Blog do Júlio Gomes

Arquivo : Campeonato Espanhol

Barcelona muda e atropela. Conseguirá operar o milagre europeu?
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O Barcelona fez um de seus melhores jogos na temporada neste sábado, no Camp Nou. Goleou o bom time do Celta de Vigo por 5 a 0, sem tomar conhecimento do adversário, e chega embalado e empolgado para o duelo de oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, quarta-feira, contra o Paris Saint-Germain.

Sempre é bom lembrar, no jogo de ida, em Paris, o Barça levou um sonoro 4 a 0. Nunca, na história das competições europeias, um 4 a 0 foi revertido na partida de volta.

Contra o Celta, o Barcelona mostrou sua melhor versão. Messi está voando, Neymar fez uma grande partida.

No auge da crise, o técnico Luís Enrique mudou a formação tática do time. Com a bola, Rafinha abre o campo pela direita, assim como Neymar faz pela esquerda. É uma tentativa de espalhar a defesa adversária e dar espaço a Messi, assim como era feito nos anos de sucesso com Daniel Alves no time.

Sergi Roberto afunila para formar um trio no meio com Busquets e Rakitic, e os dois zagueiros formam uma linha de três junto com o lateral Alba atrás. Sem a bola, Rafinha recompõe pelo meio e Sergi Roberto vira lateral direito, tendo menos terreno para recuperar. Assim, o time deixa de oferecer o corredor que ofereceu ao PSG na ida.

Depois da humilhação de Paris, o Barça quase tropeçou em casa contra o fraco Leganés – Messi salvou no último suspiro. Era o auge da crise, das críticas a Luís Enrique, à falta de criação do time, absolutamente dependente das genialidades do trio de frente.

No fim de semana passado, a nova forma de jogar foi colocada em prática. A vitória suada – e até mesmo pouco merecida – contra o Atlético de Madri foi um divisor de águas. Depois disso, o técnico anunciou que não renovará o contrato ao final de temporada, o que eliminou uma nuvem que pairava no noticiário do clube.

Luís Enrique não vai mais ficar. Então, não é necessário mais ficar falando dele, seja para massacrá-lo ou defendê-lo. O cara ganhou oito de dez títulos possíveis em duas temporadas. Na Catalunha, decidiu-se: vamos deixá-lo trabalhar nesses meses finais.

Em campo, o time fez 6 a 1 no Sporting Gijón e, hoje, 5 a 0 no Celta. Adversários fracos? Bem, o Celta havia vencido o Barça por 4 a 3 em Vigo, no jogo do turno, e eliminou o Real Madrid da Copa do Rei, com direito a vitória no Bernabéu, em janeiro.

Em nenhum momento da temporada atual o Barcelona havia feito 11 gols em dois jogos seguidos da Liga espanhola – no campeonato passado, só aconteceu uma vez. Fazer 11 gols em dois jogos é um feito raro até mesmo para o Barça de Messi, Suárez e Neymar.

Logicamente, os “vilões” de sempre seriam os únicos candidatos capazes de reverter um 4 a 0. Real Madrid, Bayern de Munique e Barcelona.

O PSG sabe disso. Desde os 4 a 0, baixou um pouco o ritmo, mas continuou ganhando jogos na França. É um time que segue embalado e que fará um plano de jogo para conseguir um gol no contra ataque e obrigar o Barcelona a fazer seis.

É muito diferente acontecer um 4 a 0 e “ter de” acontecer um 4 a 0. Um time que pode perder por até três gols não tem necessidade de buscar resultado, se abrir, ficar exposto. E o PSG tem um técnico, Unai Emery, que perdeu todas as vezes que foi ao Camp Nou. Mas que, de bobo, não tem nada.

A história do jogo sonhada pelo torcedor do Barcelona é aquele massacre inicial, um gol no começo, um segundo gol antes do intervalo, um terceiro em qualquer momento do segundo tempo e pandemônio final em busca do quarto. A história do jogo sonhada pelo PSG é acertar um contra ataque mortal com 0 a 0 ou mesmo 1 a 0 ou 2 a 0 contra. Seria uma ducha de água fria, fim de papo.

Em 2013, o Barcelona levou 2 a 0 do Milan nas oitavas de final. Na volta, ganhou por 4 a 0. Mesmo naquele jogo, contra um Milan que já não era grandes coisas, o time italiano perdeu um gol feito quando o jogo estava 1 a 0 para o Barça. Poderia ter sido mortal.

É difícil imaginar que o PSG, com jogadores como Di María, Draexler e Cavani, não encaixe um contra ataque bem encaixado. Ao Barcelona, mais do que fazer gols, será necessário ter muita sorte. Enquanto há vida, há esperança. E a esperança foi reforçada com as três vitórias dos últimos sete dias.

Na história europeia, houve três casos de times que reverteram em casa derrotas por quatro gols de diferença. O último foi o Real Madrid das grandes remontadas, em 1986. Levou 5 a 1 do Borussia Moenchengladbach na Alemanha, fez 4 a 0 no Bernabéu e avançou na extinta Copa da Uefa.

A virada sensacional mais recente foi a do La Coruña, nas quartas de final da Champions de 2004. Levou 4 a 1 do todo poderoso Milan, que era detentor do título europeu. Fez 4 a 0 na volta, em Coruña – para depois ser eliminado pelo Porto de Mourinho na semifinal.

 


Real arruma mais um ponto milagroso; Barça arruma tranquilidade
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O Campeonato Espanhol ferve. Depois de um fim de semana em que o Barcelona ganhou sabe-se lá como do Atlético de Madri e o Real Madrid precisou de uma ajudaça da arbitragem para virar um jogo em Villarreal, a rodada de meio de semana acabou representando mais gasolina na fogueira.

Em um espaço de poucos minutos, Luís Enrique anunciou que não será mais técnico do Barcelona ao final da temporada. Bale foi expulso por perder a cabeça. O Real Madrid perdia em pleno Santiago Bernabéu para o modestíssimo Las Palmas. E arrumou mais um empate com DOIS GOLS nos minutos finais.

É incrível como é difícil ganhar do Real Madrid. Não existe clube no mundo com um espírito tão competitivo. Para jogar no Real Madrid, a primeira credencial de qualquer atleta é nunca achar que não dá. Para o Real Madrid, sempre dá.

Com 0-2 em Villarreal, um pênalti bizarro significou o 2-2, logo depois veio o 3-2. Com 1-3 contra o Las Palmas, mais um pênalti bem duvidoso representou o segundo gol – para ser justo com o juiz, pênalti tão duvidoso quanto o dado para o Las Palmas fazer o segundo dele. Eu daria ambos.

O Las Palmas é um time de meio de tabela, que vinha de quatro derrotas seguidas, em seu pior momento. Havia visitado o Bernabéu 32 vezes na história do campeonato, tinha ido embora 28 vezes derrotado e outras 4 com um empate. Perde a chance de ouro de ganhar lá pela primeira vez.

No Bernabéu, o Real não perde um jogo de Liga espanhola há exatamente um ano – o 1 a 0 para o Atlético de Madri que colocou interrogações no trabalho de Zidane – interrogações que pairam como nunca. Foram 15 vitórias e 3 empates no período.

