Blog do Júlio Gomes

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Tite acerta ao convocar David Luiz e Rodriguinho
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Está difícil achar uma bola fora de Tite. O técnico convocou nesta sexta a seleção para amistosos contra Argentina e Austrália, em junho. E a lista tem algumas justiças.

David Luiz ficou marcado pelos 7 a 1. E é justo que seja assim, que ele seja criticado por uma atuação desastrosa. Mas não gosto quando jogadores recebem um carimbo na testa e punição perpétua por uma má atuação.

A temporada de David Luiz foi enorme. Voltou para o Chelsea e foi importantíssimo na campanha do título, sendo um dos três zagueiros de Conte. Mostrou, mais uma vez, que pode jogar como zagueiro e que, apesar de ter alguns defeitos técnicos, pode compensá-los com elementos ofensivos que poucos zagueiros aportam a um time.

David Luiz pode ou não pode estar no grupo da Copa do Mundo. Há boas justificativas para qualquer que seja a decisão tomada por Tite. O que não dá é para riscá-lo da lista eternamente por causa do 7 a 1. Faz muito bem o técnico em chamá-lo, observá-lo, conhecê-lo.

Ele é um zagueiro especial. Muitas vezes a volúpia em campo lhe faz esquecer do básico da função. É um jogador que foi sendo lapidado durante o voo, não na base. Os técnicos que sabem trabalhar bem isso ganham uma ótima peça para seus times.

Diego Alves, goleiro do Valencia, deveria ser titular da seleção há muito tempo. Creio que seria o goleiro da Copa passada, não tivesse Marin demitindo Mano Menezes para se escorar na dupla Felipão/Parreira. O Brasil tem muitos bons goleiros, mas o nível apresentado por Diego Alves na Espanha, há muito tempo, é bastante alto.

Alex Sandro é titular da Juventus finalista da Champions. Outro que faz ótima temporada e é uma opção que precisa ser vista para a lateral esquerda. Assim como Jemerson, que foi muito bem no Monaco (campeão francês e semifinalista da Champions) e ganha uma chance.

Por fim, chegamos a Rodriguinho. Não acho que Rodriguinho vá chegar até a Copa do Mundo, o próprio Tite deu a entender que, se estivesse bem fisicamente, Diego é que seria convocado.

Mas é muito justo que seja chamado o melhor meia do futebol brasileiro em 2017. Repito. Em 2017.

Na atual temporada do futebol brasileiro, que ainda está muito no comecinho, nenhum outro jogador da posição foi mais determinante que Rodriguinho.

Não acho que seleção brasileira seja “momento”, como muitos dizem. Acho que seleção brasileira precisa ser uma base de atletas, muitos deles “à prova de momento”. Não dá para o cara jogar no fio da navalha o tempo todo, ele precisa ter confiança e saber que faz parte dos planos independente de viver uma fase ruim.

E uma ou duas vagas ficam reservadas para quem estiver bem, aí sim, naquele momento da competição. É importante testar Rodriguinho, observá-lo. Vai que o cara carrega o ótimo momento para o ano todo no Corinthians.

Claro que vamos lembrar de um nome aqui, outro ali. Faltou esse, faltou aquele. Não gosto muito de Fágner e Taison na lista, por exemplo. Mas essa é a graça de se falar de seleção.

Por enquanto, Tite segue só dando bolas dentro. Seu único erro é não querer ser presidente da combalida República!


Chelsea leva a Premier! Saiba quem mais pode ser campeão na Europa
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O título da Premier League estava cantado faz tempo. Foram várias as rodadas que mostraram que o Chelsea seria campeão, e o fato de os Blues estarem fora da Liga dos Campeões, totalmente focados no Campeonato Inglês, era uma vantagem e tanto.

O título antecipado veio nesta sexta-feira, na abertura da penúltima rodada, como uma vitória suada sobre o West Bromwich, fora de casa, por 1 a 0.

A Premier havia tido quatro campeões diferentes nos últimos quatro anos – é, de fato, o campeonato europeu grande que começa com mais candidatos ao título. O Chelsea, com Conte, repete o feito depois do título de 2015, com Mourinho. Desde a injeção bizarra de dinheiro do russo Roman Abramovich, que começou em 2003, o Chelsea, que completava naquele ano uma fila de 48 anos sem título nacional, conquista sua quinta Premier League.

Um título justo. Conte mudou o sistema no começo da temporada, passou a usar três zagueiros, deu liberdade a Hazard e contou com grande temporada de Diego Costa. Em relação ao time que fracassou na temporada passada, a grande mudança foi a chegada do volante francês Kanté, que veio do Leicester. Ele é o único bicampeão inglês e foi, na opinião deste blog, o melhor jogador do campeonato.

OUTROS CAMPEÕES?

A Europa já conhece os campeões da Inglaterra e da Alemanha (Bayern de Munique). Neste fim de semana, podem ser definidos os campeões na Itália, França, Portugal e Holanda.

Na Itália, faltam três rodadas e a Juventus é líder com sete pontos de vantagem para a Roma e oito para o Napoli. No domingo, 15h45, jogam Roma e Juventus em um confronto direto no Olímpico. O empate dará à Juventus o inédito hexacampeonato italiano. Se a Roma vencer, diminuirá a diferença para quatro pontos e ainda sobreviverá na briga.

Na França, o Monaco tem 86 pontos, contra 83 do tetracampeão PSG. Mas o Monaco ainda tem mais três jogos a fazer, o PSG só tem dois. No domingo, às 16h, o Monaco enfrenta o Lille (11o colocado) em casa. Será campeão se fizer um resultado melhor que o do PSG, que vai a Saint Étienne pegar o sétimo colocado da Ligue 1. Se os dois vencerem, o título não será ainda matemático, mas será do Monaco na prática – pois o saldo de gols do time do Principado é muito superior ao da capital (18 gols a mais).

Em Portugal, faltam duas rodadas e o Benfica tem cinco pontos a mais do que o Porto. Para ser campeão, basta ao Benfica vencer em casa o Vitória de Guimarães (quarto colocado), às 14h15 do sábado. Se não vencer no sábado, ainda assim será campeão se o Porto não derrotar o Paços Ferreira no domingo.

Por fim, na Holanda será disputada a última rodada no domingo, às 9h30. É o segundo match point para o Feyenoord, que não conquista o campeonato desde 1999. O time de Roterdã já poderia ter sido campeão na rodada passada, mas sentiu a pressão e perdeu por 3 a 0 para um time de meio de tabela. Agora, a vantagem para o Ajax caiu para apenas um ponto. O Feyenoord recebe o Heracles, nono colocado, eu seu estádio. Se vencer, será campeão. Se amarelar, terá de torcer contra o Ajax, que viaja para pegar o Willem II (12o colocado).

 


Vitória do Arsenal e tropeço do Liverpool embolam briga por G4 na Premier
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Os resultados do domingo embolaram ainda mais a acirrada disputa na Inglaterra por vagas na próxima Liga dos Campeões da Europa.

