Blog do Júlio Gomes

Neymar, agora sim, joga como na seleção e dá show em Paris
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juliogomes

Se no primeiro jogo com a camisa do PSG, domingo passado, Neymar fez o que quis em campo, vindo buscar jogo até no círculo central, no segundo, vitória de 6 a 2 sobre o Toulouse, a coisa foi diferente.

Hoje, sim, Neymar jogou de forma muito similar à que joga na seleção brasileira com Tite. Seu posicionamento é pela esquerda, mas ele tem liberdade para afunilar e aparecer em outras áreas do campo. Mas sempre no ataque, não tantos metros longe de gol.

Com técnica e improviso, ele foi o nome do jogo em sua primeira partida no Parque dos Príncipes. Fez dois gols, o mais importante e o mais bonito, cavou pênalti, deu duas assistências e carretilha. Um show, como o esperado pelo valor desembolsado por ele.

Não jogou nem tão fixo na esquerda e precisando até voltar para recompor na marcação, como no Barcelona. E nem tão anárquico como na estreia, em Guingamp.

Mais fiel ao posicionamento, Neymar fez um jogo melhor neste domingo. E funcionou melhor para o time, pois não criou um ''congestionamento'' no meio de campo. E apareceu mais vezes na área, criando (muito) perigo.

Assim, transformou Rabiot no nome do primeiro tempo. O meio-campista foi, para fazer um paralelo, uma espécie de Iniesta contra o Toulouse, avançando pela esquerda e se aproveitando dos corredores e quebras defensivas criadas por Neymar.

Em um chute de Rabiot, que o goleiro deu rebote, Neymar fez o primeiro gol. Gol importante. Pois o PSG começou melhor, mas cedeu um gol no contra ataque e começava a dar sinais de tensão.

Antes disso, Neymar havia perdido um gol feito, chutando por cima cara a cara. E havia dado uma assistência magnífica desperdiçada por Cavani. Logo depois do empate, Neymar deu uma bela deixada para Rabiot acertar um chute preciso e virar o jogo.

Di María foi quem, assim no primeiro jogo, centralizou seu posicionamento. Uma nítida tentativa de abrir o corredor para Daniel Alves, que apareceu mais vezes no ataque. O sacrificado é Verratti, que precisa ficar mais precavido. Se é para jogar assim, talvez Pastore seja uma opção melhor do que Di María para o time.

No segundo tempo, Neymar tentou cavar um pênalti, fez uma firula, foi o jogador mais ativo, mas Cavani estava pouco inspirado. Depois da expulsão injusta de Verratti, parecia que a coisa iria virar dramática. E aí os gols passaram a sair aos montes.

Neymar cavou um pênalti que eu não marcaria, e Cavani fez 3 a 1. Depois de o Toulouse diminuir, Pastore fez o quarto, e Kurzawa, em um golaço de voleio após escanteio batido por Neymar, fez 5 a 2. O melhor ficou para o fim. Em um lance na área que parecia perdido, Neymar se livrou da marcação e fez um golaço.

Foi um jogo muito agradável, o PSG está jogando bom futebol. E, com Neymar, agora mais fiel ao seu melhor posicionamento e com liberdade de ações, ganhando entrosamento, a tendência é só melhorar.

Só seria bom evitar carretilhas, como a dada nos acréscimos, que só servem para adversários se sentirem humilhados. Tem quem goste. Eu acho que faz mais mal do que bem para ele.

Enquanto isso, o Barcelona ganhou por 2 a 0 do Betis e Messi, apesar de três bolas na trave, andou em campo. O que vai virando tendência. Isso na semana em que o clube admite não ter ainda a assinatura de Messi para a renovação e surge fumaça forte de que ele poderia ir para o Manchester City. Se bobear de graça, ao final da temporada.

Imaginem o Barcelona sem Messi, depois de perder Neymar basicamente por causa do tal protagonismo? Uau.

O PSG soma três vitórias no campeonato. Mas o Monaco também, e a qualidade do atual campeão não caiu, mesmo com os jogadores que saíram. O Campeonato Francês não será a baba que muitos pensam.


Será que vale trocar Brasileiro por Copa do Brasil? Foi o que Renato fez
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O que é mais importante para o Grêmio? Ser campeão brasileiro ou da Copa do Brasil?

Para Renato Gaúcho, é a Copa do Brasil. Pelo menos este é o resultado de suas escolhas recentes, abrindo mão do Campeonato Brasileiro para focar esforços na Copa. Depois do inesperado tropeço corintiano no sábado, Renato podia ter mudado de planos. Mas não, escolheu novamente a Copa do Brasil. Se tivesse priorizado o Brasileirão era garantia de título? Não. Priorizar a Copa também não é.

Renato usou o time reserva do Grêmio quatro vezes no Brasileiro. Perdeu três (contra Sport, Botafogo e Palmeiras). E empatou sem gols neste domingo pela manhã contra um Atlético-PR que tinha sido derrotado três vezes pelos titulares nos últimos meses. O goleiro Paulo Victor foi o melhor jogador em campo, ou seja, poderia muito bem ter perdido. O Furacão criou as melhores chances.

Com reservas, conquistou 1 de 12 pontos possíveis. Atualmente, o vice-líder está 7 atrás do Corinthians na tabela. Faça as contas.

Contra o Atlético-MG, vitória por 2 a 0, duas semanas atrás, Renato usou um time reserva reforçado por Arthur, Pedro Rocha e Luan. Deu certo.

Este, a meu ver, é o grande questionamento. Por que Renato decidiu usar times inteiramente reservas, em vez de mesclar, poupando quatro, cinco, seis titulares? Contra o Galo, o misto venceu. Nos outros jogos, o time reserva perdeu – e, hoje, empatou. Se fossem usadas formações mistas, o Grêmio teria conseguido dar respiro a vários jogadores e teria aumentado as chances de colecionar pontos.

Contra o Sport (ainda na terceira rodada), mandou um time reserva depois de ter vencido o Fluminense na ida da Copa do Brasil por 3 a 1. O jogo de volta foi um fácil 2 a 0 no Maracanã. Precisava? Contra o Palmeiras, que também tinha reservas, o Grêmio poupou por causa da ida contra o Godoy Cruz na Libertadores. Contra o Botafogo, que também tinha reservas, o Grêmio poupou para a partida contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil. E neste domingo aconteceu o mesmo.

Ou seja, três dos quatro jogos de times inteiramente reservas foram antecedendo partidas da Copa do Brasil, e não da Libertadores. E, contra reservas de Palmeiras e Botafogo, o Grêmio poderia ter conquistado pontos que seriam muito mais complicados diante dos titulares destes times.

Vamos fazer um paralelo? Uma das grandes chaves para a temporada de sucesso do Real Madrid na Espanha foi Zidane ter usado muito os reservas em vários jogos. Mas sempre havia uma base de titulares na defesa e, vira e mexe, um ou outro titular no meio ou ataque. Eram times mistos. A consequência foi que os titulares chegaram voando fisicamente ao fim da temporada, e o clube foi bicampeão europeu.

''Ah, mas o elenco do Real Madrid é muito superior''. Pois é. E mesmo assim Zidane usou times mistos, não inteiramente reservas. Renato Gaúcho, com um elenco mais limitado, ou seja, reservas bastante piores que os titulares, deveria ser mais ainda levado a este expediente.

Entre torcedores, imagino que haja vozes que concordem ou que discordem. A diretoria banca seu técnico – normal até, vamos lembrar que dirigentes são amadores e muitos devem morrer de medo de contrariar alguém que está fazendo tão bem ao clube.

As vozes discordantes só aparecerão se o Grêmio eventualmente for eliminado pelo Cruzeiro na quarta-feira.

