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Brasileirão, ato 3: primeiros clássicos estaduais e tabus em jogo
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A terceira rodada do Brasileiro começa neste sábado com os primeiros clássicos estaduais e acaba na segunda-feira da mesma maneira. No sábado, Vasco e Fluminense fazem, às 16h, o primeiro duelo entre cariocas. Logo depois, às 19h, tem São Paulo x Palmeiras no Morumbi. A rodada acaba com o duelo entre os catarinenses, Chapecoense x Avaí.

São muitos tabus em jogo. O Fluminense, um dos líderes do campeonato, não vence o Vasco em São Januário há 44 anos. Foram apenas dez jogos entre eles depois disso, mas o fato é que é uma vantagem considerável para o Vasco jogar em seu campo. O Flu já venceu Santos e Atlético Mineiro e pode começar a sonhar alto se ganhar mais uma.

No Morumbi, o São Paulo não perde do Palmeiras desde 2002 – aquele jogo do golaço de Alex sobre Rogério Ceni. Talvez nunca o Palmeiras tenha tido uma perspectiva tão grande de quebrar o tabu. Mas o São Paulo teve descanso e treino durante a semana, enquanto seu rival jogou pela Libertadores e precisa pensar no jogo de quarta contra o Inter, pela Copa do Brasil. A necessidade da vitória está muito mais do lado do São Paulo.

Outro duelo de tabu relevante é o de domingo, entre Atlético-PR e Flamengo. Será o terceiro confronto entre eles este ano e a estreia de Eduardo Baptista no comando do Furacão. O Flamengo nunca venceu e perdeu 11 dos 15 jogos que fez na Arena da Baixada em Brasileiros.

Aqui vão os prognósticos da terceira rodada.

SÁBADO

16h Vasco 2 x 2 Fluminense
Depois de vencer no Independência, o Flu garante não se assustar com São Januário. Sornoza é desfalque, mas Scarpa volta ao time titular. O Vasco terá a estreia de Breno na zaga, e Nenê continua no banco. Último clássico entre eles em São Januário foi em 2005, decidido por Romário. Em seu estádio, o Vasco não perde do Flu desde 1973 (dez jogos). Jogo promete ser animado e cheio de alternativas.

19h São Paulo 1 x 1 Palmeiras
É um dos tabus mais conhecidos do futebol brasileiro. O São Paulo não perde do Palmeiras no Morumbi desde 2002 (14 vitórias e 9 empates desde então). Depois da suada vitória sobre o Avaí, o São Paulo teve uma semana mais tranquila de trabalho, mas perdeu Thiago Mendes, lesionado. O Palmeiras avançou na Libertadores, mas mostrou vulnerabilidade contra o Tucumán e pode poupar alguns veteranos de olho na Copa do Brasil. Bom lembrar que é jogo de torcida única.

21h Vitória 1 x 1 Coritiba
Duelo direto entre times que jogam para permanecer na elite. O Vitória apresentou Neílton, que ainda não pode jogar, mas terá Kieza de volta ao ataque – boa notícia para um time que fez só um gol em seus últimos cinco jogos. Em momento mais tranquilo, o Coritiba tem uma boa chance de beliscar um bom resultado na Fonte Nova.

DOMINGO

11h Atlético-MG 3 x 1 Ponte Preta
Depois de duas derrotas seguidas, para Fluminense e Paraná (pela Copa do Brasil), o Atlético entra em campo pressionado. Time que quer ser campeão não pode perder pontos em casa contra uma Ponte Preta reformulada em relação ao Paulista e que ainda não pode escalar vários dos seus reforços. O favoritismo do Galo é total.

16h Santos 1 x 1 Cruzeiro
O Cruzeiro é um dos poucos times do Brasil que tem bom retrospecto na Vila Belmiro, onde o Santos perde pouco. Mano Menezes vai para buscar o empate, e pode muito bem conseguir diante de um Santos seguro na Libertadores, mas que penou para vencer o Coritiba pelo Brasileiro e que não terá Lucas Lima.

16h Atlético-GO 0 x 2 Corinthians
O Dragão perdeu do Flamengo no meio de semana e foi eliminado da Copa do Brasil, mesmo com o Fla fazendo jogo horroroso. O time goianiense é candidatíssimo ao rebaixamento, enquanto o Corinthians é forte fora de casa.

16h Atlético-PR 2 x 1 Flamengo
O Atlético promoveu Autuori a diretor e tem a estreia de Eduardo Baptista no comando técnico. Na Arena da Baixada, o Flamengo é freguês histórico do Furacão. Só venceu lá uma vez, em 2011, pela Sul-Americana. Em Brasileiros, 15 jogos, com 11 derrotas e 4 empates. Uma das derrotas foi um mês atrás, na fase de grupos da Libertadores. O Atlético perdeu as duas no Brasileiro, mas recupera lesionados pouco a pouco, enquanto o Flamengo jogou muito mal em Goiânia no meio de semana.

18h Sport 1 x 1 Grêmio (*atualização de palpite sábado, 10h45)
Depois de perder a final da Copa do Nordeste para o Bahia, o Sport mandou Ney Franco embora e será comandado pelo interino Daniel Paulista – que havia começado o ano como técnico, mas deixou o cargo há dois meses para assumir coordenação da base. O time se desgastou mais na final de Salvador, jogando com 10, do que o Grêmio, que passeou contra o Zamora na Libertadores. Grêmio mandará a campo time reserva.

19h Botafogo 2 x 0 Bahia
O Botafogo perdeu para o Estudiantes na Argentina, mas ainda assim passou em primeiro em seu grupo na Libertadores. Já o Bahia ainda comemora o título da Copa do Nordeste. Nenhum dos dois dias teve tempo de treinar para o jogo.

SEGUNDA

20h Chapecoense 1 x 1 Avaí
Os times acabam de se enfrentar na final do Catarinense, com uma vitória para cada lado (ambas fora de casa) e título para a Chape.


Brasileirão, ato 2: Flamengo tem obrigação de vitória. Veja os prognósticos
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juliogomes

É sempre assim. O campeonato mal começou e técnicos balançam, torcedores que, um dia estavam no aeroporto para fazer selfies, no outro estão para jogar pedras. Às vezes não são nem os resultados no próprio campeonato que geram tal pressão.

É o caso do Flamengo. Estava tudo lindo, maravilhoso. De repente, um gol nos acréscimos, derrota para o San Lorenzo, eliminação precoce na Libertadores e muita, muita pressão. A moda vai ser dizer que “ganhar o Brasileiro é obrigação”. Como se fosse um campeonato fácil de ser vencido.

Mas o fato é que o Flamengo entra na segunda rodada contra a parede. Tem time para vencer o Brasileiro, mas precisa reagir já, imediatamente. Tem um jogo em um estádio em que terá maioria de torcedores, ainda que atue fora de casa, e contra um Atlético-GO com toda a pinta de que subiu para já cair. Se quiser ser campeão, não pode perder pontos em jogos assim.

O São Paulo é outro grande contra a parede. Após as seguidas eliminações em tudo o que disputava, só sobrou o Brasileiro. Na segunda-feira, fechando a rodada, precisa dar uma resposta vencendo o Avaí e tranquilizando um pouco as coisas.

Começamos nossa série de palpites com um acerto em cheio e sete acertos de vitória ou empate na rodada 1. Nesta segunda rodada, a previsão é de que os times da casa não prevaleçam tanto como na inaugural. Será? Palpite você também! É de graça :-)

SÁBADO

16h Santos 3 x 1 Coritiba
O Peixe vem de um enorme esforço físico na Bolívia e já joga de novo pela Libertadores na terça, então vai poupar alguns jogadores. Mas o Coritiba também tem desfalques, principalmente no meio de campo.

19h Chapecoense 1 x 1 Palmeiras
A Chape conseguiu vitória heróica na Argentina, mas pode ficar fora da Libertadores por ter escalado um jogador irregular. Nunca perdeu em casa para o Palmeiras, que vai com time misto (ou mesmo só de reservas) após a vitória sobre o Inter e com jogo pela Libertadores na quarta-feira.

