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Brasileirão, ato 3: primeiros clássicos estaduais e tabus em jogo
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A terceira rodada do Brasileiro começa neste sábado com os primeiros clássicos estaduais e acaba na segunda-feira da mesma maneira. No sábado, Vasco e Fluminense fazem, às 16h, o primeiro duelo entre cariocas. Logo depois, às 19h, tem São Paulo x Palmeiras no Morumbi. A rodada acaba com o duelo entre os catarinenses, Chapecoense x Avaí.

São muitos tabus em jogo. O Fluminense, um dos líderes do campeonato, não vence o Vasco em São Januário há 44 anos. Foram apenas dez jogos entre eles depois disso, mas o fato é que é uma vantagem considerável para o Vasco jogar em seu campo. O Flu já venceu Santos e Atlético Mineiro e pode começar a sonhar alto se ganhar mais uma.

No Morumbi, o São Paulo não perde do Palmeiras desde 2002 – aquele jogo do golaço de Alex sobre Rogério Ceni. Talvez nunca o Palmeiras tenha tido uma perspectiva tão grande de quebrar o tabu. Mas o São Paulo teve descanso e treino durante a semana, enquanto seu rival jogou pela Libertadores e precisa pensar no jogo de quarta contra o Inter, pela Copa do Brasil. A necessidade da vitória está muito mais do lado do São Paulo.

Outro duelo de tabu relevante é o de domingo, entre Atlético-PR e Flamengo. Será o terceiro confronto entre eles este ano e a estreia de Eduardo Baptista no comando do Furacão. O Flamengo nunca venceu e perdeu 11 dos 15 jogos que fez na Arena da Baixada em Brasileiros.

Aqui vão os prognósticos da terceira rodada.

SÁBADO

16h Vasco 2 x 2 Fluminense
Depois de vencer no Independência, o Flu garante não se assustar com São Januário. Sornoza é desfalque, mas Scarpa volta ao time titular. O Vasco terá a estreia de Breno na zaga, e Nenê continua no banco. Último clássico entre eles em São Januário foi em 2005, decidido por Romário. Em seu estádio, o Vasco não perde do Flu desde 1973 (dez jogos). Jogo promete ser animado e cheio de alternativas.

19h São Paulo 1 x 1 Palmeiras
É um dos tabus mais conhecidos do futebol brasileiro. O São Paulo não perde do Palmeiras no Morumbi desde 2002 (14 vitórias e 9 empates desde então). Depois da suada vitória sobre o Avaí, o São Paulo teve uma semana mais tranquila de trabalho, mas perdeu Thiago Mendes, lesionado. O Palmeiras avançou na Libertadores, mas mostrou vulnerabilidade contra o Tucumán e pode poupar alguns veteranos de olho na Copa do Brasil. Bom lembrar que é jogo de torcida única.

21h Vitória 1 x 1 Coritiba
Duelo direto entre times que jogam para permanecer na elite. O Vitória apresentou Neílton, que ainda não pode jogar, mas terá Kieza de volta ao ataque – boa notícia para um time que fez só um gol em seus últimos cinco jogos. Em momento mais tranquilo, o Coritiba tem uma boa chance de beliscar um bom resultado na Fonte Nova.

DOMINGO

11h Atlético-MG 3 x 1 Ponte Preta
Depois de duas derrotas seguidas, para Fluminense e Paraná (pela Copa do Brasil), o Atlético entra em campo pressionado. Time que quer ser campeão não pode perder pontos em casa contra uma Ponte Preta reformulada em relação ao Paulista e que ainda não pode escalar vários dos seus reforços. O favoritismo do Galo é total.

16h Santos 1 x 1 Cruzeiro
O Cruzeiro é um dos poucos times do Brasil que tem bom retrospecto na Vila Belmiro, onde o Santos perde pouco. Mano Menezes vai para buscar o empate, e pode muito bem conseguir diante de um Santos seguro na Libertadores, mas que penou para vencer o Coritiba pelo Brasileiro e que não terá Lucas Lima.

16h Atlético-GO 0 x 2 Corinthians
O Dragão perdeu do Flamengo no meio de semana e foi eliminado da Copa do Brasil, mesmo com o Fla fazendo jogo horroroso. O time goianiense é candidatíssimo ao rebaixamento, enquanto o Corinthians é forte fora de casa.

16h Atlético-PR 2 x 1 Flamengo
O Atlético promoveu Autuori a diretor e tem a estreia de Eduardo Baptista no comando técnico. Na Arena da Baixada, o Flamengo é freguês histórico do Furacão. Só venceu lá uma vez, em 2011, pela Sul-Americana. Em Brasileiros, 15 jogos, com 11 derrotas e 4 empates. Uma das derrotas foi um mês atrás, na fase de grupos da Libertadores. O Atlético perdeu as duas no Brasileiro, mas recupera lesionados pouco a pouco, enquanto o Flamengo jogou muito mal em Goiânia no meio de semana.

18h Sport 1 x 1 Grêmio (*atualização de palpite sábado, 10h45)
Depois de perder a final da Copa do Nordeste para o Bahia, o Sport mandou Ney Franco embora e será comandado pelo interino Daniel Paulista – que havia começado o ano como técnico, mas deixou o cargo há dois meses para assumir coordenação da base. O time se desgastou mais na final de Salvador, jogando com 10, do que o Grêmio, que passeou contra o Zamora na Libertadores. Grêmio mandará a campo time reserva.

19h Botafogo 2 x 0 Bahia
O Botafogo perdeu para o Estudiantes na Argentina, mas ainda assim passou em primeiro em seu grupo na Libertadores. Já o Bahia ainda comemora o título da Copa do Nordeste. Nenhum dos dois dias teve tempo de treinar para o jogo.

SEGUNDA

20h Chapecoense 1 x 1 Avaí
Os times acabam de se enfrentar na final do Catarinense, com uma vitória para cada lado (ambas fora de casa) e título para a Chape.


Brasileirão, ato 2: Flamengo tem obrigação de vitória. Veja os prognósticos
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juliogomes

É sempre assim. O campeonato mal começou e técnicos balançam, torcedores que, um dia estavam no aeroporto para fazer selfies, no outro estão para jogar pedras. Às vezes não são nem os resultados no próprio campeonato que geram tal pressão.

