Blog do Júlio Gomes

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Isco, melhor do Real Madrid, é solução e problema para Zidane
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Cristiano Ronaldo fez 25 gols. Sergio Ramos arrancou muitos pontos nos “seus” acréscimos. Marcelo foi enorme. Mas nenhum jogador do Real Madrid foi mais valioso que Isco na campanha do título espanhol, conquistado no domingo com a vitória em Málaga – justamente a região natal do meia.

Não estou falando que Isco é melhor que esses caras. E não estou colocando a Liga dos Campeões da Europa na conta. Isco foi o MVP, o mais importante do Real especificamente na campanha da Liga doméstica.

O título chega após cinco anos da última conquista e havia virado uma obsessão do Real Madrid. Afinal, o todo poderoso clube da capital havia conquistado só uma das oito competições anteriores. O domínio do Barcelona estava incomodando demais, e Zidane sabia que era importante reconquistar a soberania nacional.

Para isso, arriscou. Depois da longa viagem para o Mundial, quando virou o ano e o calendário apertou, com Copa do Rei e mata-mata da Champions, Zidane passou a usar seguidamente a profundidade do elenco. Foram cinco jogos em casa com praticamente só reservas do meio para frente – só não usou reservas na defesa também por causa das lesões.

Isco estava nesse grupo de reservas. Zidane sempre deixou muito claro que não mexeria no tal trio BBC, Bale-Benzema-Cristiano, apesar da pressão da imprensa espanhola. A pressão era mais por causa de Morata, outro dos reservas, que poderia entrar no lugar de Benzema. Isco nunca teve esse lobby todo.

Com os reservas, ele brilhou. O jogo em que o Real passou mais perto de tropeçar foi o de Gijón. E aí Isco fez isso aqui para empatar a partida. E depois isso aqui, aos 45min do segundo tempo, para decidir. Logo depois de os titulares perderem o clássico para o Barcelona, os reservas foram a La Coruña e fizeram 6 a 2 no Deportivo. Jogo-chave em que Isco só não fez chover.

E Bale se machucou. E depois se machucou de novo. Chegou a hora de Isco entre os titulares, justo nessa reta final de campeonato e Champions.

E a presença dele no meio de campo, à frente de Modric e Kroos, formando um losango com Casemiro no vértice oposto, simplesmente arrumou o Real Madrid.

Por mais que os resultados estivessem chegando, o Real Madrid deixava muitas interrogações ao longo da temporada. Talvez, em um campeonato mais competitivo, tipo Inglês ou Alemão, tivesse deixado mais pontos para trás na primeira metade. Conseguiu muitas vitórias no sufoco, nos minutos finais (isso tem mérito, mas por que chegar a esse ponto?) e era um time ultradependente da bola aérea. Parecia só fazer gol assim.

Os times cortavam as linhas de passe de Modric e Kroos e complicavam muito a fluência de jogo do Real Madrid. A presença de Isco no lugar de Bale acerta isso. Os corredores ficam livres para os laterais, Kroos e Modric ganham um parceiro e possibilidades, Benzema e Cristiano Ronaldo passam a receber muito mais bolas limpas na frente.

Isco mandou no jogo contra o Atlético de Madri, no Calderón, com o Real 2 a 0 abaixo e contra a parede (isso pela Champions). Foi dominante na reta final do Espanhol, concluindo com um jogaço contra o Málaga dele na última partida. Saiu aplaudido pelas duas torcidas, algo raro, fez uma assistência maravilhosa, de três dedos, para o primeiro gol (de Cristiano Ronaldo).

Está cada vez mais parecido com Iniesta e tem só 25 anos de idade. Um meia que se mexe muito pelo campo, tem chegada, drible curto. A bola gruda em seus pés, ele limpa as jogadas passando por um ou dois e abre o campo para criar jogadas de perigo. Muito rápido, muito inteligente, muito esperto na tomada de decisões.

E ainda por cima tem gol! Fez dez no campeonato, apenas um a menos que Benzema, cinco a menos que Morata.

Mas então, se Isco foi tão importante assim, por que ele é um problema para Zidane?

Bale está trabalhando para chegar bem à final de Cardiff – por sinal, Cardiff é a capital do País de Gales. A imagem de Bale estará por todos os lados, ele é o grande personagem no local da decisão da Champions.

Zidane já disse mil vezes que “com o trio BBC não se mexe”.

E agora? E se Bale se recuperar a tempo? Zidane terá coragem de deixar Isco no banco e mexer em um sistema de jogo que está dando tão certo, voltando para um esquema de Cristiano e Bale abertos, com um vão no meio?

Isco não será problema. Se Zidane tiver percebido que ele foi a solução.


Real Madrid e Juventus campeões. Agora só falta saber quem é melhor
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Faz muito tempo que a final da Liga dos Campeões da Europa não é, além da disputa pelo título, um tira-teima. O jogo para determinar quem é, de fato, o melhor do continente. É o caso neste ano.

