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Brasileirão, ato 3: primeiros clássicos estaduais e tabus em jogo
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A terceira rodada do Brasileiro começa neste sábado com os primeiros clássicos estaduais e acaba na segunda-feira da mesma maneira. No sábado, Vasco e Fluminense fazem, às 16h, o primeiro duelo entre cariocas. Logo depois, às 19h, tem São Paulo x Palmeiras no Morumbi. A rodada acaba com o duelo entre os catarinenses, Chapecoense x Avaí.

São muitos tabus em jogo. O Fluminense, um dos líderes do campeonato, não vence o Vasco em São Januário há 44 anos. Foram apenas dez jogos entre eles depois disso, mas o fato é que é uma vantagem considerável para o Vasco jogar em seu campo. O Flu já venceu Santos e Atlético Mineiro e pode começar a sonhar alto se ganhar mais uma.

No Morumbi, o São Paulo não perde do Palmeiras desde 2002 – aquele jogo do golaço de Alex sobre Rogério Ceni. Talvez nunca o Palmeiras tenha tido uma perspectiva tão grande de quebrar o tabu. Mas o São Paulo teve descanso e treino durante a semana, enquanto seu rival jogou pela Libertadores e precisa pensar no jogo de quarta contra o Inter, pela Copa do Brasil. A necessidade da vitória está muito mais do lado do São Paulo.

Outro duelo de tabu relevante é o de domingo, entre Atlético-PR e Flamengo. Será o terceiro confronto entre eles este ano e a estreia de Eduardo Baptista no comando do Furacão. O Flamengo nunca venceu e perdeu 11 dos 15 jogos que fez na Arena da Baixada em Brasileiros.

Aqui vão os prognósticos da terceira rodada.

SÁBADO

16h Vasco 2 x 2 Fluminense
Depois de vencer no Independência, o Flu garante não se assustar com São Januário. Sornoza é desfalque, mas Scarpa volta ao time titular. O Vasco terá a estreia de Breno na zaga, e Nenê continua no banco. Último clássico entre eles em São Januário foi em 2005, decidido por Romário. Em seu estádio, o Vasco não perde do Flu desde 1973 (dez jogos). Jogo promete ser animado e cheio de alternativas.

19h São Paulo 1 x 1 Palmeiras
É um dos tabus mais conhecidos do futebol brasileiro. O São Paulo não perde do Palmeiras no Morumbi desde 2002 (14 vitórias e 9 empates desde então). Depois da suada vitória sobre o Avaí, o São Paulo teve uma semana mais tranquila de trabalho, mas perdeu Thiago Mendes, lesionado. O Palmeiras avançou na Libertadores, mas mostrou vulnerabilidade contra o Tucumán e pode poupar alguns veteranos de olho na Copa do Brasil. Bom lembrar que é jogo de torcida única.

21h Vitória 1 x 1 Coritiba
Duelo direto entre times que jogam para permanecer na elite. O Vitória apresentou Neílton, que ainda não pode jogar, mas terá Kieza de volta ao ataque – boa notícia para um time que fez só um gol em seus últimos cinco jogos. Em momento mais tranquilo, o Coritiba tem uma boa chance de beliscar um bom resultado na Fonte Nova.

DOMINGO

11h Atlético-MG 3 x 1 Ponte Preta
Depois de duas derrotas seguidas, para Fluminense e Paraná (pela Copa do Brasil), o Atlético entra em campo pressionado. Time que quer ser campeão não pode perder pontos em casa contra uma Ponte Preta reformulada em relação ao Paulista e que ainda não pode escalar vários dos seus reforços. O favoritismo do Galo é total.

16h Santos 1 x 1 Cruzeiro
O Cruzeiro é um dos poucos times do Brasil que tem bom retrospecto na Vila Belmiro, onde o Santos perde pouco. Mano Menezes vai para buscar o empate, e pode muito bem conseguir diante de um Santos seguro na Libertadores, mas que penou para vencer o Coritiba pelo Brasileiro e que não terá Lucas Lima.

16h Atlético-GO 0 x 2 Corinthians
O Dragão perdeu do Flamengo no meio de semana e foi eliminado da Copa do Brasil, mesmo com o Fla fazendo jogo horroroso. O time goianiense é candidatíssimo ao rebaixamento, enquanto o Corinthians é forte fora de casa.

16h Atlético-PR 2 x 1 Flamengo
O Atlético promoveu Autuori a diretor e tem a estreia de Eduardo Baptista no comando técnico. Na Arena da Baixada, o Flamengo é freguês histórico do Furacão. Só venceu lá uma vez, em 2011, pela Sul-Americana. Em Brasileiros, 15 jogos, com 11 derrotas e 4 empates. Uma das derrotas foi um mês atrás, na fase de grupos da Libertadores. O Atlético perdeu as duas no Brasileiro, mas recupera lesionados pouco a pouco, enquanto o Flamengo jogou muito mal em Goiânia no meio de semana.

18h Sport 1 x 1 Grêmio (*atualização de palpite sábado, 10h45)
Depois de perder a final da Copa do Nordeste para o Bahia, o Sport mandou Ney Franco embora e será comandado pelo interino Daniel Paulista – que havia começado o ano como técnico, mas deixou o cargo há dois meses para assumir coordenação da base. O time se desgastou mais na final de Salvador, jogando com 10, do que o Grêmio, que passeou contra o Zamora na Libertadores. Grêmio mandará a campo time reserva.

19h Botafogo 2 x 0 Bahia
O Botafogo perdeu para o Estudiantes na Argentina, mas ainda assim passou em primeiro em seu grupo na Libertadores. Já o Bahia ainda comemora o título da Copa do Nordeste. Nenhum dos dois dias teve tempo de treinar para o jogo.

SEGUNDA

20h Chapecoense 1 x 1 Avaí
Os times acabam de se enfrentar na final do Catarinense, com uma vitória para cada lado (ambas fora de casa) e título para a Chape.


Brasileirão, ato 2: Flamengo tem obrigação de vitória. Veja os prognósticos
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juliogomes

É sempre assim. O campeonato mal começou e técnicos balançam, torcedores que, um dia estavam no aeroporto para fazer selfies, no outro estão para jogar pedras. Às vezes não são nem os resultados no próprio campeonato que geram tal pressão.

É o caso do Flamengo. Estava tudo lindo, maravilhoso. De repente, um gol nos acréscimos, derrota para o San Lorenzo, eliminação precoce na Libertadores e muita, muita pressão. A moda vai ser dizer que “ganhar o Brasileiro é obrigação”. Como se fosse um campeonato fácil de ser vencido.

Mas o fato é que o Flamengo entra na segunda rodada contra a parede. Tem time para vencer o Brasileiro, mas precisa reagir já, imediatamente. Tem um jogo em um estádio em que terá maioria de torcedores, ainda que atue fora de casa, e contra um Atlético-GO com toda a pinta de que subiu para já cair. Se quiser ser campeão, não pode perder pontos em jogos assim.

O São Paulo é outro grande contra a parede. Após as seguidas eliminações em tudo o que disputava, só sobrou o Brasileiro. Na segunda-feira, fechando a rodada, precisa dar uma resposta vencendo o Avaí e tranquilizando um pouco as coisas.

Começamos nossa série de palpites com um acerto em cheio e sete acertos de vitória ou empate na rodada 1. Nesta segunda rodada, a previsão é de que os times da casa não prevaleçam tanto como na inaugural. Será? Palpite você também! É de graça :-)

SÁBADO

16h Santos 3 x 1 Coritiba
O Peixe vem de um enorme esforço físico na Bolívia e já joga de novo pela Libertadores na terça, então vai poupar alguns jogadores. Mas o Coritiba também tem desfalques, principalmente no meio de campo.

19h Chapecoense 1 x 1 Palmeiras
A Chape conseguiu vitória heróica na Argentina, mas pode ficar fora da Libertadores por ter escalado um jogador irregular. Nunca perdeu em casa para o Palmeiras, que vai com time misto (ou mesmo só de reservas) após a vitória sobre o Inter e com jogo pela Libertadores na quarta-feira.

19h Atlético-GO 0 x 2 Flamengo
Os times se enfrentarão duas vezes seguidas, na quarta tem jogo pela Copa do Brasil (0 a 0 na ida). O Atlético troca goleiro após as falhas de Kléver na estreia e o Flamengo chega após eliminação traumática na Libertadores. Mas jogar no Serra Dourada é quase sempre jogar em casa para o Mengo. E agora todo jogo é uma final no Brasileiro.

DOMINGO

11h Vasco 1 x 1 Bahia
Pode ser duro para o torcedor ouvir isso, mas esse é um jogo entre dois times que jogam para ficar na Série A – para onde acabam de voltar. O Bahia não leva Régis ao Rio e vai buscar o empate. O Vasco pode ter Nenê relegado ao banco após o sacode na estreia. O histórico do Bahia no Rio é muito bom contra o Vasco, mais venceu do que perdeu. Não perde lá desde o ano 2000.

16h Atlético-MG 3 x 1 Fluminense
No ano passado, o Flu quebrou um jejum de seis anos sem vencer o Galo no Brasileiro. São raras as vitórias tricolores em BH. Com o trabalho feito na Libertadores, o Atlético pode voltar as atenções ao Brasileiro e não vai poupar titulares. No Horto, são 11 vitórias em 11 jogos neste ano.