É o caso do Flamengo. Estava tudo lindo, maravilhoso. De repente, um gol nos acréscimos, derrota para o San Lorenzo, eliminação precoce na Libertadores e muita, muita pressão. A moda vai ser dizer que “ganhar o Brasileiro é obrigação”. Como se fosse um campeonato fácil de ser vencido.

Mas o fato é que o Flamengo entra na segunda rodada contra a parede. Tem time para vencer o Brasileiro, mas precisa reagir já, imediatamente. Tem um jogo em um estádio em que terá maioria de torcedores, ainda que atue fora de casa, e contra um Atlético-GO com toda a pinta de que subiu para já cair. Se quiser ser campeão, não pode perder pontos em jogos assim.

O São Paulo é outro grande contra a parede. Após as seguidas eliminações em tudo o que disputava, só sobrou o Brasileiro. Na segunda-feira, fechando a rodada, precisa dar uma resposta vencendo o Avaí e tranquilizando um pouco as coisas.

Começamos nossa série de palpites com um acerto em cheio e sete acertos de vitória ou empate na rodada 1. Nesta segunda rodada, a previsão é de que os times da casa não prevaleçam tanto como na inaugural. Será? Palpite você também! É de graça :-)

SÁBADO

16h Santos 3 x 1 Coritiba
O Peixe vem de um enorme esforço físico na Bolívia e já joga de novo pela Libertadores na terça, então vai poupar alguns jogadores. Mas o Coritiba também tem desfalques, principalmente no meio de campo.

19h Chapecoense 1 x 1 Palmeiras
A Chape conseguiu vitória heróica na Argentina, mas pode ficar fora da Libertadores por ter escalado um jogador irregular. Nunca perdeu em casa para o Palmeiras, que vai com time misto (ou mesmo só de reservas) após a vitória sobre o Inter e com jogo pela Libertadores na quarta-feira.

19h Atlético-GO 0 x 2 Flamengo
Os times se enfrentarão duas vezes seguidas, na quarta tem jogo pela Copa do Brasil (0 a 0 na ida). O Atlético troca goleiro após as falhas de Kléver na estreia e o Flamengo chega após eliminação traumática na Libertadores. Mas jogar no Serra Dourada é quase sempre jogar em casa para o Mengo. E agora todo jogo é uma final no Brasileiro.

DOMINGO

11h Vasco 1 x 1 Bahia
Pode ser duro para o torcedor ouvir isso, mas esse é um jogo entre dois times que jogam para ficar na Série A – para onde acabam de voltar. O Bahia não leva Régis ao Rio e vai buscar o empate. O Vasco pode ter Nenê relegado ao banco após o sacode na estreia. O histórico do Bahia no Rio é muito bom contra o Vasco, mais venceu do que perdeu. Não perde lá desde o ano 2000.

16h Atlético-MG 3 x 1 Fluminense
No ano passado, o Flu quebrou um jejum de seis anos sem vencer o Galo no Brasileiro. São raras as vitórias tricolores em BH. Com o trabalho feito na Libertadores, o Atlético pode voltar as atenções ao Brasileiro e não vai poupar titulares. No Horto, são 11 vitórias em 11 jogos neste ano.

16h Vitória 0 x 1 Corinthians
Jogo será na Fonte Nova, não no Barradão. O Vitória quebrou um jejum de 20 anos sem bater o Corinthians ano passado, existe uma freguesia aqui. O time baiano tem muitos desfalques, enquanto o Corinthians teve semana livre para treinar. É o favorito.

16h Atlético-PR 1 x 1 Grêmio
O Atlético chega ao jogo embalado pela heróica classificação na Libertadores. O Grêmio também se deu bem no meio de semana, venceu o Flu pela Copa do Brasil. Jogo promete ser truncado e com pouco espaço.

18h Botafogo 0 x 0 Ponte Preta
Já classificado na Libertadores, mas ainda com chances de ganhar seu grupo (joga na Argentina quinta), o Botafogo pode poupar algum jogador que esteja desgastado. É um jogo perigoso, contra um adversário chato, que não dará o espaço que o Botafogo gosta e que historicamente arranca pontos no Rio.

19h Sport 0 x 2 Cruzeiro
O Sport não vem jogando bem, Ney Franco sofre críticas e tem final da Copa do Nordeste na quarta, portanto alguns jogadores podem ficar fora dessa partida. Já sabemos como são os times de Mano Menezes em pontos corridos, pragmáticos e pescadores de pontos.

SEGUNDA

20h São Paulo 4 x 1 Avaí
Se não ganhar esse jogo, vai ganhar de quem? É a hora para o time de Rogério Ceni afastar a crise e respirar uma semana um pouco mais tranquila.


Brasileiro já começa com uma ‘final’ entre dois favoritos
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juliogomes

Fazer prognósticos no Brasileirão é sempre um grande desafio. Se não é lá grandes coisas tática e tecnicamente, o campeonato pode presumir de ser o mais imprevisível e equilibrado do mundo. Qualquer um pode ganhar de qualquer um, são muitos times de tradição, muitas camisas pesadas. E, ao longo do ano, muitas trocas de técnicos e jogadores.

Esta é a grande maravilha do Brasileirão. O equilíbrio.

A priori, este blog considera Flamengo, Atlético Mineiro e Palmeiras, nesta ordem, os três candidatos principais ao título. E o primeiro jogo do campeonato é logo entre Fla e Galo! Lá na frente, poderemos olhar para ele com lupa quando os times estiverem disputando a ponta – ou não.

Porque, afinal, o Corinthians vem forte. O Cruzeiro, apesar do momento turbulento, tem um técnico para lá de provado nos pontos corridos. O Santos, atual vice-campeão, não pode ser descartado se mantiver o elenco intacto. Tem Grêmio, tem Botafogo…

Aqui no blog faremos os prognósticos de todos os jogos do campeonato. Vamos ver no que vai dar!

SÁBADO

16h Flamengo 1 x 1 Atlético-MG
O Flamengo tem um jogo duro na Argentina pela Libertadores, quarta-feira, e pode preservar algum jogador que esteja no limite físico. O Atlético tem dois desfalques na defesa (Marcos Rocha e Léo Silva), mas o técnico Roger reforçará o meio com três volantes. O Atlético vai ao Rio para buscar um empate.