Neste domingo pela manhã, a Juventus confirmou o hexampeonato italiano com uma vitória sobre o Crotone por 3 a 0. De tarde, o Real Madrid ganhou o Campeonato Espanhol ao fazer 2 a 0 sobre o Málaga.

Quem é melhor? Juventus ou Real Madrid? Para mim, é impossível dizer. Precisamos da final do dia 3 de junho, daqui a dois fins de semana, em Cardiff, para saber. Sinto-me incapaz de apontar um favorito.

Os títulos domésticos deste domingo mostram a força de ambos. A Juventus construiu uma dinastia na Itália. O Real Madrid quebra o incômodo domínio do Barcelona. Pode até ter o melhor ataque do mundo, mas não tem a taça.

Por ser um torneio de mata-mata, nem sempre a Champions League opõe na final os dois melhores times da temporada.

Nos últimos três anos, qualquer final sem o Bayern de Munique não reunia os dois melhores da Europa. Talvez a última vez tenha sido em 2011? Mas o atropelamento do Barcelona de Guardiola na final mostra que aquele Manchester United não estava em um nível tão alto. Possivelmente o segundo melhor time daquele ano era o Real Madrid de Mourinho, eliminado pelo Barça na semi.

Enfim, quanto mais voltamos no tempo, mais vamos chegando a tempos em que equipes não eram super seleções, como hoje. E fica mais difícil achar a situação em que os melhores do ano estavam na final.

No sábado, 20 de maio, foi o aniversário de 19 anos da final de 1998, entre Juve e Real. Aquele Real Madrid acabou em quarto lugar a Liga espanhola, mas venceu por 1 a 0 a decisão contra uma Juve bicampeã italiana e que estava em sua terceira final europeia seguida. Naquela final, havia um favorito. Que perdeu, por sinal.

Mas não falávamos dos dois melhores da Europa, o Real Madrid não era nem o melhor da Espanha.

Hoje, como negar que a final será um tira-teima?

A Juventus construiu um domínio nunca antes visto na Itália. É o primeiro time hexacampeão da história da Série A e o primeiro a ganhar três vezes seguidas a Copa da Itália (conquistada na última quarta, 2 a 0 na final sobre a Lazio). Em casa, a Juve ganhou 18 jogos e empatou 1 no campeonato. Não perde desde setembro de 2015 um jogo em seu estádio.

Tudo isso ancorada com uma base defensiva ultrasólida, jogadores que atuam juntos há muito tempo. Buffon, Chiellini, Bonucci, Barazagli. Ganhou um campeão com Daniel Alves. Outro em Mandzukic. Jogadores de espírito competitivo e história. História que querem construir personagens sedentos e decisivos, como Higuaín e Dybala. É um time equilibrado e que sabe jogar de várias maneiras diferentes.

E o Real Madrid, depois de um título espanhol em oito anos, consegue retomar a hegemonia doméstica. O último título tinha sido em 2012, com Mourinho. É verdade que perdeu para o Barcelona em casa no mês passado. Mas aquilo foi coisa de Messi. Não dá para contestar a campanha madridista.

Zidane teve coragem, colocou times mistos em várias partidas fora de casa e conseguiu ter os titulares inteiros fisicamente para a reta final, quando não havia margem para tropeços. É verdade que em muitos momentos o time parecia não saber bem a que jogava, ganhou muitos pontos na marra, nos minutos finais, nas bolas levantadas na área.

Mas a lesão de Bale e a consequente entrada de Isco no time equilibrou tudo. O Real Madrid passou a depender menos de bolas aéreas, passou a ter mais a bola nos pés, a fazer valer a qualidade de seu meio de campo. O time fez pelo menos um gol em TODOS os jogos da temporada. Já são 64 consecutivos.

A Internazionale, em 2010, foi o único time italiano a conseguir a tríplice coroa na história. A Juventus, campeã da Série A e da Copa, pode repetir o feito. Para isso, precisa quebrar o jejum de 21 anos sem conquistar a Europa.

O Real Madrid nunca conquistou a tríplice coroa. Os 11 títulos europeus só vieram acompanhados de título espanhol duas vezes. Em 1957 e 1958. O time de Zidane tenta quebrar um tabu de 59 anos, portanto. Não é pouca coisa.

Um dos dois fará história com H maiúsculo. Precisamos dessa final para saber quem é o melhor. Chega logo, dia 3!


Juventus x Real Madrid: O um contra um e os duelos-chave
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Ainda falta muito tempo para a final da Liga dos Campeões da Europa, entre Juventus e Real Madrid. O jogo será só no dia 3 de junho. Até lá, algum jogador pode se machucar, alguma ideia pode mudar. A proposta aqui é analisar um a um (ou, em alguns casos, dois a dois) os times de Juventus e Real. E os duelos que podem fazer a diferença tática em campo.

Importante ressaltar que os times jogam com sistemas diferentes. O Real Madrid, com Isco e sem Bale, joga num 4-1-3-2 em que Casemiro é o volante à frente da defesa. A Juventus não tem um volante como Casemiro, mas atua com um jogador aberto pela direita (Cuadrado ou Daniel Alves).