16h Vitória 0 x 1 Corinthians
Jogo será na Fonte Nova, não no Barradão. O Vitória quebrou um jejum de 20 anos sem bater o Corinthians ano passado, existe uma freguesia aqui. O time baiano tem muitos desfalques, enquanto o Corinthians teve semana livre para treinar. É o favorito.

16h Atlético-PR 1 x 1 Grêmio
O Atlético chega ao jogo embalado pela heróica classificação na Libertadores. O Grêmio também se deu bem no meio de semana, venceu o Flu pela Copa do Brasil. Jogo promete ser truncado e com pouco espaço.

18h Botafogo 0 x 0 Ponte Preta
Já classificado na Libertadores, mas ainda com chances de ganhar seu grupo (joga na Argentina quinta), o Botafogo pode poupar algum jogador que esteja desgastado. É um jogo perigoso, contra um adversário chato, que não dará o espaço que o Botafogo gosta e que historicamente arranca pontos no Rio.

19h Sport 0 x 2 Cruzeiro
O Sport não vem jogando bem, Ney Franco sofre críticas e tem final da Copa do Nordeste na quarta, portanto alguns jogadores podem ficar fora dessa partida. Já sabemos como são os times de Mano Menezes em pontos corridos, pragmáticos e pescadores de pontos.

SEGUNDA

20h São Paulo 4 x 1 Avaí
Se não ganhar esse jogo, vai ganhar de quem? É a hora para o time de Rogério Ceni afastar a crise e respirar uma semana um pouco mais tranquila.


Brasileiro já começa com uma ‘final’ entre dois favoritos
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juliogomes

Fazer prognósticos no Brasileirão é sempre um grande desafio. Se não é lá grandes coisas tática e tecnicamente, o campeonato pode presumir de ser o mais imprevisível e equilibrado do mundo. Qualquer um pode ganhar de qualquer um, são muitos times de tradição, muitas camisas pesadas. E, ao longo do ano, muitas trocas de técnicos e jogadores.

Esta é a grande maravilha do Brasileirão. O equilíbrio.

A priori, este blog considera Flamengo, Atlético Mineiro e Palmeiras, nesta ordem, os três candidatos principais ao título. E o primeiro jogo do campeonato é logo entre Fla e Galo! Lá na frente, poderemos olhar para ele com lupa quando os times estiverem disputando a ponta – ou não.

Porque, afinal, o Corinthians vem forte. O Cruzeiro, apesar do momento turbulento, tem um técnico para lá de provado nos pontos corridos. O Santos, atual vice-campeão, não pode ser descartado se mantiver o elenco intacto. Tem Grêmio, tem Botafogo…

Aqui no blog faremos os prognósticos de todos os jogos do campeonato. Vamos ver no que vai dar!

SÁBADO

16h Flamengo 1 x 1 Atlético-MG
O Flamengo tem um jogo duro na Argentina pela Libertadores, quarta-feira, e pode preservar algum jogador que esteja no limite físico. O Atlético tem dois desfalques na defesa (Marcos Rocha e Léo Silva), mas o técnico Roger reforçará o meio com três volantes. O Atlético vai ao Rio para buscar um empate.

19h Corinthians 1 x 0 Chapecoense
O Corinthians vem embalado pelo título paulista e a classificação na Sul-Americana. O time está funcionando, e Rodriguinho vive grande fase. Já a Chapecoense, apesar do título catarinense, ganhou só um de seus últimos sete jogos. Levou 4 na Colômbia no meio de semana. Já conseguiu empatar nas duas visitas que fez a Itaquera, mas desta vez será difícil evitar a derrota.

DOMINGO

11h Fluminense 1 x 2 Santos
Apenas um empate nos últimos 17 duelos entre eles, e o Santos costuma beliscar vitórias no Rio. O jovem time do Flu começou bem a temporada, mas sente a falta de Scarpa e, no meio de semana, sofreu para sair do Uruguai classificado na Sul-Americana. Já o Santos foi a Belém e venceu bem o Paysandu pela Copa do Brasil, o time evoluiu desde o início da temporada. Está embalando, jogando melhor. Se não perder seus melhores jogadores, é candidato a título.

16h Palmeiras 2 x 2 Vasco
A última vez que o Palmeiras venceu o Vasco como mandante foi em 2008. No único jogo entre eles no Alliaz Parque, em 2015, deu Vasco. O time cruzmaltino melhorou com o técnico Milton Mendes, e o Palmeiras tem a reestreia de Cuca em busca do bicampeonato. Algo me diz que vai dar zebra.

16h Cruzeiro 2 x 1 São Paulo
O jogo da depressão. O Cruzeiro, derrotado no Mineiro, caiu também na Sul-Americana. O São Paulo, depois de 18 dias de treinos, apresentou futebol pobre e também foi eliminado da Sul-Americana, pelo minúsculo Defensa y Justicia da Argentina. Crise dos dois lados. Recentemente, o Cruzeiro eliminou o São Paulo da Copa do Brasil, mas perdeu o jogo do Mineirão. A experiência de Mano Menezes e um time melhor que o do adversário farão a diferença na estreia, ainda que o São Paulo tenha ótimo retrospecto histórico contra o Cruzeiro em BH.

16h Bahia 1 x 0 Atlético-PR
O Atlético chega ao jogo com cinco desfalques e uma série de quatro jogos sem vitórias – perdeu em casa e está por um fio na Libertadores e perdeu o Paranaense para o Coritiba.

16h Ponte Preta 2 x 0 Sport
Após a linda campanha no Paulista, a Ponte perdeu seu artilheiro, Pottker. O Sport tem oito desfalques, vem de uma classificação dramática e emocionalmente cansativa na Sul-Americana no Uruguai (perdeu por 3 a 0 do Danubio e avançou nos pênaltis) e ainda joga pela Copa do Nordeste na outra semana. A Ponte é favorita.

16h Avaí 1 x 1 Vitória
O Avaí volta à primeira divisão com a intenção de permanecer. O Vitória estreia o técnico Petkovic e tem desfalques.

19h Grêmio 2 x 1 Botafogo
Mais um clássico. Nos últimos 20 anos, o Grêmio ganhou dez e perdeu só duas vezes do Botafogo em Porto Alegre – a última, ano passado. São dois times em posição confortável na Libertadores, mas que não triunfaram nos Estaduais. Equilíbrio. Fator casa pode fazer a diferença.

SEGUNDA

20h Coritiba 1 x 0 Atlético-GO
O Coxa vem embalado pelo título estadual. O Atlético conseguiu um bom empate com o Flamengo pela Copa do Brasil e mostrou-se um time arrumado defensivamente.


Quem fez mais e quem fez menos do que o esperado no Brasileiro
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juliogomes

O Brasileiro acabou e é hora de avaliar. Quem foi bem? Quem foi mal? Abaixo, as avaliações deste blog.

 

DESTAQUES QUE FIZERAM O ESPERADO:

Cruzeiro, Grêmio e Botafogo – Três clubes que eram apontados como candidatos à Libertadores da América. Eu não acreditava no Cruzeiro, achava que faria um campeonato tipo “pasmaceira” e já admiti este erro algumas vezes nos últimos meses. Para mim, o Mineiro não era parâmetro. Julguei mal. As contratações vieram e o Cruzeiro aproveitou bem o ano patético dos clubes mais ricos do país, que dominaram nos últimos anos (Corinthians, Fluminense-Unimed e São Paulo).

Credito o título à coragem de Marcelo Oliveira, que o tempo inteiro priorizou o ataque, mesmo em momentos do campeonato em que administrar vantagem seria o caminho natural. Cair cedo na Copa do Brasil também foi ótimo nesse sentido. Foi campeão com sobras.

O Grêmio era um dos meus favoritos e acabou com o vice-campeonato. E o Botafogo, campeão carioca com antecipação, era candidatíssimo à Libertadores. Acabou em quarto lugar, um resultado gigantesco dadas as perdas ao longo do campeonato. Agora é esperar pela Ponte Preta para confirmar a vaga na maior competição continental.

 

DESTAQUES QUE FIZERAM MAIS DO QUE ESPERADO:

Atlético-PR, Vitória e Goiás – No Brasileiro dos pontos corridos e distribuição absolutamente injusta do dinheiro da TV, clubes como estes três entram para não cair. Entram para ficar na primeira divisão, onde não estavam no ano passado. Portanto, acabar entre os seis primeiros é um resultado para lá de espetacular.

O Atlético deu o pulo do gato ao fazer uma gigante pré-temporada, abrindo mão do Campeonato Paranaense – não tenho dúvidas de que fará escola no ano que vem. Não era time para acabar o Brasileiro em terceiro lugar, mas foi o time que mais voou fisicamente ao longo do ano e acumulou pontos no momento em que todos os outros ficaram de língua de fora.

O Vitória acumulou gordura no início do campeonato e, assim como o Bahia, caminhava para onde se esperava, a briga lá na rabeira. Mas aí a diretoria mandou Caio Júnior embora, o que me pareceu bastante injusto. Só que a chegada de Ney Franco não só tirou o Vitória da rota decadente como fez do time o baiano o melhor do segundo turno, junto com o Cruzeiro. É raro, mas às vezes a troca de técnico dá certo mesmo, e foi o caso do Vitória.

 

A PASMACEIRA VÁLIDA:

Santos, Atlético-MG e Flamengo – O Santos fez o campeonato que eu esperava, sem brigar em cima nem em baixo. Sem Neymar, poderia ter sido muito pior. Para mim, a diretoria do Santos erra feio ao dispensar Claudinei Oliveira. Por que não investir? Por que não mandá-lo para um belo aprendizado de um mês na Europa? Por que gastar os tubos com um técnico “medalhão” quando se tem um ótimo achado dentro de casa, um técnico bom e barato?