Para o tamanho do Grêmio e a importância da agremiação para o futebol do país, ficar 21 anos sem ganhar o Brasileiro é muita coisa. O Brasileiro é o principal campeonato do país e discordo até de quem coloca a Libertadores em um patamar tão acima.

O torcedor pode achar o que quiser, gostar mais desse ou daquele, mas o Brasileirão é o ganha pão dos clubes. É o campeonato que dá mais dinheiro, a base de sustentação de todo o resto. Ganhar o Brasileiro mostra mais sobre a ''superioridade'' de um clube sobre os demais concorrentes do que a Libertadores.

E a Copa do Brasil? A Copa é emocionante, fantástica, muito legal. Mas o Grêmio já é o atual campeão e o maior campeão. Ganhar mais uma é bacana? Claro que é. Mas tem pouca relevância para a história do clube, se comparado a um título brasileiro nos pontos corridos.

Sou um defensor da ciência no esporte. A fisiologia, a preparação física, a nutrição, ainda bem, estão ganhando cada vez mais espaço. Não há dúvidas de que o insano calendário do futebol brasileiro obriga treinadores a fazer escolhas.

Apenas considero que Renato Gaúcho fez as escolhas erradas.


Brasileiro, ato 21: a hora de os treinadores mostrarem serviço
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juliogomes

Após a insana maratona do primeiro turno, 15 dos 20 times da Série A tiveram a semana inteira para trabalhar. As exceções foram os semifinalistas da Copa do Brasil e a Chapecoense, que estava fora do país. E o Corinthians, líder e virtual campeão, teve duas semanas inteiras de folga.

Os treinadores sempre reclamam, com razão, do pouco tempo para trabalhar. Os bons realmente sentem a maratona e ficam de mãos atadas. Os maus se apóiam nela, é uma muletinha. No segundo turno, haverá mais situações de semana cheia para arrumar o time, preparar o jogo, pensar no adversário. É a hora de vermos quem tem razão em reclamar da falta de tempo.

Agora sim, é importante falar de desempenho. Antes, era uma crueldade.

O Corinthians abre a rodada contra um Vitória perigoso fora de casa. Ficar 13 dias sem jogar ajuda na recuperação física, mas será que atrapalha o ritmo do time? Invicto, o líder responderá à pergunta neste sábado.

Os semifinalistas da Copa do Brasil colocarão times mistos ou reservas em campo. Bom para seus adversários. Dois deles, Atlético-PR e Sport, jogam fora de casa (contra Grêmio e Cruzeiro) e podem conseguir pontos importantes na briga pelo G6.

O Palmeiras tem tudo para ganhar bem de uma Chapecoense que acaba de chegar do Japão. O domingo à tarde tem dois gigantes, São Paulo e Vasco, jogando fora de casa contra rivais direitos na luta lá de baixo.

Aqui vão os prognósticos da rodada:

SÁBADO

16h Corinthians 2 x 1 Vitória
Turno: 0-1 Corinthians
O Corinthians está há cinco meses, 34 jogos sem perder e nunca foi derrotado pelo Vitória em casa. Já é o virtual campeão brasileiro, até porque os adversários mais próximos estão preocupados com outras coisas. As duas semanas sem jogar foram boas para recuperar jogadores, mas podem significar também ritmo perdido. Essa é a pegadinha do jogo, apesar do favoritismo corintiano. O Vitória é muito melhor jogando fechadinho fora de casa, e Vágner Mancini já saiu de Itaquera com um ponto nesse campeonato, quando treinava a Chapecoense.

19h Flamengo 3 x 0 Atlético-GO
Turno: 0-3 Fla
Reinaldo Rueda estreia no Brasileirão contra um adversário ideal: o lanterna. O Flamengo tem muitos desfalques e tem jogo decisivo contra o Botafogo, quarta, então a grande aposta é a titularidade do garoto Vinícius Jr. Depois de uma sequência muito dura na tabela, é hora de o Flamengo respirar.

DOMINGO

11h Grêmio 1 x 1 Atlético-PR
Turno: 0-2 Grêmio
O Grêmio perdeu cinco jogos no campeonato, três deles com o time reserva. Quando Renato poupou quase todo mundo, como fará neste domingo de manhã, o time ganhou só 4 de 15 pontos possíveis. É, portanto, um Grêmio que jogou a toalha no Brasileiro contra um Atlético-PR pegando fogo, com quatro vitórias seguidas e já no G6. Neste ano, os times se enfrentaram três vezes, com três vitórias gremistas. Em Porto Alegre, o Atlético-PR costuma apanhar (perdeu as últimas oito pelo Brasileiro, o último empate foi 10 anos atrás, a última vitória foi em 1983). Jonathan é desfalque, Lucho e Thiago Heleno são dúvidas.

16h Cruzeiro 1 x 1 Sport
Turno: 1-1
O Cruzeiro fez apenas dois gols e empatou os últimos quatro jogos que fez no Mineirão. Somando Brasileiro e Copa do Brasil, apenas uma vitória nos últimos nove jogos. O Sport também ganhou só um dos últimos seis, mas pelo menos teve uma rara semana cheia para descansar e trabalhar. No ano passado, o Sport quebrou um tabu de 38 anos sem vencer no Mineirão e pode até repetir o feito contra um time quase todo reserva do Cruzeiro.

16h Bahia 1 x 3 Vasco
Turno: Vasco 2-1
É um jogo de dois clubes perigosamente próximos da zona de rebaixamento. O Bahia levou 12 gols nos últimos 5 jogos, e conter a sangria é uma das chaves para o técnico Preto Casagrande. O Vasco, que já teve a pior defesa do campeonato, tem se mostrado mais sólido atrás, mas vive seca de gols e só venceu uma das últimas sete partidas. Anderson Martins, finalmente, estreia, e Luis Fabiano está confirmado no ataque.

16h Ponte Preta 0 x 0 Botafogo
Turno: Botafogo 2-0
Único jogo da rodada com times com os mesmos técnicos do primeiro turno. A Ponte empatou seus últimos três jogos por 0 a 0. O Botafogo, alternando campeonatos e formações, não sofre um gol sequer há quatro jogos. Temos, portanto, a tendência de um jogo com poucos gols. Quem marcar primeiro deve levar. Com o chamado time “alternativo”, o Botafogo tem colecionado pontos no Brasileiro. A Ponte, ao vencer o rival no ano passado, quebrou um tabu de 15 anos (cinco jogos) sem vitórias sobre o Botafogo em Campinas. Sheik volta ao time, mas Fernando Bob segue fora e Rodrigo desfalca a defesa por aquele empurrão em Milton Mendes.

16h Avaí 0 x 2 São Paulo
Turno: SP 2-0
Jogando em casa, o Avaí venceu só duas de nove partidas no campeonato, com quatro gols marcados. É contra o pior ataque do Brasileiro que Sidão volta ao gol do São Paulo – Dorival Jr barrou Renan Ribeiro, que sofreu 14 gols nos 8 jogos do técnico desde sua chegada. É duro apostar no pior visitante do Brasileiro, o São Paulo só conquistou 4 de 30 pontos possíveis fora do Morumbi. Mas não menos difícil é apostar no quarto pior mandante, o Avaí.

19h Palmeiras 4 x 0 Chapecoense
Turno: Chape 1-0
O Palmeiras é o maior favorito da rodada, contra uma Chapecoense que acaba chegar do Japão e está com o fuso virado. Cuca pode escalar um meio de campo com Moisés e Guerra e, se a dupla encaixar, o Palmeiras promete no segundo turno.