Não há alguém para comparar com Casemiro, então ele não entra na lista abaixo. E não há alguém no Real que possa ser comparado a Daniel Alves ou Cuadrado – a não ser que Bale volte ao time, neste caso seria Dybala, pelo meio, que ficaria sem um jogador para ser comparado a ele. Vou levar em conta que Isco estará no time (e não Bale). Assim, tampouco há um antagonista a Daniel Alves.

Há um duelo entre eles, Daniel Alves x Casemiro. Disso, falo mais abaixo neste post.

GOLEIROS

Buffon x Navas
Aqui não há debate. Navas é ótimo goleiro e mostrou isso contra o Atlético de Madri. Mas Buffon é Buffon. Se vencer a final, pode até ser Bola de Ouro da temporada. Talvez não seja o melhor goleiro da atualidade (porque Neuer está em altíssimo nível), mas certamente é o goleiro mais regular e importante dos últimos 20 anos. Não falha! 1 a 0 Juve.

ZAGUEIROS

Chiellini e Bonucci x Sergio Ramos e Varane (ou Pepe)
A dupla da Juventus é a melhor do mundo no momento, é a defesa mais sólida. Rápida, forte no jogo aéreo, nas antecipações, ocupação de espaços e mantém alto nível de concentração o tempo todo. Não fazem lambança e também são uma arma ofensiva. Sergio Ramos é muito bom e talvez esteja em nível parecido ao dos italianos (para este blog, um pouco abaixo). Mas Varane, provável titular, está alguns degraus abaixo ainda de todos os outros. A zaga do Real é fortíssima na bola aérea e é rápida, mas perde a disputa. Juve 2 a 0.

LATERAL DIREITO

Barzagli x Nacho? Daniel Alves x Carvajal?
Aqui temos uma grande dúvida na escalação de ambos. Carvajal é o titular do Real Madrid, mas se machucou na ida contra o Atlético e não se sabe se chegará à decisão. Danilo é seu reserva imediato, mas voltou a mostrar ser pouco confiável. Se Carvajal não jogar, acredito que Zidane irá priorizar a defesa e escalará Nacho por ali. Já a Juventus teve Daniel Alves contra o Barcelona, mas adiantou o brasileiro contra o Monaco e preferiu Barzagli, um terceiro zagueiro, na lateral. Barzagli é melhor que Nacho. Mas, se jogar Carvajal, não cabe comparação.

LATERAL ESQUERDO

Alex Sandro x Marcelo
Alex Sandro faz uma temporada muito boa, mas aqui a comparação é quase covarde. Marcelo é, de longe, o melhor lateral esquerdo do mundo. Essencial no fluxo do jogo do Real Madrid, um jogador capaz de quebrar sistemas com jogadas individuais ou chegadas inesperadas. Juve 2 a 1.

VOLANTES

Pjanic e Khedira (ou Marchisio) x Kroos e Modric
Khedira é dúvida para a final. Independente disso e do bom funcionamento da dupla da Juve, a do Real Madrid é simplesmente melhor. Até porque, como Kroos e Modric têm o luxo de Casemiro segurando as pontas e fazendo o trabalho sujo atrás, eles têm mais liberdade para chegar à frente. São jogadores que quase não erram. Uma das chaves da final para a Juventus será cortar esse fluxo de passes, criar problemas para Kroos e Modric. 2 a 2.

MEIA

Dybala x Isco
O final de temporada de Isco, seja nos jogos com os reservas seja após a lesão de Bale, tem sido espetacular. Um jogador que está lembrando muito os bons momentos de Iniesta. Bola grudada no pé, raciocínio rápido, movimentação por todo o terço final, o homem perfeito de ligação. E fazendo gols! Mas Dybala está um pouco acima, na minha opinião. Faz a temporada da explosão e provou-se capaz de decidir no jogo de ida contra o Barcelona. Se jogar Bale, e não Isco, Dybala sobra. E Daniel Alves entraria na comparação com Bale. Considero o brasileiro mais desequilibrante nesta temporada. Em qualquer caso, por pouco, Juve 3 a 2.

ATACANTES

Higuaín e Mandzukic x Benzema e Cristiano Ronaldo
Não são exatamente duplas de ataque, mas funcionam assim em muitos momentos. Allegri descobriu uma maneira de colocar Mandzukic no time, com o croata atuando mais pela esquerda. Mas, como vimos no primeiro gol contra o Monaco, ele é capaz de chegar por dentro na área e, claro, machucar no jogo aéreo. Tanto ele quanto Cristiano Ronaldo atuam pela esquerda, mas com muita chegada na área. O debate entre Higuaín e Benzema já foi muito forte no próprio Real Madrid. Apesar de Benzema estar constantemente mostrando seu valor, como na impressionante jogada do gol contra o Atlético, este blog considera Higuaín um pouco superior. Tem mais gol. Mas Cristiano Ronaldo desequilibra a balança para o Real Madrid, e chegamos a um empate de 3 a 3.

