Blog do Júlio Gomes

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Notórias despedidas na Europa: Calderón, Wenger, Xabi Alonso e Lahm
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juliogomes

O estádio Vicente Calderón já é história. E que história! À beira do rio Manzanares, com uma avenida passando por baixo das tribunas, com uma vista linda da cidade, com grande ambiente, de estádio de futebol de verdade.

O Atlético se despediu de seu estádio vencendo o Athletic Bilbao por 3 a 1. Dois gols de Fernando Torres, el niño, a grande esperança nos anos de vacas magras e que depois voltou em anos muito melhores – que só não foram perfeitos por causa das quatro derrotas seguidas para o Real Madrid em Champions League.

A festa foi maravilhosa. Com gols, aclamação aos velhos ídolos e ao time feminino, campeão nacional.

O Calderón era um estádio ruim para trabalhar, não vou negar. Chato para chegar. A zona mista, nos meus anos lá, pelo menos, era caótica. Ficar no campo era meio arriscado, já caiu radinho de pilha do meu lado. Na tribuna de imprensa, uma escadaria inacabável, chuva no computador… mas a vista da catedral de Almudena e do Palácio Real compensava tudo.

Vai deixar saudades. O Atlético vai jogar do outro lado da cidade, em uma arena dessas ultramodernas. Tomara que não perca o espírito, cada vez mais em falta no futebol-business.

Arsène Wenger é outro que se despede. Talvez do Arsenal, ainda não sabemos. Mas certamente da Champions League, pelo menos por um ano.

Wenger foi o primeiro homem nascido fora das ilhas britânicas a assumir o comando do Arsenal. Isso aconteceu no meio de 1996, há exatos 21 anos. Em sua primeira temporada, o Arsenal acabou em terceiro lugar, mas naquele ano somente os dois primeiros se classificavam para a Champions League.

No ano seguinte, temporada 97/98, o Arsenal conquistou o primeiro de seus três títulos ingleses com Wenger. Nunca ficou fora do G4 e, consequentemente, se classificou 19 vezes seguidas para a máxima competição europeia. Um feito e tanto, ainda mais considerando que no meio disse tudo o clube construiu um estádio novo e não teve tanto dinheiro para contratar, ainda mais se compararmos com clubes milionários controlados por estrangeiros (Chelsea, Manchester City).

Em 2016/2017, o Arsenal acabou pela primeira vez fora dos quatro primeiros na era Wenger. Ficou em quinto, com 75 pontos, mais que os 71 que renderam o vice-campeonato no ano passado. De nada adiantou bater o Everton por 3 a 1 na última rodada da Premier League, já que o Manchester City e o Liverpool venceram seus jogos e acabaram em terceiro e quarto, respectivamente.

Na vitória do Liverpool por 3 a 0 sobre o Middlesbrough, o brasileiro Lucas Leiva entrou a 10 minutos do final e acabou o jogo com a tarja de capitão no braço. Teve toda a pinta de despedida, após 10 anos no clube. Uma carreira de muito respeito. Se algum time brasileiro conseguir trazê-lo, estará fazendo um enorme negócio.

Também na Inglaterra, John Terry se despediu do Chelsea com mais uma vitória e título inglês. Um jogador que nunca teve esse futebol todo que se fala por lá, mas que inegavelmente é um símbolo da era vencedora do Chelsea.

Outros que se despediram, mas do futebol, foram Xabi Alonso e Phillip Lahm, com o fim da temporada do Bayern de Munique – pentacampeão alemão.

Xabi Alonso é um dos jogadores mais subestimados que vimos ao longo das últimas décadas. Enorme participações, dentro e fora de campo, em times históricos: o Liverpool campeão da Europa em 2005, o Real Madrid da Décima em 2014, a Espanha bicampeã europeia e, claro, campeã do mundo em 2010. Sabe demais de futebol, não tenho dúvida que voltará ao cenário europeu em outro cargo logo logo.

Phillip Lahm, o último homem a levantar uma Copa do Mundo, é outro que merece menção. Desafiou a lógica (um baixinho no futebol alemão!), ocupou muitas posições, triunfou com todos os técnicos. Exemplo de atitude e bola.


Gabriel Jesus ajuda Guardiola a salvar a temporada
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juliogomes

Ainda não é matemático. Mas, na prática, o Manchester City garantiu classificação para a próxima Liga dos Campeões da Europa nesta terça-feira, ao vencer o West Bromwich por 3 a 1. O primeiro gol do jogo foi anotado por Gabriel Jesus.
Nestes quatro meses com o City, Gabriel Jesus, com uma lesão no pé no meio do caminho, atuou em nove partidas e fez, com o desta quarta, seis gols. Foram seis vitórias e três empates do time de Guardiola nestes jogos. Dá para concluir que o brasileiro foi importante para salvar a temporada dos Citizens.
Afinal, o City não conseguiu disputar o título inglês, foi eliminado das oitavas da Champions pelo Monaco, na semifinal da Copa da Inglaterra perdeu para o Arsenal e, na Copa da Liga, perdeu para o United de Mourinho. É uma temporada sem título, mas com Champions. Seria trágico para Guardiola acabar seu primeiro ano fora do G4 – o clube esteve no clubinho nas últimas seis temporadas, desde que virou “novo rico”.
Na última rodada (todos os jogos serão às 11h de domingo), o City enfrenta o Watford, 16o colocado e amargando cinco derrotas seguidas. Se vencer, garante o terceiro lugar e a vaga direta na fase de grupos da Champions. Se empatar, será terceiro caso o Liverpool não vença o já rebaixado Middlesbrough por três gols ou mais. Caso contrário, será o quarto e terá de disputar a fase prévia.
A única combinação trágica que deixaria o City fora da Champions: derrota para o Watford, vitórias de Liverpool e Arsenal. E ainda o Arsenal teria de tirar a desvantagem de cinco gols que tem para o City no saldo de gols.
A situação da Premier League:
Já sabemos que Chelsea é campeão e, junto com o Tottenham, estará na fase de grupos da Champions League.
A terceira vaga direta e a quarta (para a fase prévia) estão entre:
 
Manchester City – 75 pontos (saldo +36aq)
Liverpool – 73 pontos (saldo +33)
Arsenal – 72 pontos (saldo +31)
 
Liverpool recebe o Middlesbrough. Penúltimo e já rebaixado. Se vencer, fica pelo menos em quarto. Se tropeçar…
 
Arsenal recebe o Everton, sétimo colocado. Se Liverpool tropeçar, basta ao Arsenal ganhar para ir à Champions. Ou, então ganhar, City perder e tirar esses cinco gols a menos de saldo.
 