19h Corinthians 1 x 0 Chapecoense
O Corinthians vem embalado pelo título paulista e a classificação na Sul-Americana. O time está funcionando, e Rodriguinho vive grande fase. Já a Chapecoense, apesar do título catarinense, ganhou só um de seus últimos sete jogos. Levou 4 na Colômbia no meio de semana. Já conseguiu empatar nas duas visitas que fez a Itaquera, mas desta vez será difícil evitar a derrota.

DOMINGO

11h Fluminense 1 x 2 Santos
Apenas um empate nos últimos 17 duelos entre eles, e o Santos costuma beliscar vitórias no Rio. O jovem time do Flu começou bem a temporada, mas sente a falta de Scarpa e, no meio de semana, sofreu para sair do Uruguai classificado na Sul-Americana. Já o Santos foi a Belém e venceu bem o Paysandu pela Copa do Brasil, o time evoluiu desde o início da temporada. Está embalando, jogando melhor. Se não perder seus melhores jogadores, é candidato a título.

16h Palmeiras 2 x 2 Vasco
A última vez que o Palmeiras venceu o Vasco como mandante foi em 2008. No único jogo entre eles no Alliaz Parque, em 2015, deu Vasco. O time cruzmaltino melhorou com o técnico Milton Mendes, e o Palmeiras tem a reestreia de Cuca em busca do bicampeonato. Algo me diz que vai dar zebra.

16h Cruzeiro 2 x 1 São Paulo
O jogo da depressão. O Cruzeiro, derrotado no Mineiro, caiu também na Sul-Americana. O São Paulo, depois de 18 dias de treinos, apresentou futebol pobre e também foi eliminado da Sul-Americana, pelo minúsculo Defensa y Justicia da Argentina. Crise dos dois lados. Recentemente, o Cruzeiro eliminou o São Paulo da Copa do Brasil, mas perdeu o jogo do Mineirão. A experiência de Mano Menezes e um time melhor que o do adversário farão a diferença na estreia, ainda que o São Paulo tenha ótimo retrospecto histórico contra o Cruzeiro em BH.

16h Bahia 1 x 0 Atlético-PR
O Atlético chega ao jogo com cinco desfalques e uma série de quatro jogos sem vitórias – perdeu em casa e está por um fio na Libertadores e perdeu o Paranaense para o Coritiba.

16h Ponte Preta 2 x 0 Sport
Após a linda campanha no Paulista, a Ponte perdeu seu artilheiro, Pottker. O Sport tem oito desfalques, vem de uma classificação dramática e emocionalmente cansativa na Sul-Americana no Uruguai (perdeu por 3 a 0 do Danubio e avançou nos pênaltis) e ainda joga pela Copa do Nordeste na outra semana. A Ponte é favorita.

16h Avaí 1 x 1 Vitória
O Avaí volta à primeira divisão com a intenção de permanecer. O Vitória estreia o técnico Petkovic e tem desfalques.

19h Grêmio 2 x 1 Botafogo
Mais um clássico. Nos últimos 20 anos, o Grêmio ganhou dez e perdeu só duas vezes do Botafogo em Porto Alegre – a última, ano passado. São dois times em posição confortável na Libertadores, mas que não triunfaram nos Estaduais. Equilíbrio. Fator casa pode fazer a diferença.

SEGUNDA

20h Coritiba 1 x 0 Atlético-GO
O Coxa vem embalado pelo título estadual. O Atlético conseguiu um bom empate com o Flamengo pela Copa do Brasil e mostrou-se um time arrumado defensivamente.


Atlético e Santos têm tudo para fazer semi na Copa do Brasil
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juliogomes

Foram definidas as quartas de final da Copa do Brasil. Todos queriam pegar o Juventude. Com todo respeito ao time que eliminou o São Paulo, segue sendo de terceira divisão (pode subir para segunda se passar do mata-mata que tem contra o Fortaleza na Série C).

E quem se deu bem foi o Galo. Apesar de decidir a vaga em Caxias, o Atlético Mineiro tem tudo para abrir boa vantagem na ida, semana que vem, e encaminhar a classificação para as semifinais. Marcelo Oliveira chegou a quatro das últimas cinco finais de Copa do Brasil – ganhou ano passado com o Palmeiras, perdeu com o Cruzeiro (2014) e duas vezes com o Coritiba (11 e 12).

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É um técnico com histórico muito bom na competição, pois. O sorteio ajudou. O Galo pode até estar ficando para trás no Brasileiro, mas está claro que vai para as cabeças na Copa do Brasil.

Uma semifinal está super desenhada entre Atlético e Santos.

O Santos enfrenta o Internacional. É verdade que o jogo de volta em Porto Alegre, mas isso, na verdade, me parece ser uma boa notícia para o Santos. O Inter vive um momento horroroso, mais um técnico balança, a preocupação é para evitar um rebaixamento que seria inédito. O Santos tem tudo para encaminhar o confronto semana que vem, se ganhar bem na Vila.

Atlético e Santos, pois, têm a faca e o queijo nas mãos para deixar quase garantida a vaga nas semis e poderem focar em buscar os líderes do Brasileiro no próximo mês (os jogos de volta são somente no fim de outubro).

Do outro lado da chave, tudo mais nebuloso. Grêmio e Palmeiras fazem primeiro jogo em Porto Alegre, volta em São Paulo. Corinthians e Cruzeiro abrem as quartas em Itaquera, decidem no Mineirão.

A tabela do Brasileiro, se servir como indicativo, aponta para Palmeiras e Corinthians como favoritos. Mas são duelos muito abertos. O Grêmio, apesar da grande crise, tem técnico novo, faz um jogo em casa meio que para “salvar o ano” semana que vem e, quando chegar a partida de volta, o Palmeiras pode estar totalmente focado em conquistar um Brasileiro que não ganha há 22 anos.

Já o Cruzeiro melhorou com Mano Menezes e, daqui a um mês, já deverá ter se afastado da briga contra o rebaixamento. O Corinthians nem saberemos se estará de técnico novo, disputando título ou G4, enfim.

A distância entre os duelos de ida e volta dilui – e muito – o suposto favoritismo de Palmeiras e Corinthians nestes dois duelos.

Palpite do blog: Atlético x Santos. Palmeiras x Cruzeiro. Final mineira. Calma. É apenas palpite. Deixe o teu aqui também.


