Blog do Júlio Gomes

Arquivo : Juventus

Sorteio da Champions: dois superclássicos e 40 finais frente a frente
Comentários Comente

juliogomes

Bayern de Munique x Real Madrid e Juventus x Barcelona. As bolinhas do sorteio deixaram as quatro camisas mais pesadas frente a frente nas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa.

São dois superclássicos, com 40 finais europeias somados os quatro clubes. São quatro dos cinco que mais chegaram a decisões na história.

O Real Madrid já chegou a 14 finais, com 11 títulos. O Milan, ausente da competição, é o segundo colocado na lista, com 11 finais e 7 títulos. O Bayern de Munique chegou a 10 decisões, com 5 títulos. Mesmos títulos do Barcelona, mas em 8 finais. A Juventus também chegou a 8 decisões, mas com aproveitamento menor de conquistas: 2.

Neste momento da temporada, Bayern de Munique e Juventus são dois times mais equilibrados e consistentes do que Real Madrid e Barcelona. São quatro timaços e quatro camisas pesadas, é impossível apontar qualquer favorito.

A última vez que nem Barcelona nem Real Madrid apareceram nas semifinais da Champions: temporada 2006/2007. A chance disso acontecer de novo dez anos depois é real.

O Barça venceu a Juventus na final de dois anos atrás, em 2015, primeira das três temporadas de Luís Enrique. O time do Barcelona é muito parecido com aquele, o trio Messi-Suárez-Neymar estava em seu primeiro ano junto. Porém, há uma diferença: Daniel Alves, tão importante no sistema tático do Barça ao longo de anos, agora está do outro lado. Veste a camisa da Juve.

Em relação a 2015, a Juventus, que já era treinada por Allegri, tem o mesmo sistema defensivo. Os mesmos nomes, a mesma solidez. Mas, do meio para frente, mudou tudo: saíram Pogba, Pirlo, Vidal, Morata e Tévez. Hoje, a Juve é o time de Dybala, Higuaín e Mandzukic.

Na teoria, são dois times menos fortes hoje do que eram dois anos atrás.

Mas como duvidar do Barcelona depois da virada épica para cima do PSG nas oitavas de final? E como colocar qualquer interrogação na Juventus, invicta há 47 partidas? São 21 jogos de invencibilidade em competições europeias.

Importante: para um time como a Juve, é muito melhor enfrentar o Barcelona em dois jogos do que em um só. Possivelmente adotará um plano de jogo de não sofrer gols em casa. E certamente jogará com muito mais intensidade e inteligência do que o PSG fez no Camp Nou.

O Real Madrid tenta quebrar a escrita de nunca um time ter vencido duas Champions League seguidas. Para isso, o desequilibrado time de Zidane, que sofre muito mais do que deveria nos jogos do Espanhol em 2017 e sobrevive das bolas aéreas e os milagres de Sergio Ramos, enfrenta o elenco mais poderoso e completo da Europa.

O Bayern de Munique é forte demais em todas as linhas e é treinado por Carlo Ancelotti, que foi inexplicavelmente mandado embora pelo Real Madrid ao final da temporada 2014/2015. Ancelotti foi o mentor de Zidane e era o técnico da Décima, quebrando o jejum do Real de 12 anos sem títulos europeus.

Ancelotti conhece de trás para frente as qualidades e defeitos do Real Madrid. Ao contrário do que fez Guardiola com o Bayern na semifinal entre eles, em 2014, não ficará tolamente exposto ao rápido contra ataque madridista.

Se excluirmos os clássicos regionais e nacionais, talvez o duelo Bayern-Real seja o maior da Europa (e do mundo). São duas instituições gigantes, antagônicas e que já se enfrentaram zilhões de vezes em competições europeias.

Eu sempre digo que a grande marca do Real Madrid é acreditar, a autoconfiança monstra, sempre achar que vai ganhar porque é maior que seu rival do outro lado. Só tem um clube europeu que o Real Madrid teme de verdade: o Bayern. O torcedor do Real odeia enfrentar o Bayern e tem motivos para isso.

O Bayern de hoje é mais sólido defensivamente do que nos anos de Guardiola. E o Real Madrid é um time, hoje, que joga pior e mostra menos alternativas de jogo, além de sofrer muitos gols.

Nos outros dois duelos, há dois favoritos claros.

O Atlético de Madri é o grande sortudo ao ficar frente a frente com o Leicester City. Sim, tem o conto de fadas, etc, etc, etc. Mas a diferença entre os times é brutal. E o Leicester é bastante previsível, só tem um jeito de jogar, confia nas bolas aéreas e contra ataques.

Um técnico como Simeone saberá tranquilamente anular as poucas armas do Leicester. Se tem um time que sabe neutralizar bolas aéreas e não fica exposto a contra ataques, porque tem uma incrível sincronia defensiva e joga de forma muito compacta, este é o Atlético de Madri, finalista de duas das últimas três Champions.

E o Monaco também é favorito contra o Borussia Dortmund, em um duelo de times ofensivos e que promete muitos gols. O Monaco é o melhor ataque da Europa, lidera na França e deu uma incrível demonstração de força e personalidade ao reverter a eliminatória contra o Manchester City. O Dortmund é um time instável. Tem tradição, tem um dos estádios mais quentes da Europa, mas terá de decidir a vida fora de casa. Não tem a solidez defensiva para segurar o Monaco, na minha visão.

Meus palpites: passam Bayern, Juventus, Atlético e Monaco. Mas até abril os momentos podem mudar, soluções podem ser encontradas, jogadores podem se machucar. Agora é esperar!


E agora, quem quer enfrentar o Leicester nas quartas?
Comentários Comente

juliogomes

E o conto de fadas continua em Leicester. Quando todos davam os foxes como mortos na Champions League, o feitiço mostrou-se mais ativo do que nunca.

O Sevilla pegou um Leicester morto na partida de ida. Era a chance de goleada e classificação definida. E o jogo foi para goleada, mas acabou só em 2 a 1. Os jogadores conseguiram, afinal, derrubar Claudio Ranieri. E começaram a correr de novo.

Com o auxiliar Craig Shakespeare, “amigão” dos jogadores, assumindo o comando, o Leicester voltou a seu 4-4-2 bem britânico. Jogo forte na bola aérea e no contra ataque. Na vitória por 2 a 0, nesta terça, o Leicester teve 32% de posse de bola. Defende-se bem, não se incomoda com a bola nos pés dos outros.

O Sevilla começou o jogo passivo, levou o gol e só depois resolveu jogar. E aí Schmeichel, filho de peixe, que já havia defendido um pênalti na ida, defendeu outro na volta – o primeiro goleiro a fazer isso em uma eliminatória europeia.

Quando perdeu o pênalti, já no fim do jogo, o Sevilla estava com dez homens em campo após Nasri se desentender com Vardy no meio de um lance de ataque. Vardy “brasileirou” e fez um teatro danado após uma não cabeçada. Patético. Ou vermelho para os dois ou nada, pois o amarelo para ambos resultou na expulsão de um só.

Mesmo sem Nasry, que foi burrinho, burrinho, o Sevilla ainda arrumou o pênalti que levaria para a prorrogação. E perdeu de novo. Sampaoli só não perdeu cabelos porque não tem.