BANCO DE RESERVAS 

É uma extensão das forças do time titular. A Juventus tem mais opções de segurança para a defesa e a contenção no meio. Mas o Real Madrid tem muitos jogadores de meio e ataque capazes de mudar o destino do jogo: Morata, James Rodríguez e os jovens (e rápidos) Asensio e Lucas Vázquez. Para a Juve, faltam jogadores para mudar  jogo saindo do banco. Para o Real, faltam jogadores para segurar uma eventual vitória. Dou vantagem para Zidane, tem mais peças. Por outro lado, considero Allegri um treinador melhor que o francês na leitura de jogo. A Juve tem um técnico mais experiente no banco de reservas. 4 a 4.

DUELOS-CHAVE

Daniel Alves x Marcelo (e Casemiro)
Acredito que Allegri repetirá na final o modelo que funcionou contra o Monaco. Daniel Alves tentará explorar os corredores que Marcelo deixa atrás, como já fazia nos clássicos quando estava no Barcelona. Sobrará para Casemiro anular Alves. Um Casemiro que tem tido cartões seguidamente perdoados pelas arbitragens na Champions e precisa tomar cuidado para não deixar o time na mão. Por outro lado, Marcelo é um jogador chave para a saída do Real Madrid, e Daniel Alves precisará atuar defensivamente para evitar que Marcelo e Cristiano façam estragos pela esquerda.

Dybala x Casemiro (ou quem?)
Isso nos traz ao segundo duelo. Quem irá fechar os caminhos para Dybala? A priori, Casemiro. Mas se ele estiver muito ocupado com as costas de Marcelo… Kroos será fundamental no trabalho defensivo. E Ramos e Varane precisarão estar muito atentos ao trabalho de Dybala entre as linhas. A defesa do Real vai precisar de muita sincronia.

Isco/Kroos/Modric x Pjanic/Khedira
É de se imaginar que o Real Madrid terá a bola por mais tempo no jogo. E a Juventus vai precisar encontrar uma forma de cortar as linhas de passe dos meio-campistas do Real. Fiquem com a bola, mas longe de minha área. Pjanic e Khedira (ou Marchisio) ficarão sobrecarregados e precisarão de ajudas dos homens de frente. Se os dois conseguirem se desdobrar na função, a Juve tem meio caminho andado. Se forem atropelados, a balança pende para o Real Madrid.

Cristiano Ronaldo x BBC juventino
Se Allegri escalar Barzagli, ele terá a missão de fechar o setor por onde Cristiano Ronaldo mais gosta de atuar. Se o português cair para o meio, estará no setor de Bonucci e Chiellini. Quem quer que esteja perto dele, vai precisar fechar as opções de finalização de Cristiano, que matou o Bayern e o Atlético com sua incrível capacidade de fazer gols.

 


Atlético se despede com dignidade, Real Madrid merece a final
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O Atlético de Madri conseguiu o mais difícil. Aquilo que estava em qualquer roteiro dos sonhos de Simeone ou dos torcedores. Fazer dois gols nos primeiros 15 minutos. Mas, depois, parou.

O Atlético achou que conseguiria jogar com o 2 a 0 e fazer o terceiro naturalmente – ou no abafa nos minutos finais. Mas não existe segurar jogo contra o Real Madrid.

Quando um time está contra as cordas, é necessário continuar batendo até cair. O Real não conseguia trocar dois passes. Por pelo menos mais 5 ou 10 minutos, o Atlético deveria ter continuado com a mesma pegada. Errou. Recuou. Pagou o preço.

Isco começou a tomar conta do jogo. Jogando entre as linhas, botou a bola embaixo do braço e tranquilizou as coisas, trouxe o Real Madrid de volta para a partida – sempre escorado, claro, pelos perfeitos Kroos e Modric. Eles simplesmente não erram!

O gol da classificação sai de uma jogada magnífica de Benzema, recebendo um lateral e passando por três jogadores com um lindo drible a la futsal. Oblak para Kroos, mas não para Isco no rebote. Ali, com 2 a 1, caiu a já esperada ducha de água fria na cabeça do Atlético.

Isco deveria ter recebido um amarelo no primeiro e outro no segundo, assim como Casemiro, Varane e Gabi. O juiz foi muito mal na parte disciplinar. Mas acabou não interferindo no resultado do jogo.

No segundo tempo, o Atlético teve algumas chances de fazer o terceiro. Aos 20min, Navas faz duas ótimas defesas no mesmo lance. O jogo poderia ter sido incendiado ali. Não foi.

O Atlético errou ao ser pouco agressivo no Santiago Bernabéu. E perdeu a chance do milagre ao recuar depois de fazer 2 a 0 nesta quarta.

De todos os modos, o estádio Vicente Calderón se despede de competições europeias com uma noite para ser lembrada e uma vitória do Atlético sobre seu maior rival. Uma despedida muito bonita de um time que é o mais importante da história do clube.

O Real Madrid mereceu a classificação. Transformou a enorme superioridade da ida em resultado. E administrou com consistência a volta, quando poderia ter afundado.

Real e Juventus disputam a final europeia de novo 19 anos depois do duelo de Amsterdã e o gol histórico de Mijatovic. Já haverá tempo de falar sobre isso nas próximas semanas.