Em um jogo horroroso, 1 a 0 é goleada para o São Paulo
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juliogomes

Cada vez sou mais crítico da regra do gol qualificado. Seja aqui, seja na Europa, cada vez mais os técnicos se apaixonam pelo 0 a 0 no jogo de ida de eliminatórias com a regra do gol fora de casa como critério de desempate.

É bom para todo mundo!

Pelo menos no papel. Para quem joga em casa, dá o direito de empatar o jogo de volta, fora de casa. Outro 0 a 0 leva a pênaltis, empate com gols classifica. E para o visitante também é bom, lógico. Empata fora e depois “só” precisa ganhar em casa.

Assim sendo, os jogos de ida estão mais e mais chatos.

O 0 a 0 no Morumbi, entre São Paulo e Atlético, estava escrito. E seria o resultado mais condizente para a partida.

Mas o Atlético Mineiro deu mostras de ter problemas na bola parada. O São Paulo só levou perigo assim no jogo inteiro. Na terceira bola perigosa alçada à área na etapa final, chegou ao gol.

Uma verdadeira goleada, dado o péssimo nível técnico apresentado no Morumbi.

Michel Bastos fez o gol. Ele, que entrara na etapa final e tinha o nome gritado pela torcida – como o tempo passa rápido, não é mesmo? Ah, o torcedor.

Com 15 minutos de jogo, cinco cartões amarelos. Foram sete no primeiro tempo. Carrinhos que não acabavam mais, tabefes, empurrões, entradas feias. O primeiro tempo foi de pancadaria, intensidade, bola sendo disputada como se fosse um pedaço de carne. Mas bola mesmo… nada.

Já não é de hoje que os times brasileiros jogam “ao estilo Libertadores”. Chutão, falta, “garra”… e pouca bola. Alguns vão culpar o fato de os times serem comandados por um técnico argentino e outro uruguaio. Acho que o buraco é mais embaixo.

Do jeito que dava para ouvir torcedor comemorando aquelas rachadas de bola para o mato. E que jogadores batem no peito gritando para comemorar lateral… é, acho que o buraco é mesmo bem mais embaixo.

No segundo tempo, os times voltaram menos pilhados. O que evitou que acabassem com vários expulsos. O Atlético teve alguns contra ataques, o São Paulo ameaçou em bolas paradas – e marcou na terceira. Mas o fato é que as limitações de Atlético e São Paulo ficaram para lá de expostas.

O Atlético não terá Rafael Carioca, Junior Urso e possivelmente Robinho para a volta. Desfalques sensíveis. O principal: não terá o gol fora levado para o Independência. Vai ter de construir uma boa vitória, contra um São Paulo que certamente irá a BH para se defender e tentar um golzinho qualificado.

Bauza, de novo aos trancos e barrancos, vai ficando perto de outra semifinal de Libertadores. Sair com um 1 a 0 de um jogo horroroso como este… é de se levantar a mão para o céu.


No papel, sorteio bom para São Paulo e Galo, ruim para Palmeiras e Grêmio
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juliogomes

Finalmente, a Copa Libertadores teve um sorteio decente, bacana. Nada de Peru 3, Argentina 4, Venezuela 2. Times com nome, alguns até com sobrenome, e já sabemos os grupos da competição no ano que vem. Foi um pouco arrastado, o sorteio, com muita falação até a hora da definição dos grupos. Mas avançou, ficou mais legal.

Pelo menos no papel, o sorteio foi péssimo para Palmeiras e Grêmio. Ótimo para o São Paulo e para o Atlético Mineiro. E regular para o Corinthians.

Por que “no papel”?

copalibertadoresPorque a real é que conhecemos pouco da maioria dos times da Libertadores. É muito difícil ter acesso aos jogos dos campeonatos da Colômbia, Equador, mesmo do Uruguai. Aliás, é por isso que costumamos ter essa relação de medo e soberba ao mesmo tempo com a Libertadores.

Por um lado, todo mundo é “perigoso”. Por causa da camisa, da altitude, da viagem, do que seja. Por outro lado, poucos são verdadeiramente temidos e respeitados, porque brasileiro é assim mesmo com futebol. O desconhecimento costuma gerar petulância e às vezes medo exagerado.

Teoricamente, pois, Palmeiras e Grêmio estão em grupos complicadíssimos.

O Palmeiras, no grupo 2, encara um uruguaio de tradição, o Nacional, um argentino, o Rosario Central, e provavelmente a Universidad de Chile. O Nacional deu papelão na pré-Libertadores do ano passado, mas depois ganhou o campeonato nacional. O Rosario foi terceiro na Argentina, deve ser respeitado. E “La U” já mostrou força nos últimos anos – tem de passar do River Plate uruguaio no mata-mata de fevereiro antes.

Já o Grêmio, no grupo 6, também terá uma missão difícil. O San Lorenzo, vice-campeão argentino e campeão da América no ano passado, é o cabeça-de-chave. A LDU joga em Quito, tem a altitude a seu lado. E o quarto time é o Toluca, obrigando o Grêmio a fazer a longa viagem ao México.

Palmeiras e Grêmio não terão um jogo sequer para respirar. É batalha jogo sim, jogo também, para ficar entre os dois primeiros e sobreviver para o mata-mata.

O São Paulo encara o Cesar Vallejo, do Peru, na eliminatória. No papel, não terá problemas, e a eliminação, dado o tamanho dos clubes, seria vexaminosa. Passando, o São Paulo cai em um grupo com River Plate, o atual campeão, The Strongest, da Bolívia, e Trujillanos, da Venezuela.

O River, é bom lembrar, assusta no nome e na camisa, mas só se classificou da fase de grupos da última Libertadores na bacia das almas. Acabaria sendo campeão do torneio, já sabemos. Tem de ser respeitado, mas não temido, pois além de tudo perdeu jogadores importantes. Aliás, bom lembrar que todos os times sul-americanos ficam expostos na janela de transferências de janeiro e podem sofrer com a perda de peças-chave.

O Strongest tem a altitude a seu lado, o Trujillanos não mete medo. É um grupo, no papel, que deve ser tranquilo para o São Paulo. Tudo dependerá da adaptação rápido do novo técnico e um bom planejamento, daqui 40 dias já tem jogo decisivo.

O mesmo serve para o Atlético Mineiro, que encara Colo Colo, do Chile, o Melgar, campeão peruano, e ou o Independiente del Valle, do Equador, ou o Guaraní, do Paraguai, que surpreendeu ao eliminar o Corinthians e ir à semifinal da última Libertadores.