Não dá para dizer que o Sevilla mereceu. Teve todas as chances possíveis e imagináveis e fez questão de desperdiçá-las. E assim, a Espanha perde uma chance de ouro de colocar quatro times nas quartas de final pela primeira vez na história da máxima competição europeia.

O Leicester segue iluminado.

Quem quer enfrentá-lo nas quartas de final, após o sorteio de sexta-feira?

A resposta é simples. TODOS. O Leicester é o time mais fraco das quartas de final, mais previsível e mais fácil de ser batido. É o mais simpático também. Mas simpatia não ganha Champions.

Por outro lado, a Juventus ganhou por 1 a 0 do Porto, sem maiores problemas. São 47 jogos de invencibilidade no Juventus Stadium, um fortim. Está aí um time que, ao contrário do Leicester, ninguém quer enfrentar na Champions.


Gol sofrido no fim mais ajuda que atrapalha o Real Madrid
Comentários Comente

juliogomes

O Real Madrid levou um gol de Reus aos 43 do segundo tempo, empatou por 2 a 2 com o Borussia Dortmund e acabou ficando em segundo no grupo F da Champions League.

Má notícia? Na minha visão, longe disso. O Real atinge 34 jogos de invencibilidade com Zidane no comando, igualando uma marca história estabelecida em 1988-89, e deve superar o recorde no fim de semana, em casa, contra o La Coruña.

De quebra, ao ser segundo, diminui as chances de enfrentar uma “pedreira” nas oitavas de final. É verdade que decidirá fora de casa a vaga nas quartas, mas isso é muito relativo. Se fizer um bom resultado na ida, no Bernabéu, decidir fora nem é mau negócio.

Sendo segundo colocado no grupo, o Real Madrid será sorteado contra um dos primeiros colocados – não pode, no entanto, enfrentar times do mesmo país ou do mesmo grupo em que jogou a fase inicial.

Portanto, o Real enfrentará nas oitavas um destes cinco times: Arsenal, Juventus, Napoli, Monaco ou Leicester. Se colocarmos Arsenal e Juve na lista de favoritos ao título, o Real tem 40% de chances de pegar uma pedreira, contra 60% de chances de pegar um rival mais fraco. Não digo que Napoli, Monaco e Leicester sejam galinhas mortas, mas é difícil imaginar um destes três eliminando o Real de Zidane na Champions.

Se não tivesse levado o gol do Dortmund no fim, o Real enfrentaria um destes seis: Bayern de Munique, Manchester City, PSG, Benfica, Porto ou Bayer Leverkusen. Ou seja, 50% de chances de enfrentar um favorito ao título. E Bayern, City e PSG, creio, são mais fortes que Arsenal e Juventus.

Não acredito que levar um gol no fim tenha sido estratégia – não foi o que o jogo nos contou, e o Real colocou os titulares em campo. Apenas que há males que vêm para bem.

Como não houve nenhuma grande zebra na fase de grupos, não há nenhuma “baba” nas oitavas. Os segundos colocados como Porto, Benfica, Sevilla ou Napoli são clubes que, se não têm o mesmo orçamento dos gigantes e não devem brigar por título, têm camisa, bons jogadores e podem fazer alguma graça no mata-mata contra algum desavisado.

O Barcelona pode enfrentar Bayern, PSG, Porto, Benfica ou Bayer Leverkusen.

sorteio_champions

Vamos agora aos classificados para as oitavas na Champions e quais os possíveis adversários que podem sair do sorteio de segunda-feira:

Grupo A
Arsenal – Benfica, Bayern de Munique, Bayer Leverkusen, Real Madrid, Porto, Sevilla
PSG – Napoli, Barcelona, Atlético de Madri, Borussia Dortmund, Leicester, Juventus
*Ludogorets na Liga Europa

Grupo B
Napoli – PSG, Manchester City, Bayern de Munique, Bayer Leverkusen, Real Madrid, Porto, Sevilla
Benfica – Arsenal, Barcelona, Atlético de Madri, Monaco, Borussia Dortmund, Leicester, Juventus
*Besiktas na Liga Europa

Grupo C
Barcelona – PSG, Benfica, Bayern de Munique, Bayer Leverkusen, Porto
Manchester City – Napoli, Atlético de Madri, Monaco, Borussia Dortmund, Juventus
*Borussia Moenchengladbach na Liga Europa

Grupo D
Atlético de Madri – PSG, Benfica, Manchester City, Bayer Leverkusen, Porto
Bayern de Munique – Arsenal, Napoli, Barcelona, Monaco, Leicester, Juventus
*Rostov na Liga Europa

Grupo E
Monaco – Benfica, Manchester City, Bayern de Munique, Real Madrid, Porto, Sevilla
Bayer Leverkusen – Arsenal, Napoli, Barcelona, Atlético de Madri, Leicester, Juventus
*Tottenham na Liga Europa

Grupo F
Borussia Dortmund – PSG, Benfica, Manchester City, Porto, Sevilla
Real Madrid – Arsenal, Napoli, Monaco, Leicester, Juventus
*Legia Varsóvia na Liga Europa

Grupo G
Leicester – PSG, Benfica, Bayern de Munique, Bayer Leverkusen, Real Madrid, Sevilla
Porto – Arsenal, Napoli, Barcelona, Atlético de Madri, Monaco, Borussia Dortmund, Juventus
*Copenhagen na Liga Europa

Grupo H
Juventus – PSG, Benfica, Manchester City, Bayern de Munique, Bayer Leverkusen, Real Madrid, Porto
Sevilla – Arsenal, Napoli, Monaco, Borussia Dortmund, Leicester
*Lyon na Liga Europa


Última rodada da Champions: pouco em jogo e Real atrás de marca histórica
Comentários Comente

juliogomes

A Uefa Champions League chega à última rodada da fase de grupos com poucos jogos realmente importantes. Nenhum dos favoritos ao título está contra a parede – pelo contrário, estão todos já classificados para as oitavas de final antecipadamente.

Barcelona e Atlético de Madri (um time finalista de duas das últimas três edições precisa entrar na lista de favoritos) garantiram a primeira posição de seus grupos. Paris Saint-Germain e Juventus precisam apenas de vitórias que devem acontecer sem problemas, sobre Ludogorets (Bulgária) e Dínamo de Zagreb (Croácia), respectivamente.

O Real Madrid é quem ainda depende de uma vitória sobre o bom time do Borussia Dortmund para se garantir em primeiro.

O Manchester City ficou em segundo no grupo do Barça. O Bayern de Munique ficou em segundo no grupo do Atlético. E, se tudo ocorrer normalmente, o Arsenal será o segundo do grupo do PSG.

Para o Real Madrid, portanto, ser primeiro significa uma chance grande de pegar um destes três logo nas oitavas. Já se ficar em segundo, o Real pode pegar Juve ou PSG, é verdade, mas pode também enfrentar Monaco ou Leicester ou o primeiro do grupo de Benfica e Napoli.

Além de decidir o mata-mata das oitavas em casa, ser primeiro muitas vezes é a garantia de fugir de uma pedreira logo na primeira fase eliminatória. Desta vez, não é o caso. Isso se deu pela formatação dos grupos, muitos com duas forças.

Com isso, não quero dizer que o Real poupará jogadores ou atuará com o freio de mão puxado. A história madridista não permite isso. Por falar em história, o Real está a um jogo de chegar a 34 partidas de invencibilidade, igualando a maior marca já estabelecida pelo clube, em 1988-89 (geração de Butragueño e companhia, a “Quinta del Buitre”).

