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Messi é Deus, mas os melhores do ano jogaram em Liverpool

Julio Gomes

02/12/2019 18h46

Messi é o Bola de Ouro pela sexta vez. Injusto?

Simplesmente não dá para usar essa palavra. Como pode ser injusto um prêmio de melhor para o… melhor?

O pepino dos prêmios individuais é que pode sempre haver uma confusão entre "ser" melhor e "ter sido" o melhor – no caso, do ano. O prêmio do ano tem que ser do ano. Senão, todo ano precisa ser dado para Pelé.

Eu não posso dizer que Messi merece a Bola de Ouro por ser o melhor do mundo. A análise tem que ser o recorte do ano. Apenas do ano.

E o ano foi do Liverpool, não só coletivamente como individualmente. Foi o time da temporada passada, é o time da atual temporada e tem grandes jogadores em todos os setores. Tanto que são quatro caras entre os sete primeiros. Se esses votos ficassem personalizados em apenas um jogador, Messi acabaria a votação em segundo lugar, mas, como o sucesso do Liverpool se traduziu na pulverização de votos, deu no que deu.

Eu adoraria a Bola de Ouro nas mãos de Alisson ou de Van Dijk. Dois jogadores que mudaram o patamar de um clube gigante e adormecido. Além do mais, está na hora de um goleiro ou um defensor ganhar a Bola de Ouro. Afinal, o jogo não é só atacar e meter bola para dentro – a construção coletiva importa, a proteção à casinha importa.

Mas como se indignar com o prêmio a Messi? Não dá.

Eu acho que seria uma justiça histórica que Messi e Cristiano Ronaldo acabassem com o mesmo número de Bolas de Ouro, mas isso não vai acontecer. CR7 tem cinco, deve ficar por aí, dada a idade. Messi já tem seis.

A Bola "extra" de Messi é a de 2010, quando Iniesta, Xavi ou Sneijder mereciam mais do que ele (não eram melhores, mas haviam sido melhores). A Bola de 2019 está em boas mãos, quer queira, quer não.

Messi é Deus. Os outros que corram atrás.

Sobre o Autor

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

Sobre o Blog

Este blog fala (muito) de futebol, mas também se aventura em outros esportes e gosta de divagar sobre a vida em nossa e outras sociedades.

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