Com Javier Aguirre no comando, o Atlético não terá o problema de desconhecimento dos adversários. É um treinador sul-americano, experiente, estudioso e que não deixará a soberba tomar conta. Grupo bom para o Atlético ficar em primeiro e fazer uma das melhores campanhas da primeira fase, para depois ganhar o direito de decidir em casa nos mata-matas.

O Corinthians caiu em uma chave nem tão dura quanto as de Grêmio e Palmeiras, nem tão fácil (na teoria) como as de São Paulo e Atlético.

Favorito destacado do torneio ao lado do Boca Juniors – foram os dois melhores times do continente em 2015 -, o Corinthians encara Cerro Porteño, sempre um rival chato lá no Paraguai, o desconhecido Cobresal, que, no entanto, ganhou título no Chile, e possivelmente o Independiente Santa Fé, da Colômbia, se este passar da fase prévia.

Se fizer a lição de casa no alçapão de Itaquera, o Corinthians não terá problemas para passar.


Atlético e Corinthians: matemática e contexto indicam que não haverá empate
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juliogomes

No rádio, ouvi na sexta-feira uma sessão de palpites em que houve unanimidade: o Atlético e Corinthians de domingo acabará empatado. Dois dos colegas (não vem ao caso quem) são corintianíssimos. Como o são tantos amigos que, nos últimos dias, clamaram pelo empate.

É como se apenas dois resultados fossem possíveis no Independência: ou dá Galo e o campeonato respira; ou empata e o campeonato praticamente acaba. Parece que uma vitória corintiana está sendo vista como algo tão distante que nem os próprios torcedores falam dela.

Pois eu vou contra a maré. Na minha visão, o empate é um resultado improvável domingo. Acho muito difícil que aconteça. Ou o Atlético ganha, fica a cinco pontos e renova o sonho. Ou o Corinthians ganha, abre 11 e já abre a champanhe também no vestiário.

Alguns dados aqui.

Os matemáticos da Federal de Minas (aliás, super recomendo o site da UFMG para quem gosta de estatísticas e probabilidades: http://www.mat.ufmg.br/futebol/index.html) dizem que o resultado MENOS provável no domingo é o empate. São 40,55% de chances para o Atlético, 32,27% para o Corinthians e 27,18% para o empate.

No Sportingbet, no entanto, um dos principais sites de apostas do mundo, a coisa é diferente. Vitória atleticana paga 1,80 para 1. O empate paga 3,30. Menos que vitória corintiana, que paga 4,00.

Como mandante, o Atlético é o terceiro melhor time do campeonato. Em casa, ganhou 12, empatou 1 (Santos) e perdeu 3 (Cruzeiro, Grêmio e Atlético-PR). Ou seja, das vezes em que tropeçou, mais perdeu que empatou.

Já o Corinthians, melhor visitante, ganhou 7, empatou 6 e perdeu 3 fora de Itaquera. O líder do campeonato perdeu do terceiro (Grêmio), do quarto (Santos) e do sexto (Inter) quando saiu. Não perdeu do quinto (São Paulo) porque teve um pênalti perdoado no final. E agora encara o segundo colocado.

Ou seja, os empates do Corinthians fora de casa não vieram contra os times imediatamente abaixo dele na tabela.

É claro que para o Corinthians o empate estaria de ótimo tamanho. Mas Tite sabe bem, melhor do que eu, que não conseguirá ficar 90 minutos suportando um 0 a 0, especulando com o resultado. A pressão será grande. O Corinthians precisa de alternativas fortes de contra ataque.

Aliás, foi assim que ganhou por 1 a 0 em Itaquera, no jogo em que alcançou o Atlético ponta. O Galo, que naquele momento era o melhor time do campeonato, foi consideravelmente superior, buscou o resultado, atacou durante metade do primeiro tempo e o segundo tempo inteiro e o Corinthians, em casa, teve nos contra golpes sua melhor arma. Jogou de forma acuada diante da própria torcida.

Se quiser empatar em BH, o Corinthians sairá derrotado e sabe disso. No entanto, se conseguir criar situações, pode sair de lá com uma vitória que não deixará a mínima dúvida sobre o merecimento do campeonato.

O Atlético é um time ofensivo, que se expõe e busca o resultado. Essa é a marca do time sob a batuta de Levir Culpi. Não será diferente contra o líder, em um jogo em que só a vitória interessa para lavar a alma dos torcedores e dos próprios jogadores.

Se o jogo chegar empatado aos 10, 15 minutos finais, o Atlético sairá desesperadamente atrás da vitória, como se fosse um jogo de mata-mata. E o campo se abrirá ao Corinthians. Esse cenário é bastante possível, ainda que seja impossível dizer que ele ocorrerá.

Assim como os matemáticos, e ainda por cima com a fundamental ausência de Elias, considero o Atlético favorito. Mas, assim como os matemáticos, acho que a chance de vitória do Corinthians, acabando com a disputa, é bastante maior que a do empate.

Já se o Atlético ganhar, o campeonato dá uma animada – ainda que considere quase impossível o título não ficar em Itaquera.

Na rodada seguinte teríamos um Corinthians x Coritiba e Figueirense x Atlético, ou seja, chances maiores de tropeço do Galo no papel, mas difícil imaginar vindo de uma vitória no Independência. Na outra rodada, São Paulo x Atlético e Vasco x Corinthians. Se eles estiverem separados por cinco pontos, essa 35a será uma rodada gigantesca. Ou o Corinthians fará um resultado igual ou melhor que o Galo, mantendo a tranquilidade. Ou o Galo diminuirá para dois ou três pontos, e aí a rodada seguinte, a antepenúltima, é de Corinthians x São Paulo e Atlético x Goiás. E aí a coisa se define. Porque a tendência nas últimas duas rodadas é quem estiver na frente ganhar as duas e colocar a faixa.

Se o Atlético ganhar domingo, é bem possível que ganhe as cinco partidas seguintes. E aí a dobradinha contra o Vasco e contra o São Paulo, podendo empatar as duas ou perder uma, selará o título – ou não – do Corinthians.

É uma final, um jogo imperdível no domingo. Se eu fosse apostar na loteria, iria de Atlético. Mas, se tivesse um duplo, seria aberto. E você? Aposta em quem?