19h Coritiba 0 x 2 Santos
Turno: Santos 1-0
No primeiro turno, Vanderlei salvou a vitória santista pegando até pênalti. O time de Levir não perde há nove jogos no Brasileiro (quase dois meses, somando todas as competições) e terá alguns titulares de volta, como Bruno Henrique, David Braz e Copete.

SEGUNDA

20h Fluminense 1 x 1 Atlético-MG
Turno 1-2 Flu
A derrota para o Flu no turno foi a primeira do Atlético no Horto em todo o ano. E já sabemos a tragédia que veio depois. O Flu não tem mais Richarlison, destaque daquele jogo, o Atlético não tem mais Roger e a dupla que prometia ser imparável no ano, Fred e Robinho, ficará no banco. O Flu tem ligeiro favoritismo por jogar em casa, ainda que o Atlético tenha um histórico de bons resultados contra o tricolor.


Prévia do Italiano: Champions e motivação, obstáculos para o hepta da Juve
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juliogomes

Até hoje, o recorde de títulos consecutivos nas ligas mais importantes da Europa é do Lyon, heptacampeão francês na ''era Juninho Pernambucano'', entre outros grandes jogadores, é claro. A Juventus tenta repetir o feito da Itália a partir deste sábado, quando abre o campeonato contra o Cagliari.

A Juve sempre foi a principal força doméstica, mas nunca dominou tanto quanto agora. Formou um sistema defensivo tão sólido que, mesmo mudando todo mundo do meio para frente, chegou à segunda final de Champions League em três anos. E mantém Dybala, a joia da coroa.

Justamente a Champions é a conta pendente da Juve com seu torcedor. Nos últimos 20 anos, desde que a principal competição europeia foi ampliada, a Juventus é a única potência sem título (foram quatro derrotas em finais). Isso pode atrapalhar o foco na busca pelo hepta nacional? Não foi o que vimos nos últimos anos, mas é sempre difícil motivar jogadores a ganhar o que já ganharam tantas vezes.

Apesar das saídas de Daniel Alves e Bonucci, que não podem ser menosprezadas (pelo jogo e pela liderança de ambos no vestiário), a Juve se reforçou bem no mercado. Trouxe Matuidi, do PSG, Douglas Costa e Benatia, do Bayern, Di Sciglio, do Milan, e, a meu ver a principal contratação, o promissor Bernardeschi, da Fiorentina.

Existe um grande equilíbrio entre Roma, Napoli, Milan, Inter e até Lazio. São bons times de futebol. Mas é difícil imaginar que algum deles possa tirar o título da Juventus. Pode ganhar no confronto direto. Pode ameaçar em algum momento. Mas, no fim das contas, a disputa (boa) promete ser mesmo do segundo lugar para baixo.

Com a saída de Spalletti, a ROMA aposta em um ex-jogador e campeão com o clube em 2001, Eusebio di Francesco. O treinador levou o pequeno Sassuolo da segunda divisão à Liga Europa e adquiriu fama de propor um jogo ofensivo e desenvolver jogadores jovens. É bom lembrar também que agora a diretoria técnica da Roma está a cargo do espanhol Monchi, a grande mente por trás dos anos de sucesso do Sevilla.

A Roma fez caixa (100 milhões de euros) com três vendas importantes: Salah, para o Liverpool, Rudiger, para o Chelsea, e Paredes, para o Zenit. E fez contratações de baixo perfil, como os laterais Karsdorp (campeão holandês com o Feyenoord, 14 milhões), Bruno Peres (Torino, 12 mi) e Kolarov (Man City), os zagueiros Juan Jesus, Hector Moreno e Fazio, os centro-campistas Pellegrini e Gonalons e o extremo turco Under – este, o mais novo de todos, 20 anos, que veio do desconhecido time do Basaksehir, pode ser um dos típicos achados de Monchi.

Alisson será titular no gol da Roma, é muito importante observar o desempenho do goleiro, que tem tudo para ser titular da seleção na Copa.

O NAPOLI manteve a ótima base, com seu envolvente trio ofensivo formado por Mertens, Insigne e Callejón, e reforçou a defesa com o zagueiro sérvio Maksimovic (20 milhões de euros ao Torino) e o volante croata Rog, do Dinamo de Zagreb. A chave para o time de Maurizio Sarri é conseguir conciliar Série A e Champions League. Mas o Napoli e, sem dúvida, o postulante com menos interrogações para poder desafiar a Juve.

O MILAN, que saiu das mãos de Berlusconi para os chineses, foi quem mais fez barulho no mercado. Gastou muito e montou um time novo, mas não com medalhões. Começou bem nas fases prévias da Europa League e está animando o torcedor, sedento por voltar aos grandes palcos. Tudo vai depender da química que o treinador Vincenzo Montella conseguir criar.

Chegaram Bonucci (42 milhões de euros), uma garantia para a defesa; o jovem atacante André Silva (38 mi), de 21 anos, do Porto; a dupla que foi muito bem na Atalanta, o lateral Conti e o volante Kessié; da Alemanha, chegaram o bom meia turno Calhanoglu, do Bayer Leverkusen, e o lateral Rodríguez, do Wolfsburg; e vieram os argentinos Musacchio, do Villarreal, e Biglia, da Lazio.

Uma mistura de jovens com alguns veteranos. Outra grande notícias para os milanistas foi a permanência do goleiro Donnarumma, cortejado por outros gigantes europeus.

A INTERNAZIONALE, após o papelão da temporada passada e tantos técnicos demitidos, aposta as fichas em Luciano Spalletti, ex-técnico da Roma. Foi buscar na Fiorentina os meio-campistas Vecino e Borja Valero, na Sampdoria o zagueiro Skriniar e, no Nice, o desconhecido lateral-esquerdo brasileiro Dalbert, com passagens pelas bases de Flamengo e Fluminense. A Inter pagou 20 milhões de euros por ele, que fará companhia a Gabigol e Miranda.

Spalletti é um grande treinador de futebol. A Inter é um clube complicado, mas tem elenco para brigar no alto e não está em competições europeias, o que alivia o calendário.

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Supercopa da Itália:

13/8/17 Lazio 3 x 2 Juventus

Maiores campeões italianos: Juventus (33), Milan (18), Internazionale (18)

Previsões:

Título: Juventus
Vice: Napoli
Vaga na Champions: Inter
Artilheiro: Higuaín
Melhor jogador: Dybala
Olho em: o Torino promete fazer um bom campeonato
Na TV: FOX e ESPN

Primeira rodada:

Sábado
13h Juventus x Cagliari
15h45 Verona x Napoli

Domingo
13h Atalanta x Roma
15h45 Bologna x Torino
15h45 Crotone x Milan
15h45 Internazionale x Fiorentina
15h45 Lazio x Spal
15h45 Sampdoria x Benevento
15h45 Sassuolo x Genoa
15h45 Udinese x Chievo


Espanhol começa hoje sem Vinícius Jr, a contratação mais cara da janela
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juliogomes

Sabem quem foi o jogador mais caro da janela de transferências espanhola até agora? Vinícius José Paixão de Oliveira Júnior, nascido em São Gonçalo 17 anos atrás.

Pois é. O Real Madrid pagou 45 milhões de euros ao Flamengo por Vinícius Jr, mas o garoto ainda não vai jogar na temporada 17/18 da Espanha. Talvez chegue ao Real no meio do ano que vem, com 18 anos completos e podendo assinar contrato. Talvez fique no Flamengo até o fim do próximo Brasileirão. Ou talvez, dependendo da escolha dos espanhóis e do amadurecimento do garoto, só vá no meio de 2019, daqui a duas temporadas.