O Liverpool, um leão contra os grandes ao longo da temporada, voltou a ser um gatinho contra os pequenos. Com direito a pênalti perdido por Milner, o time empatou sem gols, em casa, com o Southampton. Mais tarde, o Arsenal, gatinho contra os grandes e leão contra os pequenos, finalmente venceu um clássico.

Fez 2 a 0 contra o time misto do Manchester United, quebrando uma série invicta de 25 jogos do rival no Campeonato Inglês. Foi também a primeira vez que Arsene Wenger ganhou de um time de José Mourinho na Premier – eram cinco derrotas e sete empates nas 12 partidas anteriores.

O Manchester United joga todas as fichas na tentativa de ser campeão da Europa League. Na quinta, recebe o Celta de Vigo e, após a vitória por 1 a 0 fora de casa na ida, é favorito para chegar à final. Se for campeão da Europa League, entrará na fase de grupos da próxima Champions mesmo que fique fora do G4 da Premier – neste caso, a Inglaterra teria cinco times na competição.

Situação da Premier League faltando duas semanas para o encerramento da competição:

1) Chelsea 81 pts
Duas vitórias em quatro jogos bastam para o título. Enfrenta Middlesbrough (c) nesta segunda e abre a rodada seguinte contra o West Brom (f), na sexta. Já tem tudo para ser campeão nesta semana;

2) Tottenham 77 pts
Mais uma ótima campanha, mas será mesmo vice-campeão. Tem mais três jogos a fazer e só pode chegar a 86 pontos;

A briga pelas últimas 2 vagas na Champions League:

3) Liverpool 70 pts (saldo +29)
Pega West Ham (f), Middlesbrough (c). Se vencer ambas, está na Champions, pelo menos em quarto lugar. Dependeria dos resultados do City para ficar em terceiro e entrar direto na fase de grupos. Possível que chegue ao jogo de domingo contra o West Ham atrás do City e só um ponto na frente do Arsenal na tabela. Muita pressão para cima do time, que não tem mais margem para tropeços;

4) Manchester City 69 pts (saldo +33)
Pega Leicester (c), West Brom (c), Watford (f). Se vencer as três, acaba em terceiro e vai direto para a Champions. Se vencer duas das três, pelo menos se garante em quarto lugar, já que tem saldo de gols bem superior ao do Arsenal. É quem está em melhor posição;

5) Manchester United 65 pts (saldo +24)
Pega Tottenham (f), Southampton (f), Crystal Palace (c). G4 é quase impossível, teria de vencer as três e torcer por tropeços de todos os outros rivais. Aposta as fichas em ganhar a Europa League e entrar, assim, como um quinto inglês na próxima Champions;

6) Arsenal 63 pts (saldo +24)
Pega Southampton (f), Stoke (f), Sunderland (c), Everton (c). Esperanças renovadas. Precisa vencer os quatro jogos restantes e torcer ou por um tropeço do Liverpool ou por dois tropeços do City. Difícil, mas não impossível. O primeiro passo é ganhar seu jogo atrasado, na quarta-feira.

Jogos dos ingleses nesta semana:

Segunda 16h: Chelsea x Middlesbrough
Quarta 15h45: Southampton x Arsenal
Quinta 16h: Manchester United x Celta (Europa League)
Sexta 16h: West Bromwich x Chelsea

Fim de semana que vem:

Sábado: 8h30 Manchester City x Leicester, 13h30 Stoke x Arsenal
Domingo: 10h15 West Ham x Liverpool, 12h30 Tottenham x Manchester United

 


Real Madrid, Juventus e Monaco têm ótimo fim de semana antes das semis
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A semana será de semifinais de Liga dos Campeões, com o dérbi entre Real Madrid e Atlético de Madri, na terça, e Monaco x Juventus, na quarta. Mesmo sem entrar em campo neste domingo, Juventus e Monaco viraram virtuais campeões da Itália e da França.

A Juve tenta ser a primeira equipe a ganhar seis vezes seguidas o Italiano. O Monaco, por sua vez, tenta o oitavo título nacional, o primeiro desde o ano 2000. E ficou muito, muito perto com a derrota do Paris Saint-Germain neste domingo.

A temporada europeia vai chegando ao fim, e começam a aparecer os primeiros campeões das grandes ligas. O Bayern de Munique, após as decepcionantes eliminações na Liga dos Campeões da Europa e na Copa da Alemanha, garantiu matematicamente o pentacampeonato alemão ao desencantar e vencer o Wolfsburg por 6 a 0, fora de casa, no sábado.

Com Heynckes, o Bayern da tríplice coroa, em 2013, foi campeão com seis rodadas de antecipação. Com Guardiola, bateu o recorde em 2014 (sete rodadas, título em março). Em 2015, o tri veio com quatro rodadas de antecedência. O tetra, ano passado, na penúltima rodada. Agora, no primeiro ano de Carlo Ancelotti, é campeão com três rodadas para o fim da Bundesliga. Nunca, na história do futebol alemão, um time havia conseguido cinco títulos seguidos.

Na Inglaterra, o Chelsea deu um passo gigantesco rumo ao título ao vencer o Everton, fora de casa, por 3 a 0. É verdade que o Tottenham ganhou o dérbi de Londres contra o Arsenal, e a diferença entre eles segue em quatro pontos. Mas este era o último jogo realmente complicado para o Chelsea na tabela – dos quatro restantes, três são em casa e contra times da parte baixa da tabela.

A briga boa na Inglaterra é mesmo pelas duas vagas restantes no G4, as vagas para a próxima Liga dos Campeões. Liverpool e Manchester City tem os mesmos 66 pontos e os mesmos 28 gols de saldo (primeiro critério de desempate). O Manchester United tem 65 pontos, e o Arsenal tem 60, mas um jogo a menos.

Por falar em Liga dos Campeões, dos quatro semifinalistas, três brigam para serem campeões nacionais. E os três tiveram um fim de semana para sorrir.

O Real Madrid ainda tem os mesmos pontos que o Barcelona na ponta da Espanha, mas conseguiu uma vitória muito mais dramática. Pela enésima vez no campeonato, conseguiu pontos decisivos nos momentos finais. Marcelo foi o herói da vitória sobre o Valencia no sábado, marcando aos 41min do segundo tempo. O Valencia havia arrancado empates em Madri nas quatro das últimas cinco visitas e havia vencido o Real no jogo do turno.

Uma rodada a menos, e o Real Madrid ainda tem direito a empatar um dos quatro jogos restantes. Ao Barça, não basta vencer seus três jogos a fazer.

A Juventus empatou com a Atalanta na sexta-feira, mas depois viu de camarote a Roma perder o dérbi da capital por 3 a 1 para a Lazio, neste domingo de manhã. A vantagem na liderança, que poderia cair, subiu para nove pontos faltando quatro rodadas. A Juventus pode ser campeã na próxima rodada: faz em seu estádio o dérbi contra o Torino no sábado, enquanto a Roma tem um duro clássico contra o Milan, fora de casa, no domingo.