 


Brasileirão, rodada 25. Corinthians e Palmeiras são as barbadas
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juliogomes

Na rodada 23, acertei 5 de 10. Lamentável. Na rodada 24, me recuperei. Agora, chegou a 25! Leia, aposte na Loteria Esportiva e depois me conte como foi.

CORITIBA X INTER
Couto Pereira, sábado, 18h30

O Coritiba vive seu melhor momento no campeonato, o que coincide com a chegada de Ney Franco. O Inter está num ganha e perde danado com Argel. Não gostei da postura fora de casa contra Avaí e São Paulo e não vejo por que será diferente desta vez. O Inter ainda não é confiável e especula demais fora. Previsão: EMPATE.

PALMEIRAS X FIGUEIRENSE
Allianz Parque, sábado, 21h

Uma das barbadas da rodada. Depois do ótimo jogo contra o Corinthians, não teria como o Palmeiras repetir a dose com 536 desfalques contra o Inter. Muitos titulares voltam, é um jogo em casa e que mantém o time na briga pelo quarto lugar. Pode ser o grande beneficiado da rodada, já que outros concorrentes têm partidas bem mais duras, como veremos abaixo. Previsão: PALMEIRAS.

CORINTHIANS X JOINVILLE
Itaquera, domingo, 11h

Finalmente o Corinthians joga de manhã. E logo contra um adversário que foi obrigado a jogar na quinta-feira à noite. Será ataque contra defesa e, no momento em que “abrir a lata”, o Corinthians dominará com facilidade. Não duvido que o Joinville venda caro, mas é a barbada do domingo. Previsão: CORINTHIANS.

PONTE PRETA X SANTOS
Campinas, domingo, 11h

Como já disse semana passada, esses jogos do domingo cedo, pelo clima, horário pouco usual, etc, costumam ter resultados estranhos. O Santos é o favorito, apesar de castigado pelo calendário. É um time em ótima fase e em busca de uma improvável vaga na Libertadores. Mas a Ponte está à beira do abismo depois da absurda demissão de Guto Ferreira. Vai conseguir um ponto em casa, até porque tem como hábito complicar a vida do Santos em Campinas. Previsão: EMPATE.

VASCO X ATLÉTICO-PR
Maracanã, domingo, 16h

Eu não me deixo levar pela vitória do Vasco em Campinas. Time ruim é time ruim, não sai ganhando duas, três, quatro seguidas em um campeonato em que nem os líderes conseguem fazê-lo. O Atlético Paranaense é franco favorito, ainda mais no Maracanã, onde enfrentará o Vasco pela primeira vez. Em São Januário, nunca venceu. Na história. Eu já disse que acredito em retrospecto, né? Previsão: EMPATE.

GRÊMIO X SÃO PAULO
Arena Grêmio, domingo, 16h

Já apostei contra o Grêmio na semana passada e não repetirei o erro, ainda mais depois da ótima atuação em Itaquera e da debacle são-paulina em Santos. Não vejo o Grêmio na disputa pelo título, ainda que a matemática me desminta. Vejo o Grêmio juntando pontos que serão preciosos lá na frente, quando voltar à mais realista batalha pela Libertadores. Previsão: GRÊMIO.

CRUZEIRO X ATLÉTICO-MG
Mineirão, domingo, 16h

É o jogo da rodada e que pode ter consequências gigantes para a disputa do título. Uma vitória contra o maior rival mantém (provavelmente) o Atlético a três pontos do Corinthians e dá um impulso anímico importante depois de o time passar por uma fase instável no campeonato. Por outro lado, a derrota pode ser decisiva, devastadora. Para o Cruzeiro, vencer é atrapalhar muito a briga do rival e seria um passo gigante (definitivo) na luta pela salvação. O clássico mineiro tem tido poucos empates nos últimos anos e uma pequena superioridade atleticana. Acredito que o campeonato seguirá vivo. Previsão: ATLÉTICO.

CHAPECOENSE X FLAMENGO
Chapecó, domingo, 16h

O Flamengo é quem menos empata no campeonato e vive essa fase tremenda desde a chegada de Oswaldo. Mas tem três desfalques importantes e enfrenta uma Chapecoense precisando de pontos para não cair de vez na briga do rebaixamento. Chapecó é um lugar duro de ganhar. Previsão: EMPATE.

AVAÍ X GOIÁS
Ressacada, domingo, 18h30

É verdade que o Goiás vive um momento melhor no campeonato. Só que isso aqui é vida ou morte para o Avaí. Está começando a se descolar dentro do Z-4 e é vencer ou vencer em um duelo contra concorrente direto. Fator campo faz a diferença. Previsão: AVAÍ.

SPORT X FLUMINENSE
Arena Pernambuco, domingo, 18h30

Na semana passada eu disse que a previsão racional para Sport e Santos seria o empate, mas que tinha um feeling que o Sport quebraria a série de jogos sem vencer. Pode repetir tudo, só muda o adversário. O racional é o empate. Mas meu palpite é outro. Previsão: SPORT.

E para você? O que vai dar nessa rodada?


Brasileirão, rodada 23. Previsões ousadas e diferença inalterada na ponta
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juliogomes

Seco pra você! Quem ganha, quem perde?

A bola de cristal está limpinha. Quer ver? Isso é o que acredito que vá acontecer na rodada do Brasileirão:

SÃO PAULO X INTERNACIONAL
Morumbi, sábado, 19h30

São Paulo com 557 desfalques, sem seu melhor jogador (Pato). O histórico recente em jogos pelo Brasileiro com mando do São Paulo é extremamente favorável ao Inter (três empates e duas vitórias coloradas). Se o Inter ganhar, entra de vez e com força na briga pelo G-4. Ainda não acho, no entanto, esse time tão confiável assim. Previsão: EMPATE.

VASCO X ATLÉTICO-MG
Maracanã, sábado, 19h30

Lanterna e rebaixado contra vice-líder buscando o título. Palpite fácil, certo? Sei não… O Vasco já caiu, mas alguma satisfação tem de dar a seus milhões de torcedores. E o Galo anda muito nervoso, com certa razão até, mas de tal forma que parece não estar olhando para os problemas no campo. Será que desde quinta-feira os jogadores pensaram e falaram mais de árbitros ou mais do Vasco? Atlético não vence o Vasco no Rio desde 2002 (desde então, seis vitórias vascaínas e três empates). Última vitória no Maracanã foi em 95, pela Copa do Brasil – Levir Culpi era o técnico! Última vitória do Galo sobre o Vasco no Maracanã em Brasileiros foi em 1987, há 28 anos. Eu acredito em histórico e falta de foco. Previsão: EMPATE.