Juventus para dois dos ataques mais poderosos. Falta o melhor
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O Barcelona fez 160 gols em 56 jogos oficiais na temporada. Zero nos dois jogos contra a Juventus. O Monaco fez 150 gols em 60 partidas. Apenas um contra a Juventus, com a eliminatória já decidida e os jogadores menos concentrados em campo.

Falta, agora, à quase intransponível defesa da Juve parar o melhor dos ataques. O do Real Madrid, dos 158 gols em 55 jogos. Média de 2,87 gols por jogo, o ataque mais positivo da Europa.

Isso, claro, caso o Real Madrid confirme sua classificação para a final da Champions nesta quarta-feira – enfrenta o Atlético de Madri com a vantagem de ter vencido a partida de ida por 3 a 0. Já a Juventus se garantiu vencendo o Monaco por 2 a 1 – havia vencido por 2 a 0 a partida de ida.

Em 2015, a Juventus chegou à final contra o Barcelona sem ter passado por tantas provas. Neste ano, chega com confiança na estratosfera. Com a bagagem de uma final nas costas e jogadores que dão caráter ao time, como Daniel Alves – o grande nome das semifinais.

É um time que provou a si mesmo e ao mundo que é capaz de parar qualquer ataque. Seja Falcao e Mbappé, seja Messi, Suárez e Neymar, por que não pode parar Cristiano Ronaldo?

É um time capaz de jogar de muitas formas. Tem um goleiro histórico e com os reflexos em dia, uma dupla de zaga que é a melhor do mundo, laterais brasileiros todo-terreno, volantes que fecham linhas e com passe para a transição. E, claro, Dybala, Higuaín e Mandukic, homens com muito gol.

Um time completo, consistente, com camisa. A Juventus chega à nona final europeia. Ganhou pela última vez em 1996. Perdeu as finais de 97, 98, 2003 e 2015. Chegou a hora de sair da fila?


Por que não uma Bola de Ouro para Buffon?
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juliogomes

Goleiros são vilões. Não nos enganemos. Você pode até amar aquele goleiro do teu time. Mas o futebol pertence aos atacantes. Aos mágicos. Futebol é gol. Nada no mundo é mais emocionante do que o gol. E os goleiros, esses estraga-prazeres, estão lá com tão somente um objetivo: evitar o gol. Não dá para gostar desses caras!

Não à toa, Lev Yashin foi o único a ganhar uma Bola de Ouro até hoje, em 1963. E isso em uma época que a Bola de Ouro tinha de ir necessariamente a jogadores europeus. A France Football fez uma reavaliação dos prêmios dados até 95, quando esta regra caiu. E Pelé, lógico, é quem teria vencido a Bola de Ouro em 63.

Bola de Ouro que vai das mãos de Messi para Cristiano Ronaldo para Messi para Cristiano Ronaldo desde 2008. Cinco para um, quatro para outro.

Bola de Ouro que saiu das mãos da Fifa e que voltou para a France Football. Ou seja, voltamos a ter esperanças de que seja premiado o melhor DO ANO, não o melhor jogador, independentemente do que tenha feito no ano.

Ninguém discute que Messi e Cristiano Ronaldo são os melhores jogadores do mundo e há muito tempo. Não necessariamente, porém, eles são os melhores todos os anos. Vota-se muito no nome, no automático, nessas eleições. Em 2010, por exemplo, Iniesta, Xavi e Sneijder jogaram mais que Messi. Em 2013, possivelmente Ribery tenha jogado mais que Cristiano Ronaldo.

Estes eram anos em que a Bola de Ouro estava unificada com a Fifa. Não está mais.

Abre-se, portanto, a possibilidade de vermos um Buffon eleito o melhor jogador do ano. Para isso ser viável, lógico, a Juventus precisa ser campeã da Europa.

A Juve está virtualmente classificada para a final da Champions contra um também virtualmente classificado Real Madrid.

Vamos imaginar que a Juventus seja campeã. Buffon terá parado Messi e Cristiano Ronaldo no mesmo torneio, em poucas semanas.

Claro que não é só por causa de Buffon que a Juve tomou 2 gols em 11 jogos na atual edição da Champions, zero gols nos cinco jogos de mata-mata – três deles contra Barcelona e Monaco, dois dos três melhores ataques da temporada. O time tem um sistema defensivo sólido, coeso, jogadores experientes e muito bons. Tem o DNA italiano. E tem Buffon.

Talvez Buffon não seja mais o melhor goleiro do mundo – no meu ponto de vista, é Manuel Neuer (que, em 2014, ficou em terceiro, apesar do título da Copa). Mas Buffon faz uma temporada mais relevante que a de Neuer.

Quantas pessoas vivas viram algum goleiro melhor do que Buffon?

Aqui estou falando da carreira. Uma carreira de 22 anos entre Parma e Juventus, de 20 anos na seleção italiana, de uma Copa do Mundo, de tantos outros títulos (falta só a Champions).

