Blog do Júlio Gomes

Aguirre já mostra que será difícil conhecer o “11” do São Paulo

Julio Gomes

Diego Aguirre é um bom técnico de futebol. Entende da coisa. Foi, a meu ver, injustamente demitido de Inter e Atlético-MG, com pouco tempo de trabalho. Uma das principais críticas? Muda demais seus times.

Pelo jeito, a tendência vai ser essa no São Paulo. Na semifinal do Paulista, de um jogo para o outro contra o São Caetano, foram seis alterações. SEIS. É mais de meio time.

Creio que um grande acerto foi sacar Petros. Um jogador que, apesar da liderança, etc, etc, é muito lento e não tem ajudado a dinâmica do São Paulo.

Mas não dá para achar que a mudança de Petros para o garoto Liziero é definitiva. Nem a de Diego Souza por Tréllez. Nem nenhuma.

Pelo jeito, cada jogo será uma história com Aguirre. O uruguaio já foi xingado ontem por tirar Valdivia no intervalo, sendo que o rapaz estava machucado. Ou seja, não é exatamente que o ambiente está para testes…

Quando questionado sobre se ''essa será a base'' do time a partir de agora, a resposta do técnico foi ''todos os jogadores são importantes''.

O Brasil ainda tem uma cultura de titulares e reservas. Não só entre torcedores, jornalistas e jornalistas-torcedores, mas também entre os próprios atletas. Isso está mudando, as pessoas estão entendendo a necessidade de dar dias a mais de recuperação para alguns jogadores. Mas ainda é tabu.

Se Aguirre for inteligente, coisa que é, deveria tentar encontrar um time ideal nestes primeiros dias livres de trabalho e treinos. E, depois, só depois, ir mexendo aqui e ali. Mais ou menos como Roger fez no Palmeiras – elencos à parte, claro.