Se não perder na Champions, o Real Madrid terá outro jogo no Santiago Bernabéu, no fim de semana, contra o La Coruña, para chegar a 35 jogos invicto e quebrar o recorde. Este é o assunto principal para a imprensa de Madri nos últimos dias, mais do que a chance de ser primeiro ou segundo no grupo.

Depois do empate na bacia das almas em Barcelona, o Real vive em um mar de rosas. Recupera machucados e Zidane pode ser, em menos de um ano como técnico, campeão europeu e dono de uma marca histórica como esta. Não é qualquer coisa.

Veja o que será jogado em cada grupo da rodada final. Os grupo A, B, C e D têm jogos na terça-feira. Os outros, na quarta.

Grupo A

PSG e Arsenal empatam em pontos, mas o PSG tem a vantagem no critério de desempate (nos confrontos diretos entre eles, fez mais gols fora). Por isso, basta uma vitória sobre os búlgaros. O Arsenal joga na Basileia, e o Basel deve conseguir, com um empate, vaga na Europa League.

Grupo B

Este está embolado. Benfica e Napoli têm 8 pontos, o Besiktas tem 7 e o Dynamo Kiev está eliminado. O Besiktas precisa vencer em Kiev para se classificar. Neste caso, Benfica e Napoli jogam pela vaga em Lisboa – o empate é do Napoli. Quem ganhar, logicamente, fica em primeiro. Empate classifica os dois caso o Besiktas não ganhe. Caso perca ou empate, o Benfica ainda entra se o Besiktas não ganhar. Já o Napoli, se perder, só entra se os turcos também perderem.

Grupo C

Tudo já definido. Barcelona em primeiro, Manchester City em segundo e Borussia Moenchengladbach em terceiro (Europa League). Barça e City (contra o Celtic), em casa, devem ganhar – e também poupar jogadores.

Grupo D

Bayern de Munique x Atlético de Madri, a semifinal do ano passado, tinha tudo para ser um jogaço – só que ele não decide absolutamente nada. O Atlético, mal na Liga espanhola, já garantiu o primeiro lugar do grupo porque ganhou o duelo entre eles em Madri e viu o Bayern tropeçar contra o Rostov, na Rússia. O Bayern de Ancelotti não é firme como o de Guardiola, ainda que o potencial esteja lá. Ganhar é importante para elevar o espírito do clube, dar confiança. PSV Eindhoven e Rostov se enfrentam na Holanda, e os russos jogam pelo empate para ir à Europa League.

Grupo E

Bayer Leverkusen e Monaco se enfrentam na Alemanha, mas já sabemos que o Bayer será segundo e o bom time de Mônaco, o primeiro. O Tottenham, uma decepção desta fase de grupos, recebe o CSKA Moscou e joga pelo empate para pelo menos ir à Europa League – não que clubes ingleses liguem muito para isso.

Grupo F

Real Madrid e Borussia Dortmund, classificados, decidem o primeiro lugar no Bernabéu – o empate é dos alemães. O Sporting de Lisboa precisa de um empate contra o Legia, em Varsóvia, para jogar a Europa League.

Grupo G

O Leicester, mal na Premier, já garantiu o primeiro lugar. O Porto recebe o Leicester precisando ganhar para entrar em segundo. Se não vencer, o Porto será eliminado caso o Copenhagen ganhe do Brugge (que perdeu todas), na Bélgica.

Grupo H

A Juventus depende só de uma vitória contra o eliminado Dínamo de Zagreb para ser primeira. Lyon e Sevilla jogam na França, e o Lyon precisa vencer por dois gols para avançar. Para o Sevilla, voltar para a Europa League não tem muita graça. Seria uma grande decepção ser eliminado pelo Lyon. Se passar, no entanto, é um time que ninguém vai querer enfrentar nas oitavas.

 

 


Real Madrid mantém chances de ser primeiro. Mas será que vale?
Comentários Comente

juliogomes

Real Madrid e Borussia Dortmund fizeram o básico nesta noite de terça-feira na Champions League: ganharam. O Real fez 2 a 1 no Sporting, em Lisboa, apesar de nova atuação fraca na Europa. E o Borussia fez 8 a 4 (oi-to-a-qua-tro) no Legia. Os dois agendaram uma disputa direta pela primeira colocação no grupo F, daqui a duas semanas, em Madri.

Ambos estão classificados. O Borussia, com 13 pontos, precisa só de um empate no Bernabéu contra o Real, que tem 11. Ao time de Madri, uma vitória simples basta para ser primeiro. Mas será que vale à pena para o Real Madrid ganhar o grupo?

Ao longo dos anos, muitas vezes vimos times grandes da Europa pagarem o preço por subestimarem a importância de ser primeiro na fase de grupos. Os primeiros colocados cruzam com os segundos nas oitavas de final, ano que vem, e decidem a segunda partida em casa. Times do mesmo país não podem se enfrentar, então o sorteio das oitavas é dirigido.

Na atual edição da Champions, temos cinco grupos com dois claros favoritos a ficarem com as vagas – e, aparentemente, todos passarão sem problemas. E três grupos sem qualquer bicho papão, com times fora da lista de favoritos ao título.

Se o Real Madrid ficar em segundo no grupo, o “risco” seria enfrentar uma espécie de “final fora de hora” contra o primeiro colocado de um dos outros quatro grupos, digamos, mais fortes. No entanto, destes quatro grupos tudo indica que em dois deles um time espanhol ficará em primeiro lugar (Barcelona e Atlético de Madri).

De pedreira para o Real, sobraria um confronto contra a Juventus ou contra o vencedor do grupo que tem Arsenal e PSG (estão empatados em pontos e se enfrentam nesta quarta, em Londres).

A chance seria de 40% de enfrentar Juve ou Arsenal ou PSG nas oitavas. Os outros possíveis rivais seriam o Monaco (já ganhou grupo E), o Leicester (já ganhou grupo G) e o primeiro colocado no grupo ponteado por Benfica e Napoli. Convenhamos, difícil imaginar que um desses quatro traga problemas para o Real Madrid nas oitavas.

Já se for primeiro colocado de sua chave, o Real Madrid aumentaria as possibilidades de enfrentar uma pedreira de verdade. Bayern de Munique e Manchester City, que devem ficar atrás de Atlético e Barça em suas chaves, poderiam ser rivais nas oitavas, além, claro, do segundo colocado entre Arsenal e PSG. Seriam três rivais duríssimos entre seis possíveis (os outros três possíveis rivais seriam Porto, Bayer Leverkusen e Napoli/Benfica/Besiktas).

Já o Borussia Dortmund, se for primeiro no grupo, não poderia pegar nas oitavas nem Real nem Bayern nem Bayer. Sobraria o City como pedreira e outros rivais menos complicados. Já se for segundo, o Dortmund poderia ser emparelhado com Barcelona, Atlético, Juventus, enfim, todos os primeiros colocados fortes (pois nenhum será alemão).

Para o Dortmund, é muito mais importante ser primeiro do grupo do que para o líder do Campeonato Espanhol.

É difícil imaginar um Real Madrid entrando em campo contra o Borussia para não ganhar. No DNA do Real Madrid, na história do clube, está a vitória – e não jogar com o regulamento embaixo do braço, como fazem frequentemente os clubes italianos.