E o grande felizardo do dia foi o Monaco, que viu o PSG perder para o Nice por 3 a 1. Desde os 6 a 1 para o Barcelona, na Champions, o PSG havia vencido todas as nove partidas que havia disputado. Colocou pressão no Monaco, que busca seu primeiro título francês desde o ano 2000. Mas, apesar da maratona e de algumas partidas dramáticas, o time do Principado segurou as pontas.

No sábado, venceu o Toulouse precisando de uma virada no segundo tempo. Com a derrota do PSG em Nice, agora o Monaco tem três pontos de vantagem, muito mais saldo de gols (20 gols a mais), que é o primeiro critério de desempate, e ainda um jogo a menos.

Basta ao Monaco, portanto, ganhar dois dos quatro jogos restantes para ser campeão – pode perder duas vezes que ainda assim levará o caneco, mesmo que o PSG vença seus três jogos restantes. Essa margem de erro, que era pequena e ficou grande, dá um baita respiro para o Monaco focar nos duelos contra a Juventus pela Liga dos Campeões.

Em tempo: o Atlético de Madri, o último semifinalista da Champions, está fora da disputa pelo título espanhol, mas também sorriu. No sábado, meteu 5 a 0 no Las Palmas e recuperou a confiança em Gameiro. O problema é que perdeu Gimenez, machucado, e está sem lateral direito para enfrentar o Real Madrid – um tal Cristiano Ronaldo é quem joga por ali…


Ligas europeias entram na reta final com mês recheado de clássicos
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Passada a última pausa da temporada europeia para jogos de seleções, o “vírus Fifa” deixou os grandes clubes em paz desta vez. Chegamos à reta final dos campeonatos e o mês de abril reservas grandes clássicos em todas as ligas.

Já neste fim de semana, PSG e Monaco decidem a Copa da Liga da França (sábado 15h45). Benfica e Porto se enfrentam pela liderança (e, possivelmente, o título) em Portugal (sábado 16h30). Schalke 04 e Borussia Dortmund fazem o clássico do Vale do Ruhr, nesta que é considerada a maior rivalidade da Alemanha (sábado 10h30). Na Itália, em outro clássico de grande rivalidade, o Napoli recebe a Juventus no domingo (15h45). E a rodada da Premier League tem clássico de Liverpool no sábado (8h30) e o confronto entre os criticados Wenger e Guardiola no domingo (12h).

A Champions League tem quartas de final em 11/12 e 18/19 de abril, com Bayern-Real Madrid, Juventus-Barcelona, Dortmund-Monaco e Atlético de Madri-Leicester.

Veja o que ainda está em jogo nos principais países:

INGLATERRA

O Chelsea chega às 10 rodadas finais com uma enorme vantagem de pontos. São 69 contra 59 do Tottenham, 57 do Manchester City, 56 do Liverpool, 52 do Manchester United, 50 de Arsenal e Everton. O título vai ficar com os “blues”, mas a disputa pelas vagas na próxima Liga dos Campeões promete.

Já neste sábado, tem o “Merseyside Derby”, o clássico de Liverpool. Jogando em seu estádio, o Liverpool não perde para o Everton desde 1999. Depois disso, no entanto, o Liverpool, assim como o Tottenham, tem uma tabela mais tranquila.

Após a decepcionante eliminação nas oitavas de final da Champions, o Manchester City, de Guardiola, vai a Londres enfrentar o Arsenal, domingo, e o Chelsea, na próxima quarta. O Chelsea ainda joga o clássico contra o United, em Manchester, no dia 16. Aliás, o United, de Mourinho, que já ganhou a Copa da Liga Inglesa, ainda está vivo na Liga Europa, onde enfrenta o Anderlecht nas quartas de final e é o grande favorito ao título.

Principais jogos de abril:
1/4 Liverpool-Everton
2/4 Arsenal-Man City
5/4 Chelsea-Man City
16/4 Man United-Chelsea (Mou vs Conte)
22/4 Chelsea-Tottenham (semi Copa da Inglaterra)
23/4 Arsenal-Man City (semi Copa da Inglaterra)
27/4 Man City-Man United (Mou vs Pep)
30/4 Tottenham-Arsenal, Everton-Chelsea

ESPANHA

O Real Madrid tem o controle da Liga, pois soma dois pontos a mais que o Barcelona (65 a 63), tem ainda um jogo a menos e joga o clássico do returno no Santiago Bernabéu. Mas os dois gigantes têm duelos complicadíssimos na Liga dos Campeões logo antes do superclássico e o Campeonato Espanhol está mais equilibrado. Os gigantes já tropeçaram e ainda podem tropeçar mais vezes.

O Atlético de Madri, em quarto, com 55 pontos, está mais focado na Champions, mas adoraria fazer um grande dérbi contra o Real antes dos duelos contra o Leicester. O Sevilla, com 57, tentará se manter entre os quatro e não perder Jorge Sampaoli para a seleção argentina.

Principais jogos de abril:
5/4 Barcelona x Sevilla
8/4 Real Madrid-Atlético de Madri
(11/4 Juventus-Barça, 12/4 Bayern-Real, Atlético-Leicester na Champions)
(18/4 Real-Bayern e Leicester-Atlético, 19/4 Barça-Juventus na Champions)
23/4 Real Madrid-Barcelona
29 ou 30/4 Real Madrid-Valencia, Espanyol-Barcelona

ALEMANHA

O Bayern de Munique conquistará o inédito pentacampeonato, disso ninguém duvida. Tem folga na Bundesliga e poderá até poupar jogadores nos jogos próximos ao duelo contra o Real Madrid pela Liga dos Campeões – ainda que sejam jogos complicados. São 62 pontos na tabela, 13 a mais que o surpreendente RB Leipzig e 16 a mais que o Borussia Dortmund.

Depois de perder o clássico para o Borussia em Dortmund, em novembro, o Bayern engatou 12 vitórias e 2 empates no Alemão. Somando todas as competições, são 19 jogos e quatro meses sem perder. Em abril, o Bayern terá duas oportunidades de se vingar (ou não) de seu maior rival doméstico, que também está vivo na Champions.

Principais jogos de abril:
1/4 Schalke 04-Dortmund
8/4 Bayern-Dortmund
(11/4 Dortmund-Monaco, 12/4 Bayern-Real na Champions, 13/4 Ajax-Schalke na Europa League)
15/4 Bayer Leverkusen-Bayern
(18/4 Real-Bayern, 19/4 Monaco-Dortmund na Champions, 20/4 Schalke-Ajax na Europa League)
26/4 Bayern-Dortmund (semifinal da Copa da Alemanha, jogo único)

ITÁLIA

Assim como Chelsea e Bayern de Munique, a Juventus tem folga na liderança. Será o sexto Scudetto consecutivo, um feito inédito e histórico. Faltando nove rodadas para o final, a Juve lidera com 73 pontos, são 8 a mais que a Roma e 10 a mais que o Napoli. Foram 24 vitórias em 29 jogos até agora.

O mês de abril começa com dois duelos contra o Napoli, um pelo campeonato, outro pela Copa. São jogos de muita rivalidade e tensão entre times e torcidas. É o sul contra o norte, um duelo de muito simbolismo.