Vitória do Arsenal e tropeço do Liverpool embolam briga por G4 na Premier
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Os resultados do domingo embolaram ainda mais a acirrada disputa na Inglaterra por vagas na próxima Liga dos Campeões da Europa.

O Liverpool, um leão contra os grandes ao longo da temporada, voltou a ser um gatinho contra os pequenos. Com direito a pênalti perdido por Milner, o time empatou sem gols, em casa, com o Southampton. Mais tarde, o Arsenal, gatinho contra os grandes e leão contra os pequenos, finalmente venceu um clássico.

Fez 2 a 0 contra o time misto do Manchester United, quebrando uma série invicta de 25 jogos do rival no Campeonato Inglês. Foi também a primeira vez que Arsene Wenger ganhou de um time de José Mourinho na Premier – eram cinco derrotas e sete empates nas 12 partidas anteriores.

O Manchester United joga todas as fichas na tentativa de ser campeão da Europa League. Na quinta, recebe o Celta de Vigo e, após a vitória por 1 a 0 fora de casa na ida, é favorito para chegar à final. Se for campeão da Europa League, entrará na fase de grupos da próxima Champions mesmo que fique fora do G4 da Premier – neste caso, a Inglaterra teria cinco times na competição.

Situação da Premier League faltando duas semanas para o encerramento da competição:

1) Chelsea 81 pts
Duas vitórias em quatro jogos bastam para o título. Enfrenta Middlesbrough (c) nesta segunda e abre a rodada seguinte contra o West Brom (f), na sexta. Já tem tudo para ser campeão nesta semana;

2) Tottenham 77 pts
Mais uma ótima campanha, mas será mesmo vice-campeão. Tem mais três jogos a fazer e só pode chegar a 86 pontos;

A briga pelas últimas 2 vagas na Champions League:

3) Liverpool 70 pts (saldo +29)
Pega West Ham (f), Middlesbrough (c). Se vencer ambas, está na Champions, pelo menos em quarto lugar. Dependeria dos resultados do City para ficar em terceiro e entrar direto na fase de grupos. Possível que chegue ao jogo de domingo contra o West Ham atrás do City e só um ponto na frente do Arsenal na tabela. Muita pressão para cima do time, que não tem mais margem para tropeços;

4) Manchester City 69 pts (saldo +33)
Pega Leicester (c), West Brom (c), Watford (f). Se vencer as três, acaba em terceiro e vai direto para a Champions. Se vencer duas das três, pelo menos se garante em quarto lugar, já que tem saldo de gols bem superior ao do Arsenal. É quem está em melhor posição;

5) Manchester United 65 pts (saldo +24)
Pega Tottenham (f), Southampton (f), Crystal Palace (c). G4 é quase impossível, teria de vencer as três e torcer por tropeços de todos os outros rivais. Aposta as fichas em ganhar a Europa League e entrar, assim, como um quinto inglês na próxima Champions;

6) Arsenal 63 pts (saldo +24)
Pega Southampton (f), Stoke (f), Sunderland (c), Everton (c). Esperanças renovadas. Precisa vencer os quatro jogos restantes e torcer ou por um tropeço do Liverpool ou por dois tropeços do City. Difícil, mas não impossível. O primeiro passo é ganhar seu jogo atrasado, na quarta-feira.

Jogos dos ingleses nesta semana:

Segunda 16h: Chelsea x Middlesbrough
Quarta 15h45: Southampton x Arsenal
Quinta 16h: Manchester United x Celta (Europa League)
Sexta 16h: West Bromwich x Chelsea

Fim de semana que vem:

Sábado: 8h30 Manchester City x Leicester, 13h30 Stoke x Arsenal
Domingo: 10h15 West Ham x Liverpool, 12h30 Tottenham x Manchester United

 


Juventus e Feyenoord podem ser campeões no fim de semana europeu
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juliogomes

O Bayern de Munique já garantiu o título na Alemanha. Neste fim de semana, Juventus, na Itália, e Feyenoord, na Holanda, podem garantir títulos domésticos nesta reta final de campeonatos europeus.

A Juve, virtual finalista da Liga dos Campeões da Europa, tem tudo para conquistar um inédito hexacampeonato italiano. Nunca um clube ganhou a Série A seis vezes seguidas.

A própria Juve conquistou o penta entre 1931 e 35, feito também conseguido pelo super Torino dos anos 40, antes do acidente de avião que vitimou o time inteiro. Mais recentemente, a Inter ganhou cinco títulos seguidos, mas em circunstâncias especiais (o primeiro dos cinco, em 2006, foi herdado após o escândalo extra-campo que tirou o título da Juventus e a mandou para a Série B).

Para ser campeã 2016/2017 com três rodadas de antecipação, a Juventus precisa vencer o dérbi da cidade contra o Torino, no sábado. No domingo, a vice-líder Roma tem um duro clássico fora de casa contra o Milan. Se a Juve ganhar e a Roma tropeçar, o hexa estará decidido. A rodada seguinte, a antepenúltima, tem justamente o duelo entre Roma e Juventus na capital.

