Blog do Júlio Gomes

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Bola aérea, de novo, salva o Real Madrid. É o Zidanebol
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A coisa estava feia para o Real Madrid em Nápoles. O Napoli não só vencia ao final do primeiro tempo, mas havia perdido gols e dominava totalmente a partida. O Real estava sonolento, descompactado e distante.

Com os 3 a 1 do Real na ida, bastava ao Napoli ganhar por 2 a 0 para operar o milagre. Era meio caminho andado.

Mas aí veio o segundo tempo, vieram os escanteios, vieram os gols de Sergio Ramos. Assim como na final da Champions-2014, assim como no clássico do Camp Nou no fim do ano passado, assim como em tantas outras ocasiões.

A bola alçada na área virou a maior arma do Real Madrid de Zidane. O amigo Vítor Birner, também blogueiro aqui do UOL, apelidou de “Zidanebol”. E está difícil discordar.

Não sou aqui um saudosista daqueles que ficam clamando pelo “jogo bonito”. Apenas considero que um time como o Real Madrid precisa ter mais repertório. Um time que passa tão perto do desastre, como em Villarreal, como contra o Las Palmas, como em Nápoles, uma hora se encontra com ele.

Faltam opções, falta futebol. Os meio campistas estão distantes entre eles e também dos atacantes. Cristiano Ronaldo recebe bolas de menos para alguém importante demais. Em Nápoles, Sergio Ramos salvou de novo. Não sei se o bi da Champions virá com uma forma tão unidimensional de conseguir vitórias.

Real Madrid e Bayern de Munique são os “nomões” vivos na Champions, se considerarmos que o Barcelona dificilmente passará do PSG. Mas como colocar na mesma prateleira Real e Bayern neste exato momento?

O Bayern, depois dos dois 5 a 1 sobre o Arsenal e das goleadas na Alemanha entrou em uma fase sublime. É um time que tem craques em todas as linhas, um craque no banco (Ancelotti), todas as armas necessárias para voltar a ser campeão europeu.

E o Arsenal?

Até fez um primeiro tempo digno. Depois, com a expulsão e o empate, sucumbiu. Os primeiros 10 anos de Wenger mudaram o patamar do clube. Hoje, o Arsenal não mete medo em ninguém. São sete eliminações seguidas em oitavas de final, nenhuma mais humilhante do que esta. Já deu para o francês.

 


Vitórias no sábado fazem Barça e Napoli sonharem com milagre europeu
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Terça-feira, Napoli x Real Madrid e Arsenal x Bayern de Munique. Quarta-feira, Barcelona x PSG e Borussia Dortmund x Benfica. Esta é a agenda da semana na Liga dos Campeões da Europa, que vai definir os quatro primeiros classificados para as quartas de final. E os jogos de ontem, pelas ligas domésticas, nos dão algumas pistas do que vêm pela frente. Sete dos oito envolvidos venceram.

O Barcelona e o Arsenal são os que têm aquela que é considerada por quase todos uma missão impossível. O Barça levou 4 a 0 do PSG em Paris, enquanto o Arsenal foi atropelado pelo Bayern em Munique, 5 a 1. De três semanas para cá, a esperança de  em um confronto, aumentou em outro.

Da goleada de Paris para cá, muita coisa aconteceu pelos lados do Barcelona. Luís Enrique anunciou que não será mais técnico do clube na próxima temporada e aproveitou para mudar o sistema de jogo, alterado para uma espécie de 3-1-5-1 que fez o time criar mais volume de jogo – mas que ainda não foi verdadeiramente testado atrás.

O fato é que o Barcelona ganhou quatro jogos seguidos e assumiu a liderança na Espanha – apesar de ainda ter um jogo a mais que o Real Madrid. De alguma forma, o Barça faz parecer que a virada na Champions é possível.

O PSG, por sua vez, tropeçou em casa contra o Toulouse e sofreu para avançar na Copa da França e para ganhar, ontem, do modesto Nancy – precisou de um gol de pênalti no final. Mas, no meio de tudo isso, meteu 5 a 1 no Olympique, em Marselha.