19h Atlético-GO 0 x 2 Flamengo
Os times se enfrentarão duas vezes seguidas, na quarta tem jogo pela Copa do Brasil (0 a 0 na ida). O Atlético troca goleiro após as falhas de Kléver na estreia e o Flamengo chega após eliminação traumática na Libertadores. Mas jogar no Serra Dourada é quase sempre jogar em casa para o Mengo. E agora todo jogo é uma final no Brasileiro.

DOMINGO

11h Vasco 1 x 1 Bahia
Pode ser duro para o torcedor ouvir isso, mas esse é um jogo entre dois times que jogam para ficar na Série A – para onde acabam de voltar. O Bahia não leva Régis ao Rio e vai buscar o empate. O Vasco pode ter Nenê relegado ao banco após o sacode na estreia. O histórico do Bahia no Rio é muito bom contra o Vasco, mais venceu do que perdeu. Não perde lá desde o ano 2000.

16h Atlético-MG 3 x 1 Fluminense
No ano passado, o Flu quebrou um jejum de seis anos sem vencer o Galo no Brasileiro. São raras as vitórias tricolores em BH. Com o trabalho feito na Libertadores, o Atlético pode voltar as atenções ao Brasileiro e não vai poupar titulares. No Horto, são 11 vitórias em 11 jogos neste ano.

16h Vitória 0 x 1 Corinthians
Jogo será na Fonte Nova, não no Barradão. O Vitória quebrou um jejum de 20 anos sem bater o Corinthians ano passado, existe uma freguesia aqui. O time baiano tem muitos desfalques, enquanto o Corinthians teve semana livre para treinar. É o favorito.

16h Atlético-PR 1 x 1 Grêmio
O Atlético chega ao jogo embalado pela heróica classificação na Libertadores. O Grêmio também se deu bem no meio de semana, venceu o Flu pela Copa do Brasil. Jogo promete ser truncado e com pouco espaço.

18h Botafogo 0 x 0 Ponte Preta
Já classificado na Libertadores, mas ainda com chances de ganhar seu grupo (joga na Argentina quinta), o Botafogo pode poupar algum jogador que esteja desgastado. É um jogo perigoso, contra um adversário chato, que não dará o espaço que o Botafogo gosta e que historicamente arranca pontos no Rio.

19h Sport 0 x 2 Cruzeiro
O Sport não vem jogando bem, Ney Franco sofre críticas e tem final da Copa do Nordeste na quarta, portanto alguns jogadores podem ficar fora dessa partida. Já sabemos como são os times de Mano Menezes em pontos corridos, pragmáticos e pescadores de pontos.

SEGUNDA

20h São Paulo 4 x 1 Avaí
Se não ganhar esse jogo, vai ganhar de quem? É a hora para o time de Rogério Ceni afastar a crise e respirar uma semana um pouco mais tranquila.


Brasileiro já começa com uma ‘final’ entre dois favoritos
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juliogomes

Fazer prognósticos no Brasileirão é sempre um grande desafio. Se não é lá grandes coisas tática e tecnicamente, o campeonato pode presumir de ser o mais imprevisível e equilibrado do mundo. Qualquer um pode ganhar de qualquer um, são muitos times de tradição, muitas camisas pesadas. E, ao longo do ano, muitas trocas de técnicos e jogadores.

Esta é a grande maravilha do Brasileirão. O equilíbrio.

A priori, este blog considera Flamengo, Atlético Mineiro e Palmeiras, nesta ordem, os três candidatos principais ao título. E o primeiro jogo do campeonato é logo entre Fla e Galo! Lá na frente, poderemos olhar para ele com lupa quando os times estiverem disputando a ponta – ou não.

Porque, afinal, o Corinthians vem forte. O Cruzeiro, apesar do momento turbulento, tem um técnico para lá de provado nos pontos corridos. O Santos, atual vice-campeão, não pode ser descartado se mantiver o elenco intacto. Tem Grêmio, tem Botafogo…

Aqui no blog faremos os prognósticos de todos os jogos do campeonato. Vamos ver no que vai dar!

SÁBADO

16h Flamengo 1 x 1 Atlético-MG
O Flamengo tem um jogo duro na Argentina pela Libertadores, quarta-feira, e pode preservar algum jogador que esteja no limite físico. O Atlético tem dois desfalques na defesa (Marcos Rocha e Léo Silva), mas o técnico Roger reforçará o meio com três volantes. O Atlético vai ao Rio para buscar um empate.

19h Corinthians 1 x 0 Chapecoense
O Corinthians vem embalado pelo título paulista e a classificação na Sul-Americana. O time está funcionando, e Rodriguinho vive grande fase. Já a Chapecoense, apesar do título catarinense, ganhou só um de seus últimos sete jogos. Levou 4 na Colômbia no meio de semana. Já conseguiu empatar nas duas visitas que fez a Itaquera, mas desta vez será difícil evitar a derrota.

DOMINGO

11h Fluminense 1 x 2 Santos
Apenas um empate nos últimos 17 duelos entre eles, e o Santos costuma beliscar vitórias no Rio. O jovem time do Flu começou bem a temporada, mas sente a falta de Scarpa e, no meio de semana, sofreu para sair do Uruguai classificado na Sul-Americana. Já o Santos foi a Belém e venceu bem o Paysandu pela Copa do Brasil, o time evoluiu desde o início da temporada. Está embalando, jogando melhor. Se não perder seus melhores jogadores, é candidato a título.

16h Palmeiras 2 x 2 Vasco
A última vez que o Palmeiras venceu o Vasco como mandante foi em 2008. No único jogo entre eles no Alliaz Parque, em 2015, deu Vasco. O time cruzmaltino melhorou com o técnico Milton Mendes, e o Palmeiras tem a reestreia de Cuca em busca do bicampeonato. Algo me diz que vai dar zebra.

16h Cruzeiro 2 x 1 São Paulo
O jogo da depressão. O Cruzeiro, derrotado no Mineiro, caiu também na Sul-Americana. O São Paulo, depois de 18 dias de treinos, apresentou futebol pobre e também foi eliminado da Sul-Americana, pelo minúsculo Defensa y Justicia da Argentina. Crise dos dois lados. Recentemente, o Cruzeiro eliminou o São Paulo da Copa do Brasil, mas perdeu o jogo do Mineirão. A experiência de Mano Menezes e um time melhor que o do adversário farão a diferença na estreia, ainda que o São Paulo tenha ótimo retrospecto histórico contra o Cruzeiro em BH.

16h Bahia 1 x 0 Atlético-PR
O Atlético chega ao jogo com cinco desfalques e uma série de quatro jogos sem vitórias – perdeu em casa e está por um fio na Libertadores e perdeu o Paranaense para o Coritiba.

16h Ponte Preta 2 x 0 Sport
Após a linda campanha no Paulista, a Ponte perdeu seu artilheiro, Pottker. O Sport tem oito desfalques, vem de uma classificação dramática e emocionalmente cansativa na Sul-Americana no Uruguai (perdeu por 3 a 0 do Danubio e avançou nos pênaltis) e ainda joga pela Copa do Nordeste na outra semana. A Ponte é favorita.

16h Avaí 1 x 1 Vitória
O Avaí volta à primeira divisão com a intenção de permanecer. O Vitória estreia o técnico Petkovic e tem desfalques.

19h Grêmio 2 x 1 Botafogo
Mais um clássico. Nos últimos 20 anos, o Grêmio ganhou dez e perdeu só duas vezes do Botafogo em Porto Alegre – a última, ano passado. São dois times em posição confortável na Libertadores, mas que não triunfaram nos Estaduais. Equilíbrio. Fator casa pode fazer a diferença.

SEGUNDA

20h Coritiba 1 x 0 Atlético-GO
O Coxa vem embalado pelo título estadual. O Atlético conseguiu um bom empate com o Flamengo pela Copa do Brasil e mostrou-se um time arrumado defensivamente.


Brasileirão, rodada 25. Corinthians e Palmeiras são as barbadas
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juliogomes

Na rodada 23, acertei 5 de 10. Lamentável. Na rodada 24, me recuperei. Agora, chegou a 25! Leia, aposte na Loteria Esportiva e depois me conte como foi.

