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Chelsea leva a Premier! Saiba quem mais pode ser campeão na Europa
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O título da Premier League estava cantado faz tempo. Foram várias as rodadas que mostraram que o Chelsea seria campeão, e o fato de os Blues estarem fora da Liga dos Campeões, totalmente focados no Campeonato Inglês, era uma vantagem e tanto.

O título antecipado veio nesta sexta-feira, na abertura da penúltima rodada, como uma vitória suada sobre o West Bromwich, fora de casa, por 1 a 0.

A Premier havia tido quatro campeões diferentes nos últimos quatro anos – é, de fato, o campeonato europeu grande que começa com mais candidatos ao título. O Chelsea, com Conte, repete o feito depois do título de 2015, com Mourinho. Desde a injeção bizarra de dinheiro do russo Roman Abramovich, que começou em 2003, o Chelsea, que completava naquele ano uma fila de 48 anos sem título nacional, conquista sua quinta Premier League.

Um título justo. Conte mudou o sistema no começo da temporada, passou a usar três zagueiros, deu liberdade a Hazard e contou com grande temporada de Diego Costa. Em relação ao time que fracassou na temporada passada, a grande mudança foi a chegada do volante francês Kanté, que veio do Leicester. Ele é o único bicampeão inglês e foi, na opinião deste blog, o melhor jogador do campeonato.

OUTROS CAMPEÕES?

A Europa já conhece os campeões da Inglaterra e da Alemanha (Bayern de Munique). Neste fim de semana, podem ser definidos os campeões na Itália, França, Portugal e Holanda.

Na Itália, faltam três rodadas e a Juventus é líder com sete pontos de vantagem para a Roma e oito para o Napoli. No domingo, 15h45, jogam Roma e Juventus em um confronto direto no Olímpico. O empate dará à Juventus o inédito hexacampeonato italiano. Se a Roma vencer, diminuirá a diferença para quatro pontos e ainda sobreviverá na briga.

Na França, o Monaco tem 86 pontos, contra 83 do tetracampeão PSG. Mas o Monaco ainda tem mais três jogos a fazer, o PSG só tem dois. No domingo, às 16h, o Monaco enfrenta o Lille (11o colocado) em casa. Será campeão se fizer um resultado melhor que o do PSG, que vai a Saint Étienne pegar o sétimo colocado da Ligue 1. Se os dois vencerem, o título não será ainda matemático, mas será do Monaco na prática – pois o saldo de gols do time do Principado é muito superior ao da capital (18 gols a mais).

Em Portugal, faltam duas rodadas e o Benfica tem cinco pontos a mais do que o Porto. Para ser campeão, basta ao Benfica vencer em casa o Vitória de Guimarães (quarto colocado), às 14h15 do sábado. Se não vencer no sábado, ainda assim será campeão se o Porto não derrotar o Paços Ferreira no domingo.

Por fim, na Holanda será disputada a última rodada no domingo, às 9h30. É o segundo match point para o Feyenoord, que não conquista o campeonato desde 1999. O time de Roterdã já poderia ter sido campeão na rodada passada, mas sentiu a pressão e perdeu por 3 a 0 para um time de meio de tabela. Agora, a vantagem para o Ajax caiu para apenas um ponto. O Feyenoord recebe o Heracles, nono colocado, eu seu estádio. Se vencer, será campeão. Se amarelar, terá de torcer contra o Ajax, que viaja para pegar o Willem II (12o colocado).

 


Chelsea mata o Arsenal e já pode comemorar a Premier League
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É verdade que teve uma ajudinha da arbitragem, mas o Chelsea dominou completamente e venceu o Arsenal por 3 a 1, neste sábado, em clássico londrino. A Premier League está decidida. É azul de novo.

A ajudinha veio no primeiro gol, uma falta claríssima de Alonso, que subiu com o cotovelo no rosto de Bellerín (teve de ser substituído) antes de cabecear. O Arsenal ameaçou empatar no primeiro tempo, mas foi destruído no segundo. O segundo gol do Chelsea, de Hazard, foi uma pintura. O belga é o melhor jogador do campeonato e um dos melhores do mundo.