É um projeto de longo prazo, na tentativa de encontrar o próximo Neymar. Até aí, normal. Pagar pouco e correr alto risco com a perspectiva de grande retorno, esse modelo é conhecido no futebol. O que acontece é que, no caso Vinícius Jr, não se pagou pouco. Vamos ver no que o garoto vai dar. Em alguns anos, daremos risada desse valor – para bem ou para mal.

Até que o Barcelona consiga (ou não) trazer Philippe Coutinho e/ou Dembélé, a contratação de Vinícius Jr, concretizada em maio, fica como a mais cara da janela espanhola, que fecha em 31 de agosto.

O campeonato começa nesta sexta com dois jogos (Leganés-Alavés e Valencia-Las Palmas). No domingo, o Barcelona estreia contra o Betis, no Camp Nou, e o Real Madrid faz sua primeira partida em La Coruña.

A segunda transferência mais cara do verão espanhol é outro brasileiro: Paulinho. O Barcelona pagou aos Guangzhou Evergrande, da China, os 40 milhões da cláusula rescisória.

E esses são os únicos brasileiros na lista de 15 maiores contratações de clubes da Liga espanhola para a temporada.

Mais para frente na lista, vão aparecer Léo Baptistão, sem espaço no Atlético de Madri, vendido ao Espanyol. E o goleiro Neto, ex-Juventus, que chega para ser o substituto de Diego Alves no Valencia. Ambos por 7 milhões de euros. Guilherme, ex-volante da Portuguesa e do Corinthians, foi comprado pelo La Coruña por 5 milhões junto à Udinese.

Aqui está a lista das 10 contratações mais caras da janela espanhola (valores em Euros, fonte diário Marca:

1- Vinícius Jr (BRA/Flamengo-Real Madrid) – 45 milhões (segue no Flamengo por empréstimo)

2- Paulinho (BRA/Guangzhou-Barcelona) – 40 milhões

3- Vitolo (ESP/Sevilla-Atlético) – 36 milhões (emprestado ao Las Palmas até janeiro)

4- Nelson Semedo (EQU/Benfica-Barcelona) – 30 milhões

5- Théo Hernandez (FRA/Atlético-Real Madrid) – 26 milhões

6- Luis Muriel (COL/Sampdoria-Sevilla) – 20 milhões

7- Simone Zaza (ITA/Juventus-Valencia) – 18 milhões (já estava no clube por empréstimo)

8- Daniel Ceballos (ESP/Betis-Real Madrid) – 17 milhões

9- Enes Unal (TUR/Manchester City-Villarreal) – 14 milhões

10- Rúben Semedo (POR/Sporting-Villarreal) – 14 milhões

11- Simon Kjaer (DIN/Fenerbahce-Sevilla) – 12,5 milhões

12- Gerard Deulofeu (ESP/Everton-Barcelona) – 12 milhões

13- Pablo Fornals (ESP/Málaga-Villarreal) – 11 milhões

14- Éver Banega (ARG/Inter de Milão-Sevilla) – 9 milhões

15- Nolito (ESP/Manchester City-Sevilla) – 9 milhões


Prévia do Espanhol: Real Madrid é favoritaço para o bi
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juliogomes

O Campeonato Espanhol começa nesta sexta-feira e, enquanto muitos insistem com o discurso do ''só tem dois times'', a perspectiva para a temporada é de uma competição de ''um time só''. O Real Madrid já era bicampeão europeu, mais time, mais completo. Mas, depois dos dois bailes em cima do Barcelona na Supercopa espanhola, a distância entre eles ficou exposta. E o gigante da capital torna-se um favorito destacado para ser bicampeão espanhol.

Tão favorito quanto o PSG na França ou o Bayern da Alemanha ou a Juventus na Itália? É mais ou menos por aí…

O abismo para o maior rival está tão grande que o próprio Piqué, que virou uma espécie de porta-voz não oficial do Barcelona, disse após a derrota de quarta, no Santiago Bernabéu. ''Pela primeira vez em 9 anos me sinto inferior ao Real Madrid''. E, para piorar tudo, o Barcelona ficará o primeiro mês da temporada sem Suárez, lesionado.

Leia também: Superioridade do Real deve aumentar desespero do Barça no mercado

Depois dos anos de um domínio exagerado de Barcelona e Real Madrid na Espanha, especialmente os de Guardiola e Mourinho, os dois gigantes tiveram alguma resistência nas duas temporadas passadas.

O Atlético de Madri tornou-se uma ameaça real. E alguns jogos que eram resolvidos no estilo ''passeio'' ficaram mais duros. Times médios se reforçaram. Goleadas deixaram de ser tão previsíveis, ainda que tenham acontecido, claro que sim.

Dito isso, o Real Madrid voltou a ser campeão após quatro anos e agora o clube da capital tem a faca e o queijo na mão para ser dominante por bastante tempo.

Zinedine Zidane, uma aposta arriscada do presidente Florentino Pérez, caiu como uma luva. Tem exatamente o tom, o discurso e os métodos que agradam à comunidade que gira em torno do clube e o grupo de jogadores.

E, de repente, o Real tem uma baita linha defensiva, um meio de campo extraordinário e um ataque letal. Pode jogar com a bola ou sem ela. É fortíssimo no jogo aéreo, tem velocidade para contra atacar, tem qualidade para furar retrancas. Cristiano Ronaldo não dá sinais de parar. E o futuro está garantido com Isco, Asensio, o lateral Théo Hernandez, tirado do Atlético por 30 milhões de euros e que será preparado para substituir Marcelo, o meia Ceballos, do Betis, muito bom de bola, etc.

As saídas de Pepe, Danilo, Morata e James Rodríguez debilitam, claro. Debilitam o time reserva. Nada mais. É um elenco jovem e completíssimo.

Apesar de as casas de apostas insistirem em pagar o mesmo retorno para título do Real Madrid e título do Barcelona, vejo o clube da capital com amplo favoritismo para ficar com a Liga. A superioridade na disputa da Supercopa não é circunstancial.

Além de estar voando, encaixado e com elenco, o Real vê um Barcelona vivendo um pesadelo extra-campo. O clube foi humilhado pela decisão de Neymar de abandoná-lo. Virou motivo de piada nas rodas de dirigentes e pessoas importantes do futebol europeu. E também nas conversas de bar.  Não se perde um jogador como Neymar impunemente.

Agora é um clube desesperado que acaba tomando medidas desesperadas. Pagou por Paulinho mais do que deveria. E o mesmo acontecerá com Philippe Coutinho e/ou Dembélé. Isso se conseguir trazê-los. Mesmo que venham, haverá um tempo para adaptação, encontrar o melhor formato de time para acomodá-los, etc. Suárez está machucado. Quando perceberem, o Real Madrid estará muito na frente.

A derrota contundente na Supercopa não se deve à ausência de Neymar. O que Neymar fez foi perceber que a barca estava afundando e foi ser feliz em outro lugar. A linha defensiva é de segunda linha, o meio de campo está envelhecido e sem opções e Messi já está há tempos andando em campo. Faz gols, dá assistências, é um gênio, mas não trabalha mais defensivamente, não joga com sangue nos olhos. E isso já faz uns bons dois anos.

No meu ponto de vista, o Barcelona está mais para disputar segundo lugar com o Atlético do que primeiro com o Real Madrid.

O ATLÉTICO, de Simeone, segue tão forte quanto nos outros anos. É verdade que não pôde contratar ninguém pela sanção da Fifa, mas manteve seu grande líder, o técnico, e seu grande jogador, Griezmann. Em janeiro, devem chegar Diego Costa, Vitolo (emprestado ao Las Palmas até dezembro) e talvez outros nomes, o que fará do Atlético um candidato na Champions League (de novo).