Por outro lado, o duelo será realizado quatro dias depois do clássico contra o Barcelona, um jogo sempre muito desgastante física e psicologicamente. Além de todos os desfalques ao longo da temporada, Bale e Marcelo saíram de campo com problemas. Jogar com o freio de mão puxado é um cenário difícil de imaginar. Mas será que Zidane não irá resolver poupar algumas peças chave do elenco?

sporting_real

Outros grupos

O grande jogo da terça-feira foi Sevilla 1 x 3 Juventus. O Sevilla abriu o placar e dominava a partida quando teve Vázquez expulso aos 35min de jogo. O árbitro inglês Mark Clattenburg acertou na expulsão, mas mudou o destino do jogo marcando um pênalti ridículo para a Juve no finalzinho do primeiro tempo. Aquele empurra-empurra na área, falta que, na minha visão, não pode ser marcada.

No segundo tempo, com um a mais, a Juventus foi pouco a pouco tomando conta do jogo contra um Sevilla com a cabeça em pressionar a arbitragem para arrumar uma compensação. Sampaoli foi expulso e levou as mãos à cabeça quando Bonucci, com um golaço, decretou a virada. Mandzukic fechou o placar.

Árbitro à parte, vitória enorme da Juve, sem Higuaín e Dybala. Com 11 pontos, a Juve está classificada e será primeira no grupo, pois pega o fraco Dinamo Zagreb em casa na última rodada.

O Sevilla agora joga a classificação contra o Lyon, fora de casa, podendo empatar ou até perder por um gol de diferença. O Lyon só se classifica se vencer por dois ou mais gols de diferença.

O grupo E já está definido. O Monaco, que vive grande temporada, fez 2 a 1 no Tottenham, chegou aos 11 pontos e já ganhou o grupo. O Tottenham, uma das decepções da fase de grupos, está eliminado precocemente. O Bayer Leverkusen já se garantiu em segundo lugar, pois tem três pontos de vantagem para o time inglês e a vantagem no confronto direto.

Se o Tottenham decepcionou, o Leicester venceu o Brugge por 2 a 1 e transferiu seu conto de fadas para a Champions League. Com 13 pontos, já garantiu a primeira posição no grupo F.

Na Premier League, o Leicester fez até agora 12 pontos em 12 jogos. Um ponto a menos do que na Champions em cinco rodadas.

O Porto empatou sem gols em Copenhague e chegou aos oito pontos contra seis dos dinamarqueses. O Porto se classifica caso vença o Leicester, em casa, na última rodada. Se tropeçar, no entanto, o Porto terá de torcer para o Copenhagen não ganhar do Brugge na Bélgica – o Brugge perdeu cinco de cinco, no entanto.

 


Quatro clubes que podem desafiar Real, Barça e Bayern na Champions
Comentários Comente

juliogomes

Foi em um distante ano de 2008 que a Liga dos Campeões teve, pela última vez, uma final sem a presença ou do Real Madrid ou do Barcelona ou do Bayern de Munique. Cristiano Ronaldo, por sinal, era a estrela do time campeão, o Manchester United – que derrotou o Chelsea naquela decisão de Moscou.

Já são oito finais seguidas com um dos três clubes mais potentes da Europa – curiosamente, nenhuma entre eles. São sete Ligas consecutivas em que dois ou três deles estiveram na semifinal. Ninguém consegue acompanhar o ritmo do trio.

A fase de grupos da Champions começa nesta terça com Bayern, Barça e Real como os claros favoritos ao título. Assim como aconteceu de forma cristalina nas últimas quatro edições do campeonato de clubes mais importante do mundo. É difícil apontar um favorito entre os três. Mas mais difícil ainda, quase impossível, é apontar um favorito que não seja um dos três.

Para este blog, após as três frustrantes eliminações em semifinais com Guardiola, é a vez do Bayern de Munique. Carlo Ancelotti tem uma estrela que brilha muito na Champions. É um treinador que, além de entender demais de futebol e potencializar o que tem em mãos, sabe muito bem aproveitar ótimos trabalhos deixados por antecessores (sem querer “mudar tudo” para impor um estilo) e que gerencia egos e estrelas como poucos.

Mas este post trata de buscar o tal “impossível”. Como não estamos falando de pontos corridos e, sim, de mata-mata, a competição cria condições para que outros cheguem à final. Quais são os clubes capazes de desbancar um dos três super favoritos?

Aqui vai minha curtíssima lista.

1- Juventus

Depois de chegar à final em 2015, a Juve perdeu Tevez, Pirlo e Vidal. Três peças fundamentais. Levantou-se rapidamente para ganhar o Scudetto de novo, mas já perdeu Pogba e Morata, que havia encaixado tão bem no ataque. Para a atual temporada, no entanto, chegaram Daniel Alves, Benatia, Pjanic e Higuaín, e a Juve já começou voando na Itália. Não deverá ter problemas para conquistar um inédito hexacampeonato nacional e ter o foco todo na Champions no primeiro semestre de 2017.

Tem camisa, história, uma defesa melhor que a dos três poderosos, competitividade, elenco e maturidade. A Juventus é a candidata mais forte a beliscar uma final e, por que não, sair da fila de 20 anos.

higuain_juve

2- Atlético de Madri

Com todo respeito aos outros, não é possível empurrar o Atlético para baixo nessa lista. É um clube que chegou a duas das últimas três finais, que perdeu uma por um gol sofrido nos acréscimos do segundo tempo e outra nos pênaltis. Sabe o que é chegar, como chegar e tem a cicatriz da derrota, o que sempre pode ser um fator para vitórias.

O Atlético melhorou demais seu jogo na temporada passada. Se enganam os que simplificam tudo e consideram apenas um time defensivo e retranqueiro. Além de possuir o melhor sistema defensivo da Europa, com linhas que se ajudam e têm uma capacidade impressionante de sincronização de movimentos, a equipe melhorou demais com a bola e na qualidade ofensiva. Mantém seu grande mentor, Simeone, mantém os titulares todos da temporada passada e ainda acrescenta dois atacantes importantes em Gameiro e Gaitán. Deixou de ser surpresa, não pode ser subestimado.

3- Manchester City

É o time do técnico mais genial do planeta, e isso não é pouca coisa. Mesmo em uma temporada apática, o City conseguiu, afinal, chegar a uma semifinal e quebrar essa importante barreira. Além do impulso natural da chegada de Guardiola, o elenco ficou bastante reforçado em todas as linhas. E ainda chega Gabriel Jesus em janeiro, um garoto desconhecido na Europa e que, se encaixar e se soltar de cara, pode fazer a diferença.

Guardiola tem tempo de sobra para misturar os elementos táticos nos quais acredita com o estilo intenso dos times da Premier League. Tem também a chance de medir forças contra o Barça na fase de grupos e tempo de sobra para pensar no que deu errado para eles nas semifinais das últimas três Champions – e ajustar.

4- Paris Saint-Germain

Ao contrário do City, ainda não conseguiu romper a barreira das quartas de final desde que virou “novo rico”. No ano passado, pareciam ter uma chance real, mas algo simplesmente não aconteceu. E este blog já disse isso repetidas vezes: talvez esse “algo” estivesse no banco. Laurent Blanc deixou a desejar nos momentos cruciais dos jogos cruciais. A chegada de Unai Emery, um técnico que fez trabalhos enormes no Valencia e no Sevilla, é um ganho tremendo para o PSG.