Como o Barça não está mais animicamente destroçado e o novo sistema parece ter feito o time melhor, é plausível considerar que a diferença exposta em Paris não exista no Camp Nou.

O mesmo não se pode dizer do duelo entre Arsenal e Bayern. Não parece haver a menor chance de reversão de placar neste duelo.

No sábado, o Arsenal levou 3 a 1 do Liverpool, após um primeiro tempo patético e com o time pessimamente escalado por Arsène Wenger, que deixou Alexis Sánchez no banco. O Arsenal só ganhou um jogo grande na temporada, no primeiro turno do Inglês contra o Chelsea. Fora isso, foi só desastre.

Já o Bayern, que chegou a dar algumas derrapadas no começo da temporada e era mais econômico com Ancelotti do que foi com Guardiola, de repente engatou uma quinta marcha impressionante. Empatou com o Hertha, em Berlim, e depois ganhou três jogos seguidos fazendo 14 gols e sofrendo nenhum – ontem, foram 3 a 0 no Colônia, fora de casa, sem maiores problemas.

Parece mais provável uma nova goleada do Bayern em Londres do que qualquer tipo de drama.

Drama é o que podemos ver em Nápoles. O Real Madrid venceu a partida de ida por 3 a 1. Naquele momento, já começava a receber críticas por seu jogo, mas deu um murro na mesa fazendo uma boa apresentação contra o Napoli.

Depois disso, perdeu para o Valencia um jogo atrasado pelo Espanhol. Ganhou do Villarreal virando o jogo com dois gols nos minutos finais – um deles com um pênalti bisonhamente marcado – e, por fim, arrancou um empate em casa com o Las Palmas também com dois gols no fim. Perdeu a liderança do campeonato e passou a gerar mais dúvidas que certezas.

Ontem, com um time misto, sem Cristiano Ronaldo, Bale, Kroos, Marcelo, Carvajal e Varane, respondeu fazendo 4 a 1 no Eibar, em um campo difícil, fora de casa. Mas o time que jogou era bem diferente do que entrará em campo no quentíssimo estádio San Paolo terça-feira.

O Napoli é um time goleador. Foi corajoso no Bernabéu, conseguiu o gol que queria e por pouco não saiu com uma derrota por 3 a 2. Depois daquela partida, perdeu para a Juventus por 3 a 1 na Copa da Itália, em um jogo com polêmicas de arbitragem, perdeu em casa para a Atalanta no Italiano e parecia rumar ladeira abaixo.

Mas a vitória de sábado sobre a Roma, em pleno estádio Olímpico, enche a torcida de esperanças. Foi um jogaço do Napoli, completo e contra um rival direto pelo vice-campeonato. Jogo para mostrar que há vida, que o time tem bola, que o ataque de baixinhos (Mertens, Insigne e Callejón) segue funcionando. É um franco atirador.

O Real Madrid de Zidane não joga bem há tempos, a bola não para no meio de campo e a defesa sofre. A correria napolitana, se resultar em algum gol logo no início, pode fazer a eliminatória ferver.

Por fim, Borussia Dortmund e Benfica, um duelo que teve vitória portuguesa por 1 a 0 na ida, com trocentos gols feitos e um pênalti perdidos pelos alemães.

Desde o jogo de ida, o Borussia espantou a má fase, ganhou três seguidas na Bundesliga, fazendo 12 gols nestes jogos. Ontem, meteu 6 a 2 no Bayer Leverkusen. É um claro favorito contra o Benfica, que lidera em Portugal, mas com vitórias apertadas – ontem, ganhou do Feirense por apenas 1 a 0.

Dos oito times que entram em campo pela Champions, portanto, sete venceram no sábado – sendo cinco delas vitórias maiúsculas. Só o Arsenal perdeu. A semana promete.


Gol sofrido no fim mais ajuda que atrapalha o Real Madrid
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O Real Madrid levou um gol de Reus aos 43 do segundo tempo, empatou por 2 a 2 com o Borussia Dortmund e acabou ficando em segundo no grupo F da Champions League.