Todos esses dados apenas nos fazem ver o quão improvável seria uma vitória do Las Palmas em Madri nesta quarta-feira.

E servem para expor também um Real Madrid que não consegue mais resultados sem criar jogo. É um time que depende demais de chuveirinhos, que alterna boas partidas com outras horrorosas. Os dois gols do empate milagroso saíram de cruzamentos na área. Um resultou em pênalti, o outro, de um escanteio também duvidoso, acabou em gol de cabeça de Cristiano Ronaldo.

Um Real que passou a temporada inteira tomando gols demais – primeiro, colocavam a culpa nos desfalques defensivos. Agora, difícil não apontar o dedo para Zidane. Casemiro não jogou contra o Las Palmas. Não é possível um time como o Real Madrid depender tanto de Casemiro para ter algum equilíbrio defensivo. Com todo respeito ao ótimo volante, estamos falando do clube mais vencedor e mais rico da Europa.

Por outro lado, o Barcelona vai conseguindo afastar seus fantasmas.

Depois da debacle europeia em Paris e as fortes críticas a Luís Enrique, tanto por seu trabalho e a falta de jogo do time quanto por sua má educação no trato com a imprensa, o Barça reencontrou um caminho.

A vitória sobre o Atlético em Madri e a goleada tranquila sobre o Sporting Gijón, nesta quarta, mostram que o time encontrou certa tranquilidade no campo. A construção de jogo é problemática, mas, com Messi, Suárez e Neymar, é possível imaginar que o Barcelona fará muitos gols e terá raros tropeços na Liga.

O anúncio da saída de Luís Enrique também ajuda. É melhor a imprensa passar semanas especulando quem será o próximo técnico do que ficar debatendo se Luís Enrique fica ou não fica.

Já falou, vai sair, acabou a novela.

De alguma forma, dentro da bomba que é o anúncio de Luís Enrique, o Barcelona ganha certa paz para a reta final da Liga. O técnico sai dos holofotes.

Quer queira quer não, o Barça é o líder, um ponto na frente do Real Madrid. É verdade que o Real ainda tem um jogo a menos. Mas, no atual momento, não dá mais para garantir que o Real ganhe jogo algum.


Messi resolve contra a vítima predileta, e Barça renasce
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Após dias para lá de tumultados, o Barcelona renasceu na temporada com uma importante vitória por 2 a 1 sobre o Atlético de Madri, em pleno estádio Vicente Calderón.

O Barcelona segue um ponto atrás do Real Madrid na tabela, já que o Real virou em Villarreal após estar perdendo por 2 a 0 – haverá muita polêmica na semana, o gol de empate do time madridista saiu de um pênalti absurdamente marcado. A virada veio logo depois.

O futebol do Barça mostrou poucos sinais de melhora. No primeiro tempo, o Atlético dominou completamente a partida, foi muito superior contra um rival apático em campo. As chances do Barcelona vieram em dois contra ataques e uma falta cobrada por Messi.

O goleiro Ter Stegen era o melhor em campo. Com mais vontade nas divididas, mais volume de jogo no meio de campo, mais bola, de fato, o Atlético mandava.

No segundo tempo, o Barcelona melhorou. E chegou ao gol com Rafinha, o filho mais novo de Mazinho, titular no meio de campo e que tentou fazer as vezes de Daniel Alves, jogando bem aberto pela direita – foi a mudança tática do pressionado técnico Luís Enrique para tentar resolver o fluxo de jogo. Rafinha aproveitou um bate rebate na área, com duas bolas espirradas seguidas, para tocar com oportunismo.

O Atlético seguiu melhor, empatou em uma bola parada (Godín, de cabeça) e quase virou. Mas, no finalzinho, Messi definiu. Um Messi sumido em campo. Mas Messi é Messi.

Foi o último jogo entre Atlético e Barça no Calderón, pois o Atlético terá estádio novo na temporada que vem. E Messi fez 13 gols nesse estádio, o lugar onde mais fez gols (fora o Camp Nou, logicamente). Já são 27 gols em 34 partidas contra o Atlético, a vítima preferida do argentino.

Em jogos exclusivamente da Liga espanhola, são 22 gols em 22 partidas contra o Atlético, que se despede do Calderón com um incômodo jejum. Ganhou pela última vez do Barça ali em jogos da Liga em 2010 – logicamente, houve vitórias por outros torneios, como a Liga dos Campeões do ano passado. Mas, pelo Campeonato Espanhol, Simeone segue sem ter vencido o Barcelona.

Para o Atlético, a derrota significa pouco. Jogou muito bem, acabou perdendo, mas já não tinha chances reais de ser campeão espanhol. O negócio para o Atlético é a Champions, com vaga quase certa nas quartas de final e em busca da terceira final em quatro anos.

Para o Barcelona, a vitória pode ser um renascimento. Já que a Inês é morta na Champions, é importantíssimo vencer em um estádio como este e mostrar ao Real Madrid que está vivo e forte na briga pelo título.

O jogo do time continua dependendo de estocadas dos três atacantes. O meio de campo segue inoperante. Mas Messi segue aí. Enquanto há Messi, há vida.

 


Pênalti em Neymar salva Barcelona do tropeço, mas não do vexame
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Com 3 minutos de jogo, já estava 1 a 0. Era Barcelona, o todo poderoso Barcelona, contra o Leganés, time minúsculo, pela primeira vez em sua história na primeira divisão espanhola, pela primeira vez jogando no Camp Nou.

4 a 0? 5 a 0? 6 a 0? Qual seria o resultado final da partida?

Pois é. Foi 2 a 1. Com um gol de pênalti de Messi aos 44min do segundo tempo.

Pênalti cavado por Neymar, que jogou bem o tempo inteiro.

No Camp Nou, o Barcelona já havia perdido para o Alavés e empatado com o Málaga na temporada. Não havia conseguido superar os rivais Real e Atlético de Madri. Já são 9 pontos perdidos em casa. O Barça escapou de serem mais, mas não escapou das justas (e raras) vaias.

Seria surreal um tropeço neste domingo, porque o jogo era contra um debutante em péssima fase. Apenas dois pontos acima da zona de rebaixamento, sem vencer uma partida sequer desde novembro, o pior ataque do campeonato, que havia passado cinco dos últimos seis jogos sem fazer um golzinho.

Se o Barça não ganhasse do Leganés, ia ganhar de quem?

Tudo isso apenas cinco dias depois da humilhação de Paris, a derrota por 4 a 0 para o PSG que deixou o Barcelona praticamente eliminado nas oitavas de final da Champions League – fato que não acontece desde 2007.

O Barça começou o jogo com raiva. Querendo dar uma resposta após a goleada de terça-feira. Fez 1 a 0, martelou, realmente parecia que chegaria à goleada. Mas foi perdendo velocidade, ímpeto, caindo de novo na dinâmica de jogo que não encanta ninguém.

Mais do que falta de vontade, o Barcelona sofre de falta de jogo.

Neste domingo, Messi, Suárez e Neymar fizeram uma partida para lá de digna. Todos tentaram, participaram, se movimentaram. Mas jogam sozinhos. Os adversários sabem disso, dobram ou triplicam a marcação nos atacantes e deixam os meias e laterais livres.

