Blog do Júlio Gomes http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br Este blog fala (muito) de futebol, mas também de outros esportes, turismo, a vida em nossa sociedade e o que mais der na telha do dono Thu, 13 Dec 2018 06:42:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Quando o Atlético-PR implodirá a noção de “12 grandes” no Brasil? http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/12/13/quando-o-atletico-pr-implodira-a-nocao-de-12-grandes-no-brasil/ http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/12/13/quando-o-atletico-pr-implodira-a-nocao-de-12-grandes-no-brasil/#comments Thu, 13 Dec 2018 06:42:03 +0000 http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/?p=3978 Existe um ponto pacífico (ainda que não unânime) de que há um G12 do futebol brasileiro. Os quatro grandes do Rio, de São Paulo, a dupla de Minas e a dupla gaúcha.

Entre estes, estão as maiores conquistas da história do nosso futebol, o maior número de jogadores convocados para a seleção (especialmente nos anos de ouro da seleção), são as camisas com o maior número de apaixonados Brasil afora, os maiores mercados, com mais mídia, etc, etc.

Mas o que define a “grandeza” de um clube?

Esses debates são eternos. Vai ter gente puxando mais pela história, creio que a maioria. Vai ter gente puxando por número e importância de títulos, aquele debate típico do torcedor no boteco. Vai ter gente puxando por tamanho de torcida. E vai ter gente dando um peso maior para o momento esportivo atual de cada clube.

Os 12 grandes que costumamos considerar os 12 grandes do Brasil continuam sendo os 12 maiores?

Em que momento a história é reescrita e reconsiderada?

O Atlético-PR, que agora será chamado de Athletico (deixo o debate sobre o marketing agressivo para outro post), se coloca onde no nosso cenário? Muitos dizem que o título da Sul-Americana “muda o patamar” do clube. Muda de qual para qual patamar exatamente?

Há coisas que o Atlético-PR dificilmente conseguirá. O Atlético nunca terá para a seleção brasileira a importância que os “12 grandes” tiveram. E nunca terá porque nunca mais ninguém terá, o futebol mudou e ficou global. Nem mesmo a seleção tem a mesma importância de outrora e tampouco será dominante no futebol mundial, como nos anos dourados (50 a 70).

O Atlético dificilmente conseguirá ser um clube nacional em termos de torcida e mídia, porque a “nacionalização” dos clubes do Rio e SP, principalmente, passou por um momento diferente das telecomunicações, de dominação total da mídia localizada nas duas maiores cidades do país. Hoje, é tudo mais difuso.

O Atlético precisa extrapolar as fronteiras de Curitiba, porque mesmo em seu Estado, o Paraná, a concorrência dos clubes paulistas é forte demais. E extrapolar fronteiras é algo que só se consegue com muitos títulos, aliado a marketing agressivo (que já é feito no clube) e positivo (muito longe de ser feito, muito pelo contrário). Eu não sei a fórmula para isso, e nem Petraglia e companhia sabem.

Tanto que precisou chegar a uma final internacional para finalmente quebrar o recorde de público do Paraná Clube (!!!) em seu próprio estádio. Talvez, por mais paradoxal que isso possa parecer, o Atlético só dará o passo além das fronteiras quando ele tiver dominado completamente seu próprio quintal. Não digo protagonismo. Digo exclusividade.

Falo tudo isso para mostrar a dificuldade de o Atlético furar esse G12. Porque há coisas que os clubes do G12 conseguiram ao longo dos anos que não são mais atingíveis nos tempos de hoje.

Por outro lado, quantos clubes do Brasil tem a estrutura física e humana (estádio, CT, departamentos técnicos, base, etc) que o Atlético tem?

O trio-de-ferro de SP está bem na fita nesse sentido. No Rio, o Flamengo montou estrutura e tem dinheiro, mas sofre sem estádio. Os mineiros têm estrutura magnífica, mas não têm estádio. Os gaúchos têm ótimos estádio próprios, mas estrutura ainda em desenvolvimento.

Se pegarmos o combo completo, o Atlético-PR certamente está posicionado no top 5 do país.

Há jogadores que hoje preferem vestir uma camisa como a do Atlético a uma mais tradicional. Mas há jogadores que não. Esse ainda é um processo em andamento.

A TV aberta não passa a final do Atlético na Sul-Americana para os grandes centros. Mas opa, tampouco passou a semifinal, que tinha o Fluminense. Aliás, o Fluminense é o único do G12 que não tem um título internacional.

Quem entra no Brasileiro hoje com mais chances de se enfiar na Libertadores? O Atlético ou um dos grandes cariocas (exceto o Flamengo)?

O mundo muda hoje em dia de forma muito rápida, muito dinâmica. Uma empresa hoje prefere investir em Cingapura ou em Milão? Mas e um turista, prefere gastar suas economias indo a Paris ou a Dubai?