CORITIBA X INTER
Couto Pereira, sábado, 18h30

O Coritiba vive seu melhor momento no campeonato, o que coincide com a chegada de Ney Franco. O Inter está num ganha e perde danado com Argel. Não gostei da postura fora de casa contra Avaí e São Paulo e não vejo por que será diferente desta vez. O Inter ainda não é confiável e especula demais fora. Previsão: EMPATE.

PALMEIRAS X FIGUEIRENSE
Allianz Parque, sábado, 21h

Uma das barbadas da rodada. Depois do ótimo jogo contra o Corinthians, não teria como o Palmeiras repetir a dose com 536 desfalques contra o Inter. Muitos titulares voltam, é um jogo em casa e que mantém o time na briga pelo quarto lugar. Pode ser o grande beneficiado da rodada, já que outros concorrentes têm partidas bem mais duras, como veremos abaixo. Previsão: PALMEIRAS.

CORINTHIANS X JOINVILLE
Itaquera, domingo, 11h

Finalmente o Corinthians joga de manhã. E logo contra um adversário que foi obrigado a jogar na quinta-feira à noite. Será ataque contra defesa e, no momento em que “abrir a lata”, o Corinthians dominará com facilidade. Não duvido que o Joinville venda caro, mas é a barbada do domingo. Previsão: CORINTHIANS.

PONTE PRETA X SANTOS
Campinas, domingo, 11h

Como já disse semana passada, esses jogos do domingo cedo, pelo clima, horário pouco usual, etc, costumam ter resultados estranhos. O Santos é o favorito, apesar de castigado pelo calendário. É um time em ótima fase e em busca de uma improvável vaga na Libertadores. Mas a Ponte está à beira do abismo depois da absurda demissão de Guto Ferreira. Vai conseguir um ponto em casa, até porque tem como hábito complicar a vida do Santos em Campinas. Previsão: EMPATE.

VASCO X ATLÉTICO-PR
Maracanã, domingo, 16h

Eu não me deixo levar pela vitória do Vasco em Campinas. Time ruim é time ruim, não sai ganhando duas, três, quatro seguidas em um campeonato em que nem os líderes conseguem fazê-lo. O Atlético Paranaense é franco favorito, ainda mais no Maracanã, onde enfrentará o Vasco pela primeira vez. Em São Januário, nunca venceu. Na história. Eu já disse que acredito em retrospecto, né? Previsão: EMPATE.

GRÊMIO X SÃO PAULO
Arena Grêmio, domingo, 16h

Já apostei contra o Grêmio na semana passada e não repetirei o erro, ainda mais depois da ótima atuação em Itaquera e da debacle são-paulina em Santos. Não vejo o Grêmio na disputa pelo título, ainda que a matemática me desminta. Vejo o Grêmio juntando pontos que serão preciosos lá na frente, quando voltar à mais realista batalha pela Libertadores. Previsão: GRÊMIO.

CRUZEIRO X ATLÉTICO-MG
Mineirão, domingo, 16h

É o jogo da rodada e que pode ter consequências gigantes para a disputa do título. Uma vitória contra o maior rival mantém (provavelmente) o Atlético a três pontos do Corinthians e dá um impulso anímico importante depois de o time passar por uma fase instável no campeonato. Por outro lado, a derrota pode ser decisiva, devastadora. Para o Cruzeiro, vencer é atrapalhar muito a briga do rival e seria um passo gigante (definitivo) na luta pela salvação. O clássico mineiro tem tido poucos empates nos últimos anos e uma pequena superioridade atleticana. Acredito que o campeonato seguirá vivo. Previsão: ATLÉTICO.

CHAPECOENSE X FLAMENGO
Chapecó, domingo, 16h

O Flamengo é quem menos empata no campeonato e vive essa fase tremenda desde a chegada de Oswaldo. Mas tem três desfalques importantes e enfrenta uma Chapecoense precisando de pontos para não cair de vez na briga do rebaixamento. Chapecó é um lugar duro de ganhar. Previsão: EMPATE.

AVAÍ X GOIÁS
Ressacada, domingo, 18h30

É verdade que o Goiás vive um momento melhor no campeonato. Só que isso aqui é vida ou morte para o Avaí. Está começando a se descolar dentro do Z-4 e é vencer ou vencer em um duelo contra concorrente direto. Fator campo faz a diferença. Previsão: AVAÍ.

SPORT X FLUMINENSE
Arena Pernambuco, domingo, 18h30

Na semana passada eu disse que a previsão racional para Sport e Santos seria o empate, mas que tinha um feeling que o Sport quebraria a série de jogos sem vencer. Pode repetir tudo, só muda o adversário. O racional é o empate. Mas meu palpite é outro. Previsão: SPORT.

E para você? O que vai dar nessa rodada?


Brasileirão, rodada 23. Previsões ousadas e diferença inalterada na ponta
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juliogomes

Seco pra você! Quem ganha, quem perde?

A bola de cristal está limpinha. Quer ver? Isso é o que acredito que vá acontecer na rodada do Brasileirão:

SÃO PAULO X INTERNACIONAL
Morumbi, sábado, 19h30

São Paulo com 557 desfalques, sem seu melhor jogador (Pato). O histórico recente em jogos pelo Brasileiro com mando do São Paulo é extremamente favorável ao Inter (três empates e duas vitórias coloradas). Se o Inter ganhar, entra de vez e com força na briga pelo G-4. Ainda não acho, no entanto, esse time tão confiável assim. Previsão: EMPATE.

VASCO X ATLÉTICO-MG
Maracanã, sábado, 19h30

Lanterna e rebaixado contra vice-líder buscando o título. Palpite fácil, certo? Sei não… O Vasco já caiu, mas alguma satisfação tem de dar a seus milhões de torcedores. E o Galo anda muito nervoso, com certa razão até, mas de tal forma que parece não estar olhando para os problemas no campo. Será que desde quinta-feira os jogadores pensaram e falaram mais de árbitros ou mais do Vasco? Atlético não vence o Vasco no Rio desde 2002 (desde então, seis vitórias vascaínas e três empates). Última vitória no Maracanã foi em 95, pela Copa do Brasil – Levir Culpi era o técnico! Última vitória do Galo sobre o Vasco no Maracanã em Brasileiros foi em 1987, há 28 anos. Eu acredito em histórico e falta de foco. Previsão: EMPATE.

ATLÉTICO-PR X JOINVILLE
Arena da Baixada, sábado, 21h

O Furacão acaba de entrar no G-4 e está jogando com consistência. Na minha visão, a maior barbada da rodada. Previsão: ATLÉTICO-PR.

CRUZEIRO X FIGUEIRENSE
Mineirão, domingo, 11h

O único jogo do Cruzeiro às 11h até agora? Derrota em casa para a Chapecoense. A vitória sobre a Ponte no meio de semana foi importantíssima para dar um alívio ao Cruzeiro, mas teve certo componente de sorte. Acredito que o embalo com técnico novo e o dia a menos de folga que teve o Figueira serão os fatores fundamentais para o magro 1 a 0. Previsão: CRUZEIRO.

CHAPECOENSE X PONTE PRETA
Chapecó, domingo, 11h

Já repararam que os jogos das 11h de domingo sempre têm muito 0 a 0? Salvo algumas exceções, são jogos de poucos gols – e o horário é uma explicação para isso. A Ponte está sofrendo, mas a Chapecoense não vive seu melhor momento. É o “oxo” da rodada. Previsão: EMPATE.

PALMEIRAS X CORINTHIANS
Allianz Parque, domingo, 16h

Para mim, o jogo de previsão mais complicada do fim de semana. O Palmeiras entrou em uma fase de instabilidade, o que torna mais difícil prever os acontecimentos. O Corinthians segue com consistência na liderança e tem a volta de Renato Augusto. Não sei por que, mas algo me diz que teremos mais uma arbitragem para dar o que falar – como sempre. Previsão: EMPATE.

FLUMINENSE X FLAMENGO
Maracanã, domingo, 16h

A fase do Flamengo é superior, o rubro-negro está embalado. O Fluminense, além de estar colecionando maus resultados, pode ter a volta de Ronaldinho – o que me parece ser mais má do que boa notícia. Fred, sim, é quem faz falta. Previsão: FLAMENGO.