Sergi Roberto definitivamente não é a resposta à sentida ausência de Daniel Alves. Foi ele, aliás, que perdeu uma bola boba, que acabaria no empate do Leganés – antes disso, diga-se a verdade, o Leganés já havia criado três boas chances em contra ataques. E ainda teve uma bola raspando a trave nos acréscimos.

Digne, o francês que jogou pela esquerda, fez uma má partida. Não ajudou Neymar em nada. André Gomes é um meio campista fraco e está virando o símbolo desta fase de futebol medonho do clube. É o rosto da crise.

Iniesta e Busquets fazem muita falta. Como também fazem Mascherano e Piqué. Como faz Rakitic (jogou, mas por onde andará aquele Rakicitc?). O Barcelona não consegue sair com a bola. Não há fluxo de jogo, triangulação, diagonais. O meio de campo culé não cria nada, apenas entrega a bola aos atacantes com uma mensagem de papel: “se vire aí”.

Luís Enrique foi massacrado ao longo da semana, até porque deu uma resposta extremamente grosseira a um repórter catalão após a goleada em Paris. Será mais uma semana tensa e de especulações. O técnico só tem contrato até o final da temporada e vai parecendo cada vez mais claro que não continuará. Quando isso fica claro, sobra tentar adivinhar quem chegará para seu lugar.

Quem tem Messi, Suárez e Neymar no time, nenhum deles machucado, precisa fazer algo melhor do que Luís Enrique vem fazendo.

O Barcelona está virtualmente eliminado da Champions. Na Liga espanhola, está um ponto atrás do Real Madrid – mas podem ser sete, porque o Real tem dois jogos a menos, e o duelo entre eles no segundo turno será em Madri. Sobra a Copa do Rei, com final contra o também pequenino Alavés.

Se a final fosse domingo que vem, capaz que desse Alavés. Mas domingo que vem o Barcelona tem que ir a Madri enfrentar o Atlético. Só isso.

O pênalti sofrido por Neymar, em uma jogada individual e nada coletiva, salvou o Barcelona de um tropeço surreal. Mas não salvou do vexame.

 


Sergio Ramos redefine a “lei do ex”. Sevilla derruba o Real!
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Sergio Ramos jogou muito bem no Sevilla, em uma época de renascimento do clube. É um filho da cidade. Com 19 anos, o Real Madrid foi até o Sul contratar o zagueiro que seria o “novo Hierro”. Na época, falou-se daqui, dali e não pegou muito bem a saída de Ramos lá na Andaluzia.

Acelera a fita e chegamos ao meio da semana, quando Sevilla e Real Madrid se enfrentavam pela Copa do Rei. Com os 3 a 0 da ida, a eliminatória estava morta. Mas o Real defendia uma invencibilidade de 39 jogos oficiais, marca histórica e igual à conquistada pelo Barcelona nas duas temporadas anteriores.

O Sevilla ganhava por 3 a 1 até o 38min do segundo tempo. Foi quando Sergio Ramos bateu um pênalti com cavadinha. Deu aquela humilhada. Comemorou, meio que com raiva da torcida. E, claro, foi vaiado. Depois, disse que não tinha comemorado nada e que, quando morresse, seria enterrado com uma bandeira do Sevilla e outra do Real sobre o caixão. Disse que não entendia por que Daniel Alves (um brasileiro) era aplaudido no estádio Ramón Sánchez Pizjuán, enquanto ele era xingado.

Nos acréscimos daquele jogo, Benzema decretaria o 3 a 3, e o Real chegaria ao recorde do país, 40 jogos de invencibilidade. E Sergio Ramos se transformou no personagem da semana.

Chegamos a este domingo, jogo válido pela liga espanhola. Líder contra vice-líder, para se ter uma ideia de quão bons são o time do Sevilla e seu técnico, Jorge Sampaoli.

Após um bom primeiro tempo do Sevilla, o Real tomou conta do jogo no segundo, chegou ao gol e parecia a ponto de jogar um balde de água fria na liga espanhola. Criava chances para matar a partida.

Foi quando, aos 40min do segundo, Sergio Ramos apareceu. E fez um gol… contra!

Não dava para ter deixado o torcedor do Sevilla mais feliz. O personagem da semana tirava a vitória importantíssima do Real. Como disse um seguidor no Twitter. “A lei do ex se superou”.

A “lei do ex”, todos sabem, é evocada sempre que um ex-jogador de um clube marca quando reencontra o time que defendia. Sergio Ramos redefine a lei do ex ao meter um gol contra o Sevilla na quarta para depois, no domingo, fazer contra o atual, em favor do ex. Uau!

Mas tinha mais. O Sevilla cresceu no jogo, e o Real ficou atordoado. Jovetic, que chegou agora ao clube, meteu o 2 a 1 aos 45! E foi pelos ares a história invencibilidade de 40 jogos do Real Madrid de Zidane.

Êxtase total no Sánchez Pizjuán, onde o Sevilla derruba o todo poderoso Madrid pela segunda temporada consecutiva, quebra a série invicta e coloca fogo no campeonato.

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Na Espanha, são poucos os jogos em que você olha para a tabela e imagina um tropeço de Real Madrid ou Barcelona. O tropeço pode acontecer, vira e mexe acontece. Mas é difícil prevê-lo. Salvo pouquíssimas exceções, os dois grandões entram sempre em campo com um favoritismo destacado. Neste domingo, tínhamos um desses jogos-chave para o campeonato. Um jogo em que poderia acontecer o que, de fato, aconteceu. Gracias, Sergio Ramos!

O Real Madrid fica com 40 pontos, apenas 1 de vantagem para o Sevilla e 2 para o Barcelona. O Atlético está 6 atrás. Tem um detalhe: o Real tem um jogo a menos que essa turma toda. Ainda está no controle. Mas…

Esquenta na Itália, esfria na Inglaterra

A Juventus levou 2 a 1 da Fiorentina, em Florença, ao mesmo tempo que o Real caía em Sevilha. E a liga italiana também esquentou. A Juve tem agora só um ponto de vantagem para a Roma e quatro para o Napoli – apesar de, assim como o Real, ter um jogo a menos.

Já na Inglaterra, foi o contrário.

O Chelsea foi até a casa do atual campeão, o Leicester, e meteu 3 a 0 sem suar muito no sábado. Isso com uma semi crise se desenhando, após Antonio Conte barrar Diego Costa do jogo – falou-se de tudo, mas parece que tiveram um bate boca e o centroavante está balançado pela absurda proposta que recebeu da China.

Não bastasse a demonstração de foco e força, o Chelsea ainda viu de camarote, no domingo, Manchester United e Liverpool empatarem um ótimo jogo por 1 a 1. E o Manchester City levar 4 a 0 do Everton – Guardiola já até “jogou a toalha“.

O Chelsea lidera a Premier League com 52 pontos, 7 a mais que Liverpool e Tottenham, 8 a mais que o Arsenal, 10 a mais que o City e 12 a mais que o United. Faltam ainda 17 rodadas, mas é difícil ver o time de Conte perdendo pontos bobos – e o Chelsea tem a vantagem de não estar envolvido na Champions League, o foco é total na liga doméstica.