O Atlético era time para disputar título e o faria se tivesse sido eliminado da Libertadores, por exemplo, naquelas quartas de final contra o Tijuana. O pênalti defendido por Victor valeria o título lá na frente e valeu um Brasileirão tranquilo para o Cruzeiro, porque o Galo estaria na briga. No fim, foi um Brasileiro honesto, sem sustos, com alguns bons jogos. Tem que tomar cuidado para não cair na armadilha de Fluminense e Corinthians no ano que vem, pensar em renovar elenco e trazer peças novas e motivadas.

O Flamengo era outro que tinha a pasmaceira prevista. Sempre acreditei em um campeonato de meio de tabela e foi lá que o Flamengo ficou o tempo todo. Teve margem para priorizar a Copa do Brasil e saiu com uma vaga na Libertadores que ninguém acreditava. Ano para comemorar.

 

FAVORITOS QUE FORAM AS GRANDES DECEPÇÕES:

Fluminense, Corinthians, São Paulo e Internacional – Antes do início do campeonato, Fluminense e Corinthians estavam na minha lista de favoritos ao título, junto com Atlético-MG e Grêmio. São Paulo e Internacional estavam na minha lista dos que iriam brigar por Libertadores, junto com os quatro citados mais o Botafogo. Falar o que dessa turma??

O Fluminense conseguiu dar um vexame ainda maior do que o Corinthians, porque acabou rebaixado. O Corinthians era, por investimento, estabilidade, elenco, o favorito maior ao título. Errei feio ao prever que ele não só viria, mas viria com facilidade. O Corinthians fez míseros oito gols no segundo turno inteiro, sofreu com um jogo taticamente manjado, defensivo demais, e a saída de Paulinho e lesões de Guerrero e Renato Augusto não ajudaram. Se tivesse mandado Tite embora, talvez tivesse até brigado no rebaixamento, como o Fluminense.

O São Paulo foi o quarto melhor do segundo turno. Clube rico é assim. Se as coisas dão errado, se a instabilidade política e a guerra de egos causam tropeços dentro de campo, você vai lá, abre o talão de cheques e traz o Muricy Ramalho para resolver a parada. Resolveu. É o poder do dinheiro, é a razão pela qual, com o São Paulo afundado no Z-4, eu apostei meu dedo que não cairia. Era elenco para disputar a Libertadores, acabou se livrando do sofrimento e olhe lá.

O Internacional, nem isso. Ainda precisou de um pontinho na última rodada para se livrar do rebaixamento. Uma temporada ridícula do Inter que ou não deveria ter contratado Dunga (se seu perfil não agrada, dava para saber disso antes) ou não deveria tê-lo demitido. Que deixassem trabalhar em um prazo longo, de dois a três anos. Outro clube que tem de repensar muita coisa após montar um elenco caro como esse e fazer uma campanha patética – de novo.

 

GANHARAM A BRIGA DELES, CONTRA A DEGOLA:

Portuguesa, Bahia, Coritiba e Criciúma – Assim como Atlético-PR, Vitória e Goiás, eram quatro clubes que entravam com o único objetivo de não cair. Os três citados fizeram mais do que o esperado e brigaram lá em cima. Já Lusa, Bahia, Coritiba e Criciúma ficaram lá na parte baixa mesmo, mas conseguiram cumprir e são times de primeira divisão. Portuguesa, Bahia e Criciúma eram, ao lado do Náutico, os quatro mais fortes candidatos ao rebaixamento na minha avaliação em maio.

O Coritiba poderia ter feito um campeonato mais “pasmaceira”, era o que eu esperava. Na minha opinião, os pontos acumulados no início serviriam para que este fosse um Brasileiro tranquilo, de meio de tabela. E seria, não tivesse a diretoria tomado a estúpida decisão de mandar embora Marquinhos Santos, que é bom treinador. A queda de rendimento devia-se às lesões e ao campeonato estilo maratona. Mas a diretoria agiu com o fígado, diante do bom momento do rival Atlético, e fez uma bobagem atrás da outra. No fim, ainda deu para se salvar do pior.

O Criciúma também usou e abusou dos erros e trocas de treinadores. Possivelmente teria caído, não fosse o “derretimento” do Fluminense na reta final e aquelas vitórias em Curitiba e contra um São Paulo mortinho, mortinho. A Portuguesa jogou o primeiro quarto de campeonato sem técnico, tirou a sorte grande ao encontrar este ótimo Guto Ferreira e os gols de Gilberto. Abrir mão da Sul-Americana foi um acerto. A Lusa fez 4 (de 36) pontos contra os seis primeiros do campeonato, mas fez 20 (de 30) contra os cinco últimos. Ou seja, perdeu dos bons, ganhou dos ruins, não teve boa gestão, estádio cheio, sorte e nem ponto de graça da arbitragem, mas conseguiu se manter de novo. Um milagre.

Já o Bahia acertou ao manter Cristóvão Borges, também muito bom técnico, mesmo quando a água começou a bater no traseiro. Decisão corajosa e acertada. Cristóvão pegou um clube morto após o Estadual e fez um campeonato para lá de digno.

 

PERDERAM A BRIGA QUE ERA DELES DESDE O INÍCIO:

Vasco, Ponte Preta e Náutico – O Vasco era o único grande (dos 12 de SP, RJ, MG e RS) que eu considerava, desde o começo, candidato forte ao rebaixamento. E não deu outra. Não tem muito o que falar. O Vasco é uma instituição quebrada, mal administrada e que precisaria fazer tudo direitinho ao longo do campeonato. Demitir técnicos não é exatamente o caminho adequado. era time para cair e caiu mesmo. Não acredito em uma Série B tão amena e em comunhão com a torcida, como foi em 2009. O Vasco tem de sacudir a poeira e entrar em uma nova era. Sem Eurico, pelo amor de Deus.

A Ponte poderia até ter se livrado, como fizeram os times do grupo acima, mas errou ao mandar Guto Ferreira embora muito cedo e se complicou fisicamente com a linda aventura na Sul-Americana. Venha ou não venha o título, valeu à pena. Cair e subir fará parte da vida da Ponte ao longo dos anos, mas o que o torcedor viveu e ainda está vivendo, não tem preço. O Náutico entrou rebaixado e caiu no meio do campeonato. Foi mais um que fez o que dele se esperava.

 

2014:

Cruzeiro, Atlético-MG e Grêmio são, a priori, times brasileiros com mais chances na Libertadores do que Flamengo, Atlético-PR e Botafogo ou Ponte. É um torneio de mata-mata, onde tudo pode acontecer, e todos sabemos que o sucesso nesta competição traz consequências ao Brasileirão.

O Corinthians, com Mano, e o São Paulo, com Muricy, serão candidatos ao título nacional. Santos e Palmeiras prometem ficar ali na pasmaceira o ano todo.

Dos que não fazem parte do G12, que será G10 na primeira divisão, o negócio é não cair. Quem souber dar o pulo do gato físico, como fez o Atlético-PR, e controlar os instintos de sair mandando técnico embora, pode fazer um campeonato estável e até sonhar com alguma coisa melhor. Quem cometer os velhos erros e for enganado (para bem ou mal) pelos Estaduais, estará na zona do perrengue sempre.

Vasco e Fluminense, assim como o Palmeiras, têm mais dinheiro da TV do que os outros 18 clubes da Série B juntos. Têm a obrigação de subir e provavelmente o farão. Mas, antes disso, viverão um aninho no inferno. Aqui se faz, aqui se paga.

 


Um carioca degolado. Bahia e Lusa salvos. Raio-x do rebaixamento
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juliogomes

Ou Fluminense ou Vasco. Ou até os dois. Pelo menos um gigante carioca estará rebaixado para a segunda divisão do futebol brasileiro. Vai jogar a Série B em pleno ano de Copa do Mundo aqui no Brasil.

A rodada deste domingo no Brasileiro teve vitórias de simplesmente todos os times ameaçados: Vasco, Coritiba, Criciúma, Portuguesa e Bahia. Todo mundo ganhou na rodada. É por isso que o Internacional, que parecia salvo, ainda tem uma possibilidade de rebaixamento. E é também por isso que o Fluminense colocou um pé e meio na Série B.

O Bahia se salvou matematicamente com o gol no finalzinho, botando água no chopp da festa cruzeirense no Mineirão. Parabéns para o Bahia, que entrou no campeonato virtualmente rebaixado depois do péssimo Estadual e com todos os problemas extra-campo. Mas manteve esse ótimo treinador, Cristóvão Borges, nos momentos complicados e fica na primeira divisão.

A Portuguesa deu sorte. Pegou a Ponte Preta no melhor momento possível, com o time de Campinas com a cabeça voltada para os dois jogos mais importantes de sua história. Sorte essa que a Lusa não teve ao perder 9 pontos nos acréscimos de jogos do primeiro turno. Sorte que também não teve com arbitragens diversas ao longo do ano – desafio alguém a mostrar um ponto sequer que a Portuguesa tenha levado por qualquer erro de qualquer juiz ou bandeira em qualquer jogo.

Contando que ficou um quarto do campeonato sem técnico, que jogadores não recebem salários há meses e que o estádio está sempre às moscas, além do orçamento de formiga, perto dos outros times, a Portuguesa ficar na primeira divisão é um milagre. Parabéns ao ótimo técnico Guto Ferreira, responsável maior por tudo isso.

