com bons reforços pontuais, o São Paulo pode ter um 2020 melhor. O fato de estar garantido na fase de grupos da Libertadores já ajuda muito em termos orçamentários e de calendário.

Daniel Alves tem razão, o São Paulo precisa de mais estabilidade. As cobranças existirão, as cornetas continuarão aí, mas a hora é de paciência e continuidade.

Sobre o Autor

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

Sobre o Blog

Este blog fala (muito) de futebol, mas também se aventura em outros esportes e gosta de divagar sobre a vida em nossa e outras sociedades.

Julio Gomes