É verdade que Ibrahimovic não está mais, mas isso pode abrir espaço para novas dinâmicas no ataque, que ficava pendente demais do sueco – até hoje, todos que ficaram pendentes de Ibra nas fases agudas da Champions League se deram mal. Todos. O trabalho de Emery eventualmente vai encaixar, e o PSG, assim como Juventus e Bayern de Munique, deve chegar ao mata-mata com a liga doméstica praticamente decidida.


Janela europeia: ingleses no ataque, Real Madrid quietinho
Comentários Comente

juliogomes

Foi-se a Olimpíada, voltamos ao futebol (não comemoro, acho uma pena, mas as coisas são como são). Um dos meus sonhos era ver o Brasileirão ser disputado de janeiro a agosto. Assim, as janelas europeias seriam muito menos dramáticas para nosso principal campeonato.

A de janeiro ainda pegaria o início de temporada. E a que se fecha em agosto pegaria o campeonato acabando. Mas, claro, os dirigentes que tomam conta disso devem estar preocupados com coisas muito mais importantes, não é mesmo?

Até que, no fim, a janela de verão europeu não foi assim tão destruidora para o futebol brasileiro. Sim, peças importantes saíram. O Santos perdeu Gabigol para a Inter de Milão, o Corinthians deu sequência ao desmanche perdendo Elias para o Sporting, o São Paulo já havia perdido Ganso para o Sevilla, o Grêmio havia cedido Giuliano ao Zenit, agora o Atlético Mineiro perde Douglas Santos para o Hamburgo.

 

O Palmeiras, líder do campeonato, consegue segurar Gabriel Jesus até o fim do ano. E, convenhamos, nenhuma das perdas fará um time deixar de ser campeão. Ninguém foi retalhado nos momentos derradeiros da janela de transferências.

E na Europa? O que vimos?

Barcelona e, principalmente, o Real Madrid estiveram tímidos no mercado. É fato que é difícil melhorar elencos como os dos dois superpoderosos, e o mesmo se aplica ao Bayern de Munique. São as três forças destacadas dos últimos anos e continuam sendo nesta temporada.

Me surpreendeu a calma do Real Madrid, dado que o clube ainda corre o risco de ser proibido pela Fifa de atuar nas duas próximas janelas. Trouxe Morata de volta, o que dá sangue novo para o ataque, competição para Benzema e opções de jogo. Recuperou o jovem meia Asensio, que estava emprestado. Mas acabou não monetizando com um (supostamente) insatisfeito James Rodríguez e não conseguiu trazer um meia defensivo para competir com Casemiro. O sonho era Pogba. Não rolou.

Por mais que tenha conquistado a Champions, não vejo o Real Madrid tão completo assim em todas as linhas. Vai ter de remar para recuperar a liga do Barcelona.

Barça, por sua vez, que engordou o elenco, coisa que estava havia tempos precisando fazer. Trouxe o atacante Alcácer e o meia André Gomes do Valencia, o bom volante Suárez, do Villarreal, o lateral Digne, do PSG, e o jovem zagueiro Umtiti, do Lyon. Perdeu Daniel Alves, a baixa mais relevante. Perdeu Bravo, mas confesso que sempre achei Ter Stegen, no mínimo, do mesmo nível do goleiro chileno. E ainda veio o arqueiro Cilesen, do Ajax.

Considerando ainda que Arda Turan estará em sua primeira temporada inteira com o clube e é quase um reforço, o Barça dá mais peso ao elenco para lidar com eventuais imprevistos.

O Atlético de Madri, que na temporada passada foi à final da Champions e deu calor nos grandões na Liga, é um ganhador da janela. Evitou o desmanche, convenceu Simeone a continuar e ainda trouxe o atacante francês Gameiro, uma garantia de gols que chega do Sevilla, o extremo argentino Gaitán, do Benfica, e o lateral croata Vrsaljko. Podemos todos colocar o Atlético como uma força em todas as competições – de novo.

Ainda na Espanha, o Sevilla, que está na Champions e trouxe Jorge Sampaoli, tem um time interessante. Perdeu Gameiro e os meias Banega, para a Inter, e Krychowiak, para o PSG, mas trouxe o francês Nasri por empréstimo do City, Ganso, os bons argentinos Vietto e Kranevitter do Atlético de Madri, entre outros nomes de menos expressão. O Sevilla sempre monta bons times, dentro do seu escopo.

Antes de falarmos dos ingleses, que foram os que mais atacaram o mercado, precisamos passar por três grandes clubes que devem ganhar suas ligas com tranquilidade e, assim, focar as atenções na Champions League.

Unai Emery, muito, muito, muito bom técnico, foi do Sevilla para o PSG. É uma grande notícia para o PSG, que teve, com Laurent Blanc, sucesso doméstico e decisões equivocadas na hora H do torneio continental. É verdade que Ibrahimovic foi embora. Mas o ataque tem gente como Di María, Cavani, Lucas, Pastore, Lavezzi…

O PSG não fez estragos na janela, mas trouxe reforços pontuais, jogadores da “classe média” e que podem ajudar a dar consistência ao elenco. O volante polonês Krychowiak, do Sevilla, o lateral belga Meunier, os atacantes Ben Arfa e Jesé, aquele mesmo do Real Madrid. O ótimo meia Lo Celso, do Rosario Central, chega no meio da temporada. É um PSG fortíssimo.

Como forte é o Bayern de Munique. Aliás, na opinião deste blog, o mais forte. O Bayern trouxe Hummels, um zagueiro espetacular, e Renato Sanches, a joia do Benfica que passou a valer bem mais que os 35 milhões de euros pagos pelo clube alemão depois da campanha vitoriosa de Portugal na Eurocopa. A perda de Gotze, que voltou a Dortmund, não é tão relevante.

Guardiola se foi. Mas chega Carlo Ancelotti, um homem que sabe como poucos conduzir elencos estrelados a títulos europeus. Além de ótimo treinador e gerenciador de pessoas, tem uma estrela de dar inveja. O Bayern fará estragos com Ancelotti e o elenco que tem.

Que o Borussia Dortmund ofereça competição na Bundesliga é algo que só ajudará o Bayern. Além de Gotze e Rode do próprio Bayern, chegaram Schurrle, o lateral português Guerreiro, o zagueiro ex-Barça Bartrá, o atacante Dembélé, do Rennes. Saíram Hummels, Gundogan e Mkhitaryan. Não é pouca coisa, mas será um Borussia forte mesmo assim.

A Juventus movimentou somas incríveis com a venda de Pogba ao Manchester United por 105 milhões de euros e a chegada de Higuaín por outros 90 milhões – as duas maiores transferências do ano. Higuaín substitui Morata à altura. Pjanic veio da Roma para reforçar o meio de campo. O colombiano Cuadrado segue no clube, o zagueiro Benatia chega do Bayern e Daniel Alves veio de graça do Barcelona. Reforço de peso. Se Allegri encaixar as novas peças e com a tranquilidade para ser hexa na Itália, a Juve é outra força europeia de relevância.

Por fim, chegamos aos ingleses. Na Premier League, estão os técnicos mais badalados. Mourinho no United, Guardiola no City, Antonio Conte chegando no Chelsea, além de Klopp, que já estava no Liverpool. Importante lembrar, no entanto, que destes todos somente o Manchester City está na Champions League – Leicester, Tottenham e Arsenal são os outros ingleses na principal competição europeia.