Quem se lembra de um frangaço de Buffon? Quem se lembra de Buffon deixando seu time ou país na mão?

Quem viu um goleiro melhor?

Opa. Calma. Estou falando ver de verdade. Não um par de jogos em Copa do Mundo. Estou falando de ver semana sim, semana também.

Não acredito, independente do resultado da final da Champions, que ele ganhe na votação da Fifa. Se for campeão europeu, capaz que ganhe na eleição da France Football – que é a Bola de Ouro original, a mais relevante, a mais respeitada (no Brasil, tende-se a respeitar mais o “oficial”, mas a Bola de Ouro tem muito mais credibilidade que o prêmio da Fifa).

A pergunta que lanço no título deste post, no entanto, independe do que vai acontecer na final de Cardiff.

Pela temporada brilhante e pelo conjunto da obra, eu daria o meu voto para a Bola de Ouro a Gianluigi Buffon.

 


Que bom que Daniel Alves escolheu o futebol
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juliogomes

A final da Liga dos Campeões da Europa está mais do que desenhada. Salvo cataclisma, Juventus e Real Madrid se encontrarão novamente na decisão, 19 anos depois daquela final de Amsterdã. Em 98, o Real quebrou um jejum de 32 anos sem ser campeão da Europa. Agora, é a Juventus quem chega amargando uma fila de 21 anos.

A Juve encaminhou a vaga na decisão ao vencer o Monaco por 2 a 0, fora de casa, nesta quarta-feira.

Dois gols de Higuaín. Duas assistências brilhantes de Daniel Alves. Uma de calcanhar, outra em um cruzamento milimétrico no segundo pau.

Daniel foi escalado para jogar como quarto homem do meio de campo pela direita, como já ocorreu em outros momentos de sua carreira – inclusive na Copa de 2010. Vale lembrar que, no Barcelona, ele era um lateral “de mentira”. Jogava como um atacante, um companheiro imprescindível de Messi, Xavi e cia limitada.

Como o Barcelona deixou Daniel Alves sair?

OK, OK, ele quis sair. Mas será que sairia, não fosse uma situação insustentável no clube?

O Barcelona pagou, ao longo da temporada inteira, o preço de perder Daniel Alves. Ficou sem saída de bola pela direita, o desempenho de Rakitic despencou, o time ficou torto e dependente das jogadas individuais dos atacantes. As diagonais de Daniel Alves, as tabelas, os passes de gol foram todos a Turim.

Daniel Alves poderia ter ido para a China. Especulou-se que ganharia o maior salário do futebol mundial. Poderia ter ido para os Estados Unidos. Poderia ter voltado para o Brasil, para sua terra.

Mas não. Ele escolheu o futebol.

Notou que ainda tinha gás. Que ainda podia melhorar como profissional. Foi jogar no futebol mais difícil do mundo, em um campeonato tático, em que movimentos e equilíbrio defensivos são o ar que se respira.

Daniel Alves pode jogar em várias posições do campo. E continua decisivo, como foi em Mônaco nos passes para Higuaín.

“Quando saí do Barcelona, disse que queria novos desafios. A Juventus está há muito tempo sem vencer a Champions. Quero ajudá-los a voltar a vencer esta competição. Venho para cá com este pensamento”, falou Daniel ao chegar ao clube.

Muitos devem ter ignorado. Mas foram declarações quase proféticas. E ele segue trazendo impacto para o jogo na Champions.

O Monaco tem números ofensivos parecidos aos de Barcelona e Real Madrid na temporada. Um ataque magnífico, com o veterano Falcao e o promissor Mbappé lado a lado metendo muitos gols. Ainda assim, a Juventus não levou gol desse time – e cedeu poucas oportunidades.

Foi apenas o quarto jogo da temporada inteira em que o Monaco passou em banco (em 58 oficiais) – sendo que em dois deles atuou o time reserva e não havia necessidade do resultado. Em casa, é o primeiro jogo da temporada sem fazer gols (em 30 partidas).

 

A Juve é capaz que jogar recuada, com linhas fechadas e cedendo pouquíssimas chances. É capaz de jogar com a bola ou contra atacando. É um time de operários, com muita capacidade técnica, muita sincronia e muita vontade. Será uma justa finalista.

Blogueiros do UOL: Higuaín e Dani Alves encaminham vaga da Juventus para final


Real Madrid volta a lembrar o Atlético: “Nunca serão”
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juliogomes

Foi um muito bom jogo do Real Madrid e, de longe, a pior atuação do Atlético de Madri neste anos todos chegando às fases finais da Liga dos Campeões da Europa. No fim, a diferença foi novamente Cristiano Ronaldo.

O cara tinha dois gols nos oito primeiro jogos da Champions. Fez oito gols nos últimos três – os dois jogos contra o Bayern e o desta terça contra o Atlético. Os 3 a 0 no Santiago Bernabéu deixam o Real Madrid praticamente classificado para sua terceira final europeia em quatro anos.