Não que o Arsenal fosse o maior rival do Chelsea pelo título. Mas o fato é que os jogos desta semana, contra Liverpool e Arsenal, eram fundamentais para reabrir o campeonato. O Chelsea, que havia perdido para ambos no turno, empatou em Liverpool e ganhou bem em casa hoje. Não deixou ninguém abrir brecha alguma.

Na tabela, o Chelsea chega a 59 pontos. São 19 vitórias, 2 empates e 3 derrotas. Dominação total. Os perseguidores: Arsenal com 47, Tottenham com 47, Manchester City, Liverpool com 46, Manchester United com 42 pontos – os últimos quatro ainda jogam na rodada.

Arsenal e Tottenham não foram capazes de ganhar uma liga que ficou para o Leicester ano passado – são times em punch. Faltam muitas coisas. O City de Guardiola deve melhorar na reta final, mas ainda derrapará aqui e ali e o grande objetivo é a Champions League. O Liverpool vive seu pior momento na temporada. O United, além de muito longe na tabela, ainda tem final da Copa da Liga no caminho – para Mourinho, não estaria nada mal um título logo de cara, por menos relevante que seja.

Por falar em Champions League, essa é uma das chaves. Enquanto o Chelsea está fora das competições europeias, pela péssima temporada passada que fez, seus principais concorrentes estão para lá de envolvidos. City e Arsenal enfrentam, respectivamente, Monaco e Bayern de Munique em fevereiro pela Champions. O Tottenham está vivo na Europa League. Não é uma prioridade, mas pode se transformar conforme as fases avancem. O mesmo vale para o United.

O Chelsea tem apenas a Copa da Inglaterra para ser jogada ao mesmo tempo que a Premier. Se precisar poupar jogadores na Copa, não duvidará em fazê-lo.

Desde que Abramovich chegou com aquele caminhão de dinheiro e o Chelsea virou um clube milionário, um grande europeu, foram quatro títulos nacionais: 2005, 06, 10 e 15 – três com Mourinho, um com Ancelotti. Só o United ganhou mais ligas no período: foram cinco ainda com Ferguson, a últimas delas em 2013.

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A verdade é que o trabalho de Antonio Conte, outro italiano brilhando no Chelsea (além de Ancelotti, teve Di Matteo campeão da sonhada Champions em 2012), é maravilhoso.

Fui justamente na derrota por 3 a 0 para o Arsenal, no primeiro turno, que ele revolucionou o sistema do time. Abandonou o 4-2-3-1 dos últimos anos, passou a jogar com três zagueiros e deu total liberdade a Hazard na frente.

Assim como o Leicester do ano passado, o Chelsea prima pela fantástica compactação na defesa e uma velocidade incrível para fazer a transição defesa-ataque.

É pobre rotular esse Chelsea como um time de contra ataque. Sim, é verdade que os contra ataques são mortais com a velocidade de Hazard e Pedro (ou Willian, quando entra) e a grande capacidade de finalização de Diego Costa. Mas o Chelsea mostrou ser mais que isso dominando completamente o segundo tempo contra o Arsenal.

Com Kanté, que era o motorzinho do meio de campo do Leicester e faz o mesmo no Chelsea, o time recupera muitas bolas. Moses e Alonso defendem e atacam pelas laterais. David Luiz, bem posicionado e com a cabeça no lugar, faz uma temporada impecável. Ninguém se aproxima da área e, quando consegue fazê-lo, para nas espetaculares defesas de Courtois, talvez o melhor goleiro do mundo hoje.

Goleiro bom, defesa compacta, meio de campo que rouba muitas bolas e tem capacidade de municiar, triangular e manter a posse com os atacantes – que se mexem por todo o campo.

Conte, em seu primeiro ano na Premier, assim como Guardiola, achou a fórmula ideal. Faltam 14 jogos para o Chelsea. A maioria contra times da parte baixa da tabela. Só em abril haverá confrontos contra os dois times de Manchester – se bobear, a Premier já estará liquidada matematicamente até lá.

Esqueçam o “ainda é cedo”. O título inglês já é do Chelsea.

 


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