GRÊMIO X GOIÁS
Arena Grêmio, domingo, 16h

Últimos três jogos entre eles: três empates. Retrospecto em Porto Alegre nos últimos 20 anos: quatro vitórias gremistas, cinco empates e quatro vitórias do Goiás. É inegável que o Grêmio costuma ter uma pedra esmeraldina no sapato. Além disso, são muitos os desfalques (incluindo Luan, o jogador mais brilhante do time) e o fato de ter um dia a menos de descanso, neste momento do campeonato, tem mais relevância do que parece. Previsão: EMPATE.

AVAÍ X CORITIBA
Ressacada, domingo, 16h

Um dos jogos mais imprevisíveis da rodada e que reúne dois times na zona de rebaixamento, com a famosa água no bumbum. O Coritiba cresceu com a chegada de Ney Franco e passou a apresentar resultados melhores – são cinco jogos sem derrotas, lá se vai um mês. É que são muitos empates, então fica difícil andar para frente. O Avaí só leva mais gols que o Vasco no campeonato. Previsão: CORITIBA.

SPORT X SANTOS
Ilha do Retiro, domingo, 18h30

O Sport não vence há um mês e meio, foram cinco empates e três derrotas no período. É, disparado, quem mais empata no campeonato. Nunca achei que o Sport brigaria por G-4, mas é um time bem armado, com técnico há algum tempo no comando e estas sequências ruins acontecem sempre em um campeonato equilibrado como o Brasileiro. Logo, logo, se mantiver a calma, reencontra o caminho. O Santos é o time mais quente do campeonato. Mas jogou na quinta, antes da longa viagem a Recife, e não tem dois dos “moleques” que mais brilham. O mais óbvio e racional seria prever um empate aqui. Mas algo me diz que a Ilha fará a diferença. Previsão: SPORT.

Sim, sim, sim, podem reclamar, xingar, esbravejar e até… concordar, ora pois! Deixe tuas previsões aqui no blog você também!


Quem fez mais e quem fez menos do que o esperado no Brasileiro
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juliogomes

O Brasileiro acabou e é hora de avaliar. Quem foi bem? Quem foi mal? Abaixo, as avaliações deste blog.

 

DESTAQUES QUE FIZERAM O ESPERADO:

Cruzeiro, Grêmio e Botafogo – Três clubes que eram apontados como candidatos à Libertadores da América. Eu não acreditava no Cruzeiro, achava que faria um campeonato tipo “pasmaceira” e já admiti este erro algumas vezes nos últimos meses. Para mim, o Mineiro não era parâmetro. Julguei mal. As contratações vieram e o Cruzeiro aproveitou bem o ano patético dos clubes mais ricos do país, que dominaram nos últimos anos (Corinthians, Fluminense-Unimed e São Paulo).

Credito o título à coragem de Marcelo Oliveira, que o tempo inteiro priorizou o ataque, mesmo em momentos do campeonato em que administrar vantagem seria o caminho natural. Cair cedo na Copa do Brasil também foi ótimo nesse sentido. Foi campeão com sobras.

O Grêmio era um dos meus favoritos e acabou com o vice-campeonato. E o Botafogo, campeão carioca com antecipação, era candidatíssimo à Libertadores. Acabou em quarto lugar, um resultado gigantesco dadas as perdas ao longo do campeonato. Agora é esperar pela Ponte Preta para confirmar a vaga na maior competição continental.

 

DESTAQUES QUE FIZERAM MAIS DO QUE ESPERADO:

Atlético-PR, Vitória e Goiás – No Brasileiro dos pontos corridos e distribuição absolutamente injusta do dinheiro da TV, clubes como estes três entram para não cair. Entram para ficar na primeira divisão, onde não estavam no ano passado. Portanto, acabar entre os seis primeiros é um resultado para lá de espetacular.

O Atlético deu o pulo do gato ao fazer uma gigante pré-temporada, abrindo mão do Campeonato Paranaense – não tenho dúvidas de que fará escola no ano que vem. Não era time para acabar o Brasileiro em terceiro lugar, mas foi o time que mais voou fisicamente ao longo do ano e acumulou pontos no momento em que todos os outros ficaram de língua de fora.

O Vitória acumulou gordura no início do campeonato e, assim como o Bahia, caminhava para onde se esperava, a briga lá na rabeira. Mas aí a diretoria mandou Caio Júnior embora, o que me pareceu bastante injusto. Só que a chegada de Ney Franco não só tirou o Vitória da rota decadente como fez do time o baiano o melhor do segundo turno, junto com o Cruzeiro. É raro, mas às vezes a troca de técnico dá certo mesmo, e foi o caso do Vitória.

 

A PASMACEIRA VÁLIDA:

Santos, Atlético-MG e Flamengo – O Santos fez o campeonato que eu esperava, sem brigar em cima nem em baixo. Sem Neymar, poderia ter sido muito pior. Para mim, a diretoria do Santos erra feio ao dispensar Claudinei Oliveira. Por que não investir? Por que não mandá-lo para um belo aprendizado de um mês na Europa? Por que gastar os tubos com um técnico “medalhão” quando se tem um ótimo achado dentro de casa, um técnico bom e barato?

O Atlético era time para disputar título e o faria se tivesse sido eliminado da Libertadores, por exemplo, naquelas quartas de final contra o Tijuana. O pênalti defendido por Victor valeria o título lá na frente e valeu um Brasileirão tranquilo para o Cruzeiro, porque o Galo estaria na briga. No fim, foi um Brasileiro honesto, sem sustos, com alguns bons jogos. Tem que tomar cuidado para não cair na armadilha de Fluminense e Corinthians no ano que vem, pensar em renovar elenco e trazer peças novas e motivadas.

O Flamengo era outro que tinha a pasmaceira prevista. Sempre acreditei em um campeonato de meio de tabela e foi lá que o Flamengo ficou o tempo todo. Teve margem para priorizar a Copa do Brasil e saiu com uma vaga na Libertadores que ninguém acreditava. Ano para comemorar.

 

FAVORITOS QUE FORAM AS GRANDES DECEPÇÕES:

Fluminense, Corinthians, São Paulo e Internacional – Antes do início do campeonato, Fluminense e Corinthians estavam na minha lista de favoritos ao título, junto com Atlético-MG e Grêmio. São Paulo e Internacional estavam na minha lista dos que iriam brigar por Libertadores, junto com os quatro citados mais o Botafogo. Falar o que dessa turma??

O Fluminense conseguiu dar um vexame ainda maior do que o Corinthians, porque acabou rebaixado. O Corinthians era, por investimento, estabilidade, elenco, o favorito maior ao título. Errei feio ao prever que ele não só viria, mas viria com facilidade. O Corinthians fez míseros oito gols no segundo turno inteiro, sofreu com um jogo taticamente manjado, defensivo demais, e a saída de Paulinho e lesões de Guerrero e Renato Augusto não ajudaram. Se tivesse mandado Tite embora, talvez tivesse até brigado no rebaixamento, como o Fluminense.

O São Paulo foi o quarto melhor do segundo turno. Clube rico é assim. Se as coisas dão errado, se a instabilidade política e a guerra de egos causam tropeços dentro de campo, você vai lá, abre o talão de cheques e traz o Muricy Ramalho para resolver a parada. Resolveu. É o poder do dinheiro, é a razão pela qual, com o São Paulo afundado no Z-4, eu apostei meu dedo que não cairia. Era elenco para disputar a Libertadores, acabou se livrando do sofrimento e olhe lá.

O Internacional, nem isso. Ainda precisou de um pontinho na última rodada para se livrar do rebaixamento. Uma temporada ridícula do Inter que ou não deveria ter contratado Dunga (se seu perfil não agrada, dava para saber disso antes) ou não deveria tê-lo demitido. Que deixassem trabalhar em um prazo longo, de dois a três anos. Outro clube que tem de repensar muita coisa após montar um elenco caro como esse e fazer uma campanha patética – de novo.

