Blog do Júlio Gomes

Árbitro define classificação do Real Madrid sobre o Bayern

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Não dá para entender o que está acontecendo com a Uefa. Mas a atual vai se transformando na edição mais manchada da história da Liga dos Campeões da Europa.

Depois da absurda arbitragem que determinou a virada épica que classificou o Barcelona contra o PSG, depois de erros cruciais em Turim (gol mal anulado da Juventus na ida contra o mesmo Barça), em Dortmund (pênalti não marcado e gol em impedimento do Monaco na ida), e em Madri (pênalti mal marcado e outro claro não marcado para o Atlético no jogo de ida com o Leicester), o homem do apito voltou a ser decisivo. Voltou a ser definitivo.

O Real Madrid foi extremamente beneficiado pela arbitragem do húngaro Viktor Kassai para vencer o Bayern de Munique por 4 a 2, na prorrogação, e se classificar para as semifinais da Champions.

O árbitro expulsou absurdamente Vidal no fim do tempo regulamentar. Teve três oportunidades de expulsar Casemiro, que já estava amarelado e deveria ter visto o vermelho. E deu o gol de Cristiano Ronaldo que decretou o empate por 2 a 2, já na prorrogação, quando o português estava um metro em impedimento.

Não estamos falando de mimimi. Estamos falando de lances capitais, que determinam o placar final do jogo.

O Barcelona não teria chance de se classificar contra o PSG se não fosse a arbitragem. O Real Madrid poderia ter se classificado mesmo sem a arbitragem. Mas, com ela, a coisa foi definida.

O Bayern começou melhor o jogo e teve o domínio nos 20 primeiros minutos. Mas o Real Madrid melhorou e criou as melhores chances. Gols perdidos que lembraram as chances desperdiçadas em Munique.

Em Munique, é bom lembrar, o Bayern desperdiçou um pênalti mal marcado a seu favor. Mas, no segundo tempo, com 1 a 1, foi marcado um impedimento em lance que deixaria Thomas Müller de cara para o gol. Teve Javi Martínez corretamente expulso.

E, com um a mais, o Real venceu por 2 a 1, mas poderia ter vencido por mais. Como poderia ter feito algum gol no primeiro tempo no Bernabéu.

Mas o segundo tempo foi inteirinho do Bayern de Munique. Jogou melhor que o Real Madrid, fez Zidane realizar alterações precipitadas, calou o estádio e foi empurrando.

Com 0 a 0 no marcador, Vidal fez uma falta que poderia ter sido para segundo amarelo. Poderia. Eu não daria. Falta normal, de jogo, em que não se pode expulsar um jogo e comprometer a partida. Lance fora da área, sem perigo de gol e sem violência excessiva. Não acho um absurdo que se defenda um amarelo no lance, mas eu não daria.

Minuto seguinte, Casemiro derruba Robben na área. Lance em que foi marcado pênalti e Lewandowski fez 1 a 0. Uma jogada de gol, dentro da área e em que Casemiro poderia ter visto o segundo amarelo. Talvez com o lance de Vidal na cabeça, talvez sem convicção da falta, Kassai não expulsou o brasileiro.

Com 1 a 0, o Bayern tomou conta do jogo. Mas Cristiano Ronaldo, após ótimo cruzamento de Casemiro, empatou a partida. Ainda assim, o Bayern continuou em cima e fez 2 a 1 meio que sem querer, em um infeliz gol contra de Sergio Ramos. No lance, não há impedimento de Lewandowski, que estava na mesma linha da bola no passe de Müller. Passe que foi cortado por Nacho e colocado para dentro do gol por Ramos.

Com 2 a 1, o Bayern acreditou que poderia se classificar e o Real Madrid nitidamente sentiu a pressão. Em um lance de ataque de Robben, Casemiro fez outra falta para amarelo. Mas novamente deixou de ser expulso.

Pouco depois, Vidal deu um carrinho limpo, na bola, em lance que nem duvidoso foi. E acabou expulso por Kassai. Ali, o juiz praticamente determinava o destino do jogo. Justo quando o Bayern parecia perto de matar a partida, com um Real Madrid com medo em campo, o árbitro inverte a lógica da partida.

Mas ainda tinha mais. Na prorrogação, Casemiro simula um pênalti na cara do juiz e novamente deixa de receber o segundo amarelo. E logo depois Cristiano Ronaldo faz o 2 a 2 recebendo cruzamento em posição de muuuuito impedimento.

Com um a mais em campo, o placar e os espaços, o Real Madrid chegou ao 4 a 2.

Dois grandes jogos de futebol. E, novamente, atuação decisiva da arbitragem.

Assim como o Barcelona, o Real Madrid não pode falar de árbitros.