No dia 31 de janeiro tem Liverpool x Chelsea. Logo depois, no dia 4 de fevereiro, tem Chelsea x Arsenal. Ou a liga inglesa esquenta de novo nesses dois jogos ou o Chelsea já pode ir preparando a festa e nos restará acompanhar uma bela briga pelas vagas na Champions – hoje, os dois times de Manchester, de Pep e Mou, estariam fora.

Na sexta-feira, volta a Bundesliga. Olho no Bayern de Munique de Carlo Ancelotti. Começou a temporada claudicante, mas engatou no fim do ano e é um dos grandes favoritos a conquistar a Champions League.

 


Invicto há 40 jogos, Real Madrid tem maratona em busca de recordes
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juliogomes

Um grande amigo meu costuma me mandar whatsapps quase diários pedindo a opinião sobre jogos, principalmente na Europa. Ele tem conseguido uma grana em sites de apostas. Na terça-feira, me perguntou: “e esse Sevilla x Real Madrid, heim, o que você acha?”.

Eu disse que achava que o Sevilla iria quebrar a invencibilidade de 39 jogos do Real Madrid. Tinha tudo para acontecer. O Sevilla é um time forte em casa. Os 3 a 0 da ida deixaram o Real praticamente classificado. Consequentemente, Cristiano Ronaldo e Modric nem viajaram. E nada mais irônico que Real e Barcelona ficarem empatados na tal maior sequência invicta da história dos dois gigantes.

Ele me contou que a vitória do Sevilla estava pagando 2,87 para cada real apostado, o que é um valor altíssimo. Estava pagando mais do que empate ou vitória do Real Madrid. Eu disse que o jogo tinha cara de vitória do Sevilla, mas que o Real Madrid faria o gol fora de casa, matando a eliminatória. O amigo percebeu então que uma vitória do Sevilla com ambos os times marcando pagava 4,33 para 1. Meu conselho foi “mete ficha”.

Acelere a fita para chegar à tarde de quinta-feira. O Sevilla fez 1 a 0 sobre o misto do Real. Levou o empate no começo do segundo tempo, gol que praticamente matou a eliminatória por ter sido marcado fora de casa. E logo o Sevilla fez 2 a 1.

Apita o whatsapp. “Julião, está vendo o jogo? 2 a 1 para o Sevilla. 15 minutos do segundo tempo. Apostei 20 reais na vitória do Sevilla com ambos marcam. Retorno de 86 reais. Neste momento, o site está oferecendo 55 para eu encerrar a aposta. O que eu faço??”.

Eu não estava vendo o jogo. Mas imaginei que dificilmente não sairia outro gol. O Sevilla iria para cima sonhando com a vaga improvável. O Real teria o contra ataque à disposição. Respondi. “Cancela! Pega o dinheiro. O Real sempre acha esses empates aos 40 e tantos…”

Ele cancelou. Alguns minutos depois, o Sevilla fez 3 a 1. Lamentamos. Poderia ter deixado a aposta correr até o fim! Ou então, possivelmente àquela altura o site estaria oferecendo uns 70, 75 reais pelo cancelamento. É sempre assim. Você cancela a aposta com medo de uma coisa e acontece a outra. A Lei de Murphy é uma nuvem constante na cabeça dos apostadores.

Alguns minutos depois, pula o whatsapp. “Ufa! Foi 3 a 3. Benzema empatou aos 48. Valeu pela dica”. Não pude deixar de dar aquela esnobada. “Fez bem. Conheço o Real Madrid”.

Se tem uma coisa que deve ser difícil nesse mundo é torcer contra o Real Madrid.

Há algo realmente especial neste clube. O jogador que veste a camisa branca parece que ganha automaticamente a confiança para acreditar que sempre conseguirá. Depois, vendo na TV o gol de empate de Benzema… totalmente fora de suas características, enfileirando defensores, bola que bate na canela, volta, sobra, desvia, sai do goleiro, entra no canto…

karim-benzema

Quando as coisas estão dando certo para o Real Madrid, amigos, sai de baixo.

A última derrota do Real em jogos oficiais foi aquele 2 a 0 em Wolfsburg, que precisou ser revertido no mata-mata da Champions League. Depois disso, foram 31 vitórias e 9 empates. Com títulos da Europa e do mundo, com gols nos acréscimos de Sergio Ramos, agora esse de Benzema, com partidas em que a defesa estava toda remendada, vários lesionados no caminho, Bale fora por meses, Cristiano Ronaldo poupado, clássico no Camp Nou.

É surreal, mas o Real do ainda novato Zidane, o ultracampeão, clube mais vencedor da história, encaixa pela primeira vez uma série invicta de 40 jogos, superando os 39 do Barcelona de Messi-Suárez-Neymar-Iniesta.

Considerando as quatro grandes ligas da Europa, a maior série invicta (somando jogos oficiais de todas as competições) é da Juventus de Conte, que ficou 43 jogos sem perder entre 2011 e 2012 (mas sem jogar competições europeias). O super Milan de Capello ficou 42 jogos sem perder entre 92 e 93. O Real igualou o Nottingham Forest de 78-79.

Se considerarmos a liga de Portugal, o Benfica ficou 56 jogos sem perder entre 76 e 78, e o Porto ficou 55 jogos invicto entre 2010 e 2012. A maior marca, disparado, é do Steaua Bucareste, da Romênia, que ficou 106 jogos invicto entre 1986 e 1989 – com direito a título da Copa dos Campeões em 86.

Quem poderá parar o Real Madrid de Zidane?

O Sevilla tem mais uma chance no domingo, às 17h45, pela 18a rodada do Campeonato Espanhol. O Sevilla é o vice-líder do campeonato, apenas quatro pontos atrás do Real e, se vencer, dá um calor no ponteiro – ainda que o Real tenha um jogo a menos, adiado por causa do Mundial.

O sorteio da Copa do Rei, na manhã desta sexta, colocou o Real frente a frente com o Celta de Vigo, que está em nono no Campeonato Espanhol.

Se sair vivo de Sevilha novamente, é difícil imaginar que o Real Madrid não vá superar a marca de 43 jogos da Juventus. Fevereiro pode reservar uma semifinal da Copa do Rei contra Barcelona ou Atlético de Madri. O Atlético pega o Eibar e deve avançar na Copa. O Barça tem um duelo bem mais complicado contra a Real Sociedad. A outra eliminatória reúne os fracos Alavés e Alcorcón.

Veja abaixo a tabela de jogos do Real nos próximos dois meses. Repare que, se o Real avançar na Copa do Rei, jogará 17 vezes no período. Tem compromissos em todos os meios de semana, pois faz em Valência o jogo atrasado da 16a rodada (por causa do Mundial de Clubes) e já enfrenta o Napoli pelas oitavas da Champions. É uma maratona e tanto! Faça suas apostas. Onde cairá a invencibilidade do time de Zidane?