 

GANHARAM A BRIGA DELES, CONTRA A DEGOLA:

Portuguesa, Bahia, Coritiba e Criciúma – Assim como Atlético-PR, Vitória e Goiás, eram quatro clubes que entravam com o único objetivo de não cair. Os três citados fizeram mais do que o esperado e brigaram lá em cima. Já Lusa, Bahia, Coritiba e Criciúma ficaram lá na parte baixa mesmo, mas conseguiram cumprir e são times de primeira divisão. Portuguesa, Bahia e Criciúma eram, ao lado do Náutico, os quatro mais fortes candidatos ao rebaixamento na minha avaliação em maio.

O Coritiba poderia ter feito um campeonato mais “pasmaceira”, era o que eu esperava. Na minha opinião, os pontos acumulados no início serviriam para que este fosse um Brasileiro tranquilo, de meio de tabela. E seria, não tivesse a diretoria tomado a estúpida decisão de mandar embora Marquinhos Santos, que é bom treinador. A queda de rendimento devia-se às lesões e ao campeonato estilo maratona. Mas a diretoria agiu com o fígado, diante do bom momento do rival Atlético, e fez uma bobagem atrás da outra. No fim, ainda deu para se salvar do pior.

O Criciúma também usou e abusou dos erros e trocas de treinadores. Possivelmente teria caído, não fosse o “derretimento” do Fluminense na reta final e aquelas vitórias em Curitiba e contra um São Paulo mortinho, mortinho. A Portuguesa jogou o primeiro quarto de campeonato sem técnico, tirou a sorte grande ao encontrar este ótimo Guto Ferreira e os gols de Gilberto. Abrir mão da Sul-Americana foi um acerto. A Lusa fez 4 (de 36) pontos contra os seis primeiros do campeonato, mas fez 20 (de 30) contra os cinco últimos. Ou seja, perdeu dos bons, ganhou dos ruins, não teve boa gestão, estádio cheio, sorte e nem ponto de graça da arbitragem, mas conseguiu se manter de novo. Um milagre.

Já o Bahia acertou ao manter Cristóvão Borges, também muito bom técnico, mesmo quando a água começou a bater no traseiro. Decisão corajosa e acertada. Cristóvão pegou um clube morto após o Estadual e fez um campeonato para lá de digno.

 

PERDERAM A BRIGA QUE ERA DELES DESDE O INÍCIO:

Vasco, Ponte Preta e Náutico – O Vasco era o único grande (dos 12 de SP, RJ, MG e RS) que eu considerava, desde o começo, candidato forte ao rebaixamento. E não deu outra. Não tem muito o que falar. O Vasco é uma instituição quebrada, mal administrada e que precisaria fazer tudo direitinho ao longo do campeonato. Demitir técnicos não é exatamente o caminho adequado. era time para cair e caiu mesmo. Não acredito em uma Série B tão amena e em comunhão com a torcida, como foi em 2009. O Vasco tem de sacudir a poeira e entrar em uma nova era. Sem Eurico, pelo amor de Deus.

A Ponte poderia até ter se livrado, como fizeram os times do grupo acima, mas errou ao mandar Guto Ferreira embora muito cedo e se complicou fisicamente com a linda aventura na Sul-Americana. Venha ou não venha o título, valeu à pena. Cair e subir fará parte da vida da Ponte ao longo dos anos, mas o que o torcedor viveu e ainda está vivendo, não tem preço. O Náutico entrou rebaixado e caiu no meio do campeonato. Foi mais um que fez o que dele se esperava.

 

2014:

Cruzeiro, Atlético-MG e Grêmio são, a priori, times brasileiros com mais chances na Libertadores do que Flamengo, Atlético-PR e Botafogo ou Ponte. É um torneio de mata-mata, onde tudo pode acontecer, e todos sabemos que o sucesso nesta competição traz consequências ao Brasileirão.

O Corinthians, com Mano, e o São Paulo, com Muricy, serão candidatos ao título nacional. Santos e Palmeiras prometem ficar ali na pasmaceira o ano todo.

Dos que não fazem parte do G12, que será G10 na primeira divisão, o negócio é não cair. Quem souber dar o pulo do gato físico, como fez o Atlético-PR, e controlar os instintos de sair mandando técnico embora, pode fazer um campeonato estável e até sonhar com alguma coisa melhor. Quem cometer os velhos erros e for enganado (para bem ou mal) pelos Estaduais, estará na zona do perrengue sempre.

Vasco e Fluminense, assim como o Palmeiras, têm mais dinheiro da TV do que os outros 18 clubes da Série B juntos. Têm a obrigação de subir e provavelmente o farão. Mas, antes disso, viverão um aninho no inferno. Aqui se faz, aqui se paga.

 


Um carioca degolado. Bahia e Lusa salvos. Raio-x do rebaixamento
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juliogomes

Ou Fluminense ou Vasco. Ou até os dois. Pelo menos um gigante carioca estará rebaixado para a segunda divisão do futebol brasileiro. Vai jogar a Série B em pleno ano de Copa do Mundo aqui no Brasil.

A rodada deste domingo no Brasileiro teve vitórias de simplesmente todos os times ameaçados: Vasco, Coritiba, Criciúma, Portuguesa e Bahia. Todo mundo ganhou na rodada. É por isso que o Internacional, que parecia salvo, ainda tem uma possibilidade de rebaixamento. E é também por isso que o Fluminense colocou um pé e meio na Série B.

O Bahia se salvou matematicamente com o gol no finalzinho, botando água no chopp da festa cruzeirense no Mineirão. Parabéns para o Bahia, que entrou no campeonato virtualmente rebaixado depois do péssimo Estadual e com todos os problemas extra-campo. Mas manteve esse ótimo treinador, Cristóvão Borges, nos momentos complicados e fica na primeira divisão.

A Portuguesa deu sorte. Pegou a Ponte Preta no melhor momento possível, com o time de Campinas com a cabeça voltada para os dois jogos mais importantes de sua história. Sorte essa que a Lusa não teve ao perder 9 pontos nos acréscimos de jogos do primeiro turno. Sorte que também não teve com arbitragens diversas ao longo do ano – desafio alguém a mostrar um ponto sequer que a Portuguesa tenha levado por qualquer erro de qualquer juiz ou bandeira em qualquer jogo.

Contando que ficou um quarto do campeonato sem técnico, que jogadores não recebem salários há meses e que o estádio está sempre às moscas, além do orçamento de formiga, perto dos outros times, a Portuguesa ficar na primeira divisão é um milagre. Parabéns ao ótimo técnico Guto Ferreira, responsável maior por tudo isso.

A Portuguesa ainda não está matematicamente salva, mas tem um saldo de 11 gols a mais do que o Vasco. Difícil que todos os que estão atrás vençam, que ela perca do Grêmio, o Vasco ganhe do Atlético-PR e caia essa diferença de 11 gols.

O Internacional também corre risco, mas depende apenas de um empate contra a mesma Ponte Preta na última rodada. Mesmo que perca, só cai se Vasco e Coritiba vencerem e o Criciúma vencer ou empatar. De qualquer maneira, ao contrário de Bahia e Portuguesa, o Internacional tem um orçamento gigante e é uma vergonha chegar à última rodada ainda precisando de um ponto para não cair.

Considerando que Portuguesa e Inter, realisticamente, vão permanecer na primeira divisão, a briga se resume a quatro clubes. Dois vão cair, dois vão ficar. As chances são as seguintes:

CRICIÚMA (46 pontos, 13 vitórias, saldo de -11)
Último jogo: Botafogo (fora)
Do que precisa: se vencer ou empatar, está salvo. Se perder, ainda se salva caso ou Coritiba ou Vasco não vençam suas partidas

CORITIBA (45 pontos, 11 vitórias, saldo de -4)
Último jogo: São Paulo (em Itu)
Do que precisa: se vencer, está salvo. Se perder ou empatar, só se salva caso nem Vasco nem Fluminense vençam suas partidas

VASCO (44 pontos, 11 vitórias, saldo de -7)
Último jogo: Atlético-PR (em Joinville)
Do que precisa: vencer e torcer para que uma destas coisas aconteça: ou o Coritiba não vença ou o Criciúma perca ou o Internacional perca

FLUMINENSE (43 pontos, 11 vitórias, saldo de -5)
Último jogo: Bahia (fora)
Do que precisa: vencer e torcer para que nem Coritiba nem Vasco vençam suas partidas

O Fluminense e o Coritiba jogam fora de casa, mas contra adversários que não correm risco algum. O Criciúma enfrenta um Botafogo que ainda terá chance matemática de G-4. O Vasco enfrenta um Atlético-PR buscando vaga direta ou indireta na Libertadores.

