Blog do Júlio Gomes

Juventus ganhou um monstro na frente, mas perdeu um atrás

Julio Gomes

Ontem, falei de Buffon. Grande contratação para o Paris Saint-Germain. Se o time de Neymar ainda está longe de se classificar para as oitavas de final da Champions League, pelo menos o jogo contra o Napoli mostrou que Buffon será uma grande segurança no gol. Não tem time campeão sem goleiro bom.

E a Juventus?

Até os minutos finais do segundo tempo, a Juve vencia o Manchester United por 1 a 0 e ia se transformando no único time com 100% de aproveitamento após quatro rodadas da fase de grupos da Champions.

O gol? Uma pintura de Cristiano Ronaldo, acertando um sem pulo maravilhoso.

Mas aí Mata fez um golaço de falta aos 41min. Defensável? Talvez, se o goleiro Szczesny não tivesse dado um passinho para o lado na hora da cobrança. Depois o polonês falhou em uma falta cobrada na área, e o United virou o jogo em Turim. A Juventus perder em Turim é algo para lá de raro. Quem diria que a derrota viria diante de um claudicante United, de Mourinho?

(Aliás, Mourinho, definitivamente engolido pelo próprio personagem, saiu provocando a torcida juventina após a vitória. Lamentável)

A Juventus já andou batendo na trave nos últimos anos, tentando um título europeu que não vem desde 1996 – foram cinco finais perdidas desde então.

O clube é competitivo, mas faltava algo. Esse algo tem nome: Cristiano Ronaldo. Com a chegada de CR7, a Juventus ganharia o ingrediente que faria a diferença entre ser e não ser campeã.

Só que aí… Buffon pega um avião e vai embora para Paris.

Szczesny não é mau goleiro. E não quero dizer aqui que, por causa de uma noite ruim, a Juventus está impossibilitada de ser campeã europeia. Mas é uma falha em jogo grande. De um goleiro que nunca foi tão grande. Na hora H, será que a Juve poderá confiar nele?

De Buffon a Szczesny, existe um oceano.

Alguns dirão que Buffon nunca foi campeão europeu. Não foi, de fato, a diferença entre uma Juve campeã ou vice-campeã. É verdade. Inegável. Mas ele nunca teve Cristiano Ronaldo no time dele.

Buffon foi a Paris tentar realizar o sonho. E a Juventus busca o mesmo sonho, mas sem ele. Com Szczesny. É o asterisco imperfeito em uma Juventus quase perfeita na temporada.