A Portuguesa ainda não está matematicamente salva, mas tem um saldo de 11 gols a mais do que o Vasco. Difícil que todos os que estão atrás vençam, que ela perca do Grêmio, o Vasco ganhe do Atlético-PR e caia essa diferença de 11 gols.

O Internacional também corre risco, mas depende apenas de um empate contra a mesma Ponte Preta na última rodada. Mesmo que perca, só cai se Vasco e Coritiba vencerem e o Criciúma vencer ou empatar. De qualquer maneira, ao contrário de Bahia e Portuguesa, o Internacional tem um orçamento gigante e é uma vergonha chegar à última rodada ainda precisando de um ponto para não cair.

Considerando que Portuguesa e Inter, realisticamente, vão permanecer na primeira divisão, a briga se resume a quatro clubes. Dois vão cair, dois vão ficar. As chances são as seguintes:

CRICIÚMA (46 pontos, 13 vitórias, saldo de -11)
Último jogo: Botafogo (fora)
Do que precisa: se vencer ou empatar, está salvo. Se perder, ainda se salva caso ou Coritiba ou Vasco não vençam suas partidas

CORITIBA (45 pontos, 11 vitórias, saldo de -4)
Último jogo: São Paulo (em Itu)
Do que precisa: se vencer, está salvo. Se perder ou empatar, só se salva caso nem Vasco nem Fluminense vençam suas partidas

VASCO (44 pontos, 11 vitórias, saldo de -7)
Último jogo: Atlético-PR (em Joinville)
Do que precisa: vencer e torcer para que uma destas coisas aconteça: ou o Coritiba não vença ou o Criciúma perca ou o Internacional perca

FLUMINENSE (43 pontos, 11 vitórias, saldo de -5)
Último jogo: Bahia (fora)
Do que precisa: vencer e torcer para que nem Coritiba nem Vasco vençam suas partidas

O Fluminense e o Coritiba jogam fora de casa, mas contra adversários que não correm risco algum. O Criciúma enfrenta um Botafogo que ainda terá chance matemática de G-4. O Vasco enfrenta um Atlético-PR buscando vaga direta ou indireta na Libertadores.

E aí, quem vocês acham que cai?

 


Vasco e Coritiba são apostas seguras para a Série B. Veja raio-X
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juliogomes

Vasco e Coritiba. Não são apenas os percentuais e os pontos. É o futebol, a fase, os protagonistas. É muito difícil que não sejam esses os outros dois rebaixados do Campeonato Brasileiro. Assim como era difícil imaginar que isso ocorreria – não pelo Vasco, que é candidato desde o pontapé inicial, em maio, mas pelo Coritiba, que chegou até a liderar o campeonato.

O Náutico já caiu. A Ponte Preta, considero rebaixada desde a virada do turno, noção confirmada com a derrota para o Náutico e a boa campanha na Sul-Americana. Que deixa o sorriso no rosto do torcedor e o cansaço nas pernas do jogador. Se não ganhar do Grêmio, a matemática deve rebaixar o que a prática já rebaixou. A Ponte tem que esquecer o Brasileiro e fazer os jogos da vida, de sua história, contra o São Paulo na Sul-Americana.

Bom, e aí sobram duas vagas. Internacional, Flamengo e Portuguesa têm situação confortável. Mas, se algum deles perder todas até o fim, acabará rebaixado – com justiça, afinal. O Inter tem uma tabela fácil, mas somou só 15 pontos em 16 jogos e está no Z-4 no segundo turno. Uma vergonha para um time que deveria estar disputando Libertadores. O Flamengo tem uma tabela difícil, não seria absurdo perder as três. E tem a Copa do Brasil no meio. Fosse eu o técnico do Flamengo, focaria na final para, depois, nas últimas duas rodadas, buscar o ponto que eventualmente estiver faltando.

E temos Criciúma, Fluminense e Bahia, com 42, e os dois do Z-4: Coritiba com 41, Vasco com 38. No segundo turno, o Vasco fez 14 pontos e o Coritiba, 13. Só melhores que o Náutico, que fez 7. O Vasco ganhou somente uma das últimas oito, enquanto o Coritiba ganhou duas das últimas oito (incrivelmente, contra Cruzeiro e Grêmio, líder e vice-líder).

Três rodadas atrás, meu raio-X mostrava que o Fluminense tinha a tabela mais fácil e era a chave para ver quantas vagas o Z-4 teria abertas. O Flu fez sua parte, ganhou duas seguidas e tem tudo para chegar tranquilo na última rodada. Criciúma, Bahia e Fluminense têm jogos “ganháveis” nas próximas rodadas. Se fizerem três ou quatro pontos, deixam o Vasco na Série B.

Para o Vasco, não bastará ganhar duas e empatar uma. Tem que ganhar as três, começando pelo Cruzeiro na próxima rodada. Depois tem Náutico, no Rio, e Atlético-PR fora. Será um Atlético campeão da Copa do Brasil? Ou precisando ganhar o jogo para ir à Libertadores via Brasileirão? Enfim. Não adianta pensar no Atlético-PR se não vencer o Cruzeiro. E é aí, na minha opinião, que o Vasco acabará vendo que uma nova segunda divisão virá pela frente.

O Coritiba chegou a liderar. Aí vieram as contusões, veio o drama que muitos times vivem ao longo do campeonato maratona. Ganhou o Estadual, mas derreteu no Brasileiro. Já o Atlético-PR…

A demissão de Marquinhos Santos, no primeiro momento de instabilidade, não teve cabimento algum. É o que digo sempre. Os clubes ricos do Brasil, os que recebem 3, 4, 5 vezes mais dinheiro da TV, terão sempre a capacidade de trazer um técnico caro, um par de jogadores para suprir alguma coisa. Além, claro, da condescendência dos árbitros, que sabem que prejudicar grandões traz muito mais problema do que errar contra os médios e pequenos.

Festa verde, UFC polêmico, astros na Copa; veja como foi o feriado esportivo

  • Reinaldo Canato/UOL

    Quem aproveitou o último feriado prolongado de 2013 dificilmente teve tempo para acompanhar todos os eventos esportivos que aconteceram de sexta a domingo. Enquanto muita gente descansava na praia, na piscina ou sofria no trânsito, astros famosos se classificavam para a Copa, uma lenda do UFC anunciava parada estratégica na carreira após vencer de maneira polêmica sua luta, o Brasil triunfava mais uma vez no vôlei feminino e o Palmeiras perdia o medo e festejava o título da Série B no Pacaembu. Confira esses e outros destaques do feriadão.

Quando o São Paulo estava na draga, buscou Muricy. Quando o Coritiba despencou, foi de Péricles Chamusca. Capisci? O grande rico pode errar. Os times do outro campeonato não podem errar. Errou, caiu.

Não consigo ver o Coritiba se salvando. O Vasco, caso ganhe de Cruzeiro e Náutico, com Maracanã lotado e coração na ponta da chuteira, pode imaginar o seguinte cenário dos sonhos. Que Bahia e Flu ganhem uma e percam uma, chegando ambos com 45 pontos na rodada final. O Vasco, vencendo seus jogos, chegaria com 44. Neste cenário, bastaria vencer o Atlético-PR, pois Bahia e Fluminense se enfrentam no último jogo. O difícil, como eu disse antes, é acreditar neste vitória do Vasco sobre o Cruzeiro. Difícil imaginar que um time que ganhou uma em oito feche a competição ganhando três de três.

Vasco e Coritiba são apostas seguras para a segunda divisão. Mas sabem como é esse tal de futebol… melhor ficar só na aposta. Certeza mesmo, só esperando os próximos domingos.

 

SITUAÇÃO CLUBE A CLUBE

(*confrontos diretos)

– Internacional (45 pontos, 11 vitórias, saldo de -1)
Coritiba (c)
Corinthians (f)
Ponte Preta (c)
Pontos dos adversários: 125
Grau de dificuldade: 6

Chave: Não perder do Coritiba já resolve tudo. Se perder as próximas duas, ainda pega a Ponte, provavelmente rebaixada, na última rodada. Está fácil.

– Flamengo (45 pontos, 11 vitórias, saldo de -2)
Corinthians (c)
Vitória (f)
Cruzeiro (c)
Pontos dos adversários: 178
Grau de dificuldade: 8

Chave: Com a Copa do Brasil no meio, eu arriscaria e pouparia todo mundo contra o Corinthians. Se perder duas, sobraria o jogo contra o Cruzeiro, em casa, na última rodada, para sacramentar a permanência. Não é uma tabela fácil, o dilema é: dá para levar na boa e não comprometer a Copa do Brasil?

– Portuguesa (44 pontos, 11 vitórias, saldo de +3)
Bahia (f) *
Ponte Preta (f) *
Grêmio (c)
Pontos dos adversários: 137
Grau de dificuldade: 8

Chave: Se salva com uma vitória e deve pegar a Ponte já rebaixada matematicamente. Se sair com um ponto desses dois jogos, deve precisar de novo empate com o Grêmio. Se perder as duas, decide a vida em casa na última rodada.

– Criciúma (42 pontos, 12 vitórias, saldo de -12)
Vitória (c)
São Paulo (c)
Botafogo (f)
Pontos dos adversários: 160
Grau de dificuldade: 9

Chave: Três vitórias seguidas tiraram o Criciúma do sufoco. Agora, é fazer a lição de casa e conseguir quatro pontos nos próximos dois jogos. Fez o mais difícil, é só não se complicar no mais fácil.

