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Defesa flamenguista passa pela prova de fogo necessária

Julio Gomes

28/08/2019 23h34

Se Gabriel faz no primeiro tempo, diante de Lomba, o que conseguiu fazer no segundo, com gol vazio, nem teríamos emoção na noite de quarta, no Beira-Rio. Teríamos uma eliminatória decidida.

Mas Gabigol falhou duas vezes de forma clamorosa. E o Flamengo teve a noite ruim individualmente que o Inter precisava que tivesse.

Nem assim, deu para o time gaúcho. Por quê?

O fator primordial é que o próprio Inter errou passes demais e teve pouco repertório ofensivo. Realmente, falta material humano entre o meio de campo e Guerrero. O segundo fator é que a linha defensiva do Flamengo foi impecável. Rodrigo Caio e Pablo Marí erraram quase nada, e Rafinha e Felipe Luís nas laterais representam um upgrade surreal perto do que o Flamengo tinha.

A real é que o Flamengo hoje é um time completo do 1 a 11. Jogando no lugar de Arão, Gérson mostrou-se confiável demais defensivamente.

Não é mais o Flamengo bom aqui e ali, mas péssimo em algum setor. Conseguiu acertar. Faltava ver a defesa passar por uma prova de fogo, um jogo de pressão, de bolas na área, um jogo em que era necessário estar 110% concentrado.

O Inter teve o que queria. Uma noite ruim do ataque flamenguista, conseguiu o gol e chegou ao quarto final da partida em condições: a um gol de levar a decisão para os pênaltis. Uma bola maluca, um cruzamento, um erro. O Inter se colocou em condições. O que é bastante, dada a diferença técnica clara entre os times. Mas não foi suficiente.

Diga o que diga Renato, o Flamengo é mais time que o Grêmio. Mas apontar favorito, em uma semifinal tão equilibrada, seria uma insanidade. O Flamengo, finalmente, montou o melhor time do Brasil. Daí a ser campeão, são outros 500.

Sobre o Autor

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

Sobre o Blog

Este blog fala (muito) de futebol, mas também se aventura em outros esportes e gosta de divagar sobre a vida em nossa e outras sociedades.

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