A queda de braço entre tradição e modernidade está em vários setores, nos afeta em vários aspectos de nossas vidas. Quanto mais velhos somos, mais resistimos a mudanças. O próprio debate eleitoral recente no Brasil, girando em torno de temas comportamentais, nos mostra isso.

Desde a virada do milênio e a nacionalização do futebol brasileiro (outrora regional), com o advento dos pontos corridos, o Atlético-PR é um clube mais estável e relevante do que vários dos chamados 12 grandes.

É que talvez ele nunca consiga dar o salto para competir de fato com o grupinho dos mais poderosos destes 12. Ele não vai mais ser rebaixado para a Série B e correr riscos ano após ano, como ocorreu com o Palmeiras. Mas tampouco receberá as injeções financeiras e terá estádio cheio todo jogo, como o Palmeiras de hoje tem.

Entretanto, se fosse possível comprar um clube no Brasil e você fosse um multimilionário russo querendo botar dinheiro aqui, você compraria o Atlético ou o Botafogo?

Na história do nosso futebol, o Atlético ocupava um lugar de segundo escalão, aquelas forças regionais, com repiques nacionais. Junto com um monte de gente… Coritiba, Sport, Bahia, Vitória, Goiás, Remo, Paysandu, Portuguesa, Guarani, Santa Cruz, etc, etc, etc.

Hoje, claramente se descolou dessa galera toda e o único que parece ter alguma chance de se descolar também, se trabalhar bem e com consistência por muitos anos, é o Bahia.

Eu não acho que o título da Sul-Americana mude o patamar do Atlético. Porque isso já aconteceu. O conjunto da obra dos últimos 20 anos, sim, é que já mudou o patamar do Atlético, com construção da Arena e depois da atual, com o CT do Caju, com título brasileiro, com final de Libertadores, com o problema que é para vários “gigantes” jogar na Baixada. O título da Sul-Americana é um grão de areia a mais. Presenças constantes na Libertadores atrairão mais profissionais de peso, mais mídia, mais dinheiro. E assim o círculo virtuoso segue.

O G12 histórico é cada vez mais apenas história.

Hoje, na prática, o Brasil parece ter um G2 (que muitos achavam que seriam Flamengo e Corinthians, mas que na prática viraram Flamengo e Palmeiras). Que com boa vontade pode ser chamado de G4 ou talvez G7, G8.

Só daqui 20, 30, 40 anos poderemos, talvez, olhar para a história do futebol brasileiro e colocar o Atlético-PR na lista dos 10 maiores clubes do Brasil. Mas se fizermos um recorte do milênio, apenas, e dermos um peso maior para o presente do que para o passado, o Atlético já está nesse G10.

Ou melhor, o Athletico. Que não quer mais aquele hífen que mostra que ele é só do Paraná.

 

]]>
109
River Plate dá recado ao Real em Madrid: no Mundial, é 50-50 http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/12/10/river-plate-da-recado-ao-real-em-madrid-no-mundial-e-50-50/ http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/12/10/river-plate-da-recado-ao-real-em-madrid-no-mundial-e-50-50/#comments Mon, 10 Dec 2018 06:00:37 +0000 http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/?p=3970 No domingo à tarde, o Real Madrid suou sangue para ganhar por 1 a 0 do Huesca, último colocado do Campeonato Espanhol. Isso foi lá em Huesca, a 4 horas da capital. De noite, no estádio Santiago Bernabéu, os protagonistas foram outros. Com estádio dividido e ambientaço de futebol (que sei lá desde quando o Bernabéu não vivia), o River Plate fez 3 a 1 no Boca Juniors e se tornou campeão da América.

Salvo qualquer catástrofe, River Plate e Real Madrid estarão decidindo o campeão mundial no sábado que vem.

E, se no ano passado o Grêmio já tinha condições de vencer o Real, neste ano eu vou mais longe: é 50-50. Isso mesmo.

Até porque este River é melhor que o Grêmio-2018. E este Real é pior que o Real-2018.

Assim como o São Paulo, em 2005, e o Corinthians, em 2012, o River Plate terá a sorte de enfrentar um campeão europeu que não é o melhor time da Europa. O Liverpool ganhou a Champions por acaso em 2005, o Chelsea da mesma maneira em 2012, e o Real Madrid esteve para lá de iluminado na última Champions. Havia times melhores. E, mesmo que alguém discorde disso, as saídas de Zidane e Cristiano Ronaldo tiveram impacto tão grande na temporada que o Madrid já até demitiu técnico.

Na atual temporada 18/19, o Real já perdeu de Levante, Alavés, CSKA Moscou… já levou 5 do Barcelona, 3 a 0 do Sevilla e do… Eibar (!!!).

