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Triturador de técnicos: Ninguém pode acusar o Palmeiras de omissão

Julio Gomes

02/09/2019 20h15

E o Palmeiras demitiu Luiz Felipe Scolari. Um pouquinho mais de um ano depois de ter dado o mês inteiro da Copa do Mundo para Roger e… demiti-lo. Um pouquinho depois de ter demitido Eduardo Baptista. E o outro. E o outro. Bem, desde que a Crefisa "assumiu" o clube, em janeiro de 2015, sete treinadores já comandaram o clube. E teve Cuca duas vezes, Valentim algumas vezes.

O Palmeiras não segue a cartilha de Grêmio, Inter, Cruzeiro, Corinthians, a cartilha que o Flamengo ameaça/pretende seguir. O Palmeiras age rápido. Está dando errado? Rua. Seja Roger. Seja Felipão. Estabilidade a gente não vê por aqui.

Não importa o que veio atrás. Não tem essa de superar má fase. É rua!

O último ano que o Palmeiras passou com o mesmo técnico foi 2013. Gilson Kleina havia assumido em 2012, no lugar de Felipão, seria rebaixado no Brasileiro, subiria da Série B para ser demitido em maio de 2014.

A contratação do próximo técnico será toda uma carta de intenções. Escrevi na semana passada sobre isso:

"Seguir ou não seguir com Luiz Felipe Scolari?

A resposta passa pelo que quer o clube.

Se o Palmeiras não quer Felipão, a dedução é que isso se deva por um resgate. A busca pelo futebol moderno, intenso, bem jogado, com variáveis e mais modos de ganhar partidas. O desempenho acima do resultadismo. Uma vida mais emocionante nos mata-matas, mais arriscada nos pontos corridos. A chance de passar um ano sem ganhar nada, mas no outro ganhar tudo e ficar na memória – não só pelos resultados.

Que seja em nome do futebol, e não de uma derrota."

Se o Palmeiras quer apenas resultados, dar uma chacoalhada para ganhar o Brasileiro e trouxer um técnico de mesmo estilo, tipo Mano Menezes, será, a meu ver, uma aposta equivocada. Felipão traz mais possibilidades de vitória.

Se o Palmeiras quer dar uma guinada no estilo, vai ter de buscar com lupa. Entrevistar, escolher a dedo. E bancar.

Sinceramente? Acho que não é o caso. É apenas o amadorismo/imediatismo já conhecidos das administrações amadoras dos clubes brasileiros.

 

Sobre o Autor

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

Sobre o Blog

Este blog fala (muito) de futebol, mas também se aventura em outros esportes e gosta de divagar sobre a vida em nossa e outras sociedades.

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