Má notícia? Na minha visão, longe disso. O Real atinge 34 jogos de invencibilidade com Zidane no comando, igualando uma marca história estabelecida em 1988-89, e deve superar o recorde no fim de semana, em casa, contra o La Coruña.

De quebra, ao ser segundo, diminui as chances de enfrentar uma “pedreira” nas oitavas de final. É verdade que decidirá fora de casa a vaga nas quartas, mas isso é muito relativo. Se fizer um bom resultado na ida, no Bernabéu, decidir fora nem é mau negócio.

Sendo segundo colocado no grupo, o Real Madrid será sorteado contra um dos primeiros colocados – não pode, no entanto, enfrentar times do mesmo país ou do mesmo grupo em que jogou a fase inicial.

Portanto, o Real enfrentará nas oitavas um destes cinco times: Arsenal, Juventus, Napoli, Monaco ou Leicester. Se colocarmos Arsenal e Juve na lista de favoritos ao título, o Real tem 40% de chances de pegar uma pedreira, contra 60% de chances de pegar um rival mais fraco. Não digo que Napoli, Monaco e Leicester sejam galinhas mortas, mas é difícil imaginar um destes três eliminando o Real de Zidane na Champions.

Se não tivesse levado o gol do Dortmund no fim, o Real enfrentaria um destes seis: Bayern de Munique, Manchester City, PSG, Benfica, Porto ou Bayer Leverkusen. Ou seja, 50% de chances de enfrentar um favorito ao título. E Bayern, City e PSG, creio, são mais fortes que Arsenal e Juventus.

Não acredito que levar um gol no fim tenha sido estratégia – não foi o que o jogo nos contou, e o Real colocou os titulares em campo. Apenas que há males que vêm para bem.

Como não houve nenhuma grande zebra na fase de grupos, não há nenhuma “baba” nas oitavas. Os segundos colocados como Porto, Benfica, Sevilla ou Napoli são clubes que, se não têm o mesmo orçamento dos gigantes e não devem brigar por título, têm camisa, bons jogadores e podem fazer alguma graça no mata-mata contra algum desavisado.

O Barcelona pode enfrentar Bayern, PSG, Porto, Benfica ou Bayer Leverkusen.

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Vamos agora aos classificados para as oitavas na Champions e quais os possíveis adversários que podem sair do sorteio de segunda-feira:

Grupo A
Arsenal – Benfica, Bayern de Munique, Bayer Leverkusen, Real Madrid, Porto, Sevilla
PSG – Napoli, Barcelona, Atlético de Madri, Borussia Dortmund, Leicester, Juventus
*Ludogorets na Liga Europa

Grupo B
Napoli – PSG, Manchester City, Bayern de Munique, Bayer Leverkusen, Real Madrid, Porto, Sevilla
Benfica – Arsenal, Barcelona, Atlético de Madri, Monaco, Borussia Dortmund, Leicester, Juventus
*Besiktas na Liga Europa

Grupo C
Barcelona – PSG, Benfica, Bayern de Munique, Bayer Leverkusen, Porto
Manchester City – Napoli, Atlético de Madri, Monaco, Borussia Dortmund, Juventus
*Borussia Moenchengladbach na Liga Europa

Grupo D
Atlético de Madri – PSG, Benfica, Manchester City, Bayer Leverkusen, Porto
Bayern de Munique – Arsenal, Napoli, Barcelona, Monaco, Leicester, Juventus
*Rostov na Liga Europa

Grupo E
Monaco – Benfica, Manchester City, Bayern de Munique, Real Madrid, Porto, Sevilla
Bayer Leverkusen – Arsenal, Napoli, Barcelona, Atlético de Madri, Leicester, Juventus
*Tottenham na Liga Europa

Grupo F
Borussia Dortmund – PSG, Benfica, Manchester City, Porto, Sevilla
Real Madrid – Arsenal, Napoli, Monaco, Leicester, Juventus
*Legia Varsóvia na Liga Europa