Em seu estádio, a Juve ganhou os 17 jogos que fez no campeonato. Se juntarmos com a temporada passada, são 33 vitórias seguidas em partidas de Série A no Juventus Stadium. Em agosto de 2015, a Juve perdeu pela última vez em casa: 0-1 para a Udinese. Em setembro, empatou os dois jogos seguintes, 1-1 com Chievo e Frosinone. De lá para cá, só ganhou.

Se contarmos todas as competições, são 43 vitórias e 6 empates desde aquela derrota para a Udinese. A Juve pode chegar no sábado, portanto, a 50 jogos de invencibilidade em casa. E, ironicamente, comemorar o inédito hexa no sofá, no domingo.

RENASCIMENTO

Na Holanda, o Feyenoord pode quebrar um jejum incômodo de 18 anos sem um título da liga nacional. Para isso, basta vencer o Excelsior (13o colocado) no domingo de manhã. Como tem quatro pontos de vantagem para o Ajax, mesmo que tropece ainda terá a chance de ser campeão jogando em casa na última rodada.

O Feyenoord é o grande time de Roterdã, a segunda cidade do país. Foi o primeiro clube holandês a ganhar a Copa dos Campeões e a Copa Intercontinental (1970). Também foi o primeiro a ganhar a Copa da Uefa, em 1974 (depois repetiria a dose em 2002, o último grande momento do clube, ainda tempos de Van Persie).

Até o meio da década de 70, era o grande rival do Ajax. Enquanto o gigante de Amsterdã tinha 16 títulos nacionais, o Feyenoord tinha 11, e o PSV Eindhoven tinha só 4. Desde então, no entanto, o Ajax ganhou outros 17 campeonatos (soma 33), o PSV ganhou 19 (soma 23) e, o Feyenoord, apenas 3 (está a ponto de ganhar o 15o título no total).

Depois de uma grave crise financeira, o Feyenoord conseguiu acertar as contas nos últimos cinco anos. E, na temporada passada, fez um aposta alçando o ex-lateral Giovanni Van Bronckhorst ao cargo de técnico – seu primeiro como treinador principal de uma equipe.

Gio era titular do Barcelona de Ronaldinho, campeão da Europa em 2006, e chegou a fazer gol em semifinal de Copa do Mundo – 2010, contra o Uruguai. A final daquela Copa, perdida para a Espanha, foi seu último jogo como atleta profissional. Gio foi assistente de Koeman no Feyenoord antes de assumir o cargo principal.

Logo em sua primeira temporada, ano passado, quebrou um jejum de oito anos sem títulos com a conquista da Copa da Holanda. E, agora, está a ponto de quebrar o jejum de 18 anos sem ganhar a competição principal do país.

O Feyenoord foi cirúrgico no mercado do verão europeu, trazendo alguns jogadores de pouco nome e fama, mas que encaixaram bem com os jovens que subiram da base. O melhor exemplo é o atacante dinamarquês Nicolai Jorgensen, de 26 anos. Foi comprado por 3,5 milhões de euros após boas temporadas no Copenhagen e hoje é avaliado em 9 milhões. Ele é o artilheiro do Holandês, com 21 gols em 30 jogos.

OUTROS CAMPEONATOS

Na Inglaterra, o Chelsea tende a dar mais um passo rumo ao título. Na segunda-feira, recebe o penúltimo colocado e virtual rebaixado Middlesbrough. O Tottenham, que está quatro pontos atrás, quer seguir pressionando e enfrenta nesta sexta o West Ham, fora de casa, em um dérbi londrino.

O grande jogo da Premier no fim de semana será o clássico entre Arsenal e Manchester United, domingo, às 12h. Se o Arsenal não vencer, estará praticamente descartado do G4 e da classificação para a Champions League (não fica fora desde 1997/1998, segunda temporada de Wenger no clube). Wenger, por sinal, nunca venceu um jogo de Premier League contra times de José Mourinho (sete empates e cinco derrotas).

Na Espanha, o Barcelona entrará em campo para enfrentar o Villarreal, quinto colocado. Jogo perigoso, já que o Villarreal já ganhou do Atlético e empatou com o Real Madrid e com o Sevilla fora de casa na temporada. É a segunda melhor defesa do campeonato. Logo depois, o Real pega o já rebaixado Granada. O time reserva, que vem se mostrando para lá de confiável, tentará a sexta vitória em seis “missões” fora de casa. Cristiano Ronaldo, por exemplo, nem viajou a Granada. Após o atropelo diante do Real na Champions, o Atlético de Madri joga por uma vitória contra o Eibar para se garantir, de novo, na Liga dos Campeões da próxima temporada.

Na Alemanha, o Bayern de Munique celebrará o título em casa contra o lanterna e rebaixado Darmstadt. Promessa de uns 10 a 0. O grande jogo do sábado (10h30) é entre o quarto colocado, Borussia Dortmund, e o terceiro, Hoffenheim. Os times estão separados por apenas um ponto, e chegar em terceiro significa não jogar fase prévia da próxima Champions League.

Na França, Monaco e PSG enfrentam penúltimo e último, respectivamente. Mas são jogos complicadinhos, pois a rabeira da tabela está toda embolada e esses times jogam a vida. O PSG deve passar em casa pelo Bastia no primeiro jogo do sábado (12h) e novamente alcançar o Monaco em pontos – mas ainda ficar muito atrás no saldo de gols e com dois jogos a mais. O Monaco precisa esquecer a derrota para a Juventus quando entrar em campo para enfrentar o Nancy (15h), fora de casa.

Por fim, em Portugal faltam três rodadas e o Benfica tem três pontos de vantagem para o Porto – que empatou demais ao longo do campeonato. Os dois times jogam fora de casa: o Porto com o Marítimo (sexto) no sábado, o Benfica com o Rio Ave (sétimo) no domingo. Difícil imaginar que o Benfica fique sem o tetracampeonato.