Jogando em seu estádio pelo Campeonato Italiano, a Juventus soma 31 vitórias consecutivas, juntando a atual com a temporada passada. Não empata desde um 1 a 1 com o Frosinone, em setembro de 2015. Não perde desde o primeiro jogo da temporada 15/16, 0-1 para a Udinese, em agosto de 2015. Somando todas as competições, são 46 jogos de invencibilidade no Juventus Stadium. Impressionante.

Lazio, com 57, Inter e Atalanta, com 55, e Milan, com 53 pontos, ainda tentam alcançar Roma (65) e Napoli (63) pelas vagas na próxima Champions.

Principais jogos de abril:
2/4 Napoli-Juventus
4/4 Roma-Lazio (semi Coppa Itália, Lazio fez 2-0 na ida)
5/4 Napoli-Juventus (semi Coppa Itália, Juve fez 3-1 na ida)
9/4 Lazio-Napoli
(11/4 Juventus-Barça na Champions)
15/4 Internazionale-Milan
(19/4 Barça-Juventus na Champions)
29 ou 30/4 Roma-Lazio, Internazionale-Napoli

FRANÇA

Depois da virada sofrida na Liga dos Campeões para o Barcelona, restam ao Paris Saint-Germain as competições domésticas. A parada está dura na Ligue 1. Em busca do pentacampeonato, o PSG, com 68 pontos, está 3 atrás do Monaco – dono do melhor ataque da Europa na temporada.

O Monaco, que superou o City de Guardiola e está nas quartas de final da Champions, fez 129 gols em 48 partidas oficias, média de 2,7. É um time super agradável de ver jogar e que vai vender caro o título francês, que não conquista desde o ano 2000.

Logo de cara, neste sábado, PSG e Monaco se enfrentam em Lyon pelo título da Copa da Liga da França. É a competição menos importante da temporada, mas que ganhou peso justamente pelo confronto direto entre as duas forças do país. Nos dois jogos entre eles pela Ligue 1, o Monaco fez 3 a 1 em casa e empatou por 1 a 1 em Paris (com gol nos acréscimos).

Eles também estão vivos na Copa da França e tem jogos relativamente fáceis no meio da semana que vem. Podem se enfrentar nas semifinais ou em uma eventual nova decisão.

O Nice, de Balotelli, ficou para trás na tabela e soma 64 pontos, sete a menos que o Monaco. Mas deve conseguir vaga na Champions, pois tem 14 a mais do que o Lyon, o quarto colocado. O Lyon ainda está vivo na Europa League e enfrenta nos dias 13 e 20 de abril o Besiktas, líder do Campeonato Turco, por uma vaga nas semifinais.

PORTUGAL

Também neste sábado, Benfica e Porto fazem o superclássico em Lisboa. O Benfica lidera o campeonato com 64 pontos, apenas 1 a mais que o Porto – ambos foram eliminados nas oitavas de final da Liga dos Campeões.

Depois do clássico, faltarão sete rodadas para o fim do campeonato. Como Benfica e Porto costumam ganhar praticamente todos os seus jogos em Portugal, o duelo direto é uma verdadeira decisão. Ainda em abril, no dia 22, o Benfica faz o dérbi de Lisboa contra o terceiro colocado, no estádio do Sporting.


Chelsea mata o Arsenal e já pode comemorar a Premier League
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juliogomes

É verdade que teve uma ajudinha da arbitragem, mas o Chelsea dominou completamente e venceu o Arsenal por 3 a 1, neste sábado, em clássico londrino. A Premier League está decidida. É azul de novo.

A ajudinha veio no primeiro gol, uma falta claríssima de Alonso, que subiu com o cotovelo no rosto de Bellerín (teve de ser substituído) antes de cabecear. O Arsenal ameaçou empatar no primeiro tempo, mas foi destruído no segundo. O segundo gol do Chelsea, de Hazard, foi uma pintura. O belga é o melhor jogador do campeonato e um dos melhores do mundo.

Não que o Arsenal fosse o maior rival do Chelsea pelo título. Mas o fato é que os jogos desta semana, contra Liverpool e Arsenal, eram fundamentais para reabrir o campeonato. O Chelsea, que havia perdido para ambos no turno, empatou em Liverpool e ganhou bem em casa hoje. Não deixou ninguém abrir brecha alguma.

Na tabela, o Chelsea chega a 59 pontos. São 19 vitórias, 2 empates e 3 derrotas. Dominação total. Os perseguidores: Arsenal com 47, Tottenham com 47, Manchester City, Liverpool com 46, Manchester United com 42 pontos – os últimos quatro ainda jogam na rodada.

Arsenal e Tottenham não foram capazes de ganhar uma liga que ficou para o Leicester ano passado – são times em punch. Faltam muitas coisas. O City de Guardiola deve melhorar na reta final, mas ainda derrapará aqui e ali e o grande objetivo é a Champions League. O Liverpool vive seu pior momento na temporada. O United, além de muito longe na tabela, ainda tem final da Copa da Liga no caminho – para Mourinho, não estaria nada mal um título logo de cara, por menos relevante que seja.

Por falar em Champions League, essa é uma das chaves. Enquanto o Chelsea está fora das competições europeias, pela péssima temporada passada que fez, seus principais concorrentes estão para lá de envolvidos. City e Arsenal enfrentam, respectivamente, Monaco e Bayern de Munique em fevereiro pela Champions. O Tottenham está vivo na Europa League. Não é uma prioridade, mas pode se transformar conforme as fases avancem. O mesmo vale para o United.

O Chelsea tem apenas a Copa da Inglaterra para ser jogada ao mesmo tempo que a Premier. Se precisar poupar jogadores na Copa, não duvidará em fazê-lo.

Desde que Abramovich chegou com aquele caminhão de dinheiro e o Chelsea virou um clube milionário, um grande europeu, foram quatro títulos nacionais: 2005, 06, 10 e 15 – três com Mourinho, um com Ancelotti. Só o United ganhou mais ligas no período: foram cinco ainda com Ferguson, a últimas delas em 2013.

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A verdade é que o trabalho de Antonio Conte, outro italiano brilhando no Chelsea (além de Ancelotti, teve Di Matteo campeão da sonhada Champions em 2012), é maravilhoso.

Fui justamente na derrota por 3 a 0 para o Arsenal, no primeiro turno, que ele revolucionou o sistema do time. Abandonou o 4-2-3-1 dos últimos anos, passou a jogar com três zagueiros e deu total liberdade a Hazard na frente.

Assim como o Leicester do ano passado, o Chelsea prima pela fantástica compactação na defesa e uma velocidade incrível para fazer a transição defesa-ataque.

É pobre rotular esse Chelsea como um time de contra ataque. Sim, é verdade que os contra ataques são mortais com a velocidade de Hazard e Pedro (ou Willian, quando entra) e a grande capacidade de finalização de Diego Costa. Mas o Chelsea mostrou ser mais que isso dominando completamente o segundo tempo contra o Arsenal.