Grupo G
Leicester – PSG, Benfica, Bayern de Munique, Bayer Leverkusen, Real Madrid, Sevilla
Porto – Arsenal, Napoli, Barcelona, Atlético de Madri, Monaco, Borussia Dortmund, Juventus
*Copenhagen na Liga Europa

Grupo H
Juventus – PSG, Benfica, Manchester City, Bayern de Munique, Bayer Leverkusen, Real Madrid, Porto
Sevilla – Arsenal, Napoli, Monaco, Borussia Dortmund, Leicester
*Lyon na Liga Europa


Bayern pós-Guardiola sofre; Lucas brilha no PSG e bate na porta da seleção
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Tem gente que cai nesse papinho que nos contam invejosos. “Guardiola é marketing”. “Guardiola só ganhou títulos porque tinha timaços nas mãos”. “Queria ver Guardiola na Série C, no Estadual”. Blá, blá, blá, blá.

Guardiola é um técnico que extrapola o simplismo dos resultados e isso incomoda o status quo. “Ganhou, é gênio. Perdeu, é uma besta”. O simplismo que dita análises e ações em nossa sociedade. O fins justificam os meios de toda nossa vida.

O que me faz (e a muita gente) admirar tanto o trabalho de Guardiola não é o simplismo do tamanho de sua sala de troféus. E, sim, a mensagem que ele manda e que pode ser extrapolada do futebol para a vida: os meios importam. É possível atingir objetivos, chegar lá, sem abrir mão de suas convicções. É importantíssimo fazer as coisas do modo como preferimos, como idealizamos.

É impossível não lembrar de Guardiola quando observamos a semana do Bayern de Munique.

No sábado, perde o clássico para o Borussia Dortmund por 1 a 0. Na quarta, perde do Rostov (!!!) na Rússia por 3 a 2, o que relega o clube à segunda posição no grupo D da Champions League.

Na Bundesliga, o Bayern soma 24 pontos em 11 jogos – ganhou sete, empatou três, perdeu uma. Está em segundo lugar. Na Champions, ganhou três e perdeu duas, está classificado, mas em segundo lugar, atrás do Atlético de Madri, e terá de jogar a partida de volta das oitavas de final fora de casa.

Na temporada 15/16, com Guardiola, o Bayern ganhou as dez primeiras na Bundesliga e só foi tropeçar (empatar) pela primeira vez na rodada 11. Era líder com 31 pontos.Em 14/15, nos 11 primeiros jogos foram oito vitórias e três empates, 27 pontos, 27 gols marcados. Em 13/14, nos 11 primeiros jogos foram nove vitórias e dois empates, 29 pontos. Guardiola foi campeão com 19 pontos de vantagem no primeiro ano, 10 no segundo e 10 no terceiro.

Na Champions League, nos três anos de Guardiola o Bayern ganhou seu grupo com facilidade, sempre com cinco vitórias e uma derrota.

O substituto de Guardiola no Bayern é um dos grandes técnicos da história do futebol europeu, Carlo Ancelotti. Um treinador com três Champions no currículo, incluindo a “Décima” do Real Madrid, quebrando jejum de 12 anos.

O início claudicante do Bayern na temporada, ainda assim com bons números, não fala mal de Ancelotti. Apenas serve para nos lembrar que os feitos de Guardiola no clube bávaro não seriam repetidos “por qualquer um que estivesse ali”, como gostam de falar seus detratores.

Com Pep, o Bayern passou a jogar outro futebol, o futebol que Guardiola considera o mais atraente e eficiente para se chegar à vitória. Uns gostam, outros não gostam. É direto de todos. O que não não para discutir é que o fim não é o único objetivo. O jeito importa. E, do jeito que Pep idealizou, amassou seus adversários na Alemanha, nunca sendo ameaçado. Foi fortíssimo na Champions League e acabou caindo em três semifinais seguidas para times espanhóis.

Contra o Real (14) e o Barça (15), o Bayern de Guardiola foi destruído nos contra ataques. Contra o Atlético (16), o problema foi resolvido. Mas aí Thomas Muller perdeu aquele pênalti…

Guardiola não é perfeito. Ancelotti não é um lixo. Mas o elenco estrelado do Bayern, que está ainda melhor nesta temporada, parece encontrar dificuldades para se des-Guardiolizar e voltar ao “normal”. Acabará se encontrando, sem dúvida. Deve ganhar a Bundesliga. E ainda acho um dos favoritíssimos na Champions League.