 


Ligas europeias entram na reta final com mês recheado de clássicos
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juliogomes

Passada a última pausa da temporada europeia para jogos de seleções, o “vírus Fifa” deixou os grandes clubes em paz desta vez. Chegamos à reta final dos campeonatos e o mês de abril reservas grandes clássicos em todas as ligas.

Já neste fim de semana, PSG e Monaco decidem a Copa da Liga da França (sábado 15h45). Benfica e Porto se enfrentam pela liderança (e, possivelmente, o título) em Portugal (sábado 16h30). Schalke 04 e Borussia Dortmund fazem o clássico do Vale do Ruhr, nesta que é considerada a maior rivalidade da Alemanha (sábado 10h30). Na Itália, em outro clássico de grande rivalidade, o Napoli recebe a Juventus no domingo (15h45). E a rodada da Premier League tem clássico de Liverpool no sábado (8h30) e o confronto entre os criticados Wenger e Guardiola no domingo (12h).

A Champions League tem quartas de final em 11/12 e 18/19 de abril, com Bayern-Real Madrid, Juventus-Barcelona, Dortmund-Monaco e Atlético de Madri-Leicester.

Veja o que ainda está em jogo nos principais países:

INGLATERRA

O Chelsea chega às 10 rodadas finais com uma enorme vantagem de pontos. São 69 contra 59 do Tottenham, 57 do Manchester City, 56 do Liverpool, 52 do Manchester United, 50 de Arsenal e Everton. O título vai ficar com os “blues”, mas a disputa pelas vagas na próxima Liga dos Campeões promete.

Já neste sábado, tem o “Merseyside Derby”, o clássico de Liverpool. Jogando em seu estádio, o Liverpool não perde para o Everton desde 1999. Depois disso, no entanto, o Liverpool, assim como o Tottenham, tem uma tabela mais tranquila.

Após a decepcionante eliminação nas oitavas de final da Champions, o Manchester City, de Guardiola, vai a Londres enfrentar o Arsenal, domingo, e o Chelsea, na próxima quarta. O Chelsea ainda joga o clássico contra o United, em Manchester, no dia 16. Aliás, o United, de Mourinho, que já ganhou a Copa da Liga Inglesa, ainda está vivo na Liga Europa, onde enfrenta o Anderlecht nas quartas de final e é o grande favorito ao título.

Principais jogos de abril:
1/4 Liverpool-Everton
2/4 Arsenal-Man City
5/4 Chelsea-Man City
16/4 Man United-Chelsea (Mou vs Conte)
22/4 Chelsea-Tottenham (semi Copa da Inglaterra)
23/4 Arsenal-Man City (semi Copa da Inglaterra)
27/4 Man City-Man United (Mou vs Pep)
30/4 Tottenham-Arsenal, Everton-Chelsea

ESPANHA

O Real Madrid tem o controle da Liga, pois soma dois pontos a mais que o Barcelona (65 a 63), tem ainda um jogo a menos e joga o clássico do returno no Santiago Bernabéu. Mas os dois gigantes têm duelos complicadíssimos na Liga dos Campeões logo antes do superclássico e o Campeonato Espanhol está mais equilibrado. Os gigantes já tropeçaram e ainda podem tropeçar mais vezes.

O Atlético de Madri, em quarto, com 55 pontos, está mais focado na Champions, mas adoraria fazer um grande dérbi contra o Real antes dos duelos contra o Leicester. O Sevilla, com 57, tentará se manter entre os quatro e não perder Jorge Sampaoli para a seleção argentina.

Principais jogos de abril:
5/4 Barcelona x Sevilla
8/4 Real Madrid-Atlético de Madri
(11/4 Juventus-Barça, 12/4 Bayern-Real, Atlético-Leicester na Champions)
(18/4 Real-Bayern e Leicester-Atlético, 19/4 Barça-Juventus na Champions)
23/4 Real Madrid-Barcelona
29 ou 30/4 Real Madrid-Valencia, Espanyol-Barcelona

ALEMANHA

O Bayern de Munique conquistará o inédito pentacampeonato, disso ninguém duvida. Tem folga na Bundesliga e poderá até poupar jogadores nos jogos próximos ao duelo contra o Real Madrid pela Liga dos Campeões – ainda que sejam jogos complicados. São 62 pontos na tabela, 13 a mais que o surpreendente RB Leipzig e 16 a mais que o Borussia Dortmund.

Depois de perder o clássico para o Borussia em Dortmund, em novembro, o Bayern engatou 12 vitórias e 2 empates no Alemão. Somando todas as competições, são 19 jogos e quatro meses sem perder. Em abril, o Bayern terá duas oportunidades de se vingar (ou não) de seu maior rival doméstico, que também está vivo na Champions.

Principais jogos de abril:
1/4 Schalke 04-Dortmund
8/4 Bayern-Dortmund
(11/4 Dortmund-Monaco, 12/4 Bayern-Real na Champions, 13/4 Ajax-Schalke na Europa League)
15/4 Bayer Leverkusen-Bayern
(18/4 Real-Bayern, 19/4 Monaco-Dortmund na Champions, 20/4 Schalke-Ajax na Europa League)
26/4 Bayern-Dortmund (semifinal da Copa da Alemanha, jogo único)

ITÁLIA

Assim como Chelsea e Bayern de Munique, a Juventus tem folga na liderança. Será o sexto Scudetto consecutivo, um feito inédito e histórico. Faltando nove rodadas para o final, a Juve lidera com 73 pontos, são 8 a mais que a Roma e 10 a mais que o Napoli. Foram 24 vitórias em 29 jogos até agora.

O mês de abril começa com dois duelos contra o Napoli, um pelo campeonato, outro pela Copa. São jogos de muita rivalidade e tensão entre times e torcidas. É o sul contra o norte, um duelo de muito simbolismo.

