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Daniel Alves é o maior desafio de Diniz até o fim do ano

Julio Gomes

30/10/2019 21h47

Melhores jogos do São Paulo com Fernando Diniz? Sem Daniel Alves. Os piores, logicamente, foram com ele.

Daniel Alves virou um grosso imprestável? Claro que não. Mas a dificuldade já foi de Cuca e agora é de outro.

Encontrar uma maneira para Daniel Alves ser produtivo e se sentir bem em campo.

Contra o Palmeiras, não deu certo nem no primeiro nem no segundo tempo.

O jogo foi condicionado pelos erros defensivos do São Paulo. Arboleda no primeiro gol, Luan no segundo, erros simplesmente inaceitáveis. A discussão tática sempre vai ficar em segundo plano quando lances individuais são tão determinantes – para bem (um gol improvável, um drible incrível) ou para mal (erros grostescos).

Com 1 a 0, o jogo fica ótimo para o Palmeiras, contra um São Paulo com muitos buracos e muitos erros. Mano sabe como aproveitar jogos assim e tem um time que foi treinado e condicionado a fazer isso.

E a falta de reação são-paulina, com uma posse de bola estéril, passa muito, claro, pelos melhores jogadores do time – Daniel Alves e Pato.

Daniel nunca foi lateral na Europa – só na seleção, até por isso nunca caiu na graça do torcedor que acompanha a seleção. Na Europa, sempre foi um ponta, um jogador de criação de jogo pela direita, às vezes mais atrás, às vezes mais à frente.

Para mim, o maior dos desafios de Diniz passa por encontrar a melhor maneira de fazer de Daniel Alves o que é Fágner para o Corinthians, o que está virando Filipe Luís para o Flamengo, o que foi Marcelo para o Real Madrid – um construtor.

Ele nunca foi o único construtor por onde passou. Em São Paulo, tampouco pode ser. Tem que ser O construtor do time, mas não o único.

Se Diniz encontrar essa fórmula, o São Paulo tem tudo para conseguir ser mais eficiente na frente e machucar os adversários.

Atrás, já é eficiente. Mas não no Allianz, o estádio intransponível para o Tricolor.

Vitória do Palmeiras sobre o São Paulo em casa. Mais do mesmo. Mano ganha fôlego, mas o Palmeiras voltará logo logo a jogar aquela bolinha, até porque nem todo jogo é clássico. Diniz perde fôlego, agora vamos ver se a defesa levanta a cabeça e o time volta a colher alguns bons resultados para ficar no G4.

Sobre o Autor

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

Sobre o Blog

Este blog fala (muito) de futebol, mas também se aventura em outros esportes e gosta de divagar sobre a vida em nossa e outras sociedades.

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