Não é um time confiável. Joga mal, não tem padrão. Tem qualidade individual técnica, lógico, mas o futebol é cada vez mais coletivo.

Tampouco era confiável no ano passado. Mas ainda tinha Cristiano Ronaldo. E o Grêmio não tinha Arthur e não teve coragem para encarar de frente.

Já o River Plate tem um time completo, técnico, que gosta de jogar com a bola, mas sabe atual na transição em velocidade. Tem no banco de reservas, por exemplo, um talento como Quintero, o colombiano que decidiu a final da Libertadores no Bernabéu. Só é ruim, ruim para chuchu, nas bolas altas defensivas.

Essa coisa de a final da Libertadores ser disputada pertinho do Mundial é muito benéfica para os times sul-americanos. Porque chegam com ritmo, com adrenalina lá no alto e não perdem jogadores-chave entre torneios. A aproximação das datas é um fator de equilíbrio em um confronto que, nas últimas duas décadas, não teve nada de equilíbrio.

O River Plate passou, em sua campanha de título, por um grupo pesado na primeira fase, Racing, Independiente, Grêmio e Boca (somados, 17 títulos de Libertadores). É um River redondinho contra um Real Madrid claudicante.

Tem jogo.

]]>
21
Final da ‘Conquistadores’ não pode apagar nossa tragédia http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/12/09/final-da-conquistadores-nao-pode-apagar-nossa-tragedia/ http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/12/09/final-da-conquistadores-nao-pode-apagar-nossa-tragedia/#comments Sun, 09 Dec 2018 06:00:09 +0000 http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/?p=3967 Tenho alguns bons amigos do Boca Juniors, alguns bons amigos do River Plate. Um deles, do River, foi de São Paulo a Buenos Aires para a final de duas semanas atrás. Foi ao estádio no sábado e foi de novo no domingo. Voltou para casa com uma frustração do tamanho de seu corpanzil.

Outro, que mora em Madrid há quase duas décadas, talvez nem saiba mais como é torcer por seu time no estádio. Apesar da total desconexão, tem uma foto com Maradona e camisa do Boca no hall de entrada de seu apartamento, foto que prova que um dia ele teve cabelo, e terá a estranha possibilidade de ver o seu Boca jogar por mais uma Libertadores… na cidade que adotou.

É bizarro que a final da Libertadores da América seja em Madrid, capital da Espanha. Será a final da Conquistadores da América? Tenho certeza que a cartolagem barriguda e fumadora de charuto leu poucos livros de história na vida. Eles são mais das finanças, mesmo. Nem sabem o paradoxo que promovem.

É verdade também que os espanhóis, hoje, não têm mais o afã imperialista e assassino de outrora. Nesse sentido, se pensarmos em Conquistadores contemporâneos, mais bizarra seria uma final em Miami – não se enganem, este é o grande sonho da cartolagem, que consegue ter a final única que tanto queriam em campo neutro, oficial a partir de 2019, na prática a partir de 2018.

Tudo o que envolve esta final de Libertadores é uma tristeza. A incapacidade de organizar um evento, de encontrar os culpados, de desafiar quem usa o futebol para agredir e machucar, a incapacidade de acordo entre partes opostas, a incapacidade de fazer a “maior final de todas”.

Pois, então, cruza-se o oceano com o rabo entre as pernas e orelhinhas abaixadas. E vamos lá, pedir ajuda a quem sabe o que faz. E o pior é há nem mesmo como debater nosso vira-latismo.

A final de hoje será espetacular. Madrid está tomada de argentinos, e, seja os que foram até a Espanha, seja os que lá vivem, todos sabem como torcer e apoiar em um estádio de futebol. O Bernabéu estará dividido em dois, com duas torcidas fanáticas. Possivelmente será quebrado qualquer recorde de decibéis, se é que existe uma medição assim.

O jogo tem tudo para ser bom. Ao River, a punição acaba sendo grande e justa – não jogar a final diante de sua torcida. Ao Boca, a chance de ganhar o título no campo, não no tapetão, com a motivação extra por tudo o que ocorreu.

A final acabará sendo vista e acompanhada em toda a Europa. Talvez até mostre para muitos europeus que nossos hábitos nas arquibancadas são muito mais legais do que os deles.

Estou tentando ver o copo meio cheio. Mas o copo já foi derramado inteirinho.

A final de Madrid, com ambiente maravilhoso e repercussão mundial, não pode apagar o que aconteceu. Não podemos ficar entorpecidos pela última impressão. O êxtase de quem está em Madrid contrasta com a depressão em Buenos Aires. A América Latina precisa repassar seu futebol de cabo a rabo, tanto em termos técnicos quanto no posicionamento social.

Só corrige seus erros quem sabe e admite que errou.