Com Kanté, que era o motorzinho do meio de campo do Leicester e faz o mesmo no Chelsea, o time recupera muitas bolas. Moses e Alonso defendem e atacam pelas laterais. David Luiz, bem posicionado e com a cabeça no lugar, faz uma temporada impecável. Ninguém se aproxima da área e, quando consegue fazê-lo, para nas espetaculares defesas de Courtois, talvez o melhor goleiro do mundo hoje.

Goleiro bom, defesa compacta, meio de campo que rouba muitas bolas e tem capacidade de municiar, triangular e manter a posse com os atacantes – que se mexem por todo o campo.

Conte, em seu primeiro ano na Premier, assim como Guardiola, achou a fórmula ideal. Faltam 14 jogos para o Chelsea. A maioria contra times da parte baixa da tabela. Só em abril haverá confrontos contra os dois times de Manchester – se bobear, a Premier já estará liquidada matematicamente até lá.

Esqueçam o “ainda é cedo”. O título inglês já é do Chelsea.

 


Sergio Ramos redefine a “lei do ex”. Sevilla derruba o Real!
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juliogomes

Sergio Ramos jogou muito bem no Sevilla, em uma época de renascimento do clube. É um filho da cidade. Com 19 anos, o Real Madrid foi até o Sul contratar o zagueiro que seria o “novo Hierro”. Na época, falou-se daqui, dali e não pegou muito bem a saída de Ramos lá na Andaluzia.

Acelera a fita e chegamos ao meio da semana, quando Sevilla e Real Madrid se enfrentavam pela Copa do Rei. Com os 3 a 0 da ida, a eliminatória estava morta. Mas o Real defendia uma invencibilidade de 39 jogos oficiais, marca histórica e igual à conquistada pelo Barcelona nas duas temporadas anteriores.

O Sevilla ganhava por 3 a 1 até o 38min do segundo tempo. Foi quando Sergio Ramos bateu um pênalti com cavadinha. Deu aquela humilhada. Comemorou, meio que com raiva da torcida. E, claro, foi vaiado. Depois, disse que não tinha comemorado nada e que, quando morresse, seria enterrado com uma bandeira do Sevilla e outra do Real sobre o caixão. Disse que não entendia por que Daniel Alves (um brasileiro) era aplaudido no estádio Ramón Sánchez Pizjuán, enquanto ele era xingado.

Nos acréscimos daquele jogo, Benzema decretaria o 3 a 3, e o Real chegaria ao recorde do país, 40 jogos de invencibilidade. E Sergio Ramos se transformou no personagem da semana.

Chegamos a este domingo, jogo válido pela liga espanhola. Líder contra vice-líder, para se ter uma ideia de quão bons são o time do Sevilla e seu técnico, Jorge Sampaoli.

Após um bom primeiro tempo do Sevilla, o Real tomou conta do jogo no segundo, chegou ao gol e parecia a ponto de jogar um balde de água fria na liga espanhola. Criava chances para matar a partida.

Foi quando, aos 40min do segundo, Sergio Ramos apareceu. E fez um gol… contra!

Não dava para ter deixado o torcedor do Sevilla mais feliz. O personagem da semana tirava a vitória importantíssima do Real. Como disse um seguidor no Twitter. “A lei do ex se superou”.

A “lei do ex”, todos sabem, é evocada sempre que um ex-jogador de um clube marca quando reencontra o time que defendia. Sergio Ramos redefine a lei do ex ao meter um gol contra o Sevilla na quarta para depois, no domingo, fazer contra o atual, em favor do ex. Uau!

Mas tinha mais. O Sevilla cresceu no jogo, e o Real ficou atordoado. Jovetic, que chegou agora ao clube, meteu o 2 a 1 aos 45! E foi pelos ares a história invencibilidade de 40 jogos do Real Madrid de Zidane.

Êxtase total no Sánchez Pizjuán, onde o Sevilla derruba o todo poderoso Madrid pela segunda temporada consecutiva, quebra a série invicta e coloca fogo no campeonato.

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Na Espanha, são poucos os jogos em que você olha para a tabela e imagina um tropeço de Real Madrid ou Barcelona. O tropeço pode acontecer, vira e mexe acontece. Mas é difícil prevê-lo. Salvo pouquíssimas exceções, os dois grandões entram sempre em campo com um favoritismo destacado. Neste domingo, tínhamos um desses jogos-chave para o campeonato. Um jogo em que poderia acontecer o que, de fato, aconteceu. Gracias, Sergio Ramos!

O Real Madrid fica com 40 pontos, apenas 1 de vantagem para o Sevilla e 2 para o Barcelona. O Atlético está 6 atrás. Tem um detalhe: o Real tem um jogo a menos que essa turma toda. Ainda está no controle. Mas…

Esquenta na Itália, esfria na Inglaterra

A Juventus levou 2 a 1 da Fiorentina, em Florença, ao mesmo tempo que o Real caía em Sevilha. E a liga italiana também esquentou. A Juve tem agora só um ponto de vantagem para a Roma e quatro para o Napoli – apesar de, assim como o Real, ter um jogo a menos.

Já na Inglaterra, foi o contrário.

O Chelsea foi até a casa do atual campeão, o Leicester, e meteu 3 a 0 sem suar muito no sábado. Isso com uma semi crise se desenhando, após Antonio Conte barrar Diego Costa do jogo – falou-se de tudo, mas parece que tiveram um bate boca e o centroavante está balançado pela absurda proposta que recebeu da China.

Não bastasse a demonstração de foco e força, o Chelsea ainda viu de camarote, no domingo, Manchester United e Liverpool empatarem um ótimo jogo por 1 a 1. E o Manchester City levar 4 a 0 do Everton – Guardiola já até “jogou a toalha“.

O Chelsea lidera a Premier League com 52 pontos, 7 a mais que Liverpool e Tottenham, 8 a mais que o Arsenal, 10 a mais que o City e 12 a mais que o United. Faltam ainda 17 rodadas, mas é difícil ver o time de Conte perdendo pontos bobos – e o Chelsea tem a vantagem de não estar envolvido na Champions League, o foco é total na liga doméstica.

No dia 31 de janeiro tem Liverpool x Chelsea. Logo depois, no dia 4 de fevereiro, tem Chelsea x Arsenal. Ou a liga inglesa esquenta de novo nesses dois jogos ou o Chelsea já pode ir preparando a festa e nos restará acompanhar uma bela briga pelas vagas na Champions – hoje, os dois times de Manchester, de Pep e Mou, estariam fora.

Na sexta-feira, volta a Bundesliga. Olho no Bayern de Munique de Carlo Ancelotti. Começou a temporada claudicante, mas engatou no fim do ano e é um dos grandes favoritos a conquistar a Champions League.

 


Janela europeia: ingleses no ataque, Real Madrid quietinho
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juliogomes

Foi-se a Olimpíada, voltamos ao futebol (não comemoro, acho uma pena, mas as coisas são como são). Um dos meus sonhos era ver o Brasileirão ser disputado de janeiro a agosto. Assim, as janelas europeias seriam muito menos dramáticas para nosso principal campeonato.