O United de Mou trouxe Pogba, Mkhitaryan, o zagueiro marfinense Bailly, do Villarreal, e, claro, Ibra. Não deve ser um time brilhante ao longo do ano, mas pragmático e vencedor, como sempre acontece quando Mourinho está no comando.

ibra_pogba

Guardiola experimenta vida nova em uma liga competitiva como ele nunca viveu. Já tem até polêmica, com a saída de Hart, goleiro histórico do clube, para o Torino por empréstimo. Para Guardiola, ele não sabe jogar com os pés. Veio Bravo, o chileno ex-Barça. Foi o clube que mais gastou. Chegam o zagueiro Stones, do Everton, por 56 milhões de euros, Gundogan e o extremo Sané do futebol alemão, o espanhol Nolito, que fez ótima temporada pelo Celta e foi titular na Eurocopa, além, claro, de Gabriel Jesus em janeiro.

O Chelsea de Conte fez a compra de maior impacto do último dia de janela, repatriando David Luiz. Tem coisas nessa vida que são difíceis de entender. Conseguiu arrancar Kanté, o motorzinho do meio de campo do campeão Leicester, trouxe o lateral espanhol Alonso, ex-Fiorentina, e ainda gastou para trazer o jovem atacante belga Batschuayi, do Olympique de Marselha. Não foi normal a temporada passada para o Chelsea, é time para brigar pelo título inglês.

Do time que fez uma das coisas mais incríveis que já vimos, o Leicester só perdeu Kanté de muito importante. Incorporou Mendy, do Lille, e dois atacantes interessantes: o nigeriano Musa, que era do CSKA, e o argelino Slimani, do Sporting. O Arsenal gastou muito para comprar o suíço Xhaka e o zagueiro alemão Mustafi. Não acredito que estes dois e o Tottenham, que fechou a janela trazendo o francês Sissoko, sejam capazes de interferir na briga pelo título, que ficará restrita a Chelsea e os times de Manchester.

Quem ganhou? Quem perdeu? Aí deixo para vocês opinarem aqui no blog.


Suárez e Leicester, os nomes de um ano estranho das ligas europeias
Comentários Comente

juliogomes

E acabaram as grandes ligas europeias.

Nenhuma história, nem de perto, se compara à do Leicester – aliás, nenhuma história em 30 anos se compara à do Leicester. Não parecia possível que um clube minúsculo, que sempre jogou para não cair, pudesse ser campeão nos pontos corridos, ainda por cima em uma liga tão rica e competitiva como a inglesa.

É o conto de fadas. Acontece em Olimpíada, em mata-mata, mas não acontece nunca em competições estilo “maratona”. As estrelas se alinharam. Todos os grandes tiveram problemas profundos ao mesmo tempo, os que sobraram para concorrer com o Leicester, apesar das camisas históricas, parece que desaprenderam a ganhar (me refiro a Arsenal e Tottenham). As coisas foram se sucedendo e, quando viram, o impossível aconteceu.

Fora a já tão falada e maravilhosa história do Leicester, as outras ligas europeias não tiveram surpresa no resultado final, mas nenhuma delas transcorreu de forma, digamos, normal. Todas tiveram algo diferente neste ano.

Neste fim de semana, Barcelona e Benfica confirmaram as taças na Espanha e em Portugal. Até aí, tudo certo.

O Barça ganha o sexto título espanhol em oito anos, um domínio que o clube catalão nunca havia tido no país. São 8 títulos em 12 anos, se puxarmos desde o início da “era Ronaldinho”, passando então o bastão a Messi, a era Guardiola, etc.

Luis-Suarez

Mas é a primeira vez desde aquele primeiro título com Guardiola, em 2009, que o protagonista do campeonato não é Messi. Por sinal, foi o primeiro destes seis títulos do Barça em que a diferença final para o vice-campeão foi somente de um ponto, e o primeiro em que, se os catalães não ganhassem o jogo final, ficariam sem a taça – quatro dos troféus vieram por antecipação.

Não dá para tirar o peso de Messi na conquista consumada no sábado, na linda cidade de Granada. Mas tampouco é possível negar que Luis Suárez foi o nome do campeonato. O grande protagonista.

Na hora H do campeonato, quando o Barça fraquejou por três rodadas seguidas e reabriu a disputa, Suárez apareceu. Nas cinco rodadas derradeiras, fez 13 gols. Isso mesmo, 13 gols em cinco jogos. No total, foram 40 jogos em 35 partidas. Só dois caras na história haviam conseguido pelo menos 40 gols em uma mesma edição do Espanhol. Sim, você adivinhou: Messi e Cristiano Ronaldo. Não é pouca coisa.

Vamos lembrar que foi Neymar que apareceu ali ao lado dos dois mitos no pódio da Bola de Ouro. Hoje, Suárez já aparece não um, mas alguns degraus acima de Neymar.

Um título do Barça em que Messi foi o segundo melhor jogador do time. Coisa que nunca havíamos visto.

No final, foi um título justo para o melhor time. Mas se eu fosse apostar agora, antes de pré-temporada, contratações, etc, colocaria minhas fichas no Real Madrid para o próximo título espanhol. O Barça só ganhou três títulos seguidos uma vez (os três primeiros anos de Guardiola). E só ganhou quatro seguidas uma outra vez (a era de ouro de Cruyff, Romário, Stoichkov, Guardiola em campo, entre 91 e 94).

No ano da morte de Cruyff, menos mal que o Barcelona não tenha entregado a rapadura no final. Já bastavam a Holanda fora da Eurocopa e o papelão do Ajax.

Que o PSV Eindhoven tenha sido campeão holandês, nenhum mistério. Mas que o tenha sido porque o Ajax foi incapaz de vencer um time rebaixado na última rodada… é de entrar para a história.

Assim como na Espanha e na Holanda, o título ficou para a última rodada também em Portugal.

E foi para o Benfica, que precisou ganhar as últimas 12 partidas do campeonato para ficar na frente do Sporting – que ganhou as últimas 9. O problema para o Sporting, que não levanta o troféu desde 2002, é que seu último tropeço foi no duelo em casa contra o Benfica – derrota por 1 a 0.

O Sporting foi líder por boa parte do campeonato, deu umas bobeadas, mas só precisava de um empate no clássico, disputado em março, para não perder a ponta. Dominou o Benfica, foi superior o jogo inteiro. Mas como dizer que não merecia ser derrotado? Este gol perdido pelo costarriquenho Bryan Ruiz foi, além de bizarro, o que teve mais implicações na temporada europeia. Definiu o título.

Clique aqui para ver e segure o queixo, para ele não cair.

 

Na Alemanha e na Itália, títulos para Bayern de Munique e Juventus. Sem novidades. Mas sem tranquilidade.

O Borussia Dortmund vendeu caro para o Bayern de Guardiola, e o título só foi consumado na penúltima rodada. No ano passado, o título veio com quatro rodadas de antecedência. No retrasado, com sete – primeira vez na história que a Bundesliga acabara no mês de março. Por sinal, é a primeira vez na história que o Bayern ganha quatro títulos seguidos. A tendência é o domínio continuar com Carlo Ancelotti no comando, mas o Dortmund mostrou que não será galinha morta na era pós-Klopp.