A grande chave para o Atlético é dar mais espaço a protagonismo a Saúl, um jogador jovem, de muito talento e que talvez trabalhe demasiado taticamente. O belga Carrasco também precisa ter mais importância.

O SEVILLA substituiu Sampaoli pelo bom (e também argentino) Eduardo Berizzo, ex-Celta. Perdeu alguns jogadores importantes, como Vitolo, o lateral Mariano (Galatasaray, difícil entender essa decisão) e veteranos como o zagueiro Ramy, o meia Nasry ou o volante Iborra.

Mas trouxe reforços interessantes e que podem dar certo nas mãos de um técnico que gosta de jogo, como Berizzo. O atacante colombiano Muriel, da Sampdoria, o zagueiro dinamarquês Kjaer, do Fenerbahce, o volante Banega, da Inter, e os extremos Nolito e Jesús Navas, ambos chegando do Manchester City.

O grande adversário do Sevilla na busca por uma vaga na Champions League será novamente o VILLARREAL, que se reforçou com o colombiano Bacca (Milan) e o turco Unal (Man City) para o ataque, o zagueiro Semedo (Sporting) e o promissor meia Fornals (Málaga). As principais perdas foram o zagueiro Musacchio, para o Milan, e o veterano Soldado, para o Fenerbahce.

OUTROS:

A Real Sociedad e o Athletic Bilbao mantêm bases interessantes, mas dificilmente conseguirão se manter no G4. O Valencia, em eterna tentativa de ser grande de novo, aposta em um bom técnico, Marcelino. Mas segue com um elenco fraquinho.

Olho para o filho de Zidane, Enzo, que jogará no Alavés. O Celta, que havia apostado em Luís Enrique antes de o treinador chegar ao Barcelona, agora aposta em seu braço direito, Juan Carlos Unzué. Douglas Luiz, ótimo volante revelado pelo Vasco e comprado pelo Manchester City, atuará por empréstimo no recém-ascendido Girona para ganhar experiência.

Outras prévias no blog:
Em busca do hexa na Alemanha, Bayern não tem rivais à altura

Liga inglesa: a melhor virou também a mais imprevisível

França: Neymar e PSG fazem bi parecer sonho distante para o Monaco

 

Supercopa da Espanha:

13/8/17 Barcelona 1 x 3 Real Madrid
16/8/17 Real Madrid 2 x 0 Barcelona

Maiores campeões espanhóis: Real Madrid (33), Barcelona (24), Atlético de Madri (10)

Previsões:

Título: Real Madrid
Vice: Atlético de Madri
Vagas na Champions: Barcelona e Sevilla
Artilheiro: Messi
Melhor jogador: Isco
Olho em: Asensio e Saúl, astros da Espanha sub-21, podem explodir
Na TV: FOX e ESPN
Duelos imperdíveis: Atlético-Barcelona em 14/10/17, Atlético-Real em 18/11/17, Real-Barcelona em 19/12/17, Barcelona-Atlético em 3/3/18, Real-Atlético em 7/4/18, Barcelona-Real em 5/5/18

Bom saber: a rodada sempre começa na sexta à tarde e tem jogos também às segundas-feiras. Real Madrid e Barcelona quase sempre jogam sábado ou domingo à tarde.

Primeira rodada:

Sexta
15h15 Leganés x Alavés
17h15 Valencia x Las Palmas

Sábado
13h15 Celta x Real Sociedad
15h15 Girona x Atlético de Madri
17h15 Sevilla x Espanyol

Domingo
13h15 Athletic Bilbao x Getafe
15h15 Barcelona x Betis
17h15 La Coruña x Real Madrid

Segunda
15h15 Levante x Villarreal
17h Málaga x Eibar


Superioridade do Real deve aumentar desespero do Barça no mercado
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juliogomes

O Real Madrid passeou de novo contra o Barcelona, venceu por 2 a 0 e levantou a Supercopa da Espanha. É um troféu menor, sem dúvida. Mas que ganha corpo quando os dois gigantes se enfrentam. E que amplia o inferno astral vivido pelo Barcelona.

Não usemos meias palavras. O Barcelona sofreu uma humilhação brutal ao ver Neymar querer sair para o Paris Saint-Germain. A humilhação fora do campo tem tudo para preceder algumas no campo.

É a primeira vez desde 2011 que o Barça não marca um gol em um clássico (24 jogos desde então). E a primeira vez desde maio de 2008 que o Barça acaba um clássico com menos posse de bola que o Real. Aquele jogo foi emblemático. Foi um banho do Real, que entrou em campo campeão espanhol – assim, os jogadores do Barça tiveram de fazer o tradicional (e, naquele caso, humilhante) ''pasillo'', o corredor para aplaudir os campeões.

Aquele jogo marcou definitivamente o fim do ciclo Ronaldinho-Rijkaard no Barcelona. Naquele verão de 2008, chegariam Guardiola, Daniel Alves e o resto da história já sabemos. A diferença é que aquele jogo ocorreu no finalzinho da temporada. Já estes dois jogos da Supercopa, de total domínio do Real Madrid, marcam o início da temporada 17/18.

Romário, Ronaldo, Figo, Ronaldinho, Neymar… parece ser um padrão, não? O Barcelona simplesmente não consegue convencer seus craques (brasileiros, na maioria) a ficar. Ou não consegue fazer as coisas certas nos bastidores.

Não podemos nos esquecer da forma como um multicampeão como Daniel Alves saiu do clube. Espinafrando todo mundo, mostrando que, se dependesse dele, jogaria lá para sempre – mas não para aqueles dirigentes.

No ano passado, perguntei (atenção, perguntar não é afirmar): será que não valia à pena para o Barcelona vender Messi? Arrumar algum biruta que pagasse, sei lá, 300, 350 milhões de euros pelo cara.

Se fosse para escolher ou Messi ou Neymar DAQUI PARA FRENTE… quem você escolheria? Não estou perguntando quem é melhor. E não, não acho que Neymar atingirá um dia o patamar que Messi atingiu. Mas que a fome do argentino está diminuindo, isso é nítido. Messi passa muitos momentos dos jogos andando em campo. Raras são as atuações com faca nos dentes, como aquela do Bernabéu pela Liga, do gol do fim e a camisa mostrada para o público.

Não tenho a resposta para a pergunta acima. Mas me espanta que o Barcelona nunca tenha passado nem perto de se fazer essa pergunta. O fato é que o clube não fez planejamento algum pensando na transição Messi-Neymar. Achou que ela aconteceria naturalmente. E ela simplesmente não vai acontecer.

Ao ser humilhado pela decisão de Neymar, que já ficou muito perto de ocorrer um ano atrás, o Barcelona se coloca em uma situação de dar respostas.

E dirigentes fracos com muito dinheiro em mãos e muitas respostas para dar costumam fazer besteiras.

A contratação de Paulinho por 40 milhões de euros foi muito contestada na Catalunha, por ser um jogador de 29 anos e sem potencial de revenda. E que não se encaixa tão claramente no jeito de jogar do time. Com a ida de Matuidi, um volante com mais história no futebol europeu de alto nível do que Paulinho (não estou falando que é melhor, apenas que gera menos dúvidas sobre o retorno), por 20 milhões do PSG para a Juventus, a diretoria do Barça ficou ainda mais exposta.

Como Philippe Coutinho e Dembélé estão forçando a barra para ir ao Barça, possivelmente irão. Mas certamente Liverpool e/ou Borussia Dortmund vão arrancar muito dinheiro dos catalães.

Aí a gente lembra dos 35 milhões de euros pagos por André Gomes. 30 por Paco Alcácer, 34 por Arda Turan, 20 por Mathieu. 19 por Vermaelen e por Song. 25 por Chygrynskiy. 14 por… Keirrison.