(Se é que cairá…)

15/1 Sevilla x Real Madrid (Espanhol)
18/1 Real Madrid x Celta (Copa do Rei)
21/1 Real Madrid x Málaga (Espanhol)
25/1 Celta x Real Madrid (Copa do Rei)
29/1 Real Madrid x Real Sociedad (Espanhol)
1/2 possível ida da semifinal da Copa do Rei
5/2 Celta x Real Madrid (Espanhol)
8/2 possível volta da semifinal da Copa do Rei
11/2 Osasuna x Real Madrid (Espanhol)
15/2 Real Madrid x Napoli (Champions League)
19/2 Real Madrid x Espanyol (Espanhol)
22/2 Valencia x Real Madrid (jogo atrasado do Espanhol)
26/2 Villarreal x Real Madrid (Espanhol)
1/3 Real Madrid x Las Palmas (Espanhol)
4/3 Eibar x Real Madrid (Espanhol)
7/3 Napoli x Real Madrid (Champions League)
12/3 Real Madrid x Betis (Espanhol)


Marcelo comemora 10 anos de Real com brilho. Maior que Roberto Carlos?
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juliogomes

Não me lembro exatamente a data. Acho que era fim de 2007, começo de 2008, por aí. Tocou meu telefone e apareceu o nome “Paco”. Era um assessor de imprensa do Real Madrid. No início, achava uma mala sem alça. Depois, foi parecendo mais gente boa. Estranhei. Por que Paco estaria me ligando?

Atendi e ele logo saiu falando. “Olha, sei que você é brasileiro e tradutor e estamos precisando de alguém para ajudar em uma entrevista coletiva do Real Madrid com um jogador chamado Marcelo. Você está disponível?”.

Achei muito estranho. Paco me conhecia, sabia que eu era repórter, não tradutor. E que eu estava dia sim, dia não no CT do clube, em Valdebebas, sentado junto com os outros jornalistas, fazendo perguntas aos jogadores e muitas vezes filmando as coletivas – eu era correspondente da Band na época. Havia uma porta ali na sala de imprensa por onde chegavam os jogadores. Eu nunca havia passado por aquela porta. Era estranha a sensação de estar sendo convidado para entrar na sala junto com o jogador.

Notei que Paco não tinha percebido que aquele Julio-brasileiro era o único que ele conhecia, não outro. Esclareci. E o assessor do Real Madrid de repente se viu em uma encruzilhada. Estava desesperado, a coletiva começaria em horas. As coletivas do Real nunca tinham tradutor, exceto quando Beckham falava (raríssimo). E, claro, não queria que eu estivesse lá sentado na bancada. Seria esquisito. E se tem uma coisa que esses caras não gostam é de dever favor.

Eu me adiantei. “Paco, não se preocupe. Estou indo para Valdebebas e ajudo vocês nessa”.

Marcelo era uma criança. Um garoto acanhado, que, mesmo em português, mais murmurava do que falava. Eu achava um bom menino, talentoso, mas não via como ele poderia triunfar em um clube como aquele, um demolidor de pessoas tímidas. Para jogar no Real Madrid, não bastava ser bom de bola. Era preciso ter uma atitude à altura do clube.

A coletiva foi um fiasco para quem dependia daquela entrevista para o noticiário do dia. Marcelo jogava pouco, quase não conhecia o clube, não havia nenhuma crise em curso. Não havia o que perguntar para ele, em resumo. E as poucas perguntas que eram feitas eram respondidas com frases de no máximo umas cinco ou seis palavras. E ele respondia olhando de lado para mim, murmurando em português, sem ficar de frente para as câmeras.

Eu lembro que as minhas traduções se resumiam a “sí” e “no”.

O Real seria campeão naquela temporada com Schuster. Roberto Carlos havia deixado o clube, e Marcelo passou a ter mais minutos do que tivera em seu primeiro ano, com Fabio Capello.

marcelo_robertocarlos

Poucas vezes encontrei Marcelo depois daquilo. Sempre foi um rapaz simpático, pelo menos comigo. Mas, mesmo à distância, foi fácil perceber como ele cresceu, amadureceu, ganhou personalidade. Ganhou o tamanho do Real Madrid e do futebol dele. Me parece mais vítima do que vilão nos problemas com Dunga e hoje exerce a justa titularidade absoluta na seleção brasileira de Tite.

Marcelo estreou no Real Madrid em 7 de janeiro de 2007. Portanto, 10 anos atrás. Nas tribunas do Bernabéu, neste sábado, estavam alguns nomes históricos do clube. Isso porque Cristiano Ronaldo recebeu e mostrou sua Bola de Ouro. Mas serviu também como uma homenagem a Marcelo. Que prestou sua auto homenagem ao fazer uma jogada linda e cruzar na cabeça para que Cristiano Ronaldo deixasse o dele nos 5 a 0 sobre o Granada.

O Real Madrid só perde esse Campeonato Espanhol se quiser. Se consumado, será o quarto título nacional de Marcelo no clube – para acompanhar duas Champions (com Mundiais), duas Copas do Rei, duas Supercopas da Espanha e outras duas da Europa.

É inevitável comparar Marcelo com Roberto Carlos. Ambos brasileiros, ambos laterais esquerdos, ambos com uma linda carreira no clube mais vencedor da história. Roberto Carlos também chegou ao clube quando Fabio Capello era o técnico e ficou 11 anos no Real. Conquistou quatro títulos espanhóis, três Champions, dois Mundiais, três Supercopas da Espanha e uma da Europa.

Percebemos, pois, que em termos de conquistas Marcelo já está no mesmo nível de Roberto Carlos em um período parecido dos dois no clube.

Mas quem foi maior ou melhor? Quem foi mais relevante nessas conquistas todas?

Eu ainda colocaria Roberto Carlos acima de Marcelo na história do clube e do futebol.

Roberto Carlos foi, durante todo seu período no Real Madrid, titular absoluto, indiscutível. O melhor do mundo na posição durante praticamente todo esse tempo, sendo também peça importante em muitos títulos da seleção brasileira. Não à toa, é o estrangeiro com mais partidas com a camisa do Real. Não se machucava nunca, jogava sempre.

Roberto fez parte de um Real Madrid que, em 1998, quebrou um jejum de 32 anos sem títulos europeus. E em uma época em que não havia supertimes, como hoje. As coisas eram muito mais equilibradas na Europa.

Já Marcelo chegou a jogar com um meia ou ponta esquerda por muito tempo com Juande Ramos e Manuel Pellegrini. Depois, com José Mourinho, era basicamente titular nos jogos em que o Real tinha a obrigação de atacar (na liga doméstica, por exemplo) e dava lugar ao português Coentrão nos jogos grandes, quando Mou se preocupava mais em defender.

Foi só nos últimos dois anos que Marcelo assumiu, de vez, a condição de titular absoluto e incontestável do clube na lateral esquerda. Ainda com alguma falha defensiva, mas essencial para a construção do jogo ofensivo do time pelo lado esquerdo. Fez até gol na final da Champions de 2014, quebrando jejum de 12 anos sem títulos europeus – em tempo, foi reserva de Coentrão naquela final, Ancelotti mandou o brasileiro a campo no segundo tempo, quando precisava buscar o resultado.

Não estou, de forma alguma, minimizando Marcelo. Pelo contrário. Um grande jogador, estabelecido no clube, parte da história, parceiro de Cristiano Ronaldo e caminhando para sua segunda Copa do Mundo como titular.