– Fluminense (42 pontos, 11 vitórias, saldo de -4)
Santos (f)
Atlético-MG (c)
Bahia (f) *
Pontos dos adversários: 142
Grau de dificuldade: 5

Chave: É a tabela mais tranquila, pois pega agora dois rivais desinteressados. Quatro pontos resolvem a vida. Se não chegar a isso, dificilmente evitará o tom de “final” no jogo contra o Bahia e, neste caso, a coisa fica bastante mais complicada.

– Bahia (42 pontos, 10 vitórias, saldo de -9)

Portuguesa (c) *
Cruzeiro (f)
Fluminense (c) *
Pontos dos adversários: 161
Grau de dificuldade: 8

Chave: Faltam quatro pontos e são dois confrontos diretos em casa. Uma vitória contra a Portuguesa é a chave para ter tranquilidade em busca do ponto final. Se precisar do resultado na última rodada, será diante da torcida, contra o Fluminense.

– Coritiba (41 pontos, 10 vitórias, saldo de -5)
Inter (f)
Botafogo (c)
São Paulo (f)
Pontos dos adversários: 151
Grau de dificuldade: 7

Chave: Não resolveu a vida em casa, perdeu duas e mandou o técnico embora. Para se salvar tem que ganhar duas. Ou ganhar uma e empatar duas. Problema é que o Inter corre risco e o Botafogo joga por Libertadores. Situação dramática.

– Vasco (38 pontos, 9 vitórias, saldo de -10)

Cruzeiro (c)
Náutico (c)
Atlético-PR (f)
Pontos dos adversários: 150
Grau de dificuldade: 7

Chave: Pé na cova. Outros podem se salvar com 45, dificilmente o Vasco o fará. Portanto, o cenário de duas vitórias e um empate não serve. Tem que ganhar do Cruzeiro no Maracanã, senão pode ir planejando a Série B. Importante torcer pelo Atlético-PR na Copa do Brasil, o que tiraria a importância do jogo final para os curitibanos.

– Ponte Preta (35 pontos, 9 vitórias, saldo de -16)
Grêmio (c)
Portuguesa (c) *
Inter (f)
Pontos dos adversários: 149
Grau de dificuldade: 7

Chave: Eu considero a Ponte virtual rebaixada desde a virada do turno. O envolvimento na Sul-Americana só atrapalhou a Ponte na briga para não cair e a derrota para o Náutico, em Campinas, foi a pá de cal. Mesmo que ganhe as três, deve cair. Se não vencer o Grêmio, jogo no meio das semis contra o São Paulo, o rebaixamento deverá ser já matemático.

Grau dificuldade (fora de casa)
Grêmio, Goiás, Atlético-PR, Botafogo e Vitória – grau 5
Cruzeiro e Atlético-MG – grau 4
Portuguesa, Criciúma, Fluminense, Bahia, Coritiba e Vasco – grau 3
São Paulo, Corinthians, Santos, Flamengo, Internacional e Ponte Preta – grau 2
Náutico – grau 1

Grau dificuldade (em casa)
Grêmio, Goiás, Atlético-PR, Botafogo e Vitória – grau 3
Cruzeiro, Portuguesa, Criciúma, Fluminense, Bahia, Coritiba e Vasco – grau 2
Atlético-MG, São Paulo, Corinthians, Santos, Flamengo e Internacional- grau 1
Náutico e Ponte Preta – grau 0

Antes do início do campeonato, este blog considerava Náutico, Bahia, Portuguesa, Ponte Preta, Criciúma e Goiás os mais fortes candidatos ao rebaixamento. E o Vasco seria o único dos 11 grandes com chances reais de cair. Logicamente, o Goiás fez uma campanha para lá de surpreendente e está brigando na ponta da tabela em que eu achei que fosse estar o Fluminense. Bahia e Portuguesa, se se salvarem, o farão pelos brilhantes trabalhos de Cristóvão Borges e Guto Ferreira. Já o Coritiba, pelos pontos acumulados no início do campeonato, pelos pés de Alex. Mantendo a lógica de pontuação, futebol apresentado, técnico escolhido para a hora H e dificuldade da tabela, o Vasco parece ser um candidato forte ao rebaixamento. Como eu imaginava em maio. Mas vamos esperar para ver…

 

 


Quem cai? Flu “derrete”, mas tem tabela mais fácil e é a chave para todos
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juliogomes

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Quem vai cair para a segunda divisão? Essa pergunta, difícil de responder, foi a mais recorrente desde o início do Campeonato Brasileiro. Mais do que o “quem vai ser campeão?”. Porque isso, o Cruzeiro já é. Desde aqueles 3 a 0 no Botafogo, a coisa ficou encaminhada. Para matar na próxima rodada, basta ganhar do Grêmio e torcer por um tropeço do Atlético-PR. Se não for nessa próxima, será na outra. Faz tempo que ninguém se pergunta quem será o campeão, porque não precisa.

“Quem vai para a Libertadores?”. Essa também foi pouco feita, porque parecia tudo definido entre Grêmio, Botafogo e Atlético-PR. Com o derretimento do Botafogo e a chegada forte do Goiás, além de Vitória e São Paulo, que estão por ali, quem sabe essa briga fique legal nas últimas rodadas. Pela tabela, o Goiás tem tudo para avançar firme rumo à Libertadores. O São Paulo, se quiser sonhar, tem obrigatoriamente que ganhar do Atlético-PR fora, na próxima rodada, logo depois de voltar de Medellín. Ou seja… muito difícil.

Mas e se Grêmio ou Atlético-PR ganharem a Copa do Brasil? Aí de repente abre mais uma vaga e tudo pode mudar.

Santos, Corinthians, Flamengo e Inter já estão na pasmaceira, não vão nem ficam, já pensam em 2014. Acredito que, dentro de duas rodadas, Cruzeiro, Atlético-MG, Vitória e São Paulo também estarão na mesma pasmaceira, cada um por motivos diferentes. E aí, amigos, o que sobra mesmo é a pergunta que já vem sendo falada com força desde antes mesmo de o campeonato começar. “Quem vai cair?”.

Mais abaixo nesse post, eu fiz o seguinte. Peguei os sete ameaçados (quatro vão permanecer, três vão cair) e coloquei ali três informações: 1) Quais são os seis próximos rivais no Brasileiro; 2) Quantos pontos têm esses rivais somados, hoje, na tabela; 3) E criei um grau de dificuldade em função de contra quem vai jogar e onde.

Para determinar o grau de dificuldade, separei os times do Brasileirão em grupos e outorguei pontos para cada duelo e dependendo do jogo ser em casa ou fora. É totalmente subjetivo e já levo em conta, por exemplo, que quem enfrentar o Cruzeiro vai enfrentar um Cruzeiro já campeão. Por isso, seria mais fácil jogar contra o campeão despreocupado do que um time disputando vaga na Libertadores. Os graus de dificuldade estão explicados no final desse post. Podem discordar, claro que podem. É pura opinião minha, vocês estão mais do que convidados para concordar ou cornetar a minha tese, desde que com respeito e sem ofensas. Como sempre.

Em função de tabela e grau de dificuldade, eu digo. Ponte Preta e Criciúma já eram. A Ponte, eu acho que já era desde o final do primeiro turno e, apesar do esboço de reação, a coisa só vai afundando conforme aparecem viagens e jogos pela Sul-Americana. O Criciúma poderia chegar aos tais 45 pontos ganhando do Náutico e as três que tem a fazer em casa. Mas, primeiro, será que 45 pontos serão suficientes? Segundo: não é que o “caldeirão” de Criciúma tenha sido assim tão eficiente. Os dois têm jogos complicados, só um confronto direto contra rivais, não vejo como conseguirão ganhar quatro de seis. Podem ter um suspiro daqui até o fim, mas acabarão caindo.

Se isso se consumar, sobrará uma vaga. Eu acredito que Bahia e Coritiba escapem já nas próximas rodadas. Se não o fizerem, aí sim, se complicam no final. Mas ainda têm margem de erro. A Portuguesa é a candidata mais forte a brigar com os dois gigantes do Rio e tem uma tabela mais difícil que a do Vasco e bem mais difícil que a do Fluminense. Além de ter jogadores sem receber salários, jogar para estádios vazios e raramente contar com uma ajuda decisiva da arbitragem (nesse Brasileiro, não ocorreu uma vez sequer. Não será na reta final).

A Portuguesa, se quiser se salvar, tem de ganhar de Coritiba e Atlético Mineiro, dois jogos no Canindé nos próximos dois finais de semana. Se não ganhar um deles, vira favorita ao rebaixamento. Se ganhar as duas e com o bom saldo de gols que tem, aí sim a casca de banana fica mesmo para Fluminense e Vasco.

O Fluminense, dos sete, é quem tem, disparado, a tabela mais amigável. Pega o Corinthians fora, o que é perigoso porque o Corinthians está jogando melhor e precisa provar algo na reta final. Mas depois pega Náutico em casa e, na sequência, São Paulo, Santos e Atlético-MG, todos eles muito menos interessados do que um time que joga pela salvação.

Só que, à parte a tabela fácil, o Flu é também o clube mais afundado na crise, com três empates e cinco derrotas nos últimos oito jogos. Luxemburgo fica ou sai? É melhor que fique ou que saia? Quem manda realmente, o presidente do clube ou a Unimed? Será que o campeão brasileiro vai ser rebaixado na primeira oportunidade em que a torneirinha do patrocinador terá se fechado? Seria catastrófico para a parceria e, claro, para os tricolores.