É um time que faz pelo menos um gol desde um 0 a 0 com o Manchester City em 26 de abril do ano passado. 59 partidas consecutivas marcando. Se fizer um no estádio do Atlético, o rival precisará marcar cinco para se classificar. Em mata-matas, o Real Madrid nunca, na história, desperdiçou uma vantagem de três ou mais gols criada no primeiro jogo.

O fato é que a metamorfose promovida por Simeone nos últimos anos acabou sendo uma armadilha para o Atlético. O time raçudo, duro, defensivo dos primeiros anos foi dando lugar a talento e qualidade técnica. Não perdeu a solidez defensiva e ganhou muitas armas ofensivas.

Mas, contra o Real, ficou no meio do caminho. Não sabia se defendia ou atacava. Com 1 a 0 contra, no segundo tempo, se viu com a bola nos pés. Mas não cortava as linhas de marcação do Real. As substituições de Simeone não deram certo, Griezmann não encostou na bola. Navas não precisou se preocupar nem com chuveirinhos. Modric e Kroos, perfeitos, roubavam e logo acionavam os homens de frente. Foi um banho.

Mesmo sem pressionar, o Atlético cedeu inúmeros contra ataques a um Real Madrid que adora jogar assim. Zidane leu bem o jogo e, no meio do segundo tempo, colocou os rápidos Asensio e Lucas Vázquez no lugar de Isco e Benzema.

Haveria chances. E desta vez não tinha Neuer para operar milagres. Cristiano Ronaldo botou todas para dentro.

Zidane, conservador em substituições, tem um mérito claro na temporada. Usou o time reserva em cinco jogos fora de casa no Campeonato Espanhol. Os caras jogaram bem e trouxeram os pontos para casa. Não caiu na pressão da imprensa e manteve seus titulares para os jogos principais. Consequência: o time está voando fisicamente na reta final da temporada.

O Atlético saiu do Bernabéu humilhado. Depois de ter merecido o título em 2014, ter levado para os pênaltis em 2016 (sofrendo gol irregular, diga-se), o Atlético sai de campo com a sensação que era fortíssima antes da era Simeone, aquela que havia ficado para trás e agora volta com toda força.

A sensação do “nunca seremos”.

 

 

 


Real Madrid, Juventus e Monaco têm ótimo fim de semana antes das semis
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juliogomes

A semana será de semifinais de Liga dos Campeões, com o dérbi entre Real Madrid e Atlético de Madri, na terça, e Monaco x Juventus, na quarta. Mesmo sem entrar em campo neste domingo, Juventus e Monaco viraram virtuais campeões da Itália e da França.

A Juve tenta ser a primeira equipe a ganhar seis vezes seguidas o Italiano. O Monaco, por sua vez, tenta o oitavo título nacional, o primeiro desde o ano 2000. E ficou muito, muito perto com a derrota do Paris Saint-Germain neste domingo.

A temporada europeia vai chegando ao fim, e começam a aparecer os primeiros campeões das grandes ligas. O Bayern de Munique, após as decepcionantes eliminações na Liga dos Campeões da Europa e na Copa da Alemanha, garantiu matematicamente o pentacampeonato alemão ao desencantar e vencer o Wolfsburg por 6 a 0, fora de casa, no sábado.

Com Heynckes, o Bayern da tríplice coroa, em 2013, foi campeão com seis rodadas de antecipação. Com Guardiola, bateu o recorde em 2014 (sete rodadas, título em março). Em 2015, o tri veio com quatro rodadas de antecedência. O tetra, ano passado, na penúltima rodada. Agora, no primeiro ano de Carlo Ancelotti, é campeão com três rodadas para o fim da Bundesliga. Nunca, na história do futebol alemão, um time havia conseguido cinco títulos seguidos.

Na Inglaterra, o Chelsea deu um passo gigantesco rumo ao título ao vencer o Everton, fora de casa, por 3 a 0. É verdade que o Tottenham ganhou o dérbi de Londres contra o Arsenal, e a diferença entre eles segue em quatro pontos. Mas este era o último jogo realmente complicado para o Chelsea na tabela – dos quatro restantes, três são em casa e contra times da parte baixa da tabela.

A briga boa na Inglaterra é mesmo pelas duas vagas restantes no G4, as vagas para a próxima Liga dos Campeões. Liverpool e Manchester City tem os mesmos 66 pontos e os mesmos 28 gols de saldo (primeiro critério de desempate). O Manchester United tem 65 pontos, e o Arsenal tem 60, mas um jogo a menos.

Por falar em Liga dos Campeões, dos quatro semifinalistas, três brigam para serem campeões nacionais. E os três tiveram um fim de semana para sorrir.

O Real Madrid ainda tem os mesmos pontos que o Barcelona na ponta da Espanha, mas conseguiu uma vitória muito mais dramática. Pela enésima vez no campeonato, conseguiu pontos decisivos nos momentos finais. Marcelo foi o herói da vitória sobre o Valencia no sábado, marcando aos 41min do segundo tempo. O Valencia havia arrancado empates em Madri nas quatro das últimas cinco visitas e havia vencido o Real no jogo do turno.