Jogando em seu estádio pelo Campeonato Italiano, a Juventus soma 31 vitórias consecutivas, juntando a atual com a temporada passada. Não empata desde um 1 a 1 com o Frosinone, em setembro de 2015. Não perde desde o primeiro jogo da temporada 15/16, 0-1 para a Udinese, em agosto de 2015. Somando todas as competições, são 46 jogos de invencibilidade no Juventus Stadium. Impressionante.

Lazio, com 57, Inter e Atalanta, com 55, e Milan, com 53 pontos, ainda tentam alcançar Roma (65) e Napoli (63) pelas vagas na próxima Champions.

Principais jogos de abril:
2/4 Napoli-Juventus
4/4 Roma-Lazio (semi Coppa Itália, Lazio fez 2-0 na ida)
5/4 Napoli-Juventus (semi Coppa Itália, Juve fez 3-1 na ida)
9/4 Lazio-Napoli
(11/4 Juventus-Barça na Champions)
15/4 Internazionale-Milan
(19/4 Barça-Juventus na Champions)
29 ou 30/4 Roma-Lazio, Internazionale-Napoli

FRANÇA

Depois da virada sofrida na Liga dos Campeões para o Barcelona, restam ao Paris Saint-Germain as competições domésticas. A parada está dura na Ligue 1. Em busca do pentacampeonato, o PSG, com 68 pontos, está 3 atrás do Monaco – dono do melhor ataque da Europa na temporada.

O Monaco, que superou o City de Guardiola e está nas quartas de final da Champions, fez 129 gols em 48 partidas oficias, média de 2,7. É um time super agradável de ver jogar e que vai vender caro o título francês, que não conquista desde o ano 2000.

Logo de cara, neste sábado, PSG e Monaco se enfrentam em Lyon pelo título da Copa da Liga da França. É a competição menos importante da temporada, mas que ganhou peso justamente pelo confronto direto entre as duas forças do país. Nos dois jogos entre eles pela Ligue 1, o Monaco fez 3 a 1 em casa e empatou por 1 a 1 em Paris (com gol nos acréscimos).

Eles também estão vivos na Copa da França e tem jogos relativamente fáceis no meio da semana que vem. Podem se enfrentar nas semifinais ou em uma eventual nova decisão.

O Nice, de Balotelli, ficou para trás na tabela e soma 64 pontos, sete a menos que o Monaco. Mas deve conseguir vaga na Champions, pois tem 14 a mais do que o Lyon, o quarto colocado. O Lyon ainda está vivo na Europa League e enfrenta nos dias 13 e 20 de abril o Besiktas, líder do Campeonato Turco, por uma vaga nas semifinais.

PORTUGAL

Também neste sábado, Benfica e Porto fazem o superclássico em Lisboa. O Benfica lidera o campeonato com 64 pontos, apenas 1 a mais que o Porto – ambos foram eliminados nas oitavas de final da Liga dos Campeões.

Depois do clássico, faltarão sete rodadas para o fim do campeonato. Como Benfica e Porto costumam ganhar praticamente todos os seus jogos em Portugal, o duelo direto é uma verdadeira decisão. Ainda em abril, no dia 22, o Benfica faz o dérbi de Lisboa contra o terceiro colocado, no estádio do Sporting.


Bola aérea, de novo, salva o Real Madrid. É o Zidanebol
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juliogomes

A coisa estava feia para o Real Madrid em Nápoles. O Napoli não só vencia ao final do primeiro tempo, mas havia perdido gols e dominava totalmente a partida. O Real estava sonolento, descompactado e distante.

Com os 3 a 1 do Real na ida, bastava ao Napoli ganhar por 2 a 0 para operar o milagre. Era meio caminho andado.

Mas aí veio o segundo tempo, vieram os escanteios, vieram os gols de Sergio Ramos. Assim como na final da Champions-2014, assim como no clássico do Camp Nou no fim do ano passado, assim como em tantas outras ocasiões.

A bola alçada na área virou a maior arma do Real Madrid de Zidane. O amigo Vítor Birner, também blogueiro aqui do UOL, apelidou de “Zidanebol”. E está difícil discordar.

Não sou aqui um saudosista daqueles que ficam clamando pelo “jogo bonito”. Apenas considero que um time como o Real Madrid precisa ter mais repertório. Um time que passa tão perto do desastre, como em Villarreal, como contra o Las Palmas, como em Nápoles, uma hora se encontra com ele.

Faltam opções, falta futebol. Os meio campistas estão distantes entre eles e também dos atacantes. Cristiano Ronaldo recebe bolas de menos para alguém importante demais. Em Nápoles, Sergio Ramos salvou de novo. Não sei se o bi da Champions virá com uma forma tão unidimensional de conseguir vitórias.

Real Madrid e Bayern de Munique são os “nomões” vivos na Champions, se considerarmos que o Barcelona dificilmente passará do PSG. Mas como colocar na mesma prateleira Real e Bayern neste exato momento?

O Bayern, depois dos dois 5 a 1 sobre o Arsenal e das goleadas na Alemanha entrou em uma fase sublime. É um time que tem craques em todas as linhas, um craque no banco (Ancelotti), todas as armas necessárias para voltar a ser campeão europeu.

E o Arsenal?

Até fez um primeiro tempo digno. Depois, com a expulsão e o empate, sucumbiu. Os primeiros 10 anos de Wenger mudaram o patamar do clube. Hoje, o Arsenal não mete medo em ninguém. São sete eliminações seguidas em oitavas de final, nenhuma mais humilhante do que esta. Já deu para o francês.

 


Vitórias no sábado fazem Barça e Napoli sonharem com milagre europeu
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juliogomes

Terça-feira, Napoli x Real Madrid e Arsenal x Bayern de Munique. Quarta-feira, Barcelona x PSG e Borussia Dortmund x Benfica. Esta é a agenda da semana na Liga dos Campeões da Europa, que vai definir os quatro primeiros classificados para as quartas de final. E os jogos de ontem, pelas ligas domésticas, nos dão algumas pistas do que vêm pela frente. Sete dos oito envolvidos venceram.

