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Napoli mostra caminhos para o Flamengo contra o Liverpool

Julio Gomes

27/11/2019 18h56

Cada jogo é um jogo, cada time é um time e, pelas características dos jogadores, não é fácil simplesmente copiar coisas no futebol. Senão, seria tranquilo, né?

Digo isso porque o Flamengo não é o Napoli, o Napoli não é o Flamengo. Mas o Flamengo vai precisar prestar muita atenção aos jogos entre Liverpool e Napoli na atual edição da Champions League.

Na Itália, o Napoli fez 2 a 0 – e com sobras. E nesta quarta, na Inglaterra, empate por 1 a 1, com o Liverpool arrancando um empate na parte final do jogo.

Jogo, aliás, que teve um VAR exemplar. Se fosse no Brasil, fatalmente teriam sido caçadas faltinhas nos dois gols do jogo. Mas o VAR não tem que interferir em lances de interpretação, que ocorreram na cara do juiz e em que a decisão de campo foi tomada.

Na Inglaterra, o Liverpool é imbatível, atropela todo mundo. Mas deu essas derrapadas na Champions e, para se classificar para o mata-mata, precisa pelo menos empatar com o Red Bull Salzburg na última rodada, na Áustria. Isso aí, se o Liverpool perder em Salzburg, estará fora na primeira fase. No primeiro jogo entre eles, em Anfield, o Liverpool vencia por 3 a 0, cedeu o empate e conseguiu fazer o 4 a 3.

Jorge Jesus vai precisar olhar com lupa para essas partidas do Napoli de Carlo Ancelotti.

Até porque o Napoli está longe de ser um timaço. O Flamengo, no meu ponto de vista, é melhor do que o Napoli, tem muito mais armas e mais talento individual.

O Napoli jogou, contra o Liverpool, partidas reativas, de contra ataques rápidos, com muita eficiência nas finalizações. Não foram retrancas, foram atuações sólidas. Na Itália, apertou mais, na Inglaterra se defendeu mais. Mas é fato que a estratégia foi sempre dar pouco campo ao Liverpool.

O Liverpool gosta de ter campo para jogar, espaços (quem não gosta?). O jeito de jogar do Flamengo pode dar certo contra o Liverpool, mas pode também ser um suicídio tático. Não estou dizendo que Jorge Jesus precisa copiar o Napoli. Mas, no mínimo, precisa observar com muita atenção quais antídotos de Ancelotti deram certo contra o melhor time de futebol do mundo. São caminhos que podem ser percorridos (ou não).

Sobre o Autor

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

Sobre o Blog

Este blog fala (muito) de futebol, mas também se aventura em outros esportes e gosta de divagar sobre a vida em nossa e outras sociedades.

Julio Gomes