 

]]>
3
O ano flamenguista foi vergonhoso do início ao fim http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/12/01/o-ano-flamenguista-foi-vergonhoso-do-inicio-ao-fim/ http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/12/01/o-ano-flamenguista-foi-vergonhoso-do-inicio-ao-fim/#comments Sat, 01 Dec 2018 23:17:23 +0000 http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/?p=3963 Se 81 é o maior ano da história do Flamengo, o 18 é o inverso. OK, infame. Mas não tão infame quanto a temporada rubro-negra.

O flamenguista deve estar de saco estourando com o time. Mais de 66 mil pessoas foram ao Maracanã para ver o time se despedir com vitória do campeonato. E nem isso conseguiram.

Com todo esse orçamento, cota de TV gigante, contratações a rodo… o Flamengo passa o ano em branco. E é difícil escolher o momento mais deprimente do 2018 flamenguista.

O ano começou com a lenga lenga em torno de Rueda. Aí Carpegiani, que chegava para ser o pulso firme no futebol, vira técnico tampão e cai. E cai porque perde a semifinal do Carioca para o Botafogo, como se o Carioquinha fosse prioridade para um clube do tamanho do Flamengo.

Aí tem o repique, o sopro de esperança, com a liderança do Brasileiro antes da Copa.

Mas deixam Vinícius Jr ir embora para o Real Madrid. Acumulam-se as derrotas. Eliminação na Libertadores. Eliminação na Copa do Brasil para esse ridículo time do Corinthians. Troca de técnico. Presidente em campanha eleitoral. Goleiro-estrela afastado do elenco. E a venda de mais uma “joia”, Paquetá.

Enquanto o Palmeiras segurou Dudu, que não é nenhum moleque, o Flamengo perde em poucos meses o seu presente, o seu futuro.

O gran finale? Em algumas horas, o “não” de Renato Gaúcho e a derrota para o mistão do Atlético-PR no Maracanã, na despedida de Paquetá e com quase 70 mil almas no estádio.

O que o Flamengo precisa fazer diferente?

Tem um monte de coisa que pode e tem que mudar, se o Flamengo quiser mesmo se posicionar como a grande força do futebol brasileiro, contestando uma certa hegemonia que o Palmeiras começa a criar. As eleições determinarão os próximos passos. O Flamengo precisa de um organograma mais claro no futebol, de liderança, estratégia e contratações bem feitas, um elenco mais equilibrado.

Quando escrever cartinha para o Papai Noel, talvez o flamenguista nem peça títulos em 2019. Peça apenas para parar de passar vergonha.

]]>
79
Quem disse que o pofexô não está atualizado? Poker é vida para esportistas http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/11/29/quem-disse-que-o-pofexo-nao-esta-atualizado-poker-e-vida-para-esportistas/ http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/11/29/quem-disse-que-o-pofexo-nao-esta-atualizado-poker-e-vida-para-esportistas/#comments Thu, 29 Nov 2018 13:53:47 +0000 http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/?p=3956 Moisés, do Palmeiras, Ademir da Guia, Luxemburgo, Fábio Luciano, Palhinha, Rodrigão, do vôlei, Thiago Pereira, nadador medalhista olímpico. E isso que a Maurren Maggi não conseguiu chegar!

O poker vai virando cada vez mais um refúgio para atletas, como já sabemos há algum tempo e como vi na noite inaugural do BSOP Millions, o maior festival de poker da América Latina (aliás, para quem tiver curiosidade sobre o esporte ou tiver qualquer tipo de receio sobre o poker, sugiro uma visita ao evento, na zona sul de São Paulo).

Fui convidado pelo amigo Igor Trafane, uma das pessoas mais importantes na regulamentação, existência e promoção do poker no Brasil, e pelo grande Serginho Prado, ex-colega de ESPN, para participar do “Desafio das Estrelas”, o glamouroso torneio da noite de abertura do evento.

Não que eu seja estrela e nem tenha muito glamour. Mas já sabem, todo protagonista precisa de um coadjuvante. E lá fui eu. Havia gente famosa de outras áreas. Da TV, como Serginho Groisman, Marcius Melhem e Marcelinho Ié Ié, da música, como Andreas Kisser, do Sepultura, Bruninho, que faz dupla com Davi, além do chef Érick Jacquin, de muitos empresários de sucesso, gente da publicidade, da política, do jornalismo (Ary Aguiar, Victão Marques, Nelo Rodolfo), enfim.

O poker, como eu já disse, é o esporte mais democrático que existe. Não importa quem você seja ou o que faça, se é homem, mulher, forte, fraco, alto, baixo, gordo, magro. Qualquer um pode jogar. E todos começam em igualdade de condições qualquer torneio. A variedade é grande, mas é notável como o poker é especialmente popular com quem fez ou faz parte da vida esportiva.