O Barcelona e o Arsenal são os que têm aquela que é considerada por quase todos uma missão impossível. O Barça levou 4 a 0 do PSG em Paris, enquanto o Arsenal foi atropelado pelo Bayern em Munique, 5 a 1. De três semanas para cá, a esperança de  em um confronto, aumentou em outro.

Da goleada de Paris para cá, muita coisa aconteceu pelos lados do Barcelona. Luís Enrique anunciou que não será mais técnico do clube na próxima temporada e aproveitou para mudar o sistema de jogo, alterado para uma espécie de 3-1-5-1 que fez o time criar mais volume de jogo – mas que ainda não foi verdadeiramente testado atrás.

O fato é que o Barcelona ganhou quatro jogos seguidos e assumiu a liderança na Espanha – apesar de ainda ter um jogo a mais que o Real Madrid. De alguma forma, o Barça faz parecer que a virada na Champions é possível.

O PSG, por sua vez, tropeçou em casa contra o Toulouse e sofreu para avançar na Copa da França e para ganhar, ontem, do modesto Nancy – precisou de um gol de pênalti no final. Mas, no meio de tudo isso, meteu 5 a 1 no Olympique, em Marselha.

Como o Barça não está mais animicamente destroçado e o novo sistema parece ter feito o time melhor, é plausível considerar que a diferença exposta em Paris não exista no Camp Nou.

O mesmo não se pode dizer do duelo entre Arsenal e Bayern. Não parece haver a menor chance de reversão de placar neste duelo.

No sábado, o Arsenal levou 3 a 1 do Liverpool, após um primeiro tempo patético e com o time pessimamente escalado por Arsène Wenger, que deixou Alexis Sánchez no banco. O Arsenal só ganhou um jogo grande na temporada, no primeiro turno do Inglês contra o Chelsea. Fora isso, foi só desastre.

Já o Bayern, que chegou a dar algumas derrapadas no começo da temporada e era mais econômico com Ancelotti do que foi com Guardiola, de repente engatou uma quinta marcha impressionante. Empatou com o Hertha, em Berlim, e depois ganhou três jogos seguidos fazendo 14 gols e sofrendo nenhum – ontem, foram 3 a 0 no Colônia, fora de casa, sem maiores problemas.

Parece mais provável uma nova goleada do Bayern em Londres do que qualquer tipo de drama.

Drama é o que podemos ver em Nápoles. O Real Madrid venceu a partida de ida por 3 a 1. Naquele momento, já começava a receber críticas por seu jogo, mas deu um murro na mesa fazendo uma boa apresentação contra o Napoli.

Depois disso, perdeu para o Valencia um jogo atrasado pelo Espanhol. Ganhou do Villarreal virando o jogo com dois gols nos minutos finais – um deles com um pênalti bisonhamente marcado – e, por fim, arrancou um empate em casa com o Las Palmas também com dois gols no fim. Perdeu a liderança do campeonato e passou a gerar mais dúvidas que certezas.

Ontem, com um time misto, sem Cristiano Ronaldo, Bale, Kroos, Marcelo, Carvajal e Varane, respondeu fazendo 4 a 1 no Eibar, em um campo difícil, fora de casa. Mas o time que jogou era bem diferente do que entrará em campo no quentíssimo estádio San Paolo terça-feira.

O Napoli é um time goleador. Foi corajoso no Bernabéu, conseguiu o gol que queria e por pouco não saiu com uma derrota por 3 a 2. Depois daquela partida, perdeu para a Juventus por 3 a 1 na Copa da Itália, em um jogo com polêmicas de arbitragem, perdeu em casa para a Atalanta no Italiano e parecia rumar ladeira abaixo.

Mas a vitória de sábado sobre a Roma, em pleno estádio Olímpico, enche a torcida de esperanças. Foi um jogaço do Napoli, completo e contra um rival direto pelo vice-campeonato. Jogo para mostrar que há vida, que o time tem bola, que o ataque de baixinhos (Mertens, Insigne e Callejón) segue funcionando. É um franco atirador.

O Real Madrid de Zidane não joga bem há tempos, a bola não para no meio de campo e a defesa sofre. A correria napolitana, se resultar em algum gol logo no início, pode fazer a eliminatória ferver.

Por fim, Borussia Dortmund e Benfica, um duelo que teve vitória portuguesa por 1 a 0 na ida, com trocentos gols feitos e um pênalti perdidos pelos alemães.

Desde o jogo de ida, o Borussia espantou a má fase, ganhou três seguidas na Bundesliga, fazendo 12 gols nestes jogos. Ontem, meteu 6 a 2 no Bayer Leverkusen. É um claro favorito contra o Benfica, que lidera em Portugal, mas com vitórias apertadas – ontem, ganhou do Feirense por apenas 1 a 0.

Dos oito times que entram em campo pela Champions, portanto, sete venceram no sábado – sendo cinco delas vitórias maiúsculas. Só o Arsenal perdeu. A semana promete.


Bayern humilha e pode ter decretado o fim da era Wenger
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É um dos debates mais quentes da Inglaterra. Arsène Wenger ficará ou não no Arsenal?

Os 5 a 1 sofridos em Munique nesta quarta-feira foram humilhantes. Mais do que o placar, apenas um time jogou. O Bayern teve 70% de posse de bola. Talvez (não tenho como pesquisar esse dado rapidamente) nunca um time de Wenger tenha tido tão pouco a bola.

O Bayern já dominava completamente quando o Arsenal achou o empate em um pênalti bobo. No segundo tempo, foi um atropelamento. Quatro gols, outros tantos perdidos, parecia profissional contra amador.

O francês chegou em 1996 e mudou a história do Arsenal. Transformou um clube perdedor, irrelevante no cenário europeu e que era conhecido por jogar “feio” em uma coisa completamente diferente. O Arsenal virou sinônimo de “futebol bonito”. Em 20 anos, ganhou outro DNA.