ATLÉTICO-PR X JOINVILLE
Arena da Baixada, sábado, 21h

O Furacão acaba de entrar no G-4 e está jogando com consistência. Na minha visão, a maior barbada da rodada. Previsão: ATLÉTICO-PR.

CRUZEIRO X FIGUEIRENSE
Mineirão, domingo, 11h

O único jogo do Cruzeiro às 11h até agora? Derrota em casa para a Chapecoense. A vitória sobre a Ponte no meio de semana foi importantíssima para dar um alívio ao Cruzeiro, mas teve certo componente de sorte. Acredito que o embalo com técnico novo e o dia a menos de folga que teve o Figueira serão os fatores fundamentais para o magro 1 a 0. Previsão: CRUZEIRO.

CHAPECOENSE X PONTE PRETA
Chapecó, domingo, 11h

Já repararam que os jogos das 11h de domingo sempre têm muito 0 a 0? Salvo algumas exceções, são jogos de poucos gols – e o horário é uma explicação para isso. A Ponte está sofrendo, mas a Chapecoense não vive seu melhor momento. É o “oxo” da rodada. Previsão: EMPATE.

PALMEIRAS X CORINTHIANS
Allianz Parque, domingo, 16h

Para mim, o jogo de previsão mais complicada do fim de semana. O Palmeiras entrou em uma fase de instabilidade, o que torna mais difícil prever os acontecimentos. O Corinthians segue com consistência na liderança e tem a volta de Renato Augusto. Não sei por que, mas algo me diz que teremos mais uma arbitragem para dar o que falar – como sempre. Previsão: EMPATE.

FLUMINENSE X FLAMENGO
Maracanã, domingo, 16h

A fase do Flamengo é superior, o rubro-negro está embalado. O Fluminense, além de estar colecionando maus resultados, pode ter a volta de Ronaldinho – o que me parece ser mais má do que boa notícia. Fred, sim, é quem faz falta. Previsão: FLAMENGO.

GRÊMIO X GOIÁS
Arena Grêmio, domingo, 16h

Últimos três jogos entre eles: três empates. Retrospecto em Porto Alegre nos últimos 20 anos: quatro vitórias gremistas, cinco empates e quatro vitórias do Goiás. É inegável que o Grêmio costuma ter uma pedra esmeraldina no sapato. Além disso, são muitos os desfalques (incluindo Luan, o jogador mais brilhante do time) e o fato de ter um dia a menos de descanso, neste momento do campeonato, tem mais relevância do que parece. Previsão: EMPATE.

AVAÍ X CORITIBA
Ressacada, domingo, 16h

Um dos jogos mais imprevisíveis da rodada e que reúne dois times na zona de rebaixamento, com a famosa água no bumbum. O Coritiba cresceu com a chegada de Ney Franco e passou a apresentar resultados melhores – são cinco jogos sem derrotas, lá se vai um mês. É que são muitos empates, então fica difícil andar para frente. O Avaí só leva mais gols que o Vasco no campeonato. Previsão: CORITIBA.

SPORT X SANTOS
Ilha do Retiro, domingo, 18h30

O Sport não vence há um mês e meio, foram cinco empates e três derrotas no período. É, disparado, quem mais empata no campeonato. Nunca achei que o Sport brigaria por G-4, mas é um time bem armado, com técnico há algum tempo no comando e estas sequências ruins acontecem sempre em um campeonato equilibrado como o Brasileiro. Logo, logo, se mantiver a calma, reencontra o caminho. O Santos é o time mais quente do campeonato. Mas jogou na quinta, antes da longa viagem a Recife, e não tem dois dos “moleques” que mais brilham. O mais óbvio e racional seria prever um empate aqui. Mas algo me diz que a Ilha fará a diferença. Previsão: SPORT.

Sim, sim, sim, podem reclamar, xingar, esbravejar e até… concordar, ora pois! Deixe tuas previsões aqui no blog você também!


Salvação da arbitragem passa por tecnologia e profissionalização
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juliogomes

Júlio Gomes: Desconfiar é legitimo. Acusar é irresponsabilidade

De arbitragem, falaremos a vida toda. Muita gente se pergunta se em outros lugares se fala tanto de arbitragem quanto aqui. Eu digo: na Inglaterra, não. Na Espanha, certamente sim. Ou mais.

No futebol, a arbitragem é muito mais complexa e decisiva que em outros esportes. E é fato que os debates fazem parte da cultura do esporte – mas não pode ser aceitável esse argumento como forma de não buscar o progresso.

Depois de mais essa rodada cheia de erros no Brasileiro e muito ter se falado (e gritado), vão aqui alguns pontos de vista.

1) É legítimo desconfiar de arbitragens. A história de futebol é recheada de roubos e escândalos. Máfia de loteria, de apito, dirigente molhando a mão de jogador, escalação irregular proposital, enfim. Não é que o esporte mais popular do mundo tenha passado em branco durante esses 100 anos. Aliás, tem dirigente da Fifa enjaulado e tem gente fazendo fortuna em casas de apostas lá do outro lado do planeta neste exato momento.

Então não gosto de dois discursos que andei vendo com frequência. O da “arbitragem é honesta e apenas comete erros, sem dolo – até que se prove o contrário” e a pergunta desafiadora: “se não acredita na lisura, por que continua vendo?”.

Oras, não tenho dúvidas de que a maioria esmagadora dos erros sejam apenas isso – erros. Assim como me reservo o direito de desconfiar de alguns deles e não adotar a postura de “é proibido desconfiar se não tiver como provar”. A história suja do futebol me permite isso. Quanto à pergunta… olha, as audiências mostram que bastante gente está, sim, deixando o futebol para lá pois não tem confiança no que está vendo. Eu continuo porque amo o esporte e sou um profissional. Mas eu mesmo estou me reaproximando aos poucos, pois o suspeitíssimo desenlace do campeonato de 2013 ainda me incomoda – e deveria incomodar todos os que se importam com o campeonato.

Sobre o ponto 1 acima, recomendo leitura deste post de Gian Oddi no ESPN.com.br. Concordo integralmente. E vamos ao 2.