Acabei sendo eliminado em oitavo lugar, adivinhem por quem… Vanderlei Luxemburgo. O “pofexô” acertou um belo rei no river, a última carta, e derrubou meu parzinho de quatro. Logo antes de mim havia caído Moisés, campeão pelo Palmeiras. “Tá de sacanagem, professor?!”, foi minha única reação da hora. E vocês já imaginam a risadinha do homem, né. Aquela que nos acostumamos a ver nos últimos vinte e tantos anos.

Luxemburgo é figurinha carimbada no mundo do poker. Acabou o desafio das estrelas em segundo lugar, ganhou um belo prêmio. Hoje em dia, é na mesa de poker que a gente encontra aquele Luxa dos velhos tempos, com olhar determinado, faca nos dentes e vontade de ganhar. O futebol cansa, ainda mais nessa espiral negativa do futebol brasileiro.

Conversamos sobre os tempos de Madrid, quando fomos contemporâneos na cidade, e a besteira que foi a farpa trocada em público com Florentino Pérez (e a demissão). Luxa poderia ter tido vida mais longa na Espanha, mas eram realmente tempos difíceis para comandar o Real, justo quando o Barcelona encontrou o rumo com Ronaldinho.

É claro que, para caras como ele e outras pessoas muito bem sucedidas em suas áreas, a premiação em um torneio de poker pode ser uma bobagem, coisa pequena. Mas não é esse o ponto para quem jogar poker. O ponto é o desafio da vitória.

Esse desafio, creio, é o que proporciona uma “vida, parte 2” interessantíssima para ex-atletas ou mesmo para gente que ainda esteja no meio esportivo.

Esporte é competição pura, é viver para ganhar, fazer tudo para ganhar, e esse é um drive de 10 em cada 10 esportistas. Muito já se tratou da “primeira morte” que representa para um esportista parar de competir. Muitos têm grandes problemas para encontrar um novo rumo na vida.

Thiago Pereira, por exemplo, me contou como é duro hoje em dia cair numa piscina e voltar a sentir dor.

Não deve ser fácil, para quem nadou, nadou, nadou e, nos tempos livres, nadou…. parar de nadar. Nada fácil. A cabeça entra em parafuso.

O poker é perfeito para pessoas que precisam deixar a competição e fazer a transição para uma vida “normal”. E tem mais. O poker não tem limite de idade. Os caras podem fazer isso literalmente para sempre. É só estar sempre estudando e se atualizando. Né, pofexô? Vai ter volta! hehe

]]>
3
Lisca faz coisa de doido: o Ceará está salvo http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/11/26/lisca-faz-coisa-de-doido-o-ceara-esta-salvo/ http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/11/26/lisca-faz-coisa-de-doido-o-ceara-esta-salvo/#comments Tue, 27 Nov 2018 00:48:11 +0000 http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/?p=3953 Quando o Ceará ganhou do Sport por 1 a 0, três dias após a final da Copa do Mundo, a torcida do Vozão comemorava sua primeira vitória em três meses e meio. A última tinha sido em abril, na final do Cearense, contra o Fortaleza.

Depois disso, eram 16 jogos sem vitórias pelo Brasileiro e Copa do Nordeste (oito empates e oito derrotas). No Brasileiro, apenas 5 pontos somados nos 12 jogos pré-Copa do Mundo. Uma lanterna com sobras. Um rebaixamento certo. #sóquenão.

O milagreiro Lisca já havia chegado. E, após o mês limpo de treinos, o Ceará voltou melhor que a maioria dos outros times. Ganhou logo de cara três em quatro jogos. Nos dois meses seguintes, em 13 partidas, só levou mais de um gol em um jogo. No pós-Copa, levou 20 gols em 25 jogos – havia sofrido 18 nos 12 primeiros. No segundo turno, tem a sexta melhor campanha, ao lado do poderoso Grêmio.

Apesar de estar perdendo fôlego, com só uma vitória nos últimos seis jogos (e uma vitória polêmica, sobre o rebaixado Paraná, com pênalti não marcado para o lanterna no finalzinho), o Ceará conseguiu garantir matematicamente a permanência na Série A.

O último jogo, em casa, contra o Vasco, será de festa e de busca por um bônus: o Ceará se garante na Sul-Americana com vitória.

No ano que vem, teremos Ceará x Fortaleza na primeira divisão. Jogos para marcar na agenda!

Um enorme clássico regional, que mais do que compensa a perda do Ba-Vi (devido ao rebaixamento do Vitória). Pelo menos quatro clubes do Nordeste estarão na Série A – os cearenses, o Bahia e o CSA. Resta saber se o Sport será o quinto.

Após o empate no Morumbi, o Sport passa a ser o único clube que não depende apenas das próprias forças para seguir na primeira divisão. Cinco brigam para não cair junto com Paraná e Vitória.