O Flu, para mim, é o mais imprevisível dos sete que estão na luta para não cair. Pode arrumar sete pontos nos próximos três jogos e se tranquilizar para a reta final. Ou pode nem ganhar do Náutico e fazer o contrário de 2009. Naquele ano, ficou quando ninguém mais esperava. Neste ano, pode cair sem que ninguém tenha pensado nisso até a hora H.

E o Vasco não vai conseguir escapar só fazendo seu trabalho de casa, apesar da tabela mais complicada que a do Fluminense, mas menos do que a da Portuguesa. Porque, logicamente, não ganhará cinco ou seis jogos. Três vitórias seria um número realista, levaria a 45 pontos. Para se salvar com 45, vai precisar ou do derretimento completo do Flu ou então que um dos três acima (Portuguesa, principalmente) entre naquela coisa de ganhar só uma das últimas seis.

Olhando para a tabela, Criciúma e Ponte caem, Bahia e Coritiba se salvam, Vasco e Portuguesa lutam pela última vaga dentro da elite. E o Fluminense? Para mim, é a chave do destino de todo mundo. Tem tudo para ficar. Mas está fazendo de tudo para pagar aquela Série B. Vocês sabem, aquela da Copa João Havelange…

SITUAÇÃO CLUBE A CLUBE
(*confrontos diretos)

– Coritiba (40 pontos, 10 vitórias, saldo de -3)
Portuguesa (f) *
Corinthians (c)
Criciúma (c) *
Inter (f)
Botafogo (c)
São Paulo (f)
Pontos dos adversários: 255
Grau de dificuldade: 15

Chave: Mesmo que perca para a Portuguesa o confronto direto, depois resolve a vida se ganhar em casa de Corinthians e Criciúma. Se se enrolar nesses próximos três jogos, passa a estar bastante ameaçado na reta final.

– Portuguesa (39 pontos, 10 vitórias, saldo de +1)
Coritiba (c) *
Botafogo (f)
Atlético-MG (c)
Bahia (f) *
Ponte Preta (f) *
Grêmio (c)
Pontos dos adversários: 267
Grau de dificuldade: 17

Chave: Ganhar de Coritiba e Atlético-MG em casa dará tranquilidade para buscar somente um empate nos três jogos finais. Começou bem o segundo turno, mas só ganhou uma das últimas seis. Se não fizer a lição de casa, terá de buscar a salvação em confrontos diretos fora de casa contra Bahia e Ponte.

– Bahia (38 pontos, 9 vitórias, saldo de -7)
Atlético-MG (c)
Santos (f)
Náutico (f)
Portuguesa (c) *
Cruzeiro (f)
Fluminense (c) *
Pontos dos adversários: 252
Grau de dificuldade: 12

Chave: Nos próximos quatro jogos, ganhar pelo menos uma em casa, bater o Náutico e voltar de Santos sem perder. Se faltarem pontos aí, poderá decidir a vida em casa contra o Fluminense, que talvez esteja livre, talvez esteja também lutando pela salvação.

– Fluminense (36 pontos, 9 vitórias, saldo de -6)
Corinthians (f)
Náutico (c)
São Paulo (c)
Santos (f)
Atlético-MG (c)
Bahia (f) *
Pontos dos adversários: 235
Grau de dificuldade: 10

Chave: Dos ameaçados, é quem tem a tabela menos complicada. Bastariam três vitórias no Maracanã e um resultado em Santos. Se não fizer os resultados em casa, terá de buscar a salvação em Salvador na última rodada.

– Vasco (36 pontos, 9 vitórias, saldo de -9)
Santos (c)
Grêmio (f)
Corinthians (f)
Cruzeiro (c)
Náutico (c)
Atlético-PR (f)
Pontos dos adversários: 280
Grau de dificuldade: 15

Chave: Cenário mais realista é ganhar os três jogos no Maracanã, um deles contra um Cruzeiro já campeão, e torcer para que o Fluminense derrape ou um dos três mais acima tenha um daqueles colapsos de ficar sem vencer na reta final. Se não vencer a próxima, contra o Santos, fica com o pé na cova.

– Ponte Preta (34 pontos, 9 vitórias, saldo de -11)
Vitória (c)
Goiás (f)
Cruzeiro (f)
Grêmio (c)
Portuguesa (c) *
Inter (f)
Pontos dos adversários: 303
Grau de dificuldade: 18

Chave: Tem de ganhar quatro dos seis jogos e, no meio disso, vai à Argentina tentar a vida na Sul-Americana. A Ponte deve cair e vai ficar lembrando daquela derrota para o Náutico, em Campinas. O milagre da salvação passa por ganhar do Vitória, bater o Cruzeiro de ressaca e, depois, vencer mais duas em casa.

– Criciúma (33 pontos, 9 vitórias, saldo de -15)
Náutico (f)
Atlético-PR (c)
Coritiba (f) *
Vitória (c)
São Paulo (c)
Botafogo (f)
Pontos dos adversários: 259
Grau de dificuldade: 16

Chave: Na reta final, não venceu em casa nem a Portuguesa nem a Ponte Preta. Se ganhar do Náutico e as três em casa, se salva. O problema é que vai receber três times em ótima fase e com aspirações de Libertadores, além de sair para um duelo direto em Curitiba.

Grau dificuldade (fora de casa)
Atlético-PR, Grêmio, Botafogo, Goiás – grau 5
Cruzeiro, Atlético-MG, Vitória e São Paulo – grau 4
Coritiba, Portuguesa, Bahia, Fluminense, Vasco, Ponte Preta e Criciúma – grau 3
Santos, Flamengo, Internacional, Corinthians – grau 2
Náutico – grau 1

Grau dificuldade (em casa)
Atlético-PR, Grêmio, Botafogo, Goiás – grau 3
Cruzeiro, Vitória, São Paulo, Coritiba, Portuguesa, Bahia, Fluminense, Vasco, Ponte Preta e Criciúma – grau 2
Atlético-MG, Santos, Flamengo, Internacional, Corinthians – grau 1
Náutico – grau 0

Antes do início do campeonato, este blog considerava Náutico, Bahia, Portuguesa, Ponte Preta, Criciúma e Goiás os mais fortes candidatos ao rebaixamento. E o Vasco seria o único dos 11 grandes com chances reais de cair. Logicamente, o Goiás fez uma campanha para lá de surpreendente e está brigando na ponta da tabela em que eu achei que fosse estar o Fluminense. Bahia e Portuguesa, se se salvarem, o farão pelos brilhantes trabalhos de Cristóvão Borges e Guto Ferreira. Já o Coritiba, pelos pontos acumulados no início do campeonato, pelos pés de Alex. Mantendo a lógica de pontuação, futebol apresentado, técnico escolhido para a hora H e dificuldade da tabela, o Vasco parece ser um candidato forte ao rebaixamento. Como eu imaginava em maio. Mas vamos esperar para ver…

 


Copa da Marmelada do Brasil. Olho em Santos, Ponte e Botafogo
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juliogomes

Um ano atrás, este país estava indignado. A Espanha havia perdido para o Brasil de propósito na fase de grupos da Olimpíada, no basquete masculino, em Londres. Havia perdido para abrir o caminho no mata-mata e fugir do “Dream Team” dos americanos, que acabariam pegando só na decisão. Eram antiéticos, antidesportistas, haviam pisado no espírito olímpico, faltava caráter. Era daí para baixo.

Lógico, vivemos no país dos dois pesos, duas medidas. Quando a seleção masculina de vôlei havia feito o mesmo para ganhar caminho livre na tabela do Campeonato Mundial, dois anos antes, não havia problema… Afinal, “os italianos haviam feito uma tabela boa para eles”. Era o que diziam os que justificavam o injustificável. A lógica do “ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”. Como se ladrão que roubasse ladrão não fosse… ladrão!

A Espanha perdeu no basquete porque era melhor para ela. O Brasil perdeu no vôlei porque era melhor para ele. Não concordo com nenhum dos dois, ainda que entenda os dois. Em nosso futebol, debaixo de nossos narizes, neste exato momento, está ocorrendo a mesma coisa. Estamos vendo na atual edição da Copa do Brasil uma das maiores marmeladas jamais vistas na história do futebol brasileiro. E parece que ninguém está nem aí! A CBF não se pronuncia, os clubes dão de João sem braço, e a mídia, claro, está preocupada com outros assuntos (muuuuuito) mais importantes.

Nunca, na história da competição, tantos times de primeira divisão foram eliminados por tantos times de divisões inferiores. Ainda na primeira fase, a Portuguesa foi eliminada pelo Naviraiense, no Mato Grosso do Sul, e o Náutico caiu para o Crac, de Goiás. Na segunda fase, foi a vez de o Vitória cair para o Salgueiro, de Pernambuco, o Coritiba para o Nacional, de Manaus, e o Bahia diante do Luverdense.

Agora estamos na terceira fase. O Criciúma já foi eliminado pelo Salgueiro, esse exterminador incrível de times da primeira divisão. Mas não mais incrível que o Nacional, que está a ponto de tirar também a Ponte Preta. E meus olhos estarão voltados hoje para a cidade de Catalão, onde esse fenomenal time do Crac, que é lanterna de seu grupo na TERCEIRA divisão nacional, com um empate e quatro derrotas em cinco partidas, pode eliminar o Santos.

O Santos. Para o Crac.