Ganhou também títulos. Foram três Premier Leagues logo de cara, em 98, 2002 e 2004 (esta, de forma invicta). A Copa da Inglaterra em 98, 2002, 2003 e 2005. Final europeia em 2006 – aquele gol de Belletti, lembram?

Desde o segundo ano de Wenger no Arsenal, o clube se classificou para TODAS as Ligas dos Campeões da Europa – são 19 participações consecutivas. Isso permitiu à instituição fazer dinheiro, mesmo sem ter recebido aportes bizarros de russos ou árabes. Permitiu ao clube construir um estádio novo e maior, fazer a marca virar mundial.

O Arsenal passou da fase de grupos das últimas 14 Champions. Só que, com os 5 a 1 que levou do Bayern de Munique, é plausível imaginar que o Arsenal será eliminado pela sétima vez consecutiva nas oitavas de final. E lembra aqueles títulos todos que eu citei acima, nos 10 primeiros anos de Wenger? Eles minguaram. Foram duas Copas da Inglaterra, em 2014 e 2015. Dez anos seguidos chegando em terceiro ou quarto na Premier, sem chance de título.

O Arsenal perdeu a graça.

E Wenger, é bem possível, tenha que perder o emprego.


Gol sofrido no fim mais ajuda que atrapalha o Real Madrid
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O Real Madrid levou um gol de Reus aos 43 do segundo tempo, empatou por 2 a 2 com o Borussia Dortmund e acabou ficando em segundo no grupo F da Champions League.

Má notícia? Na minha visão, longe disso. O Real atinge 34 jogos de invencibilidade com Zidane no comando, igualando uma marca história estabelecida em 1988-89, e deve superar o recorde no fim de semana, em casa, contra o La Coruña.

De quebra, ao ser segundo, diminui as chances de enfrentar uma “pedreira” nas oitavas de final. É verdade que decidirá fora de casa a vaga nas quartas, mas isso é muito relativo. Se fizer um bom resultado na ida, no Bernabéu, decidir fora nem é mau negócio.

Sendo segundo colocado no grupo, o Real Madrid será sorteado contra um dos primeiros colocados – não pode, no entanto, enfrentar times do mesmo país ou do mesmo grupo em que jogou a fase inicial.

Portanto, o Real enfrentará nas oitavas um destes cinco times: Arsenal, Juventus, Napoli, Monaco ou Leicester. Se colocarmos Arsenal e Juve na lista de favoritos ao título, o Real tem 40% de chances de pegar uma pedreira, contra 60% de chances de pegar um rival mais fraco. Não digo que Napoli, Monaco e Leicester sejam galinhas mortas, mas é difícil imaginar um destes três eliminando o Real de Zidane na Champions.

Se não tivesse levado o gol do Dortmund no fim, o Real enfrentaria um destes seis: Bayern de Munique, Manchester City, PSG, Benfica, Porto ou Bayer Leverkusen. Ou seja, 50% de chances de enfrentar um favorito ao título. E Bayern, City e PSG, creio, são mais fortes que Arsenal e Juventus.

Não acredito que levar um gol no fim tenha sido estratégia – não foi o que o jogo nos contou, e o Real colocou os titulares em campo. Apenas que há males que vêm para bem.

Como não houve nenhuma grande zebra na fase de grupos, não há nenhuma “baba” nas oitavas. Os segundos colocados como Porto, Benfica, Sevilla ou Napoli são clubes que, se não têm o mesmo orçamento dos gigantes e não devem brigar por título, têm camisa, bons jogadores e podem fazer alguma graça no mata-mata contra algum desavisado.

O Barcelona pode enfrentar Bayern, PSG, Porto, Benfica ou Bayer Leverkusen.

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Vamos agora aos classificados para as oitavas na Champions e quais os possíveis adversários que podem sair do sorteio de segunda-feira:

Grupo A
Arsenal – Benfica, Bayern de Munique, Bayer Leverkusen, Real Madrid, Porto, Sevilla
PSG – Napoli, Barcelona, Atlético de Madri, Borussia Dortmund, Leicester, Juventus
*Ludogorets na Liga Europa

Grupo B
Napoli – PSG, Manchester City, Bayern de Munique, Bayer Leverkusen, Real Madrid, Porto, Sevilla
Benfica – Arsenal, Barcelona, Atlético de Madri, Monaco, Borussia Dortmund, Leicester, Juventus
*Besiktas na Liga Europa

Grupo C
Barcelona – PSG, Benfica, Bayern de Munique, Bayer Leverkusen, Porto
Manchester City – Napoli, Atlético de Madri, Monaco, Borussia Dortmund, Juventus
*Borussia Moenchengladbach na Liga Europa

Grupo D
Atlético de Madri – PSG, Benfica, Manchester City, Bayer Leverkusen, Porto
Bayern de Munique – Arsenal, Napoli, Barcelona, Monaco, Leicester, Juventus
*Rostov na Liga Europa

Grupo E
Monaco – Benfica, Manchester City, Bayern de Munique, Real Madrid, Porto, Sevilla
Bayer Leverkusen – Arsenal, Napoli, Barcelona, Atlético de Madri, Leicester, Juventus
*Tottenham na Liga Europa

Grupo F
Borussia Dortmund – PSG, Benfica, Manchester City, Porto, Sevilla
Real Madrid – Arsenal, Napoli, Monaco, Leicester, Juventus
*Legia Varsóvia na Liga Europa

Grupo G
Leicester – PSG, Benfica, Bayern de Munique, Bayer Leverkusen, Real Madrid, Sevilla
Porto – Arsenal, Napoli, Barcelona, Atlético de Madri, Monaco, Borussia Dortmund, Juventus
*Copenhagen na Liga Europa

Grupo H
Juventus – PSG, Benfica, Manchester City, Bayern de Munique, Bayer Leverkusen, Real Madrid, Porto
Sevilla – Arsenal, Napoli, Monaco, Borussia Dortmund, Leicester
*Lyon na Liga Europa


Última rodada da Champions: pouco em jogo e Real atrás de marca histórica
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juliogomes

A Uefa Champions League chega à última rodada da fase de grupos com poucos jogos realmente importantes. Nenhum dos favoritos ao título está contra a parede – pelo contrário, estão todos já classificados para as oitavas de final antecipadamente.