E aí, quem vocês acham que cai?

 


Tapetão? Que tal clubes seguirem o exemplo da Grécia?
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juliogomes

A sombra do tapetão voltou hoje ao futebol brasileiro. Antes de falar dela, falemos sobre a Grécia. A Grécia?? Esse país aí que está quebrado, com o pires nas mãos, com revoltas sociais nas ruas dia sim, dia não? Sim, esse mesmo. A Grécia.

A notícia veio na semana que passou. O técnico português Fernando Santos e o diretor da Federação Grega, Takis Fyssas, perceberam que havia um erro na lista de jogadores divulgada pela Romênia para o confronto entre os dois países, pela repescagem que definiria um classificado para a Copa do Mundo de 2014. As listas podem ter, no máximo, 20 jogadores de linha e 3 goleiros. A Romênia fez uma lista com um jogador de linha a mais, um goleiro a menos.

Não pode. Se tivesse disputado a partida, fosse qual fosse o resultado, a Grécia poderia entrar com um recurso nos tribunais esportivos da Uefa depois. E ganharia o jogo por 3 a 0, praticamente assegurando a vaga na Copa.

Mas o que fez a Grécia? Entrou em campo e ficou com essa informação “na manga”, em caso de desastre esportivo? Não, não. A Grécia procurou a Federação Romena e alertou sobre o erro ANTES das partidas. “Era muito importante fazer a coisa certa”, disse o diretor Fyssas em entrevista a uma rádio grega, já depois de consumada a classificação para o Mundial (3 a 1 e 1 a 1, foram os resultados no campo). Os romenos não confirmaram que tal ato de fair play foi mesmo consumado – também porque ficaria bem chato para eles. Mas ninguém inventa uma história dessas, não é mesmo?

O fato é que a Grécia poderia ter esperado e utilizado uma brecha do regulamento para conseguir sua vaga. Poderia ter se aproveitado do erro do outro. Mas não o fez.

Isso, amigos, tem nome. Dois nomes. Alguns chamam de ética. Outros chamam de espírito esportivo. Os dois cabem bem. E os dois estão em falta em nossa sociedade, especialmente mundo do futebol.

A notícia saiu nesta segunda de manhã, no ESPN.com.br. Coritiba, Vasco e Fluminense estariam articulados porque encontraram irregularidades que tirariam pontos de (e, dado o momento do campeonato, rebaixariam) Criciúma, Portuguesa e Ponte Preta. Conforme o dia foi passando e a repercussão, se intensificando, dirigentes e advogados de Vasco e Fluminense se apressaram em negar a participação na tentativa de virada de mesa. Um suspiro, um gesto de dignidade, pelo menos diante dos holofotes, destes clubes tão importantes.

À tarde, novamente para a ESPN, o presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade disse em entrevista que o vazamento da notícia iria atrapalhar a articulação do clube. Que somente a Portuguesa era o alvo (não Criciúma e Ponte). E mandou também uma de que o Coritiba “deixou de fazer contratações” ao longo do campeonato por causa da tal regra em questão. Fica claro também, pelas palavras do presidente, que já faz bastante tempo que o Coritiba está de olho nessa possibilidade.

A CBF prontamente se manifestou, dizendo que não há irregularidade alguma e que era “absurda” a tentativa de virar a mesa.

O regulamento em questão está no finalzinho desta reportagem do UOL Esporte. Resumindo: um time não pode ter mais de um certo número de jogadores que tenham atuado por outro time no mesmo campeonato. É um parágrafo único que claramente se refere a um artigo (o nono). Mas os espertalhões jurídicos querem tirar do contexto o parágrafo, dissociá-lo do artigo, e argumentar que esse número limite serve para o total de jogadores que um clube tenha por empréstimo, independente de os atletas já terem ou não atuado com outra camisa no campeonato.

A verdade é que não há discussão. O texto é claro. O que há é a velha mania de alguns de se aproveitarem ou tentarem se aproveitar de uma brecha, criarem um fato, ganharem apoio político de instituições mais fortes e, sim, virarem a mesa.

Mas vamos imaginar que algum clube tenha mesmo desrespeitado o regulamento, o que se deu lá no começo do campeonato. Será que a atitude mais correta é mesmo guardar essa informação para usá-la mais para frente, em caso de necessidade? Será que o Coritiba estava preocupado com isso quando ele era líder do campeonato, em vez de ser um ocupante do Z-4? Por que o Coritiba, se ele foi o primeiro a observar tal regra, não se reuniu com a CBF e os outros clubes para que a regulamentação ficasse esclarecida para todos?

Será que a coisa certa a fazer não seria copiar o exemplo que vem da Grécia?

Será que o espírito esportivo morreu de vez entre os clubes e dirigentes deste país?

Não sei se o Coritiba irá para frente com essa história. Tem mais cara de balão de ensaio, para ver qual seria a reação geral, para ver se haveria apoios e clima para engatar uma segunda marcha. O que se viu, nas próprias redes sociais, foi uma reprovação forte do próprio torcedor do Coritiba, que quer ver seu time se salvar no campo, não nos tribunais. O que se viu foi a CBF bancar o que ela mesmo permitiu. E o que se viu foi os dois grandes cariocas, tão temidos nos bastidores, tirarem o corpo fora.

Isso tudo dá a sensação de que a mesa vai continuar de pé, em seu lugar.

Mas não tira a vontade de vomitar que o futebol dos nossos cartolas me dá, dia sim, dia também.

 


Quem cai? Flu “derrete”, mas tem tabela mais fácil e é a chave para todos
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juliogomes

Veja Álbum de fotos

Quem vai cair para a segunda divisão? Essa pergunta, difícil de responder, foi a mais recorrente desde o início do Campeonato Brasileiro. Mais do que o “quem vai ser campeão?”. Porque isso, o Cruzeiro já é. Desde aqueles 3 a 0 no Botafogo, a coisa ficou encaminhada. Para matar na próxima rodada, basta ganhar do Grêmio e torcer por um tropeço do Atlético-PR. Se não for nessa próxima, será na outra. Faz tempo que ninguém se pergunta quem será o campeão, porque não precisa.

“Quem vai para a Libertadores?”. Essa também foi pouco feita, porque parecia tudo definido entre Grêmio, Botafogo e Atlético-PR. Com o derretimento do Botafogo e a chegada forte do Goiás, além de Vitória e São Paulo, que estão por ali, quem sabe essa briga fique legal nas últimas rodadas. Pela tabela, o Goiás tem tudo para avançar firme rumo à Libertadores. O São Paulo, se quiser sonhar, tem obrigatoriamente que ganhar do Atlético-PR fora, na próxima rodada, logo depois de voltar de Medellín. Ou seja… muito difícil.

Mas e se Grêmio ou Atlético-PR ganharem a Copa do Brasil? Aí de repente abre mais uma vaga e tudo pode mudar.

Santos, Corinthians, Flamengo e Inter já estão na pasmaceira, não vão nem ficam, já pensam em 2014. Acredito que, dentro de duas rodadas, Cruzeiro, Atlético-MG, Vitória e São Paulo também estarão na mesma pasmaceira, cada um por motivos diferentes. E aí, amigos, o que sobra mesmo é a pergunta que já vem sendo falada com força desde antes mesmo de o campeonato começar. “Quem vai cair?”.

Mais abaixo nesse post, eu fiz o seguinte. Peguei os sete ameaçados (quatro vão permanecer, três vão cair) e coloquei ali três informações: 1) Quais são os seis próximos rivais no Brasileiro; 2) Quantos pontos têm esses rivais somados, hoje, na tabela; 3) E criei um grau de dificuldade em função de contra quem vai jogar e onde.