A de janeiro ainda pegaria o início de temporada. E a que se fecha em agosto pegaria o campeonato acabando. Mas, claro, os dirigentes que tomam conta disso devem estar preocupados com coisas muito mais importantes, não é mesmo?

Até que, no fim, a janela de verão europeu não foi assim tão destruidora para o futebol brasileiro. Sim, peças importantes saíram. O Santos perdeu Gabigol para a Inter de Milão, o Corinthians deu sequência ao desmanche perdendo Elias para o Sporting, o São Paulo já havia perdido Ganso para o Sevilla, o Grêmio havia cedido Giuliano ao Zenit, agora o Atlético Mineiro perde Douglas Santos para o Hamburgo.

 

O Palmeiras, líder do campeonato, consegue segurar Gabriel Jesus até o fim do ano. E, convenhamos, nenhuma das perdas fará um time deixar de ser campeão. Ninguém foi retalhado nos momentos derradeiros da janela de transferências.

E na Europa? O que vimos?

Barcelona e, principalmente, o Real Madrid estiveram tímidos no mercado. É fato que é difícil melhorar elencos como os dos dois superpoderosos, e o mesmo se aplica ao Bayern de Munique. São as três forças destacadas dos últimos anos e continuam sendo nesta temporada.

Me surpreendeu a calma do Real Madrid, dado que o clube ainda corre o risco de ser proibido pela Fifa de atuar nas duas próximas janelas. Trouxe Morata de volta, o que dá sangue novo para o ataque, competição para Benzema e opções de jogo. Recuperou o jovem meia Asensio, que estava emprestado. Mas acabou não monetizando com um (supostamente) insatisfeito James Rodríguez e não conseguiu trazer um meia defensivo para competir com Casemiro. O sonho era Pogba. Não rolou.

Por mais que tenha conquistado a Champions, não vejo o Real Madrid tão completo assim em todas as linhas. Vai ter de remar para recuperar a liga do Barcelona.

Barça, por sua vez, que engordou o elenco, coisa que estava havia tempos precisando fazer. Trouxe o atacante Alcácer e o meia André Gomes do Valencia, o bom volante Suárez, do Villarreal, o lateral Digne, do PSG, e o jovem zagueiro Umtiti, do Lyon. Perdeu Daniel Alves, a baixa mais relevante. Perdeu Bravo, mas confesso que sempre achei Ter Stegen, no mínimo, do mesmo nível do goleiro chileno. E ainda veio o arqueiro Cilesen, do Ajax.

Considerando ainda que Arda Turan estará em sua primeira temporada inteira com o clube e é quase um reforço, o Barça dá mais peso ao elenco para lidar com eventuais imprevistos.

O Atlético de Madri, que na temporada passada foi à final da Champions e deu calor nos grandões na Liga, é um ganhador da janela. Evitou o desmanche, convenceu Simeone a continuar e ainda trouxe o atacante francês Gameiro, uma garantia de gols que chega do Sevilla, o extremo argentino Gaitán, do Benfica, e o lateral croata Vrsaljko. Podemos todos colocar o Atlético como uma força em todas as competições – de novo.

Ainda na Espanha, o Sevilla, que está na Champions e trouxe Jorge Sampaoli, tem um time interessante. Perdeu Gameiro e os meias Banega, para a Inter, e Krychowiak, para o PSG, mas trouxe o francês Nasri por empréstimo do City, Ganso, os bons argentinos Vietto e Kranevitter do Atlético de Madri, entre outros nomes de menos expressão. O Sevilla sempre monta bons times, dentro do seu escopo.

Antes de falarmos dos ingleses, que foram os que mais atacaram o mercado, precisamos passar por três grandes clubes que devem ganhar suas ligas com tranquilidade e, assim, focar as atenções na Champions League.

Unai Emery, muito, muito, muito bom técnico, foi do Sevilla para o PSG. É uma grande notícia para o PSG, que teve, com Laurent Blanc, sucesso doméstico e decisões equivocadas na hora H do torneio continental. É verdade que Ibrahimovic foi embora. Mas o ataque tem gente como Di María, Cavani, Lucas, Pastore, Lavezzi…

O PSG não fez estragos na janela, mas trouxe reforços pontuais, jogadores da “classe média” e que podem ajudar a dar consistência ao elenco. O volante polonês Krychowiak, do Sevilla, o lateral belga Meunier, os atacantes Ben Arfa e Jesé, aquele mesmo do Real Madrid. O ótimo meia Lo Celso, do Rosario Central, chega no meio da temporada. É um PSG fortíssimo.

Como forte é o Bayern de Munique. Aliás, na opinião deste blog, o mais forte. O Bayern trouxe Hummels, um zagueiro espetacular, e Renato Sanches, a joia do Benfica que passou a valer bem mais que os 35 milhões de euros pagos pelo clube alemão depois da campanha vitoriosa de Portugal na Eurocopa. A perda de Gotze, que voltou a Dortmund, não é tão relevante.

Guardiola se foi. Mas chega Carlo Ancelotti, um homem que sabe como poucos conduzir elencos estrelados a títulos europeus. Além de ótimo treinador e gerenciador de pessoas, tem uma estrela de dar inveja. O Bayern fará estragos com Ancelotti e o elenco que tem.

Que o Borussia Dortmund ofereça competição na Bundesliga é algo que só ajudará o Bayern. Além de Gotze e Rode do próprio Bayern, chegaram Schurrle, o lateral português Guerreiro, o zagueiro ex-Barça Bartrá, o atacante Dembélé, do Rennes. Saíram Hummels, Gundogan e Mkhitaryan. Não é pouca coisa, mas será um Borussia forte mesmo assim.

A Juventus movimentou somas incríveis com a venda de Pogba ao Manchester United por 105 milhões de euros e a chegada de Higuaín por outros 90 milhões – as duas maiores transferências do ano. Higuaín substitui Morata à altura. Pjanic veio da Roma para reforçar o meio de campo. O colombiano Cuadrado segue no clube, o zagueiro Benatia chega do Bayern e Daniel Alves veio de graça do Barcelona. Reforço de peso. Se Allegri encaixar as novas peças e com a tranquilidade para ser hexa na Itália, a Juve é outra força europeia de relevância.

Por fim, chegamos aos ingleses. Na Premier League, estão os técnicos mais badalados. Mourinho no United, Guardiola no City, Antonio Conte chegando no Chelsea, além de Klopp, que já estava no Liverpool. Importante lembrar, no entanto, que destes todos somente o Manchester City está na Champions League – Leicester, Tottenham e Arsenal são os outros ingleses na principal competição europeia.

O United de Mou trouxe Pogba, Mkhitaryan, o zagueiro marfinense Bailly, do Villarreal, e, claro, Ibra. Não deve ser um time brilhante ao longo do ano, mas pragmático e vencedor, como sempre acontece quando Mourinho está no comando.