Roberto Carlos não tinha o mesmo talento para a construção com a bola nos pés. Os tempos também eram outros. Mas, por ser um “cavalo” fisicamente, conseguia compor melhor o sistema defensivo. E suas patadas, em faltas ou com bola rolando, eram uma arma e tanto do Real Madrid ao longo dos anos.

Roberto fez muito mais gols que Marcelo no Real, mais que o dobro (68 a 26). No entanto, Marcelo deu muitas assistências (54 em 382 jogos).

Imagino que na cabeça do torcedor brasileiro lendo esse texto, relembrando dos anos de Roberto Carlos na seleção, a comparação seja esdrúxula. Mas é preciso sair da caixa “Brasil”.

Eu acho a comparação justa e válida. Acho um ótimo debate de mesa de bar. No fim, ainda dou meu voto a Roberto Carlos. Tanto no peso histórico com a camisa do Real Madrid, pelos muitos mais anos de consistência e titularidade, quanto como jogador de futebol.

Mas Marcelo ainda tem tempo. Está no auge, jogando bola demais. Ee merece todas as palmas do mundo por completar 10 anos em clube exigente como o Real Madrid.

 


Iniesta e Modric, gênios do clássico e do futebol total
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juliogomes

Quem esperava ver Messi e Cristiano Ronaldo no superclássico deste sábado, em Barcelona, viu mesmo Andrés Iniesta e Luka Modric. Dois jogadores exemplares, símbolos do futebol total que se joga hoje em dia nos quatro cantos do mundo.

Não, não quero aqui tirar os méritos de Messi, Suárez e Neymar, três gênios da bola. Apenas colocar um asterisco. Como funciona melhor o badalado trio de ataque do Barcelona quando Iniesta está em campo!

Iniesta não é um jogador subestimado, eu diria. Sim, ele é valorizado. Mas talvez mais por aquele gol de Johanesburgo, da final da Copa de 2010, do que pela bola que joga há mais de dez anos, semana sim, semana também.

Uma lesão no joelho deixou Iniesta fora dos gramados desde 22 de outubro. No período, coincidência ou não, o Barcelona viveu seu pior momento em dois anos e meio de Luís Enrique. Tropeços em casa na Liga, derrota na Champions, seis pontos abaixo do líder na tabela. Em 12 anos, desde o início da “era Ronaldinho” e a subsequente fase de títulos, a maior da história do Barça, nunca o clube catalão chegou para um clássico contra o Real Madrid tão contra a parede.

Se perdesse hoje, adeus Liga. Em dezembro?? Sim, em dezembro. Nove pontos abaixo… esqueçam. Até mesmo o empate é horroroso para o Barça, principalmente com um gol sofrido aos 44min do segundo tempo. Gol de Sergio Ramos que fez justiça ao que foi o jogo todo, o 1 a 1 ficou de bom tamanho no Camp Nou.

E o fato é que o primeiro tempo e o início do segundo refletiram exatamente o momento dos clubes.

O Real Madrid foi bastante melhor que o Barcelona, tinha as ideias claras em campo, sabia melhor o que fazer para seu plano de jogo triunfar. O Real marcou atrás, com linhas bem juntas e sem deixar o trio de ataque do Barça receber bolas com espaço ou sem ajudas de marcação.

Aos 2min de jogo, a arbitragem prejudicou o Real ao não marcar pênalti tão claro como bobo de Mascherano em Lucas Vázquez. O erro não abalou o líder. Modric só não fez chover no meio de campo. Futebol total, essa talvez seja a melhor definição. Box to box. Cortando as linhas de passes de Messi, infernizando o argentino sem dar um carrinho sequer, se associando com todos os setores, participando de tudo. Modric é o Iniesta do Real, o motorzinho. Não tão absurdamente genial com a bola nos pés, mas incrivelmente eficiente de área a área, com ou sem a posse.

O domínio não foi traduzido em chances claríssimas de gol, mas o Real teve finalizações perigosas com Cristiano Ronaldo e Varane, de cabeça. O Barça nada fazia. Aos 40min, um cruzamento de Alba foi cortado com o braço por Carvajal. Outro pênalti não marcado. Claro que a história do jogo teria sido totalmente outra se o Real abrisse o placar aos 2min de jogo, mas ficou uma sensação de “elas por elas”, com um pênalti não marcado para cada lado.

No segundo tempo, a história era a mesma. Até que saiu o gol. Como sempre, o gol muda tudo. Não foi uma grande partida de Neymar, mas ele sofre a falta e cruza para Suárez marcar de cabeça. Na construção de jogo, nada funcionava para o Barça. Na bola parada, tudo se resolveu.

Logo depois, entrou Iniesta. E aí virou um desfile em campo de um jogador que tem tudo. Classe, inteligência, velocidade, visão, noção de espaço.

Tivemos então um gol perdido por Neymar e outro por Messi (após passe genial de Iniesta, tipo tacada de bilhar, quebrando todas as linhas de marcação possíveis). Messi, maior artilheiro da história dos clássicos, está há seis jogos sem marcar contra o Real. Devia ter feito o 2 a 0, o empate vai para a conta dele.

Ficou aquela sensação de que o Barça havia perdido a chance de matar o jogo. E foi exatamente isso. Zidane colocou Casemiro em campo, ausente da Liga por dois meses. Entrou um volante por um meia. Em um time que estava perdendo. A substituição foi perfeita. Casemiro conseguiu dar mais equilíbrio ao meio de campo, e Modric se aproximou mais do ataque.

Nos dez minutos finais, o Real foi para cima do Barcelona e chegou ao empate também na bola parada. Cruzamento perfeito de Modric, quem mais seria? Com Sergio Ramos em campo, amigos, é melhor nunca fazer uma falta perto da área nos minutos finais. Ele está sempre lá para ser herói. O Atlético de Madri sabe bem disso.

Para o Barcelona, fica o gosto da derrota. Em vez de colocar fogo na Liga, segue seis pontos atrás com quatro empates em seus últimos cinco jogos. Por outro lado, a melhor notícia é a volta deste gênio chamado Iniesta. Um sopro de esperança.

Paremos de falar do trio MSN. É justo começar a citar sempre o quarteto MSNI.

Para o Real Madrid, é um empate com gosto de vitória e título. Placar justo, dada a atuação do primeiro tempo e o pênalti não marcado no início. Recuperando machucados e com esta vantagem, o Real de Zidane, invicto há 33 partidas, está cada vez mais forte. A maior invencibilidade da história do Real? 34 jogos. Tem algo grande acontecendo no Bernabéu.


Clássico com Barça tão atrás do Real? É preciso voltar 12 anos no tempo
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juliogomes

Para o Barcelona, o clássico deste sábado contra o Real Madrid é uma espécie de final antecipada na Liga espanhola. Ou ganha o jogo ou o título começa a virar missão quase impossível.

Sim, todo clássico Barça-Madrid é encarado como uma final. Sim, ainda estamos em dezembro. Mas o fato é que os seis pontos que o Real tem de vantagem na tabela geram este ambiente de “ou ganha ou adiós, Barça”. E um cenário como este é raridade no superclássico, pelo menos desde 2004, início dos melhores anos da história do clube catalão.