Barcelona e Atlético de Madri (um time finalista de duas das últimas três edições precisa entrar na lista de favoritos) garantiram a primeira posição de seus grupos. Paris Saint-Germain e Juventus precisam apenas de vitórias que devem acontecer sem problemas, sobre Ludogorets (Bulgária) e Dínamo de Zagreb (Croácia), respectivamente.

O Real Madrid é quem ainda depende de uma vitória sobre o bom time do Borussia Dortmund para se garantir em primeiro.

O Manchester City ficou em segundo no grupo do Barça. O Bayern de Munique ficou em segundo no grupo do Atlético. E, se tudo ocorrer normalmente, o Arsenal será o segundo do grupo do PSG.

Para o Real Madrid, portanto, ser primeiro significa uma chance grande de pegar um destes três logo nas oitavas. Já se ficar em segundo, o Real pode pegar Juve ou PSG, é verdade, mas pode também enfrentar Monaco ou Leicester ou o primeiro do grupo de Benfica e Napoli.

Além de decidir o mata-mata das oitavas em casa, ser primeiro muitas vezes é a garantia de fugir de uma pedreira logo na primeira fase eliminatória. Desta vez, não é o caso. Isso se deu pela formatação dos grupos, muitos com duas forças.

Com isso, não quero dizer que o Real poupará jogadores ou atuará com o freio de mão puxado. A história madridista não permite isso. Por falar em história, o Real está a um jogo de chegar a 34 partidas de invencibilidade, igualando a maior marca já estabelecida pelo clube, em 1988-89 (geração de Butragueño e companhia, a “Quinta del Buitre”).

Se não perder na Champions, o Real Madrid terá outro jogo no Santiago Bernabéu, no fim de semana, contra o La Coruña, para chegar a 35 jogos invicto e quebrar o recorde. Este é o assunto principal para a imprensa de Madri nos últimos dias, mais do que a chance de ser primeiro ou segundo no grupo.

Depois do empate na bacia das almas em Barcelona, o Real vive em um mar de rosas. Recupera machucados e Zidane pode ser, em menos de um ano como técnico, campeão europeu e dono de uma marca histórica como esta. Não é qualquer coisa.

Veja o que será jogado em cada grupo da rodada final. Os grupo A, B, C e D têm jogos na terça-feira. Os outros, na quarta.

Grupo A

PSG e Arsenal empatam em pontos, mas o PSG tem a vantagem no critério de desempate (nos confrontos diretos entre eles, fez mais gols fora). Por isso, basta uma vitória sobre os búlgaros. O Arsenal joga na Basileia, e o Basel deve conseguir, com um empate, vaga na Europa League.

Grupo B

Este está embolado. Benfica e Napoli têm 8 pontos, o Besiktas tem 7 e o Dynamo Kiev está eliminado. O Besiktas precisa vencer em Kiev para se classificar. Neste caso, Benfica e Napoli jogam pela vaga em Lisboa – o empate é do Napoli. Quem ganhar, logicamente, fica em primeiro. Empate classifica os dois caso o Besiktas não ganhe. Caso perca ou empate, o Benfica ainda entra se o Besiktas não ganhar. Já o Napoli, se perder, só entra se os turcos também perderem.

Grupo C

Tudo já definido. Barcelona em primeiro, Manchester City em segundo e Borussia Moenchengladbach em terceiro (Europa League). Barça e City (contra o Celtic), em casa, devem ganhar – e também poupar jogadores.

Grupo D

Bayern de Munique x Atlético de Madri, a semifinal do ano passado, tinha tudo para ser um jogaço – só que ele não decide absolutamente nada. O Atlético, mal na Liga espanhola, já garantiu o primeiro lugar do grupo porque ganhou o duelo entre eles em Madri e viu o Bayern tropeçar contra o Rostov, na Rússia. O Bayern de Ancelotti não é firme como o de Guardiola, ainda que o potencial esteja lá. Ganhar é importante para elevar o espírito do clube, dar confiança. PSV Eindhoven e Rostov se enfrentam na Holanda, e os russos jogam pelo empate para ir à Europa League.

Grupo E

Bayer Leverkusen e Monaco se enfrentam na Alemanha, mas já sabemos que o Bayer será segundo e o bom time de Mônaco, o primeiro. O Tottenham, uma decepção desta fase de grupos, recebe o CSKA Moscou e joga pelo empate para pelo menos ir à Europa League – não que clubes ingleses liguem muito para isso.

Grupo F

Real Madrid e Borussia Dortmund, classificados, decidem o primeiro lugar no Bernabéu – o empate é dos alemães. O Sporting de Lisboa precisa de um empate contra o Legia, em Varsóvia, para jogar a Europa League.

Grupo G

O Leicester, mal na Premier, já garantiu o primeiro lugar. O Porto recebe o Leicester precisando ganhar para entrar em segundo. Se não vencer, o Porto será eliminado caso o Copenhagen ganhe do Brugge (que perdeu todas), na Bélgica.

Grupo H

A Juventus depende só de uma vitória contra o eliminado Dínamo de Zagreb para ser primeira. Lyon e Sevilla jogam na França, e o Lyon precisa vencer por dois gols para avançar. Para o Sevilla, voltar para a Europa League não tem muita graça. Seria uma grande decepção ser eliminado pelo Lyon. Se passar, no entanto, é um time que ninguém vai querer enfrentar nas oitavas.