Uma rodada a menos, e o Real Madrid ainda tem direito a empatar um dos quatro jogos restantes. Ao Barça, não basta vencer seus três jogos a fazer.

A Juventus empatou com a Atalanta na sexta-feira, mas depois viu de camarote a Roma perder o dérbi da capital por 3 a 1 para a Lazio, neste domingo de manhã. A vantagem na liderança, que poderia cair, subiu para nove pontos faltando quatro rodadas. A Juventus pode ser campeã na próxima rodada: faz em seu estádio o dérbi contra o Torino no sábado, enquanto a Roma tem um duro clássico contra o Milan, fora de casa, no domingo.

E o grande felizardo do dia foi o Monaco, que viu o PSG perder para o Nice por 3 a 1. Desde os 6 a 1 para o Barcelona, na Champions, o PSG havia vencido todas as nove partidas que havia disputado. Colocou pressão no Monaco, que busca seu primeiro título francês desde o ano 2000. Mas, apesar da maratona e de algumas partidas dramáticas, o time do Principado segurou as pontas.

No sábado, venceu o Toulouse precisando de uma virada no segundo tempo. Com a derrota do PSG em Nice, agora o Monaco tem três pontos de vantagem, muito mais saldo de gols (20 gols a mais), que é o primeiro critério de desempate, e ainda um jogo a menos.

Basta ao Monaco, portanto, ganhar dois dos quatro jogos restantes para ser campeão – pode perder duas vezes que ainda assim levará o caneco, mesmo que o PSG vença seus três jogos restantes. Essa margem de erro, que era pequena e ficou grande, dá um baita respiro para o Monaco focar nos duelos contra a Juventus pela Liga dos Campeões.

Em tempo: o Atlético de Madri, o último semifinalista da Champions, está fora da disputa pelo título espanhol, mas também sorriu. No sábado, meteu 5 a 0 no Las Palmas e recuperou a confiança em Gameiro. O problema é que perdeu Gimenez, machucado, e está sem lateral direito para enfrentar o Real Madrid – um tal Cristiano Ronaldo é quem joga por ali…


Nas casas de apostas, Juventus é tão favorita ao título quanto o Real
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juliogomes

O sorteio das semifinais da Champions League, na manhã desta sexta-feira, colocou a Juventus em uma posição de tão favorita quanto o Real Madrid para ser a campeã europeia. Pelo menos é o que dizem as casas de apostas.

Os “odds” são o retorno oferecido para uma certa aposta, calculados (por computador) em função da probabilidade de certo evento ocorrer. Os odds calculados para título da Juventus caíram após o sorteio, ou seja, a aposta em título da equipe italiana passou a pagar menos do que pagava antes.

No maior site de apostas do mundo (Bet365), o título da Juventus dá um retorno de 2,62 para 1, idêntico ao do Real Madrid. Antes do sorteio, o título da Juve pagava 3 para 1. O mesmo ocorreu em outras casas importantes de apostas.

Na semifinal, a Juventus enfrentará o Monaco, considerado o “azarão” entre os quatro times vivos na competição. Dono de um dos ataques mais positivos da temporada europeia, o Monaco aposta em um futebol ofensivo e revelou neste ano o jovem Mbappé, de 18 anos de idade, que está fazendo uma dupla de ataque mortal com o colombiano Falcao García.

Mas a Juve levou só dois gols em dez jogos na Champions, é um time mais equilibrado nas duas fases e acaba de eliminar o Barcelona sem sofrer um gol sequer. Ainda por cima, a Juventus decide o duelo contra o Monaco em casa, no Juventus Stadium, onde está invicta há um ano e meio (são quatro anos em competições europeias).

O título do Monaco, que antes pagava 7,50 para 1, agora paga 9 paga 1. Ou seja, o time monegasco é considerado mais azarão ainda hoje do que ontem.

Lembrando que o Monaco está em uma disputa ponto a ponto com o PSG pelo título francês, que não conquista desde o ano 2000, e o técnico português Leonardo Jardim já disse que este é o grande objetivo da temporada.

Uma eventual conquista do Atlético de Madri dá um retorno de 5 para 1 para quem quiser apostar nos colchoneros. Eram 4,50 para 1 antes de ser definida a semifinal contra o Real Madrid.

Os odds para título do Real Madrid (2,62 para 1) são os únicos que ficaram iguais após o sorteio. Se o Real for campeão, será o primeiro clube da história a ganhar duas Champions Leagues seguidas (desde que a Copa dos Campeões foi ampliada e ganhou esse nome), nos anos 90.

Real e Atlético se enfrentaram nas últimas três edições da Champions, sempre com vantagem para o primo rico da capital. O Real Madrid venceu o rival nas finais de 2014 (na prorrogação) e 2016 (nos pênaltis) e nas quartas de final de 2015 (empate por 0 a 0 no campo do Atlético, vitória do Real por 1 a 0 em casa). Desta vez, o jogo de volta será no estádio Vicente Calderón, que será desativado ao final da temporada.

Para saber mais sobre o histórico das duas semifinais, leia aqui:

Semis da Champions opões melhores ataques contra as melhores defesas