Para determinar o grau de dificuldade, separei os times do Brasileirão em grupos e outorguei pontos para cada duelo e dependendo do jogo ser em casa ou fora. É totalmente subjetivo e já levo em conta, por exemplo, que quem enfrentar o Cruzeiro vai enfrentar um Cruzeiro já campeão. Por isso, seria mais fácil jogar contra o campeão despreocupado do que um time disputando vaga na Libertadores. Os graus de dificuldade estão explicados no final desse post. Podem discordar, claro que podem. É pura opinião minha, vocês estão mais do que convidados para concordar ou cornetar a minha tese, desde que com respeito e sem ofensas. Como sempre.

Em função de tabela e grau de dificuldade, eu digo. Ponte Preta e Criciúma já eram. A Ponte, eu acho que já era desde o final do primeiro turno e, apesar do esboço de reação, a coisa só vai afundando conforme aparecem viagens e jogos pela Sul-Americana. O Criciúma poderia chegar aos tais 45 pontos ganhando do Náutico e as três que tem a fazer em casa. Mas, primeiro, será que 45 pontos serão suficientes? Segundo: não é que o “caldeirão” de Criciúma tenha sido assim tão eficiente. Os dois têm jogos complicados, só um confronto direto contra rivais, não vejo como conseguirão ganhar quatro de seis. Podem ter um suspiro daqui até o fim, mas acabarão caindo.

Se isso se consumar, sobrará uma vaga. Eu acredito que Bahia e Coritiba escapem já nas próximas rodadas. Se não o fizerem, aí sim, se complicam no final. Mas ainda têm margem de erro. A Portuguesa é a candidata mais forte a brigar com os dois gigantes do Rio e tem uma tabela mais difícil que a do Vasco e bem mais difícil que a do Fluminense. Além de ter jogadores sem receber salários, jogar para estádios vazios e raramente contar com uma ajuda decisiva da arbitragem (nesse Brasileiro, não ocorreu uma vez sequer. Não será na reta final).

A Portuguesa, se quiser se salvar, tem de ganhar de Coritiba e Atlético Mineiro, dois jogos no Canindé nos próximos dois finais de semana. Se não ganhar um deles, vira favorita ao rebaixamento. Se ganhar as duas e com o bom saldo de gols que tem, aí sim a casca de banana fica mesmo para Fluminense e Vasco.

O Fluminense, dos sete, é quem tem, disparado, a tabela mais amigável. Pega o Corinthians fora, o que é perigoso porque o Corinthians está jogando melhor e precisa provar algo na reta final. Mas depois pega Náutico em casa e, na sequência, São Paulo, Santos e Atlético-MG, todos eles muito menos interessados do que um time que joga pela salvação.

Só que, à parte a tabela fácil, o Flu é também o clube mais afundado na crise, com três empates e cinco derrotas nos últimos oito jogos. Luxemburgo fica ou sai? É melhor que fique ou que saia? Quem manda realmente, o presidente do clube ou a Unimed? Será que o campeão brasileiro vai ser rebaixado na primeira oportunidade em que a torneirinha do patrocinador terá se fechado? Seria catastrófico para a parceria e, claro, para os tricolores.

O Flu, para mim, é o mais imprevisível dos sete que estão na luta para não cair. Pode arrumar sete pontos nos próximos três jogos e se tranquilizar para a reta final. Ou pode nem ganhar do Náutico e fazer o contrário de 2009. Naquele ano, ficou quando ninguém mais esperava. Neste ano, pode cair sem que ninguém tenha pensado nisso até a hora H.

E o Vasco não vai conseguir escapar só fazendo seu trabalho de casa, apesar da tabela mais complicada que a do Fluminense, mas menos do que a da Portuguesa. Porque, logicamente, não ganhará cinco ou seis jogos. Três vitórias seria um número realista, levaria a 45 pontos. Para se salvar com 45, vai precisar ou do derretimento completo do Flu ou então que um dos três acima (Portuguesa, principalmente) entre naquela coisa de ganhar só uma das últimas seis.

Olhando para a tabela, Criciúma e Ponte caem, Bahia e Coritiba se salvam, Vasco e Portuguesa lutam pela última vaga dentro da elite. E o Fluminense? Para mim, é a chave do destino de todo mundo. Tem tudo para ficar. Mas está fazendo de tudo para pagar aquela Série B. Vocês sabem, aquela da Copa João Havelange…

SITUAÇÃO CLUBE A CLUBE
(*confrontos diretos)

– Coritiba (40 pontos, 10 vitórias, saldo de -3)
Portuguesa (f) *
Corinthians (c)
Criciúma (c) *
Inter (f)
Botafogo (c)
São Paulo (f)
Pontos dos adversários: 255
Grau de dificuldade: 15

Chave: Mesmo que perca para a Portuguesa o confronto direto, depois resolve a vida se ganhar em casa de Corinthians e Criciúma. Se se enrolar nesses próximos três jogos, passa a estar bastante ameaçado na reta final.

– Portuguesa (39 pontos, 10 vitórias, saldo de +1)
Coritiba (c) *
Botafogo (f)
Atlético-MG (c)
Bahia (f) *
Ponte Preta (f) *
Grêmio (c)
Pontos dos adversários: 267
Grau de dificuldade: 17

Chave: Ganhar de Coritiba e Atlético-MG em casa dará tranquilidade para buscar somente um empate nos três jogos finais. Começou bem o segundo turno, mas só ganhou uma das últimas seis. Se não fizer a lição de casa, terá de buscar a salvação em confrontos diretos fora de casa contra Bahia e Ponte.

– Bahia (38 pontos, 9 vitórias, saldo de -7)
Atlético-MG (c)
Santos (f)
Náutico (f)
Portuguesa (c) *
Cruzeiro (f)
Fluminense (c) *
Pontos dos adversários: 252
Grau de dificuldade: 12

Chave: Nos próximos quatro jogos, ganhar pelo menos uma em casa, bater o Náutico e voltar de Santos sem perder. Se faltarem pontos aí, poderá decidir a vida em casa contra o Fluminense, que talvez esteja livre, talvez esteja também lutando pela salvação.

– Fluminense (36 pontos, 9 vitórias, saldo de -6)
Corinthians (f)
Náutico (c)
São Paulo (c)
Santos (f)
Atlético-MG (c)
Bahia (f) *
Pontos dos adversários: 235
Grau de dificuldade: 10

Chave: Dos ameaçados, é quem tem a tabela menos complicada. Bastariam três vitórias no Maracanã e um resultado em Santos. Se não fizer os resultados em casa, terá de buscar a salvação em Salvador na última rodada.

– Vasco (36 pontos, 9 vitórias, saldo de -9)
Santos (c)
Grêmio (f)
Corinthians (f)
Cruzeiro (c)
Náutico (c)
Atlético-PR (f)
Pontos dos adversários: 280
Grau de dificuldade: 15

Chave: Cenário mais realista é ganhar os três jogos no Maracanã, um deles contra um Cruzeiro já campeão, e torcer para que o Fluminense derrape ou um dos três mais acima tenha um daqueles colapsos de ficar sem vencer na reta final. Se não vencer a próxima, contra o Santos, fica com o pé na cova.

– Ponte Preta (34 pontos, 9 vitórias, saldo de -11)
Vitória (c)
Goiás (f)
Cruzeiro (f)
Grêmio (c)
Portuguesa (c) *
Inter (f)
Pontos dos adversários: 303
Grau de dificuldade: 18

Chave: Tem de ganhar quatro dos seis jogos e, no meio disso, vai à Argentina tentar a vida na Sul-Americana. A Ponte deve cair e vai ficar lembrando daquela derrota para o Náutico, em Campinas. O milagre da salvação passa por ganhar do Vitória, bater o Cruzeiro de ressaca e, depois, vencer mais duas em casa.

– Criciúma (33 pontos, 9 vitórias, saldo de -15)
Náutico (f)
Atlético-PR (c)
Coritiba (f) *
Vitória (c)
São Paulo (c)
Botafogo (f)
Pontos dos adversários: 259
Grau de dificuldade: 16

Chave: Na reta final, não venceu em casa nem a Portuguesa nem a Ponte Preta. Se ganhar do Náutico e as três em casa, se salva. O problema é que vai receber três times em ótima fase e com aspirações de Libertadores, além de sair para um duelo direto em Curitiba.