Mas o caminho será mais tortuoso. Como Guardiola, tudo foi mais fácil. E mais belo.

O que mais rola na Champions

O grupo do Bayern foi vencido pelo Atlético de Madri, com os 2 a 0 sobre o PSV. O Atlético já ficou para trás na Espanha, mas não se enganem. É um elenco forte, um timaço e com um técnico espetacular. O Atlético, vice em 14 e 16, é candidato novamente. Agora é torcer por um sorteio amigável nas oitavas

No grande jogo da rodada, Arsenal e PSG ficaram no 2 a 2. O gol de empate do PSG, no final, foi de Lucas Moura, que fez uma partida fantástica. Tite deve estar de olho, logo logo Lucas voltará à seleção. Está jogando demais.

Lucas, à priori, joga aberto no PSG. Mas, ao contrário dos tempos de Blanc, se movimenta, cai pelos dois lados, volta para armar, se associar com meio-campistas e municiar Cavani, bate faltas (acertou o travessão antes de fazer o gol de empate), ajuda na marcação. Tem muita concorrência para a seleção, com Philipe Coutinho também brilhando, por exemplo. Mas Lucas faz uma temporada consideravelmente superior às de William (Chelsea) e Douglas Costa (Bayern).

Foi um grande jogo de futebol, destes que só a Champions nos proporciona. Times que tratam bem a bola, buscam a vitória, não praticam antifutebol, não apelam. O PSG pós-Ibra e pós-Blanc parece um time mais solidário, que vai se acertando com Emery e será uma ameaça real a qualquer um no mata-mata. Será que supera a barreira das quartas?

Aos franceses, basta uma vitória por qualquer placar contra o fraco Ludogorets, em casa, para garantir o primeiro lugar do grupo. O Arsenal – novidade – será segundo.

Primeiro lugar que o Barcelona já garantiu com os 2 a 0 sobre o Celtic, na Escócia, com assinatura de Messi. O Manchester City, de Guardiola, empatou com o Borussia Moenchengladbach na Alemanha e está classificado, mas em segundo lugar.

Primeiros colocados já definidos matematicamente: Barcelona, Atlético de Madri, Monaco e Leicester. Serão primeiros também PSG e Juventus.

Segundos colocados já definidos: Manchester City, Bayern de Munique e Bayer Leverkusen. Será segundo também o Arsenal.

O que resta definir na última rodada:

– Real Madrid x Borussia Dortmund. Empate deixa os alemães na primeira posição, Real precisa vencer para não ser segundo.

– Porto precisa vencer em casa o classificado Leicester para entrar em segundo. Se tropeçar, pode perder a vaga para o Copenhagen.

– Lyon x Sevilla decidem em duelo direto a segunda vaga no grupo da Juventus. Franceses precisam vencer por dois ou mais gols de diferença, Sevilla pode empatar ou até perder por um.

– Napoli e Benfica deveriam ter vencido e se classificado nesta quarta, mas ambos bobearam feio. O duelo direto entre eles, na última rodada, em Lisboa, deve definir apenas um classificado. Quem vencer, ganhará o grupo. Empate classifica o Napoli. Ambos podem entrar juntos, caso o Besiktas não vença o eliminado Dynamo, em Kiev. Mas o time turco só depende de uma vitória para entrar.


Rodada da Champions dá respiro ao vice-campeão Dortmund
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O grupo F, o “grupo da morte” da atual Champions League, mostrou que as expectativas estavam corretas. Grandes jogos, muito equilíbrio e a pena por um ótimo time ser eliminado logo de cara.

O Arsenal fez o papel em casa e ganhou do Olympique de Marselha. Chegou a 12 pontos, pontuação que sempre, na história da competição, foi suficiente para a classificação. Não no grupo F. E o Borussia Dortmund, que estaria eliminado se não vencesse, fez 3 a 1 no Napoli.