Gastar bem não tem sido exatamente a marca registrada do Barcelona nos últimos 10 anos.

Os grandes rivais europeus, Real, Bayern, Juventus, City, United, Chelsea e, claro, PSG, esfregam as mãos. O tão poderoso Barcelona está numa forte pegada de autodestruição.


Prévia do Alemão: em busca do hexa, Bayern não tem rivais à altura
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juliogomes

Com regras financeiras transparentes e justas, a Bundesliga preza pela responsabilidade. Assim, o mercado se movimenta, mas os clubes alemães não fazem loucuras. Muito difícil imaginar, portanto, que qualquer um possa ameaçar o hexacampeonato do Bayern de Munique – a abertura do Campeonato Alemão será na sexta, às 15h30, com o Bayern enfrentando o Bayer Leverkusen.

Ainda que a pré-temporada tenha sido desastrosa para o time da Bavária, com derrotas feias (e sem fazer um gol sequer) para Liverpool, Milan, Inter e Napoli – menos mal que não joga o Italiano. Só ganhou do Chelsea e levou a Supercopa da Alemanha ao empatar com o Borussia Dortmund, mas levar a melhor nos pênaltis. De quebra, ainda perdeu Thiago, machucado.

A grande missão de Carlo Ancelotti é reconduzir o Bayern ao título europeu, já que o Alemão são favas contadas. A Bundesliga já movimenta mais dinheiro que as ligas da Espanha e Itália, tem a maior média de público do mundo, clubes sólidos, bases jorrando jogadores de alto nível e muito equilíbrio. Exceto, claro, quando se trata da disputa pelo título. E este é um problema e tanto. Como atacá-lo? Criar uma regra anti-Bayern? Será que seria justo?

O gigante de Munique liberou Douglas Costa e Benatia para a Juventus e não terá mais Lahm e Xabi Alonso, aposentados. Trouxe o volante francês Tolisso (41 milhões de euros ao Lyon) e o meia colombiano James Rodríguez, com pouco espaço no Real Madrid, por empréstimo. Foram as duas grandes contratações do verão.

Dando sequência a uma política que já vem de anos, investiu também no mercado interno – o que, ao mesmo tempo, sufoca os rivais. Por 20 milhões, contratou o zagueiro Sule, do Hoffenheim.

Quem vai ameaçar o Bayern?

A resposta é ninguém. O BORUSSIA DORTMUND, último campeão antes da maior dinastia da história da Bundesliga, trocou de técnico. Saiu Thomas Tuchel, que fez um bom trabalho pegando o bastão de Juergen Klopp, veio Peter Bosz, o homem que levou o Ajax a uma final europeia de novo após mais de 20 anos, trabalhando com jovens promissores no gigante holandês.

O Dortmund basicamente atuou no mercado interno, contratando o atacante Philipp, revelação do Freiburg, o zagueiro turco Toprak, do Bayer Leverkusen, e o jovem volante Dahoud, do Borussia Moenchengladbach. Perdeu alguns jogadores, com Ginter, Bender e Adrián Ramos. Mas o grande desafio ainda presente até o fim da janela é segurar seus dois atacantes.

Aubameyang está em um vai-não vai danado. Fala-se de China, Chelsea, Liverpool e, porque ele mesmo falou que queria ir, Milan. O rapaz fez 31 gols e foi artilheiro do último campeonato, não seria uma perda qualquer para o Dortmund. E a perspectiva de futuro está em Dembélé, de apenas 20 anos. Mas parece cada vez mais provável que o atacante francês acabe indo para o Barcelona.

Mesmo que os dois fiquem, o Borussia Dortmund não parece ser capaz de ameaçar o Bayern. Se ambos ou um deles sair, restará tentar ficar ali na parte de cima da tabela e seguir jogando Champions League sempre.

O RB LEIPZIG veio das divisões inferiores direto para o vice-campeonato. E conseguiu manter praticamente todo mundo. A saída mais relevante foi do atacante Selke, para o Hertha Berlim, mas vieram o atacante Augustin, de só 20 anos, do PSG, e o ponta português Bruma. Por enquanto, Keita fica, apesar do assédio do Liverpool. A base mantida e ainda reforçada é sempre bom sinal. Acredito que será a afirmação do time da Red Bull no topo.

''O grande desafio de Leipzig e Hoffenheim será jogar mais competições simultâneas'', disse ao blog o jornalista alemão Manuel Hoffman.

O HOFFENHEIM, quarto colocado na temporada passada, perdeu Sule e Rudy para o Bayern. Mas o pior mesmo foi ter perdido para o Liverpoool por 2 a 1, em casa, na fase prévia da Champions. Depois de tanto remar, vai acabar ficando fora da principal competição europeia e ter de jogar Europa League. Vale continuar acompanhando de perto o trabalho do técnico Julian Nagelsmann, de apenas 30 anos e eleito o melhor da temporada passada. Ouviremos falar neste nome por muito tempo.

É bom ficar de olho no HERTHA BERLIM e no SCHALKE 04. Após o ótimo primeiro turno no ano passado, o Hertha caiu muito depois da parada de inverno. Mas o potencial para uma campanha melhor está lá. O clube da capital trouxe Selke, do Leipzig, e o zagueiro Rekik, do Marselha, para substituir Brooks, vendido ao Wolfsburg por 17 milhões de euros.

O Schalke abriu os cofres e trouxe o argelino Bentaleb (foto), do Tottenham, por 19 milhões, Konoplyanka, do Sevilla, por 12, e Harit, do Nantes, por 8. Foi um dos clubes que mais mexeram no elenco, com a esperança de voltar ao G4 – só gastou menos do que o Bayern.

O WERDER BREMEN, que teve uma incrível recuperação no segundo turno, e o BORUSSIA MOENCHENGLADBACH são times de potencial. ''São muito organizados na linha ofensiva e podem fazer um campeonato interessante'', analisou Hoffman.

O WOLFSBURG, depois de quase cair, vendeu por bons valores Luiz Gustavo, para o Marselha, e o lateral suíço Ricardo Rodríguez, para o Milan. Trouxe Brooks, o volante Camacho, do Málaga, o jovem e promissor atacante belga Dimata, 19, do Oostende, e fechou com o lateral William, do Inter.

A decepção da temporada deverá ser o BAYER LEVERKUSEN, que já fez um campeonato passado bem ruim e ainda perdeu seu melhor jogador, Calhanoglu, para o Milan, e seu principal goleador, Chicharito Hernández, para o West Ham. O COLÔNIA, que fez um bom campeonato, terminando em quinto, vendeu o artilheiro Modeste, autor de 25 gols, por 35 milhões de euros para o futebol chinês. Vendeu bem, mas perde muito.

Supercopa da Alemanha:

5/8/17 Borussia Dortmund 2 x 2 Bayern de Munique (5 a 4 Bayern nos pênaltis)

Maiores campeões alemães: Bayern de Munique (27), Nuremberg (9), Borussia Dortmund (8)

Previsões:

Título: Bayern de Munique
Vice: Leipzig
Vagas na Champions: Borussia Dortmund e Schalke 04
Artilheiro: Lewandowski
Melhor jogador: Thiago Alcântara
Olho em: Borussia Moenchengladbach
Na TV: FOX e ESPN
Duelos imperdíveis: Schalke-Bayern em 19/9, Bayern-Leipzig em 28/10, Dortmund-Bayern em 4/11, Dortmund-Schalke em 25/11, Bayern-Dortmund em 31/3/18

Bom saber: a rodada sempre começa na sexta à tarde e os jogos principais ocorre geralmente no sábado de manhã. Entre 17 de dezembro e 12 de janeiro, o campeonato tem a famosa pausa de inverno. Ao contrário das outras principais ligas europeias, a Bundesliga é composta por 18 times.