Com 13 rodadas no Campeonato Espanhol, o Real Madrid soma 33 pontos, contra 27 de Barça e Sevilla, 24 do Atlético de Madri. Se vencer no Camp Nou, abrirá nove pontos para o maior rival e é importante lembrar que  jogará, logicamente, a partida do segundo turno em Madri. Nem o empate serve para o Barça. É vencer ou vencer para acalmar as coisas e se recolocar na briga pelo campeonato.

É preciso voltar 12 anos no tempo para encontrarmos um Barcelona em situação (delicada) parecida antes de um clássico.

Em abril de 2004, no fim do primeiro ano da “era Ronaldinho”, o Barça ganhou no Santiago Bernabéu por 2 a 1, com um gol de Xavi no finalzinho. Faltavam cinco rodadas para o fim do campeonato, e o Barça estava sete pontos atrás dos líderes Real e Valencia. Se não vencesse, estaria fora da briga pelo título. Venceu e cortou para quatro a desvantagem na tabela. O Barça acabaria passando o Real nas rodadas finais, mas o título ficaria com o Valencia.

De todas as maneiras, o Barça fizera um primeiro turno tenebroso naquele campeonato e ficar sem a conquista não havia sido exatamente um fracasso. Não era um Barça “contra a parede”, como neste sábado. Era um time em construção, que seria bicampeão nos anos seguintes e voltaria a brilhar na Europa.

Desde aquele jogo, em 2004, foram realizados 24 superclássicos válidos pela Liga espanhola. Em 16 ocasiões (dois terços dos jogos), o Barça chegou à partida com mais pontos no campeonato do que o Real Madrid.

A maior vantagem que o Real detinha nestes anos todos era a de 2008. Já campeão, o Real tinha 14 pontos de diferença – o jogo (que acabou 4 a 1 para o time de Madri) não tinha importância para o campeonato e ficou marcado pelo “pasillo”, o corredor feito pelos jogadores do Barça para aplaudir o time campeão nacional, uma tradição na Espanha. Portanto, não era um Barça pressionado pela vitória, era um Barça já derrotado e humilhado no campeonato. Humilhação que gerou a aposta em um certo Guardiola e a dispensa de Ronaldinho. Começava de vez a “era Messi”.

Em outras duas ocasiões nestes anos todos, o Barça chegou ao clássico contra a parede. Mas a desvantagem era de quatro pontos, não de seis, como ocorre no momento.

Em março de 2014, o Barça chegou ao Bernabéu quatro pontos atrás e venceu por 4 a 3, mantendo-se na briga. O técnico era o argentino Tata Martino. Depois daquela rodada, o Barça foi a 69 pontos, um a menos que Real e Atlético – que acabaria sendo campeão naquela temporada.

Já dois anos antes, em abril de 2012, o Barça recebeu o rival no Camp Nou precisando ganhar, com quatro pontos a menos e cinco rodadas para o fim. Perdeu por 2 a 1, no jogo em que Cristiano Ronaldo marcou e pediu “calma” para o estádio, em um gesto no estilo “baixem a bolinha”. O Real abriu sete pontos e ganhou, logo depois, seu único título da Liga com Mourinho. Por sinal, o único título nacional do gigante de Madri em oito temporadas.

O fato é que desde a era Ronaldinho, passando depois por Messi-Xavi-Iniesta, Guardiola e, agora, com o trio Messi-Suárez-Neymar, o Barcelona muito mais ganhou do que perdeu contra o Real Madrid.

Desde 2004, foram muitos clássicos com o Real contra a parede. Poucos, como já vimos, com o Barça desesperado pelo resultado. Ainda mais tão cedo na temporada.

Nos últimos dez jogos no Camp Nou pelo Campeonato Espanhol, incluindo a temporada passada, o Barça ganhou cinco, empatou dois e perdeu três. Um desempenho ruim, o estádio não tem sido mais uma fortaleza. Somando todas as competições na atual temporada, são apenas duas vitórias nos últimos seis jogos, uma minicrise.

Pelo menos volta ao time Iniesta e o sistema defensivo se recompõe com Piqué, Umtiti e Alba.

Já o Real Madrid joga sem Casemiro, Kroos e Bale, desfalques importantes para o time de Zidane. Apesar de tantas baixas desde o início da temporada, o clube branco ganhou 10 de seus últimos 11 jogos, marcando 43 gols (quase 4 por jogo) no período. A sangria defensiva foi estancada, com três gols sofridos nos últimos cinco jogos. Casemiro, após dois meses, voltou no meio de semana pela Copa do Rei e pode até ser uma novidade neste sábado.

Em sites que orientam apostadores e analisam as probabilidades dos esportes mundo afora, como o Oddshark, o Barcelona é considerado favorito (1,85 para 1). O Real Madrid (4 para 1), no entanto, está invicto na Liga e tem jogado melhor no campeonato local do que na Champions. Façam suas apostas.

Curiosidades do superclássico:

– Último empate pela Liga foi em 7/10/12. Desde então, quatro vitórias do Barça e três do Real.

– Nos últimos 10 anos de campeonato (20 jogos), foram apenas três empates. Somando todas as competições, foram 8 empates em 38 jogos (período de 13 anos). Empatam pouco!

– Também nestes últimos 13 anos, neste mesmo período, o mandante ganhou 14 clássicos, o visitante ganhou outros 14. Fator casa??

– Nos últimos 20 jogos entre eles, só um destes jogos teve um dos times sem marcar gols. O último 0 a 0 foi em novembro de 2002, há 14 anos. Zidane ainda jogava.

 

messi_cristianoronaldo


Janela europeia: ingleses no ataque, Real Madrid quietinho
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juliogomes

Foi-se a Olimpíada, voltamos ao futebol (não comemoro, acho uma pena, mas as coisas são como são). Um dos meus sonhos era ver o Brasileirão ser disputado de janeiro a agosto. Assim, as janelas europeias seriam muito menos dramáticas para nosso principal campeonato.

A de janeiro ainda pegaria o início de temporada. E a que se fecha em agosto pegaria o campeonato acabando. Mas, claro, os dirigentes que tomam conta disso devem estar preocupados com coisas muito mais importantes, não é mesmo?

Até que, no fim, a janela de verão europeu não foi assim tão destruidora para o futebol brasileiro. Sim, peças importantes saíram. O Santos perdeu Gabigol para a Inter de Milão, o Corinthians deu sequência ao desmanche perdendo Elias para o Sporting, o São Paulo já havia perdido Ganso para o Sevilla, o Grêmio havia cedido Giuliano ao Zenit, agora o Atlético Mineiro perde Douglas Santos para o Hamburgo.

 

O Palmeiras, líder do campeonato, consegue segurar Gabriel Jesus até o fim do ano. E, convenhamos, nenhuma das perdas fará um time deixar de ser campeão. Ninguém foi retalhado nos momentos derradeiros da janela de transferências.

E na Europa? O que vimos?

Barcelona e, principalmente, o Real Madrid estiveram tímidos no mercado. É fato que é difícil melhorar elencos como os dos dois superpoderosos, e o mesmo se aplica ao Bayern de Munique. São as três forças destacadas dos últimos anos e continuam sendo nesta temporada.