Poderia ter sido mais, mas Pepe Reina, o goleiro da seleção espanhola e do Napoli, teve uma atuação soberba. Poderia ter sido trágico. Quando o Napoli diminuiu para 2 a 1 e foi para cima, o atual vice-campeão da Champions ficou a um gol da eliminação. Um contra ataque providencial resolveu a parada.

O Borussia é, de novo, time que pode beliscar uma final ou semifinal de Champions. Tem uma defesa sólida, um goleiro espetacular e muito talento do meio para frente. Além de um técnico ousado, meio malucão. Hoje, Jurgen Klopp colocou o veloz Aubameyang nos minutos finais e foi recompensado pelo terceiro gol sendo marcado pelo próprio. 9 entre 10 técnicos, não só brasileiros, teriam colocado um zagueiro ou volante para segurar o 2 a 1. Além de tudo isso, tem o estádio de maior ocupação da Europa (80 mil pessoas por jogo… isso mesmo, 80 mil por jogo) e tem um time formado quase todo em casa. Essa identificação com a coisa local é fundamental no futebol.

O Borussia tem 9 pontos, os mesmos do Napoli. Na última rodada, enfrenta o Olympique, em Marselha. O Olympique perdeu seus cinco jogos, mas deu azar de pegar um grupo com três times melhores. Não é esse saco de pancadas todo, esse será um jogo perigoso para o Dormund. Se ganhar, entra. Se perder ou empatar, precisará torcer para o Napoli não fazer um resultado melhor.

Acredito em vitória do Borussia. A tendência é que seja o segundo do grupo. E aí, amigos, é sorteio. Poderá cair com um Barcelona, um Real Madrid, um Chelsea, um PSG… quem quer jogar em Dortmund? Ninguém. Ninguém mesmo.

Vamos ao raio-X dos quatro grupos que tiveram partidas nesta terça-feira e estão a uma rodada do final.

Grupo E
Chelsea com 9 pontos, já classificado; Basel com 8, Schalke com 7, Steaua Bucareste eliminado, com 3. O Chelsea recebe o Steaua na última rodada e precisa só vencer para ficar em primeiro. Schalke e Basel se enfrentam na Alemanha, com vantagem do empate para o time suíço. O Basel ganhou as duas do Chelsea (aliás, esquisito isso, não?). Se perder do Schalke, será uma eliminação das mais sui generis que eu já vi em Champions. Palpite? Passa o Schalke 04.

Grupo F
Arsenal 12, Borussia e Napoli com 9, Marselha sem pontos. A última rodada tem Napoli x Arsenal e um empate deixa o time inglês em primeiro lugar. O Napoli, para avançar sem depender de mais ninguém, tem que vencer por três gols de diferença. Outra opção para o Napoli é fazer um resultado melhor do que o do Borussia Dortmund, que joga em Marselha. Para ser primeiro no grupo, o Borussia tem que vencer e torcer por derrota do Arsenal.

Grupo G
Atlético de Madri, com 13 pontos, já garantido em primeiro. Zenit tem 6, Porto tem 5 e Austria Viena, 2. O Porto deu papelão e está virtualmente eliminado após empatar em casa com o time austríaco. Na última rodada, terá de vencer o Atlético, em Madri, e torcer por tropeço do Zenit em Viena. Possivelmente não acontecerá nem uma coisa nem outra. O Porto, tão grande em Champions, neste ano deixou a desejar.

Grupo H
O Barcelona perdeu para o Ajax, mas tem 10 pontos e será o primeiro do grupo se empatar com o já eliminado Celtic (3 pontos), em casa, na última rodada. Foi um tropeço em Amsterdã, um mau jogo do Barça sem Messi, mas nada que tenha consequências graves. O Milan ganhou do Celtic, fora, por 3 a 0 e com gol de Kaká. Na última rodada, tem Milan x Ajax no San Siro e basta um empate para o time da casa. Ao Ajax, só serve a vitória ou então vai jogar a Liga Europa. Deve dar Milan.

 

 


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