A Juventus ganhou o quinto Italiano seguido. Mas foi o mais esquisito deles todos. Normal que, após ser finalista da Champions, mas perder Tevez, Pirlo e Vidal, o time sofresse uma queda. Anormal foi ganhar três, empatar três e perder quatro no primeiro quarto do campeonato. Após 10 rodadas, a Juve era a 12a colocada, com 12 pontos – 11 a menos que a Roma, 9 a menos que Napoli, Fiorentina e Inter.

Mais anormal ainda foi depois ganhar 26 dos 28 jogos restantes, só perdendo uma, com título garantido, para o lanterna e rebaixado Verona (aquele placar que cheira mal). No segundo turno, foram 17 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Só isso.

Na França, mais um campeão “natural”. O PSG. Mas foi com oito rodadas de antecipação, quase invicto (se não tivesse desviado a atenção com a Champions, teria sido invicto). Foi quase um não-campeonato. O que não é normal.

Um ano em que coisas estranhas aconteceram em todas as grandes ligas. E a mais estranha de todas, logicamente, o conto de fadas do Leicester.

Agora restam as finais europeias e as finais das Copas nacionais. As europeias dispensam comentários por enquanto. As Copas têm finais bem bacanas.

Um “showdown” entre Bayern e Dortmund na Alemanha. Man United em busca de salvar o ano na FA Cup, Porto em busca do mesmo após um ano de papelões em Portugal. Juventus e PSG, favoritíssimos, mas diante de dois rivais históricos: Milan e Olympique. E um Barça-Sevilla interessante na Espanha.

Aqui vai o calendário das finais neste fim de temporada:

Quarta, 18 de maio

15h45 Liverpool x Sevilla (Europa League)

Sábado, 21 de maio

13h30 Crystal Palace x Manchester United

15h Bayern de Munique x Borussia Dortmund

15h45 Milan x Juventus

16h Olympique de Marselha x Paris Saint-Germain

Domingo, 22 de maio

13h15 Porto x Braga

16h30 Barcelona x Sevilla

Sábado, 28 de maio

15h45 Real Madrid x Atlético de Madri (Champions League)


Ibracadabra: será que ele vai parar de sumir na hora H?
Comentários Comente

juliogomes

É muita água que rola debaixo da ponte europeia entre o fim da fase de grupos e o início do mata-mata na Champions. Nesse ano, em especial, passou um rio.

Real Madrid, Chelsea e Roma trocaram de técnico. O Bayern já sabe que não terá Guardiola ao final da temporada, já que este vai para o Manchester City – de onde, logicamente, Pellegrini terá de vazar. Essas trocas anunciadas com tanta antecipação têm consequências imprevisíveis.

O Barcelona está voando como não esteve nem na temporada passada, tão vencedora. O PSG, de Ibrahimovic, idem (já falaremos muito dele). A Juventus engrenou, o Chelsea levantou a cabeça. Uau!

Há três superconfrontos europeus nas oitavas, que começam nesta terça-feira. Barcelona x Arsenal, Bayern de Munique x Juventus, ambos duelos da outra terça, dia 23, e PSG x Chelsea, já abrindo o mata-mata nesta terça, 16.

Em dezembro, havia três claros favoritos: Barcelona, Bayern e PSG. Hoje, as coisas estão diferentes.

O Barça, claro, é favorito contra o Arsenal. Com Messi/Suárez/Neymar como estão, é favorito até contra uma seleção do mundo que alguém se atreva a montar (sem os três). Mas o Arsenal está longe de ser galinha morta – na visão deste blog, acabará sendo o campeão inglês. PSG e Bayern já não são favoritos como eram em dezembro.

O Bayern, para mim o melhor da Europa nos últimos 4 anos, vai ter que ver como a coisa se desenrolará com o anúncio da saída de Pep. As coisas não parecem estar fluindo de forma agradável lá dentro. E a Juventus, que começou a temporada mal, engrenou. Já é líder na Itália, ganhou 15 jogos seguidos no campeonato (!!!). E o futebol italiano costuma ser uma pedra no sapato monstra para o futebol alemão, seja em seleções ou em clubes.

O ultrafavoritismo do Bayern não existe mais. Se a Juventus passar, não é zebra.

No duelo deste terça agora, o Paris Saint-Germain mantém o favoritismo contra o Chelsea. Mas a troca de Mourinho por Hiddink funcionou. Se ainda não é aquele Chelsea temível, atropelando, etc, pelo menos não é mais galinha morta que apanhava de qualquer um na Premier – aliás, com Hiddink não perdeu de ninguém ainda.

ibracadabraJá falei algumas vezes ao longo da temporada e repito: é a hora da verdade para o PSG.

Depois de tantos investimentos, de um clube médio europeu ganhar o status de grande, doutrinador absoluto domesticamente, é a hora de fazer algo de impacto na Europa. Uma final, uma semifinal pelo menos.

A defesa “brasileira” é muito sólida. E a chegada de Di María para fazer companhia a Ibra e Cavani representou um salto de qualidade.

Zlatan Ibrahimovic tem uma conta pendente com a Champions League, seus fãs, seus times. Ele é a peça-chave para o PSG.

É um sujeito de 34 anos de idade e de talento indiscutível. Capaz de fazer lances geniais, que outros gênios não fazem. Mas incapaz de brilhar de verdades nas grandes noites europeias – o que fez com que ele ficasse longe das discussões de “melhor do mundo”.

No Ajax, na Juventus, na Internazionale, no Barça, no Milan, no PSG. Ibra sempre esteve nos clubes que dominavam as ligas de seus países. Foi campeão nacional em todos eles. Nas últimas 14 temporadas, desde que deixou o sueco Malmo para ir ao Ajax, ele foi campeão da liga doméstica da vez nada menos do que 12 vezes.

Repito, em 14 temporadas, foi campeão nacional 12 vezes – só falhou com o Ajax de 02/03 e com o Milan de 11/12. Fora isso, foram dois títulos na Holanda com o Ajax; na Itália, ganhou dois com a Juve (que foram tirados, mas estou falando do campo), três com a Inter, um com o Milan; foi campeão espanhol em seu único ano com o Barcelona; e ganhou os três títulos da França desde que chegou ao PSG. E ganhará o quarto este ano. Serão 13 títulos domésticos em 15 anos.

E quantas finais de Champions neste período? ZE-RO.

Quantas semifinais? UMA. Em 2010, em seu único ano no Barcelona, caindo para a Inter, justamente seu ex-time.

Aquela Juve fantástica de Capello, Buffon, Thuram, Cannavaro, Emerson, Del Piero, Nedved e… Ibra caiu nas quartas para o Liverpool em 2005 e para o Arsenal em 2006, nas duas ocasiões com um 0-0 em casa na volta. A Inter, que com a queda da Juventus nadou de braçadas na Itália (e tinha Júlio César, Figo, Zanetti, Crespo, Stankovic, Vieira etc, etc), caiu em três oitavas de final seguidas em 2007 (Valencia), 2008 (Liverpool) e 2009 (Manchester United). Nos jogos de volta dos três duelos, zero gols marcados – mas dois amarelos para Ibra.