Me surpreendeu a calma do Real Madrid, dado que o clube ainda corre o risco de ser proibido pela Fifa de atuar nas duas próximas janelas. Trouxe Morata de volta, o que dá sangue novo para o ataque, competição para Benzema e opções de jogo. Recuperou o jovem meia Asensio, que estava emprestado. Mas acabou não monetizando com um (supostamente) insatisfeito James Rodríguez e não conseguiu trazer um meia defensivo para competir com Casemiro. O sonho era Pogba. Não rolou.

Por mais que tenha conquistado a Champions, não vejo o Real Madrid tão completo assim em todas as linhas. Vai ter de remar para recuperar a liga do Barcelona.

Barça, por sua vez, que engordou o elenco, coisa que estava havia tempos precisando fazer. Trouxe o atacante Alcácer e o meia André Gomes do Valencia, o bom volante Suárez, do Villarreal, o lateral Digne, do PSG, e o jovem zagueiro Umtiti, do Lyon. Perdeu Daniel Alves, a baixa mais relevante. Perdeu Bravo, mas confesso que sempre achei Ter Stegen, no mínimo, do mesmo nível do goleiro chileno. E ainda veio o arqueiro Cilesen, do Ajax.

Considerando ainda que Arda Turan estará em sua primeira temporada inteira com o clube e é quase um reforço, o Barça dá mais peso ao elenco para lidar com eventuais imprevistos.

O Atlético de Madri, que na temporada passada foi à final da Champions e deu calor nos grandões na Liga, é um ganhador da janela. Evitou o desmanche, convenceu Simeone a continuar e ainda trouxe o atacante francês Gameiro, uma garantia de gols que chega do Sevilla, o extremo argentino Gaitán, do Benfica, e o lateral croata Vrsaljko. Podemos todos colocar o Atlético como uma força em todas as competições – de novo.

Ainda na Espanha, o Sevilla, que está na Champions e trouxe Jorge Sampaoli, tem um time interessante. Perdeu Gameiro e os meias Banega, para a Inter, e Krychowiak, para o PSG, mas trouxe o francês Nasri por empréstimo do City, Ganso, os bons argentinos Vietto e Kranevitter do Atlético de Madri, entre outros nomes de menos expressão. O Sevilla sempre monta bons times, dentro do seu escopo.

Antes de falarmos dos ingleses, que foram os que mais atacaram o mercado, precisamos passar por três grandes clubes que devem ganhar suas ligas com tranquilidade e, assim, focar as atenções na Champions League.

Unai Emery, muito, muito, muito bom técnico, foi do Sevilla para o PSG. É uma grande notícia para o PSG, que teve, com Laurent Blanc, sucesso doméstico e decisões equivocadas na hora H do torneio continental. É verdade que Ibrahimovic foi embora. Mas o ataque tem gente como Di María, Cavani, Lucas, Pastore, Lavezzi…

O PSG não fez estragos na janela, mas trouxe reforços pontuais, jogadores da “classe média” e que podem ajudar a dar consistência ao elenco. O volante polonês Krychowiak, do Sevilla, o lateral belga Meunier, os atacantes Ben Arfa e Jesé, aquele mesmo do Real Madrid. O ótimo meia Lo Celso, do Rosario Central, chega no meio da temporada. É um PSG fortíssimo.

Como forte é o Bayern de Munique. Aliás, na opinião deste blog, o mais forte. O Bayern trouxe Hummels, um zagueiro espetacular, e Renato Sanches, a joia do Benfica que passou a valer bem mais que os 35 milhões de euros pagos pelo clube alemão depois da campanha vitoriosa de Portugal na Eurocopa. A perda de Gotze, que voltou a Dortmund, não é tão relevante.

Guardiola se foi. Mas chega Carlo Ancelotti, um homem que sabe como poucos conduzir elencos estrelados a títulos europeus. Além de ótimo treinador e gerenciador de pessoas, tem uma estrela de dar inveja. O Bayern fará estragos com Ancelotti e o elenco que tem.

Que o Borussia Dortmund ofereça competição na Bundesliga é algo que só ajudará o Bayern. Além de Gotze e Rode do próprio Bayern, chegaram Schurrle, o lateral português Guerreiro, o zagueiro ex-Barça Bartrá, o atacante Dembélé, do Rennes. Saíram Hummels, Gundogan e Mkhitaryan. Não é pouca coisa, mas será um Borussia forte mesmo assim.

A Juventus movimentou somas incríveis com a venda de Pogba ao Manchester United por 105 milhões de euros e a chegada de Higuaín por outros 90 milhões – as duas maiores transferências do ano. Higuaín substitui Morata à altura. Pjanic veio da Roma para reforçar o meio de campo. O colombiano Cuadrado segue no clube, o zagueiro Benatia chega do Bayern e Daniel Alves veio de graça do Barcelona. Reforço de peso. Se Allegri encaixar as novas peças e com a tranquilidade para ser hexa na Itália, a Juve é outra força europeia de relevância.

Por fim, chegamos aos ingleses. Na Premier League, estão os técnicos mais badalados. Mourinho no United, Guardiola no City, Antonio Conte chegando no Chelsea, além de Klopp, que já estava no Liverpool. Importante lembrar, no entanto, que destes todos somente o Manchester City está na Champions League – Leicester, Tottenham e Arsenal são os outros ingleses na principal competição europeia.

O United de Mou trouxe Pogba, Mkhitaryan, o zagueiro marfinense Bailly, do Villarreal, e, claro, Ibra. Não deve ser um time brilhante ao longo do ano, mas pragmático e vencedor, como sempre acontece quando Mourinho está no comando.

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Guardiola experimenta vida nova em uma liga competitiva como ele nunca viveu. Já tem até polêmica, com a saída de Hart, goleiro histórico do clube, para o Torino por empréstimo. Para Guardiola, ele não sabe jogar com os pés. Veio Bravo, o chileno ex-Barça. Foi o clube que mais gastou. Chegam o zagueiro Stones, do Everton, por 56 milhões de euros, Gundogan e o extremo Sané do futebol alemão, o espanhol Nolito, que fez ótima temporada pelo Celta e foi titular na Eurocopa, além, claro, de Gabriel Jesus em janeiro.

O Chelsea de Conte fez a compra de maior impacto do último dia de janela, repatriando David Luiz. Tem coisas nessa vida que são difíceis de entender. Conseguiu arrancar Kanté, o motorzinho do meio de campo do campeão Leicester, trouxe o lateral espanhol Alonso, ex-Fiorentina, e ainda gastou para trazer o jovem atacante belga Batschuayi, do Olympique de Marselha. Não foi normal a temporada passada para o Chelsea, é time para brigar pelo título inglês.

Do time que fez uma das coisas mais incríveis que já vimos, o Leicester só perdeu Kanté de muito importante. Incorporou Mendy, do Lille, e dois atacantes interessantes: o nigeriano Musa, que era do CSKA, e o argelino Slimani, do Sporting. O Arsenal gastou muito para comprar o suíço Xhaka e o zagueiro alemão Mustafi. Não acredito que estes dois e o Tottenham, que fechou a janela trazendo o francês Sissoko, sejam capazes de interferir na briga pelo título, que ficará restrita a Chelsea e os times de Manchester.

Quem ganhou? Quem perdeu? Aí deixo para vocês opinarem aqui no blog.