Fluminense e Vasco precisam de um ponto na rodada final, mas ambos podem se salvar mesmo em caso de derrota. Chapecoense e América dependem de vitória simples, mas podem se salvar com empate. O Sport é quem tem que vencer e depende de ajudas. Abaixo, o que cada um deles precisa. E um aviso: este post ignora a chance de o Sport tirar um saldo de 8 gols menor do que o Fluminense.

 

Ceará (43 pontos):
– Está matematicamente garantido na Série A 2019.

Fluminense (42 pontos):
– Se salva se empatar com o América;
– se perder, precisa que ou o Vasco perca ou a Chape não vença.

Vasco (42 pontos):
– Se salva com um empate contra o Ceará;
– Caso perca, vai precisar que duas destas três situações ocorram: Chape não vencer; América não vencer; Sport não vencer. Ou seja, se o Vasco perder, apenas um destes três pode ganhar na última rodada.

Chapecoense (41 pontos):
– Se salva se vencer o São Paulo;
– Caso empate, se salvará caso nem América nem Sport vençam;
– Se perder, a Chape só se salvará com derrota do América e caso o Sport não vença.

América (40 pontos):
– Se salva se vencer o Fluminense;
– Se empatar, se salva caso o Sport não vença e a Chape perca;
– Se perder, estará rebaixado.

Sport (39 pontos):
– É o único que não depende de si. Se salva com vitória sobre Santos e ainda precisa que duas destas três situações ocorram: Chape não vencer; América não vencer; Vasco perder;
– Se empatar ou perder, o Sport estará rebaixado.

]]>
28
Luta contra a degola: todos dependem apenas das próprias forças http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/11/26/luta-contra-a-degola-todos-dependem-apenas-das-proprias-forcas/ http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/11/26/luta-contra-a-degola-todos-dependem-apenas-das-proprias-forcas/#comments Mon, 26 Nov 2018 06:00:56 +0000 http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/?p=3947 A luta contra o rebaixamento está apertada no Brasileirão. Paraná e, agora, Vitória já estão condenados à Série B. Mas quais serão os outros dois rebaixados?

Ceará, Fluminense, Vasco, Chapecoense, América-MG e Sport são os “candidatos”. Dos seis, quatro permanecerão, dois cairão. E a curiosidade é que todos eles dependem apenas de si.

O Sport é quem ainda faz dois jogos, pois enfrenta o São Paulo, nesta segunda, no Morumbi, em partida que encerra a penúltima rodada. Se o Sport não vencer, o Ceará estará automaticamente garantido na Série A e o Sport passará a ser o único time que não dependerá mais das próprias forças.

Os pernambucanos jogam no Morumbi e, depois, recebem o Santos. Se vencerem as duas, estão livres.

Essa “independência” de resultados ocorre porque a última rodada tem dois confrontos diretos: Ceará x Vasco e Fluminense x América. Os outros jogos são o já citado Sport x Santos e Chapecoense x São Paulo.

 

Se a Chape vencer o São Paulo, estará livre. Caso empate ou perca, terá de secar América e Sport para seguir na Série A.

Se o Ceará ainda não estiver livre do rebaixamento, bastará um empate contra o Vasco, em casa. O Vasco se salvaria com uma vitória. Mas, caso o Sport não vença o São Paulo, o Vasco se salvará com um empate em Fortaleza (contra um Ceará já salvo). O jogo do Morumbi nesta segunda-feira pode tirar o caráter de “vida ou morte” deste Ceará x Vasco.

E, por fim, Flu x América.

Um empate basta para o Fluminense seguir na Série A. Mesmo dentro da zona de rebaixamento neste momento, ao América, basta a vitória (pois ele ultrapassaria o Flu e necessariamente ou Ceará ou Vasco).

Caso não vença o Flu, o América provavelmente será um dos rebaixados. Já o Flu, caso perca do América, se salvará se duas destas três situações ocorrerem: Vasco perder; Chape não vencer; Sport não vencer seus dois jogos.

Cinco torcidas, portanto, estarão loucamente torcendo pelo São Paulo contra o Sport nesta noite de segunda.

Abaixo, um resumo do que cada time precisa para não cair:

Ceará (43 pontos):
– Se salva se Sport não vencer São Paulo nesta segunda;
– ou se salva se empatar com o Vasco no último jogo;
– ou, se perder do Vasco, precisa torcer para Chape ou Sport não vencerem seu último jogo.

Fluminense (42 pontos):
– Se salva se empatar com o América;
– se perder, precisa que duas destas três situações ocorram: Vasco perder; Chape não vencer; Sport não vencer seus dois jogos.

Vasco (42 pontos):
– Se salva se vencer o Ceará;
– Caso empate, se salva se Chape não vencer ou Sport não ganhar seus dois jogos finais;
– Caso perca, vai precisar que duas destas três situações ocorram: Chape não vencer; América não vencer; Sport não fazer quatro pontos em seus dois jogos finais.