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Guardiola experimenta vida nova em uma liga competitiva como ele nunca viveu. Já tem até polêmica, com a saída de Hart, goleiro histórico do clube, para o Torino por empréstimo. Para Guardiola, ele não sabe jogar com os pés. Veio Bravo, o chileno ex-Barça. Foi o clube que mais gastou. Chegam o zagueiro Stones, do Everton, por 56 milhões de euros, Gundogan e o extremo Sané do futebol alemão, o espanhol Nolito, que fez ótima temporada pelo Celta e foi titular na Eurocopa, além, claro, de Gabriel Jesus em janeiro.

O Chelsea de Conte fez a compra de maior impacto do último dia de janela, repatriando David Luiz. Tem coisas nessa vida que são difíceis de entender. Conseguiu arrancar Kanté, o motorzinho do meio de campo do campeão Leicester, trouxe o lateral espanhol Alonso, ex-Fiorentina, e ainda gastou para trazer o jovem atacante belga Batschuayi, do Olympique de Marselha. Não foi normal a temporada passada para o Chelsea, é time para brigar pelo título inglês.

Do time que fez uma das coisas mais incríveis que já vimos, o Leicester só perdeu Kanté de muito importante. Incorporou Mendy, do Lille, e dois atacantes interessantes: o nigeriano Musa, que era do CSKA, e o argelino Slimani, do Sporting. O Arsenal gastou muito para comprar o suíço Xhaka e o zagueiro alemão Mustafi. Não acredito que estes dois e o Tottenham, que fechou a janela trazendo o francês Sissoko, sejam capazes de interferir na briga pelo título, que ficará restrita a Chelsea e os times de Manchester.

Quem ganhou? Quem perdeu? Aí deixo para vocês opinarem aqui no blog.


Ibracadabra: será que ele vai parar de sumir na hora H?
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juliogomes

É muita água que rola debaixo da ponte europeia entre o fim da fase de grupos e o início do mata-mata na Champions. Nesse ano, em especial, passou um rio.

Real Madrid, Chelsea e Roma trocaram de técnico. O Bayern já sabe que não terá Guardiola ao final da temporada, já que este vai para o Manchester City – de onde, logicamente, Pellegrini terá de vazar. Essas trocas anunciadas com tanta antecipação têm consequências imprevisíveis.

O Barcelona está voando como não esteve nem na temporada passada, tão vencedora. O PSG, de Ibrahimovic, idem (já falaremos muito dele). A Juventus engrenou, o Chelsea levantou a cabeça. Uau!

Há três superconfrontos europeus nas oitavas, que começam nesta terça-feira. Barcelona x Arsenal, Bayern de Munique x Juventus, ambos duelos da outra terça, dia 23, e PSG x Chelsea, já abrindo o mata-mata nesta terça, 16.

Em dezembro, havia três claros favoritos: Barcelona, Bayern e PSG. Hoje, as coisas estão diferentes.

O Barça, claro, é favorito contra o Arsenal. Com Messi/Suárez/Neymar como estão, é favorito até contra uma seleção do mundo que alguém se atreva a montar (sem os três). Mas o Arsenal está longe de ser galinha morta – na visão deste blog, acabará sendo o campeão inglês. PSG e Bayern já não são favoritos como eram em dezembro.

O Bayern, para mim o melhor da Europa nos últimos 4 anos, vai ter que ver como a coisa se desenrolará com o anúncio da saída de Pep. As coisas não parecem estar fluindo de forma agradável lá dentro. E a Juventus, que começou a temporada mal, engrenou. Já é líder na Itália, ganhou 15 jogos seguidos no campeonato (!!!). E o futebol italiano costuma ser uma pedra no sapato monstra para o futebol alemão, seja em seleções ou em clubes.

O ultrafavoritismo do Bayern não existe mais. Se a Juventus passar, não é zebra.

No duelo deste terça agora, o Paris Saint-Germain mantém o favoritismo contra o Chelsea. Mas a troca de Mourinho por Hiddink funcionou. Se ainda não é aquele Chelsea temível, atropelando, etc, pelo menos não é mais galinha morta que apanhava de qualquer um na Premier – aliás, com Hiddink não perdeu de ninguém ainda.

ibracadabraJá falei algumas vezes ao longo da temporada e repito: é a hora da verdade para o PSG.

Depois de tantos investimentos, de um clube médio europeu ganhar o status de grande, doutrinador absoluto domesticamente, é a hora de fazer algo de impacto na Europa. Uma final, uma semifinal pelo menos.

A defesa “brasileira” é muito sólida. E a chegada de Di María para fazer companhia a Ibra e Cavani representou um salto de qualidade.

Zlatan Ibrahimovic tem uma conta pendente com a Champions League, seus fãs, seus times. Ele é a peça-chave para o PSG.

É um sujeito de 34 anos de idade e de talento indiscutível. Capaz de fazer lances geniais, que outros gênios não fazem. Mas incapaz de brilhar de verdades nas grandes noites europeias – o que fez com que ele ficasse longe das discussões de “melhor do mundo”.

No Ajax, na Juventus, na Internazionale, no Barça, no Milan, no PSG. Ibra sempre esteve nos clubes que dominavam as ligas de seus países. Foi campeão nacional em todos eles. Nas últimas 14 temporadas, desde que deixou o sueco Malmo para ir ao Ajax, ele foi campeão da liga doméstica da vez nada menos do que 12 vezes.

Repito, em 14 temporadas, foi campeão nacional 12 vezes – só falhou com o Ajax de 02/03 e com o Milan de 11/12. Fora isso, foram dois títulos na Holanda com o Ajax; na Itália, ganhou dois com a Juve (que foram tirados, mas estou falando do campo), três com a Inter, um com o Milan; foi campeão espanhol em seu único ano com o Barcelona; e ganhou os três títulos da França desde que chegou ao PSG. E ganhará o quarto este ano. Serão 13 títulos domésticos em 15 anos.

E quantas finais de Champions neste período? ZE-RO.

Quantas semifinais? UMA. Em 2010, em seu único ano no Barcelona, caindo para a Inter, justamente seu ex-time.

Aquela Juve fantástica de Capello, Buffon, Thuram, Cannavaro, Emerson, Del Piero, Nedved e… Ibra caiu nas quartas para o Liverpool em 2005 e para o Arsenal em 2006, nas duas ocasiões com um 0-0 em casa na volta. A Inter, que com a queda da Juventus nadou de braçadas na Itália (e tinha Júlio César, Figo, Zanetti, Crespo, Stankovic, Vieira etc, etc), caiu em três oitavas de final seguidas em 2007 (Valencia), 2008 (Liverpool) e 2009 (Manchester United). Nos jogos de volta dos três duelos, zero gols marcados – mas dois amarelos para Ibra.

Aí Ibra foi trocado por Eto’o, deixou a Inter e foi para o Barça. E os times se enfrentaram nas semifinais daquela Champions 09/10. Quem passou? A Inter. Ibra saiu, e a Inter foi campeã da Europa. O Barça magnânimo de Guardiola parou na semifinal. Ibra fez dois gols nas quartas, contra o Arsenal, em Londres. Mas na volta quem resolveu foi Messi (quatro gols nos 4 a 1). Nas semis, Ibra foi substituído aos 17 do segundo tempo nos dois jogos. Ele e Pep, já sabemos…

Aí, Ibra foi ser campeão italiano no Milan em 10/11 (já o Barça recuperou o título europeu em 2011, sem o sueco). Na Champions de 2011, o Milan caiu nas oitavas para o Tottenham (o Tottenham!). 0-1 em casa, 0-0 fora. 180 minutos de Ibra, zero gols.