Primeira rodada:

Sexta
15h30 Bayern de Munique x Bayer Leverkusen

Sábado
10h30 Wolfsburg x Borussia Dortmund
10h30 Hoffenheim x Werder Bremen
10h30 Hertha Berlim x Stuttgart
10h30 Hamburgo x Augsburg
10h30 Mainz x Hannover
13h30 Schalke 04 x RB Leipzig

Domingo
10h30 Freiburg x Eintracht Frankfurt
13h Borussia Moenchengladbach x Colônia


Neymar estreia “à la Messi”, armando jogo e mais longe do gol
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juliogomes

Neymar fez uma boa estreia com a camisa do Paris Saint-Germain. Fez o terceiro gol da vitória de 3 a 0 sobre o pequenino Guingamp, após passe de Cavani – o uruguaio havia marcado o segundo, na primeira assistência de Neymar pelo PSG. A lata havia sido aberta em um gol contra patético do Guingamp no início no segundo tempo.

Um gol, um passe para gol, uma caneta, um bom cruzamento que Marquinhos cabeceou no travessão. Não dá para reclamar.

Eu sou uma voz que destoante da maioria ao analisar o futebol de Neymar. O rapaz é um craque, disso não há dúvidas. Mas, a meu ver, sua principal qualidade é a finalização.

Com isso, não quero dizer que ele não seja bom driblador ou que não saiba armar o jogo. Apenas digo que a melhor versão de Neymar é aquela em que ele joga bem perto do gol, recebendo bolas limpas e com poucos adversários pela frente. De preferência, em velocidade. Ele tem um índice de aproveitamento ao concluir para o gol do nível de Cristiano Ronaldo e outros finalizadores pelo mundo.

Em quatro temporadas no Barcelona, Neymar fez 88 gols de bola rolando. 40 deles com apenas um toque na bola, 39 com domínio e finalização e somente 9 construindo o próprio gol.

Na estreia, o gol veio com toque único na bola. É lógico que essa proporção vai mudar no PSG. Ele jogou de 10. A mudança de camisa nunca foi tão fiel à mudança tática. Jogou como Messi faz em vários momentos no Barcelona, recebendo bolas no meio de vários adversários (como ilustra a foto abaixo). É bom. Ficarão mais fáceis as comparações.

Na temporada passada, a primeira do técnico Unai Emery, o Paris jogou quase sempre com dois jogadores bem abertos – entre Draexler, Di María e Lucas. Neste domingo, Neymar e Di María jogaram centralizados, abrindo o corredor para os laterais. Só que praticamente ''tirando'' do jogo o italiano Verratti, que é originalmente o principal armador do time.

Daniel Alves deu poucas estocadas pela direita, com o tempo vai adquirir mais entrosamento com o argentino. Kurzawa avançou muito pelo espaço que seria de Neymar na esquerda. Dele saiu o cruzamento que mais tarde acabaria no gol de Neymar.

E o jogo todo passou pelos pés do brasileiro. Até demais. Uma coisa é ter liberdade em campo. Ter posição saindo da esquerda, mas ter liberdade de movimentos. É assim que Neymar joga na seleção brasileira.

Não foi o que aconteceu na estreia. Ele foi um meia de fato, um armador, o principal construtor de todas as jogadas. Foi mais um Isco ou um Rodriguinho ou um Iniesta do que Neymar. Foi mais Verratti do que Verratti. Deste jeito, em alguns momentos de vacas magras pré-Tite, a coisa não funcionou tão bem na seleção.

Ocupou uma parte do campo em que há mais gente, mais congestionada. E ficou longe demais do gol.

No primeiro tempo, o PSG, apesar de ter a bola o tempo todo, criou pouquíssimas chances de perigo real. No segundo tempo, ganhou um presente de Ikoko, um gol contra dos mais bizarros que todos veremos em nossas vidas.

Aí sim, o jogo mudou, ficou fácil, o PSG passou a ter mais espaços. Neste cenário, em um contra ataque, Neymar deu um passe maravilhoso para Cavani fazer o segundo gol. Sua primeira assistência com a nova camisa.

O número de passes para gol inevitavelmente aumentará. Mas é bom ressaltar que Neymar já dava muitas assistências no Barcelona. Isso não passa necessariamente por ter um posicionamento de ''playmaker''.

Sinceramente, não acho que esse posicionamento se manterá e é justo que o técnico tente em uma partida contra um adversário fraco como o Guingamp.

Na hora H da temporada, acredito que Emery vai preferir Neymar jogando mais à esquerda, mais perto do gol, onde ele é muito mais produtivo.

Se o plano de sair do Barcelona e ir para o PSG era ser protagonista e jogar como Messi, parece que ele será mesmo colocado em prática. Vai faltar… jogar como Messi.

 


Até agora, apito ajudou o Santos e prejudicou o Vitória no Brasileiro
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juliogomes

O Santos deveria ter até seis pontos a menos na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, enquanto o Vitória poderia ter até quatro pontos a mais, o que lhe deixaria fora da zona de rebaixamento.

Apesar de grandes polêmicas terem envolvido o líder Corinthians, foram estes os dois times mais afetados (para bem ou para mal) na competição até agora. E, convenhamos, não são tantos pontos assim. A arbitragem erra feio para todos os lados.

Tanto que todos, absolutamente todos foram prejudicados em pelo menos um lance capital ao longo do primeiro turno. E somente o Vasco ficou sem ser beneficiado uma vez sequer – mas foi pouco prejudicado.

O blog está fazendo um acompanhamento rodada a rodada dos erros capitais, cruzando interpretações próprias com os veredictos da CBF em seu site oficial e as opiniões dos especialistas (como Sálvio Spínola, da ESPN, e Nadine Bastos, da Fox). Mais abaixo nesta postagem é possível ver a tabela completa de times prejudicados ou beneficiados em lances capitais e a quantidade de pontos que cada um deveria ter a mais ou a menos na tabela.

O mais polêmico, na hora de concluir que X pontos deveriam ser dados ou tirados em função de algum erro, é interpretar o tamanho da influência no resultado final da partida. E isso sempre será adivinhação. Pois podemos deduzir, mas nunca ter certeza do que aconteceria a partir daquele dado momento em que o erro foi cometido. Até mesmo concluir que um pênalti seja a mesma coisa que um gol é falho, porque nem todos os pênaltis são transformados em gol.

Por exemplo: no jogo entre Coritiba e Corinthians, pela oitava rodada, Jô teve um gol mal anulado por impedimento aos 42min do segundo tempo. É seguro dizer que o erro fez com que o Corinthians não vencesse o jogo. Nunca será 100% de certeza, mas quase. Neste caso, considero que o Coritiba ''ganhou'' um ponto, o Corinthians ''perdeu'' dois.

No entanto, no jogo entre Corinthians e Flamengo o gol mal anulado de Jô, ainda no começo do primeiro tempo, foi ''corrigido'' por ele mesmo ao fazer 1 a 0. Não dá para considerar que o jogo ficaria 2 a 0 para o Corinthians, a dinâmica é totalmente influenciada por um gol concretizado. A partida acabou empatada, e neste caso nenhum ponto é creditado ou debitado para qualquer um dos times.

Não é uma fórmula perfeita. Nunca poderia ser. Me xingar não vai mudar nada. E não quero aqui insinuar nada nem acusar ninguém. É apenas um levantamento a título de informação, desprovido de segundas intenções.