Aí Ibra foi trocado por Eto’o, deixou a Inter e foi para o Barça. E os times se enfrentaram nas semifinais daquela Champions 09/10. Quem passou? A Inter. Ibra saiu, e a Inter foi campeã da Europa. O Barça magnânimo de Guardiola parou na semifinal. Ibra fez dois gols nas quartas, contra o Arsenal, em Londres. Mas na volta quem resolveu foi Messi (quatro gols nos 4 a 1). Nas semis, Ibra foi substituído aos 17 do segundo tempo nos dois jogos. Ele e Pep, já sabemos…

Aí, Ibra foi ser campeão italiano no Milan em 10/11 (já o Barça recuperou o título europeu em 2011, sem o sueco). Na Champions de 2011, o Milan caiu nas oitavas para o Tottenham (o Tottenham!). 0-1 em casa, 0-0 fora. 180 minutos de Ibra, zero gols.

Em 2012, ele fez o quarto gol dos 4-0 do Milan no Arsenal, na ida das oitavas – na volta, 3-0 pro Arsenal. Nas quartas de final, 0-0 em casa e derrota por 3 a 1 para o Barça (de Guardiola) fora. Outra eliminação.

Nova casa, o novo rico PSG. E mais três eliminações seguidas nas quartas de final. Em 2013, caiu para o Barcelona (Ibra fez um gol nos 2-2 da ida, nada na volta). Em 2014, para o Chelsea (Ibra saiu machucado nos 3-1 da ida, não jogou a volta, que acabou com 2-0 e vaga para o time inglês). E, ano passado, novamente queda para o Barcelona (foi expulso no primeiro tempo da volta contra o Chelsea, mas o time passou pelas oitavas de forma heróica sem ele, e não fez nada no jogo de volta contra o Barça, nas quartas).

O que quero mostrar recuperando esses dados todos?

Que Ibrahimovic não fez rigorosamente nada no mata-mata em que seu time da vez foi eliminado. Nem um golzinho, nem o de honra, nada. Não teve aquela manchete “Ibra faz dois, mas o outro time ganha mesmo assim e se classifica”. Nada disso. As seguidas eliminações de seus times (Juve, Inter, Barça, Milan, PSG) na Champions coincidem com jogos em que Ibra sumiu, desapareceu. Missing in Action.

Nenhum atleta joga sozinho. Há tanta gente envolvida! Técnicos, companheiros, adversários, árbitros… Mas será coincidência que Ibra não tenha jogado bem uma vez sequer quando seus times foram eliminados? Ou será que a explicação está nele mesmo? Ou seja, será que seus times foram eliminados justamente porque ele sumiu?

Vocês já sacaram, concordo com essa teoria. A amostragem é simplesmente grande demais. Ibrahimovic esteve sempre lá na hora H, não correspondeu e, por isso, nunca conseguiu ajudar time algum a disputar uma decisão de Champions League. E só chegou a uma semifinal no único ano em que não era protagonista, era apenas mais um no Barça de Messi e Guardiola.

O relógio corre contra Ibracadabra, é assim que gostam de chamá-lo. Um mago com a bola.

Mas ainda há tempo para um dos atacantes mais geniais que todos nós já vimos.

Ele só precisa parar de ser genial só na décima-terceira rodada da liga doméstica. Ou nas eliminatórias contra a Albânia. E passar a ser decisivo também quando realmente seus serviços são necessários. Ele precisa parar com esse truque ilusionista que faz com que desapareça entre fevereiro e maio de todos os anos.

Para o PSG passar do Chelsea e ir longe nesta Champions, Ibrahimovic é o fator fundamental.

Quem acredita nele, levante a mão.


Champions tem 3 jogos grandes nas 8as; times de Madri não podem reclamar
Comentários Comente

juliogomes

Real Madrid e Atlético de Madri foram os “ganhadores”, digamos assim, do sorteio das oitavas de final da Champions League, celebrado nesta segunda-feira.

Tudo o que for falado hoje sobre os duelos pode morrer nesse período de dois meses até que os jogos, de fato, sejam realizados. Tem janela de transferência em janeiro. Lesões podem acontecer. Times podem piorar, outros podem melhorar. Mas, hoje, não dá para fugir disso: comentar em função do que vemos na temporada até agora.

championssorteio2016

O Real Madrid, apesar de viver um mau momento e não ter se acertado ainda com Benítez, enfrenta a Roma. Uma camisa importante do futebol italiano, mas que não tem poder de fogo para encarar o Madrid hoje. É o duelo entre a melhor campanha da primeira fase contra a pior campanha entre os classificados, informação que já diz muito.

O Atlético de Madri, que é co-líder na Espanha e ganhou uma casca incrível com Simeone, encara o PSV Eindhoven. Outra camisa importante, mas que está alguns degraus abaixo.

Apesar de mata-mata ser mata-mata, é muito difícil imaginar que os dois grandões de Madri ficarão pelo caminho nas oitavas de final. Ainda mais decidindo em casa.

De resto, o sorteio foi caprichoso. Formou três confrontos gigantes, que poderiam ser uma semifinal e até uma decisão. E outros três confrontos não tão empolgantes assim.

O Wolfsburg, que eliminou o Manchester United na fase de grupos, foi premiado com um confronto contra o Gent, da Bélgica, a “baba” do sorteio. O Zenit, que fez uma campanha brilhante na fase de grupos, também foi premiado: pega o Benfica. É claro que o Benfica tem uma camisa pesadíssima, mas havia rivais muito mais assustadores para o time de São Petersburgo. E, por fim, o terceiro duelo sem muita graça, e com um claro favorito, é do Manchester City contra o Dynamo Kiev, que surpreendeu ao deixar o Porto pelo caminho.

O City, após anos de “grupos da morte” e azar nos sorteios de mata-mata, finalmente tem um confronto fácil. Chegou a hora de estar entre os oito da Europa.

Mas os jogos que todos vão querer ver são mesmo: Bayern x Juventus, Chelsea x PSG e Barcelona x Arsenal.

Na visão deste blog, Bayern, PSG e Barcelona são amplos favoritos.

Mas é inegável que será uma prova importante. O Bayern e o Barcelona são, quase por unanimidade, os dois mais fortes da Europa.

Hoje.

Mas como estarão em fevereiro?

A Juventus, sempre subestimada, é a atual vice-campeã europeia. Começou a engrenar no Italiano após um início tenebroso (compreensível por ser um início de transição, após perdas importantes de Pirlo, Vidal e Tevez). Times italianos sabem jogar mata-mata e o futebol italiano costuma ser uma pedra no sapato do futebol alemão.

Para o Bayern, de Guardiola, talvez seja até melhor enfrentar uma pedreira de cara e situar o time, que nada de braçadas na Alemanha.

O Barça pega um Arsenal que é sempre um rival perigoso. Não tem medo de jogar, encara de frente e já ficou muito perto de tirar o Barcelona de Guardiola nas oitavas, alguns anos atrás. Estarão Messi, Neymar e Suárez bem fisicamente? Iniesta e Rakitic também? Fatores importantes para o duelo.

E o PSG, hoje, possivelmente atropelaria o Chelsea em dois jogos. Mas será que o Chelsea, eliminado pelo PSG ano passado, por sinal, estará em fevereiro a mesma porcaria que está hoje? Essa é a grande interrogação das oitavas de final. No papel, um duelo entre PSG e Chelsea não tem favorito. Mas a prática da temporada nos mostra outra coisa.

Palpites do blog: Real, Atlético, Man City e Wolfsburg passam sem drama. Barça e PSG avançam, assim como Zenit e o Barcelona (que vai sofrer mais do que os outros “gigantões).