Chapecoense (41 pontos):
– Se salva se vencer o São Paulo;
– Caso empate, se salvará caso o América não vença e o Sport não faça quatro pontos em seus jogos finais;
– Caso perca, a Chape só se salvará com derrota do América e caso o Sport não vença qualquer um de seus jogos.

América (40 pontos):
– Se salva se vencer o Fluminense;
– Se empatar, se salva caso o Sport perca um de seus jogos ou empate os dois e a Chape perca;
– Se perder, estará rebaixado.

Sport (38 pontos):
– Se salva com vitórias nos dois jogos finais (contra São Paulo e Santos);
– Se fizer quatro pontos nestes jogos, precisa que duas destas três situações ocorram: Chape não vencer; América não vencer; Vasco perder;
– Se fizer três pontos neste jogos, se salva caso Chape perca e América não vença;
– Se não vencer qualquer um dos jogos restantes, o Sport estará rebaixado.

 

]]>
15
Barça e Real com início tão pífio? É preciso voltar muitos anos no tempo http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/11/25/barca-e-real-com-inicio-tao-pifio-e-preciso-voltar-muitos-anos-no-tempo/ http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/11/25/barca-e-real-com-inicio-tao-pifio-e-preciso-voltar-muitos-anos-no-tempo/#comments Sun, 25 Nov 2018 06:00:10 +0000 http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/?p=3942 O Barcelona é o líder do Campeonato Espanhol após o empate arrancado no último minuto contra o Atlético de Madrid, ontem – ainda que possa ser desbancado hoje à tarde, em caso de vitória do Sevilla.

Mas o número de pontos do Barça, 25, é pífio perto do que vimos nos anos anteriores – o mais baixo do clube desde 2003. Superado o primeiro terço da Liga espanhola (13 rodadas), o Barça ganhou apenas um pouquinho mais da metade de seus jogos (7).

E o Real Madrid então? São apenas 20 pontos, com 6 vitórias em 13 jogos, e a sexta colocação na tabela.

Somados, Barça e Real somam 45 pontos em 13 rodadas (58% de aproveitamento da dupla). É preciso voltar a 2002, 16 anos no tempo, para encontrar um início tão pífio.

Naquela temporada 2002/2003, a Real Sociedad liderava após 13 rodadas, com 29 pontos. O Real era terceiro, com 24, e o Barcelona era o décimo, com 16. Somados, os gigantes tinham 40 pontos.

O Real Madrid ganharia a Liga sobre a Real Sociedad na última rodada. O Barcelona veria sua história mudar a partir da chegada de Ronaldinho, ao final daquele campeonato.

Desde então, nunca mais o Campeonato Espanhol deixou de ter ou Real ou Barcelona na liderança após 13 rodadas. É preciso voltar 10 anos no tempo para encontrar o último campeonato em que, após 13 rodadas, os dois gigantes não somavam pelo menos 60 pontos (dos 78 possíveis).

O que explica o que está acontecendo no atual campeonato?

O Barcelona perdeu Messi, machucado, por algum tempo. Mas ainda assim tem um elenco estrelado e que não está tendo os mesmos tropeços na Champions League. O empate no fim com o Atlético é heróico, mas o que dizer das derrotas para Bétis e Leganés, por exemplo?

Já o Real Madrid vive uma ressaca brava após o tri europeu. Perdeu Cristiano Ronaldo, perdeu Zidane e simplesmente não consegue encontrar a boa forma novamente. A polêmica da vez é o suposto doping de Sergio Ramos encoberto após uma final de Champions. Já demitiu Lopetegui e parecia estar se encontrando com Solari, até os 3 a 0 sofridos diante do Eibar (!), ontem. O ambiente não está nada calmo.

A queda do Real Madrid era esperada. A do Barcelona, pelo menos no futebol doméstico, não.

O Atlético de Madrid perdeu, no clássico em seu estádio, uma chance de ouro de assumir a liderança na Espanha. Também começou a Liga com muitos tropeços bobos, mas, ao contrário de outros anos, não está desgarrado da ponta, exatamente pela incrível instabilidade de Barça e Real.

]]>
7
Quando a maior final vira a maior vergonha http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/11/24/quando-a-maior-final-vira-a-maior-vergonha/ http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/11/24/quando-a-maior-final-vira-a-maior-vergonha/#comments Sat, 24 Nov 2018 20:06:51 +0000 http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/?p=3936 Boca Juniors x River Plate era a chance de mostrar ao mundo que existe futebol longe da Europa. Opa, olhem para cá também. Temos camisas importantes. Tem Brasil, tem Argentina, tem Uruguai, tem rivalidade, tem emoção, comoção, tem coisa grande acontecendo aqui também.