Apito amigo

O Santos ''ganhou'' seis pontos por ter conseguido três vitórias em jogos em que contou com ajuda da arbitragem. Na quinta rodada, ganhou do Botafogo no Pacaembu com um gol de falta de Victor Ferraz aos 50min do segundo tempo. A falta, sobre o próprio lateral, foi cavada, segundo suas próprias palavras. Na sétima rodada, ganhou do Palmeiras por 1 a 0, mas teve perdoado um pênalti cometido sobre Edu Dracena, já nos instantes finais.

Na nona rodada, vencia o Vitória por 1 a 0 em Salvador quando, aos 13min do segundo tempo, o árbitro não deu um pênalti claríssimo de David Braz sobre Neílton. Nos minutos finais, o Santos ainda fez 2 a 0.

Vai ter gente que vai falar que foi falta em Victor Ferraz no Pacaembu e que, depois, não foi o árbitro que fez a bela cobrança de falta. Ou que o Vitória poderia ter perdido o pênalti no Barradão, como perdeu sábado contra o Avaí. Sim! Como eu disse mais acima, estes são critérios que eu usei de forma equânime para todos os times do campeonato. Todos têm total liberdade para concordar ou discordar.

O time da Vila ainda teve um pênalti não marcado contra ele no jogo diante do Atlético-PR, quando vencia por 2 a 0 na Arena da Baixada. Neste caso, não considero que o erro tenha influenciado no resultado (ainda que pudesse, nunca saberemos). Por outro lado, o único lance em que foi prejudicado no campeonato foi logo na primeira rodada, um pênalti mal assinalado para o Fluminense, no Maracanã.

Apito inimigo

O Vitória foi o time com mais pênaltis mal marcados contra ele: cinco. Além do já citado contra o Santos, foi prejudicado contra o Atlético-PR, em Curitiba (jogo estava 1 a 1, poderia ficar 2 a 1 para o Vitória, acabou sendo 4 a 1 para o Furacão); contra a Chapecoense, em casa, teve um gol mal anulado com 0 a 0 e, já no final, com 2 a 1 contra, teve um pênalti não marcado que poderia ter sido o empate; contra o Cruzeiro, no Mineirão, empatou por 0 a 0 e teve pênalti não marcado já nos minutos finais; e, finalmente, contra a Ponte, em um jogo que venceu mesmo assim.

Além disso, o Vitória teve um gol mal anulado no Morumbi, quando perdia por 1 a 0 para o São Paulo – poderia ser o 1 a 1, o jogo acabou 2 a 0. Por outro lado, o Vitória foi beneficiado na primeira rodada, quando empatou com o Avaí e o time catarinense teve um pênalti claro não marcado a seu favor.

O Palmeiras também pode reclamar das arbitragens. Teve quatro pênaltis não marcados a seu favor, assim como Chapecoense e Cruzeiro. Mas estes dois também foram beneficiados em vários outros lances. O Cruzeiro, ao lado do Corinthians, é o time com mais pênaltis ''perdoados'' pelas arbitragens: quatro.

O Corinthians foi vítimas dos bandeiras (gols mal anulados contra Coritiba e Flamengo), além de um cara a cara de Jô mal apontado contra o Cruzeiro. Mas os árbitros deixaram de marcar, contra o líder, pênaltis para o próprio Cruzeiro, Chapecoense, Vasco e Atlético-PR. Nenhum destes pênaltis não marcados contra o Corinthians, no entanto, teve, no critério do blog, influência no resultado final.

Por exemplo, o Atlético-PR perdia por 2 a 1 em Itaquera quando ocorreu o pênalti não apitado sobre Jonathan. Mesmo assim, o Furacão ainda foi buscar o empate por 2 a 2, ''anulando'' o erro do árbitro. Não é razoável dizer que o jogo acabaria 3 a 2 para o Atlético-PR, pela mesma razão que não considero que o Corinthians e Flamengo ficaria 2 a 0 no primeiro tempo, não fosse o erro do bandeira.

Outros erros que podem ser cruciais para um jogo de futebol, mas que são impossíveis de ''precificar'' são expulsões.

Jean, do Vasco, deveria ter sido expulso contra o Bahia. Yuri, do Santos, contra o Grêmio. Guilherme, do Atlético-PR, contra o Palmeiras. Por outro lado, Orejuela, do Fluminense, não deveria ter sido expulso contra o Sport. São erros difíceis de dimensionar, ainda que obviamente os jogos em questão mudassem de configuração.

Todos os 20 times aparecem na lista abaixo de prejudicados. Bahia, Santos e Fluminense são os únicos que aparecem na lista em apenas um lance capital, os restantes foram prejudicados em dois ou mais lances capitais. Assim como todos, exceto o Vasco, aparecem na lista de times beneficiados em lances capitais. Avaí e Sport, somente uma vez. Todos os outros foram ajudados duas vezes ou mais.

Dito tudo isso, este é o balanço do primeiro turno:

PREJUDICADOS

Pênaltis não marcados para:
5- Vitória
4- Chapecoense, Cruzeiro, Palmeiras
3- Atlético-PR, Flamengo
2- Grêmio, São Paulo, Vasco
1- Atlético-MG, Avaí, Bahia, Botafogo, Corinthians, Coritiba, Sport

Pênaltis mal marcados contra:
3- Botafogo
1- Atlético-PR, Chapecoense, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Ponte Preta, Santos, Vitória

Gols legítimos e mal anulados:
2- Atlético-MG, Corinthians, Vitória
1- Atlético-GO

Gols irregulares contra:
3- Botafogo
2- Sport
1- Atlético-GO, Avaí, Corinthians, Fluminense, Palmeiras, Ponte Preta, São Paulo

BENEFICIADOS

Pênaltis não marcados contra:
4- Corinthians, Cruzeiro
3- Chapecoense, Santos
2- Atlético-GO, Atlético-MG, Atlético-PR, Coritiba, Fluminense, Grêmio, Ponte Preta, São Paulo, Vitória
1- Avaí, Bahia, Botafogo, Palmeiras

Pênaltis mal marcados para:
2- Ponte Preta
1- Atlético-GO, Atlético-MG, Corinthians, Coritiba, Fluminense, Palmeiras, São Paulo, Sport, Vitória

Gols legítimos e mal anulados contra:
3- Coritiba
1- Atlético-PR, Chapecoense, Flamengo, São Paulo

Gols irregulares e que não deveriam ter sido validados:
2- Atlético-GO, Botafogo, São Paulo
1- Atlético-PR, Bahia, Flamengo, Grêmio, Santos, Vitória

***

QUANTOS PONTOS A MAIS OU A MENOS OS TIMES TÊM NA TABELA?

Santos +6
Atlético-PR +3
Atlético-GO +1
Chapecoense +1
Coritiba +1
Atlético-MG +1
São Paulo +1
Botafogo -2
Corinthians -2
Cruzeiro -2
Palmeiras -2
Vitória -4

Observações finais:

O autor deste blog não assiste a todos os jogos do campeonato. É claro que podem ter passado lances aqui e ali. E é lógico que podem haver interpretações diferentes para o mesmo lance. Espero que chovam comentários e, se algum lance lembrado ou observado tiver fugido do meu radar, eu farei a devida correção.

Me chama a atenção como, quando tratamos de penalidades máximas, os árbitros costumam errar mais por omissão do que excesso. No meu levantamento, 35 pênaltis deveriam ter sido marcados e não foram. Contra apenas 11 pênaltis mal marcados. É uma diferença grande. Foram 11 gols irregulares indevidamente validados (por impedimentos ou faltas não existentes) e 7 gols que não deveriam ter sido anulados. Tudo isso em 19 rodadas.