Grau dificuldade (fora de casa)
Atlético-PR, Grêmio, Botafogo, Goiás – grau 5
Cruzeiro, Atlético-MG, Vitória e São Paulo – grau 4
Coritiba, Portuguesa, Bahia, Fluminense, Vasco, Ponte Preta e Criciúma – grau 3
Santos, Flamengo, Internacional, Corinthians – grau 2
Náutico – grau 1

Grau dificuldade (em casa)
Atlético-PR, Grêmio, Botafogo, Goiás – grau 3
Cruzeiro, Vitória, São Paulo, Coritiba, Portuguesa, Bahia, Fluminense, Vasco, Ponte Preta e Criciúma – grau 2
Atlético-MG, Santos, Flamengo, Internacional, Corinthians – grau 1
Náutico – grau 0

Antes do início do campeonato, este blog considerava Náutico, Bahia, Portuguesa, Ponte Preta, Criciúma e Goiás os mais fortes candidatos ao rebaixamento. E o Vasco seria o único dos 11 grandes com chances reais de cair. Logicamente, o Goiás fez uma campanha para lá de surpreendente e está brigando na ponta da tabela em que eu achei que fosse estar o Fluminense. Bahia e Portuguesa, se se salvarem, o farão pelos brilhantes trabalhos de Cristóvão Borges e Guto Ferreira. Já o Coritiba, pelos pontos acumulados no início do campeonato, pelos pés de Alex. Mantendo a lógica de pontuação, futebol apresentado, técnico escolhido para a hora H e dificuldade da tabela, o Vasco parece ser um candidato forte ao rebaixamento. Como eu imaginava em maio. Mas vamos esperar para ver…

 


Coxa manda recado. Problema é que nosso futebol é para maratonistas
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juliogomes

Eu sou um crítico ferrenho do movimento pelo qual passa o futebol brasileiro. Uma distribuição de cotas de TV que abrirá um abismo entre clubes e possivelmente terá duras consequências esportivas.

Vejamos. Um pouco de história, antes de falar do Coxa. O futebol daqui, ao contrário do europeu, nasce, cresce e amadurece de forma regionalizada. Até 20 anos atrás, os campeonatos estaduais tinham o mesmo peso do Campeonato Brasileiro. Antes disso, tinham ainda mais peso. É por isso que somos um país com tantos times chamados grandes. Quatro em São Paulo, que já foram cinco, quatro no Rio, dois em Belo Horizonte, dois em Porto Alegre, dois em Salvador, três no Recife, dois até em Campinas, Ribeirão Preto, Caxias…

Hoje, o futebol brasileiro virou nacional, um movimento irreversível. É óbvio, lógico, não dá nem para discutir que se a cidade de Curitiba estivesse toda voltada para um time só, seria mais fácil ter impacto nacional do que dividindo-se entre três. O mesmo serve para Salvador, Belém, Natal, Florianópolis, Fortaleza…

Se o futebol continuar com esse mesmo modelo atual, dentro de algumas décadas a nacionalização terá engolido o que a regionalização criou. Clubes locais grandes sumirão, como o Guarani vai desaparecendo. Em alguns lugares, a divisão pode sobrar até para os dois, como acontece com Remo e Paysandu. Se isso é bom ou ruim, não sei, mas este é o movimento atual.

Ao longo da história, a grandeza regional de alguns clubes fez com que eles levassem essa força para ocupar um espaço no topo nacional em muitos momentos: assim ocorreu com Bahia, Coritiba e Atlético-PR, todos campeões brasileiros, mas sem consistência de disputa lá em cima ano a ano.

O problema é: se a grandeza regional perde relevância, e esse é o movimento que vivemos, cada vez fica mais difícil isso se transferir para um nível nacional. Você ganha teu Estadual e depois só joga para não cair no nacional. Ou seja: Bahia, Coritiba, Sport e outros terão uma possibilidade cada vez mais rasa de chegar lá no alto. Fica praticamente impossível, em outras palavras.

E aí chegamos às cotas. O futebol brasileiro vive o sério problema de a negociação de direitos de TV ser feita de forma individualizada, não coletiva. Esse tipo de erro foi o que transformou a liga espanhola no que ela é hoje: dois milionários e o resto que se dane. Esse tipo de erro pode ter efeitos parecidos no futebol brasileiro. A implosão do Clube dos Treze é recente, de dois anos atrás, então estamos apenas no início do que eu considero um desastre.

O Coritiba, um gigante regional, não tem hoje, por A + B, chance alguma de ser campeão brasileiro. Porque a diferença orçamentária é brutal em relação a tantos times. E o Campeonato Brasileiro tem um formato de maratona. Em maratonas, o time importa pouco, é o elenco que vale. Há cartões, lesões, muitos, muitos, muitos problemas físicos a serem administrados. Não é à toa, não é mera coincidência, que nos últimos oito anos só foram campeões os quatro clubes mais ricos do país – três deles por causa de TV/enormes torcidas, um porque tem um mecenas que o equipara financeiramente aos outros. Com a atual divisão de dinheiro, isso vai se acentuar ano a ano.

O torcedor do Coritiba fica p… da vida quando eu digo que pensar em título é absurdo. Mas amigos do Coxa, tentem entender o que estou querendo dizer. Eu também fico p da vida!! Eu acho cretinice termos um campeonato em que o dinheiro manda dessa maneira. Eu queria muito acreditar que o Coxa vai manter o fôlego e disputar o título. Só que não vai. E essa não é uma crítica ao Coritiba, muito pelo contrário. É uma crítica ao campeonato, a esse crime que é o Coxa receber tanto dinheiro a menos que outros tantos. Há de se brigar para que isso mude, não com o blogueiro que vos escreve.

Vivemos em uma era em que os times médios nacionais precisam fazer tudo, tudo, tudo direitinho. Precisam da torcida lotando o estádio todo jogo. Precisam de um Alex resolvendo abrir mão de grana para jogar no time do coração. Precisam de sorte, muita sorte com as arbitragens, com o calendário, etc. Tudo isso junto e de uma vez para, talvez, somente talvez, ficar ali rondando o G-4 e disputar uma vaga na Libertadores na reta final do campeonato.

O Figueirense, dois anos atrás, fez tudo direitinho. Tudo. Brigou por Libertadores. No ano seguinte, cometeu alguns erros. Caiu. É assim de cruel a vida atual dos clubes que estão fora do eixo SP-RJ-MG-RS.

O fato é que a vitória do Coxa sobre o Grêmio, em plena Arena e sem Alex, é um recado. E logo depois de encarar o Cruzeiro e fazer um bom jogo no Mineirão, também sem Alex. A vitória em Porto Alegre é um recado para os próprios jogadores, além do consumo externo. Esse é um time capaz de vencer qualquer um em qualquer lugar. E sem Alex. Esse tipo de confiança pode ser determinante para o Coritiba manter um ritmo forte e adiar, adiar o máximo possível, o momento em que a maratona o fará ficar com a língua de fora.

Tem Copa Sul-Americana vindo aí. O Coritiba é o melhor time do Brasil, no momento, entre todos os que estão na disputa, acima do São Paulo. E aí? Vai tentar a Libertadores via Sul-Americana? Ou via Brasileiro? Não tem elenco para jogar com dois times diferentes e manter o alto nível… cuidado. Aqui, uma armadilha gigante pela frente para o Coxa. Possivelmente seja melhor escolher um dos dois campeonatos desde já: ou aposta no Brasileiro ou aposta na Sul-Americana.

Bom, o recado está dado. O Coritiba deu um passo de gigante na noite desta quinta-feira. Precisa ser respeitado de verdade. Se os ricaços São Paulo, Fluminense e Grêmio continuarem fazendo uma campanha medíocre para os elencos caros que têm, é muito boa notícia para o Coxa. O título da Libertadores do Atlético também foi uma baita notícia, é um rico a menos na disputa. O G-4 pode se tornar uma realidade, mesmo na maratona. Título? Para mim, insisto, sonho impossível.

Mas enfim. Sonhar não custa nada, já dizia a música…