2) É leviano e irresponsável falar que o campeonato está comprado pelo Corinthians, que exista esquema, etc. Existe um abismo entre a legitimidade da desconfiança e a certeza e afirmação sem provas.

Cartolas que hoje gritam amanhã estarão quietinhos quando algum erro beneficiar o próprio clube. Aqui, concordo com os corintianos (dirigentes, jogadores, técnico, torcedores, jornalistas, etc) que ficam indignados quando o assunto é tratado dessa forma.

Sim, é verdade que foram cometidos erros em sequência nos jogos do Corinthians e do Atlético Mineiro que fizeram a distância entre os dois ser maior do que deveria.

Mas isso não apaga o fato de o Corinthians estar atravessando uma fase maravilhosa e o Atlético estar sofrendo em seus jogos. Se o Atlético seguir colocando nas arbitragens a culpa de todos os seus males, o campeonato está acabado. Há outros problemas que o Galo precisa resolver que pouco têm a ver com o apito. Já o Corinthians tem mérito, muito mérito.

Era o favorito absoluto ao título quando o campeonato começou (na minha visão). Perdeu jogadores importantes, passou por um momento ruim, se reinventou após o desmanche e não é à toa que lidera o torneio. Não seriam 14 jogos de invencibilidade se tivesse perdido do São Paulo ou do Avaí – se livrou de ambas as derrotas por erros de árbitros. Mas não é a invencibilidade a prova da superioridade corintiana neste momento da competição. Basta ver os jogos.

3) O corintiano fica bravo quando falam em “apito amigo”. Oras. Negar a realidade é uma estupidez. É lógico que o apito sempre foi mais amigo do que inimigo do que Corinthians. Qualquer um aqui pode fazer uma enorme lista de jogos grandes, importantes, em que o Corinthians foi beneficiado nos últimos 20, 30 anos. Já o contrário não é tão fácil. Teve o Amarilla. E… o Amarilla. E… qual mais mesmo?

Só que o Corinthians não é único. O mesmo serve para todos os times grandes do mundo. Real Madrid, Barcelona, Juventus, Flamengo, Boca Juniors, Benfica, etc, etc, etc, etc. Existe uma hierarquia no futebol. E árbitros têm medo.

O árbitro Sandro Meira Ricci em ação

O árbitro Sandro Meira Ricci em ação

Sim, isso mesmo, medo. Eles são humanos. Sujeitos a pressão enorme. E sabem muito bem que errar feio contra poderosos pode ser muito mais prejudicial à carreira (e até à vida, dada a insanidade com que alguns tratam o futebol) do que errar em favor dos poderosos. Na dúvida, sempre para o time da casa. Quem não conhece essa máxima da sobrevivência? Serve da várzea à Copa do Mundo. Na dúvida, sempre para o grandalhão.

Para mim, mais do que qualquer esquema, do passado ou do presente, essa é a grande chave. Árbitros não são devidamente treinados e protegidos. Quando saem do campo, estão sozinhos na selva. Sendo achincalhados em TVs, rádios e shopping centers. Colocando a integridade física da própria família em jogo. Tendo sua idoneidade contestada a cada cinco minutos. Ouvem a mãe sendo xingada até quando dormem. Eles têm MEDO. Eu teria.

E tem mais. Eles têm medo também de verem a carreira prejudicada por erros que incomodem poderosos. Caírem na geladeira ou no ostracismo.

A consequência dos medos todos é, queiram ou não, voluntariamente ou não, um apito muito mais amigo do que inimigo dos grandes/populares/midiáticos.

4) Como fazer para tirar peso da arbitragem no futebol?

Para mim, são dois pontos. Um, mundial. O segundo, mais para a nossa realidade. O primeiro ponto é usar, de vez, o recurso da tecnologia em mais casos durante uma partida. Qualquer pessoa pode observar que em VÁRIAS ocasiões o quarto árbitro canta a bola para o árbitro principal, corrigindo o que poderia ser um erro importante. É o uso extra-oficial da tecnologia, apesar das negativas dos envolvidos.

É necessário oficializar. Para a linha do gol é a coisa mais óbvia. Mas também para linha de fundo, das áreas e, claro, marcação de impedimentos. Sim, é preciso pensar na melhor maneira de usar o replay sem quebrar demais o ritmo de um jogo. Mas entre um ritmo quebrado e um gol anulado equivocadamente por um impedimento mal marcado… me parece não haver discussão.

É caro? Bom, até onde eu sei Fifa e CBF não têm problemas de caixa.

E a segunda coisa é a profissionalização da arbitragem. Não é admissível que todos no futebol sejam profissionais exclusivamente dedicados ao esporte e os árbitros levem a campo preocupações de outra natureza.

Árbitros precisam assistir a centenas de jogos. Daqui, das Américas, da Europa. Precisam observar o que fazem jogadores, suas características de jogo (de queda, de comportamento corporal, disciplina, etc). Precisam se reunir semanalmente, analisando o trabalho de todos e debatendo lances, unificando critérios. Precisam, sim, dar explicações e estar mais expostos ao debate público, justificando decisões, assumindo erros.

É preciso que se faça um trabalho sério de avaliação de árbitros. Não pode ser que, assim como se faz na imprensa, apenas um lance capital aqui ou ali renda geladeira a um profissional. É preciso analisar o conjunto da obra. Que haja uma espécie de pontuação para acertos e erros cometidos durante todas as partidas. E, através de mérito, não nome ou amizades ou sorteios fajutos, árbitros possam subir de divisão e receber a missão de comandar os jogos mais sensíveis. Ou, se errarem muito, serem tirados do cenário.

Não, não vejo a profissionalização da arbitragem funcionando sob comando da CBF. Mas enquanto dirigentes de clubes não pararem de agir como torcedores na mesa do bar e não se sentarem para resolver os problemas importantes do futebol brasileiro, tudo continuará como está.

Com profissionalização e tecnologia, 90% das grandes falhas seriam dizimadas. E seria mais fácil identificar arbitragens realmente estranhas e investigá-las (aqui remeto ao ponto 1 deste mesmo post). Porque juiz que está querendo armar jogo não deixa para dar ou não dar pênalti no último minuto, meu amigo. Há várias táticas mais eficientes e menos espalhafatosas. Edilson já nos ensinou.

Hoje em dia está tudo tão ruim que é muito fácil chamar o ruim de estranho. E daí para a perda total de credibilidade é um passinho.