Eu não vi esses jogos todos que acabaram nas eliminações dos times da primeira divisão. Certamente alguns deles perderam porque são ruins mesmo. Mas não todos. E veja bem. Não é preciso entregar e fazer corpo mole em campo para perder uma partida. No momento em que os dirigentes do Coritiba liberam a festa pelo título Estadual e Alex não viaja para um duelo lá em Manaus, as chances de derrota para o Nacional aumentam consideravelmente.

A CBF tinha tudo para transformar a Copa do Brasil na competição mais legal desse país. Poderia botar todos os times federados para jogá-la, com partidas únicas e sorteio puro para definir os confrontos. Se desse Corinthians x Flamengo na primeira fase, azar deles. Um modelo ultrademocrático, como o da Copa da Inglaterra, em que até o menor dos times poderia sonhar com a glória de disputar um título ou uma fase avançada em algum estádio mítico do nosso país.

Mas não. Ela resolveu fazer o regulamento mais esdrúxulo de que se tem conhecimento, e olha que de regulamento esdrúxulo nossos dirigentes entendem, com mestrado e doutorado.

Percebi, pelas redes sociais, que muitos amigos não entenderam ainda o que está acontecendo. E não culpo ninguém, porque é difícil mesmo de entender. A CBF determinou que os seis times que disputaram a Copa Libertadores entrassem diretamente nas oitavas de final da Copa do Brasil, sem disputar a Copa Sul-Americana: Corinthians, Palmeiras, Fluminense, Atlético Mineiro, Grêmio e Vasco.

O Vasco entrou nessa como substituto do São Paulo que, como campeão vigente da Copa Sul-Americana, é obrigado a defender seu título. Então o São Paulo torna-se o único a disputar os dois torneios sul-americanos, enquanto o Vasco torna-se o único fora dos dois, obrigatoriamente.

Pois bem. Oito clubes subsequentes na classificação do Brasileirão de 2012 conquistaram seu direito de disputar a Copa Sul-Americana. Na ordem: Botafogo, Santos, Cruzeiro, Internacional, Flamengo, Náutico, Coritiba e Ponte Preta. No entanto, para “exercer” o direito de jogar a Sul-Americana, era imperativo que eles não estivessem vivos na fase de oitavas de final da Copa do Brasil.

E é aí que está a bizarrice. Quem está nas oitavas da Copa do Brasil, não pode jogar a Copa Sul-Americana. O “prêmio” destes dois torneios é idêntico: o campeão se classifica para a próxima Copa Libertadores. Coloque-se, agora, no lugar do Náutico, que não disputa uma competição internacional há décadas, ou do próprio Coritiba. De qualquer clube do país que não seja um dos 12 agraciados pelas maiores cotas de TV do Brasileirão.

O que é mais fácil (ou menos difícil)?? Ir longe em uma Copa do Brasil em que será necessário enfrentar Corinthians, Grêmio, Fluminense, etc, etc, etc? Ou ir longe em uma Copa Sul-Americana, em que os confrontos serão contra times nacionais de mesmo “status” e outros times sul-americanos que não são os melhores e mais importantes de seus países??

A resposta é fácil, é óbvia. É muito mais interessante para Portuguesa, Náutico, Bahia, Vitória, Coritiba e Criciuma jogar a Copa Sul-Americana do que a Copa do Brasil. E também para a Ponte Preta, que escancaradamente botou um time reserva para jogar com o Nacional, em Campinas, e fará o mesmo na volta. E também para o Santos!

Para este jovem time do Santos, me respondam. Qual a maior probabilidade de chegar à próxima Libertadores? Ficar entre os quatro primeiros na maratona do Brasileiro? Ganhar a Copa do Brasil? Ou ganhar a Copa Sul-americana?? A resposta é óbvia.

O Santos, que vive ótima fase com sua nova geração no Brasileiro, empatou em casa com o Crac no jogo de ida. E nesta noite de quarta joga em Catalão sem seus titulares de peso: Edu Dracena, Léo, Montillo, Cícero. Essa é uma maneira sutil, não é verdade? Não manda titulares e fala que eles precisam ser poupados…

Voltando ao regulamento, para que tudo fique esclarecido. Cruzeiro, Internacional e Flamengo não pensaram em marmelada, fizeram valer seu favoritismo e estão nas oitavas da Copa do Brasil. Consequentemente, abriram três vagas para os times seguintes na Série A e na classificação da Série B do ano passado. Bahia e Portuguesa, que já fizeram seu papel (de perder), estão na Sul-Americana. O Goiás, campeão da Série B, estaria… mas acabou passando para as oitavas da Copa do Brasil. Então é o Criciúma que está garantido.

Botafogo, Santos e Ponte Preta, na noite desta quarta, definem seus próprios destinos e os de Atlético Paranaense, Vitória e Sport (que entra na fila, mesmo rebaixado para a Série B e que também já fez sua parte sendo eliminado pelo ABC na Copa do Brasil. O Sport, terceiro colocado na atual Série B, foi eliminado pelo ABC, lanterna do mesmo torneio e sem uma vitória sequer).

O Atlético-PR está em uma sinuca de bico. Joga mais cedo, nesta quarta, contra o Paysandu. Se for eliminado da Copa do Brasil e Botafogo, Santos e Ponte também forem eliminados por Figueirense, Crac e Nacional, respectivamente, o Atlético-PR sai da Copa do Brasil e fica também fora da Sul-Americana. Pode ser um mico gigante.

O Botafogo até que tem um álibi, um jogo mais difícil, contra o Figueirense, no frio de Florianópolis. Se for eliminado, ninguém poderá falar nada. A Ponte Preta não faz questão de esconder a que joga.

O Santos não tem álibi. Contra um time, repito, que não ganhou de ninguém nem mesmo na Série C do Brasileiro. Espero que o Santos mostre toda sua grandeza, dê uma cacetada no Crac e um cala a boca em minha desconfiança. Mas, se perder, talvez algum olho se abra, finalmente, para a grande marmelada que foi a Copa do Brasil até agora.

Clube a clube, a escadinha da Sul-Americana:

Botafogo – se for eliminado da Copa do Brasil pelo Figueirense, disputa a Sul-Americana;

Santos – se for eliminado da Copa do Brasil pelo Crac, disputa a Sul-Americana;

Cruzeiro, Internacional e Flamengo – avançaram às oitavas da Copa do Brasil e abriram três vagas na Sul-Americana;

Náutico – eliminado da Copa do Brasil na primeira fase pelo Crac, que é lanterna de seu grupo na Série C sem uma vitória sequer. Consequentemente, Náutico vai disputar a Sul-Americana;

Coritiba – invicto no Brasileirão, foi eliminado da Copa do Brasil ao levar 4 do Nacional, em Manaus (sem Alex, logicamente). Foi eliminado e, consequentemente, vai disputar a Sul-Americana;

Ponte Preta – botou time reserva e perdeu do Nacional-AM em Campinas. Nesta quarta, foi com time reserva a Manaus. Se for eliminada da Copa do Brasil, se garante na Sul-Americana;

Bahia – eliminado pelo Luverdense na segunda fase da Copa do Brasil, ganhou vaga na Sul-Americana porque o Cruzeiro já avançou na Copa do Brasil;

Portuguesa – eliminada pelo Naviraiense na primeira fase da Copa do Brasil, ganhou vaga na Sul-Americana com o avanço do Internacional na competição nacional;

Goiás – campeão da Série B passada, fez sua parte na Copa do Brasil e está nas oitavas de final. Consequentemente, fora da Sul-Americana. Palmas para o Goiás;

Criciúma – vice da Série B passada, foi eliminado na terceira fase da Copa do Brasil levando gol no último minuto do Salgueiro, em Pernambuco. Prêmio? Está na Sul-Americana, já que o Flamengo foi às oitavas da Copa do Brasil;

Atlético-PR – terceiro da Série B passada, enfrenta o Paysandu na Copa do Brasil. Se avançar, vai às oitavas do torneio. Se for eliminado, no entanto, ganhará uma vaga na Sul-Americana caso ou Botafogo ou Santos ou Ponte Preta (basta somente um deles) passe para as oitavas da Copa do Brasil;

Vitória – quarto na Série B passada, campeão baiano com sobras, com ótima campanha no Brasileiro e… eliminado da Copa do Brasil na segunda fase pelo Salgueiro, de Pernambuco. Para ganhar uma vaga na Sul-Americana precisa que, entre Botafogo, Santos, Ponte Preta e Atlético-PR, dois deles passem para as oitavas de final da Copa do Brasil. Se somente um passar e três forem eliminados, o Vitória dança e a estratégia terá sido um tiro n’água;

Sport – rebaixado da Série A com a maior pontuação, foi eliminado na segunda fase da Copa do Brasil pelo ABC, time que não ganhou um jogo sequer na edição atual da Série B. Para entrar na Sul-Americana, o Sport precisa que, entre Botafogo, Santos, Ponte Preta e Atlético-PR, no máximo um deles seja eliminado na terceira fase da Copa do Brasil. Ou seja, três destes quatro têm que passar às oitavas, senão o Sport não entra na competição continental;

Atlético-GO – eliminado pelo Cruzeiro na terceira fase da Copa do Brasil, o Atlético ainda ganha uma vaga na Sul-Americana caso Botafogo, Santos, Ponte e Atlético-PR, todos eles, passem para as oitavas de final da Copa do Brasil. Esse, convenhamos, é o único eliminado da Copa do Brasil que não gera uma desconfiança sequer.