Com a coisa de serem jogos em dois sábados, chance maior ainda de fisgar algum público europeu – porque noite aqui é madrugada lá, ninguém sabe que rolam os jogos de Libertadores no meio de semana. Chance grande de beliscar alguma coisa no mercado americano – sigo achando que o futebol sul-americano só poderá competir de frente com o europeu de novo quando os americanos entrarem na parada.

Só que os fatos se atropelam. E a maior final da história da competição vira a maior vergonha.

Primeira final adiada por chuvas, dia trocado. Torcida única, o que, convenhamos, é um recibo danado da nossa incapacidade de organizar eventos. E, duas semanas depois, a justificativa de jogos assim serem disputados com torcida única.

A selvageria de um punhado de torcedores do River Plate, covardemente jogando de tudo no ônibus do Boca. Ou seja, total falta de organização (o ônibus precisava passar por aquela rua? Não deveria estar sendo melhor protegido?) e total falta de civilidade.

Essa é a mensagem que a América do Sul passa para o mundo. Quando se trata de futebol, não só não somos tão grandes como antes fomos, como somos cada vez mais selvagens.

Uma vergonha completa. Uma pena enorme.

Querem piorar as coisas? Forçar o Boca Juniors a entrar em campo nessas circunstâncias. Uma final manchada para sempre. A Conmebol precisa acabar.

]]>
47
Deyverson foi muito maior que Borja no Brasileiro http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/11/21/deyverson-foi-muito-maior-que-borja-no-brasileiro/ http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2018/11/21/deyverson-foi-muito-maior-que-borja-no-brasileiro/#comments Thu, 22 Nov 2018 01:43:08 +0000 http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/?p=3931 Foi uma noite de gols ridiculamente perdidos no Campeonato Brasileiro. Damião, duas vezes, jogando fora a virada do Inter sobre o Atlético Mineiro. René dando uma bicuda, com gol livre, enquanto o Flamengo ainda empatava com o Grêmio – talvez Geromel tenha desviado, mas a finalização foi patética. Depois, no mesmo jogo, Vitinho jogou o 2 a 0 por cima, com gol livre, perdendo um tão feito quanto o que ele mesmo perdeu contra o São Paulo rodadas atrás. Pimpão, na Vila, teve a virada em seus pés nos acréscimos, mas demorou tanto que foi travado.

Mas o gol perdido da noite é o de Borja. Livre, com bola limpa, sem ser pressionado, o colombiano chutou por cima o que seria o primeiro do Palmeiras, o gol do alívio, no finalzinho de um encardido primeiro tempo contra o América no Parque.

No segundo tempo, um lance fortuito, com bola espirrada em Luan, abriu a lata. E veio a goleada palmeirense. O quarto e último gol foi de Deyverson, com suor e sangue, após a cabeçada sofrida pelo atacante no lance.

O mesmo Deyverson que, momentos antes, na celebração do gol de Luan, tentou pular em cima dos companheiros para comemorar, passou lotado e caiu no chão lá do outro lado. É realmente um cidadão com um parafuso a menos, como disseram o próprio Felipão e outros jogadores do Palmeiras ao longo do semestre.

Deyverson é um jogador mais ou menos em termos técnicos e explosivo, encrenqueiro. Mas o fato é que ele foi um dos jogadores cruciais da campanha do título palmeirense – que, se não vier no fim de semana, contra o Vasco, virá na última rodada, em casa, contra o Vitória.

O Palmeiras escolheu a Libertadores como prioridade número 1, pelo prestígio e a obsessão dos brasileiros neste torneio. Colocou a Copa do Brasil como prioridade número 2, pela grana de premiação e por ser um torneio disputado em meio de semana, como a Libertadores.

Assim, sobrou o Brasileiro como prioridade 3 (e última). E Felipão colocou, sem dó, o time reserva para jogar o Brasileiro. O mesmo fizeram Cruzeiro e Grêmio, que acabaram ficando pelo caminho no principal torneio nacional por causa disso.

Mas deu certo para o Palmeiras. E deu certo essencialmente porque boa parte do elenco tem o mesmo nível. A dupla de zaga do Brasileiro possivelmente seja melhor que a dos mata-matas. Dudu jogou tudo o que podia e fez a diferença. E Lucas Lima e Deyverson foram jogadores fundamentais no Brasileiro.

O gol de Deyverson nesta quarta, com sangue escorrendo no rosto, contrasta com o gol perdido por Borja.

Mesmo depois das eliminações na Libertadores e na Copa do Brasil, quando Borja assumiu a posição de titular no Brasileiro, foi Deyverson quem apareceu mais.

O colombiano teve um bom ano, mas passou longe de ser figura importante no Brasileiro. Na foto do título, precisa estar o maluquinho Deyverson.

]]>
17