Em 2012, ele fez o quarto gol dos 4-0 do Milan no Arsenal, na ida das oitavas – na volta, 3-0 pro Arsenal. Nas quartas de final, 0-0 em casa e derrota por 3 a 1 para o Barça (de Guardiola) fora. Outra eliminação.

Nova casa, o novo rico PSG. E mais três eliminações seguidas nas quartas de final. Em 2013, caiu para o Barcelona (Ibra fez um gol nos 2-2 da ida, nada na volta). Em 2014, para o Chelsea (Ibra saiu machucado nos 3-1 da ida, não jogou a volta, que acabou com 2-0 e vaga para o time inglês). E, ano passado, novamente queda para o Barcelona (foi expulso no primeiro tempo da volta contra o Chelsea, mas o time passou pelas oitavas de forma heróica sem ele, e não fez nada no jogo de volta contra o Barça, nas quartas).

O que quero mostrar recuperando esses dados todos?

Que Ibrahimovic não fez rigorosamente nada no mata-mata em que seu time da vez foi eliminado. Nem um golzinho, nem o de honra, nada. Não teve aquela manchete “Ibra faz dois, mas o outro time ganha mesmo assim e se classifica”. Nada disso. As seguidas eliminações de seus times (Juve, Inter, Barça, Milan, PSG) na Champions coincidem com jogos em que Ibra sumiu, desapareceu. Missing in Action.

Nenhum atleta joga sozinho. Há tanta gente envolvida! Técnicos, companheiros, adversários, árbitros… Mas será coincidência que Ibra não tenha jogado bem uma vez sequer quando seus times foram eliminados? Ou será que a explicação está nele mesmo? Ou seja, será que seus times foram eliminados justamente porque ele sumiu?

Vocês já sacaram, concordo com essa teoria. A amostragem é simplesmente grande demais. Ibrahimovic esteve sempre lá na hora H, não correspondeu e, por isso, nunca conseguiu ajudar time algum a disputar uma decisão de Champions League. E só chegou a uma semifinal no único ano em que não era protagonista, era apenas mais um no Barça de Messi e Guardiola.

O relógio corre contra Ibracadabra, é assim que gostam de chamá-lo. Um mago com a bola.

Mas ainda há tempo para um dos atacantes mais geniais que todos nós já vimos.

Ele só precisa parar de ser genial só na décima-terceira rodada da liga doméstica. Ou nas eliminatórias contra a Albânia. E passar a ser decisivo também quando realmente seus serviços são necessários. Ele precisa parar com esse truque ilusionista que faz com que desapareça entre fevereiro e maio de todos os anos.

Para o PSG passar do Chelsea e ir longe nesta Champions, Ibrahimovic é o fator fundamental.

Quem acredita nele, levante a mão.


Champions tem 3 jogos grandes nas 8as; times de Madri não podem reclamar
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juliogomes

Real Madrid e Atlético de Madri foram os “ganhadores”, digamos assim, do sorteio das oitavas de final da Champions League, celebrado nesta segunda-feira.

Tudo o que for falado hoje sobre os duelos pode morrer nesse período de dois meses até que os jogos, de fato, sejam realizados. Tem janela de transferência em janeiro. Lesões podem acontecer. Times podem piorar, outros podem melhorar. Mas, hoje, não dá para fugir disso: comentar em função do que vemos na temporada até agora.

championssorteio2016

O Real Madrid, apesar de viver um mau momento e não ter se acertado ainda com Benítez, enfrenta a Roma. Uma camisa importante do futebol italiano, mas que não tem poder de fogo para encarar o Madrid hoje. É o duelo entre a melhor campanha da primeira fase contra a pior campanha entre os classificados, informação que já diz muito.

O Atlético de Madri, que é co-líder na Espanha e ganhou uma casca incrível com Simeone, encara o PSV Eindhoven. Outra camisa importante, mas que está alguns degraus abaixo.

Apesar de mata-mata ser mata-mata, é muito difícil imaginar que os dois grandões de Madri ficarão pelo caminho nas oitavas de final. Ainda mais decidindo em casa.

De resto, o sorteio foi caprichoso. Formou três confrontos gigantes, que poderiam ser uma semifinal e até uma decisão. E outros três confrontos não tão empolgantes assim.

O Wolfsburg, que eliminou o Manchester United na fase de grupos, foi premiado com um confronto contra o Gent, da Bélgica, a “baba” do sorteio. O Zenit, que fez uma campanha brilhante na fase de grupos, também foi premiado: pega o Benfica. É claro que o Benfica tem uma camisa pesadíssima, mas havia rivais muito mais assustadores para o time de São Petersburgo. E, por fim, o terceiro duelo sem muita graça, e com um claro favorito, é do Manchester City contra o Dynamo Kiev, que surpreendeu ao deixar o Porto pelo caminho.

O City, após anos de “grupos da morte” e azar nos sorteios de mata-mata, finalmente tem um confronto fácil. Chegou a hora de estar entre os oito da Europa.

Mas os jogos que todos vão querer ver são mesmo: Bayern x Juventus, Chelsea x PSG e Barcelona x Arsenal.

Na visão deste blog, Bayern, PSG e Barcelona são amplos favoritos.

Mas é inegável que será uma prova importante. O Bayern e o Barcelona são, quase por unanimidade, os dois mais fortes da Europa.

Hoje.

Mas como estarão em fevereiro?

A Juventus, sempre subestimada, é a atual vice-campeã europeia. Começou a engrenar no Italiano após um início tenebroso (compreensível por ser um início de transição, após perdas importantes de Pirlo, Vidal e Tevez). Times italianos sabem jogar mata-mata e o futebol italiano costuma ser uma pedra no sapato do futebol alemão.

Para o Bayern, de Guardiola, talvez seja até melhor enfrentar uma pedreira de cara e situar o time, que nada de braçadas na Alemanha.

O Barça pega um Arsenal que é sempre um rival perigoso. Não tem medo de jogar, encara de frente e já ficou muito perto de tirar o Barcelona de Guardiola nas oitavas, alguns anos atrás. Estarão Messi, Neymar e Suárez bem fisicamente? Iniesta e Rakitic também? Fatores importantes para o duelo.

E o PSG, hoje, possivelmente atropelaria o Chelsea em dois jogos. Mas será que o Chelsea, eliminado pelo PSG ano passado, por sinal, estará em fevereiro a mesma porcaria que está hoje? Essa é a grande interrogação das oitavas de final. No papel, um duelo entre PSG e Chelsea não tem favorito. Mas a prática da temporada nos mostra outra coisa.

Palpites do blog: Real, Atlético, Man City e Wolfsburg passam sem drama. Barça e PSG avançam, assim como Zenit e o Barcelona (que vai sofrer mais do que os outros “gigantões).