Blog do Júlio Gomes

São Paulo impressionou pela personalidade na Vila

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Eram 16 clássicos paulistas seguidos sem vencer fora do Morumbi. Eram mais de sete anos sem vencer o Santos na Vila Belmiro, 11 jogos.

O São Paulo de Rogério Ceni já quebra tabus.

Mais do que isso ou até mesmo que os três pontos, o mais interessante para o torcedor são-paulino foi ver tanta personalidade em campo.

O São Paulo só se acuou quando já vencia por 2 a 1, Dorival fez uma substituição ofensiva (e arriscada) e o Santos pressionou bastante por alguns minutos.

Sidão fez uma grande defesa. Evitou o empate, logo depois ligou o contra ataque e, no primeiro que encaixou, o São Paulo matou o clássico.

Luiz Araújo, que entrou no intervalo, foi muito mais eficiente que Neílton. Fez dois gols e ameaçou o tempo todo. Está claro que vai se firmar como titular.

No primeiro tempo, após levar o 1 a 0, o São Paulo não sentiu o golpe. Colocou a bola no chão, trocou passes, rodou, rodou, rodou. É raro ver o Santos ser empurrado para trás na Vila. Faltava ao São Paulo o passe mais agudo.

O empate saiu em um pênalti infantil de Zeca sobre o Gilberto, anotado por Cueva. O Santos melhorou depois do empate, criou uma chance e chegamos ao intervalo.

No segundo tempo, a tônica foi a mesma. O São Paulo controlou a posse de bola. Mesmo longe da área, era quem ditava o ritmo do jogo. Mas foi em outro lance que nada teve a ver com isso que chegou à virada.

Lucas Lima perdeu bola no meio do campo, Gilberto deu rápido passe para Luiz Araújo, que avançou e marcou. Depois da pressão do Santos em busca do empate, vieram o 3 a 1 e chances para fazer até o quarto.

Ainda é início de temporada. Mas é daqueles jogos importantíssimos para a sequência de um trabalho inicial. O mito já é cada vez mais mito no coração do torcedor.