PS – no meu código de ética do esporte, perder de propósito é errado e ponto. Torna-se um grande estelionato, porque as pessoas pagam e assistem acreditando que, em uma competição esportiva, ambos entram para ganhar, para dar o máximo. Eu entendo a estratégia de todos estes clubes, escolhendo um campeonato, em vez de outro. É um direito que lhes foi concedido por gente que não entende nada de esporte, tabelas e regulamentos. Da próxima vez, no entanto, espero que combatam esse tipo de coisa fora de campo, em vez de “jogar o jogo”. Ou não jogar. Enfim, vocês entenderam…


Um balanço do Brasileiro embolado: Ninguém fez muito mais ou muito menos do que deveria
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juliogomes

O Brasileirão começou e já parou. Como nenhum time abriu vantagem significativa, como vimos em outras ocasiões, é como se não tivesse começado mesmo. Tudo embolado, todo mundo ali meio junto e agora vem a janela de transferência europeia, que pode tirar gente importante – e mesmo gente nem tão importante, mas é sempre bom lembrar que esse é um campeonato formato “maratona”, então elenco, reservas, opções são elementos importantes para quem quer ganhar o título, chegar à Libertadores ou não ser rebaixado.

O Coritiba é o líder basicamente por causa daquela vitória sobre o Fluminense. Foi um jogo dominado pelo Flu, que poderia estar já liderando a competição, mesmo com tantos desfalques, seleção e o desgaste da Libertadores. Mas, no fim, Alex meteu o golaço que rendeu a vitória.

Importante ter jogadores como Alex. Um cara de 400 gols na carreira e outras centenas de assistências, um jogador que nunca caiu “no gosto” de muita gente. Para mim, sempre foi e sempre será um verdadeiro craque, um meia com números de atacante. Alex aportará gols e passes de gols que serão suficientes para o Coritiba não ter de pensar em rebaixamento. Acho muito difícil, no entanto, serem tantos gols para colocar o Coxa em uma briga de Libertadores. Por enquanto, dois empates fora e uma vitória em casa contra times de “sua liga” e duas vitórias em casa sobre dois favoritos ao título, em um ótimo momento para enfrentá-los. Mantenho minha opinião de antes do torneio: é time de meio da tabela, sem sustos nem sonhos.

Aliás, essas cinco rodadas confirmaram tudo o que eu pensava antes de começar o campeonato. Não boto nenhum time acima do que eu imaginava e nem abaixo. Dos favoritos ao título ou candidatos a Libertadores, o único que fez o que dele se esperava foi o Botafogo.

Time regular, ganhou três em cinco, somou 10 pontos em 15 possíveis. É um time certinho, bem organizado, bem treinado, entrosado e que aproveitou a folga que teve por ganhar o Estadual por antecipação.

Vou dividir a análise em blocos que, na minha opinião, determinam o que cada time pode fazer nesse campeonato:

TÍTULO:
Para mim, uma questão de três. Corinthians, Fluminense e Atlético Mineiro, que já foram os três melhores do ano passado e seguem sendo. O Fluminense não brilha, e não brilhará mesmo, não é o estilo de seu treinador. É um time de consistência defensiva, linhas próximas e elenco grande. O que permite ganhar partidas mesmo quando titulares estão fora por diversas razões. Perdeu um jogo que merecia ganhar, em Curitiba, e perdeu três pontos bobos no Canindé. Foi melhor que a Portuguesa, ontem, mas não tão melhor quanto deveria ter sido. Faltou “punch”, faltou aquela disposição de se impor contra um time mais fraco em um estádio vazio. Esses foram os tropeços que o Fluminense não teve no ano passado, então fica o toque de atenção.

Elenco cheio e jogadores para todas as posições são características de clubes endinheirados. Fluminense e, claro, Corinthians. Para mim, a grande decepção deste início do campeonato. O Corinthians perdeu uma oportunidade de ouro de ganhar os cinco jogos, dados os adversários que enfrentou e as circunstâncias dos jogos. Parece mesmo faltar perna ao time, mas há algo além disso. Acho que está faltando aquela faca nos dentes do ano passado, na campanha da Libertadores. A eliminação nesse ano foi decorrência disso, entre outros fatores, e agora Tite tem a missão de recuperar a vontade de ganhar, requisito básico para qualquer time que queira… ganhar.

Os gols perdidos por Pato podem ser colocados nessa conta. Mas foram gols perdidos em ocasiões criadas, não considero que Alexandre Pato esteja jogando mal. Não é a bola para dentro que determina a boa ou má atuação do jogador ao longo da partida. Mas esse é um “detalhe”, convenhamos, importante para atacantes, um detalhe que significa pontos na tabela. Sigo achando o Corinthians favorito ao título, mas logicamente não foi aproveitada a chance de abrir vantagem nesse início – como o próprio Corinthians fizera em 2011.

O Atlético Mineiro sentiu fisicamente, a Libertadores passou fatura. Mas os 4 pontos, apesar de poucos, são 2 a menos que os do Corinthians e 5 a menos que os do Fluminense. Há margem de sobra para recuperar o terreno perdido. A Libertadores vai ditar o futuro do Atlético. Se ganhar o torneio, deixar de estar na disputa do Brasileiro, pelas infames razões que conhecemos e que são consequência do nosso maravilhoso calendário. Se perder a Libertadores, vai focar no campeonato e brigar. Chaves: substituir Bernard à altura, se ele sair mesmo, e recuperar o time fisicamente durante este mês de descanso.

LIBERTADORES:
Este é o bloco que tem, além dos três de cima, logicamente, Botafogo, São Paulo, Internacional e Grêmio. Muita gente coloca o Cruzeiro aqui. Eu ainda não me convenci. Acredito que os quatro clubes citados ameaçarão entrar na briga pelo título em algum momento, mas dificilmente conseguirão se manter. Vejo todos eles, no entanto, como reais perseguidores a uma das vagas na Libertadores.

O Botafogo, eu já disse, fez o que dele se esperava. O São Paulo poderia ser líder, o único resultado fora da curva foi a derrota para o Goiás. Parece, no entanto, que o momento de instabilidade fora dos campos e um treinador na corda bamba constante são fatores que vão gerar mais resultados como este. Os gaúchos decepcionaram. O Inter perdeu cinco pontos inexplicáveis contra Bahia e Portuguesa, e jogar fora de seu estádio é um fator mais negativo do que parece. O Grêmio simplesmente não está emplacando. Em janeiro de 2013, era o meu candidato número um ao título brasileiro. Hoje, não é mais. Parece que algo não encaixa entre Luxemburgo, jogadores, diretoria, enfim. O potencial está lá, mas para ser campeão é necessária uma consistência que o Grêmio não teve nesse ano, e nada indica que passará a ter.

BLOCÃO DO MEIO:
Aqui eu coloco Cruzeiro, Flamengo, Vasco, Santos e Coritiba. São os clubes que, eu acho, ficarão ali no meio da tabela, entre oitavo e décimo-terceiro. O Cruzeiro tem potencial para sonhar com algo lá mais para cima. E Santos e Vasco, na minha opinião, andam em uma linha tênue entre esse bloco do meio e o bloco de rebaixamento. O Santos, lembrem-se, tinha números de rebaixado sem Neymar ano passado. E Neymar se foi. Se não vierem reforços importantes, o Santos, sem dúvida alguma, é time para lugar contra a degola. Acho, no entanto, que chegarão nomes (Robinho, por exemplo) que alçarão o time à mesma posição do Coritiba. Ganhando jogos e pontos que o deixarão ali no meio.

O Vasco e o Flamengo também têm times para lutar contra degola, especialmente o primeiro. A diferença é que o Flamengo “acha” dinheiro para trazer um par de jogadores que o façam chegar a uma campanha como a do ano passado, sem sustos nem sonhos. O Vasco tem um técnico que eu admiro muito, e nada mais do que isso. Se o Vasco, num desses arroubos de administração típicos do futebol brasileiro, mandar Paulo Autuori embora e romper o trabalho, vai ter que suar para ficar na primeira divisão. Se der sequência e entender que um décimo terceiro lugar está bom demais, não deverá sofrer.

REBAIXAMENTO:
Os times do “outro campeonato”. O bloco de times médios do país, que ficaram totalmente alijados de qualquer disputa no momento em que os acordos por direitos de TV foram individualizados. Clubes com orçamentos muito, muito pequenos perto dos “12 grandes” e que viraram os “Osasunas e Zaragozas” do nosso futebol.

Os resultados do Vitória foram parecidos com os do Coritiba, fazendo a lição de casa e arrancando três pontos importantes fora contra o Náutico, um concorrente “direto” lá em baixo. É um time bem treinado, que também pode passar um campeonato sem sustos. Nada mais que isso, a vice-liderança não me ilude nem um pouco. O Bahia teve um sopro com Cristóvão, mas é outro que não pode se iludir – a luta é para não cair.

Hoje, Náutico e Portuguesa parecem ser os dois times mais “prontos” para cair. Mas Goiás, Criciúma, Ponte Preta e Atlético Paranaense não mostram sinais de se desgarrar ali de baixo, como fizeram Coritiba e Vitória. A briga para não cair vai ser entre a turma pobre do campeonato mesmo, como foi nos últimos anos e como será sempre, perpetuada essa divisão absurda de dinheiro. O Vasco e o Santos são os únicos dos grandes que têm que tomar cuidado e fazer a coisa certa, para não virar o Palmeiras da vez.


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